A ADS Comunicação Corporativa comemora neste domingo (17/1) 50 anos de atuação. Com o sloganinovando desde sempre, a empresa informa marcar sua trajetória “com responsabilidade social corporativa, prevenção e gerenciamento de crises, programas de relacionamento com stakeholders, gestão de redes sociais, marketing digital, marketing de influência, eventos, entre outros.
Fundada por Antonio De Salvo, falecido em 2008, a ADS foi uma das primeiras a abrir portas em um mercado que na década de 1970 era praticamente desconhecido. Desde então, atendeu a centenas de clientes de todos os setores da economia e conquistou os principais prêmios nacionais e internacionais da categoria. Por seu quadro de colaboradores passaram alguns dos principais nomes do mercado de Relações Públicas e do Jornalismo do País.
Ingrid Rauscher, CEO da ADS, diz que a agência tem quatro pilares principais: “Compreensão do ambiente de mudanças que norteia a comunicação, a confiança de seus clientes, a capacidade da agência de oferecer soluções criativas e inovadoras e o talento de uma equipe de profissionais comprometidos com a entrega de resultados consistentes para os clientes”.
Lúcio Flávio Pinto (Crédito: Paulo Santos/Acervo H)
Ao escrever a J&Cia para corrigir um equívoco na divulgação dos rankings dos +Premiados Jornalistas da História, de que teria se aposentado – “Não me aposentei ainda. Continuo alimentando meus quatro blogs” –, Lúcio Flávio Pinto, que se mantém na liderança dos mais premiados da Região Norte, aproveitou para informar sobre os três livros que lançou nos últimos meses, todos em edição do autor: Cabanagem – O Massacre (354 páginas), Memória do Cotidiano, volume 12 (101 págs.) e O Inferno no Paraíso (136 págs.). Ele falou ao Portal dos Jornalistas sobre as obras:
Portal dos Jornalistas – Alguma razão especial para você lançar conjuntamente esses três livros?
Lúcio Flávio Pinto – Não. Minha vida sempre se condicionou pelo acompanhamento das conjunturas, por imposição profissional do jornalismo. Impôs tanto o meu interesse por questões específicas quanto o volume da minha produção. Lançar três livros em sete meses foi um fato aleatório. Produto das circunstâncias que me motivaram a publicá-los.
Portal – Eles são recentes ou foram escritos em épocas diferentes?
Lúcio – Memória do Cotidiano era uma publicação anual, tendo por base a seção com o mesmo título do Jornal Pessoal. Como o próprio nome deixa claro, é uma história com base nas coleções de jornais. Informações que costumam desaparecer nos arquivos e que coligi, rescrevendo as matérias.
O livro sobre a Cabanagem é produto de uma pesquisa que comecei em 1971. Era para ser uma edição em dois volumes. O primeiro, com a documentação primária sobre a revolta que eclodiu em 1835. O segundo, com a interpretação dos dados primários. Mas como perdi em dois acidentes tudo que escrevera, decidi antecipar o volume documental antes que ampliasse a perda (por causa da minha desorganização e das ondas conjunturais). Não sei quando conseguirei concluir o segundo volume. Se conseguir.
Já o Inferno no Paraíso é a sistematização dos textos que escrevi no meu blog sobre a violência na Amazônia, com ênfase na periferia da região metropolitana de Belém. Foi um projeto que teve o apoio do site Amazônia Real, de Manaus, coisa raríssima nas minhas empreitadas. Mais de 90% dos meus livros foram edições do autor.
Portal – São todos livros-reportagem?
Lúcio – Parte do material tem essa marca. Mas são, sobretudo, livros de jornalismo. Jornalismo que se estende ao trabalho acadêmico, como história, ciência política ou sociologia, em função da minha formação como bacharel em Sociologia.
Portal – Coletâneas de trabalhos que você já publicou ou textos inéditos?
Lúcio – O livro da Cabanagem não só é original como contém uma documentação inédita, publicada pela primeira vez, que existe no Arquivo Público do Pará, em Belém, um dos mais ricos do Brasil em história colonial e imperial. Um livro sobre a Jari, de 1984, também foi de material novo.
Portal – A Amazônia é o palco principal das três obras?
Lúcio – A Amazônia e o jornalismo, conectados ao Brasil e ao mundo.
Portal – Eles foram lançados em versão impressa e digital?
Lúcio – Só em papel. Respeito, admiro e uso do meio digital, mas minha opção preferencial quando se trata de livro é pela versão em papel. Sei que sou uma espécie em extinção, mas capricho para não desmerecer o museu que se interessar por mim.
Portal – Que comparações poderiam ser feitas entre os conteúdos das obras e o momento atual vivido pelo País e pela sociedade contemporânea.
Lúcio – A série de 12 livros sobre a memória do cotidiano, que continua no meu blog, após o fim do Jornal Pessoal, em dezembro de 2019, fundamenta-se na certeza que tenho de que a história aprisionada nas coleções dos jornais deve ser libertada desse confinamento. Mais do que útil, ela é valiosa, se vista com distanciamento crítico, mas respeitando o momento dos acontecimentos.
O livro da Cabanagem apresenta os protagonistas de uma revolta popular que, em choque com a repressão, ocasionou um massacre como não houve igual na história brasileira. Em vez de continuar a tratar os cabanos como um conceito abstrato, no livro eles aparecem conforme foram registrados pelo sistema que os prendeu ou matou. A sobrevivência de uma documentação de tal importância pelos autores do massacre é incrível. Só faltava alguém ler os registros, sistematizá-los e publicá-los. Foi o que fiz.
O Inferno no Paraíso retira a tarja sensacionalista da cobertura da imprensa sobre mortes na periferia da grande cidade e revela os personagens contemporâneos de uma tradição sanguinária e brutal deste país parquidérmico.
Portal – Onde podem ser comprados e quais os valores?
Lúcio – Infelizmente, só estão disponíveis em livrarias e bancas de Belém. Podem ser encomendados à maior delas, a Fox. Dois livros custam 30 reais e o da Cabanagem, o mais volumoso, R$ 50.
Portal – Que outras obras você já lançou?
Lúcio – Sinceramente, perdi a conta. Individuais, certamente mais de 30, sem contar participação em obras coletivas.
Mário Rezende, nascido em Pirassununga, no interior de São Paulo, desde cedo ouviu contar a história do isolamento de Hélio Fernandes na cidade. Agora, produziu o documentário Confinado, com 30 minutos, que traz os depoimentos de parentes e amigos sobre esse episódio na vida do jornalista e empresário.
Hélio Fernandes
Em 1962, Fernandes adquiriu o jornal Tribuna da Imprensa, que pertencia a Carlos Lacerda, e permaneceu à frente da publicação até 2008, quando encerrou as edições impressas. Em 1967, sem condenação judicial, foi enviado a Fernando de Noronha para um período de confinamento. Um mês depois, o governo militar transferiu Fernandes para um quartel em Pirassununga, tema do documentário.
Na opinião de Luís Erlanger, “um dos jornalistas mais vezes preso na história do Brasil, único julgado pelo STF (…), um grande polemista, implacável com outros veículos da imprensa (…), sua história profissional confunde-se com a própria história da briguenta e resistente Tribuna da Imprensa”.
A data de 11/1/1921 é considerada a oficial para as comemorações do seu centenário. Fernandes ainda escreve comentários de análise política em seu perfil no Facebook.
Rezende trabalha na Band e foi de Globo, SBT e Record. A notícia é de Mauricio Stycer, no UOL. O documentário pode ser visto aqui.
As palavras proferidas por Donald Trump no seu infame discurso na semana passada – “a imprensa é inimiga do povo” – são talvez a principal senha para aqueles que veem o bom jornalismo como um empecilho para seus desígnios: ajam agora. Palavras, como sabemos, têm consequências no mundo real. Assim como as tem o jornalismo investigativo, que expõe ilegalidade e crimes cometidos por pessoas que antes se achavam invencíveis.
Se lá nos EUA os seguidores de Trump pintaram em uma porta do Capitólio “assassinem a imprensa“, por aqui os agressores dos jornalistas têm se valido de estratagemas cada vez mais extravagantes para tentar nos calar. Ainda estamos na segunda semana do ano e notícias recentes já mostram que esse será um ano de muitas agressões aos jornalistas.
Esta semana a Repórter Brasil, nossa grande parceira em investigações sobre os malefícios dos agrotóxicos, sofreu uma série de ataques on-line que levaram o site a ficar fora do ar diversas vezes. Os atacantes enviaram uma chantagem anonimamente: ou a equipe apagava todos os arquivos dos anos de 2003 a 2005, ou o site permaneceria sob ataque.
A Repórter Brasil não cedeu, e em seguida os bandidos tentaram arrombar a sede da entidade. Organizações de defesa do jornalismo, como a Abraji, emitiram comunicados veementes exigindo uma investigação.
Aqui na Pública, temos recebido um tipo diferente de achaque de criminosos digitais. Desde o ano passado, e-mails falsos pedem que retiremos do ar a reportagem “O império de Isabel“, que detalha como a filha do antigo ditador de Angola, José Eduardo dos Santos, aproveitou o poder político do pai para, com empresas de fachada e informações privilegiadas, se tornar a mulher mais rica da África. A obsessão com essa reportagem demonstra a preocupação dos autores dos ataques com o fato de que a Pública é bastante lida pelos angolanos desde que investigamos a presença da Odebrecht naquele país.
O primeiro email vinha assinado como um editor do Le Monde, nosso parceiro na investigação transnacional sobre o vazamento dos e-mails de Isabel dos Santos coordenada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). Dizia que estávamos violando o copyright sobre fotos deles e deveríamos tirar a matéria do ar.
O email era falso, segundo os próprios editores do Le Monde comunicaram ao ICIJ. A pessoa em questão jamais havia trabalhado no jornal francês.
Há algumas semanas, a turma voltou à carga, e dessa vez foi além: forjaram um email em nome de Tiago Mali, chefe de redação do site Poder 360, pedindo que a mesma reportagem fosse retirada do ar também por quebra de copyright. Comunicamos a equipe do Poder 360 e soubemos que também era falso. Trata-se de falsidade ideológica e fraude para silenciar a imprensa por uma coação.
As comunicações tentaram assustar nosso provedor de serviços digitais, uma empresa brasileira que se orgulha de seguir a lei, tentando afirmar que eles seriam responsabilizados pela pretensa ilegalidade. Queriam boicotar nossa infraestrutura.
Ainda bem, todos os parceiros da Pública entendem a importância do nosso trabalho e não vão ser intimidados. E nada disso vai nos calar.
A apresentadora Adriana Araújo deixará a Record TV em março, mês em que seu atual contrato se encerra. Segundo Sandro Nascimento, colunista do NaTelinha (UOL), a renovação é dada como “muito improvável” dentro da diretoria.
Adriana trabalhou por 11 anos no grupo Globo até chegar à Record, em 2006. Ela foi por 14 anos âncora do Jornal da Record, mas deixou o posto em junho de 2020 após criticar nas redes sociais o governo atual sobre a falta de transparência no combate ao coronavírus. Segundo o colunista do UOL, a postagem incomodou o alto comando da emissora, que busca evitar críticas ao presidente. Desde então, ela apresenta o Repórter Record Investigação.
Após o término do contrato, Adriana deve assinar com a CNN Brasil. Segundo apurou o NaTelinha, a apresentadora tem boas relações com a emissora e sua contratação é bem avaliada.
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) enviou nesta quinta-feira (14/1) uma carta ao governador em exercício do Rio de Janeiro Claudio Castro em protesto à violência policial contra a equipe do Voz das Comunidades durante operação da UPP Fazendinha, no Complexo do Alemão, na quarta-feira (13/1).
Na carta ao governador, a ABI escreveu que “os policiais militares afrontaram o direito constitucional das liberdades de expressão e de imprensa, bem como cometeram a ilegalidade de quebrar e apreender o celular de uma equipe do Voz das Comunidades, um importante veículo de comunicação de moradores das favelas do Rio. (…) Diante destes fatos, agravados com a divulgação pela Policia Militar de seus atos ilegais, via Twitter, a ABI solicita que V.Exª determine ao secretário da Polícia Militar a punição dos transgressores, a indenização do celular danificado ao Voz das Comunidades”, além da realização de uma campanha interna sobre a importância da liberdade de imprensa e do respeito ao trabalho jornalístico, para qual a ABI se prontifica em participar.
A Fundação Gabo anunciou os 40 finalistas ao Prêmio Gabo 2020 nas categorias Texto, Imagem, Cobertura e Inovação. Ao todo, seis trabalhos brasileiros estão entre os indicados.
Na categoria Texto, a reportagem Os Americanos, de Marina Dias, Lalo de Almenida, Daigo Oliva, Fernando Sciarra e Beatriz Peres (Folha de S.Paulo); em Imagem, a foto GIG – A Uberização do Trabalho, por Mauricio Monteiro, Carlos Juliano Barros e Caue Angeli (GloboNews); na categoria Cobertura, a reportagem Inside do Fire, publicada na Repórter Brasil, por Ana Magalhães, Daniel Camargos, Dom Phillips, Fernando Martinho e João Laet.
Na categoria Inovação, três brasileiros estão entre os finalistas: Global Arsenal (The Intercept Brasil), Elas no Congresso (azMina) e Radar Aos Fatos (Aos Fatos).
A Fast Company, marca que está chegando ao Brasil, definiu as lideranças de seu time editorial. Cristina Naumovs integrará o conselho editorial e atuará como conselheira especial da publicação; Isabella Lessa será redatora-chefe; Guilherme Fregonesi, head de criação; e Luiz Gustavo Pacete, editor contribuinte.
Cristina atuou na Editora Abril por seis anos, quatro deles como diretora de Redação da Cosmopolitan. Foi colaboradora da Mesa Company e fez parte do conselho editorial da MIT Technology Review Brasil. Atualmente é consultora de criatividade e inovação para Ambev, Havaianas e SmartFit, entre outras marcas e empresas.
Isabella passou a última década no Grupo Meio & Mensagem, ali desenvolvendo projetos editoriais e atuando como repórter. Nesse trabalho entrevistou lideranças globais e nacionais da indústria de marketing, publicidade e comunicação.
Pacete também foi do Meio & Mensagem por seis anos, sendo gestor de projetos especiais de conteúdo e editor da plataforma ProXXIma. Antes, foi repórter da revista IstoÉ Dinheiro. Além de editor contribuinte da Fast Company Brasil, Pacete é editor-chefe do Marketing Future Today, o hub de conhecimento da Mobile Marketing Association (MMA).
Fregonesi iniciou a carreira no exterior, nas agências Lowe New York, CP+B (em Boulder) e na Sapient Miami. No Brasil, foi diretor de arte em DM9DDB, Havas, Naked e We. E passou os últimos quatro anos como diretor criativo do Publicis Groupe.
A Fast Company estreia no Brasil este mês, como parte das comemorações dos 25 anos do veículo, cujo foco editorial – em inovação, tecnologia, negócios de impacto, liderança e design – a tornou conhecida como uma espécie de bíblia não-oficial de inovação global.
No Brasil, terá como parceira a Hack Tail, nova organização de mídia brasileira que concluiu as negociações com a Mansueto Ventures para licenciar a marca no País. O licenciamento prevê a utilização do conteúdo original produzido pela Fast Company nos Estados Unidos, além de conteúdo produzido localmente, por jornalistas brasileiros.
A Hack Tail é uma empresa fundada por Marcelo Lobianco, ex-CEO da IPG MediaBrands e da agência Sapient AG2. Além de fundador da Hack Tail e sócio da empresa juntamente com um grupo de investidores privados, Lobianco é o CEO da Fast Company Brasil.
Marco Moreira, ex-Chief Technology Officer do Walmart.com, é o Chief Operating Officer (COO) da Fast Company Brasil. A marca conta ainda em seu conselho editorial com Eduardo Vieira, coCEO e fundador do Grupo Ideal/WPP, e Fabiano Lobo, diretor-geral da Mobile Marketing Association (MMA) na América Latina.
Em 14 de janeiro de 2020 a Organização Mundial de Saúde tuitou que “investigações preliminares de autoridades chinesas não encontraram evidências de transmissão do novo coronavírus identificado em Wuhan entre humanos”. Um ano e quase 2 milhões de mortes depois, é hora de avaliar os danos da maior crise da história recente à imagem das nações.
A consultoria britânica Brand Finance antecipou a resposta a uma das questões que farão parte de sua próxima avaliação do soft power (poder de influência externa dos países):a percepção entre pessoas comuns e audiências especializadas (jornalistas, acadêmicos, ONGs) em mais de 100 países sobre como a pandemia vem sendo gerenciada.
O trabalho confirma princípios da comunicação de crises, como o valor da transparência e da boa reputação prévia para atenuar o efeito de adversidades. Em primeiro lugar na visão do público vem a Nova Zelândia, com +43 pontos. Em último, os Estados Unidos, com -16. Entre o público especializado, a Alemanha lidera.
O Brasil saiu-se mal. Figura em 103º diante do público global, com -14 pontos, mas à frente de Índia e EUA. Os três têm grandes populações e aparecem no topo da lista de casos da doença, o que ajuda a criar impressão negativa.
Já na opinião de especialistas ficou em 30º dentre os 30 países avaliados. Nesse caso, os números absolutos que assustam gente comum não contam tanto, pois são pessoas com acesso a elementos para embasar o julgamento.
A China ficou em 36º na lista da população geral e em 14º na dos especialistas. São efeitos com potencial de influenciar investimentos, turismo e relações internacionais bom um bom tempo.
Instituto Reuters: políticos não são as melhores fontes
A Covid não é um desafio de comunicação só para a imagem externa das nações. Depois de quase um ano de pandemia, aumenta a dificuldade de convencer o público a manter o isolamento e a aceitar a vacina, resultado de mitos associados à imunização e negacionismo da doença.
O Instituto Reuters para Estudos do Jornalismoconsolidou em um relatório o que se aprendeu em 2020 a partir das pesquisas sobre a relação do público com as notícias. Há boas reflexões para jornalistas e comunicadores no momento empenhados em conscientizar o público, como a necessidade de usar múltiplas plataformas, o risco da fadiga de notícias e as desigualdades no consumo de informações.
O estudo sugere evitar políticos como fontes. E recomenda valorizar os grupos que emergem como altamente confiáveis e percebidos como capazes de ajudar a entender a crise, como autoridades de saúde, cientistas e médicos.
Idosos, a arma para conquistar a confiança na vacina
A julgar pela experiência de três países europeus, idosos devem ser acrescentados à lista. Na Itália, pessoas com mais de 100 anos têm sido destacadas pela imprensa para endossar a imunização. Uma delas é Fiorina Fiorelli, de 107 anos, cujo nome remete ao símbolo da campanha do governo, a flor prímula, que marca o início da primavera e lembra renascimento.
A lúcida senhora sobreviveu a duas guerras e à Gripe Espanhola. Vacinou-se no primeiro dia de 2021, presente antecipado para o 108º aniversário, nesta quarta-feira (13/1).
Na França, onde o índice dos que declaram intenção de se vacinar é de 40%, a primeira pessoa a se vacinar no país, dona Mauricette, de 78 anos, inspirou a personagem Chez Mauricette.
A ideia partiu de Karl Olive, ex-repórter esportivo e prefeito de Poissy, onde foi instalado o primeiro centro francês de vacinação contra a Covid, batizado com o nome da super-heroína. Ela aparece em cartazes e banners e conquistou as redes sociais.
No Reino Unido é fácil adivinhar o símbolo. No sábado passado foi divulgada a notícia de que a rainha Elizabeth, de 94 anos, e o príncipe Philip, de 99, tinham sido imunizados, em uma rara exposição de assuntos dessa natureza pela família real.
Um incentivo importante no país que viu incidência e mortes por Covid dispararem nas últimas semanas e enfrenta uma onda de negacionismo, com gente fazendo protestos diante de hospitais. A sabedoria dos idosos nunca foi tão necessária.
Uma das publicações mais jovens do Brasil, com apenas cinco anos, o portal Metrópoles, do Distrito Federal, termina 2020 como o +Premiado Veículo de Comunicação do Ano. É a primeira vez que uma publicação de fora do eixo Rio-São Paulo lidera a pesquisa, que integra o Ranking dos +Premiados da Imprensa Brasileira.
O portal conquistou seis prêmios ao longo do ano passado, entre eles o SIP (Cobertura de Notícias em Internet), com a reportagem Carros fortes, homens indefesos, e os prêmios Mulher Imprensa (Reportagem com temática sobre mulheres) e Roche (Cobertura Diária), ambos com o projeto especial Elas por elas. A publicação também foi vencedora nos prêmios CNT (Internet), Policiais Federais (Web) e 99 (Categoria Única).
No total, essas premiações renderam 300 pontos ao portal, 20 a mais do que a Rede Globo, segunda colocada e líder dessa mesma pesquisa nos últimos seis anos. Com 270 pontos, a Folha de S.Paulo completou o pódio. Curiosamente, o jornal paulista havia sido o único até hoje a desbancar a Rede Globo como mais premiado do ano, em 2014. Nas nove edições anteriores a emissora do Grupo Globo foi a vencedora em oito oportunidades.
Confira a lista com os +Premiados Veículos de Comunicação de 2020: