Meiry Lanunce é a nova contratada da TV Guararapes, afiliada da Record em Pernambuco. Em comunicado divulgado nas redes sociais, a emissora explicou que ela chega para apresentar o Jornal Guararapes, telejornal em horário nobre. Na semana passada, Meiry pediu demissão da Globo em Pernambuco após 21 anos de casa.
Segundo apuração do site Notícias da TV (UOL), a jornalista deve estrear em fevereiro. O novo contrato possibilita trabalhos com comerciais e publicidade, o que não era permitido na Globo.
Meiry estava na Globo desde 2000, tendo atuado como editora e apresentadora de destaque. Comandou o Bom Dia Pernambuco e, até setembro de 2020, apresentava o NE2, em Recife. Posteriormente, passou a fazer reportagens com pouco destaque. A decisão de sair teria sido ocasionada justamente pela falta de espaço.
O Projeto Comprova, coalizão de veículos brasileiros liderada pela Abraji e que trabalha colaborativamente para investigar desinformação compartilhada nas redes sociais, está lançando o projeto +Redações. A iniciativa, apoiada pela Embaixada e Consulados dos Estados Unidos, vai viabilizar a participação de jornalistas de seis veículos de comunicação por 11 meses no Comprova. O projeto busca, de forma objetiva e apartidária, aumentar a capacidade das organizações participantes de avaliar e publicar informação verificada, além de expandir o alcance do projeto a diferentes partes do País. Os temas do projeto podem incluir assuntos como a pandemia, políticas públicas e informações relacionadas às eleições presidenciais de 2022.
As seis organizações − O Dia (RJ), Metrópoles (DF), Plural (PR), Rádio CBN Cuiabá (MT), Portal Imirante (MA) e Portal Norte de Notícias (AM) − foram selecionadas a partir de indicações das principais associações de empresas jornalísticas e validadas pelos atuais 33 membros do Comprova. Foram considerados nessa avaliação itens como alcance, qualidade da produção de conteúdo, capacidade de produção multiplataforma e influência regional em estados em que o Comprova não tinha ainda representantes. Os seis veículos representam cada uma das cinco regiões brasileiras e o Distrito Federal.
Os jornalistas dessas organizações receberão mais de 30 horas de treinamento e uma bolsa que possibilitará a sua dedicação ao projeto até o início de dezembro de 2022.
Esta não é a primeira iniciativa do Comprova apoiada pela Embaixada e Consulados dos Estados Unidos. Em 2020, convênio semelhante permitiu que oito organizações jornalísticas que produzem conteúdos para comunidades específicas, com foco em raça, religião e territórios, pudessem receber apoio para participar do Comprova ajudando a debelar a desinformação sobre a pandemia. O projeto +Comunidades foi realizado de setembro de 2020 a fevereiro de 2021.
Nunca falou-se tanto em Governança e Processo Sucessório como nos últimos tempos. Temáticas até então restritas a empresas de grande porte estão presentes em debates e reflexões de executivos, c-levels e empresários de companhias de variados tamanhos e segmentos.
Carlos Alberto di Franco
Tal interesse sobre o tema denota um alerta importante: a preocupação com a sustentabilidade das corporações. As transformações tecnológicas, o surgimento de novos players e a ruptura de setores tradicionais vêm causando uma profunda incerteza quanto ao futuro das empresas, em particular, no setor de mídia, como analisa o Professor Carlos Alberto Di Franco, presidente do Conselho do ISE Business School e Diretor Geral do Master: Negócios de Mídia, núcleo do ISE responsável pela criação do Programa: “A governança corporativa e o processo de sucessão em empresas familiares tradicionalmente são tratados pelas organizações para garantir resultados operacionais satisfatórios e sua perenidade. Entretanto, as últimas décadas foram especialmente turbulentas em razão da transformação cada vez mais acelerada, sobretudo na indústria da comunicação. A revolução tecnológica e a mudança nos hábitos de consumo de mídia trazem desafios profundos para as empresas jornalísticas, por conta do esfacelamento do tradicional modelo de negócios, acarretando preocupação em relação à longevidade das companhias”.
Com o objetivo de contribuir com as empresas de comunicação e seus líderes, o Master: Negócio de Mídia inicia, em fevereiro de 2022, o Programa de Desenvolvimento de Sucessores para Empresas de Mídia, visando oferecer a esses sucessores uma ampla reflexão sobre o cenário atual e seus principais desafios, insights para a construção de um claro direcionamento para o futuro e a adoção de melhores práticas de governança corporativa, estratégias de negócio e estratégias editoriais.
Glaucia Nogueira
De acordo com Glaucia Noguera, diretora- -executiva do Master: Negócios de Mídia e diretora do programa, o curso é formado por Ise Business School lança primeiro programa de governança para sucessores de empresas de mídia, exclusivo na américa latina Programa de Desenvolvimento de Sucessores para Empresas de Mídia tem início em 7 de fevereiro de 2022, com módulos online e encontros presenciais, além de uma semana internacional em Nova York (EUA) 4 pilares principais: Governança e Processo Sucessório na Empresa de Mídia, Fundamentos Financeiros para Acionistas e Gestores, Estratégias de Negócio e Estratégias Editoriais. O programa também conta com sessões individuais de mentoria de governança e aconselhamento de carreira: “O curso foi desenhado para receber acionistas, membros da família empresária, conselheiros e sucessores das companhias de mídia, que precisam de uma forte visão estratégica e de governança para compreender o atual cenário do setor e liderar a adoção de soluções inovadoras. Na prática é uma ótima oportunidade para repensar o papel de empresários e líderes na evolução do estágio atual de governança da sua empresa de mídia”, explica Glaucia.
O programa está estruturado em quatro módulos ao vivo e online e quatro módulos presenciais, sendo um deles internacional. Cada módulo online terá a duração de uma semana, com sessões das 9h às 12h45. Já os encontros presenciais acontecerão em São Paulo, no Campus do ISE Business School em semanas imersivas, das 9h às 18h.
Raphael Müller
O módulo internacional em Nova York (EUA) está previsto para junho de 2022: “Este é o único programa de Governança Corporativa e Processo Sucessório da América Latina, exclusivamente dedicado para a indústria de mídia e com um corpo docente conectado à realidade das companhias jornalísticas”, pontua Raphael Müller, diretor acadêmico do programa e coordenador de admissões, que ressalta também o diferencial do módulo internacional: “Será uma semana intensiva de atividades acadêmicas, visitas a empresas de mídia, consultorias internacionais e encontros com board members e fundos de investimento com participação em empresas do segmento de comunicação. Uma oportunidade única de conhecer o modelo de governança de empresas jornalísticas internacionais e relacionar-se com importantes investidores e fundos”, conclui.
As inscrições para o Programa de Desenvolvimento de Sucessores para Empresas de Mídia estão abertas e informações adicionais podem ser obtidas acessando o link: https:// ise.org.br/catalogo-pds/ ou pelo WhatsApp: (11) 95042-4886.
O manjado “a culpa é da imprensa”, empregado para imputar ao mensageiro o ônus pelas más notícias, define a situação da BBC na dupla crise que assola o Reino Unido.
A família real “cancelou” o encrencado Andrew depois da confirmação de que ele vai responder a um processo de agressão sexual nos EUA, recolhendo títulos honoríficos e cargos militares.
A popularidade do primeiro-ministro Boris Johnson despencou ao seu menor nível devido ao escândalo das festas regadas a vinho no lockdown, o Partygate, com direito a adega na sala de imprensa.
Na luta pela sobrevivência no cargo, ele colocou em marcha uma operação resgate de confiança, com um pacote de medidas vistas como populistas.
A primeira saiu domingo, pelo Twitter de Nadine Dorries, secretária Nacional de Cultura: o congelamento por dois anos da taxa obrigatória paga pelas residências do país para assistir à BBC. E o fim da taxa em 2027.
Nadine Dorries
O debate sobre o financiamento da “Auntie Beeb” é antigo. Muitos acham que a emissora deve se lançar ao mercado a fim de reduzir sua dependência da taxa, até porque a geração streaming pouco vê TV e a fonte tende a secar.
Entretanto, o momento de anunciar a decisão e o tom raivoso de Dorries no Parlamento alimentam a tese de vendetta contra o noticiário desfavorável.
A licença anual custa159 libras e passaria para 167 libras. A diferença de 8 libras representa £ 2 bilhões a menos no orçamento da rede em seis anos, mas não quebraria nenhuma família.
Ainda assim a secretária vendeu a decisão como defesa de lares castigados com a inflação. E atacou os opositores por ignorarem o povo − mais populista impossível.
Ela chegou a provocar risos quando afirmou que o governo não quer destruir a BBC, já que na campanha política de 2019 Boris Johnson declarou guerra à emissora e ameaçou o corte de verbas.
O debate da imparcialidade
O curioso é que os dois lados do espectro político recriminam a corporação por favorecer o grupo oposto. Nos debates acalorados em torno do Brexit, esse sentimento se intensificou.
Em sua fala no Parlamento, a secretária chegou a dizer que “a corporação precisa abordar questões em torno da imparcialidade e do pensamento em grupo”, indicando que o corte não é só em nome do povo.
A revisão da taxa poderia ser anunciada até abril. Antecipar a notícia para o momento em que a rede (assim como todas as demais) cobre extensivamente o Partygate e o governo precisa agradar não parece coincidência.
O motivo sugere mais uma confusão entre jornalismo de serviço público e jornalismo estatal.
A impressão que se tem é de que a administração de Boris Johnson gostaria que a BBC seguisse o modelo de estatais obedientes como a russa RT ou a chinesa CGTN, financiadas e subordinadas editorialmente ao Estado.
É difícil imaginar que a BBC possa acabar. Mas terá que mudar, talvez sacrificando produções educativas pouco lucrativas, jornalismo local e cobertura internacional que muitas vezes funciona como única mídia confiável em regimes autoritários.
Crédito: Foto ED6797 Wikipedia
Sem apoio da monarquia
Reações a esses riscos vieram de vários lados − de celebridades a associações de jornalistas.
No entanto, não vieram nem virão da monarquia. A BBC também caiu em desgraça entre os membros da realeza, desconfortáveis com a cobertura de suas crises.
Em represália, o tradicional programa de Natal da família real foi tirado da BBC e oferecido à ITV.
No ano em que Elizabeth II celebra o 70º aniversário de seu reinado e aumentam os questionamentos sobre se alguém deve substituí-la após a morte, o que reduziria a importância da realeza, fantasma parecido assombra a BBC.
O preço do bom jornalismo pode acabar sendo o “encolhimento” de um reinado que faz 100 anos em 2022, tendo atravessado crises e uma guerra mundial, mas que periga ver-se esvaziado em uma era de intolerância e polarização.
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Folha de S.Paulo e O Globo mantiveram-se na segunda e terceira posições do Ranking
Depois de garantir pela nona vez na história do Ranking dos +Premiados da Imprensa Brasileira a liderança dos +Premiados Veículos do Ano, a TV Globo manteve também a primeira posição no recorte histórico da pesquisa. Com os prêmios conquistados em 2021, a emissora do Grupo Globo superou a marca de 500 conquistas ao longo de sua história e ampliou sua vantagem na liderança do levantamento promovido por este Jornalistas&Cia e pelo Portal dos Jornalistas.
Alguns números impressionam e explicam o desempenho da emissora. Dentre as iniciativas analisadas pelo Ranking dos +Premiados da Imprensa Brasileira, foram 502 conquistas ao longo de sua histórica. Destaque para o Prêmio Embratel, em que a emissora conquistou 32 troféus, incluindo o Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho em seis oportunidades, e para o Prêmio Comunique-se, no qual registrou quase 100 conquistas. A emissora também está entre os maiores vencedores dos prêmios Vladimir Herzog (28 vezes), Aceesp (38), CNI (21), CNT (23) e Mulher Imprensa (24).
Assim como a TV Globo, a Folha de S.Paulo também repetiu no recorte histórico a mesma posição da pesquisa dos +Premiados do Ano, e terminou na segunda posição, à frente do jornal O Globo, terceiro colocado. Além disso, também ampliou sua vantagem para o jornal carioca. A diferença, que era de 595 pontos na última edição do Ranking, passou para 750 neste ano.
Nos levantamentos regionais, além da repetição do pódio nacional na Região Sudeste, terminaram na liderança dos +Premiados Veículos da História Zero Hora (Região Sul), Correio Braziliense (Centro-Oeste), Jornal do Commercio (Nordeste) e A Crítica (Norte).
Confira a relação completa com os +Premiados Veículos da História Brasileira:
+Premiado Veículo da História fora do eixo Rio-São Paulo, Zero Hora desponta com grande vantagem na liderança da Região Sul. A publicação soma mais que o dobro de pontos do segundo colocado, a Rádio Gaúcha, e com 370 prêmios é o segundo veículo com maior número de conquistas no jornalismo brasileiro, atrás apenas da TV Globo, que tem 502. Completando o pódio, que na região é todo do Grupo RBS, está a RBS TV.
Os Top 10 seguiram inalterados até a oitava posição, trazendo, pela ordem, Correio do Povo, Gazeta do Povo, Rádio Guaíba, Folha da Tarde e Jornal do Comércio. Na nona posição, uma novidade. Fundada no Rio Grande do Sul, mas com sedes também em São Paulo e no Distrito Federal, a Agência Radioweb vinha constando nos últimos anos na pesquisa da Região Centro-Oeste. Como sua matriz, porém, está localizada em Porto Alegre, a publicação migrou para o recorte da Região Sul. Diário Catarinense, em décimo, completa a lista.
Confira a relação completa dos +Premiados da História na Região Sul:
Correio Braziliense consegue suspender leilão de sua sede
Quase seis mil pontos separam o Correio Braziliense, líder na Região Centro-Oeste, do segundo lugar, que segue ocupado pela TV Brasil. A emissora pública da EBC, porém, já vê diminuir cada vez mais a distância para o Metrópoles. Caçula da lista, o portal de notícias fundado em 2015 chegou pela primeira vez ao pódio da região no ano passado, quando foi o +Premiado Veículo do Ano.
A Rádio Nacional segue na quarta colocação, mas uma mudança em relação à Agência Radioweb gerou diversas movimentações entre o quinto e o décimo colocados. Fundada no Rio Grande do Sul, mas com sedes também em São Paulo e no Distrito Federal, a publicação vinha constando nos últimos anos na pesquisa da Região Centro-Oeste. Como sua matriz, porém, está localizada em Porto Alegre, ela migrou para o recorte da Região Sul.
Com isso, sobem uma posição O Popular (5º), Jornal de Brasília (6º), Rádio Senado (7º) e TV Justiça (8º). A TV Morena ganhou duas posições e terminou na nona colocação, enquanto a Rádio Câmara manteve-se no décimo lugar.
Confira a lista com os +Premiados Veículos da História na Região Centro Oeste:
Pela primeira vez na história do Ranking dos +Premiados Veículos da Imprensa, a liderança em um dos recortes regionais é ocupada por uma publicação que já não existe mais. Com o fim da versão impressa do pernambucano Jornal do Commercio, a Região Nordeste passa a ter nas duas primeiras posições da pesquisa publicações que já deixaram de circular, já que o Diário de Pernambuco, segundo colocado, também já havia interrompido sua circulação em 2020.
Com isso, o jornal cearense O Povo, que ocupa a terceira posição, começa a diminuir sua distância dos líderes. A distância para o primeiro lugar ainda é grande, de mais de mil pontos, mas para o segundo lugar caiu de 245 para apenas 115 na atual edição da pesquisa. Se repetir o desempenho de 2021, quando liderou a pesquisa dos +Premiados Veículos do Ano no Nordeste, a inversão deve ocorrer já na próxima edição da pesquisa.
Completando os Top 10 estão, pela ordem, Diário do Nordeste, Gazeta de Alagoas, JC Online (que subiu uma posição), TV Gazeta/AL, O Jornal, TV Pajuçara e Rádio Jornal do Commercio.
Confira a lista com os +Premiados Veículos da História na Região Nordeste:
O jornal amazonense A Crítica segue como o +Premiado Veículo da Região Norte. A publicação mantém quase 300 pontos de vantagem para o segundo lugar, o jornal paraense O Liberal, enquanto o portal Em Tempo, também do Amazonas, completa o pódio na terceira posição.
A principal novidade na região foi o ótimo desempenho da TV Amazonas, que ganhou cinco posições e assumiu o quarto lugar, empatada com a TV Liberal. Completam os Top 10, pela ordem, Diário do Pará, A Província do Pará, Jornal Pessoal, Rádio Liberal e rádio Cultura FM.
Confira a lista com os +Premiados Veículos da História na Região Norte:
Dos Top 10 +Premiados Veículos da História, seis estão na Região Sudeste. O pódio, por exemplo é o mesmo em ambos os recortes, com TV Globo, Folha de S.Paulo e O Globo ocupando as três primeiras posições.
Além deles, Estadão, Jornal do Brasil e Record TV, que ocupam do quarto ao sexto lugares, também estão entre os dez mais premiados na história brasileira, respectivamente na quinta, nona e décima posições no levantamento nacional.
Completam os Top 10, pela ordem, os jornais O Dia e Estado de Minas, a Rádio Bandeirantes e o Valor Econômico.
Confira a lista com os +Premiados Veículos da História na Região Sudeste: