1º Encontro Internacional de Jornalistas da Diáspora Africana
A Rede de Jornalistas Pela Diversidade na Comunicação, entidade que reúne jornalistas negros e indígenas focados em tornar a comunicação mais diversa e representativa em toda a sua estrutura, promoverá nos dias 19 e 20 de novembro o 1º Encontro Internacional de Jornalistas da Diáspora Africana. A iniciativa conta com os apoios da State Of African Diaspora, Impact Hub, IGD-RH e de Jornalistas&Cia/Portal dos Jornalistas.
Durante os dois dias do evento, que será digital e gratuito, serão debatidos temas contemporâneos com o objetivo de trazer novas perspectivas e desenvolver ações para dinamizar a comunicação.
Com convidados nacionais e internacionais, o encontro abordará ações envolvendo a criação de redes de jornalistas, a atuação de profissionais em periferias e regiões de conflito, a cobertura em tempos de Covid-19, além de representatividade e novas abordagens na Comunicação.
No segundo dia do evento (20/11), a partir das 10h, Eduardo Ribeiro, diretor deste Portal dos Jornalistas e de Jornalistas&Cia, falará sobre os principais aspectos do estudo Perfil Racial da Imprensa Brasileira. A mediação será de Marcelle Chagas.
Dentre os nomes confirmados, estão Flávia Oliveira (Rede Globo), Mariana Bispo (Record TV), Luciana Barreto (CNN Brasil), Walter Kumaruara (Rede Mocoronga de Comunicação Popular), Deandrea Hamilton (CBS One Caribean), Neide Diniz (Canal Saúde), Hanna Geterminah (Daily Observer), Ferdinand Mayega (La Voix Du Centre), Elissé Heribert (Le Label Diplomatique), Elisabeth Ansen e Anteddy Achille (Deutsche Welle).
Em assembleia que reuniu cerca de 230 profissionais nessa quarta-feira (17/11), jornalistas de revistas de jornais de São Paulo aprovaram uma nova paralisação na próxima terça-feira (23/11), em protesto ao silêncio dos patrões, que não ofereceram uma resposta à categoria sobre o pedido de reajuste salarial. A paralisação será de quatro horas.
A categoria publicou uma carta no site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), na qual dizem que “receberam com indignação e perplexidade a ausência de uma proposta das empresas após nossa categoria formalizar nossas reivindicações em comunicação enviada ao Sindicato dos Jornais e Revistas de São Paulo (Sindjore) no último dia 9 de novembro”.
“Desde aquela data, aguardamos uma nova sinalização das empresas, mas recebemos apenas a resposta de que deveríamos enviar uma nova contraproposta”, diz o texto. “Acreditamos que, neste momento, são os representantes do Sindjore que devem formalizar o que desejam oferecer para avançarmos nas negociações”.
A carta informa também que os profissionais permanecem dispostos a negociar e que, portanto, marcaram para esta sexta-feira (19), às 15h, uma nova mesa de negociação entre o Sindicato dos Jornalistas e o Sindjore.
No último dia 9, a categoria rejeitou por unanimidade a proposta das empresas, que oferecem três faixas de reajuste dos salários e a volta da multa da PLR, reajustada em 8,9%. Para salários de até R$ 5 mil, o reajuste salarial seria pela inflação (8,9%), sendo 5% retroativos à data-base em junho e a diferença em janeiro. Os salários entre R$ 6 mil e R$ 7 mil sofreriam reajuste de 6% em duas parcelas, sendo 5% em junho e a diferença em janeiro; e os salários superiores a R$ 7 mil teriam reajuste fixo de R$ 420, sendo R$ 350 retroativos a junho e a diferença em janeiro. O pagamento das diferenças seria em duas parcelas: em novembro e dezembro.
Em resposta à falta de acordo, a categoria realizou uma paralisação de duas horas em 10/11, com cerca de 350 jornalistas acompanhando em ambiente virtual e que teve grande engajamento nas redes sociais, com as hashtags#jornalistassalvamvidas e #jornalistasvãoparar.
A Agência de Notícias da Aids realiza nas próximas semanas uma mostra com obras de artistas que vivem com HIV e um webinar que trará a reflexão de especialistas, ativistas e gestores sobre o combate à doença. As duas atividades marcarão o Dia Mundial do Combate à Aids, em 1º de dezembro.
Em 27/11, das 14h às 19h, haverá a mostra Mais arte, menos aids, que reunirá nove artistas com HIV que retratam suas histórias de vida por meio da arte. Com apresentação de Adriana Bertini e Flip Couto, o evento incluirá leitura de livros, performances, canções e rodas de conversa.
E no dia 1º de dezembro a agência realizará o webinar 40 anos de Aids no mundo: o que fizemos, o que falta fazer?, que reunirá ativistas, especialistas e gestores para debater o que já foi feito no combate à doença e os desafios que persistem. O evento abordará temas como o surgimento da HIV, a entrada dos retrovirais no cenário global, ativismo no Brasil, tecnologias de prevenção e o estigma ainda existente.
As duas atividades serão transmitidas no canal da Agência Aids no YouTube e em seu perfil no Facebook. Confira a programação completa.
Em comunicado, a associação informou que decidiu desconsiderar a entrega do troféu referente à categoria Furo, pois a reportagem Árbitros são afastados após acusação de assédio e comentários preconceituosos: “Gostosinha, que delícia”, de Emilio Botta (GE/Globo), não foi inscrita na categoria.
Porém, “em virtude da qualidade, relevância e a indiscutível exclusividade da transcrição dos áudios que comprovam a denúncia de assédio”, a comissão julgadora decidiu premiar a reportagem como uma das melhores matérias de Imprensa Escrita do ano.
Confira a lista dos vencedores:
Rádio
Narrador: Oscar Ulisses (Rádio CBN) e Ulisses Costa (Rádio Bandeirantes)
Comentarista: Claudio Zaidan (Rádio Bandeirantes)
Repórter: Ivan Drago (Rádio Transamérica), João Paulo Cappellanes (Rádio Bandeirantes) e Vinicius Bueno (Rádio Bandeirantes)
Estão abertas as inscrições para o Mirante, programa de treinamento em checagem de fatos da Agência Lupa com foco nas eleições de 2022. As aulas são gratuitas e remotas, com inscrições até 28 de novembro. Os selecionados serão anunciados em 13 de janeiro.
O treinamento abordará temas como combate à desinformação, checagem de fatos, monitoramento de conteúdos falsos, noções sobre os mais importantes bancos de dados, como funciona um processo eleitoral e iniciativas de distribuição de conteúdo verificado em plataformas digitais, além de técnicas jornalísticas específicas para checagem de fatos e ações de educação midiática com foco no desenvolvimento do pensamento crítico.
São 15 vagas para estudantes e profissionais de todas as áreas. No final do programa, os participantes vão construir um produto de combate à desinformação com foco nas eleições de 2022, e parte deles atuará na redação da Lupa na cobertura eleitoral do ano que vem.
Segundo Natália Leal, diretora-executiva da agência, “o Mirante é a materialização de um princípio há muito defendido pela Lupa: a solução para a desinformação passa pela educação e pelo fortalecimento do jornalismo. Queremos que nossos trainees tenham uma formação completa em verificação de fatos e educação midiática, para que possam estar ao nosso lado na luta contra a desinformação”.
O portal Comunique-se anunciou nessa terça-feira (16/11) os vencedores do Prêmio Comunique-se 2021. A cerimônia de premiação foi feita em formato fisital, que mescla os ambientes físico e digital, com transmissão ao vivo nas redes sociais do Comunique-se.
Ao todo, são 11 categorias: Âncora & Apresentador, Colunista, Comunicação, Cultura, Digital, Economia, Esportes, Liderança em Veículo de Comunicação, Nacional, Repórter e Sustentabilidade. Uma das novidades desta edição é a subcategoria Jornalista Podcaster, em Digital.
A cerimônia foi apresentada por Adriana Couto (Nova Brasil FM e TV Cultura), Joana Treptow (Band), Millena Machado (RedeTV), Alexandre Henderson (Rede Globo), Mauro Beting (Jovem Pan, SBT e TNT Sports) e Roberto Cabrini (Record TV).
Confira a seguir a lista dos vencedores:
Âncora & Apresentador
Âncora de Rádio – Vítor Brown (Jovem Pan)
Âncora de TV – Christina Lemos (Record TV)
Apresentador – Luís Ernesto Lacombe (RedeTV)
Colunistas
Colunista de Notícia – Guilherme Amado (Metrópoles)
Colunista de Opinião/Articulista – Tereza Cruvinel (Brasil 247)
Comunicação
Agência – It Press Comunicação
Profissional de Comunicação Corporativa – Mariana Passos (Samsung)
Propaganda & Marketing – Erich Beting (Máquina do Esporte)
Cultura
Mídia Escrita – Cristina Padiglione (Folha de S. Paulo)
Mídia Falada – Adriana Couto (Nova Brasil FM / TV Cultura)
Digital
Influenciador Digital – Luís Ernesto Lacombe (Gazeta do Povo / RedeTV)
Jornalista Podcaster – Daniela Lima e Renata Agostino (CNN Brasil)
Tecnologia – Felipe Payão (TecMundo)
Economia
Mídia Escrita – Luis Nassif (Jornal GGN)
Mídia Falada – Flávia Oliveira (CBN / GloboNews)
Jornalista Empreendedor – Samy Dana (InvestNews BR)
Muitos dos que saíram do escritório ou da redação há um ano e oito meses carregando poucos pertences, convictos de que passariam poucas semanas em casa até a pandemia arrefecer, vivem agora um retorno nem sempre fácil, alegre ou satisfatório.
Retorno é maneira de dizer. Na maioria das vezes não há uma volta ao que foi deixado para trás. Escritórios encolheram ou sumiram, rotinas mudaram. Nem todos os colegas retornaram, ou não se cruzam no mesmo dia nos corredores.
As dificuldades para a retomada do trabalho presencial, híbrido ou para a adoção permanente do sistema remoto existem em todas as atividades. Mas no jornalismo, em que o ambiente da redação faz parte da engrenagem, o drama pode ser maior.
O Instituto Reuters para Estudos do Jornalismo na Universidade de Oxford fez um estudo para mapear a situação. E constatou que ainda falta muito para tudo se acomodar.
O relatório baseou-se em pesquisa com 132 líderes de redações de 42 países (incluindo o Brasil, que responde por 2% da amostra), e em uma série de entrevistas em profundidade realizadas em setembro passado.
A combinação entre trabalho remoto e presencial é a opção preferida de 89% dos líderes ouvidos. Mas não necessariamente das empresas onde trabalham: 75% acham que suas organizações estão comprometidas com esse modelo.
Transformar a teoria em prática não parece fácil. Mesmo convencidos de que o trabalho híbrido funciona, mais de 57% dos entrevistados ainda não sabem exatamente a melhor maneira de implantá-lo. E somente 34% afirmaram que a implantação já está em curso em suas empresas.
Para os saudosistas, a notícia não é boa. Apenas 9% acham que suas organizações querem retornar a um modelo de trabalho semelhante ao de antes da pandemia.
E são principalmente emissoras de rádio e TV, que não podem mandar para a casa dos jornalista uma equipe técnica ou os equipamentos sofisticados necessários às transmissões.
Fim do burburinho da redação
No mundo do trabalho, muitos preferem o trabalho remoto, com o tempo consumido em deslocamentos mais bem aproveitado para lazer ou convívio familiar. Mas no jornalismo, a perda do ambiente da redação tem mais impacto do que em algumas outras atividades.
Reuniões de pauta passaram a ser feitas por meio de teleconferência. Mas elas não substituem a conversa no café ou no corredor, a opinião pedida ao colega da mesa ao lado sobre uma palavra ou um ângulo. São momentos que ficaram no passado para muitos.
O estudo do Reuters indica que líderes das redações estão preocupados também com o “viés de proximidade”, em que as vozes dos que trabalham remotamente são ignoradas, enquanto aqueles fisicamente no escritório e próximos aos tomadores de decisão acabam sendo beneficiados.
Outra dificuldade é contratar e manter a equipe. Quase a metade dos entrevistados (47%) disse que a pandemia dificultou o recrutamento e a retenção de profissionais. Menos de um quinto (17%) discordam.
Uma das razões é a disputa com outras atividades. Os editores lutam agora para atrair e reter profissionais experientes em tecnologia e dados, que também são muito procurados por outros setores, segundo o Instituto.
Pesa para todo mundo, mas o peso maior é para os líderes. O estudo aponta que eles sentem que estão arcando com o fardo das grandes mudanças no trabalho operacional e com o fardo extra de se comunicarem e motivarem uma equipe que raramente veem pessoalmente.
O Instituto Reuters faz a ressalva de que a maioria dos entrevistados da pesquisa trabalha em organizações de médio e pequeno porte do Hemisfério Norte. Por isso, os resultados não capturam a situação de pequenas organizações ou das que operam em países pobres ou autoritários.
Mas é um retrato que ajuda a identificar padrões gerais, que em muitos casos não diferem daqueles apontados em pesquisas com gente de outras profissões.
O fato é que, assim como acontece com outros mundos, o mundo do jornalismo não vai ser igual ao que era antes de março de 2020. Pelo menos nas empresas em que trabalham 91% dos entrevistados para a pesquisa.
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Com o apoio do site Amazônia Real, do qual é atualmente colaborador, Lúcio Flávio Pinto lançou o livro Amazônia – Fogo, Sangue e Cifrão (3C Gráfica e Editora), que reúne reportagens e textos que fez ao longo de 50 anos de carreira no jornalismo, cobrindo os mais diversos acontecimentos na região.
Lúcio Flávio viajou por todos os estados da Amazônia, registrando tudo o que via, como novos empreendimentos econômicos, conflitos sociais, disputas políticas, destruição da natureza, apropriação de riquezas, entre outros.
“Graças ao suporte que O Estado de S. Paulo e O Liberal me proporcionaram sistematicamente, não só testemunhei fatos inéditos na história regional como retornei diversas vezes a alguns desses cenários, acompanhando o desdobrar das ações neles desencadeadas”, escreveu o autor na apresentação da obra. “Pude aprofundar meus conhecimentos e testar as hipóteses que a consulta a fontes indiretas suscitava. Como disse ironicamente meu grande amigo Raul Bastos, também jornalista, eu levava demasiadamente a sério o acompanhar da história passo a passo, andarilho que sempre fui”.
Além da seleção de reportagens, Lúcio oferece também no livro dois textos finais que situam os fatos relatados e tentam explicar por que eles aconteceram e por que aconteceram daquela maneira.
“Lembro que viajava quase sempre sozinho, equipamentos a tiracolo, enfrentando alguns desafios e exposto a determinados riscos”, escreveu o jornalista. “Ia e voltava trazendo reportagens que justificavam o investimento nada desprezível de ir aonde os pioneiros iam. Hoje talvez não voltasse. Volto, pelo menos, com este livro, que ofereço como minha contribuição a essa incrível história do nosso tempo”.
O projeto Ctrl+X, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), apresentou uma nova fase que visa a registrar e monitorar processos com características de perseguição judicial a jornalistas. A base de dados foi ampliada para incluir também casos contra a liberdade de imprensa e de expressão, mas que não necessariamente pedem a retirada de algum conteúdo.
A plataforma adicionou quatro novos filtros: solicitação de indenizações, processos diretamente contra pessoas, processos com origem nos Juizados Especiais Cíveis e ações criminais.
Solicitação de indenizações refere-se a processos em que os autores pedem reparação, em dinheiro, por danos morais. A Abraji destaca que são comuns requerimentos de quantias altíssimas, que podem inviabilizar o trabalho de veículos pequenos ou de profissionais freelance.
Em processos diretamente contra pessoas, o projeto reúne casos em que o réu é o próprio autor da publicação questionada, e não o veículo no qual trabalha. A Abraji explica que isso pode ser usado para perseguir a imprensa, uma vez que um indivíduo tem menor capacidade jurídica e econômica para se defender do que um grupo midiático.
Processos com origem nos Juizados Especiais Cíveis referem-se a ações movidas nos chamados JECs, onde são dispensadas a contratação de advogados em causas no valor de até 20 salários mínimos e as custas processuais, e é incentivada a conciliação entre as partes. Segundo a Abraji, casos desse tipo dificultam a possibilidade de defesa devido à ausência de custos e à velocidade dos procedimentos.
E em ações criminais, o Ctrl+X mostra processos movidos em resposta a conteúdos que supostamente configuram crimes contra a honra, como calúnia, injúria e difamação, usados com certa frequência contra jornalistas.
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) anunciou os vencedores do Prêmio CNT de Jornalismo 2021, que valoriza trabalhos que abordem aspectos do transporte, seja ele rodoviário, ferroviário, aquaviário ou aéreo, nos segmentos de cargas ou passageiros.
Os vencedores do Grande Prêmio foram Artur Rodrigues e Thiago Amâncio, da Folha de S.Paulo, com a reportagem Vivo no trânsito, que mostra como a redução de velocidades em São Paulo fez com que as mortes no trânsito caíssem em quase 50% na cidade. Os vencedores receberam R$ 60 mil.