Estão abertas as inscrições para a décima edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo, que valoriza trabalhos sobre empreendedorismo e pequenos negócios no Brasil. As inscrições vão até 5 de junho.
O tema da premiação é “A contribuição dos pequenos negócios para o desenvolvimento econômico e social do país”. São quatro categorias: Texto, Áudio, Vídeo e Foto, além do prêmio especial de Empreendedorismo Social e o Grande Prêmio Sebrae de Jornalismo, entregue a um dos vencedores das categorias citadas.
Podem se inscrever trabalhos jornalísticos veiculados entre 1º de julho de 2022 e 4 de junho de 2023. O prêmio terá etapas Estadual, Regional e Nacional. Os vencedores da etapa nacional receberão troféus e equipamentos de trabalho.
A organização do prêmio sugere temas como Empreendedorismo, Produtividade e competitividade, Inovação e startups, Inclusão produtiva e sustentabilidade, Transformação digital, Políticas públicas e legislação, Acesso a crédito, e Empreendedorismo social.
Eduardo Faustini, o chamado Repórter Secreto, está de volta à Globo após ter sido demitido em novembro de 2021. Ele fará reportagens para a nova versão do Linha Direta, que estreia em maio.
Pedro Bial, apresentador do programa, indicou Faustini, o que facilitou o retorno do repórter. Ele já começou a produzir as reportagens para o Linha Direta. Seu vínculo será por temporada do programa, em acordo com o núcleo do programa Conversa com Bial, da área de Entretenimento, liderado pelo executivo Mariano Boni.
Linha Direta, que irá ao ar nas noites de quinta-feira, exibirá duas reportagens por edição, uma delas sobre um crime antigo de grande repercussão, e outra sobre casos recentes, cujo material será produzido por Faustini.
Ele estava na emissora desde 1996. Sempre manteve sua identidade preservada em decorrência do trabalho como repórter investigativo. Era responsável pelo quadro Cadê o Dinheiro que Estava Aqui?, exibido no Fantástico, sobre casos de corrupção e desvio de verba.
Linha Direta estreou na Globo em 1990, sob o comando de Hélio Costa. O programa deixou a programação em junho daquele mesmo ano, e voltou ao ar apenas em 1999, apresentado por Marcelo Rezende e posteriormente, Domingos Meirelles. O programa, que ajudou na prisão de quase 400 foragidos, foi descontinuado em 2007.
A Justiça de São Paulo julgará em 20 de abril o recurso de Juliana Dal Piva, do UOL, contra Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. A jornalista divulgou o print de uma mensagem de Wassef contendo mensagens descredibilizantes e de cunho sexual contra ela. O advogado foi condenado em primeira instância por danos morais, mas Dal Piva também foi condenada por ter tornado público o conteúdo da mensagem.
Segundo entidades defensoras da liberdade de imprensa, o resultado do caso será muito importante para a categoria, pois discute se uma mensagem contendo ameaças pode ser divulgada ou não.
Após a publicação do podcast A Vida Secreta de Jair, sobre o envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro em esquema de desvio de salário de assessores do seu gabinete quando era deputado federal, Wassef mandou mensagens para Dal Piva questionando sua ética profissional e com comentários de cunho sexual. Na mensagem, de julho de 2021, o advogado cita regimes que ele considera ditatoriais: “Faça lá o que você faz aqui no seu trabalho, para ver o que o maravilhoso sistema político que você tanto ama faria com você. Lá na China você desapareceria e não iriam nem encontrar o seu corpo”.
O juiz Fábio Coimbra Junqueira, da 6ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, condenou Wassef por danos morais em R$ 10 mil. O magistrado, porém, também condenou a própria Dal Piva em R$ 10 mil por divulgar as mensagens enviadas por Wassef.
Para Junqueira, é “ilícita a publicação não autorizada da mensagem, não o seu envio a determinada pessoa em particular. Isso porque as comunicações entre particulares são sigilosas. A exposição desnecessária e negativa (de Wassef) foi devidamente comprovada, pois a autora tornou pública uma mensagem sigilosa enviada por um aplicativo de mensagens criptografadas”.
O magistrado declarou ainda que “em nenhum momento, fica implícito ou explícito que ele a ameaça, justamente por dizer, em seguida, que em território brasileiro não ocorre esse tipo de comportamento como nos demais países citados por ele (Cuba, Venezuela, Argentina e Coreia do Norte)”.
As advogadas de Dal Piva acreditam que “a divulgação de conteúdo ameaçador é legítima e, para além da necessária exposição de quem pratica ilícitos sob o falso manto da liberdade de expressão, tem a finalidade de autoproteção, já que a publicidade também acaba sendo instrumento de preservação e segurança”.
A RedeTV não renovou o contrato com o apresentador Sikêra Jr., que deve deixar a emissora em breve. Por isso, o programa Alerta Nacional, que ele comanda, sairá do ar no próximo dia 28 de abril.
O apresentador chegou à RedeTV em 2019 e seu contrato havia encerrado em dezembro do ano passado. A emissora até chegou a negociar com a TV A Crítica, dona do passe de Sikêra, uma extensão do vínculo até 2027, mas desistiu.
Segundo Ricardo Feltrin, do UOL Splash, a RedeTV entende que Sikêra afetou a reputação da emissora com seus discursos preconceituosos, machistas, homofóbicos e extremistas. Além disso, o canal enfrenta diversos processos judiciais, como investigações do Ministério Público geradas por discursos de Sikêra. Anunciantes do canal pediram a saída do apresentador.
Representantes de Sikêra notificaram extrajudicialmente os donos da RedeTV, afirmando que, mesmo sem assinar a extensão do contrato, existem provas de negociação entre as partes, de modo que, se a emissora quiser demiti-lo, terá que pagar a multa integral, de R$ 17 milhões.
A RedeTV propôs um encerramento de contrato pacífico, mas o apresentador disse que não aceitaria. A emissora entende que não precisa pagar a multa ao demitir Sikêra. O caso provavelmente irá à Justiça.
Segundo Feltrin, o desinteresse da RedeTV por ele está relacionado à derrota de Jair Bolsonaro nas últimas eleições. Até então, o canal era defensor assíduo do bolsonarismo. Com o novo governo, deve mudar sua linha editorial.
A EPTV, afiliada da Rede Globo no interior de São Paulo, anunciou que vai produzir e transmitir uma edição local do programa Globo Esporte nas praças de Campinas, Ribeirão Preto e região Central (São Carlos e Araraquara). O programa deve ir ao ar a partir da próxima segunda-feira (17/4), às 13 horas.
Essa edição Globo Esporte segue o padrão do programa e irá ao ar de segunda a sábado, das 13h às 13h25. Com uma abordagem mais regional, será apresentada em dois blocos por Bruna Ficagna, em Campinas, Geraldo Neto, em Ribeirão Preto, e Pedro Guilherme, em São Carlos. O programa destacará as principais notícias dos times locais, além das informações do esporte estadual e nacional.
Alexandre Azank, coordenador do núcleo de esportes do Grupo EP, explica que o programa terá um estúdio próprio e manterá o leiaute e a sonoridade do Globo Esporte original: “Estamos colocando o regionalismo em foco para que o telespectador possa se reconhecer no conteúdo que está consumindo. Além de manter a afinidade com os grandes clubes do País, o torcedor pode, agora, aprofundar e aproximar seu relacionamento com os times locais”.
O sobrenome Abramo foi um dos mais importantes da intelectualidade brasileira no Século XX, fruto da presença marcante dos integrantes de uma família convictamente de esquerda na Cultura brasileira.
Sobre Claudio diz o verbete do Wikipedia: “Filho mais novo de Vincenzo Abramo e Iole Scarmagnan, era neto do anarquista italiano Bortolo Scarmagnan e parte de uma família muito influente na arte, na imprensa e na política brasileira. Irmão do gravador Lívio Abramo, dos jornalistas Athos Abramo e Fúlvio Abramo, da atriz Lélia Abramo, de Beatriz Abramo e Mário Abramo. Foi casado com Hilde Weber, chargista, com quem teve um filho: Claudio Weber Abramo. Mais tarde, casou-se com Radha Abramo, crítica de arte e também sua prima, com quem teve duas filhas: a socióloga Barbara Abramo e a jornalista Berenice Abramo”.
Era, ainda, tio de Perseu Abramo, outro jornalista da mesma cepa ideológica, que militou até a morte no Partido dos Trabalhadores, sendo hoje nome da Fundação criada pelo PT para formar novos quadros políticos.
Em meio a essa família estelar, pode-se dizer que Claudio foi um sol, tal o esplendor de sua passagem pelo jornalismo brasileiro e tal a lenda que se criou em torno de seu nome, ainda hoje reverberando em várias gerações profissionais.
Quis o destino que ele nascesse em 6 de abril, véspera do Dia do Jornalista, e que essa fosse a sua vocação inconteste. Agora, no centenário de seu nascimento, nada mais justo e oportuno do que resgatar um pouco do que foi a sua passagem por essas plagas tropicais do Hemisfério Sul.
Conduzido pelo experiente e talentoso Luiz Roberto Serrano – ele próprio contemporâneo e por um período colega de trabalho de Abramo –, este especial de Jornalistas&Cia, que celebra o Dia do Jornalista, começa com uma declaração de eterna amizade do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e finaliza com uma “crônica” de Leão Serva, contando como foi o convívio com esse monstro do jornalismo brasileiro nos tempos de Folha. A edição traz também os olhares de Alexandre Gambirásio, Albino Castro, Eduardo Ribeiro, Fernando Morgado, Fernando Rodrigues, Jânio de Freitas, José Maria dos Santos, Juca Kfouri, Luís Nassif, Mino Carta, Nair Keiko Suzuki, Paulo Markun, Pedro Cafardo, Ricardo Kotscho e Roberto Müller Filho.
É o nosso presente aos jornalistas brasileiros, no seu dia!
Veículos de imprensa de todo o País anunciaram que mudarão suas políticas de cobertura de massacres, após a repercussão negativa sobre a postura da imprensa nacional ao noticiar o ataque a uma creche em Blumenau (SC), na manhã dessa quarta-feira (5/4).
Durante todo o dia, veículos compartilharam em suas plataformas, canais e redes sociais fotos do autor do ataque, além de dados de sua vida, vídeos do atentado e detalhes do ocorrido. Especialistas no assunto explicam que esta intensa cobertura pode influenciar outras pessoas a cometerem as mesmas atrocidades, aumentando a probabilidade de novos ataques.
Esse tema já havia sido levantado no final de março, devido à cobertura de outro ataque, em uma escola estadual em São Paulo. A imprensa também veiculou diversas fotos e vídeos do ocorrido.
O Grupo Globo anunciou que todos os seus veículos deixarão de publicar o nome e imagens dos autores dos crimes, além de vídeos das ações. A empresa explicou que, até então, publicava apenas uma única vez o nome e a foto de autores, mas a partir de agora, a política será ainda mais restritiva.
“A decisão segue as recomendações mais recentes de prestigiados especialistas no tema, para quem dar visibilidade a agressores pode servir como um estímulo a novos ataques”, declarou a Globo. “Estudos mostram que os autores buscam exatamente esta ‘notoriedade’, por pequena que seja”.
O Estadão também publicou em nota que deixará de publicar fotos, vídeos, nome ou outras informações dos autores de ataques semelhantes: “A exposição pode levar a um efeito de contágio, de valorização e de estímulo do ato de violência em indivíduos e comunidades de ódio, o que resulta em novos casos. A visibilidade dos agressores é considerada como um ‘troféu’ dentro dessas redes”.
O Grupo Liberal, do Pará, escreveu que também não publicará mais nomes, fotos e imagens de ações, e demais informações, sobre autores de ataques. “Esperamos que, com essa nova abordagem, possamos contribuir para a construção de uma sociedade mais pacífica”, declarou a empresa.
Outros veículos como Folha de S.Paulo e Folha de Pernambuco adotaram a mesma postura.
A Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca) indicou alguns pontos que devem ser discutidos durante a cobertura desses tipos de ataques. A entidade elaborou em 2019 um guia sobre a cobertura de atentados a escolas, e realizou um webinar sobre o assunto com as pesquisadoras Catarina de Almeida Santos, da Universidade de Brasília, e Telma Vinha, da Universidade Estadual de Campinas.
Entre os tópicos levantados pela Jeduca, estão considerar que ataques a escolas são fenômenos complexos e, portanto, é preciso evitar tirar conclusões precipitadas e sempre analisar o ocorrido sob diferentes perspectivas; evitar o chamado “efeito contágio”, que ocorre ao compartilhar diversas imagens e vídeos do autor do crime, o que pode estimular uma espécie de glorificação e aumentar a probabilidade de novos ataques acontecerem; evitar generalizações e abordagens apressadas; preservar a identidade dos estudantes envolvidos; entre outros.
“As coberturas extensivas, que, muitas vezes, apresentam repetidamente as imagens do ataque, contam a história de vida do agressor ou mostram detalhes do evento podem influenciar diretamente outros jovens e adolescentes a fazerem o mesmo”, explica a entidade.
“Quanto maior a exposição do agressor na mídia, maior a sua notoriedade, que geralmente é um dos objetivos dos ataques a escolas. Uma grande exposição do agressor gera um processo de ‘santificação’ do agressor entre seus pares, porque ele passa a ser visto como um grande exemplo. A difusão de fotos e vídeos do ataque funciona como um incentivo à repetição do acontecimento porque é vista pelos pares como um reforço à sua suposta competência. Além disso, a divulgação dos detalhes serve para criar um modelo para outros atentados”.
Em meio às demissões na Globo em Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, Giuliana Morrone, com 34 anos de casa, também foi dispensada da emissora. Ela anunciou a saída em suas redes sociais.
Morrone chegou à Globo em 1989, e atuou como repórter especial e apresentadora de telejornais como Bom Dia Brasil, Hoje e Jornal Nacional. Ganhou notoriedade na editoria de Política. Deixou a Globo e passou por Band e SBT antes de retornar à emissora carioca em 1995. Fazia parte do rodízio de apresentadores do Jornal Nacional e ultimamente mantinha um quadro no Jornal da Globo, no qual comentava as últimas notícias da política.
No Instagram, agradeceu pelo período na empresa: “Meu amor pelo jornalismo começou aos 14 anos. Consegui um furo, uma entrevista com a poetisa Cora Coralina. Foi para o jornalzinho da escola. Muitos na turma nem sabiam que Cora era aquela, mas eu senti um orgulho incrível de poder fazer perguntas para ela. E foram tantas outras perguntas. Em italiano, para Sophia Loren. Em inglês, na correria, para Barack Obama. Em português, há anos, para todo este pessoal aqui do Planalto Central. A vida, para mim, é feita de paixão. Sempre tive paixão pelo jornalismo e por onde eu exerci até agora a minha profissão”.
Demissões superam 50 nomes
Segundo informações de Cristina Padiglione, da Folha de S.Paulo, ao menos 51 jornalistas foram demitidos pela Globo nos últimos dias. Profissionais de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Recife deixaram a empresa. Este é o maior corte já feito pela Globo entre profissionais contratados, de uma só vez.
Os Sindicatos dos Jornalistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal formalizaram uma denúncia no Ministério Público do Trabalho contra a Globo, pelo que consideram uma “demissão em massa” nos últimos dias.
Duas semanas após divulgar o censo de representação de gênero no comando das principais redações em 12 países, o Instituto Reuters para Estudos de Jornalismo, em Oxford, revelou outra face da falta de diversidade na mídia: a baixa presença de jornalistas negros e de origem étnica não branca (como asiáticos) em posições de liderança.
O Brasil é um dos cinco países pesquisados, junto com Alemanha, Reino Unido, África do Sul e EUA. Apenas 23% dos chefes de redação nos dez veículos de maior audiência online e igual número de meios offline − um total de 100 na amostra global − são negros ou de outras etnias.
Assim como em 2022, todos os veículos da amostra no Brasil e na Alemanha têm um jornalista branco como editor principal. No Reino Unido, 94% dos que ocupam os cargos editoriais mais altos são brancos.
Como são contabilizados os jornalistas negros e brancos
A forma de codificar os profissionais pode parecer confusa no Brasil, onde a discriminação racial se manifesta de forma diferente da de outras nações como os EUA ou países da Europa.
Para efeito do estudo, os profissionais são codificados como pessoas brancas ou pertencentes a grupos sujeitos a práticas racistas nem sempre ligadas à cor da pele.
O estudo cita dois casos de jornalistas em redações importantes do Reino Unido como exemplos de diversidade na chefia: Roula Khalaf, do Financial Times, de ascendência libanesa, e Zing Tsjeng, do Vice, que nasceu em Singapura. Mas elas não fazem parte da amostra porque os veículos que dirigem não estão entre os de maior audiência.
Na África do Sul, 80% dos principais editores são negros, contra 73% em 2022.
Isso importa? O Instituto enfatiza a importância, tanto simbolicamente quanto na prática.
Indo além da falta de igualdade nas oportunidades de ascensão profissional, o que por si só já seria motivo suficiente para a inclusão, o Reuters defende a tese de que, para o público, os jornalistas nessas funções geralmente representam tanto a sua organização quanto a indústria de mídia como um todo. E tomam decisões que influenciam o tratamento das notícias a partir de seu histórico e experiência de vida.
Pesquisas diversas constatam a invisibilidade e a representação estereotipada de mulheres na mídia de diversos países, até mesmo nos que figuram no topo dos rankings de indicadores sociais. Isso é associado em parte à ausência delas em cargos de comando.
No Brasil e na Alemanha, a predominância total de profissionais brancos liderando grandes redações significa que o público dos 20 meios de comunicação principais consome notícias sem uma perspectiva diversa.
O levantamento sobre o perfil étnico na liderança das redações encontrou, em todos os países analisados, um percentual de jornalistas não brancos em atividade nas redações sempre maior do que a sua participação nos cargos de chefia.
Outro aspecto analisado é o percentual de jornalistas brancos em comparação ao conjunto da população de cada país.
A média de pessoas que não se identificam como brancas nos cinco países somados é de 44%, bem superior ao percentual de diretores de Redação não brancos, de 23%.
O jornalismo não está sozinho quando o assunto é baixa diversidade na chefia. Nos EUA, onde o movimento negro é historicamente bem organizado e conquistou avanços importantes, uma pesquisa feita pelo USA Today em fevereiro encontrou apenas quatro CEOs negros entre as empresas que compõem o S&P 100.
Mas, no jornalismo, a ausência de visões de mundo diferentes no comando tem implicações importantes para a sociedade. E é para isso que o relatório do Reuters chama atenção, sinalizando a necessidade de um esforço consciente de inclusão que não seja apenas o de promover quem está mais à mão quando uma vaga se abre.
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César Galvão e Fabio Turci, repórteres de São Paulo, foram desligados. César estava na Globo desde 1999, e era especializado em coberturas de violência e segurança pública. Ultimamente, atuava em telejornais locais de SP. Fabio estava na Globo desde 2003 e participou de coberturas importantes em São Paulo. Foi correspondente da Globo em Nova York de 2014 a 2018.
Márcia Corrêa, editora-chefe do Bom Dia São Paulo, também foi demitida. Ela estava no cargo desde 2008 e tinha 33 anos de emissora. Emilene Silva, editora do Jornal Hoje, também foi desligada. No g1, deixaram a empresa os jornalistas Sávio Ladeira, Edmundo Silva, Olivia Henriques e Marta Cavallini.
Em Brasília, Fábio William, ex-repórter do Jornal Nacional e âncora do DF1, deixou a empresa. Lúcia Carneiro, editora da GloboNews, também foi dispensada, além de Márcia Witczak, editora local e apresentadora da agenda cultural no DF1, e Anna Karina Bernardoni, chefe de programas e supervisora-executiva de projetos especiais na GloboNews.
Em nota, a Globo declarou que, “assim como as demais empresas de referência do mercado, tem um compromisso permanente com a busca de eficiência e evolução, mas lamenta quando se despede de profissionais que ajudaram a escrever e a contar a sua história. Isso, no entanto, faz parte da dinâmica de qualquer empresa. (…) Como parte do processo de transformação pela qual vem passando nos últimos anos e alinhada à sua estratégia, a empresa mantém a disciplina de custos e investimentos em iniciativas importantes de crescimento”.