8.9 C
Nova Iorque
sexta-feira, abril 3, 2026

Buy now

" "
Início Site Página 27

Amado Mundo: Como cobrir o mundo de forma “amada”, com informação, mas também soluções

Guilherme Amado (divulgação)

O chamado Jornalismo de Soluções é algo importante a ser debatido nas redações dos veículos. Utilizar como fio condutor da reportagem o processo de resolução (ou tentativa) de um problema e apresentar o que já está sendo feito e os resultados, mesmo que iniciais. Estas são algumas características que poderiam ajudar a afastar o jornalismo de uma impressão mais “pessimista”, causada em muitos consumidores de notícias. De acordo com a Solutions Journalism Network, o Jornalismo de Soluções nada mais é do que a “cobertura rigorosa e baseada nas evidências das respostas a problemas sociais”.

Em meio a diversos acontecimentos negativos que ocorrem pelo mundo – conflitos político-econômico-sociais dos mais diversos tipos, guerras, crimes, os impactos devastadores das mudanças climáticas –, como fazer um jornalismo que, obviamente, traga informações bem apuradas e fundamentadas, mas também soluções para os problemas? Como fazer um trabalho que, em vez de afastar o leitor, com apenas notícias negativas, traga também os caminhos para melhorar a situação?

Foi justamente com esta mentalidade que surgiu, em junho de 2025, Amado Mundo, projeto multiplataforma comandando e fundado pelo premiado jornalista Guilherme Amado, que busca justamente trazer informações, de forma leve e descontraída, e também as soluções para os problemas. O objetivo é fugir um pouco do imediatismo e “pessimismo” do jornalismo tradicional, unido o mundo da informação com o dos influenciadores digitais.

Em conversa com o Portal dos Jornalistas, Amado falou sobre as origens do projeto, o modelo de negócios, a união entre jornalistas e criadores de conteúdo, como conciliar as carreiras de comunicador e empresários, e alguns planos para o ano que vem.

A origem do Amado Mundo

“O projeto começa anos atrás, na minha cabeça, após detectar um crescente news avoidance entre os leitores, uma espécie de resistência à notícia”, explicou Amado. Segundo ele, durante sua experiência de 15 anos no Grupo Globo, passando por diferentes veículos, percebeu que cada vez mais as pessoas se afastavam do jornalismo, por excesso de informações, notícias pesadas que as deprimem, ou mesmo uma grande quantidade de locais diferentes para se informar, o que faz inevitavelmente algumas pessoas deixarem de consumir certos produtos e veículos. “Ao longo dos últimos anos, vim amadurecendo isso dentro de mim, ou seja, como fazer com que esses leitores, consumidores de notícias, deixem se se afastar do jornalismo. Após algum tempo de estudos sobre empreendedorismo e gestão de negócios em mídia no exterior, lancei o Redes Cordiais, uma ONG de educação midiática. E foi aí que, com a bagagem acumulada nos últimos anos, decidi, em 2024, que havia chegado o momento de começar um negócio próprio”.

Foi em junho deste ano que nasceu o Amado Mundo, projeto jornalístico com uma série de programas que abordam temas como política, negócios e cultura. Desde o início, a ideia foi “gerar conversas que apontem para um mundo melhor”. O Amado Mundo tem ao todo nove programas, como Matinal, com as principais notícias do dia; Lisboa Connection, programa de entrevistas com personalidades no eixo Brasil-Europa; Notas de Rodapé, que discute questões da atualidade a partir de um livro diferente a cada episódio; e Tech Tech Tech, sobre as novidades do momento na tecnologia.

Amado explicou que, com a criação do Amado Mundo, ele encontrou uma “fórmula” de trabalho ideal, unindo o novo projeto com a sua já consagrada coluna sobre política no PlatôBR: “De um lado, mantive a minha coluna, com o foco noticioso, de furo, jornalismo investigativo, coisas em que me envolvo diretamente na apuração; e no Amado Mundo, a ideia sempre foi gerar uma ‘conversa para o mundo melhor’, a partir de análise, programas de entrevistas, documentários e outros formatos”.

Mais recentemente, em novembro, o Amado Mundo ampliou sua operação com o lançamento de um portal de notícias, o amadomundo.com. Com conteúdos de política, negócios, entretenimento e cultura, além de colunas e reportagens exclusivas, a página fez parte de uma estratégia de ampliação nos negócios da marca, com uma visão cada vez mais multiplataforma. O projeto, que inicialmente tinha cerca de 25 profissionais, conta hoje com uma redação composta por quase 50 pessoas.

Amado Mundo: Como cobrir o mundo de forma “amada”, com informação, mas também soluções
Guilherme Amado (divulgação)

A união faz a força: jornalistas e criadores de conteúdo

Um dos grandes diferenciais do projeto Amado Mundo é unir, nos mesmos programas e conteúdos noticiosos, o mundo do jornalismo e o dos criadores de conteúdo: jornalistas e influenciadores que, juntos, produzem conteúdo de qualidade, com informações confiáveis, mas ao mesmo tempo uma linguagem leve e descontraída, que chega a todos os setores da sociedade.

Amado Mundo: Como cobrir o mundo de forma “amada”, com informação, mas também soluções
Bel Coelho (Crédito: Amado Mundo/YouTube)

Para Guilherme, os jornalistas têm muito a aprender com os influenciadores, e vice-versa: “Nós, jornalistas, temos muito a aprender com os criadores de conteúdo em relação à forma, e eles tem a aprender com a gente sobre conteúdo, não na qualidade, mas na precisão da informação. Ao longo destes anos trabalhando no Redes Cordiais, convivemos com muitos influenciadores, e essa convivência me ensinou muito sobre esse universo. Os criadores conseguem desenvolver uma linguagem que é mais acessível à população, e eu acho que esse é um dever de casa que todo jornalista deveria perseguir, porque não adianta a gente fazer excelentes reportagens, excelentes análises que não sejam lidas, não sejam apreciadas pelas pessoas”.

Hoje, o Amado Mundo tem em sua equipe criadores de conteúdo de diferentes perfis, como a chefe de cozinha Bel Coelho, a humorista Cláudia Campolina e a escritora Eliana Alves Cruz. Em 2026, a ideia é ampliar a equipe com ainda mais influencers e analistas em diversas vertentes. Não à toa, essa união tem gerado muitos frutos: Segundo número divulgados pelo projeto, em cinco meses de trabalho, o ecossistema digital do Amado Mundo, que inclui YouTube, Spotify, Instagram, TikTok, Facebook, X, Threads e BlueSky, alcançou mais de 580 mil usuários. Somente o canal no YouTube já tem 1,5 mil vídeos publicados, 60 milhões de views e conta com um público mensal de 276 mil pessoas.

Um jornalismo cada vez mais transmídia

E por falar em números de audiência, o case do Amado Mundo levanta a discussão sobre o jornalismo em um mundo totalmente digitalizado, como o que vivemos atualmente, com a ascensão das redes sociais e das plataformas digitais e a necessidade de estar constantemente conectado e presente em todo e em qualquer aplicativo. Sobre este jornalismo mais conectado, mais transmídia, Amado acredita que o importante é que a informação chegue onde o leitor está.

“Estamos caminhando para ter em todas as nossas redes um milhão de seguidores, a gente está em praticamente todas as redes. Nossa proposta é chegar onde o leitor está. Afinal de contas, o número de leitores que se informam pelas redes sociais é muito maior do que os que se informam pelos sites. E para além das informações nas plataformas, colocamos também a publicidade ali. Então, tanto para o leitor, o espectador, quanto para o anunciante, isso é uma oportunidade, e tem muito benefício, porque a gente consegue customizar a informação de acordo com o meio”.

Amado Mundo: Como cobrir o mundo de forma “amada”, com informação, mas também soluções
Crédito: Berke Citak/ Unsplash

Amado falou também sobre a importância de sempre ter em mente o formato, a forma como se deve abordar determinadas informações, e a plataforma onde tais informações serão publicadas, que mudam constantemente. “Por exemplo, para falarmos sobre a fuga de Alexandre Ramagem, um furo que dei lá no PlatôBR, no TikTok, por exemplo, é uma linguagem específica para um determinado público; já no YouTube a gente fala com outra linguagem; no site a gente analisa aquilo de outro jeito. Aí, ao olharmos a cadeia inteira de informações, juntando o Platô nessa equação, percebo uma sinergia muito grande. Isso faz todo sentido, porque a notícia e a investigação foram publicadas no PlatôBR, com foco no jornalismo investigativo, e a análise dos fatos foi desdobrada no Amado Mundo, em diferentes plataformas. Acho que essa adaptação de linguagem, plataforma a plataforma, é justamente esse jornalismo transmídia na veia”.

Modelos de negócios e eventos

Mas, afinal, como fazer funcionar um projeto jornalístico transmídia com jornalistas e influenciadores? Como tornar esse negócio sustentável? Amado falou sobre o modelo de negócios do Amado Mundo, incluindo a realização de eventos, no Brasil e no exterior, destacando três grandes vertentes: publicidade, eventos e curadoria de influenciadores. “Quando falamos de captação de recursos, precisamos destacar nossos números de visualizações e seguidores. Colocamos as marcas em contato com esses números, é uma publicidade fundamentalmente de construção de reputação. Assim, o anunciante que vem para o Amado Mundo está interessado no público altamente qualificado que a gente tem. Um público que, de largada, já era leitor na minha coluna, tanto na época do Metrópoles como no trabalho com Lauro Jardim em O Globo. Então, é um leitor muito qualificado, em termos econômicos, e também de políticos, de empresários, de pessoas com tomada de decisão”.

Sobre os eventos, o fundador do Amado Mundo destacou a importância do programa Lisboa Connection, comandado por ele e o economista Paulo Dalla Nora Macedo, que aborda justamente assuntos do Brasil e da Europa, o que facilita conversas e networking. Só em 2025, foram cinco eventos na Europa, em cidades como Paris, Lisboa e Madrid. Tais eventos são para marcas, com temas específicos de interesse público. O mais recente foi em Paris, sobre os dez anos do Acordo de Paris, apoiado pela Vale e pela Supermicro: “E aqui, no Brasil, tivemos uma casa na Flip, já no primeiro mês do canal, que recebeu 78 autores no total. Posteriormente, vendemos o name rights da casa para a Caixa Econômica”.

E em relação à curadoria de influenciadores, Guilherme explicou a importância de analisar e selecionar os criadores específicos para cada assunto abordado: “É um trabalho em que a gente acredita muito, porque quando selecionamos influenciadores para trabalhar em um projeto específico junto a uma marca, um evento, é essa junção aí que nos faz pensar na forma do conteúdo. Nós fazemos uma boa curadoria, damos orientações e indicações, acompanhamos gravações, monitoramos resultados, é uma vertente muito importante de monetização também”.

Por fim, destacou a importância das marcas que estiveram desde o início do projeto ao lado do Amado Mundo, investindo em seu jornalismo: “Acredito que, com base em tudo o que falei, surge uma dúvida que muitas pessoas têm: Onde o Guilherme está arrumando dinheiro para fazer isso? A gente está com 45 pessoas, uma estrutura cara, eventos no exterior… Isso é reflexo direto das marcas que estão trabalhando com a gente, como Embraer, Vale, YouTube, Rede Dor, BR Partners, a Caixa. A boa performance financeira que estamos tendo é reflexo de ter essas marcas com a gente. Acho muito importante ressaltar isso, porque valoriza também o investimento que essas marcas estão fazendo no projeto jornalístico. Acho que o modelo de publicidade ainda tem uma longa vida pela frente, é um modelo muito importante para o financiamento de jornalismo. E estou feliz que esteja conseguindo criar um veículo apostando nisso”.

Carreira de jornalista e carreira de empresário

E como conciliar a carreira e as funções de jornalista – com a apuração, os furos, as entrevistas – e a de empresário, gerindo um negócio? Amado explicou que faz uma grande diferenciação das duas profissões dentro do Amado Mundo e acredita, inclusive, que negócios de sucesso dentro do jornalismo devem sempre fazer esta separação: “Como fundador e publisher, eu me envolvo na estratégia do negócio como um todo e dou a direção editorial. Tenho seis diretores que trabalham comigo, cada um cuida de uma área. Fiz uma divisão muito rígida aqui entre o comercial e o editorial. E é muito importante deixar isso bem claro: o editorial tem que ser o editorial e o comercial tem que ser o comercial. Por isso que a gente tem princípios editoriais que estão no site e são muito rígidos. E eu, Guilherme, pessoalmente, apresento ideias, comunico e faço pitch de projetos, mas não me envolvo em venda de nada. E isso para não só para fazer essa separação editorial muito rígida, mas também para dar total liberdade às pessoas também de saberem quando estão falando com o jornalista (e eu sempre serei o jornalista) e quando estão falando com o comercial. Eu não misturo as situações. Não acredito que haja caminho para a gente fazer um negócio jornalístico sem haver essa separação”.

Diferencial do Amado Mundo

Um modelo de negócios inteligente, que une jornalistas e criadores de conteúdo, mas qual é a cereja do bolo? Qual é o diferencial do Amado Mundo Novo? Para o ele, alguns pontos se destacam: a linguagem, o foco em jornalismo de soluções, e a ausência de “chefismo” na redação do projeto: “A linguagem é você conversar com as pessoas, você falar de uma maneira leve e passar as informações olhando para o futuro. O nosso slogan é conversas para o mundo melhor, e é exatamente isso: Quando falamos de qualquer assunto, por mais pesado que seja, a gente tem uma proposta, uma abordagem de solução. Uma abordagem propositiva”.

Amado citou o exemplo de notícias sobre a tensão entre Estados Unidos e Irã, e a possibilidade de uma terceira guerra mundial: “Como é que você consegue fazer esse jornalismo diferente nesse ponto, sem explorar uma falsa polêmica? Então, naquele momento, a gente botou a bola no centro do campo. Trouxemos especialistas para conversar, para explicar ao público os riscos concretos (ou no caso como não havia riscos) de estourar uma guerra. Acho que muitas pessoas se afastaram do jornalismo por isso, porque sentiam que não estavam devidamente informadas por veículos que acabam focando em pessimismo e sensacionalismo, seja pela necessidade de vender o jornal ou de gerar cliques. Eu prefiro perder o clique do que enganar o leitor. No nosso caso, na hora em que a pessoa vier, quero ter a certeza de que ela consumirá nosso conteúdo e sairá com clareza sobre os fatos e com uma ponta de esperança. Acho, inclusive, que isso é também é um pouco o papel do jornalismo, de apontar caminhos, que dá para construir um mundo melhor. E todos os assuntos têm caminhos para essa construção de um mundo melhor. É o chamado jornalismo de soluções que devemos praticar”.

Amado destacou também a ausência de “chefismo” no projeto; ou seja, na redação todos são iguais, sem ninguém querer se colocar acima de ninguém, desde os chefes de redação até os estagiários: “Nossa redação é diferente. Me preocupo em manter uma redação horizontal, sem ‘chefismo’. Isso é uma coisa com que sempre me incomodei no jornalismo, que é o jornalista querendo mostrar que é chefe. Aqui, o estagiário tem meu telefone e eu converso ele e aprendo com ele. A gente faz aqui as construções, elas são colaborativas. E essa é a forma que enxergo para o bom jornalismo acontecer”.

Spoilers para 2026

Amado Mundo: Como cobrir o mundo de forma “amada”, com informação, mas também soluções

Com alguns projetos em andamento e outros engatilhados, Amado destacou o início da exibição de seus projetos em documentário: “Produzimos, por exemplo, um documentário de 20 minutos sobre a eleição do democrata Zohan Mandani, novo prefeito de Nova York, nos Estados Unidos. A gente mandou o Luis Nachbin para os EUA, ele acompanhou a última semana toda da campanha. Além disso, estamos produzindo quatro curtas documentários sobre o Carnaval de Recife, um projeto em parceria com o YouTube Brasil, que estão sendo filmados e devem ser lançados já em janeiro. E já temos em produção também um outro documentário bem interessante, cujo tema revelaremos em breve, então, aguardem os próximos capítulos!”.

O e-mail para pautas e projetos do Amado Mundo é [email protected], da Yvna Sousa, diretora executiva do projeto.

Quem faz o Amado Mundo acontecer

Os responsáveis por tocar o Amado Mundo, entre outros, são: Guilherme Amado, (ex-Metrópoles, Grupo Globo, Veja, Correio Braziliense, Extra e Época), fundador e publisher; Yvna Sousa (ex-Valor Econômico e ex-TV Globo), diretora executiva; Luís Gustavo Ferraz (premiado diretor e roteirista de cinema), diretor audiovisual; Bárbara Guimarães (há 20 anos no mercado publicitário), diretora comercial; Clara Amado (há 14 anos especialista na produção de eventos), diretora de eventos; Flavia Martin (ex-O Globo e Folha de S.Paulo), editora-chefe do site do Amado Mundo; Angelina Nunes (coordenadora do Projeto Tim Lopes, da Abraji), editora de Projetos Especiais; Priscila Montandon (ex-Play9 e Grupo RBS), diretora de estratégia digital; Stella Tó (ex-Globo, g1, BandFM e Mídia Ninja), gerente de produção; as jornalistas Beatriz Bulla e Raquel Cozer, que apresentam programas no canal, além de Caio Barretto Briso (ex-O Globo e The Guardian) e Gabriela Ferreira (ex-Globonews), que atuam na produção e nos bastidores dos programas.

Vem aí o Ranking +Premiados da Imprensa 2025!

Ranking dos +Premiados da Imprensa circulará em janeiro, em edição especial unificada

Circulará em 26 de janeiro a edição especial com os resultados do Ranking +Premiados da Imprensa Brasileira 2025. Em sua 15ª edição, o levantamento analisa 214 prêmios de jornalismo realizados no Brasil e no mundo para apontar quais foram os jornalistas, veículos e grupos de comunicação brasileiros mais premiados do ano e da história.

Será a terceira vez em que a iniciativa terá seus resultados anunciados em uma edição especial. “Até 2022, os mais premiados jornalistas, veículos e grupos eram conhecidos ao longo de várias edições do Jornalistas&Cia, cada uma destacando um recorte específico”, lembra Fernando Soares, coordenador da pesquisa. “Em 2023 optamos por mudar a estratégia e o resultado não poderia ter sido melhor. Uma edição especial exclusiva, além de valorizar ainda mais o Ranking, também permite o acesso aos resultados de maneira mais organizada e definitiva. Isso faz com que o especial do Ranking seja uma das edições mais acessadas do Jornalistas&Cia, mesmo meses e anos após a veiculação inicial”.

Nos últimos dois anos, vale lembrar, foram eleitos +Premiados Jornalistas do Ano os repórteres fotográficos Márcia Foletto, de O Globo, em 2023, e Lalo de Almeida, da Folha de S.Paulo, em 2024. “Ainda faltam alguns poucos prêmios para serem avaliados, mas de antemão já podemos adiantar que será uma edição com muitas novidades, tanto no recorte anual, com novos talentos do jornalismo despontando nas primeiras posições, quando no histórico, com diversas mudanças de posição nas primeiras colocações”, acrescenta Fernando.

Outra novidade desta edição, que celebra os 15 anos da iniciativa, estará na criação de recortes inéditos. Um deles apontará os jornalistas que mais venceram prêmios internacionais na história.

Comercial – Empresas interessadas em anunciar na edição especial do Ranking +Premiados da Imprensa Brasileira 2025 podem obter mais informações sobre valores e pacotes com Vinicius Ribeiro ([email protected])

ABCPública fecha 2025 com mais de 440 associados

A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) encerra o ano de 2025 registrando importantes avanços: cresceu em número de associados, em abrangência territorial, em oportunidades de capacitação ofertadas, em interações nas redes sociais e em projetos que vem encampando para defender um marco regulatório preciso e efetivo para que ações de comunicação pública, em todas as esferas de governo, tenham foco em transparência, em acesso à informação, em escuta ativa do cidadão.

Os resultados de 2025 e os planos para 2026 foram temas da reunião de diretoria realizada na segunda-feira, 15, com a participação de todos os integrantes da diretoria nacional, de representantes regionais e de comitês temáticos.

“Rumo aos 10 anos de atuação em defesa da comunicação pública, a ABCPública conquistou em 2025 a sua federalização, contando com diretorias em todos os estados brasileiros e chegando a mais de 440 associados. Conquistamos também o credenciamento para ministrar cursos de formação para comunicadores públicos, passando a poder participar de licitações públicas”, ressalta o presidente, Jorge Duarte.

Capacitação e eventos foram destaques

Uma das marcas da ABCPública é a oferta de oportunidades de capacitação e promoção de relacionamento entre comunicadores e profissionais com grande expertise no mercado. Nos mais de 10 eventos realizados em 2025, centenas de profissionais estiveram presentes e mais de 2 mil inscrições foram recebidas, demonstrando que o tema vem ganhando espaço na agenda de comunicadores.

Em outubro, a série de eventos foi encerrada com o III Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública), que reuniu mais de 300 comunicadores na Universidade Federal de Sergipe, com nomes importantes da comunicação nas mesas de debates e reuniões científicas

Comunicação Pública na agenda

Para além do diálogo com associados, a ABCPública levou o tema “comunicação como ferramenta estratégica para a cidadania” para o debate nos maiores órgãos públicos brasileiros como Senado, Câmara dos Deputados, Conselho Nacional de Justiça, conselhos de classes e outros. Somente a presidência da ABCPública participou de 28 eventos em que o assunto foi tratado, mas também houve muitos outros eventos promovidos ou com representação de regionais, comitês e integrantes da associação.

Além disso, a entidade se posicionou publicamente em diversas situações nas quais a defesa da Comunicação Pública se fez necessária. As atuações incluíram comunicados a ministros de Estado e manifestações em prol da transparência e da responsabilidade com a sociedade, como parte fundamental de sua contribuição para a democracia.

Diretorias destacam avanços de 2025

O vice-presidente de Coordenação Regional, Armando Medeiros de Faria, ressaltou o trabalho contínuo de representação da ABCPública, essencial para a consolidação da Comunicação Pública. “Seguimos trabalhando para fortalecer a comunicação de utilidade pública, apesar dos impasses e das dificuldades”.

Já Cláudia Lemos, vice-presidente de Relações Legislativas e Governamentais, destacou os avanços legislativos que contaram com a atuação da ABCPública, como a Lei da Linguagem Simples. Ela lembrou ainda a regulamentação do streaming, aprovada na Câmara e em debate no Senado. “São projetos que tramitam no Congresso e têm extrema importância para a Comunicação Pública”, pontuou.

A vice-presidente de Comunicação da ABCPública, Lília Gomes de Menezes, destacou os reflexos das ações de 2025 em presença e engajamento nas redes sociais. Somamos mais de 6 mil seguidores no Instagram, YouTube e LinkedIn. “No Youtube registramos crescimento de 120% em inscritos e 315% no tempo de exibição, impulsionado principalmente por transmissões ao vivo, que responderam por 43% das visualizações. No Instagram, o crescimento foi de 42% na base de seguidores, com quase 350 mil visualizações no ano”.

Para Kárita Sena, vice-presidente de Gestão e Parcerias, o crescimento da associação em 2025 ocorreu não apenas em números, mas também em relevância. “Conquistamos mais de 100 novos associados e vimos a ABCPública levar o tema da Comunicação Pública a todo o país, o que fortalece não só a associação, mas o tema e toda a categoria”, avaliou.

A vice-presidente de Relações com o Associado, Aline Castro, comentou sobre a importância de estreitar ainda mais o relacionamento com os associados, ouvindo demandas e fortalecendo o sentimento de pertencimento. “No ano que vem completaremos 10 anos, um marco importante, e estamos preparando ações que dialogam diretamente com essa necessidade”, afirmou.

Por fim, Ana Paula Lucena, vice-presidente de Relações Acadêmicas e uma das organizadoras do III ComPública, ressaltou a participação de cerca de 300 pessoas no congresso, o engajamento com o tema e com a ABCPública, além dos feedbacks que demonstram o desejo de continuar aprendendo sobre Comunicação Pública. “O evento promove a troca de experiências e oferece a oportunidade de debater e conhecer a realidade das instituições”, concluiu.

Prioridades para 2026

Para 2026, a diretoria discutiu prioridades como a consolidação da ABCPública como referência nacional em capacitação, com a ampliação da oferta de cursos. A presença de representantes da ABCPública em foros e no debate público é outra prioridade, junto com o estabelecimento de novas parcerias institucionais. Também foi destacado o fortalecimento da comunicação e do relacionamento com os associados, a maior integração entre regionais e comitês temáticos e estímulo à troca de experiências e à nacionalização de iniciativas locais. Foram destacados ainda o cuidado com a sustentabilidade financeira, a diversificação de fontes de receita e o planejamento do 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública.

Durante a reunião, representantes regionais e de comitês apresentaram sugestões e recomendações, com ênfase em temas como: fortalecimento das regionais e ações presenciais, maior atuação no LinkedIn, ampliação do diálogo com universidades e estudantes, discussões sobre comunicação interna no setor público, além de propostas de projetos e levantamentos temáticos, incluindo iniciativas sobre diversidade e inclusão. As propostas estão sendo amadurecidas para a diretoria completar em janeiro o planejamento de 2026.7

100 Anos de Rádio no Brasil: 2025 marcou o novo ciclo do som: o rádio, a inteligência artificial e a economia do áudio digital

Por Álvaro Bufarah (*)

O som voltou a ocupar o centro das atenções – mas com novas vozes, interfaces e estratégias. Este é o último texto do ano e acredito que devemos refletir sobre o que apresentamos neste espaço ao longo de 2025.

O rádio, o podcast, o streaming e as plataformas de voz vivem uma era de reconfiguração acelerada, em que a inteligência artificial, a conectividade e os novos hábitos de escuta remodelam não apenas o conteúdo, mas também a economia do áudio.

Ao longo dos últimos meses, diferentes relatórios e eventos internacionais mostraram que o áudio digital consolidou-se como a espinha dorsal da comunicação moderna, com o rádio reaprendendo a respirar dentro do ecossistema das plataformas.

Os relatórios recentes da Triton Digital, da Sounds Profitable, da Kantar IBOPE Media e da Inside Radio convergem em um diagnóstico: o áudio não apenas sobreviveu à transição digital – ele a lidera.

Nos Estados Unidos, 75% da população já consumiram um podcast e 55% o fazem mensalmente, enquanto o vídeo se torna parte integral da experiência sonora, com o YouTube consolidado como a principal plataforma de escuta. No Brasil, mais de 43% da população já ouve podcasts, e a diversidade demográfica e temática amplia o alcance do formato.

Mas a escuta não é mais estática. O áudio hoje circula em múltiplas superfícies – do rádio AM/FM ao Spotify, do celular às smart TVs, dos assistentes de voz aos óculos inteligentes. A experiência sonora passa a ser contextual, multiplataforma e conversacional.

O painel Avanços da IA no Rádio Brasileiro, realizado durante a Intercom 2025, marcou um ponto de inflexão simbólico.

Ferramentas como ChatGPT, ElevenLabs, Play.ht, Descript e MusicLM já integram a rotina de emissoras, produtoras e criadores independentes. Clonagem de voz, síntese neural, geração automática de roteiros e análise de sentimentos são agora parte do vocabulário produtivo.

O que antes parecia ficção – um estúdio operado por IA – virou produto comercial. Plataformas como Radio.Cloud, Enco.ai e Jutel mostraram no IBC 2025 que a automação total de uma emissora é uma realidade: jingles, boletins, locuções e até spots publicitários podem ser produzidos sem presença humana no estúdio.

Entretanto, a presença humana continua essencial. Como lembrou Carlos Aros, da Jovem Pan News, “a IA amplia as possibilidades, mas não substitui o olhar crítico e a curadoria editorial do jornalista”.

A ética, a transparência e a autoria permanecem como linhas mestras do rádio no século XXI.

Se a tecnologia mudou a forma de produzir, foi o mercado digital que garantiu a sustentabilidade.

Empresas como iHeartMedia, Beasley Media Group, MediaCo e Townsquare Media provaram que o futuro do rádio é “digital-first”:

  • A iHeart teve crescimento de 13% em receita de áudio digital e 28% em podcasts;
  • A Townsquare já gera 55% de sua receita total no digital;
  • A MediaCo reduziu perdas e triplicou a receita online com canais FAST e CTV.

O mesmo caminho começa a se delinear no Brasil: emissoras passam a oferecer pacotes 360º, que combinam spots lineares, streaming, podcasts, redes sociais e mídia programática. O vendedor de rádio torna-se consultor de marketing digital; o estúdio se transforma em plataforma de conteúdo.

A monetização deixa de depender apenas da audiência: nasce da capacidade de integração, de leitura de dados e de entrega multiplataforma.

(Crédito: Flaticon.com)

A integração ChatGPT + Spotify inaugurou a era dos aplicativos conversacionais de áudio, nos quais o ouvinte pede por voz e recebe playlists, podcasts e notícias personalizados.

Em paralelo, os óculos Ray-Ban Meta trouxeram o áudio de volta para o corpo – literalmente. Com controle por voz, condução óssea e conexão direta com o iHeartRadio, eles transformam o ato de ouvir em um gesto contínuo, sem telas, sem mãos, sem interrupção.

Esses dispositivos representam a próxima fronteira do rádio e do podcast: um meio de comunicação íntimo, móvel e invisível.

Ao mesmo tempo, a convergência entre rádio digital, TV conectada e streaming forma uma tríade que redefine o entretenimento e reposiciona os provedores regionais de internet (ISPs) como agentes do novo ecossistema midiático.

Plataformas como a Watch e a Awdio criam ambientes híbridos onde rádio, vídeo e dados convivem em harmonia, democratizando o acesso e oferecendo novas janelas de receita e distribuição local.

Em Amsterdã, o IBC 2025 mostrou o rádio do futuro em operação.

Consoles IP, automação em cloud, estúdios virtuais e IA embarcada compõem uma cadeia de produção mais leve, barata e globalizada. A lógica do “hardware” dá lugar à do “software”: a transmissão é apenas uma das camadas de um sistema que inclui análise de dados, curadoria automatizada e integração com redes de anúncios programáticos.

O desafio agora é equilibrar eficiência tecnológica com singularidade editorial – e evitar que a automação dilua a identidade sonora local.

O que todas essas transformações revelam é que o som vive um renascimento múltiplo.

O rádio não morreu; ele se espalhou – virou stream, podcast, audiocast, assistente de voz e wearable.

Os ouvintes não desapareceram; eles mudaram de lugar.

E a escuta, antes coletiva e ritualística, tornou-se pessoal, interativa e sob demanda.

A inteligência artificial é o motor técnico, mas o conteúdo continua sendo o coração.

O futuro do áudio não pertence às máquinas – pertence às histórias que sabemos contar com elas.

 

Fontes de pesquisa:

1) Podcasting, consumo e comportamento do ouvinte

  • Sounds Profitable & Signal Hill Insights. The Podcast Landscape 2025.
  • Edison Research. The Infinite Dial 2025.
  • ZyDigital. “Podcasting em maturidade alcança público abrangente e amplia presença multiplataforma”.
  • Backlinko. “Podcast Statistics You Need to Know in 2025”.
  • Teleprompter. Global Podcast Statistics 2025.
  • Insider Intelligence / eMarketer. Podcast Listener Forecast 2021-2025.
  • Portal dos Jornalistas. Matérias da série 100 anos de rádio no Brasil – Podcasting.

2) Mercado publicitário e modelo de negócios do áudio digital

  • IAB. U.S. Podcast Advertising Revenue Study 2024.
  • Wall Street Journal. Projeções de crescimento publicitário global com uso de IA (2024-2026).
  • WPP / GroupM. Global Advertising Forecast 2024-2026.
  • Inside Radio & Radio Ink. Relatórios sobre crescimento do digital e quedas no AM/FM.
  • Relatórios financeiros Q2 2025:

o             iHeartMedia

o             MediaCo Holding

o             Beasley Media Group

o             Townsquare Media

3) Rádio, streaming e convergência com TV conectada / ISPs

  • SET Portal. “Watch Brasil lança Awdio”.
  • Watch Brasil – páginas institucionais e press-releases sobre hub de conteúdo.
  • Kantar IBOPE Media. Inside Audio 2025 (dados do Brasil).

4) Smart glasses, IA embarcada e novos ambientes de escuta

  • Meta. Ray-Ban Meta AI Glasses – página oficial.
  • iHeartRadio. Documentação sobre integração com Ray-Ban Meta.
  • The Verge. Artigos sobre novos recursos de IA, tradução e captação de áudio dos smart glasses.
  • Tom’s Guide. Relatórios sobre privacidade e experiência de uso.

5) Tecnologia de rádio, IA e automação

  • IBC (International Broadcasting Convention) 2025 – releases oficiais e reportagens da RedTech e Radio World.
  • Catálogo de lançamentos 2025: AEQ, Angry Audio, Axel Tech, Enco, Telos Alliance, Orban, Lawo, Radio.Cloud, Wheatstone, Xperi e outros.

Álvaro Bufarah

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (36)

Glauco Mattoso (Crédito: Rialta.org)

Por Assis Ângelo

Glauco Mattoso é autor de uma obra extensíssima e que não para de crescer. Seria o caso até de se dizer que esse genial escriba começou a bagunçar o coreto literário desta parte do mundo desde tenra era. Buliçoso de nascença, Glauco chutou o pau da barraca da censura de plantão e de censuras paralelas sem pestanejar. Sempre disse o que quis e assim continua dizendo o que quer, seja na forma poética ou na forma de prosa. É um nome marcante, na verdade inesquecível. Numa frase? Glauco é da nossa literatura um tsunami ou uma explosão múltipla de vulcões sempre a nos chamar a atenção. E, por que não dizer, a nos ferir com graça, amor e rebeldia.

Glauco Mattoso (Crédito: Rialta.org)

Não são poucos os especialistas em literatura que já falaram do Glauco aqui em questão. Pedro Ulysses Campos, por exemplo, escreveu o seguinte, no mesmo português arcaico que ele usa: “A poesia de Glauco Mattoso pode ser dividida, chronologica e formalmente, em duas phases distinctas: a primeira seria chamada de PHASE VISUAL, emquanto o poeta practicava um experimentalismo parodico de diversas tendencias contemporaneas, desde o modernismo até o underground, passando, principalmente, pelo
concretismo, o que privilegiava o aspecto graphico do poema; a segunda seria chamada de PHASE CEGA, quando o auctor, ja privado da visão, abbandona os processos artezanaes, taes como o concretismo dactylographico, e passa a compor sonnettos e glosas, onde o rigor da metrica, da rhyma e do rhythmo funcciona como alicerce mnemonico para uma releitura dos velhos themas mattosianos (a fealdade, a sujidade, a maldade, o vicio, o trauma, o estigma), reapproveitando technicas barrocas e concretistas (paronomasia, allitteração, euphonia e
cacophonia dos echos verbaes) de mixtura com o calão e o coloquialismo que sempre characterizaram o estylo hybrido do auctor. A phase visual vae da decada de 1970 até o final dos annos 1980; a phase cega abre-se em 1999, com a publicação dos primeiros livros de sonnettos”.

Agora, meus amigos e amigas, que tal conhecer mais um pouco a respeito desse cabra?

Então, lá vai:

GLAUCO POR GLAUCO

O nome artistico do poeta Glauco Mattoso (que tambem é ficcionista, chronista e philologo) é um dos pseudonymos de Pedro Joseph Ferreira da Sylva (paulistano de 1951) e trocadilha com “glaucomatoso” (portador de glaucoma, doença congenita que lhe accarretou perda progressiva da visão, até a cegueira total em 1995), alem de alludir a Gregorio de Mattos, de quem é herdeiro na satyra politica e na critica de costumes.

Como poeta, GM notabilizou-se por mais de oito mil sonnettos (superando, em nivel canonico, a historica marca do italiano Giuseppe Belli, autor de 2.279 sonnettos no seculo XIX), muitos dos quaes em cyclos narrativos. O maior destes cyclos compõe o romance lyrico RAYMUNDO CURUPYRA, O CAYPORA (2012), que lhe valeu um premio Jaboty; outros cyclos compuzeram
o volume SACCOLA DE FEIRA (2014), que lhe valeu um premio Oceanos.

Como prosador, seus principaes titulos são os romances MANUAL DO PODOLATRA AMADOR (1986, reeditado em 2006), A PLANTA DA DONZELLA (2005, reeditado em 2020, paraphraseando A PATTA DA GAZELLA, de José de Alencar), alem das collectaneas CONTOS HEDIONDOS (2009), TRIPÉ DO TRIPUDIO E OUTROS CONTOS HEDIONDOS (2011) e CONTOS QUANTICOS (2016). Na prosa poetica, seus titulos de destaque são PROMPTOS PONCTOS: CONTOS (2023) e INEXSISTENCIALISMO: ENSAIOS PHILOSOPHICOS (2023).

Como estichologo, publicou um TRACTADO DE VERSIFICAÇÃO (2010); como philologo, organizou um DICCIONARINHO DO PALAVRÃO (inglez/portuguez e vice-versa) e um DICCIONARIO ORTHOGRAPHICO PHONETICO/ETYMOLOGICO para fundamentar sua predilecção pela norma classica da escripta portugueza.

Sua obra comprehende centenas de titulos, quasi todos disponiveis na nuvem em:
https://www.dropbox.com/sh/m8jq3615v16g2zt/AACEKn9GzBQUpQmyutQU6Bnha?dl=0.

Os titulos mais recentes estão gratuitamente disponiveis na nuvem pelo sello Casa de Ferreiro, no Instagram @ed.casadeferreiro.

[2] NOTA BIOGRAPHICA

Appós cursar bibliotheconomia (na Eschola de Sociologia e Politica de São Paulo, bacharelando-se em 1972) e lettras vernaculas (na USP, sem concluir), ainda nos annos 1970 participou, entre os chamados “poetas marginaes”, da resistencia cultural à dictadura militar, epocha em que, residindo temporariamente no Rio, editou o fanzine poetico-pamphletario JORNAL DOBRABIL (trocadilho com o JORNAL DO BRAZIL e com o formato dobravel do folheto satyrico, publicado como livro em 1981 e reeditado em 2001) e começou a collaborar em diversos organs da imprensa alternativa, como LAMPEÃO (tabloide gay) e PASQUIM (tabloide humoristico). Em 1978 participou da fundação do gruppo SOMOS, pioneiro do movimento homosexual organizado no paiz.

Durante a decada de 1980 e o inicio dos annos 1990 continuou militando no periodismo contracultural, desde a HQ (diversos gibis, entre os quaes CHICLETTE COM BANANA, mas não deve ser confundido com o cartunista Glauco Villas Boas) até a musica (revistas SOMTREZ e TOP ROCK), alem de collaborar na grande imprensa (critica litteraria no JORNAL DA TARDE, ensaios na STATUS e na AROUND), e publicou varios volumes de poesia e prosa.

Na decada de 1990, com a perda da visão, abbandonou a creação de cunho graphico (poesia concreta, quadrinhos) para dedicar-se à lettra de musica e à producção phonographica, associado ao sello independente Rotten Records.

Com o advento da internet e da computação sonora, voltou, na virada do seculo, a produzir poesia escripta e textos virtuaes, seja em livros, seja em seu exstincto sitio pessoal, seja em diversas revistas electronicas (como www.cronopios.com.br ou www.blocosonline.com.br) e impressas (CAROS AMIGOS, OUTRACOISA, G MAGAZINE, DISCUTINDO LITTERATURA,
METAPHORA). Jamais deixou, entretanto, de explorar themas polemicos, transgressivos ou politicamente incorrectos (violencia, repugnancia, humilhação, discriminação) que lhe alimentam a reputação de “poeta maldicto” e lhe inscrevem o nome na linhagem dos auctores fescenninos e submundanos, como Bocage, Aretino, Apollinaire, Sade ou Genet.

Em collaboração com o professor Jorge Schwartz (da USP) traduziu a obra inaugural de Jorge Luis Borges, trabalho que lhes valeu um premio Jaboty em 1999. Nesse terreno bilingue GM tem-se dedicado a outros autores latinoamericanos, como Salvador Novo e Severo Sarduy, e tem sido traduzido por collegas argentinos, mexicanos e chilenos.

No cinema, GM foi objecto do documentario “Filme para poeta cego”, de Gustavo Vinagre, que venceu o festival de curtas da 20ª edição do Mix Brazil, em 2012.

Em 2009, GM readopta a orthographia etymologica que practicava nos primeiros poemas e no DOBRABIL: naquella epocha, satyrizava os  classicismos canonicos; agora, reage contra os auctoritarismos culturaes, suppostamente reformistas. Seu anachronismo radical fica evidente no titulo da columna no portal “Chronopios”: “Anarchico Archaico”.

Em 2013, é rankeado em 26º logar entre 50 escriptores brazileiros vivos, numa enquete do CORREIO BRAZILIENSE votada por especialistas.

Em 2015, por seu appreço pela “litteratura de bordel” (vertente fescennina da litteratura de chordel), GM é diplomado como membro honorario da ACLAME (Academia Canindeense de Lettras, Artes e Memoria), sediada naquella cidade cearense.

Em 2023, GM é eleito, pela Academia Brazileira de Sonnettistas (ABRASSO), para a cadeira nº 35, cujo patrono é o Lobo da Madragoa (Antonio Lobo de Carvalho).

Confira os vencedores do 12º Prêmio ADPERGS de Jornalismo

Crédito: Clara Zarth

A organização do Prêmio ADPERGS de Jornalismo anunciou os vencedores de sua 12ª edição. Com o tema Direito da Mulher – ser, viver e existir, o prêmio reconheceu trabalhos jornalísticos sobre a atuação de Defensoras e Defensores Públicos na promoção e garantia dos direitos das mulheres.

Confira a lista dos vencedores:

Universitária

Marcas invisíveis: agressão psicológica predomina nas ocorrências de violência contra a mulher em SC – Nathaly Bittencourt (O Fatual UFSC)

Fotojornalismo

Crianças órfãs de feminicídio: traumas, perdas e a luta por direitos Jorge Leão (Brasil de Fato)

Internet

Com apenas seis presídios femininos no RS, quase mil mulheres cumprem penas ou aguardam julgamento em unidades masculinasLucas Abati (GZH)

Impresso

A trajetória da defensora pública que tem como missão o recomeço para mulheres vítimas de violência Raphael Guerra (Jornal do Commercio Recife)

Áudio

Defensorias públicas se mobilizam para garantir direitos de órfãos do feminicídioPaulo Rocha (Rádio Gaúcha)

Vídeo

Violências Invisíveis: PatrimonialMatheus de Souza (TV Tribuna/Band-ES)


Relatório da Abraji revela aumento de ações judiciais contra jornalistas

Conselho Nacional de Justiça e Jusbrasil lançam painel com dados de processos sobre liberdade de imprensa
Crédito: Tingey Injury Law Firm/Unsplash

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou a segunda edição de seu Monitor de Assédio Judicial contra Jornalistas, que faz um mapeamento das ações judiciais feitas contra jornalistas para intimidar o trabalho da imprensa no Brasil. Segundo o documento, entre 2024 e setembro de 2025, foram 130 novas ações judiciais contra jornalistas.

O monitor, feito com o apoio da Embaixada da França, do Instituto Betty e Jacob Lafer e em parceria com o Jusbrasil, registrou o total de 784 ações contra profissionais da imprensa nos últimos 11 anos. Além disso, segundo o documento, houve um crescimento evidente no assédio judicial a jornalistas a partir de 2020, com 62 processos registrados em 2021, 65 em 2022, 80 em 2023 e 53 em 2024.

Outra informação trazida pelo monitor é o ranking de litigantes contumazes, ou seja, dos autores que mais ajuizam ações classificadas como assédio judicial, atualizado anualmente. Nesta última edição, os principais litigantes foram Luciano Hang, dono da Havan, que passou de 53 para 56 ações; Guilherme Henrique Branco de Oliveira, advogado e agente político que foi de 47 para 49 ações; e Julia Pedroso Zanatta, agente política que registrou 21 novos processos contra jornalistas, saltando de 12 para 33 ações.

Por fim, o Monitor faz uma série de recomendações para combater este assédio judicial contra jornalistas, incluindo assegurar formação e sensibilização de integrantes do Poder Judiciário, uniformizar os parâmetros jurisprudenciais sobre liberdade de imprensa e aprovar uma legislação protetiva contra o assédio judicial.

Confira o monitor na íntegra aqui.

SBT divulga princípios editoriais de jornalismo

SBT News, novo canal de notícias do Grupo Silvio Santos, estreia em 15 de dezembro

O SBT divulgou nesta semana um documento com os princípios editoriais que orientam o Jornalismo da emissora. O texto, datado de maio de 1988, assinado pelo próprio Silvio Santos, é intitulado Nosso compromisso. Os princípios foram apresentados poucos dias depois do evento de estreia do SBT News, novo canal do Grupo Silvio Santos.

“Todos os redatores, repórteres e jornalistas da casa, no exercício de suas tarefas, devem obedecer a tais princípios, que refletem a filosofia que desejamos imprimir ao jornalismo do SBT, para que possamos cumprir a missão de informar bem para melhor formar nosso povo e nossa gente”, diz o documento. A lista de princípios inclui credibilidade, respeitabilidade, seriedade, isenção e apartidarismo.

Vale lembrar que o documento foi tornado público após a polêmica envolvendo o SBT News e o cantor Zezé di Camargo, que criticou a presença de autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes, no evento de lançamento da emissora. Zezé atacou a emissora e as filhas de Silvio Santos, acusando-as de estarem “prostituindo” a emissora.

Em Carta Aberta divulgada na última segunda-feira (15/12)Daniela Abravanel Beyruti, presidente do SBT e filha de Silvio Santos, mesmo sem citar o cantor sertanejo, lamentou as críticas que sua família vinha sofrendo e ressaltou que a proposta do SBT News é entregar ao Brasil um jornalismo confiável, sem partido, sem lado.

Leia o documento com os princípios editorias do Jornalismo do SBT na íntegra a seguir:

 

A todos os funcionários,

A fim de que não pairem dúvidas quanto à linha a ser seguida pelo Departamento de Jornalismo, tanto o Diretor Marcos Wilson, como o SBT, naquilo que lhe couber, comprometem-se a observar, rigorosamente, os seguintes princípios editoriais:

Credibilidade – cada informação deve ser confirmada. Nenhum boato ou rumor pode ser divulgado;

Respeitabilidade – devemos conquistar o respeito de nosso público e das nossas fontes. Seremos incorruptíveis e honestos;

Seriedade – seriedade não é sinônimo de velhice. O único compromisso de quem tem um telejornal sério é com a informação precisa, correta;

Isenção – ouvir sempre os dois lados, frente e verso de uma informação. Nenhuma pessoa será culpada antes que a Justiça assim o diga;

Apartidarismo – nosso compromisso é com a informação correta e com o público: ele quer fatos documentados e não proselitismo; quer informação e não ideologização da notícia;

Imagem diferenciada / Personalidade – nossa marca, nossa cara são próprias, construídas ao longo do tempo. Não devemos ter a cara dos concorrentes;

Produto indispensável – nosso telejornalismo deve ser para o público tão indispensável como o alimento do dia a dia;

Produto popular – ser popular não significa ser populista ou popularesco. O público não é uniforme em todos os sentidos. Uma notícia deve ser entendida pela patroa e pela empregada;

Produto moderno – a TV já é um veículo ágil e seu jornalismo deve ser moderno, dinâmico e, até certo ponto, audaz;

Empresarial – o jornalismo está dentro de uma empresa maior e não deve fugir das regras de administração empresarial, como avaliação e treinamento;

Metas e objetivos – devemos estabelecer as metas e objetivos, que serão entendidos e assimilados por toda a equipe e, principalmente, cumpridos;

Produto didático – não podemos complicar a vida do público, mas dar todos os instrumentos para facilitá-la. A informação deve ser simples, transparente, clara e didática;

Pessimismo dispensável – o tom do jornalismo deve ser otimista, procurando mostrar que, mesmo nas situações mais trágicas, é possível dar a volta por cima;

Princípios do público – não vamos agredir nosso público em seus costumes e suas crenças; o respeito ao telespectador é fundamental.

Todos os redatores, repórteres e jornalistas da casa, no exercício de suas tarefas, devem obedecer a tais princípios, que refletem a filosofia que desejamos imprimir ao jornalismo do SBT, para que possamos cumprir a missão de informar bem para melhor formar nosso povo e nossa gente.

3 de maio de 1988

Silvio Santos

13º Prêmio CDL/BH de Jornalismo anuncia vencedores

13º Prêmio CDL/BH de Jornalismo anuncia vencedores

Foram anunciados os veículos, profissionais e reportagens vencedores da 13ª edição do Prêmio CDL/BH de Jornalismo, que reconhece trabalhos jornalísticos sobre o ambiente de negócios e o desenvolvimento econômico e social de Minas Gerais. Neste ano, a grande novidade foi a categoria Especial 65 anos CDL/BH.

Na cerimônia de premiação, que reconheceu o trabalho dos vencedores, também foram homenageadas quatro mulheres jornalistas à frente de importantes redações: Adriana Mulls (Diário do Comércio), Maria Claudia Santos (Rádio Itatiaia), Patrícia Gomes (Record Minas) e Renata Nunes (O Tempo), reconhecidas por seus trabalhos no mundo do jornalismo.

Confira a lista completa dos vencedores:

Especial 65 anos CDL/BH

Atrás dos balcões, lojistas dedicam vida ao comércioGabriel Rodrigues e Simon Nascimento (Jornal O Tempo)

 

Texto

HabitarTatiana Lagôa, Gabriel Rezende, Gabriel Rodrigues, José Vítor Camilo, Juliana Siqueira, Raissa Oliveira, Raquel Penaforte, Karlon Aredes, Rose Braga, Helvio Avelar e Denver Oliveira (Jornal O Tempo)

 

Áudio

Um negócio chamado dignidade: empreendedorismo a favor das pessoas privadas de liberdadeRuleandson do Carmo e Breno Rodrigues (Rádio UFMG Educativa)

 

Vídeo

Favela S/A – Empreendedoras das cidades históricasMichelyne Kubitschek, Juliana Pereira, Evandro Zanitti, Rudah Freire, Edson Alves, Ivana Fonseca, David Loureiro, Geraldo Ramos e João Teixeira Júnior (TV Record)

 

Podcast

Uma mulher puxa a outraQueila Ariadne, Maria Irenilda Milena Geovana e Rodrigo Beleza (Jornal O Tempo)

 

Repórter Cinematográfico

Velhos negócios resistem ao lado das novas tecnologiasAndreza Britto, Ana Beatriz Almeida, William Félix e Jefferson da Silveira (Rede Minas)

 

Repórter Fotográfico

Resistindo ao tempoFlávio Tavares (Jornal O Tempo)

 

Jornalismo Universitário

Empreendedores nas favelas: do Aglomerado ao CabanaMariana Brandão e Danielly Camargos (PUC Minas)

 

Prêmio bstory 2025 já tem os finalistas em suas 10 categorias

Premiação é o ponto de partida do Movimento bstory, iniciativa que mobiliza os múltiplos segmentos profissionais do País na jornada antietarismo.

O Movimento bstory (https://www.bstory.com.br/),focado na geração 50+, na diversidade geracional e na longevidade, anuncia hoje a lista de finalistas ao Prêmio bstory 2025. O Movimento é fruto de uma parceria entre o Grupo Empresarial de Comunicação (Gecom), integrado pelos dirigentes das empresas Boxnet, Business News, Jornalistas&Cia e Mega Brasil, e os irmãos comunicadores Paulo José Marinho (ex-Itaú) e Daniel Marinho (ex-Motiva).

O Prêmio bstory – A experiência que transforma é o ponto de partida do Movimento bstory, lançado em 17 de julho de 2025. A iniciativa mobiliza os múltiplos segmentos profissionais do País na jornada antietarismo. A premiação valoriza, dá visibilidade e reconhece trajetórias bem-sucedidas que homens, mulheres, empresas, instituições, governos aportam à causa, nas múltiplas atividades a que têm se dedicado ao longo de suas carreiras. Conta com 10 categorias.

Nesta primeira edição, os 135 membros do Conselho Maestro do Movimento bstory (https://www.bstory.com.br/os-conselheiros) indicaram nada menos que 275 iniciativas para concorrer nas 10 categorias da premiação. Sem poder votar nas indicações feitas por eles mesmos, dentro de cada uma das categorias, julgaram os quesitos relacionados a seguir, atribuindo a cada um deles notas de zero a 10, sem casa decimal:

  1. Ideia/Inspiração
  2. Originalidade
  3. Adequação à categoria
  4. Criatividade na sua implementação e disseminação
  5. Dificuldades enfrentadas e grau de superação
  6. Impacto público
  7. Repercussão junto à opinião pública (nos limites de sua abrangência)
  8. Resultados práticos das ações empreendidas ao longo da jornada
  9. Mobilização do público (nos limites de sua abrangência) em torno da causa
  10. Legado

Os finalistas, vencedores por categoria, após este julgamento, estão anunciados abaixo. Os finalistas que receberão medalhas de ouro (1º colocado), prata (2º colocado) e bronze (3º colocado) só serão anunciados no dia da premiação. A solenidade de premiação está marcada para 02 de fevereiro de 2026, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

TRÊS FINALISTAS EM CADA UMA DAS 10 CATEGORIAS DO PRÊMIO bstory 2025 (em ordem alfabética)

Categoria: Empreendedores

Alexandre Kalache – Gerontólogo, presidente do Centro Internacional da Longevidade Brasil. É um pioneiro no estudo das questões do envelhecimento, com 40 anos de atividades dedicadas ao tema, como professor, funcionário público internacional e ativista junto a organizações não governamentais. Foi um dos primeiros a visualizar o envelhecimento populacional como um fenômeno mundial e a apontar as potencialidades e os riscos a ele inerentes. Suas contribuições para a mudança do paradigma tradicional no campo do envelhecimento são amplamente reconhecidas no cenário internacional.

Flavia Ranieri – Especialista em envelhecimento e referência no mercado, ela dirige o Gero.pro, plataforma de educação para empresas e profissionais. Professora de pós-graduação do Hospital Albert Einstein. Também é professora no Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês. Além de dar aulas no Instituto Europeo di Design e na Fundação Dom Cabral. Possui mais de 5 mil seguidores no Instagram e mais de 500 conexões no LinkedIn. Responsável pela arquitetura de interiores dos projetos imobiliários para idosos mais emblemáticos recentemente lançados no Brasil,

Willians Fiori – Gerontólogo, professor, especialista em Economia da Longevidade, atuando na construção de marcas com foco no público 60+, é idealizador do Gerocultura. Autor dos livros Diversa-IDADE, Brasil 2060, Alzheimer – Desafios do Cuidar, entre outros. É também criador do Gerocast (maior podcast sobre longevidade da América Latina, com mais de 1.400 episódios publicados).

 Categoria: Empresas Privadas ou Públicas

data8 – O Data8 é o principal hub líder na América Latina em pesquisa, inteligência de mercado e inovação sobre a revolução da longevidade. Desde 2016, é referência em dados, estudos e tendências sobre o comportamento e o consumo dos 50+, transformando esse conhecimento em vantagem competitiva para as organizações que desejam liderar, de forma inovadora e responsável, a transição para a Economia Prateada. Com uma equipe multigeracional, pioneira e altamente especializada, tem como missão cocriar uma sociedade longeva mais inclusiva e próspera.

Nestlé Brasil – O tema “gerações” é um dos pilares estratégicos para a frente de D&I da Nestlé, que conta com mais de 2 mil profissionais com mais de 50 anos no quadro de funcionários e segue atraindo talentos com maior experiência e impulsionando carreiras mais longas na empresa.

Talento Sênior – A Talento Sênior é uma seniortech que visa conectar empresas e profissionais maduros (45+) e experientes a empresas que demandem seus serviços. A Talento Sênior conecta empresas e pessoas. Oferecem “Talent as a Service “(TaaS), conectando o talento de profissionais maduros (45+), com vasta experiência de mercado, a pequenas, médias e grandes empresas que precisam dele. O TaaS traz economia e ao mesmo tempo acesso a profissionais muito experientes, transformando as relações profissionais e acelerando a economia do país.

Categoria: Eventos 

1ª edição do Festival da Longevidade em Florianópolis – Florianópolis sediou pela primeira vez o Festival da Melhor Idade, unindo inovação, qualidade de vida e um rico ecossistema tecnológico.

Fórum da Longevidade Bradesco Seguros – Na décima oitava edição, o Fórum da Longevidade da Bradesco Seguros é uma referência na difusão e debate dos temas geracionais.

Sebrae – O Sebrae oferece cursos, orientação e ajuda para superar o medo de empreender novamente, com soluções específicas para o público 50+. Atua também com as jornadas de solução, com soluções específicas para empresas, incluindo programas voltados para a longevidade e o empreendedorismo feminino 50+. Outra frente do Sebrae é o atendimento personalizado. É possível obter ajuda por meio de atendimento online ou pelo telefone 0800 570 0800 para encontrar as soluções ideais para o negócio. O Sebrae promove eventos, inclusive gratuitos, que abordam temas como empreendedorismo após os 50, planejamento de futuro e redes sociais para negócios.

Categoria: Influenciadores Sociais

Mariana Mello – jornalista especializada em Gerontologia (PUC-SP e Einstein) e idealizadora do Maturidades, fala sobre envelhecimento de um jeito leve. Se dedica ao estudo da Gerontologia Social, com curso de extensão pela PUC-SP e pós-graduada em Gerontologia pelo Hospital Albert Einstein

Miriam Goldenberg – Antropóloga, pesquisadora, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, escritora (autora de 30 livros), colunista do jornal Folha de S. Paulo e da Vogue.

Sandra Quinteiro (San Quinteiro) – Facilitadora, consultora e mentora com mais de 20 anos de experiência no desenvolvimento de pessoas e organizações. Autora do Livro “Reinventando vida e carreira depois dos 40 – Do quebra-cabeça ao mosaico.”

Categoria: Iniciativas Culturais (Literatura, Cinema, Teatro, Artes Plásticas etc.) 

Criativa Idade – É um projeto intergeracional com nove anos de existência na ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing. Vinculado ao programa 50+ 60+. Oferece acesso gratuito a pessoas com mais de 60 anos, promovendo inclusão, qualidade de vida, protagonismo, acesso à comunicação digital e desenvolvimento de competências e habilidades essenciais para o século 21.

Envelhescência: documentário sobre a vida e a rotina de 6 pessoas, que após os 60 anos vivem de forma plena e bem-humorada. O documentário “Envelhescência” mostra que a idade não é um limite para recomeçar. As principais mensagens do filme são a importância de manter a fé na capacidade de iniciar algo novo em qualquer idade e a necessidade de planejar o pós-carreira com antecedência. O filme sugere uma nova perspectiva sobre o envelhecimento, combatendo o etarismo e mostrando que essa fase pode ser vivida intensamente e com significado.

“Vitória” – Filme do diretor Andrucha Waddington. Estrelado por Fernanda Montenegro, o filme é baseado na história real de Joana Zeferino da Paz, que viveu anos sob anonimato forçado no programa de proteção a testemunhas. A atriz indicada ao Oscar tem uma atuação intensa e autêntica no papel de protagonista. Aos 95 anos, ícone do cinema nacional, brilha novamente. Inspirado em fatos reais, “Vitória” conta a emocionante trajetória de uma aposentada que desmontou uma perigosa quadrilha de traficantes e policiais, após entregar imagens e depoimentos a um jornalista. A partir de filmagens feitas da janela de seu apartamento no Rio de Janeiro, ela enfrentou a corrupção de frente, lutando por um futuro melhor.

Categoria: Iniciativas Digitais (Sites, Blogs, Podcasts/Videocasts)

Avosidade – É uma plataforma de conteúdo dedicada à longevidade e à intergeracionalidade, que reúne portal, podcast, núcleo de eventos e redes sociais. Lançado em julho de 2015, após dois anos de pesquisas no Brasil e no exterior, o projeto surgiu diante da ausência de veículos especializados no tema. Já são cerca de 4.000 posts, 220 episódios de podcast, 12 eventos e 3.000 publicações nas redes sociais. Mantém independência editorial e promove o diálogo entre especialistas, leitores e ouvintes.

Drauzio Varella – Um dos principais nomes da comunicação em saúde no Brasil. Aos 82 anos de idade mantém o compromisso de popularizar o conhecimento médico e científico com empatia, acreditando na comunicação como ferramenta de transformação social. É Colunista do UOL. Tem um dos maiores portais de saúde do país, PORTAL DRAUZIO VARELLA, um espaço para informação sobre questões sociais, como aborto, discriminação e sexualidade.

Rede Longevidade – Consultoria em Gerontologia e Direito da Pessoa Idosa. A metodologia educacional é composta por 04 núcleos: Vida Sou, Vida Social, Vida Saudável e Vida Inova. As soluções educacionais gratuitas já alcançaram mais de 1,5 milhão de pessoas em todas as regiões do país, através de palestras, rodas de conversa, formações, eventos, além de uma plataforma de conteúdo integrada.

Categoria: Iniciativas Educacionais

Age-Free World – Liderado por Fábio Betti, o projeto Age-Free World promove inclusão intergeracional, combate ao preconceito etário e valoriza o potencial de todas as idades. Por meio da educação e do letramento, busca sensibilizar as pessoas sobre o fato de que melhores resultados surgem do encontro de distintas gerações e não da concentração em uma ou outra. Para Betti, não existe geração melhor do que a outra, mas sim a potência advinda do encontro entre elas.

Maturar Projetos para adultos e +60 – A Maturar surgiu em 2016, a partir do encontro de duas educadoras que acreditam no potencial transformador da arte, para públicos adultos e +60. O foco é trabalhar com o repertório de cada pessoa e expandir as vivências por meio da arte, educação e curiosidade. É uma proposta de trabalho colaborativo, em que o aprendizado é mútuo.

Rede Educativa para a Longevidade – Liderado por Ana Bianca Flores Ciarlini, projeto foi implantado nas escolas do município de Santos, levando o conceito do “Envelhecimento Ativo e Saudável” e as informações sobre a “Revolução da Longevidade”. O programa “Inovação e Longevidade” utiliza a Tecnologia da Informação (TI) para suprir as necessidades e os desafios para a população 50+ na cidade de Santos e tem a duração de sete meses no ano de 2025, atendendo até 300 alunos, distribuídos em três bimestres.

Categoria: Iniciativas Jornalísticas (Artigos, Programas, Quadros, Reportagens, Séries, Ilustrações, Quadrinhos etc.)

Canal VivaBem UOL Longevidade – O canal de bem-estar do portal UOL possui uma seção dedicada à longevidade, cobrindo saúde, alimentação e qualidade de vida na terceira idade. O VivaBem já foi eleito o site de saúde mais admirado do país, reconhecido pela qualidade e credibilidade do seu conteúdo jornalístico.

Portal Viva Notícias do Grupo Estado – É o maior portal de notícias com foco exclusivo na geração 50+, na diversidade geracional e na longevidade. Da Broadcast/Agência Estado, criado em maio de 2025 para levar ao público 50+ informações jornalísticas de qualidade e com a confiabilidade do Grupo Estado. Nele, os leitores encontram informações atuais, na seção Últimas Notícias, e também reportagens especiais sobre temas como Saúde e Bem-estar, Cultura e Lazer, Carreira e Educação, Estilo de Vida, Dinheiro, Cidadania e Direitos, Tecnologia e Conteúdos Especiais (seção Premium). O Portal conta com equipe própria, integrada por 13 jornalistas.

TV Globo: Globo Repórter/Profissão Repórter/Fantástico – O Grupo Globo tem se destacado dentre os meios de comunicação de massa no Brasil pela cobertura dos temas geracionais. O programa “Profissão Repórter, em 2025, se destacou pela cobertura: “Parece que você fez 50 anos e não presta para mais nada”. Também o programa Globo Repórter tem apresentado as consequências da Revolução da Longevidade na economia, na cultura e na sociedade. E o programa Fantástico também se destacou em 2025 por uma ampla e rica série sobre a potência da longevidade e da geração 50+ nas famílias, na sociedade e para a economia.

Categoria: Instituições da Sociedade Civil

Fundação Dom Cabral – FDC Longevidade – FDC Longevidade é iniciativa pioneira de geração e disseminação de conhecimento sobre o tema, que já lançou 7 publicações desde 2020, tudo disponível gratuitamente. Foram mais de 40 especialistas entrevistados, mais de 5.000 downloads dos estudos e milhares de pessoas impactadas por meio da imprensa. Além disso a FDC desenvolve outras iniciativas como disciplinas de Longevidade em vários programas e iniciativas sociais envolvendo a população idosa.

Instituto de Longevidade MAG – O Instituto de Longevidade MAG é uma associação sem fins lucrativos idealizada pela MAG Seguros que estuda os impactos socioeconômicos do envelhecimento e oferece soluções para auxiliar a conquista da Longevidade Financeira. Estão sempre em busca de novas soluções para estar ao lado dos brasileiros em todos os seus momentos de vida, sendo referência de confiança. Destacam-se por ser um instituto inovador, e especialista na oferta de conteúdo sobre longevidade.

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) – Fundada em 16 de maio de 1961, é uma associação civil, sem fins lucrativos, que tem como objetivo principal congregar médicos e outros profissionais de nível superior que se interessem pela Geriatria e Gerontologia, estimulando e apoiando o desenvolvimento e a divulgação do conhecimento científico na área do envelhecimento. Além disso, visa promover o aprimoramento e a capacitação permanente dos seus associados. A SBGG é composta por Seções na maioria dos estados e é filada à Associação Médica Brasileira (AMB) e à Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria (International Association of Gerontology and Geriatrics – IAGG).

Categoria: Políticas Públicas

Programa Empregabilidade 50+ da Prefeitura do Rio de Janeiro – Com o objetivo de promover inclusão no mercado de trabalho e valorizar a experiência profissional do público 50+, a Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (Semesqv), lançou o Programa Empregabilidade, que oferece diversas oportunidades de trabalho exclusivas para pessoas com 50 anos ou mais. Os contratados recebem, além dos salários, benefícios como vale-transporte e alimentação. O programa disponibiliza vagas para diversas funções, como auxiliar de serviços gerais, repositor, auxiliar de cozinha, estoquista, atendente de padaria e fiscal de loja.

Programa Maior Cuidado da Prefeitura de Belo Horizonte – O Programa Maior Cuidado tem como objetivo apoiar as famílias no cuidado com os idosos e aumentar a qualidade de vida de todos. O Programa se tornou benchmark no Brasil e vem sendo copiado por inúmeras cidades. Os idosos de baixa renda em situação de abandono ou semiabandono são atendidos por equipes multidisciplinares que atuam em cuidados, mas sem substituir as famílias. Trata-se de um atendimento integral que garante saúde e qualidade de vida.

Programa “São Paulo Amigo do Idoso (SPAI) do Governo de SP – Atualmente, a rede de atenção do Estado conta com 120 Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI) e 70 Centros Dia da Pessoa Idosa (CDI), financiados pelo SPAI e espalhados por todas as regiões. O programa ainda incentiva os municípios a fortalecerem suas ações por meio do Selo Paulista da Longevidade, que já certificou 300 cidades em diferentes modalidades. Além disso, a cobertura estadual inclui os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e serviços específicos para o acompanhamento da população idosa, inclusive em domicílio.

Maturi – Pelo bom desempenho geral de votação entre as 10 categorias, foi eleita pelo Conselho Gestor do Movimento bstory como Destaque do Prêmio bstory 2025. A Maturi completou este ano 10 anos de existência. Foi criada como MaturiJobs em 2015, um negócio de impacto social, que em 2020 mudou o nome para Maturi, ampliando o escopo, além do recrutamento e seleção de profissionais maduros, incluindo também treinamentos e consultoria para empresas, além da capacitação e geração de oportunidades de trabalho em diferentes formatos para os 50+. A Maturi tem 815 empresas parceiras, 279 mil profissionais cadastrados, mais de 88 mil pessoas 50+ capacitadas e mais de 9 mil recolocadas.

Últimas notícias

pt_BRPortuguese