A AFP anunciou o lançamento de um novo serviço de distribuição de conteúdos corporativos (para comunicados, fotos e vídeos empresariais), com alcance de 4 mil redações em todo o mundo. Com isso, a tradicional Agence France-Presse passa a disputar um mercado em que já atuam organizações como Cision (PR Newwire), Knewin (Dino), Reuters, Associated Press (AP) e Bloomberg.
Segundo comunicado à imprensa, “além de distribuir materiais produzidos por empresas e suas agências de comunicação, os clientes também contam com a possibilidade de desenvolver conteúdos sob medida por meio da Factstory, produtora multimídia afiliada à AFP e especializada na criação de vídeos, reportagens e narrativas personalizadas”.
O serviço já está disponível no Brasil e os contatos podem ser feitos diretamente com o diretor de marketing Júlio Brandão ([email protected])
Niomar Moniz Sodré Bittencourt com o general Henrique Lott na sede do Correio da Manhã (Crédito: Arquivo de Niomar Bittencourt)
Fiel à marca Correio da Manhã, hoje pertencente a Cláudio Magnavita, a Editora Correio da Manhã publica A mulher que enfrentou o Brasil: a arte e a coragem de Niomar Moniz Sodré Bittencourt. Escrita por Ricardo Cota, a biografia da diretora do jornal mostra como ela enfrentou o regime militar na luta pela liberdade de expressão.
Ao assumir a publicação, em 1963, após a morte do marido Paulo Bittencourt, enfrentou o preconceito contra mulheres na liderança de grandes negócios. Filha do jornalista e governador da Bahia Antônio Muniz Sodré de Aragão, respondeu pelo crescimento e a importância do Correio da Manhã. Ao denunciar casos de tortura, tornou-se ela própria alvo da ditadura, até ser presa em 1969, e ter seus direitos políticos cassados pelo AI-5.
O autor reconstitui a vida de Niomar Bittencourt desde a infância e segue até sua atuação como empresária de mídia durante uma das épocas mais difíceis do Brasil. Prossegue com a retirada forçada do editorial do jornal para o exílio, e a volta até o final de seus dias.
A resenha de Guilherme Cosenza para o Correio da Manhã, nos dias atuais, ressalta que o livro “é um verdadeiro passeio literário na história do Brasil” e mostra a importância do jornal para a luta pela democracia.
Plenárias deliberativas do 40º Congresso Nacional dos Jornalistas, promovido pela Fenaj, aprovaram teses e moções que vão orientar a atuação dos jornalistas nos próximos anos. Realizadas nos dias 11/12 e 12/12, em Brasília, as sessões reuniram delegados de todo o País para debater e votar propostas centrais para o jornalismo brasileiro.
Foram aprovadas quatro teses-guia, que tratam da defesa do jornalismo profissional e da democracia, dos impactos da inteligência artificial no trabalho jornalístico, do fortalecimento da organização sindical e do combate às desigualdades estruturais na profissão. Também passaram pelo plenário nove teses avulsas e 15 moções, incluindo posicionamentos sobre jornada de trabalho, assédio judicial, violência digital e temas ligados à comunicação pública. Saiba mais no site da Fenaj.
Rodrigo Barneschi está em nova jornada profissional. Iniciou recentemente trajetória no Nubank, como senior PR lead. Ali chega, após passagem como gerente sênior de Comunicação Institucional e Reputação do Itaú Unibanco, com a missão de atuar em projetos globais do Nubank, reportando-se à diretora global de Comunicação Corporativa Simone Iwasso.
Além de ter atuado por cerca de 20 anos em agências de comunicação, ele é autor do livro Forasteiros (ed. Grande Área), dedicado a torcidas de futebol e recentemente publicado no Reino Unido pela Pitch Publishing, com o título Outsiders (Editada).
O Esporte Espetacular, programa da TV Globo comandado por Karine Alves e Fernando Fernandes, passará por mudanças a partir de janeiro. O apresentador e atleta deixará a apresentação da atração, que passará a ser comandada exclusivamente por Karine. Em comunicado, a TV Globo informou que a ideia é que Fernandes retorne à reportagem esportiva, onde se consagrou pela participação em grandes expedições e desafios ao ar livre.
“Estar no estúdio semanalmente ao lado da Karine e da equipe do Esporte Espetacular foi uma das experiências mais incríveis que já vivi”, destacou Fernando em comunicado. “Aprendi muito! Eu tenho a aventura na veia, gosto de me desafiar e de compartilhar essas vivências com o público. Isso é parte de quem eu sou”. (Com informações do Notícias da TV).
A CNN Brasil anunciou novidades em sua estratégia editorial e de negócios para 2026, a principal delas envolvendo a criação de verticais temáticas para explorar com mais profundidade áreas de destaque no jornalismo brasileiro. Entre as primeiras apostas está a criação de uma vertical dedicada ao Agronegócio, comandada por Fernanda Pressinott, profissional que atua desde 2012 como editora assistente de Agronegócio do Valor Econômico, e que teve passagens por Globo Rural, CBN e O Globo.
Toda a produção das verticais fará parte da grade de conteúdo da CNN Brasil e do canal CNN Money de forma integrada, como explicou ao Meio&MensagemVirgílio Abranches, vice-presidente de jornalismo, conteúdo e operações da CNN Brasil: “Não se trata apenas de criar novos programas sobre os assuntos, mas de garantir que a informação chegue ao público decisor, onde ele estiver, na linguagem que ele consome. Na grade linear, o conteúdo vai ter hard news, porque a televisão exige esse calor do momento e a urgência do breaking news. No digital, serão produzidos textos e vídeos tanto para o portal como para as redes sociais, de acordo com a linguagem e proposta de cada plataforma”.
Para a produção de conteúdo relacionado ao Agro, a emissora contará também com apoio de parceiros, como é o caso do Canal Rural, com o qual já tem um acordo de conteúdo.
A nova edição do relatório da Unesco sobre tendências em liberdade de expressão e desenvolvimento da mídia, divulgado nesta semana, constata um declínio histórico de 10% na liberdade de expressão em todo o mundo desde 2012 – um nível não visto em décadas.
Essa tendência é consequência do alarmante aumento da autocensura por parte dos jornalistas e dos ataques que enfrentam – tanto na vida real quanto online, diz a organização. No período analisado, a autocensura aumentou 63%, a uma taxa de cerca de 5% ao ano.
O comportamento defensivo, que priva a sociedade de informações confiáveis, tem múltiplos fatores: governos repressores que condenam profissionais de imprensa se importando cada vez menos com pressões internacionais, assédio digital que atinge até famílias dos que expõem poderosos, e grupos criminosos que ameaçam ou matam jornalistas cidadãos em pequenas localidades, silenciando denúncias de seus atos.
O caso mais recente mostrando a indiferença de nações repressoras da liberdade de imprensa sobre o que o mundo pensa sobre elas é o do magnata da mídia Jimmy Lai, de 78 anos. Ele foi condenado à prisão perpétua em Hong Kong no início da semana, depois de ver seu conglomerado de jornalismo extinto por ter defendido o movimento pró-democracia no território controlado pela China.
As formas de autoproteção variam, todas dolorosas. Para fugir de ameaças digitais, físicas ou legais, muitos jornalistas são empurrados para o exílio com suas famílias, sobretudo na América Latina. Segundo a Unesco, 913 profissionais da região tiveram que imigrar entre 2028 e 2024.
As guerras também estão cobrando seu preço. Entre 2022 (quando a Rússia invadiu a Ucrânia) e 2025, 186 jornalistas perderam a vida em zonas de conflito – um aumento de 67% em comparação com o período anterior coberto pelo relatório.
Ao todo, 310 profissionais de imprensa morreram nos últimos três anos e meio. E em 85% dos casos, os crimes ficaram impunes.
Leia a matéria completa e veja o relatório da Unesco em MediaTalks.
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Esta semana em MediaTalks
Mundo reage à condenação de Jimmy Lai, magnata da mídia de Hong Kong, à prisão perpétua por defender democracia. Leia mais
Trump processa BBC por difamação pedindo US$ 10 bi – e caso vira batata-quente para governo britânico. Leia mais
Assédio digital é ameaça sistêmica a jornalistas até na segura Europa – e mulheres são as mais afetadas, mostra estudo da Federação Europeia de Jornalismo. Leia mais
Fábio Turci e Paula Monteiro deixaram a Times Brasil
A equipe da Times Brasil | CNBC sofreu na semana passada com a primeira leva de cortes promovida pela emissora desde seu lançamento, em novembro de 2024. Dentre os nomes que deixaram a casa estão o âncora Fábio Turci e a apresentadora Paula Monteiro.
Segundo o NaTelinha, pelo menos 30 profissionais foram desligados neste processo. Apesar de não confirmar a quantidade de demissões, a assessoria de imprensa da emissora confirmou as saídas de Fábio e Paula e classificou os cortes como “uma evolução natural após o primeiro ano de operação da emissora”.
“O Times Brasil | CNBC anunciou uma reformulação de sua grade de programação para 2026, reforçando o foco no noticiário diário do universo de negócios. A iniciativa representa uma evolução natural após o primeiro ano de operação da emissora, período marcado pelo amadurecimento do projeto editorial em alinhamento com a marca CNBC no mundo e pela leitura das expectativas do mercado brasileiro”, afirmou o comunicado, na íntegra.
Fábio Turci e Paula Monteiro deixaram a Times Brasil
Um dos primeiros contratados da Times Brasil, anunciado em julho de 2024, Fábio era um dos principais apresentadores do canal de negócios. Antes, esteve por 23 anos na TV Globo, onde foi repórter e âncora. Paula, por sua vez, foi contratada em janeiro, quando o canal já estava há dois meses no ar, para apresentar o telejornal matutino Agora. Ela também estava anteriormente na TV Globo, onde atuou por dez anos, e também passou por SBT, Bandeirantes e RedeTV.
Mariana Scalzo despediu-se na última semana da Diretoria de Comunicação da Divisão Brasil da Arcos Dorados, responsável por toda a operação do McDonald’s no Brasil. Ali esteve por quase 5 anos e em post de despedida no Linkedin assinalou: “O Méqui me fez descobrir uma nova forma de pensar e atuar. Junto a um time forte e engajado, pude ajudar a fortalecer uma marca incrível, em todos os índices de reconhecimento. Tivemos ações ousadas, estreitamos relacionamentos e laços, gerenciamos crises… Uma montanha russa que me fez chorar, algumas vezes, e sorrir, infinitas vezes mais”.
Em jornadas anteriores, ocupou cargos de liderança em organizações como Grupo Boticário, Odebrecht (Maracanã), Santo Antonio Energia e SBT.
O canal Times Brasil/CNBC anunciou novidades em sua programação para 2026. O telejornal Pré Market abrirá a programação, com a apresentação do jornalista Eric Klein, diariamente das 7h às 9h30, com uma cobertura da abertura dos mercados globais e do Brasil. Entre as novidades semanais, está a estreia do Times | CNBC Tech, sobre as inovações da indústria de tecnologia. A emissora, a propósito, está construindo um terceiro estúdio com implantação de sistemas de IA, dedicado exclusivamente ao novo projeto.
Aos finais de semana, o canal vai estrear o Semana Prime, seleção de entrevistas exclusivas realizadas pela rede CNBC Internacional e pelo jornalismo da emissora no Brasil. Em março, estreia o Times | CNBC Sport, que vai ao ar às 20h, com foco em negócios do esporte. O programa começa logo após o telejornal Times | Exclusivo CNBC, apresentado por Christiane Pelajo. E alguns programas de entretenimento com negócios passarão a ser produzidos e exibidos por temporada em 2026: Planeta, com Carol Barcelos, Marcas Icônicas, com Gustavo Sarti, e Passaporte, com Zeca Camargo, além dos programas Segredos Corporativos e Caminho do Lucro, com Camila Farani.
A emissora, a propósito, estreou esta semana nova identidade visual no País. Estão previstas exibições de filmetes destacando a história e a evolução da CNBC, fundada há 35 anos, entre outras ações durante a programação na TV e no digital.
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