A Abraji divulgou uma nota repudiando de forma veemente as ameaças de intimidação e de violência física e sexual à Andréia Sadi, apresentadora da GloboNews, e a seus familiares. Os ataques tiveram início após o programa Estúdio i, apresentado por Sadi, exibir um infográfico em 23/3 mostrando supostas relações políticas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso na Operação Compliance Zero por suspeita de liderar um esquema de fraudes financeiras bilionárias, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça.
Os ataques teriam se intensificado dias mais tarde, quando a apresentadora leu ao vivo uma nota de retratação da emissora. “A Abraji tem como missão proteger a liberdade de imprensa e o livre exercício do jornalismo, que segue preceitos claros, inclusive o da publicação de retratação. Críticas e discordâncias fazem parte de todo ambiente democrático, mas ataques pessoais e tentativas de intimidar ou silenciar jornalistas e seus familiares são intoleráveis em uma sociedade que preza pela democracia, além de cruzarem a barreira da legalidade”, destacou a nota.
Vale lembrar que Andréia Sadi é casada com o também jornalista André Rizek, apresentador do canal SporTV.
Uma equipe de historiadores, arqueólogos e arquitetos encontrou a sala onde foi encenado o falso suicídio de Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar em 1975. A pesquisa, feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conseguiu encontrar o local exato da encenação, um mistério que durava mais de 50 anos.
A descoberta ocorreu graças à analise de estruturas do prédio do Destacamento de Operações de Informações, Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), incluindo paredes, piso e teto. Após essa análise, os pesquisadores fizeram o cruzamento dessas informações com registros históricos e imagens da época. Eles destacaram que o som oco de uma parede ajudou a revelar um espaço escondido e levou à identificação do ambiente. A pesquisa também encontrou marcas feitas por um prisioneiro para contar os dias no cárcere, escondidos sob camadas de tinta e azulejo.
Os pesquisadores analisaram principalmente a foto histórica do suicídio forjado de Herzog, na qual ele aparece pendurado com uma corda. A ideia é conseguir identificar onde a foto teria sido tirada. O grupo analisou o piso de madeira, a janela com blocos de vidro e grade, marcas na parede e dobradiças de porta que não foram substituídas. Os pesquisadores destacaram ainda que, devido a reformas no prédio, as estruturas originais foram alteradas, o que dificultou a identificação do local.
O repórter Sérgio Utsch, correspondente do SBT na Europa, recebeu ameaças de um soldado brasileiro que atua pelo exército ucraniano. Os ataques ocorreram após uma reportagem sobre um grupo de brasileiros que foram até a Ucrânia para lutar na guerra contra a Rússia e que estaria praticando tortura contra soldados.
A reportagem, feita em parceria com um jornalista americano do Kyiv Independent, publicação digital da Ucrânia, aborda a atuação do grupo Advanced, vinculado ao Exército ucraniano, que teriam implantado um grande sistema de tortura contra soldados e até assassinatos. O grupo tem em sua formação recrutas brasileiros. Uma das vítimas seria um brasileiro de 28 anos que morreu em dezembro do ano passado. O corpo dele foi encontrado com marcas de agressão. Autoridades ucranianas abriram uma investigação para apurar a atuação do grupo.
Alguns dias após a publicação da reportagem, um soldado brasileiro que atua no Advanced publicou nas redes sociais que está sendo vítima de uma “operação russa coordenada por emissoras brasileiras que são pró-Rússia”. Com teor agressivo, ele fez postagens divulgando os nomes e redes sociais dos dois jornalistas, acusando-os de serem “militantes comunistas de esquerda” e de terem sido pagos pelo governo da Rússia para produzir a reportagem. O combate afirmou que vai seguir “trabalhando dia e noite, fazendo o que puder para destruir a Federação Russa e todos os comunistas da Terra”.
Entidades defensoras da liberdade de imprensa repudiaram as ameaças. Para a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), “o teor agressivo das mensagens configura grave tentativa de ameaçar, intimidar e colocar em risco a segurança de jornalistas em razão de seu trabalho e não pode ser tolerado em nenhuma democracia”.
Ao Kyiv Independent, a Legião Internacional da Defesa de Inteligência da Ucrânia, braço de inteligência do Exército do país, declarou que está investigando o caso e que “não tolera casos de pressão a representantes da mídia, obstrução de atividades jornalísticas ou ameaças, que não se justificam nem pelo status militar ou pelas condições em tempo e guerra”.
O Observatório da Imprensa, site especializado na análise e crítica da mídia e dos meios de comunicação, comemora em abril 30 anos de trabalho. Para celebrar o marco, será realizado na terça-feira (31/3), às 19h, um webinar com o tema 30 anos de reflexões sobre o jornalismo. O evento será transmitido ao vivo no canal do Projor no YouTube.
Participarão do debate, entre outros, o professor e ex-reitor da Unicamp e criador do Labjor, Carlos Vogt; o ex-presidente e atual diretor de Operações do Projor, Francisco Belda; o ex-editor do OI e colaborador frequente, Carlos Castilho; o editor entre 2017 e 2021, Pedro Varoni; a ex-diretora editorial do Projor e pesquisadora do Labjor, Simone Pallone; e o jornalista e colaborador semanal com artigos diretamente da Suiça, Rui Martins.
O Observatório foi criado em 1996 como um projeto do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Unicamp, de Alberto Dines, José Marques de Melo e Carlos Vogt. A ideia era criar um espaço para discutir a atuação e a profissão de jornalista. O Observatório começou como um site e chegou a ser programa de televisão, transmitido pela TV Educativa e outras emissoras públicas, como a TV Cultura, tornando-se referência na crítica de mídia brasileira. Atualmente como site, o projeto tem edições semanais online, com artigos sobre a atuação da imprensa e outras edições mensais sobre o exercício do jornalismo.
O Instituto Reuters publicou nessa terça-feira (24/3) um relatório sobre o fantasma que assombra a indústria de mídia, porque diz respeito ao seu futuro institucional e comercial: como os jovens estão consumindo notícias e o que pensam sobre o jornalismo.
Apesar do rigor acadêmico, o Reuters não traz uma receita de bolo para as empresas jornalísticas se manterem relevantes e lucrativas, nem grandes revelações – até porque o documento é uma compilação de pesquisas realizadas nos últimos dez anos. O próprio instituto admite ainda que “jovem” é um rótulo que não representa os vários tipos de jovens em diferentes partes do mundo.
(Crédito: Raphael Kessler/Hans Lucas)
No entanto, em meio a obviedades como a constatação de que pessoas entre 18 e 24 anos usam mais as redes sociais do que sites para se informar em comparação com 2015 – quando as plataformas ainda engatinhavam e muitas, como o TikTok, sequer existiam –, há insights importantes que merecem atenção.
Um deles é a vontade de se informar. De acordo com o Reuters, cerca de dois terços (64%) das pessoas nessa faixa etária consomem notícias diariamente, em comparação com 87% das pessoas com 55 anos ou mais. Isso ocorre em parte porque o consumo de notícias liderado pelas redes sociais é menos intencional e mais casual, dizem os pesquisadores.
O avanço dos chatbots como fonte de informação é igualmente relevante – e seu impacto para a indústria também. Jovens até 24 anos estão mais confortáveis com a IA, usando chatbots para notícias com mais frequência e de maneiras mais elaboradas do que pessoas mais velhas.
Cerca de 15% usam IA para acessar notícias semanalmente, em comparação com apenas 3% das pessoas com 55 anos ou mais. Também demonstram atitudes mais positivas em relação ao jornalismo entregue por IAs e são mais propensos a dizer que usam IA para ajudar a navegar e simplificar notícias complexas.
Leia a matéria completa e veja o relatório em MediaTalks.
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Ana Maria Cavalcanti
Aos 81 anos, ela se deixa guiar pela ousadia para contar casos emocionantes e curiosos que viveu, como a cobertura da morte da Princesa Diana, em 1997, o relacionamento amoroso com Geral Vandré até sua saída do Brasil, em 1969, que ela inclusive auxiliou na fuga inicialmente para o Uruguai, e sua relação próxima com Vladimir Herzog, seu mentor e chefe quando atuava no telejornal Hora da Notícia, na TV Cultura, e que mais tarde tornou-se padrinho de seu casamento com o também jornalista Ingo Ostrovsky.
O lançamento será neste domingo (29/3), das 11h às 15h, na Praça Memorial Vladimir Herzog (Rua Santo Antônio, 33/139), em São Paulo.
A CNN Brasil anunciou nesta quinta-feira (26/3) o radialista e deputado estadual João Vítor Xavier como seu novo CEO. Ele chega para o ocupar o cargo vago desde a saída de João Camargo, que deixou a empresa em agosto do ano passado. Além do trabalho na emissora, ele seguirá na liderança das operações da rádio Itatiaia, de Minas Gerais.
Na própria CNN Brasil, João foi apresentador do programa CNN Esportes S/A, entrevistando personalidades sobre o lado business do futebol. Agora, para atuar como CEO do canal, ele deixará a política no fim do atual mandato. João afirmou que não disputará a reeleição para se dedicar totalmente à gestão da CNN Brasil. O radialista foi convidado para assumir o cargo pelo empresário Rubens Menin, acionista majoritário tanto da CNN Brasil como da Itatiaia.
“Em um cenário em que os algoritmos muitas vezes privilegiam o impacto emocional em detrimento da precisão, o compromisso com o jornalismo ético nunca foi tão vital”, declarou João sobre o novo desafio profissional. “A missão da CNN Brasil é ser o porto seguro do espectador. Enquanto a desinformação tenta pautar o debate público, nós entregamos a apuração rigorosa e o contexto necessário para que o cidadão recupere o protagonismo sobre a verdade, com equilíbrio e seriedade. Nossa maior arma continua sendo a credibilidade inegociável da notícia bem apurada, realizada todos os dias por um time incansável de jornalistas”.
Levantamento da plataforma de mailings I’Max registrou 1.190 novas mídias jornalísticas, entre jornais, rádios, TVs e portais, que foram criadas no Brasil em 2025. Por outro lado, 790 foram excluídas dessas mídias foram excluídas no mesmo período analisado, configurando um saldo positivo de 400 novos veículos na imprensa brasileira.
O estudo, realizado desde 2014, tem como base o cadastro de mídias de mailings de imprensa do I’Max. Desde 2023, o levantamento traz números positivos para o jornalismo, com mais mídias sendo criadas do que sendo extintas anualmente. Os dados gerais, porém, ainda são negativos: Somando todos os veículos criados e todos os excluídos desde o início do levantamento, o saldo é de -1952 mídias jornalísticas.
O levantamento destaca ainda que nos últimos três anos, o jornalismo brasileiro teve mais veículos criados do que extintos e passa por um processo de recuperação após a pandemia de Covid-19, que registrou saldos muito negativos: -703 mídias em 2020, -1716 em 2021 (a maior registrada desde o começo do levantamento) e -1574 em 2022.
No contexto destes dados, Fernanda Lara, CEO do I’Max, destacou o trabalho do projeto Mais Pelo Jornalismo (MPJ), iniciativa do I’Max que fornece, gratuitamente, toda a infraestrutura tecnológica para o funcionamento de um site de notícias, como hospedagem, cibersegurança, SEO, configuração de mídia programática, e-mail profissional, suporte técnico, relatórios e insights. A ideia é ajudar a criar e manter iniciativas jornalísticas, e combater o número de exclusões e encerramentos anuais.
Uma semana depois anunciar sua saída do UOL Carros, onde esteve por quase dez anos, Jorge Moraes foi confirmado em 24/3 como o mais novo reforço da CNN Brasil. Ele passa a integrar o time de especialistas da emissora a partir de abril, com foco em análise de mercado, economia e prestação de serviço.
Com atuação multiplataforma, Moraes assinará uma coluna no portal da CNN duas vezes por semana e participará da programação televisiva com entradas fixas às quartas-feiras no jornal CNN Prime Time, pela CNN Brasil, e CNN Money News, pelo canal CNN Money. Também produzirá conteúdos exclusivos para redes sociais, com linguagem acessível e foco em ampliar o alcance dos temas do setor.
“Me sinto feliz com essa nova fase da minha carreira”, celebrou Jorge. “Fui recebido com tanta alegria na CNN que agradeço desde já a confiança em tudo que faço e represento para o público e para o setor automotivo brasileiro”.
Eleito o +Admirado Jornalista da Imprensa Automotiva em 2024, Moraes também teve ao longo de sua carreira passagens por Diário de Pernambuco, TV Bandeirantes e Rádio CBN, onde segue atuando como comentarista em algumas operações da emissora no Norte e Nordeste do País.
Questões sobre a relevância do jornalismo de saúde e ciência no pós-pandemia, como investir de maneira independente no setor, o jornalismo de Saúde fora do Eixo Rio-SP-DF, como anda a saúde mental dos jornalistas, projetos corporativos que incentivam o setor e prêmios de jornalismo da área, entre outras, serão foco da edição especial de J&Cia para o Dia do Jornalista, celebrado em 7 de abril. Ele será dedicado ao jornalismo especializado em Ciência e Saúde, mostrando rostos e marcas que têm atuado na nobre função de informar e orientar a sociedade nesse campo.
Esse especial vai também se debruçar sobre as múltiplas ações e o significativo apoio que a causa da saúde e da ciência tem recebido de algumas das grandes marcas do País, seja para despertar o interesse e orientar a população sobre prevenção a doenças e outros temas sensíveis, seja para combater as fake news, que infelizmente não param de inundar as redes sociais da família brasileira.
A edição circulará no próprio dia 7 de abril (uma terça-feira) e será direcionada a todas as redações e assessorias de comunicação do País.