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Boris Casoy retorna ao SBT após quase três décadas e será comentarista do SBT News

Boris Casoy retorna ao SBT após quase três décadas e será comentarista do SBT News
Boris Casoy (Crédito: Rogerio Pallatta/SBT)

O apresentador Boris Casoy está de volta ao SBT após 29 anos. Com mais de seis décadas de carreira e aos 85 anos, ele atuará como comentarista de política do SBT News. Além disso, apresentará o Jornal do Boris no canal do SBT no YouTube. A estreia está prevista para 18/5.

“É um momento de extrema felicidade para uma pessoa da minha idade, com 85 anos, ter o trabalho reconhecido e estar sendo contratada pela empresa onde comecei profissionalmente no jornalismo televisivo”, declarou Boris. “Imagino que vou encerrar a minha carreira dentro do SBT e informo que ainda tenho muita lenha para queimar. Espero colaborar com o SBT News nessa busca incansável pela notícia correta, independente e voltada para os interesses do telespectador”.

Boris iniciou a carreira com 15 anos de idade, como narrador e locutor esportivo na Rádio Eldorado. No jornalismo impresso, foi editor de política, editor-chefe da Folha de S.Paulo e colunista da seção Painel. Aos 36 anos, assumiu o cargo de diretor de Redação do jornal, onde permaneceu até o final dos anos 1980.

No SBT, por quase dez anos, de 1988 a 1997, Boris foi âncora do TJ Brasil. Na época, fez história ao ser o primeiro apresentador a opinar e comentar as reportagens exibidas nos telejornais. Além do trabalho no SBT, atuou ainda como âncora de Rede Record (1997 a 2005), TV Band (2008 a 2016) e RedeTV (2017 a 2020). Chegou à CNN Brasil em 2021, como comentarista do quadro Liberdade de Opinião, dentro do programa CNN Novo Dia. Um ano mais tarde, deixou a emissora, e esteve afastado da televisão desde então, tocando seu programa Jornal do Boris em seu canal no YouTube. É autor de famosos bordões como “isso é uma vergonha” e “é preciso passar o país a limpo”.

Manifestantes se reúnem no Masp contra encerramento da Rádio Eldorado

Crédito: Nabil Bonduki/X (Twitter)

Cerca de 400 pessoas se reuniram no domingo (3/5) no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) em protesto ao fim da Rádio Eldorado, previsto para 15/5. Os manifestantes lamentaram o encerramento da emissora, que está há quase 70 anos no ar, e pediram para que o Grupo Estado reverta a decisão. As informações são da Folha de S.Paulo.

A organizadora do protesto, a artista Nina Vogel, declarou que a Eldorado é um “bem imaterial brasileiro. Enquanto cidadã, não posso aceitar o desmonte de instituições culturais fundantes. A Eldorado formou ouvintes, é uma questão pedagógica”. Na manifestação, estiveram presentes profissionais da rádio, como os apresentadores Paula Lima, Leandro Cacossi, Felipe Tellis, Baba Vacaro, André Gois e Roberta Martinelli; políticos como o vereador Nabil Bonduki (PT); e ouvintes de longa data.

Vogel destacou também as diversas petições online, que contam com milhares de assinaturas, pedindo que a Eldorado não seja encerrada. As duas principais petições, O fechamento da Rádio Eldorado e a demissão de sua equipe exigem resposta pública, da própria Vogel, além de Não deixem a Rádio Eldorado acabar, de Alessandra Mota, somam juntas cerca de 15 mil assinaturas.

Grupo Estado encerrará Eldorado em maio

O fim da rádio Eldorado foi anunciado pelo Grupo Estado em comunicado publicado em 23 de abril. A empresa explicou que a decisão ocorre após percepções de “mudanças profundas nos hábitos de consumo de rádio” nos últimos anos. O Estadão encerrou a parceria com a Fundação Brasil 2000, detentora da frequência 107,3 FM, que era alugada pela Eldorado.

Ainda no texto, o Grupo explicou que a decisão faz parte de um reposicionamento estratégico da empresa com foco no aumento da presença no digital e em produções audiovisuais. Apesar do encerramento da operação de radiodifusão, a marca Eldorado seguirá existindo em projetos especiais e eventos. Alguns programas, como Som a Pino e Clube do Livro, serão redesenhados e adaptados para novos formatos, com foco em vídeo e digital.

Segundo apuração da Ilustrada (Folha de S.Paulo), com o fim da Eldorado, funcionários da rádio devem ser demitidos, mas o Grupo Estado estuda a realocação de parte da equipe para outras iniciativas da empresa.

Inscrições para o 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública serão abertas em 18/5

As inscrições para a 4ª edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública, que será realizado entre 16 e 18/9 nas dependências da Câmara, serão abertas em 18/5 e irão até 10/9. Elas são gratuitas e poderão ser feitas pelo: https://doity.com.br/compublica2026.  Ele será promovido pela Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) em parceria com a Câmara dos Deputados, no ano em que a associação completa uma década e a instituição legislativa celebra 200 anos, e terá como tema Uma agenda para a cidadania.

A programação do 4º ComPública combinará palestras, mesas-redondas, minicursos, relatos de experiências, apresentação de pesquisas, lançamento de publicações, premiações, grupos de trabalho e momentos de convivência entre os participantes. Também estão previstas visitas guiadas ao Congresso Nacional para os participantes. O prazo para envio de resumos será de 18/5 a 15/6. Já as inscrições para o Prêmio Neuza Meller de Comunicação Pública Universitária vão de 22/6 a 7/8, e as inscrições para o lançamento de obras, de 18/5 a 10/8. A ABCPública, que conta hoje com mais de 450 associados, reúne e representa comunicadores da área pública-governamental e do terceiro setor.

Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (54)

Por Assis Ângelo

No lugar denominado Pedra Bonita, em Pernambuco, havia um feiticeiro de nome Pedro. Zé Pedro, levado às páginas do livro Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vaie-Volta, de Ariano Suassuna.

A multidão de infelizes presentes em Pedra Bonita era na maioria retirantes desesperados à espera de um milagre que os salvasse por um momento qualquer.

Além de Suassuna e seu conterrâneo José Lins do Rego, o fluminense Euclides da Cunha abordou na sua obra acontecimentos desse episódio.

Zé Lins escreveu Cangaceiros, continuação de Pedra Bonita.

Cangaceiros, um clássico da literatura brasileira, foi lançado em 28 de abril de 1953, em São Paulo.

Carlinhos é um menino bem pequeno que assiste ao assassinato da mãe pelo pai. Chocante. O pai é preso e posto num asilo de loucos, onde acaba morrendo. Órfão, o menino é levado a morar num engenho do avô José Paulino.

Esse Paulino foi quem criou o órfão identificado como Carlinhos.

Carlinhos vai crescendo e se inteirando do dia a dia do engenho do avô.

Muitas coisas acontecem na vida do menino. Tem um momento em que ele conhece um ídolo do povo: Antônio Silvino, cangaceiro.

Isso se acha no livro Menino de Engenho.

Menino de Engenho é o primeiro livro de José Lins do Rego. Isso tudo mundo sabe ou deveria saber, até porque o segundo livro desse autor, Doidinho, é continuação do primeiro.

Doidinho é obra-prima.

Em Doidinho há um personagem chamado José João.

José João é apelidado carinhosamente de Coruja. É o melhor amigo de Carlinhos.

Carlinhos, a essa altura, é Carlos de Melo. Tem 12 anos. Conversa vai, conversa vem, Coruja revela que jamais deixará de sentir-se culpado por ter cegado um dos olhos da irmã, quando com ela brincava nos seus tempos de criança.

No terceiro livro de Zé Lins, Banguê (1934), não aparece nenhum personagem cego. O cego na leitura desse livro está presente metaforicamente. Em vez de cegos ou cegas, o autor faz oportunas referências a cachorros.

Cachorro ou cadela é bicho doméstico que aparece muito frequentemente na literatura brasileira e estrangeira.

Em 1954, o vaqueiro pernambucano Raimundo Jacó foi assassinado covardemente. Pelas costas, meteram-lhe uma pedra sobre a sua cabeça. Dois dias depois, foi encontrado morto e ao seu lado, um fiel cão.

Essa história rendeu e ainda rende muita discussão no Nordeste brasileiro.

A Morte do Vaqueiro é uma música clássica do repertório de Luiz Gonzaga.

Em Odisseia, obra do cego Homero, o herói Ulisses volta para casa 20 anos depois dela sair. Foi lutar em Troia e de lá saiu herói. O primeiro ser vivo que o identificou foi o cachorro Argos. Ao notar a presença do seu dono, embora cego, Argos balançou o rabo e morreu.

Contatos pelo http://assisangelo.blogspot.com

Congresso Brasileiro de Comunicação Pública lança chamada de trabalhos

A partir de 18 de maio estarão abertas as inscrições para apresentação de trabalhos na quarta edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública – ComPública, que acontecerá em Brasília, de 16 a 18 de setembro.

Realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Pública, ABCPública, em parceria com a Câmara dos Deputados, no ano em que a associação completa uma década e a instituição legislativa celebra 200 anos, o evento terá como tema “Uma agenda para a cidadania”.

Grupos de trabalho

O 4º ComPública terá duas modalidades de apresentação de trabalhos: científicos e relatos de experiências. A submissão de resumos expandidos com 800 a 1.200 palavras poderá ser feita de  18 de maio a 15 de junho. O resultado da seleção será divulgado em 17 de julho. A chamada de trabalhos está disponível em https://doity.com.br/compublica2026/blog/submissao-de-trabalhos.

Grupos de trabalhos científicos: 

GT1 – Governança digital e transparência pública

Coordenadores: Magno Medeiros (UFG) e Tiago Mainieri (UFG)

GT2 – Direitos humanos, inclusão e interseccionalidades

Coordenadoras: Francine Altheman (ESPM) e Ana Paula Lucena (UFRPE)

GT3 – Cidadania, democracia e participação

Coordenadores:  João Curvello (UnB) e Kátia Vanzini (Unesp)

Grupos de relatos de experiências:

GT4 – Gestão e regulação da comunicação

Coordenadoras: Kárita Sena (Correios/UFMS) e Rachel Gonçalves (Senado Federal)

GT5 – Experiências audiovisuais e digitais

Coordenadoras: Alessandra Lessa (TC-GO) e Verônica Lima (Câmara dos Deputados)

GT6 – Projetos, produtos e serviços

Coordenadores: Mariana Borges (Polícia Penal – SP) e Michel Carvalho (Câmara Municipal de Cubatão)

Congresso

Além dos grupos de trabalho, a programação do 4º ComPública combinará palestras, mesas-redondas, minicursos, lançamento de publicações, premiações e momentos de convivência entre os participantes. Também estão previstas visitas guiadas ao Congresso Nacional para os participantes.

As inscrições para o congresso são gratuitas e estarão abertas de 18 de maio até 10 de setembro, no endereço cd.leg.br/compublica.

O 4º ComPública é realizado em parceria com a UnB e conta com apoio da Abrapcorp, Compolítica, Conferp, Fenaj, FNDC, Intercom, Obcomp; e patrocínio da Doity.

Todas as informações sobre os preparativos para o 4º ComPública você pode acompanhar pelo site abcpublica.org.br e pelas redes sociais: instagram.com/abcpublica, linkedin.com/abcpublica e youtube.com/ABCPublica.

100 anos de Rádio no Brasil: Desertos de notícias avançam sobre os meios tradicionais

Por Álvaro Bufarah (*)

A expansão dos chamados “desertos de notícias” nos Estados Unidos deixou de ser apenas um problema localizado para se tornar um fenômeno estrutural – com implicações diretas para a qualidade da informação, o funcionamento da democracia e a própria cultura midiática contemporânea. Mas, ao contrário do que se poderia imaginar, o desaparecimento do jornalismo local não produz necessariamente um vazio informativo. Ele produz algo mais complexo – e, em muitos casos, mais perigoso: um ecossistema onde a informação continua circulando, porém sem mediação profissional consistente.

Levantamento da Medill Local News Initiative indica que em áreas com escassez de cobertura jornalística pouco mais da metade dos moradores passa a depender de fontes não jornalísticas – como redes sociais, influenciadores digitais, grupos comunitários e relações interpessoais – para se manter informada. Trata-se de uma inversão significativa na lógica de consumo de notícias: o jornalismo deixa de ser a principal referência, cedendo espaço a circuitos informais de informação.

Esse cenário se insere em uma transformação mais ampla da indústria. Nos últimos 20 anos, cerca de 40% dos jornais norte-americanos fecharam – aproximadamente 3.500 veículos –, reduzindo drasticamente a presença de cobertura local em centenas de comunidades . Atualmente, cerca de 50 milhões de pessoas vivem em regiões com acesso limitado ou inexistente a notícias locais, incluindo mais de 200 condados classificados como desertos informativos.

No entanto, talvez o dado mais inquietante não seja a escassez em si, mas a forma como ela é percebida – ou, mais precisamente, não percebida. A pesquisa mostra que moradores dessas regiões não se consideram desinformados. Pelo contrário, relatam facilidade no acesso a notícias. O problema está na redefinição do que passa a ser entendido como “notícia”.

Grupos em redes sociais, transmissões de TV de outras localidades, mecanismos de busca e influenciadores digitais compõem esse novo repertório informativo. Cerca de 42% dos entrevistados afirmam acessar diariamente grupos comunitários online, enquanto 41% recorrem a telejornais – muitas vezes sem cobertura direta de suas próprias cidades. Em seguida aparecem buscadores (35%), amigos e familiares (33%) e influenciadores (30%).

O resultado é um ambiente informativo onde há abundância de conteúdo, mas escassez de verificação, contexto e investigação. Sem jornalistas locais, desaparece também a capacidade de acompanhar decisões públicas, fiscalizar autoridades e construir narrativas consistentes sobre o cotidiano das comunidades.

Esse fenômeno não é exclusivo dos Estados Unidos. No Brasil, observa-se um processo semelhante, especialmente em regiões do interior e em municípios de pequeno e médio porte. Estudos do Atlas da Notícia indicam que centenas de cidades brasileiras também enfrentam escassez de veículos jornalísticos locais, criando bolsões informativos onde a cobertura é limitada ou inexistente.

Nesse contexto, o rádio – especialmente em sua dimensão local e comunitária – assume um papel estratégico. Diferentemente dos jornais impressos, que sofreram perdas mais acentuadas com a digitalização, o rádio mantém presença territorial, capilaridade e, sobretudo, vínculo com a comunidade.

Em muitas cidades brasileiras, emissoras locais – sejam comerciais, comunitárias, educativas ou universitárias – funcionam como uma das poucas fontes regulares de informação sobre o cotidiano. Programas jornalísticos, boletins informativos e até formatos híbridos (entre jornalismo e prestação de serviço) ajudam a suprir, ainda que parcialmente, a lacuna deixada pelo desaparecimento de jornais.

Mas essa substituição não ocorre sem tensões. Em alguns casos, rádios locais operam com recursos limitados, equipes reduzidas e forte dependência de anunciantes ou estruturas políticas locais. Isso pode afetar a autonomia editorial e reduzir a capacidade investigativa – elementos centrais do jornalismo.

Além disso, assim como nos Estados Unidos, as redes sociais também passam a ocupar espaço relevante no interior brasileiro. Grupos de WhatsApp, páginas no Facebook e perfis de influenciadores locais tornam-se fontes recorrentes de informação – e, frequentemente, de desinformação.

A semelhança entre os dois contextos revela um padrão global: quando o jornalismo local enfraquece, não há ausência de informação – há substituição por formas menos estruturadas e menos verificadas de circulação de conteúdo.

E os impactos vão além da esfera informativa. A pesquisa da Medill aponta que moradores de áreas com escassez de notícias confiam menos na mídia, interagem menos com jornalistas e têm menor propensão a apoiar financeiramente veículos de comunicação. Trata-se de um ciclo de retroalimentação: menos jornalismo gera menos confiança, que por sua vez dificulta a reconstrução do próprio jornalismo.

No Brasil, esse fenômeno também se manifesta, especialmente em regiões onde a relação entre mídia e comunidade se fragiliza. Sem presença constante de jornalistas, o trabalho informativo torna-se abstrato – distante do cotidiano das pessoas. E, sem essa proximidade, perde-se um dos principais pilares da credibilidade: o reconhecimento.

Outro ponto crítico é o impacto no engajamento cívico. Sem cobertura local consistente, reuniões públicas deixam de ser acompanhadas, decisões passam a ter menor visibilidade e a capacidade de fiscalização social se reduz. Em ambos os países, relatos indicam aumento da circulação de informações imprecisas e dificuldade de acesso a dados confiáveis sobre a gestão pública.

Ainda assim, o aspecto mais complexo desse processo é sua naturalização. Assim como no caso norte-americano, moradores de regiões brasileiras com baixa cobertura jornalística frequentemente não percebem a ausência como problema. Adaptam-se às fontes disponíveis e incorporam novas rotinas informativas.

É nesse ponto que o conceito de “deserto de notícias” ganha força simbólica. Não se trata apenas de ausência, mas de adaptação à escassez – uma condição em que a falta de jornalismo deixa de ser percebida como perda.

Do ponto de vista estrutural, o avanço desses desertos – nos Estados Unidos e no Brasil – coloca em evidência um desafio central: como reconstruir ecossistemas locais de informação em um ambiente marcado por transformações tecnológicas, pressões econômicas e mudanças de comportamento do público.

O rádio, especialmente em suas formas locais e comunitárias, surge como parte da resposta – mas não como solução isolada. Sua força está na proximidade, na presença cotidiana e na construção de vínculo. Mas sua sustentabilidade e capacidade de atuação dependem de políticas públicas, modelos de financiamento e inovação editorial.

No fim das contas, o que está em jogo não é apenas o futuro de um meio ou de um formato. É a própria capacidade das comunidades de compreender, debater e participar da realidade em que estão inseridas.

E talvez o dado mais revelador – tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil – seja este: em muitos lugares, o jornalismo local já não desaparece de forma abrupta. Ele se dissolve lentamente, até que sua ausência deixe de ser percebida.

Fontes para pesquisa


Álvaro Bufarah

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

Luciana Coen transforma luto materno em debate sobre saúde mental e prevenção ao suicídio

Luciana Coen

As dores de uma mãe que perdeu seu filho de forma trágica e a luta para se reconstruir e atravessar um momento de intensa dor ganham vida com o lançamento de O Depois – A jornada de reconstrução de uma mãe após a trágica morte de seu filho mais velho (Heloisa Belluzzo).

Livro de estreia de Luciana Coen, profissional com mais de 30 anos de carreira e atualmente diretora de Responsabilidade Social e Comunicação da SAP Brasil, traz um relato franco, a partir de uma narrativa sensível, profunda e necessária para ampliar o debate sobre saúde mental e prevenção ao suicídio

Mais do que um relato sobre o luto, a obra desloca o foco da morte para aquilo que vem depois: o desafio de continuar vivendo. “Eu não quis escrever sobre a morte do meu filho, não tenho o direito de falar sobre ele, mas sobre como foi seguir em frente quando tudo em mim precisava reaprender a existir”, afirma a autora.

IA já aparece em 35% dos sites recém-publicados, causando “similaridade semântica” na internet

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Qual o tamanho da presença da IA na internet? Estudo de pesquisadores do Imperial College London, do Internet Archive e da Stanford University estima que, até meados de 2025, cerca de 35% dos sites recém-publicados tinham textos gerados ou assistidos por inteligência artificial.

A pesquisa, intitulada The Impact of AI-Generated Text on the Internet, analisou páginas arquivadas entre 2022 e 2025 pela Wayback Machine para medir a presença da IA na rede e avaliar seus possíveis efeitos sobre o discurso online.

Segundo os autores, a proporção de sites classificados como gerados ou assistidos por IA era próxima de zero antes do lançamento público do ChatGPT, em novembro de 2022, mas cresceu rapidamente depois disso.

Para a análise, os pesquisadores testaram quatro métodos de detecção e adotaram o Pangram v3 como detector principal, após verificações de solidez envolvendo extensão do texto, html, texto puro, famílias e versões de modelos e idioma.

O estudo avaliou seis hipóteses sobre impactos negativos da disseminação de textos gerados por IA e encontrou apoio estatístico para duas delas.

A primeira foi a chamada contração semântica: sites classificados como gerados por IA apresentaram similaridade semântica 33% maior, indicando menor diversidade nos textos. A segunda foi o aumento de sentimento positivo, com pontuação 107% maior nesses sites.

Por outro lado, a pesquisa não encontrou evidência significativa de queda na precisão factual, redução de links externos, aumento de textos longos e semanticamente diluídos ou convergência para um estilo único.

Uma sondagem com 853 adultos nos Estados Unidos mostrou que a percepção pública é mais negativa que os dados: a maioria acreditava nas seis hipóteses, embora apenas duas tenham sido confirmadas.

Leia mais sobre o estudo e veja o documento completo em MediaTalks.


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Paula Grassini assume a Diretoria de Comunicação da Coca-Cola Brasil

Paula Grassini está assumindo novas funções na Coca-Cola, companhia em que atua há mais de uma década. Foi anunciada na última semana como a nova diretora de Comunicação da companhia, com reporte a Gustavo Biscassi, VP de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade para o Brasil. Ali, ao longo de sua jornada, Paula liderou projetos de comunicação para o Brasil e o Cone Sul e, mais recentemente, integrou a Zona Central da América Latina, com base em Bogotá, na Colômbia. Em 2024, também esteve à frente da Comunicação Interna da companhia para a América Latina.

Antes de ingressar na Coca-Cola, foi da Textual e da Agência Febre, com destaque para funções estratégicas na comunicação de grandes eventos, como a Copa do Mundo da Fifa de 2014, no Brasil, e os Jogos Olímpicos Rio 2016.

2º turno dos +Admirados da Imprensa do Agronegócio termina na próxima segunda-feira (4/5)

+Admirados da Imprensa do Agro 2025 anunciará vencedores em edição especial

Vai até a próxima segunda-feira (4/5) o 2º turno da eleição dos +Admirados da Imprensa do Agronegócio. Em sua sexta edição, a iniciativa reconhecerá os TOP 50 +Admirados Jornalistas do Ano no setor, e os TOP 3 veículos mais votados em oito categorias: Agência de Notícias, Áudio, Canal de VídeoPeriódico EspecializadoPrograma de TV Especializada, Programa de TV GeralSite/Portal e Veículo Geral.

Assim como nas edições anteriores, nesta fase os eleitores podem selecionar seus favoritos em cada categoria do 1º ao 5º lugar. Cada posição renderá uma pontuação, sendo ela de 100 pontos para cada indicação em 1º lugar; 80 pontos para o 2º; 65 pontos para o 3º; 55 para o 4º; e 50 pontos para o 5º lugar. Ao final da votação, quem somar mais pontos será eleito entre os TOP 50 +Admirados Jornalistas do Ano, ou entre os TOP 3 +Admirados Veículos em suas respectivas categorias.

Para participar, basta acessar o link de votação, preencher um rápido cadastro e informar até cinco profissionais ou veículos por categoria.

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