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quinta-feira, junho 18, 2026

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Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (60)

Ceguinhas de Campina Grande

Por Assis Ângelo

Pois bem, há pouco eu disse inté. Isso a gente diz quando se despede de alguém e coisas e loisas. Aliás, não custa lembrar da importância histórica representada pela presença feminina no mundo das artes, incluindo a poesia de bancada e a poesia de improviso desenvolvida ao som de violas.

– Assis, posso interromper um pouquinho?

– Claro, Flor Maria.

– Não sei se já perguntei, mas a minha curiosidade é tanta que me leva a querer saber mais da existência das mulheres batendo viola em desafio com os marmanjos dos tempos de ontem Brasil afora.

– Bom, não foram tantas. Mas também dá pra dizer que não foram assim tão poucas.

– Teve uma mulher chamada Chica Barrosa. Até onde sei, ela era – no dizer comum – “o Cão comendo cocada”.

Chica Barrosa (Crédito: Ilustração de Chicoshico)

– Sim, há registros curiosíssimos sobre ela e outras do seu tempo e de tempos que chegam até nós. Pra começo de história, a Chica a quem você se refere era uma negrona bonita, alta, charmosa e cheia de nove horas, batizada com o santo nome de Francisca Maria da Conceição. Paraibana do sertão patoense. Era chegada a uma boa cana e conversas fora de cantoria. Morreu antes do tempo, assassinada por um calhorda que se achava dono do mundo. Foi em 1916. Andava na casa dos 40. Há fragmentos de pelejas com sabichões do mundo machista representado por um tal de Manoel Martins, o Neco Martins. E mais e mais.

– Nessa história, a cegueira onde fica?

–  Peço licença ao truliso/Dos olbus das periférias/Dos chuás das pontulínias/Dos chomotós das matérias/Das grotas dos veluais/Das mimosas deletérias. Brincadeira, brincadeirinha aos moldes do conterrâneo Zé Limeira.

Agora, sério: a cegueira se acha até nos olhos mais lindos e vivos possíveis. Dou-me ao luxo de falar no modo popular e figurativo. Mas é bom que se diga da importância do Cego Sinfrônio na história do cego rabequeiro Nordeste adentro. Muita coisa ele disse sobre pelejas entre ele e outros, como Cego Aderaldo. Tinha também o Cego Oliveira. No entanto, os cegos cantadores do Brasil estão desaparecendo e no lugar deles ninguém de novo surge.

Ceguinhas de Campina Grande

– E as famosas ceguinhas de Campina Grande?

– Maravilhosas, mas uma delas já foi cantar pra Deus: Maroca, a mais velha das três. Sobre elas fiz uma cantiga, Vida Cega. Clique.

Contatos pelos [email protected], http://assisangelo.blogspot.com e 11-98549-0333

 

 

Congresso Brasileiro de Comunicação Pública prorroga submissão de trabalhos até dia 22

O prazo para inscrição de trabalhos para serem apresentados na quarta edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública foi prorrogado até a próxima segunda-feira, 22 de junho. A submissão de resumos expandidos para as duas modalidades – artigos científicos e relatos de experiências – pode ser feita em https://doity.com.br/compublica2026/artigos.

Outros prazos

Propostas para lançamento de obras durante o congresso podem ser encaminhadas até 30 de junho. Até 10 de julho podem ser feitas inscrições para o Prêmio Neuza Meller, destinado a estudantes de graduação na área de comunicação.

O 4º ComPública acontecerá em Brasília, de 16 a 18 de setembro. As inscrições para o congresso são gratuitas e podem ser feitas no endereço cd.leg.br/compublica. Realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) e pela Câmara dos Deputados, no ano em que a associação completa uma década e a instituição legislativa celebra 200 anos, o evento terá o tema “Uma agenda para a cidadania”.

O congresso tem a parceria da Universidade de Brasília (UnB), do Senado Federal e do Instituto Serzedello Corrêa do Tribunal de Contas da União. Conta ainda com o apoio de entidades e órgãos públicos engajados na qualificação da comunicação do Estado com os cidadãos: Associação Brasileira das Escolas do Legislativo e de Contas (Abel),  Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e Relações Públicas (Abrapcorp), Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação (Alaic), Associação de Pesquisadores em Comunicação Política (Compolítica), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Federal de Relações Públicas (Conferp), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC),  Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Observatório da Comunicação Pública (Obcomp), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom); e patrocínio da Doity e da Social MedIA Gov.

Todas as informações sobre o 4º ComPública você pode acompanhar pelo site abcpublica.org.br e pelas redes sociais: instagram.com/abcpublica, linkedin.com/abcpublica e youtube.com/ABCPublica.

Amado Mundo anuncia projetos audiovisuais para a Copa do Mundo

O Amado Mundo, iniciativa comandada por Guilherme Amado, anunciou a estreia de projetos audiovisuais com foco na cobertura da Copa do Mundo, analisando o futebol sob perspectivas diferentes, destacando narrativas humanas, impacto social e a paixão pelo esporte.

O primeiro projeto é o Memória de Copa, que traz depoimentos curtos e emocionantes sobre lembranças de jogos marcantes do torneio e como eles afetaram positivamente famílias, pais, mães e filhos ao longo das décadas. Em 16 episódios, em formato vertical, o projeto terá depoimentos de personalidades da cultura, política, comunicação e negócios, como Drauzio Varella, Taís Araújo e Xuxa.

Outro projeto é o Futebol e Migração: A Força Latina nos Estados Unidos, que destaca a crescente paixão pelo esporte entre as comunidades de imigrantes latinos, especialmente com a Copa deste ano. Em pequenos documentários, de até três minutos, filmados na horizontal e vertical, a iniciativa mostra a relevância cultural e social do futebol para essas comunidades.

E por fim, o Amado Mundo fará e está fazendo uma cobertura especial da Copa do Mundo, trazendo uma análise diferenciada do torneio, para além do placar, focando em temas como política, geopolítica, comportamento, bastidores, cultura, poder, economia e redes sociais. A cobertura especial inclui programas como a Live Amado Mundo na Copa, comandada por Domitila Becker, diretamente das cidades-sede, em conexão com a equipe no Brasil, que utiliza o torneio como pano de fundo para debater questões como imigração, identidade, racismo e saúde mental, especialmente relevante com o torneio nos Estados Unidos.

Outros programas são: Matinal Copa, com Guilherme Amado e Beatriz Bulla, que aborda grandes lances e momentos do torneio para discutir disputas de poder e impactos sociais; Mulheres na Copa, focado nas mulheres que sustentam o torneio, desde árbitras e dirigentes até companheiras de jogadoras, com foco em questões de gênero; e o Inside the Copa, que traz pequenos vídeos, em tempo real, sobre o cotidiano do evento, com olhar espontâneo e próximo, focado em redes sociais.

Acompanhe todas essas novidades e a cobertura completa da Copa do Mundo nas plataformas do Amado Mundo.

Confira os vencedores do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação

Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebe inscrições até 21 de maio
Dom Phillips e Bruno Pereira (Crédito: Cris Vector)

Foram anunciados os profissionais e veículo vencedores do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente, Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais. A cerimônia de premiação foi realizada na quinta-feira (11/6), no Palácio Itamaraty, em Brasília.

Além da entrega dos prêmios, o evento prestou uma homenagem aos legados do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, que foram assassinados em 2022 no Vale do Javari (AM). A cerimônia reuniu autoridades, representantes de organismos internacionais e lideranças da sociedade civil.

Confira a lista completa dos vencedores:

Texto

Missão YanomamiAline Diniz e Lucas Moraes (O Tempo): Série de reportagens sobre o sofrimento e a luta pela vida do povo Yanomami em meio ao garimpo e ao abandono do estado.

 

Fotojornalismo, Ilustração, Charge, Cartum, HQs ou Grafite 

Memória visual do Vale do Juruá: a Amazônia acreana em tempos extremos climáticosPaulo Henrique da Costa Silva (Artigo 19): Fotografias sobre a crise climática e situações de emergência ambiental na Amazônia.

 

Audiovisual

Dois Mundos Vinicius Sassine (Folha de S.Paulo): Podcast investigativo sobre a morte de um indígena que desapareceu e foi encontrado morto em Manaus (AM). O trabalho jornalístico revela falhas na investigação policial e o desamparo e o preconceito vivenciados pelos indígenas.

 

Iniciativa de Comunicação de Autoria Indígena 

Os “índios” que não tinham nomePaulo Jeremias Aires (Sumaúma): reportagem sobre a luta do povo indígena Akroá Gamella e como eles retomam seu território ancestral na Amazônia maranhense e reafirmam a continuidade da vida.

 

Iniciativa de Comunicação de Autoria de Comunidade Tradicional 

Podcast Viver MumbucarNúbia Matos da Silva (Griô Podcasts): Podcast narrativo sobre a vida, cotidiano e histórias do Quilombo Mumbuca que fica no Jalapão, Tocantins.

Iniciativa de Educação Midiática

Do Orum ao Ayê – Publicação educativa para combate à desinformação sobre religiões de matriz africana – Volume 1 Ravik Oliveira


Brasil tem 16 trabalhos entre os 50 indicados do 14º Prêmio Gabo

A Fundação Gabo anunciou os 50 trabalhos indicados da 14ª edição do Prêmio Gabo, que reconhece o jornalismo de excelência em espanhol e português. O Brasil teve o maior número de trabalhos entre os 50 selecionados, com 16 projetos indicados.

São ao todo dez indicados em ada uma das cinco categorias: Áudio, Cobertura, Fotografia, Imagem e Texto. Os finalistas da premiação, três em cada categoria, serão anunciados em 25 de junho, e a cerimônia de premiação está marcada para 24 de julho, no primeiro dia do Festival Gabo 2026, em Bogotá, na Colômbia. Os vencedores das categorias receberão 35 milhões de pesos colombianos, um diploma e a escultura Gabriel, criada pelo artista colombiano Antonio Caro.

Confira a seguir a lista dos trabalhos e veículos brasileiros finalistas em cada categoria:

Áudio

Dos caras: Juan de Dios (Adonde Media, Exactly Right Media) – Martina Castro, Mariano Pagella, Giovana Romano Sanchez, Heloísa Traiano, Mauricio Mendoza, Daniel Murcia e Martín Cruz: Série documental de jornalistas de  Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Estados Unidos sobre a dupla vida do médium brasileiro João de Deus.

Folha nas Escolas (Folha de S.Paulo) –  Laura Mattos, Eliane Leme e Magê Flores: Podcast sobre como a tecnologia está transformando a educação e a vida de crianças e adolescentes.

Império Malafaia (ICL Notícias) Igor Mello, Juliana Dal Piva, Cristiano Botafogo, Gabriela Varella, Camila Mercatelli, Paula Villar, Elenilce Bottari, Stela Nesrine, Amon Medrado, Eder Ribeiro e Fred Lopes: Projeto que mostra a trajetória de enriquecimento e ascensão política de Silas Malafaia, um dos pastores mais influentes do Brasil.

O Pulo de Miguel (DW Brasil) – Fábio Correa: Podcast sobre a história de Miguel Carmo, brasileiro exilado da ditadura militar que atravessou o Muro de Berlim e foi perseguido pela Stasi.

Sala de Espera (Rádio Novelo) – Carolina Moraes, Bia Guimarães, Natália Silva, Branca Vianna, Paula Scarpin, Flora Thomson-DeVeaux, Marcela Casaca, Juliana Jaeger, Vitor Hugo Brandalise, Évelin Argenta, Sarah Azoubel, Vinicius Luiz, Bárbara Rubira, Ashiley Calvo, Júlia Matos, Bia Ribeiro, Luiza Sahd, Thainá Nogueira, Gustavo Nascimento, Isabel de Santana, Flora Vieira e Marcella Ramos: Série sobre ataques ao aborto legal no Brasil e uma articulação de políticos e médicos para restringir esse direito.

 

Cobertura

A política da bala (Metrópoles) – Renan Porto, Artur Rodrigues, Fábio Leite, Rodrigo Freitas, Lilian Tahan, Otto Valle, Márcia Delgado, Olívia Meireles, Érica Montenegro, Juliana Garcês, Gui Prímola, Lygia Lyra, Gabriel Lucas, Michael Melo, Italo Ridney, Caio Sales e Saulo Marques: Investigação sobre como governo de São Paulo teria estimulado a violência policial e causou um aumento da letalidade, com casos de pessoas desarmadas mortas.

Autopistas de depredación (CasaMacondo, OjoPúblico, Revista Nómadas, Revista Vistazo, Código Vidrio, Amazônia Latitude) – Santiago Wills, Bianca Padró Ocasio, Aramís Castro, Gianfranco Huamán, Iván Paredes, María Belén Arroyo, Arturo Torres, João Felipe Serrão Ferreira, Nayra Wladimila, Marcos Colón e Raúl Zea: Série de reportagens feita por profissionais de Colômbia, Peru, Bolívia, Equador e Brasil sobre o tráfico de espécies na Amazônia.

Radiografia do mercado de carbono (Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (CLIP), InfoAmazonia e OjoPúblico) – Andrés Bermúdez Liévano, Marina Gama Cubas, Fábio Bispo, Carolina Passos, Juliana Mori, Diego Arce, Daniel Chinchilla Lizano, Alejandra Saavedra López, Schirlei Alves, Aramís Castro, Gianfranco Huamán, Mayra Báez e Luisa Fernanda López: Investigação de jornalistas de Colômbia, Brasil e Peru sobre como o mercado de créditos de carbono na Amazônia beneficia corporações e gera riscos ao meio ambiente e territórios indígenas.

Tubarão ameaçado no prato (Mongabay Brasil) – Karla Mendes, Fernanda Wenzel, Philip Jacobson e Kuang Keng Kuek Ser: Investigação sobre instituições públicas no Brasil que serviram carne de tubarão, apesar dos alertas de saúde e ambientais associados ao seu consumo.

 

Fotografia

Como sobrevivem as democracias (Folha de S.Paulo) – Gabriela Biló: Série de fotografias sobre a tentativa de golpe de estado no Brasil por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.

No limbo – o impacto de um ferrovia na vida do povo Awa Guajá (Folha de S.Paulo) – Lalo de Almeida: Registros sobre o impacto da Ferrovia Carajás na vida do povo indígena Awá Guajá.

Retratos da Guerra (Folha de S.Paulo) – Yan Boechat: trabalho fotográfico sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia e seus impactos nos últimos anos.

 

Imagem

Crise climática: o renascimento dos biomas brasileiros (TV Globo) – Marcus Vincax, Pedro Bassan, Lucas Cerejo, Mariana Fontanelli, Michel Farias e Ricardo Queiroz: Série de reportagens sobre efeitos climáticos extremos em diferentes regiões do Brasil e as respostas desenvolvidas por instituições públicas.

Máquinas chinesas, terras camponesas: tecnologia para alimentar o Brasil (Brasil de Fato) – Afonso Bezerra, Mariana Castro, Mauro Ramos Pintos e Vitor Shimomura: Documentário sobre a cooperação entre o Brasil e a China para impulsionar a tecnologia agrícola e a produção de alimentos na zona rural.

Terceirão – um ano, quatro vidas (TV Globo) – Caio Cavechini, Eliane Scardovelli, Claudio Guterres, Mayara Teixeira, Clarissa Cavalcanti, Fátima Baptista, Fernando Ianni, Rodrigo Funai, Marion Marion Lemonnier, Caue Angeli, Netim Andrade, Marcos Gomes e Andrey Frasso: Especial sobre a passagem para a vida adulta de quatro jovens brasileiros, observada ao longo de um ano em conversas e cotidiano.

 

Texto

Uma arara chamada Lear (Revista piauí) – Fernanda Ezabella: Reportagem especial sobre como uma arara-azul uniu cientistas e habitantes do sertão para salvar sua própria pele no nordeste brasileiro.


Comunidades sem imprensa local ficam mais vulneráveis à desinformação, aponta estudo britânico

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

O fechamento de um jornal, site ou rádio local costuma ser visto como sinal do surgimento de um “deserto de notícias”.

Mas um estudo da ONG britânica Social Market Foundation (SMF) indica que o problema é pior: as notícias continuam circulando, só que muitas vezes chegam falsas, distorcidas ou manipuladas por interesses políticos.

A pesquisa analisou mais de 125 mil publicações em grupos locais do Facebook, resultados de busca na rede social X, antigo Twittter, e comunidades da plataforma Nextdoor em 95 localidades do Reino Unido.

O relatório encontrou quase três vezes mais desinformação em áreas com pouca ou nenhuma cobertura de veículos locais reconhecidos como representantes legítimos da imprensa.

O dado muda o debate sobre a crise da imprensa regional. Quando jornais, rádios e sites comunitários desaparecem, moradores não deixam necessariamente de receber notícias. O que muda é quem informa, com quais critérios e com que grau de responsabilidade pública e legal.

Em muitas comunidades britânicas – e isso certamente acontece no mundo todo – grupos de Facebook, canais de mensagens e páginas administradas por moradores passaram a cumprir parte da função antes exercida pela imprensa.

Esses espaços podem divulgar muito bem alertas, serviços, eventos e reclamações cotidianas. Mas raramente operam com os mesmos processos de apuração, checagem e transparência de uma redação profissional.

Leia a matéria completa em MediaTalks.

Imagem Deserto (Crédito: APJor)

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Pivot, fundada por Paula Nadal, é anunciada oficialmente ao mercado

Gestada e fomentada nas últimas semanas, a Pivot chega ao mercado agora de forma oficial, tendo em seu comando Paula Nadal, profissional com 20 anos de experiência e trajetória marcada pela liderança estratégica em grandes grupos globais. Antes de fundar a agência, consolidou sua carreira na Ideal Axicom (WPP), em que esteve por 8 anos, chegando ao cargo de Chief Strategy Officer Global, além de passagens de destaque por Edelman e Editora Abril.

Ela reuniu, em seu time, outros nomes experientes e reconhecidos como Vera Brandimarte (ex-diretora de Redação do Valor Econômico), como VP; Tales Ponce (ex-Ideal Axicom e FSB) diretor de atendimento); Thiago Campos (ex-Ideal Axicom e Salve), diretor de Estratégia; e Marcelo Dominguez (cientista de dados e com passagens por Edelman e Grupo Burson), head de Inteligência.

A nova agência contará ainda com um conselho que já tem confirmadas as participações de Vinícius Dônola, em projetos especiais e treinamentos, e Viviane Mansi, nas frentes de comunicação voltadas à agenda ESG e Sustentabilidade.

“A reputação vai continuar sendo uma construção humana. O que mudou é que agora ela também precisa ser compreendida pelas máquinas”, assinala Paula. “Durante décadas, as marcas buscaram conquistar a confiança de jornalistas, investidores, consumidores e formadores de opinião. Agora, elas também precisam ser corretamente interpretadas pelos sistemas de IA que passam a mediar parte crescente das decisões de compra, investimento e relacionamento. E precisam entrar de forma mais apropriada nas conversas em ‘mar aberto’ que acontecem no ambiente digital e nos novos ecossistemas de influência. A Pivot nasce justamente para conectar esses mundos. Não precisamos reaprender a maneira de trabalhar; nós já nascemos nesse novo ecossistema. Onde o mercado vê um desafio de transição, nós entregamos infraestrutura natural”.

A estrutura e os conceitos propugnados pela nova agência idealizam o que o grupo que a lidera chama de “uma nova geração de Relações Públicas, mais orientada à inteligência estratégica. Uma prática capaz de combinar a construção de confiança – fundamento histórico da reputação corporativa – com a construção de relevância algorítmica, exigência crescente de um mundo mediado por IA. Porque, para a agência, as marcas mais fortes do futuro serão aquelas capazes de conquistar simultaneamente a confiança das pessoas e a recomendação das máquinas”.

A agência, que iniciou sua trajetória no mês de março, já conta em seu portfólio com as marcas Ânima Educação, BAT Brasil, Auren Energia, NG.CASH, Vórtx e Elo, entre outras.

Soraia Alves assume a cobertura de marketing da Exame no lugar de Juliana Pio

Soraia Alves

A Exame anunciou Soraia Alves, até então editora assistente de Projetos Especiais e Branded Content, como nova responsável pela cobertura de Marketing da publicação. Em seu novo posto, responderá ao editor Ivan Padilla. Desde 2024 na Exame, Soraia passou anteriormente por Época Negócios, B9 e The Huffington Post.

“O marketing é um ótimo termômetro das mudanças nos negócios, e a ideia é olhar não só para o que as marcas estão comunicando, mas entender o porquê desses movimentos e o que eles revelam sobre para onde o mercado está indo”, afirmou Soraia, que entra na vaga que vinha sendo ocupada há quase três anos por Juliana Pio, que deixou a publicação para assumir o posto de editora de Jornalismo na REC Multishow.

Setor Segurador e Valor Econômico lançam curso gratuito de Jornalismo em Seguros

Pela primeira vez, o setor segurador, liderado pela CNseg, lança uma jornada exclusiva em parceria com o Valor Econômico para estimular a formação de jovens jornalistas e produtores de conteúdo. O curso é gratuito e as inscrições já estão abertas e vão até 17 de julho.

A iniciativa é uma parceria entre a Editora Globo e a CNseg, com o patrocínio das seguradoras Tokio Marine, Bradesco Seguros, MetLife, Seguros Unimed e Zurich.

Serão selecionados 25 participantes de diferentes regiões do País para uma imersão presencial de 31 de agosto a 4 de setembro, na sede da Editora Globo, em São Paulo.

Os participantes terão aulas com especialistas, executivos, reguladores e jornalistas para compreender o potencial do mercado de seguros como alavanca para o desenvolvimento econômico e social do País. O objetivo é ampliar o repertório dos participantes e contribuir para uma cobertura mais qualificada de temas que afetam empresas, governos e consumidores.

“Esse projeto foi idealizado a partir de um bate-papo com o Valor Econômico. Pedimos então que eles o customizassem com temas relevantes para o setor segurador”, disse a este J&Cia Carla Simões, superintendente executiva de Comunicação e Marketing da CNseg. “Daí foi apresentá-lo às seguradoras, que rapidamente se interessaram em patrocinar. É um golaço, algo inédito para o nosso setor. Queremos levar o tema seguro cada vez mais longe”.

Segundo ela, a programação começa com uma visão geral do mercado, sua estrutura, regulação e funcionamento. Em seguida avança para temas ligados a análise de dados, indicadores, balanços e cobertura especializada. O terceiro dia é dedicado aos grandes riscos que desafiam o setor, incluindo mudanças climáticas, eventos extremos, geopolítica e os impactos do chamado Custo Brasil.

Além das aulas, a jornada inclui encontros com executivos e especialistas dos patrocinadores, estudos de caso, oficinas práticas e atividades de networking.

A seleção dará prioridade à diversidade regional e à pluralidade de trajetórias profissionais. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas aqui.

GE TV vence prêmio esportivo internacional

GE TV, canal digital de esportes da Globo, venceu a oitava edição do Hashtag Sports Awards, premiação internacional dedicada ao marketing esportivo, conteúdo e inovação digital. O projeto foi vencedor na categoria Melhor Estratégia de Comunicação.

Gratuita e 100% digital, a GE TV foi lançada em setembro passado, com equipe própria e uma programação que combina a tradição das coberturas esportivas da Globo a uma linguagem mais conectada ao universo digital e ao público jovem.

Eduardo Gabbay, diretor de Canais Esportivos da Globo, afirma: “Receber este prêmio com tão pouco tempo de operação é (…) resultado da integração de todo o nosso ecossistema, que reúne conteúdo de qualidade, inovação e tecnologia para acompanhar o público onde ele estiver e da forma como ele prefere consumir esporte”.

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