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Memórias da Redação ? Atestado de óbito

A história a seguir, de Vital Battaglia ([email protected]), é a que dá título ao livro Ah! – Atestado de óbito do Jornal da Tarde e outras histórias do jornalismo, que acaba de lançar pela Detalhe Editora (www.detalheeditora.com.br). Nele, Vital reúne cerca de cem histórias de sua carreira de 45 anos como jornalista, em especial no Jornal da Tarde, onde trabalhou por 25 anos como repórter especial, editor de Esportes e editor de Projetos Especiais. Vital aproveita para informar que está concluindo um livro só de futebol, que completa 150 anos. Segundo ele, “é uma grande critica na base do ‘Quero meu futebol de volta’”.   Atestado de óbito E lá se foi o JT, Jornal da Tarde. Ia completar 47 anos no próximo 4 de janeiro. Morreu antes. Comecei a trabalhar no JT antes de ele nascer, em outubro de 1965. Estávamos treinando para fazer um novo jornal, fazendo matérias para a Edição de Esportes do Estadão, que havia sido criada por Mino Carta para ser o embrião do JT. O filho tão esperado. Nessa época, eu já havia passado pela Última Hora e ido para o jornal Notícias Populares. Fiz a mesma trajetória do meu amigo Percival de Souza. E, juntos, também fomos para o JT. Minha cabeça ainda estava na Última Hora. Lá havia aprendido com meu editor, Celso Eduardo Brandão, que estávamos vivendo novos tempos. Tempos de contar a verdade. Isso foi em fins de 1962, mas parecia que os ventos da ditadura já estavam soprando. Foi uma grande escola a Última Hora. Foi lá que conheci grandes jornalistas – ou melhor, conseguia ficar perto deles. Uma ou outra vez apareciam na redação – na Avenida Prestes Maia, em São Paulo – figuras como Nelson Rodrigues, João Saldanha, Sérgio Porto, entre outros, que trabalhavam na Última Hora do Rio de Janeiro. Na redação paulista, bem ao lado da editoria de Esportes, estavam Jô Soares, Ignácio de Loyola Brandão – primo do nosso editor de Esportes, Celso Eduardo Brandão –, Ricardo Amaral, Arapuã, Álvaro Paes Leme. A Última Hora sofreu o impacto da revolução, pois era um jornal de esquerda. Notícias Populares, embora tenha sido criado para alicerçar a candidatura de Carlos Lacerda à Presidência da República, como jornal popular de direita, também perdeu seu rumo depois que a ditadura se estabeleceu. Afinal, para que um jornal de base política? Não haveria eleições! Por isso, no dia 4 de janeiro de 1966, todo caminho estava aberto para um jornal que estava nascendo apenas para fazer jornalismo. Quem me contratou para trabalhar no Jornal da Tarde foi Hamilton de Almeida Filho, na época um dos melhores editores de Esportes, jornalista consagrado na redação e no Brasil. Comecei a conhecer companheiros que chegavam de todo o País, em especial de Minas, de onde veio o gênio Murilo Felisberto, secretário de Redação. Com eles vieram os outros rapazes de Minas, que não ouso nomear aqui para evitar injustiça. Eram todos excelentes, como jornalistas e como pessoas. Murilo era o secretário de Redação, Mino Carta o redator-chefe. Como diz o mestre Rubem Alves, Murilo era a alma, Mino, o corpo; Murilo era a música, Mino Carta, o instrumento. Fiquei no JT por quase 25 anos. Foi com essas pessoas que aprendi a ser melhor. Até que, um dia, o jornal perdeu a alma, e já havia perdido o corpo. Perdeu a música, e já havia perdido o instrumento. Novos tempos. Quem tinha mais de 45 anos havia envelhecido com o jornal. E o jornal era feito por jovens, para jovens. Havia terminado a revolução, não havia mais ditadura, não havia mais por quê e por quem lutar. Os donos do jornal resolveram assumir o comando, tocar o instrumento e fazer a música. Trocaram todos os instrumentos e músicos que fundaram o JT. Sabiam que seria impossível substituir as lideranças que foram criadas na época da revolução, mas, como vocês devem saber, jornalismo no Brasil é como capitanias hereditárias. Todo mundo é jornalista: pais, filhos, netos… Mas os leitores sabem quem são os verdadeiros jornalistas. Por isso, o JT disse adeus. Quando? Não sei dizer, mas tenham a certeza de que foi muito antes de 31 de outubro de 2012.

152 anos atrás nascia o brasileiro que inventou o rádio

Nesta 2ª.feira, 21 de janeiro, transcorre o 152º aniversário de nascimento de Roberto Landell de Moura, o padre-cientista brasileiro que inventou o rádio e foi um dos precursores da televisão e que, em 2012, após decreto sancionado pela presidente Dilma Rousseff, transformou-se no mais novo Herói da Pátria, com seu nome sendo incluído no Livro de Aço depositado no Panteão Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Graças a uma intensa campanha pública, o padre-cientista também virou Cidadão Paulistano post mortem, por iniciativa do vereador (e atual secretário do governo Haddad, na Prefeitura de São Paulo) Eliseu Gabriel; ganhou selo oficial dos Correios por ocasião do sesquicentenário de seu nascimento; e inúmeros eventos organizados pela Prefeitura de Porto Alegre, sua cidade natal. O maior de todos os desafios, no entanto, ainda não foi vencido: a inclusão da sua saga no currículo obrigatório do Ensino Fundamental, pleito que já foi levado ao Ministério da Educação, com o aval da senadora Ana Amélia, do Rio Grande do Sul. As articulações nessa direção, que começaram com o então ministro Fernando Haddad, prosseguem agora sob a tutela de Aloizio Mercadante. Landell de Moura fez as primeiras transmissões públicas da voz pelo ar, sem fio, no final do século XIX, entre a Avenida Paulista e o alto do bairro de Santana, na capital de São Paulo, em evento documentado pela imprensa e presenciado por autoridades brasileiras e estrangeiras. Nascido em 21 de janeiro de 1861, ordenou-se padre, completando seus estudos de teologia, física e química na Itália. Seus experimentos no campo das transmissões de voz começaram nos tempos de adolescência e evoluíram com os estudos, as pesquisas e as diversas experiências que fez ao longo da vida. Contava com pouco mais de 30 anos de idade quando realizou as experiências na Avenida Paulista. As proezas que conquistou na área da ciência, Landell não alcançou nos campos comercial e empresarial, embora tivesse se esforçado muito para viabilizar seus inventos,  patenteados no Brasil e nos Estados Unidos. Enquanto por aqui colhia fracassos em todas as tentativas de viabilizar economicamente os seus inventos, Guglielmo Marconi brilhava como cientista e empresário, a ponto de, inventor do telégrafo sem fio, ser também confundido como inventor do rádio, inclusive no Brasil, onde comprovadamente a experiência de Landell de Moura foi pioneira, como aponta a documentação existente no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande Sul. Homenagens O aniversário de nascimento de Landell de Moura será lembrado na festa de seis anos do RBN Notícias, radiojornal local da Rádio Boa Nova 1450 AM, de Guarulhos (SP), na próxima 4ª.feira (23/1), das 14h às 20h, com a entrega de troféus da 3ª edição da Láurea Landell de Moura e a palestra de Hamilton Almeida Padre Landell de Moura: as façanhas e desventuras de um pioneiro das telecomunicações, às 17h, no Colégio Carbonell (av. presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, 2.687) também em Guarulhos. Livro de Hamilton Almeida sobre Landell fará 30 anos em 2013 Completam-se em 2013 os 30 anos do lançamento do primeiro livro escrito por Hamilton Almeida sobre o padre-cientista: O outro lado das telecomunicações. A saga do Padre Landell (Sulina, 1983). O livro de Hamilton resgatou e deu continuidade à obra pioneira lançada em 1960 pelo primeiro biógrafo do padre-cientista, Ernani Fornari, autor de O incrível Pe. Landell de Moura (Ed. Globo), que chegou a conviver com padre-cientista e, com essa obra, assegurou condições para que a saga do inventor não caísse definitivamente no esquecimento. A livro de Hamilton inspirou Rogério Garcia, profissional de televisão que dirige a produtora Videográfica, a desenvolver o projeto do filme Landell de Moura, o brasileiro que inventou o rádio, já aprovado no ProAC e na Lei do Audiovisual. Outra obra importante, esta lançada em 2012, que valoriza a biografia do padre-cientista é o e-book dos professores gaúchos Luciano Klöckner e Manolo Silveiro Cachafeiro, que reúne textos, artigos, crônicas, charges e multimídia de 40 autores sobre a vida e obra de Landell.  

Prêmio Imprensa Embratel prorroga prazo de inscrições

A organização do Prêmio Imprensa Embratel anunciou nesta 6ª.feira (18/1) a prorrogação do prazo para concorrer à premiação. Os interessados terão até 14/2 para inscrever seus trabalhos pelo www.premioimprensaembratel.com.br. O concurso, que este ano foi reformulado e teve seus processos informatizados, distribuirá R$ 194 mil, distribuídos entre o Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho (R$ 32 mil), os prêmios nacionais (entre R$ 10 mil e R$ 13 mil cada) e os regionais (R$ 6 mil cada). Há três categorias com Tema livre: em jornais/revistas/internet; em emissora de tevê; e em emissora de rádio. As categorias de reportagem temática, em qualquer mídia, são: Investigativa (Troféu Tim Lopes); Esportiva; Cultural; Econômica; Responsabilidade Socioambiental (Troféu Instituto Embratel); Fotográfica; Cinematográfica (melhor imagem); e Tecnologia da informação; Educação. Quem precisar de mais informações pode acionar Luiz Freitas (21-2292-9480), da Comissão Organizadora, ou a Planin ([email protected] e 11-2138-8900), agência que responde pela assessoria de imprensa da empresa.

De papo pro ar ? Briga de reis

Manezinho Araújo era uma figura tranquila, pacata, educada, um doce de pessoa. Bebia socialmente, compunha e cantava embolada como ninguém, tanto que ficou para a história como o Rei da Embolada. Mas que não lhe pegassem no pé. Em 1945, o Rei do Baião Luiz Gonzaga estreara como cantor na extinta Victor, depois de gravar 49 músicas instrumentais. Manezinho prometeu gravar nesse ano Cortando o pano, no original uma rancheira de Gonzaga, Miguel Lima e J. Portella. Muito ansioso, Gonzaga achou de ensinar a Manezinho a cantar a sua música. Irritado, o Rei da Embolada respondeu, virando as costas: – Não vou gravar porcaria nenhuma sua. E vá à merda!   Anos depois ele acabou gravando de Gonzaga as músicas Dezessete e setecentos e O chamego da Guiomar, enquanto Gonzaga gravaria dele Adeus Pernambuco e Beata Mocinha. Cortando o pano foi gravada pelo próprio Gonzaga como mazurca, no mesmo ano de 1945.

TV Globo anuncia mudanças no comando de suas centrais

A Rede Globo anunciou em comunicado oficial nesta 5ª.feira (17/1), assinado pelo diretor geral Carlos Henrique Schroder, diversas mudanças no comando de algumas de suas centrais. As movimentações resultaram em danças de cadeiras na cúpula de alguns departamentos, além da chegada e saída de alguns profissionais.

Dentre as principais mudanças, está a contratação do publicitário Sergio Valente, que assume como diretor da Central Globo de Comunicação, na vaga de Luis Erlanger, que passará a ocupar a Central Globo de Análise e Controle de Qualidade. Atual diretor de Projetos Especiais, Amauri Soares assumirá a Central Globo de Programação, e Renato Ribeiro, diretor-executivo da Central Globo de Jornalismo, responderá pela Central Globo de Esportes, com a saída de Luiz Fernando Lima, que iniciará carreira solo na área de marketing esportivo.

Confira a íntegra do comunicado:

“Ao longo do ano passado, alguns antigos companheiros, com inestimável contribuição para o sucesso da TV Globo, procuraram a empresa para anunciar que, depois de muitos anos de colaboração, gostariam de se afastar, de forma programada, no início deste ano, alguns para diminuir o ritmo de trabalho, outros para mudar o estilo de vida.

Esse movimento, espontâneo e justo, me faz anunciar algumas mudanças. Durval Honório, diretor da Central Globo de Controle de Qualidade, funcionário desde 1967, ao longo desses 46 anos ajudou a Globo a construir a sua reputação. Desde 2008, desempenha a estratégica missão de zelar pelo nosso Padrão Globo de Qualidade, liderando a equipe que assessora a Direção Geral para que nossos programas estejam sempre em linha com os “Princípios e Valores TV Globo no Vídeo”.

Para o lugar de Durval, convidei Luis Erlanger, até aqui diretor da Central Globo de Comunicação. Erlanger é jornalista de valor reconhecido, foi editor-chefe do Jornal O Globo e, desde 1995, está conosco, primeiro como diretor executivo de jornalismo da Central Globo de Jornalismo e, desde 2000, na CGCOM, onde fez um trabalho extraordinário.

Em sua nova função, agora ampliada, Erlanger terá também o papel de assessorar a Direção Geral na análise de propostas de novos projetos de programas, contribuindo, assim, para que as decisões sejam tomadas. Durval ajudará Erlanger para que a transição se faça da maneira mais efetiva.

A nova área passa a se chamar Central Globo de Análise e Controle de Qualidade (CGACQ). Para o lugar de Erlanger, tenho o prazer de anunciar o nome de Sergio Valente, um dos mais brilhantes e premiados publicitários brasileiros, cujo talento é reconhecido aqui e no exterior. Ele assumirá a Central Globo de Comunicação com a missão de traçar toda a nossa estratégia de relacionamento com o nosso público.

A CGCOM é a responsável pelos contatos com a imprensa, planeja as campanhas institucionais e as de lançamento de nossos programas, gerencia nossas campanhas de cunho social, em estreito relacionamento com o chamado terceiro setor, e organiza os diversos canais diretos de relacionamento com o público. Sergio Valente é o profissional talhado para essa missão e, com certeza, emprestará todo o seu brilho para que a Globo possa ter uma comunicação ainda mais efetiva com um público sempre em transformação, especialmente na era digital.

Roberto Buzzoni, nosso companheiro desde 1970, contribuiu nesses 43 anos de forma decisiva para os êxitos que tivemos ao longo de nossa história. Nos diversos cargos que ocupou, e em especial como diretor da Central Globo de Programação, sempre demonstrou competência, criatividade e capacidade de antecipação. É um raro homem de televisão, dono de sensibilidade ímpar e enorme talento para captar o gosto do público, e, assim, contribuir para a formação de uma grade de sucesso.

Para substituí-lo, convidei Amauri Soares, atual diretor de Projetos e Eventos Especiais. Amauri está na Globo desde 1989, primeiro na Central Globo de Jornalismo em São Paulo, onde ocupou diversos cargos, depois na Globo Internacional, baseado em Nova York e, mais recentemente, na Globo Rio, da qual se tornou coordenador. Sempre demonstrou capacidade de estreitar as relações da emissora com o público. Na CGJ, foi um dos primeiros a renovar o jornalismo local. Na Divisão Internacional, foi o responsável pela expansão do Brazilian Day, antes restrito a Nova York, e hoje já realizado em 8 cidades diferentes. E, como coordenador da Globo Rio, ajudou a criar eventos que acentuaram ainda mais os laços entre os cariocas e a Globo. Como diretor da CGPG, Amauri levará esse seu talento para assessorar a Direção Geral a montar a grade de programação que mais agrade ao público, como vem acontecendo há tantos anos. Buzzoni ajudará Amauri, num período de transição, transmitindo a ele o máximo de sua expertise na área.

Por fim, Luiz Fernando Lima, há 16 anos chefiando o Esporte na Globo, onde ingressou como repórter em 1983, depois de muitas conversas no último ano, também decidiu se afastar da rotina diária. Jornalista de mão cheia, inventivo, dedicado, comprometido e com uma visão estratégica que ajudou a Globo a ser a potência no Esporte que é hoje, Lima, depois de 30 anos conosco, decidiu se dar um semestre sabático durante o qual criará uma empresa de consultoria de marketing esportivo. Para o lugar dele, na Central Globo de Esporte, convidei Renato Ribeiro, atual diretor-executivo de jornalismo da CGJ. Ambas as Centrais compõem a Diretoria Geral de Jornalismo e Esporte (DGJE)”.

J. Hawilla põe à venda a Rede Bom Dia de jornais

J. Hawilla
J. Hawilla

Está à venda a rede de jornais Bom Dia, que J. Hawilla criou há pouco mais de sete anos no interior de São Paulo. São cinco jornais próprios (em Bauru, Jundiaí, Rio Preto, Sorocaba e ABCD) e outros quatro afiliados (Itatiba, Marília, São José dos Campos e Taubaté), sistema muito usado em redes de rádio e televisão, mas, até onde se sabe, inédito no mundo no meio impresso até que Hawilla o lançou em 2009.

Por meio de sua secretária Izabel Laporta, ele confirmou a J&Cia a informação da negociação, publicada na coluna de Gisele Vitória em IstoÉ, acrescentando que nada teria a adicionar ao que ela escreveu. Segundo Gisele, Hawilla não quis confirmar o valor da transação e nem qual grupo estaria interessado na compra.

“Estou negociando sim, mas ainda não posso falar com quem é, e nem em valores. Isso pode atrapalhar a negociação”, teria dito.  O grupo que ele comanda, Traffic, atua em marketing esportivo e controla a TV TEM, rede de televisão do interior afiliada à Globo, e o jornal paulistano Diário de S. Paulo, comprado da Globo em 2009, veículos que, ainda segundo a colunista, Hawilla afirma estarem fora da negociação pois “vão muito bem”.

Sem obter o retorno financeiro idealizado e, ao contrário, acumulando prejuízos, o sistema que ele idealizou para a Rede Bom Dia – edições com conteúdo geral compartilhado e apenas noticiário local de cada cidade – , aparentemente um Ovo de Colombo, com chances de expansão e fortalecimento, chegou ao mercado num tempo em que a mídia impressa, como no mundo todo, passa por crescentes dificuldades.

Aliado a isso, a Rede Bom Dia ainda enfrentou o contra-ataque dos jornais locais, muito mais afinados com as respectivas comunidades – editorial e comercialmente – do que empresas vindas de fora; e problemas de gestão, que levaram a sucessivas trocas de comando. Seu maior patrimônio hoje é a própria marca, pois em termos de bens materiais há pouco a ser negociado.

Bolsas para jornalistas no exterior abrem inscrições para 2013

Alguns dos principais programas internacionais de bolsas para jornalistas, indicados pela Abraji, começam 2013 com inscrições abertas:   World Press Institute: Com duração de quatro meses, o programa visa ampliar o conhecimento sobre jornalismo norte-americano e envolve aulas, viagens e entrevistas pelos Estados Unidos, com tudo pago. As inscrições vão até 31/1, e para concorrer é preciso ter cinco anos de experiência em redação. Informações em www.worldpressinstitute.org. Nieman-Berkman Promovida pela Fundação Nieman para o Jornalismo e pelo Centro Berkman para Internet e Sociedade, concede um total de U$ 60 mil para concretizar projeto de pesquisa com duração de um ano. Os interessados também devem se candidatar até 31/1 pelo http://hvrd.me/x1Mbro. Reuters: O programa da Reuters Institute, realizado na Universidade de Oxford, oferece bolsas para três, seis ou nove meses, período no qual serão desenvolvidas pesquisas na área de negócios do jornalismo, evolução da prática e relações entre jornalismo e controle público. As vagas também são destinadas para profissionais com o mínimo de cinco anos de redação e as inscrições podem ser feitas até dia 31/1 pelo http://bit.ly/Vo0lce. Knight-Wallace: O programa, que tem duração de um ano e possibilita aos profissionais a dedicação ao estudo acadêmico, com cobertura de custos de passagem e hospedagem, está com inscrições abertas até 1º/2, para candidatos com experiência mínima de cinco anos. Informações pelo www.mjfellows.org. Centro Joan Shorenstein: Oferecidas pela Escola Kennedy de Governo da Universidade de Harvard, o benefício tem duração de um semestre e é avaliado em U$ 30 mil. Não estão cobertos os custos de viagem e hospedagem. Os interessados têm até 15/2 para se inscrever, pelo http://shorensteincenter.org/fellowships. Knight de Jornalismo Científico: O programa, que tem entre seus diretores o brasileiro Rosental Calmon Alves, é destinado a jornalistas com pelo menos três anos de experiência na área de ciência, tecnologia, meio ambiente ou medicina. Inclui aulas no Massachusstes Institute of Technology e em Harvard. As inscrições vão até 1º/3, pelo http://knightcenter.utexas.edu.  

Plínio Teodoro deixa Contigo e vai para a Wunderman

Após exatos dois anos como editor de Contigo e editor-executivo do site da revista, Plinio Teodoro ([email protected]) deixou a Editora Abril e está mudando o foco de sua carreira: começou nesta 3ª.feira (15/1) como gerente de Planejamento em Mídias Sociais na Wunderman, agência de publicidade focada em mídias digitais que integra o grupo Newcom, de Roberto Justus. Antes da Abril, Plínio teve passagens por Jornal da Tarde, Terra, G1, iG, O Globo, Estado de Minas e Folha de S.Paulo.

Aziz Ahmed deixa o Jornal do Commercio depois de 32 anos

Aziz Ahmed despediu-se do Jornal do Commercio, onde por 32 anos ocupou os cargos de editor-chefe e diretor-editor e nos últimos anos respondia pela coluna Confidencial. Para os mais antigos, o nome dele já se confundia com o próprio nome do centenário Jornal do Commercio, tanta era sua identificação com o projeto e tantos anos ele ali esteve.

Mas seu nome também acabou entrando nas listas dos mais jovens, sendo o mais conhecido interlocutor do JC nas rodas de assessoria de imprensa. Professor de Jornalismo da UniverCidade, começou a carreira no Correio da Manhã, em 1960, e depois passou por O Globo e Última Hora, até entrar no Jornal do Commercio.

Paralelamente, exerceu alguns cargos públicos e de assessoria de imprensa. Sai com uma ponta de tristeza, por tantos anos de atuação, mas já anunciando para os amigos que continuará na ativa. E, com a sinceridade que lhe é peculiar, sacou na mensagem de despedida um ditado árabe que para nós poderia ser traduzido como “dar a volta por cima”: “Quando a gente atinge a culminância, é preciso cair para subir novamente”.

Globo é o mais premiado Grupo de Comunicação de todos os tempos

Graças às conquistas de 18 de seus veículos, as Organizações Globo atingiram pelo segundo ano consecutivo o topo do Ranking Jornalistas&Cia dos Mais Premiados Grupos Brasileiros de Comunicação de Todos os Tempos, com um total de 23.740 pontos e 645 prêmios ao longo de sua história. A Rede Globo, com 8.845 pontos e 258 prêmios, e o jornal O Globo, com 7.765 pontos e 172 prêmios, puxam a fila, sendo também os dois mais premiados veículos de comunicação da história do País. Na segunda colocação ficou o Grupo RBS, do Sul, com 13.365 pontos e 479 prêmios distribuídos por 11 veículos. O puxador é o jornal Zero Hora, com 6.565 pontos, vindo a seguir a Rádio Gaúcha, com 3.165 pontos. Ambos, aliás, figuram entre os dez mais premiados veículos de comunicação do País. O Grupo Diários Associados é o terceiro colocado, com 9.115 pontos, acumulados pelos 236 prêmios que 12 de seus principais veículos conquistaram, inclusive a extinta revista O Cruzeiro, com 330 pontos. Dos contemporâneos, o mais premiado é o Correio Braziliense, que contribuiu, na somatória, com 3.435 pontos, seguido pelo Diário de Pernambuco, com 2.240. Também o Estado de Minas contribuiu de forma relevante para que os Diários ficassem nessa colocação, com 2.205 pontos. Uma diferença de apenas 40 pontos separa o Grupo Folha, quarto colocado, do Grupo Estado, o quinto. O primeiro chegou aos 8.750 pontos com 214 conquistas de cinco veículos, que são Folha de S.Paulo (responsável por 7.485 pontos), Valor Econômico (970), UOL (185), a extinta Folha da Tarde (90) e Agora São Paulo (20). O Grupo Estado acumulou 8.710 pontos graças às 198 conquistas de Estadão (6.565 pontos), extinto Jornal da Tarde (1.600) e Rádio Eldorado (545). Um pouco mais distante, com 6.180 pontos, o Grupo Abril ficou com a sexta colocação. Dezesseis foram os veículos da organização que já receberam algum prêmio de jornalismo pela pesquisa do Instituto Corda, sendo que Veja está na dianteira, com 2.435 pontos, quase o dobro de Exame, o segundo veículo mais premiado de todos os tempos da Abril, com 1.265 pontos. Na sétima colocação, com 4.890 pontos e 156 prêmios, a Record beneficia-se no ranking dos pontos de três veículos que eram originalmente do Grupo Caldas Júnior e que foram incorporados ao seu portfólio – o jornal Correio do Povo e as emissoras Rádio e TV Guaíba. Juntos, os três veículos gaúchos somam 2.680 pontos e 98 prêmios. Sem tais pontos, a Record computaria 2.210 pontos, caindo para a 12ª colocação. O Jornal do Brasil, graças aos tempos áureos que viveu, permanece firme entre os dez mais, ocupando a oitava posição, embora em tempos recentes não tenha obtido prêmios relevantes. Suas 71 conquistas acumularam um total de 4.435 pontos. Na nona colocação, com 4.295 pontos, vem o Grupo Bandeirantes, com conquistas acumuladas por cinco veículos. O líder em pontuação é a TV Bandeirantes, com 1.640 pontos, seguida pela Rádio Bandeirantes, com 1.565. Embora com menos de uma década de existência, a BandNews FM, em terceiro lugar no grupo, já ostenta 980 pontos, devendo neste 2013 romper a barreira dos três dígitos. O décimo colocado é um grupo pernambucano, o JCPM – iniciais de João Carlos Paes Mendonça, que anos atrás adquiriu o controle do Sistema Jornal do Commercio, que além do jornal impresso inclui o Rádio e a TV Jornal do Commercio. Juntos, os três veículos somam 3.540 pontos e 116 conquistas, com destaque para o Jornal do Commercio, um dos mais premiados veículos do País, com 3.030 pontos.   Confira a íntegra do Ranking Jornalistas&Cia dos Mais Premiados Grupos Brasileiros de Comunicação de Todos os Tempos

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