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domingo, maio 3, 2026

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Memórias da Redação ? Luta armada

Esta história foi reproduzida do livro As duas guerras de Vlado Herzog, de Audálio Dantas (págs. 81 a 83), por sugestão de um de seus protagonistas, Sérgio Gomes da Silva, diretor da Oboré – o outro é Marcelo Bairão, que trabalha na Subsecretaria de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo. Luta armada             [no final dos anos 1960 e início dos 1970] O pessoal do Partidão [Partido Comunista Brasileiro] na ECA [Escola de Comunicação e Artes da USP] insistia nessa linha [de resistência à ditadura por meio de um amplo movimento, com o apoio de diversos setores da sociedade, mas sem partir para o confronto], contrariando o que considerava inconsequência de “esquerdinha”. Sérgio Gomes da Silva, o Serjão, representava a ECA no Conselho de Centros Acadêmicos da USP, onde gastou o mandato inteiro a defender, sem sucesso, uma política ampla de construção de uma frente única para derrotar a ditadura. Quando propôs uma aproximação com Dom Paulo Evaristo Arns, a resposta foi um sonoro “não”. Aliança com a Igreja, tudo bem, mas nela não havia lugar para o cardeal de São Paulo, que não passava de um “burguês centrista”. A proposta para a criação de uma publicação para divulgação do movimento estudantil também não passou. Qualquer publicação legal, diziam, teria de ter aval da ditadura; só a imprensa clandestina poderia ser considerada livre. Quanto á participação no processo eleitoral no Sindicato dos Jornalistas, nem pensar. Os sindicatos estavam nas mãos de pelegos que viviam de braços dados com a ditadura. Além do mais, os movimentos de extrema esquerda estavam empenhados na campanha do voto nulo.             Serjão não desistia. Agarrava-se a uma lição que recebera nos tempos do movimento secundarista no Colégio Alberto Conte: não se faz revolução sem povo. A lição fora dada com muita simplicidade e clareza por Virgínia Artigas, mulher do arquiteto Vila Nova Artigas, em cuja casa, no bairro do Campo Belo, um grupo de estudantes costumava se reunir para discutir política. Virgínia, de parca educação formal, acumulava, contudo, muito conhecimento e sabedoria.             Antes do AI-5, os meninos do Alberto Conte, entre os quais Serjão e Marcelo Bairão, participavam do jornal do grêmio, o Oboré, organizando greves e passeatas, mas não iam muito além disso. Indagavam-se sobre o que mais fazer, começavam a pensar em novos caminhos. Pensavam até em aderir à luta armada. A turma andava dispersa, cada um para um lado. Alguns procuraram os grupos organizados de extrema  esquerda, chegaram à VAR-Palmares(1) e ao PCdoB(2). Õuviram que a VAR-Palmares estava recrutando gente para treinar guerrilha em Mato Grosso. Só que, além da disposição, os candidatos tinha de dispor de boa quantia em dinheiro para despesas de transporte, alimentação e outras, como o próprio treinamento, que era dado por “especialista em luta armada”. Os meninos não tinham dinheiro para tanto, mas mesmo assim conseguiram alguns recursos, tomaram as providências necessárias para a viagem e foram dar a notícia a Virgínia Artigas.             – Dona Virgínia, a gente veio se despedir. Estamos indo pra luta armada.             – Luta armada? O que levou vocês a essa decisão?             – É preciso derrubar a ditadura.             – Só isso? E depois, a conquista da democracia?             – Mais do que isso. Democracia, socialismo, justiça social.             – Socialismo, é? E vocês acham que é possível chegar ao socialismo sem o povo?             – Não, mas é que a gente não aguenta mais…             – Esperem aí! Vocês consultaram o povo? Se o povo for junto, vai ser uma beleza, Serão milhões na luta para derrubar a ditadura.             – Mas que milhões… Esses milhões não chegam nunca.             – Então vocês acham que resolvem a parada sozinhos, sem o povo?             A conversa foi por aí até que os meninos pararam um pouco para pensar. Os que estavam dispostos a partir para a luta armada cabiam no jipe que Serjão tinha ganhado do pai, modesto hoteleiro na região das estações ferroviárias, como prêmio por haver passado nas provas do vestibular. Resolveram dar uma volta para esfriar a cabeça. Já era tarde da noite quando foram para o Alto do Morumbi, de onde podiam avistar boa parte da cidade. Dava para distinguir, sobre o rio Pinheiros, as instalações da companhia distribuidora de energia elétrica. Apesar da lição recebida de Virgínia Artigas, os ânimos revolucionários não tinham arrefecido de todo. Os meninos ainda bolavam planos que imaginavam capazes de, se não derrubar, abalar a ditadura. Um deles – brincou Serjão – seria jogar uma bomba na distribuidora de energia. “Isso é coisa de anarquista”, respondeu Bairão. E como realizar um plano daquele tamanho? Era coisa impossível, tanto quanto a tentativa frustrada de embarcar para a luta armada no Mato Grosso. Serjão concordou:             – É, não vai dar não. Mas ia ser um puta blecaute!             Tempos depois, em 1972, os meninos estavam empenhados num movimento que se decidiria pelo voto. Haveria logo adiante uma eleição no Sindicato dos Jornalistas. Eles não podiam votar, mas decidiram participar da campanha. (1) Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, fundada em 1969. A presidente da República, Dilma Rousseff, foi militante dessa organização. (2) Partido Comunista do Brasil, primeira dissidência do PCB, em 1962. Leia mais:  + Memórias da Redação – A mulher proibida de escrever + Memórias da Redação – Ein Hürensohn! + Memórias da redação – Desbaratino

Revista Donna, do ZH, tem sete novos colunistas

O site da revista Donna, plataforma feminina de Zero Hora, anuncia sete novos colunistas. Diariamente, cada um desses colaboradores vai abordar assuntos ligados ao universo feminino, contribuindo para o debate sobre a vida das mulheres na atualidade. O novo time é composto pela escritora Clarissa Corrêa, a designer Roberta Hentschke, a produtora de moda Larissa Gargaro, a maquiadora Taís Andrade e os jornalistas Pedro Jansen, Thamires Tancredi e Ulisses Carrilho. Além das colunas, o site de Donna conta com os blogs Por Aí, de Mariana Kalil, Blog da Gabi, de Gabrieli Chanas, e De Lima e Limão, de Patrícia Lima. Leia mais   + Saem vencedores do Prêmio RBS de Jornalismo e Entretenimento + Zero Hora leva o Esso de Jornalismo + Zero Hora lança ZH TV

Segue escalada de violência contra profissionais de jornalismo

A Abert emitiu um comunicado em que cobrou das autoridades do estado da Bahia a apuração com rigor do assassinato do jornalista e radialista Geolino Lopes Xavier, de 44 anos. Geo, como era mais conhecido, era um dos diretores do portal N3 e foi morto a tiros no interior de seu veículo, logo após deixar a residência de um amigo. O crime ocorreu na noite de 27/2, em Teixeira de Freitas, a 900 km de Salvador.

“Embora as motivações desse crime não estejam claras, é extremamente preocupante a escalada de violência contra jornalistas desde o início deste ano. (…) A Abert alerta para o aumento dos atos de violência que buscam impedir a livre e necessária atuação da imprensa. (…) Espera-se que mais este caso não reste impune”, afirmou a entidade em trechos do comunicado.

Nesta 3ª.feira (4/3) outro profissional de imprensa foi vítima de atentado, desta vez no Maranhão. O cinegrafista da TV Bandeirantes Hilton Costa Brito, 36, foi atingido por três tiros em frente à afiliada da emissora na cidade de Pedreiras, a 245 km de São Luís.

O crime aconteceu no período da tarde, quando Hilton aguardava a passagem dos blocos de carnaval para fazer as filmagens. De acordo com a polícia, três pessoas que estavam em um veículo pararam próximo ao local, uma delas saiu e fez os disparos.

Ele foi atingido por dois tiros na perna e um no abdômen. Encaminhado para o Hospital Nossa Senhora das Graças, o cinegrafista foi submetido a uma cirurgia e não corre risco de morte. Novamente a Abert se pronunciou, cobrando agilidade na apuração do caso, desta vez do governo do Maranhão.

 

Jornalistas do Rio visitam personagens da História

Nilo Dante é o organizador do livro Gente do Rio, um olhar de reverência aos grandes protagonistas dos 450 anos que a cidade vai comemorar no ano que vem. Serão verbetes que cobrem todas as áreas, desde Estácio de Sá até Joãosinho Trinta, passando por artistas, políticos, atletas, socialites, todos já falecidos e pela primeira vez reunidos. Como no Samba do crioulo doido, entram Dom João VI e Carmen Miranda (o autor do samba, Sérgio Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta, também é personagem). Com apresentação do acadêmico Cícero Sandroni, planejamento e textos de experientes profissionais da imprensa carioca, os verbetes trazem ainda as assinaturas de Alfredo Herkenhoff, Arnaldo Niskier, Domício Proença Fº, Ely Azeredo, Laura Sandroni, Moacyr Andrade, Nelson Hoineff, Vicente Senna, Walter Fontoura e Wilson Figueiredo. Marcelo Araújo responde pelo design gráfico. A empreitada foi viabilizada pela lei de incentivo da Secretaria de Cultura do Estado do Rio, com patrocínio da Light. É o primeiro volume da série Rio de Janeiro – Retratos da História, a que a editora Mídia In, de Nilo Dante, pretende dar continuidade. Apesar de serem verbetes, e não biografias, os autores já travam uma batalha de direitos autorais, assessorados pelo escritório de advocacia Dain Gandelman. Não puderam embarcar nessa viagem personagens como Noel Rosa, Manuel Bandeira e Garrincha, por falta de acordo com os herdeiros.   Leia mais:    + Tráfico, poder e morte se entrelaçam no segundo romance de Dimmi Amora + LP&M relança clássico de Hélio Silva + A morte, segundo o espiritismo, por Alexandre Caldini

Ministro Marco Aurélio Mello assina blog no Brasil Post 

O ministro Marco Aurélio Mello, presidente do TSE, é o novo blogueiro do Brasil Post (www.brasilpost.com.br). Ele estreou com um artigo sobre os super-salários pagos pelo Legislativo, intitulado Meios e fins – Teto constitucional: A verdade.

A atualização dos textos do ministro se dará a cada dez dias. Segundo Mello, as plataformas digitais aproximam o Poder Judiciário da sociedade. Por isso, para ele, ”escrever para o Brasil Post é uma forma de ampliar a prestação de serviços e de informações, com ênfase à cidadania”.

 

Correio do Povo retoma caderno cultural encerrado em 1981

Referência cultural e literária nas décadas de 1960 e 1970, o Caderno de Sábado voltou a circular no Correio do Povo após 13 anos. A reestreia aconteceu em 1º/3, sob a coordenação editorial de Juremir Machado da Silva e edição de Luiz Gonzaga Lopes, com projeto gráfico de Pedro Dreher. Em oito páginas, o caderno se propõe a publicar reportagens especiais, séries temáticas, artigos, entrevistas pingue-pongue com personalidades da cultura gaúcha, nacional e internacional, além de noticiário, agenda do final de semana e espaços fixos como roteiros de cinema, teatro, música, tevê e rádio. Em sua trajetória anterior, o Caderno de Sábado teve 646 edições, pelas quais passaram nomes representativos da cultura estadual e nacional. Leia mais:    + Congresso Estadual dos Jornalistas do RS terá participação de Mário Magalhães + Rafael Rocha deixa TV Record/RS + Ranking J&Cia apresenta mais premiados veículos de todos os tempos por região

Julio Gomes é o novo editor-chefe da BBC Brasil

Julio Gomes assumiu em 27/2 o posto de editor-chefe da BBC Brasil, passando a atuar a partir da base paulista da instituição. Formado pela ECA/USP, Julio, que é irmão do também jornalista esportivo Flávio Gomes, começou a carreira na equipe de Esporte do UOL, onde permaneceu até 2003. A seguir, mudou para Espanha, período em que chegou a atuar como correspondente da Bandeirantes. Em seu retorno ao Brasil, em 2009, foi editor-chefe da ESPN Brasil, ali permanecendo até o final de 2012. Desde então mantinha um blog e vinha colaborando com várias publicações. “Há tempos sinto-me mais e mais decepcionado e desanimado com a maneira como o esporte é visto e tratado neste País”, comentou em seu facebook. “Minha paixão pelo esporte nunca irá acabar. Mas já era tempo de conhecer coisas novas, de passar pela experiência de fazer parte de uma redação que lida com todos os assuntos. E eis que meu caminho cruzou com o da companhia jornalística que eu mais admiro no mundo. E quando a BBC te chama, amigos… É tipo um convite da Ferrari. Aceita-se. E pronto”.   Leia mais:  + Mariana Schreiber deixa a Folha para atuar na BBC, em Londres + Marcia Carmo assume site de El Clarín em português + O que nos ensina a recente crise na BBC

Gustavo Uribe e Fabíola Salani acertam com a Folha de S.Paulo

Após dois anos na sucursal paulista de O Globo, o repórter Gustavo Uribe despede-se do jornal e passa a integrar a equipe de repórteres da editoria de Política da Folha de S.Paulo. Com passagens por Diário do Grande ABC e Agência Estado, ele chega para atuar na cobertura do PSDB durante as próximas eleições.

Também por lá, Fabíola Salani está de volta ao dia a dia das redações e ao jornal, como redatora do caderno Mercado. Ela deixa, assim, a área corporativa, onde nos últimos cinco anos integrou a equipe de assessoria de imprensa do Itaú Unibanco. Antes, foi da Entrelinhas e de 1994 a 2007 esteve na própria Folha, onde começou como trainée e passou por diversos cadernos, entre eles Cotidiano, Painel do Leitor e Dinheiro.

Prestes a lançar sua nova plataforma, Terra anuncia 15 reforços

Fevereiro foi um mês de grande movimentação no núcleo de Conteúdo do Terra. Além de apresentar oficialmente ao mercado no último dia 26/2 detalhes de sua nova plataforma, que entra em operação a partir de 31/3, o portal reforçou a equipe de jornalismo com 15 profissionais, abrangendo diversas editorias, além do canal Terra TV e da Comunicação Corporativa.

O maior contingente foi para a editoria Mundo, que recebeu a editora Mariane de Luca (ex-BM&FBovespa, Grupo RBS e Canal Rural), e os redatores Rodrigo Alvares (ex-Folha de S.Paulo, Deutsche Welle Brasil, MTV e revista Rolling Stone), Mayara Moraes (ex-TV Gazeta) e Ana Lis Soares (ex-Revista Pais & Filhos e Rede Record Internacional).

Para o Terra TV Esportes chegaram o editor Gabriel Iralla Luccas (ex-iG, Folha de S.Paulo, Época e UOL), e os repórteres Rafael de Moraes Prado (ex-Ricardo Viveiros, ESPN Brasil e RedeTV) e Rodrigo Hoschett (ex-Máquina da Notícia).

Economia e Tecnologia ganharam dois redatores cada: respectivamente, Mayara Baggio (ex-Exame e Valor Econômico) e Eduardo Vasconcelos (ex-Folha de S.Paulo), e Marina Tsutsumi (ex-Teletime) e Henrique Medeiros (ex-Superdownloads).

Em Brasil, a novidade é o editor João Loes (ex-Época e IstoÉ), enquanto a equipe de Fotografia passou a contar com o reforço de Alan Morici (ex-Diário de S.Paulo, Marca Brasil, O Dia e iG).

À sucursal do Rio de Janeiro chegou a repórter Marcelle Ribeiro (ex-O Globo/SP, CBN e UOL), para participar também do programa Trânsito.

Outra novidade é a nova gerente global de Comunicação Corporativa da empresa, Sabrina Yamamoto. Pós-graduada pela Fundação Cásper Líbero, com especialização em Comunicação Organizacional com ênfase em Relações Públicas, ela acumula passagens por TV Globo, Fiat, Turner International e Comunicação do UFC.

Celso Kinjô começa na Negócios da Comunicação

A edição 72 da Negócios da Comunicação, que traz na capa Eugênio Bucci, marca a estreia de Celso Kinjô como editor da publicação, sucedendo a Amilton Pinheiro, que saiu, como informou em editorial o diretor de Redação Audálio Dantas, “para seguir outros rumos profissionais”.

Kinjô, nas palavras de Audálio, “chega com a experiência acumulada em mais de quarenta anos de trabalho, durante os quais se firmou como um dos nomes mais respeitados do jornalismo brasileiro. Fez jornalismo na mídia impressa e eletrônica. Depois de participar da equipe que fundou o Jornal da Tarde, veículo que revolucionou a reportagem em 1966, atuou em publicações como as revistas Manchete, Realidade e Quatro Rodas. Atuou também no Jornalismo da Rede Globo, em São Paulo, e até o ano passado dirigiu o Departamento de Jornalismo da TV Cultura”.

É dele, Kinjô, a entrevista com Bucci, que gerou a chamada de capa Imprensa não pode ter partido.

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