Segue escalada de violência contra profissionais de jornalismo

A Abert emitiu um comunicado em que cobrou das autoridades do estado da Bahia a apuração com rigor do assassinato do jornalista e radialista Geolino Lopes Xavier, de 44 anos. Geo, como era mais conhecido, era um dos diretores do portal N3 e foi morto a tiros no interior de seu veículo, logo após deixar a residência de um amigo. O crime ocorreu na noite de 27/2, em Teixeira de Freitas, a 900 km de Salvador.

“Embora as motivações desse crime não estejam claras, é extremamente preocupante a escalada de violência contra jornalistas desde o início deste ano. (…) A Abert alerta para o aumento dos atos de violência que buscam impedir a livre e necessária atuação da imprensa. (…) Espera-se que mais este caso não reste impune”, afirmou a entidade em trechos do comunicado.

Nesta 3ª.feira (4/3) outro profissional de imprensa foi vítima de atentado, desta vez no Maranhão. O cinegrafista da TV Bandeirantes Hilton Costa Brito, 36, foi atingido por três tiros em frente à afiliada da emissora na cidade de Pedreiras, a 245 km de São Luís.

O crime aconteceu no período da tarde, quando Hilton aguardava a passagem dos blocos de carnaval para fazer as filmagens. De acordo com a polícia, três pessoas que estavam em um veículo pararam próximo ao local, uma delas saiu e fez os disparos.

Ele foi atingido por dois tiros na perna e um no abdômen. Encaminhado para o Hospital Nossa Senhora das Graças, o cinegrafista foi submetido a uma cirurgia e não corre risco de morte. Novamente a Abert se pronunciou, cobrando agilidade na apuração do caso, desta vez do governo do Maranhão.