Desde outubro de 2011 integrando o time do caderno Máquina, do Agora São Paulo, Anamaria Rinaldi despediu-se da publicação e começou em 21/7 na equipe de reportagem do iCarros. Chega com um desafio especial: substituir, a partir de 4/8, a editora Anelisa Lopes, que sai de licença maternidade para dar à luz o seu primeiro filho, Valentino Gaspar, previsto para nascer em 10 de agosto. Antes do Agora, Anamaria esteve por três anos no iG, onde foi editora dos sites iG Estilo e iG Casa, e também atuou na cobertura de automóveis. Ela seguirá na equipe do iCarros após o retorno de Anelisa. No Máquina, o editor Ricardo Ribeiro ainda não definiu quem a substituirá.
A morte de João Ubaldo Ribeiro
* Por Milton Saldanha
A primeira vez que ouvi o nome João Ubaldo Ribeiro foi há 42 anos, em 1972, quando visitei o escritor Érico Verissimo, em sua gostosa casa no bairro de Petrópolis, em Porto Alegre. Eu era repórter do jornal Folha da Manhã e precisava de um comentário do Érico sobre um livro, Cogumelos de Outono, de Gladstone O. Mársico – isso mesmo, com esse nome, da cidade de Erechim, uma das pessoas mais simpáticas que conheci em minha vida, dotado de uma verve humorística incrível. Você lia o livro, da Editora Movimento, um tremendo tijolo, imenso, dando gargalhadas das cenas hilárias que ele descrevia.
Certo dia recebi a inacreditável notícia que ele cometera suicídio, atirando-se do prédio onde morava. Foi um choque tremendo. Era uma noite fria e fiquei duas horas conversando com Érico e sua mulher, Mafalda, num porão habitável muito aconchegante, com música clássica de fundo, tocava Mozart. Eles sentavam em cadeiras de balanço e Mafalda tricotava durante a conversa, mais ouvindo do que falando.
Estava lá também seu editor, o Bertazo, da antiga Editora Globo, tradicional e famosa no Sul. Bastaram aquelas duas horas para eu me encantar com a figura de Érico Veríssimo, um ser humano de integridade moral absoluta. No meio da conversa, ele citou o livro de um escritor então ainda desconhecido: Sargento Getúlio, do baiano João Ubaldo Ribeiro. Érico me contou que tinha recebido o livro, de cortesia, começou a ler por curiosidade e não largou mais, descobrindo ali uma preciosidade da literatura brasileira. Estava sob o impacto da obra e recomendou-me a leitura. Já no dia seguinte corri à Livraria do Globo e comprei.
Ao escrever duas páginas na Folha da Manhã sobre Cogumelos de Outono, e sobre a figura admirável do seu autor, aproveitei para incluir o comentário de Érico sobre Sargento Getúlio, estimulando a boa leitura. O livro é um marco. Tempos depois, começou o sucesso de João Ubaldo, ganhando nome nacional. O livro depois virou filme, com Lima Duarte fazendo o papel do sargento. Por esse livro passei a considerar João Ubaldo um dos maiores romancistas brasileiros de todos os tempos. Mas, curiosamente, nunca gostei dele como cronista, achava pesado, e a crônica tem que ser leve.
São gêneros completamente diferentes. Na minha juventude devorei as crônicas de Rubem Braga, que era imbatível no gênero, nunca mais haverá outro igual. Foi o mestre de todos da minha geração que apreciavam as letras. Mas a aventura de fazer um romance é muito mais densa, além de perigosa. Porque a crônica, curta, variada e frequente, perecível como uma maçã, não precisa ser genial todos os dias. Nem dá. Mas o romance é único e precisa, senão é melhor nem existir.
João Ubaldo nos deixa esse legado e outras obras admiráveis, onde a questão social é o centro de tudo. Sua morte, aos 73 anos, tem um sentido de perda profunda para a literatura brasileira e para todos que pregam a decência e a justiça.
* Milton Saldanha edita o jornal mensal Dance, dedicado à dança de salão, e mantém um blog de crônicas sobre assuntos variados. O texto saiu na coluna de Ademir Médici, no Diario do Grande ABC, nesta 3ª.feira (22/7).
Josemar Gimenez assume, em São Paulo, nova estrutura dos Diários Associados
Josemar Gimenez deixa a ponte aérea Belo Horizonte-Brasília nos próximos dias e monta residência em São Paulo, onde assumirá uma nova posição no estafe dos Diários Associados. O objetivo é consolidar a presença da organização no maior mercado do País e desenvolver novas alianças econômicas com vistas aos vários produtos e projetos dos Diários, especialmente em Brasília, onde o Correio Braziliense é líder.
Com a mudança, deixa o dia a dia das redações e o comando do Correio Braziliense e do Estado de Minas, mas não será substituído. Os atuais editores-chefes dos dois jornais (Ana Dubeaux, no Correio, e Carlos Marcelo Carvalho, no EM) ficarão responsáveis pela edição e ele se libera para suas novas atividades.
Josemar volta à cidade onde morou de 1990 a 2000, atuando primeiramente na sucursal São Paulo de O Globo, ocupando os cargos de coordenador do caderno de Economia e chefe de Redação, e depois no Diário Popular, então dirigido por Orestes Quércia, como diretor de Redação.
Em novembro de 2000 deixou São Paulo para trabalhar nos Diários, como diretor de Redação do Estado de Minas. Pouco tempo depois, com a saída de Ricardo Noblat do Correio Braziliense, em outubro de 2002, assumiu também o Correio Braziliense, sendo em seguida eleito para o cargo vitalício de condômino da organização.
A montagem de uma estrutura mais robusta e representativa em São Paulo é antiga aspiração dos Diários, que agora se materializa com a indicação de um de seus principais executivos para tocar o negócio. Josemar tem como objetivos construir novas pontes com lideranças e empresários do setor privado e ampliar as relações políticas nos três níveis do Executivo, movimento estratégico para consolidar o perfil de uma organização pluralista e apartidária e para desfazer a imagem de ser “pró Aécio Neves”, como se ventila no mundo político.
Gerson Cruz é o novo gerente da TVCom
Gerson Cruz, que estava na Chefia de Redação da RBS TV, é o novo gerente da TVCom. Ele concentrará a liderança das áreas administrativa e de produto, que estavam, respectivamente, sob a responsabilidade de Marco Gomes e José Pedro Villalobos e foram desligados da empresa nesta semana. Formado pela Universidade de Caxias do Sul, Gerson iniciou na empresa em 1990, como repórter na RBS TV Santa Cruz do Sul. Também foi chefe de Jornalismo da RBS TV de Caxias do Sul e atuou na TVCom antes de assumir o comando da Redação da RBS TV. Com a mudança, Ellen Appel, que atuava como coordenadora de Reportagem da RBS TV, seguiu para o lugar de Gerson e Alexandra Freitas, até então chefe de Reportagem, assume o posto de Ellen. O movimento também envolve Tiago Cirqueira, trainée do Grupo RBS, que agora coordenador de Projetos Especiais. Cirqueira foi o responsável pela coordenação do projeto de Copa do Mundo na RBS TV e estará à frente das demais iniciativas da emissora com prazo determinado.
Ana Raquel Copetti vai para a Record em Salvador
A TV Record RS promoveu nos últimos dias mudanças em sua Gerência de Jornalismo. No cargo desde março de 2013, Ana Raquel Copetti deixa Porto Alegre e está de mudança para Salvador. Para a vaga chega Fábio de Andrade Behrend, que assume a redação da emissora nessa 5ª.feira (24/7). No grupo desde 2013, Fábio vem da sede, em São Paulo, onde começou como repórter e ultimamente era editor do Jornal da Record. Antes, passou por SBT e ficou dez anos na Band.
Helder Bertazzi assume a Folha da Região, de Araçatuba
Helder Bertazzi assumiu o comando Grupo Folha da Região, de Araçatuba, que mantém o jornal homônimo, sua versão digital e a TV Araçatuba. Ex-diretor de Jornalismo Online do Diário do Grande ABC, Helder foi um dos idealizadores da Folha Online (da qual foi editor-chefe em 2002), e também passou por Terra, UOL e foi assessor de imprensa do Palmeiras por cinco anos. Apesar do novo posto, segue com as atividades em sua Z2 Comunicação, assessoria orientada para esportes e futebol.
Alexandre Caldini deixa o Valor Econômico e volta à Abril
CEO do Valor Econômico desde abril 2012, Alexandre Caldini voltará em breve à Abril, que deixara após 14 anos justamente para assumir o jornal. Será presidente da Editora Abril, reportando-se diretamente ao presidente da Abril Mídia Fabio Barbosa e passando a responder pelas Unidades de Negócios Veja, Exame, Segmentadas, Assinaturas e Casa Cor. Formado em Administração pela PUC-SP e com cursos de Educação Executiva em Insead (França), Harvard University (EUA) e na London Business School (Inglaterra), também teve passagens por Novartis e Colgate, entre outras empresas. É vice-presidente do Conselho Curador da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), ONG que estimula o desenvolvimento das organizações e que atua como centro de estudo, debate, geração e disseminação de conhecimento na área da gestão. Em fevereiro, lançou A morte na visão do espiritismo – Um livro para quem quer compreender o que acontece no momento em que morremos e depois (Belaletra), em que deixa de lado o clichê cético de seus pares e mergulha nessa tão natural e apavorante obviedade da vida; para ele, a morte é nada mais que uma etapa da vida, uma “troca de roupa”. Consolidação da estratégia de títulos e marcas A J&Cia, Alexandre Caldini disse sobre o regresso à empresa dos Civita: “A Abril é um lugar especial. Cheio de pessoas especiais. Cheio de marcas especiais. E cheio de oportunidades igualmente especiais. Com toda e sincera modéstia, quero fazer dessa minha volta para casa também um longo período muito especial para a Abril, para meus colegas abrilianos e para o mercado. Ainda não acertei a data exata de meu inicio. Fico no Valor até o final deste mês. O Conselho está trabalhando na escolha de meu sucessor. Tenho certeza de que não será difícil encontrar um bom executivo para uma posição tão interessante numa empresa que tem marca, equipe e negócios e futuro igualmente muito interessantes”. Na Abril, passarão a se reportar a ele os diretores-superintendentes Thaís Chede (UN Veja), Cláudia Vassallo (UN Exame), Helena Bagnoli (UN Segmentadas) e Fernando Costa (Assinaturas) e o presidente da Casa Cor Ângelo Derenze. Segundo Fábio Barbosa, “Caldini, ao lado de sua equipe, terá como uma de suas principais missões focar na consolidação da estratégia de todos os títulos e marcas da Editora Abril, a fim de promover o crescimento e a rentabilização de cada um deles”. Em comunicado, o Valor informou que, enquanto não se define o nome do novo CEO, os diretores da empresa reportam-se ao diretor Financeiro Carlos Ponce de Leon, “que fará a interlocução com o Conselho de Administração em assuntos estratégicos”.
Associação Contas Abertas ganha prêmio da Abraji
A Abraji anunciou a Associação Contas Abertas como vencedora do 1º Prêmio de Contribuição ao Jornalismo, que contempla entidades ou indivíduos que trabalhem em favor da imprensa, mesmo que não integrem o setor jornalístico. A entrega do prêmio será em São Paulo nesta 5ª.feira (24/7), às 16h, em cerimônia que faz parte do 9º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. Gil Castello Branco, economista fundador da entidade, receberá a homenagem. A Associação Contas Abertas é uma instituição sem fins lucrativos que reúne pessoas físicas e jurídicas a fim de oferecer subsídios para o desenvolvimento, aprimoramento, fiscalização, acompanhamento e divulgação do uso de dinheiro público.
Árvore S.A promove debate virtual no Dia Nacional do Escritor
A Árvore S.A promoverá nesta 6ª.feira (25/7), Dia Nacional do Escritor, das 11h às 12h30, um debate virtual sobre uso das novas tecnologias digitais no processo de criação, publicação, divulgação e consumo da literatura produzida pelos escritores brasileiros. O debate, transmitido ao vivo pela web, terá a participação de Sérgio Rodrigues (colunista e autor com várias experiências digitais), da agente literária Lucia Riff, do editor da e-galaxia (exclusivamente digital) Tiago Ferro, do presidente do Clube de Autores Ricardo Almeida e do presidente da União Brasileira de Escritores (UBE) Joaquim Botelho. O mediador será Galeno Amorim, ex-presidente da Biblioteca Nacional e CEO da plataforma de empréstimo de e-books Árvore S.A.. Também haverá participações especiais de Carlo Carrenho (fundador do PublishNews), Ricardo Soares (TV Brasil) e Maria Fernanda Rodrigues (colunista de O Estado de S. Paulo).
O saldo da Copa
Vinte mil profissionais de 113 países, sendo 10.635 oficialmente cadastrados. Esses foram alguns dos números divulgados pelo Blog do Planalto – mantido pelo Governo Federal – sobre a cobertura do evento no Brasil. Só no centro João Saldanha (RJ) foram 4.166 jornalistas cadastrados, representando 83 países. O número de matérias nacionais sobre a Copa chegou a 35.785, em 517 veículos monitorados. Também houve o recorde global do twitter durante jogo Brasil e Chile, que contabilizou 388.985 mensagens enviadas por minuto.






