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quinta-feira, maio 7, 2026

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Memórias da Redação ? Um homem vestido de sol

O texto a seguir é uma homenagem de Felipe Machado a seu pai, Adones de Oliveira, falecido em São Paulo em 24 de julho. Ele foi publicado originalmente no blog de Felipe, Palavra de homem, e é aqui reproduzido com a autorização dele. Um homem vestido de sol A lógica natural da vida exige que todo homem, mais cedo ou mais tarde, pronuncie as temidas palavras que ameaçam dobrar a esquina desde os tempos em que o menino descobre que ninguém vive para sempre. Meu pai morreu. Por mais que seja aparentemente contraditório, o mais difícil não é dizer essa frase dezenas de vezes em voz alta, quando a vida em sociedade torna necessário espalhar a triste notícia entre amigos e familiares. É muito mais dolorido quando chega o momento de tentar entender e contar o que aconteceu para si mesmo, longe do carinhoso ruído e das pesadas lágrimas de quem quer sofrer junto. É o momento mais solitário e, ironicamente, o mais universal. Os que não passaram por isso, passarão. Os que já passaram, compartilham o sentimento do navegante que se vê perdido no mar após olhar ao redor e perceber que o farol se apagou. Mais que um farol, meu pai era um sol. Por várias razões. Pelas mais poéticas, diria que ele foi um ser que irradiou luz e fez girar em sua órbita corpos celestes e terrenos, atraídos por sua inteligência, simpatia e carisma. Pelas razões mais simples, diria que ele era um sol porque andava cada vez mais obcecado pelo calor, pela sensação dos raios solares cortando sua pele como lâminas de luz. Se pudesse escolher, tenho certeza de que nessa última viagem ele teria se vestido apenas de sol. Meu pai viajou tanto na vida que enjoou. Depois de tanto tempo escrevendo sobre música e arte, foi escrever sobre o mundo. E gostou. Engraçado porque sempre me lembro dele voltando de algum lugar, nunca indo. Talvez eu tenha ficado com essa impressão porque viajar é sempre uma folha em branco, colorida com opiniões e impressões somente depois que se volta. As palavras, suas únicas companheiras constantes em todas as viagens, esperavam ansiosamente até chegar em casa para poder descansar das aventuras nas folhas de papel. Antes das viagens, meu pai escreveu sobre música. Acho que foi sua grande paixão, mais forte do que o cinema, a literatura, a arte. Tinha orgulho de ver o sobrinho, meu primo Pedro, dividir o palco com as maiores orquestras do mundo. Nos últimos tempos, quando a saúde o obrigou a ficar mais introspectivo, a música se tornou ainda mais parte da sua vida, do seu corpo, da sua alma. Como nós respiramos, comemos e dormimos, meu pai ouvia música. A vida do meu pai foi uma sinfonia. O primeiro movimento começou devagar, Andante, nos confins do Sertão do Brasil. Os documentos diziam que o filho da minha avó Clotilde e do meu avô João Caetano veio ao mundo em 15 de setembro de 1936 em Santa Luzia, Paraíba, mas ele insistia em dizer que havia nascido em uma fazenda no meio do nada em Equador, Rio Grande do Norte. O amor pelo sol deve ter nascido aí. Ao remexer em papeis antigos, descobri coisas e histórias que ele nunca me contou em vida – e nunca mais contará. Resta ler que ele fez o primário no Ginásio Diocesano Seridoense, em Caicó, Rio Grande do Norte, uma cidade da qual eu nunca ouvi falar. Como um dos seus irmãos ficou no Rio Grande do Norte, um outro foi para Pernambuco e os outros ficaram na Paraíba, nunca pensamos na infância do meu pai em termos geográficos muito bem definidos: para nós, o lugar de origem do meu pai, o paraíso encontrado onde eu e meu irmão passamos tantas férias, era, simplesmente, o Nordeste. O segundo movimento da sinfonia Adoniana, Presto, começou com uma viagem que mudou sua vida. Em 1951, o corajoso garoto de quinze anos chegou sozinho ao Rio de Janeiro, para estudar no prestigioso internato Colégio Pedro II. De lá sabemos apenas que fez grandes amizades e desenvolveu o amor pelo cinema, a música e as palavras. Gostou tanto delas que entrou para a Faculdade Nacional de Filosofia, onde cursou Letras Neo-Latinas. E de lá saiu direto para a redação da revista Radiolândia, onde passou a escrever sobre os artistas e as paradas de sucesso. Em 1960 começa o terceiro e fortíssimo movimento dessa sinfonia: Adones muda-se para São Paulo para escrever no jornal Última Hora. E daí vieram os convites para ser jurado dos grandes festivais, os empregos nos grandes jornais da cidade, Folha e Estadão, as assessorias de imprensa para políticos, as bienais de arte, as intermináveis viagens. Ainda na Folha, conheceu uma jornalista chamada Helô Machado, por quem se apaixonou. Como não se apaixonar? Minha mãe era linda, talentosa, chique. E continua assim até hoje. O quarto e último movimento da sinfonia do meu pai combina com seu nome. Adágio, Adones. Aposentado, passou a curtir a vida lentamente. Aproveitou para brincar com as netas, Bebel e Laura, conversar com os amigos na praça, passear por Higienópolis, bairro onde se sentia verdadeiramente em casa. O lugar, aliás, que escolheu para viver e morrer, em 24 de julho de 2014. Meu pai morreu. É duro para um filho dizer isso, mas não sei se cheguei a entender meu pai. A amar, sim, claro, mas acho que nunca cheguei a compreendê-lo direito. Não sei se esse sentimento também é universal, mas para mim meu pai foi um enigma. Nunca se abriu, nunca foi de contar muitas histórias da infância. Conversávamos sobre as músicas dos outros, os livros dos outros, a vida dos outros. E agora tento descobrir quem ele realmente era sem sua presença, lutando para entender as pequenas letras nos diários esquecidos em caixas no fundo do armário. Não há legendas, nem rodapés de página para explicar. As memórias morreram com ele, uma pena. Só nos resta ficar aqui, eu, minha mãe e meu irmão, sozinhos, pensando como seria a vida que nunca mais será.

BBC confirma participação na Semana de Comunicação de Uberlândia

A BBC confirmou participação na II Semana Internacional de Comunicação de Uberlândia, que acontecerá de 3 a 5 de novembro. A emissora, que estará representada por Júlio Gomes Filho, editor-chefe da BBC Brasil, é a segunda atração internacional confirmada no evento, realizado pela Prefeitura de Uberlândia por meio de sua Secretaria de Comunicação Social. Os primeiros profissionais da imprensa internacional que haviam confirmado são do também inglês Financial Times: Richard Lapper, diretor executivo, e Jonathan Wheatley, diretor de Mercados Emergentes. As principais emissoras de televisão do Brasil devem enviar seus principais âncoras do Jornalismo, além de profissionais de destaque nacional e internacional em publicidade, assessoria corporativa, internet, cinema e literatura, tendo ainda a participação de profissionais do mercado em Uberlândia. Em seu segundo ano, a Semana Internacional de Comunicação ganha o caráter de política pública, pois foi incorporada ao calendário oficial do município a partir de lei aprovada na Câmara Municipal.

Jornal Metropolitano se moderniza para atender às demandas do Vale do Aço

Veículo comemora 25 anos com novas ações editoriais e gráficas Criado há 25 anos como jornal Bairros de Ipatinga, o Jornal Metropolitano tem novo projeto de modernização gráfica e editorial. O semanário, que também já se chamou JB Metropolitano, agora é comandado por Ruisley Chaves, filho de Raimundo Serrinha, criador do veículo e importante figura de comunicação do Vale do Aço. A mudança de gestão resultou em alterações editoriais e em projetos ambiciosos, que pretendem dar maior visibilidade ao conteúdo. O Jornal Metropolitano circula em Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo, com tiragem gratuita de 1.200 exemplares semanais. “Atualmente, o jornal é impresso em gráficas da região, mas o objetivo é adquirir impressora digital própria que viabilizará a logística de fechamento e distribuição das edições”, afirma Ruisley. “A preocupação é ganhar em qualidade editorial e gráfica, mantendo-se alinhado às tendências nacionais, sem deixar de lado as peculiaridades regionais e a imparcialidade jornalística, tão difícil de ser mantida em veículos de pequeno porte”. Sobre o mercado regional, ele afirma que o leitor do interior mineiro está mudando o seu perfil tradicionalista: “Apesar de conservador, o leitor do Vale do Aço quer saber e entender dos assuntos locais, prestando atenção no que vem de fora para avaliar os possíveis impactos na sociedade em que ele vive. Ainda que o leitor tenha uma publicação habitual, ele está atento às demais e à procura da que mais atenda às suas expectativas. Estamos em um momento de pluralização”.

Pesquisa aponta que empresas no Brasil pouco atualizam suas salas de notícias

Empresas brasileiras ainda publicam pouco conteúdo próprio na web. É o que conclui pesquisa realizada pela Imagem Corporativa em parceria com a europeia MyNewsDesk. O estudo aponta que apenas 3% das empresas no Brasil atualizam a sala de notícias duas vezes ao dia e quase metade não publica nada sequer uma vez por mês. Além disso, somente 16% das companhias mantêm atualizadas suas informações institucionais – como fact sheets e biografias de executivos. Embora haja um investimento grande em conteúdos para redes sociais e ações de marketing, o mesmo não acontece em relação às chamadas “salas de imprensa” das cem maiores corporações com atuação nacional. “Há hoje uma tendência de as empresas criarem cada vez mais seus próprios conteúdos de qualidade”, afirma Ciro Dias Reis, presidente da Imagem Corporativa. “Percebemos, porém, que ainda não existem salas de notícias que reúnem tudo isso sem serem exclusivas para jornalistas”.  Das empresas analisadas, 94% têm um espaço em seu site destinado à sala de imprensa ou notícias, porém o conteúdo é quase sempre restrito a releases para jornalistas e contato de assessores. A frequência mensal de postagem de novos conteúdos na sala de imprensa é, na média, de 5,38. Das cem companhias analisadas, 44% postam menos de uma atualização por mês; 23% o fazem de uma a três vezes por mês; 29% colocam novos conteúdos no mínimo uma vez por semana; e apenas 4% postam atualizações uma ou mais vezes por dia. Apenas 28% têm uma biblioteca de imagens e só 27% oferecem vídeos. A integração com o que está nos canais e perfis em redes sociais da empresa também pode melhorar, visto que apenas 62% fazem link entre as atualizações. A pesquisa pontuou as cem empresas analisadas de acordo com dezenas de critérios: a maior pontuação obtida foi 107, enquanto a média ficou em 18,4.

Terra e revista Autoesporte vencem SAE de Jornalismo

A SAE Brasil promoveu nesta 3ª.feira (5/8), na sede da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, a cerimônia de entrega de seu 8º Prêmio SAE de Jornalismo. Dividida em duas categorias principais (Online e Impresso), a premiação reconheceu os melhores trabalhos veiculados entre 1º/3/2013 e 21/3/2014 sobre tecnologia da mobilidade (terrestre, marítima ou aeroespacial). Na categoria Online, a reportagem vencedora foi Alternativas para o transporte público no Brasil, de Guilherme Justino, para o portal Terra; e em Impresso venceu o Especial Segurança da revista Autoesporte, com a matéria Você estará mais seguro em 2014?, de Tereza Consiglio, Julio Cabral, Giulia Lanzuolo, Guilherme Blanco Muniz, Alberto Cataldi, Paula Ferreira, Fernando Miragaya e Aline Magalhães. 

Congresso Abraji teve participação majoritária de profissionais

Cerca de 700 pessoas passaram pelo 9º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, realizado de 24 a 26 de julho em São Paulo. Roberto Cabrini, Felipe Patury, Carlos Maranhão e Claudia Collucci foram alguns dos mais de 200 palestrantes que participaram do evento, no qual foram abordados temas como a construção de um bom texto jornalístico, a cobertura de eleições em portais, a bancarrota do Banco Cruzeiro do Sul, entre outros. Para José Roberto de Toledo, presidente da Abraji, este ano o Congresso teve um perfil distinto em relação às edições passadas: “Diferentemente das edições anteriores, em que grande parte dos participantes eram estudantes, este ano tivemos presença majoritária de profissionais formados e atuantes na área, e essa mudança de perfil acabou ajudando nos debates, porque nivelou as discussões e os profissionais ficaram mais à vontade para fazer perguntas, participar. Esta foi uma das melhores edições, não só na minha opinião, como na de alguns palestrantes com quem conversei”. Estudantes e recém-formados em jornalismo, participantes do Projeto Repórter do Futuro – programa de extensão universitária da Oboré com apoio da Abraji –, criaram uma página com a cobertura completa do evento. Confira na íntegra a cerimônia de homenagem a Elio Gaspari. 

Tensão entre profissionais e a diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Rio

Em virtude da morte de Rozane Monteiro, foi transferida para esta 5ª.feira (7/8), às 19h30, a plenária no Sindicato dos Jornalistas do Município, anteriormente marcada para o início desta semana. Convocado pelo movimento Esse Sindicato não me representa, o encontro se destina a cobrar uma resposta à petição, entregue formalmente em 1º/8, pela renúncia da diretoria do Sindicato. O abaixo-assinado, que até o fechamento desta nota contava com cerca de 800 assinaturas, condena a postura da entidade diante das agressões sofridas por profissionais que cobrem as manifestações de rua.

Imprensa chora a morte de Rozane Monteiro

Rozane Monteiro morreu na 2ª.feira (4/8), aos 47 anos. Há algum tempo, teve um aneurisma cerebral e enfrentou um tratamento difícil e doloroso; ao ser diagnosticada com um novo aneurisma recentemente, suicidou-se. Rozane começou em O Fluminense e foi depois para o Jornal do Brasil. Em 2002, foi um dos dez jornalistas contemplados pelo World Press Institute com bolsa de estudos em Minnesota, nos Estados Unidos. Dois anos mais tarde, mudou-se para a República Tcheca. Na Europa, cobriu acontecimentos históricos, como a morte do Papa João Paulo II, na Polônia, e denunciou a perseguição a homossexuais no Irã pelo governo de Ahmadinejad. De volta ao Brasil, foi editora de Internacional do JB. Passou a maior parte da carreira em O Dia, onde por 14 anos comandou as editorias de Polícia e Política. Aziz Filho, diretor de Redação do jornal, diz dela: “Pensava politicamente com muita astúcia. O texto atrevido e cortante vai fazer muita falta. A morte de Rozane deixa em todos nós um vazio e uma tristeza que nem ela, com sua escrita hábil e certeira, daria conta de traduzir”. Há um mês, transferiu-se para o Extra, para reforçar a cobertura das eleições. Definida por colegas como “uma jornalista dedicada aos bastidores da política”, Berenice Seara, colunista de Política do Extra, acrescenta: “O calor do seu sorriso não chegava às páginas do jornal. E era com ele que derretia as mais duras fontes, políticos de todos os partidos e matizes”. Rozane foi também escritora, blogueira, poeta, amante de literatura e da música. Criou um blog que originou o livro Sua excelência, o canalha, em que contava, de forma divertida, as agruras das relações afetivas. Maria Luiza Barros, de O Dia, completa: “Espirituosa, chegou a esboçar o próprio obituário em um de seus blogs, O dodói da doida, em 2011, após o tratamento do aneurisma. ‘Será que o meu próprio obituário chegou a ficar pronto? Estando eu, editora, morta, quem editaria minha biografia, uma vez que a pessoa mais do que indicada pra corrigir certas incorreções estaria, digamos, impedida?’, brincava”. Este ano, no e-mail em que se despediu dos colegas de O Dia, deixou o recado: “Desculpa o susto aê. Hasta la vista, babies”.

Em audiência na Justiça, ABI marca eleições para setembro

Em audiência com a juíza Maria da Glória Bandeira de Mello, da 8ª Vara Cível do Rio, nesta 2ª feira (4/8), a atual diretoria e a anterior, que se estendem em litígio, chegaram a um consenso para pôr fim a essa situação de administração provisória e acordaram marcar as eleições na entidade para 25 e 26 de setembro. A juíza considerou precipitada a adoção imediata do voto eletrônico, mas entendeu que não basta a votação na sede no Rio para abranger todos os eleitores. Determinou então que, além da sede, sejam colocadas urnas nas unidades consideradas representativas da ABI, em Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, São Luís do Maranhão e Maceió. Também que a administração deve providenciar uma estrutura que viabilize a votação nesses locais; colocar no site da entidade um boleto para pagamento das mensalidades e fazer o controle dos eleitores em dia quando da votação; solicitar à OAB que indique um representante para acompanhar as eleições. A seccional de São Paulo já decidiu que uma urna ficará disponível das 10h às 22h, na rua Martinico Prado, 26, 3º, conj. 31, na Consolação (telefones 11-3868-2324 e 3675-0960).

Prêmio Embratel/Claro abre inscrições com mudanças nas categorias

Desde esta 3ª.feira (5/8) estão abertas as inscrições para o 15º Prêmio Embratel/Claro, com encerramento previsto para 8 de setembro. Os vencedores vão receber R$ 196 mil líquidos. Nesta edição, as novidades são muitas, a começar pela denominação, que acrescenta a marca Claro à da Embratel. As principais dizem respeito às categorias. Reportagens sobre TI e Telecom passam a valer apenas para aquelas veiculadas na mídia especializada, seja impressa ou digital. Fotografia e Cinegrafia (imagem jornalística sob tema livre) se reúnem em uma só categoria. Reportagens veiculadas em rádio deixam de ser inscritas em uma categoria específica e passam a ser julgadas nas categorias temáticas. São ao todo 17 categorias que se dividem em nacionais – por mídia e por tema –, regionais e Grande Prêmio – Troféu Barbosa Lima Sobrinho, que concede R$ 32 mil ao vencedor. Todos os trabalhos devem ser enviados pelo www.premioimprensaembratel.com.br, por arquivos digitais ou informando o link em que a matéria estiver disponível para acesso. O prêmio dá, assim, continuidade ao processo de informatização de seus procedimentos – inscrição, análise, julgamento e divulgação de resultados – iniciado na edição anterior. O regulamento está no hotsite, e os interessados podem esclarecer dúvidas na Secretaria do Prêmio Imprensa Embratel/Claro, com Luiz Freitas (21-2292-9480); ou com Angélica Consiglio, Carolina Hilal e equipe da Planin, assessoria de imprensa da Embratel, pelo e-mail [email protected].

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