Depois de 12 anos editando a revista Panorama, publicação corporativa da General Motors do Brasil, Günther Hamann, o Alemão, podia já não ser mais figurinha carimbada no dia a dia da imprensa automotiva, mas ainda assim sua partida precoce pegou de surpresa grande parte do segmento. Aos 54 anos, era formado em Jornalismo pela Cásper Libero, e construiu sua carreira em diversas publicações de relevância, como Folha de S.Paulo, Notícias Populares e Diário do Grande ABC. Em 2000 integrou a equipe que fundou o Valor Econômico, na época como editor-assistente de Arte. “Apesar de ter atuado por muito tempo pelas editorias de Arte, o Günther era um excelente repórter, com um texto fantástico e um ótimo faro para notícia”, lembra Nelson Silveira, gerente de Comunicação da GM. “Conhecia o Alemão desde 1990, quando trabalhamos no projeto dos jornais regionais da Folha. Desde então construímos uma bela amizade e, curiosamente, trabalhamos juntos em praticamente todas as redações e empresas pelas quais passamos. Chegamos inclusive a dividir moradia por um período, quando voltei para São Paulo após a experiência nos regionais da Folha”. Após três anos no Valor, mais um trabalho reaproximou os dois amigos. Depois de uma reestruturação em sua revista corporativa, em abril de 2003 a GM contratou a GA Comunicação, empresa recém-criada por Günther e Milton Gamez, para tocar o projeto. Pouco tempo depois Milton deixou a sociedade e Günther assumiu a revista, parceria que durou até o final do ano passado. Segundo relato publicado no facebook por seu único filho, Iago Lago Hamann, Günther faleceu na madrugada de 18/3, em seu escritório, vítima de problemas cardíacos. “Parece que ele estava com o coração ruinzinho, sem saber, e ao que tudo indica a morte foi súbita e indolor”, relatou. Ateu, era uma figura rabugenta e ao mesmo tempo carismática, como definiam alguns de seus amigos. Em um artigo publicado nesta 4ª.feira (18/3), Matheus Pichonelli, colunista de cultura e comportamento no site de CartaCapital e ex-foca de Günther, esmiúça bem o profissional que era e relembra os primeiros anos de sua carreira ao lado do antigo chefe. No facebook, também foram muitos os depoimentos em homenagem a ele. Um dos mais emocionados, como não poderia deixar de ser, foi justamente o de Nelson Silveira. “Meu brother, você é uma daquelas raras figuras que passam pelo mundo e deixam um rastro eloquente. Foi uma tristeza enorme saber que você partiu sem termos tempo de fazer aquele último churras que já vínhamos combinando faz tempo. Você foi embora muito cedo, vai ser difícil digerir a sua perda. Vai ser mais difícil ainda acordar amanhã e não poder mais contar com sua sabedoria, com seu humor, com sua fina ironia. Com sua incondicional amizade. Vamos sentir sempre uma enorme saudade. Mesmo sabendo que sempre foi um trotskista incorrigível e agnóstico, não posso deixar de dizer: vai com Deus!!”. Leia mais + Memórias da redação – Eu e meu sósia, Carlos Alberto Sardenberg + Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre recebe inscrições até 10/4 + Band RS corta dez
Memórias da redação ? Eu e meu sósia, Carlos Alberto Sardenberg
A história desta semana é de Laurentino Gomes, ex-Estadão e Veja, autor dos premiados livros-reportagem 1808, 1822 e 1889, sobre a história do Brasil. Eu e meu sósia, Carlos Alberto Sardenberg Algum tempo atrás, ao desembarcar de um vôo de Nova York no Aeroporto de Guarulhos, uma senhora simpática, bem vestida e educada aproximou-se de mim e, discretamente, cochichou ao meu ouvido: – Gosto muito dos seus comentários na CBN. Pego de surpresa depois de uma noite mal dormida, demorei alguns segundos até me dar conta de que a ilustre passageira provavelmente se referia à famosa rede noticiosa de emissoras de rádio, ouvida por milhões e milhões de brasileiros todos os dias. Mas por que “os seus comentários”? Já fui entrevistado diversas vezes pela CBN, mas nunca tive a honra de ser comentarista da rede. Tratava-se, na verdade, de um mal-entendido que me tem acompanhado com certa frequência nos últimos anos. Meses antes desse voo de Nova York, eu estava tomando café em outro aeroporto brasileiro, o de Curitiba, quando percebi que, do lado oposto do balcão, um jovem me olhava com insistência fora do comum. Depois de dois ou três minutos, ele finalmente tomou coragem, apontou o dedo para mim e disparou em voz alta: – Carlos Alberto Sardenberg? – Não, Laurentino Gomes –, respondi, para óbvia decepção do meu interlocutor. Muitas pessoas me confundem com o jornalista, apresentador e comentarista da CBN Carlos Alberto Sardenberg (à direita na foto). O motivo? Somos sósias, quase idênticos na aparência, como se fôssemos irmãos gêmeos separados ao nascer. Basta comparar nossas fotografias. Intrigado com esse fenômeno, fui ao Google em busca de explicações. Segundo um artigo que li na internet, todos nós temos sósias. Um só não, mas sete. A probabilidade estatística de haver um ser humano igual a você que no momento me lê neste post é de uma para um bilhão. O que significa que, em algum lugar deste vasto, belo e tão maltratado planeta, existem mais outras sete pessoas com aparência semelhante à sua. Já ouvi falar de pessoas que são sósias de Ana Maria Braga, Elvis Presley, Adolf Hitler, Rubinho Barrichello, Felipão, José Sarney, Tiririca, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Rousseff. Dependendo dos sonhos e das convicções de cada um, isso pode ser uma benção ou uma maldição. Comigo, felizmente, Deus foi generoso e me fez sósia de um grande jornalista, um dos mais respeitados e admirados da minha geração. Dias atrás, reencontrei Carlos Alberto Sardenberg em um restaurante de São Paulo. Como nos conhecemos há muitos anos, levantei-me para cumprimentá-lo. Ele veio em minha direção com o largo e generoso sorriso de sempre e, antes que nos abraçássemos, foi logo avisando: – Você não faz ideia de quantos livros já autografei no seu nome: toda vez que vou a uma livraria, alguém acha que eu sou você! Leia mais + Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre recebe inscrições até 10/4 + Band RS corta dez + Em parceria com a Maxpress, Mega Brasil lança o Prêmio Top Mega Brasil de Comunicação Corporativa
Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre recebe inscrições até 10/4
Seguem abertas até 10/4 as inscrições para o Fotograma Livre, uma das programações do 8º Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre (FestFoto), em que serão reconhecidos trabalhos com o tema Tão longe, tão perto – A fotografia no limite da fotografia. Serão selecionados 20 trabalhos para a programação do festival, sendo que, dentre os escolhidos, cinco fotógrafos brasileiros terão seus portfólios publicados em edições especiais da OF Magazine – revista online do FestFoto – e três serão considerados os vencedores e estarão automaticamente incluídos na programação da edição de 2016 do evento. O resultado final será divulgado no site do festival em 1º/5 e os selecionados serão notificados por e-mail. A programação do evento, entre 12 e 16/5, inclui oficinas de fotografia, palestras, debates, diálogos internacionais e projeções. Confira o regulamento e a ficha de inscrição para o Fotograma Livre 2015.
Band RS corta dez
O Grupo Bandeirantes RS cortou nesta 2a.feira (16/3) dez funcionários, segundo informações da própria empresa, a maioria do Departamento de Jornalismo. Entre os profissionais que deixaram a casa estão a repórter esportiva Christiane Matos, a repórter Paloma Poeta – irmã de Patrícia Poeta – e o comentarista e coordenador de Radiojornalismo do grupo Haroldo Santos. Segundo o Coletiva.net, a direção da empresa confirmou o número, mas não informou a razão das demissões. Com as mudanças, Glauber Fernandes e Isabela Kuschnir foram promovidos a chefes de Reportagem nas rádios Bandeirantes e BandNews FM. Eles responderão diretamente ao gerente de Jornalismo Guilherme Baumhardt. Na Band TV, Karine Flores, que já integrava a produção, passa a atuar como produtora de rede.
Em parceria com a Maxpress, Mega Brasil lança o Prêmio Top Mega Brasil de Comunicação Corporativa
Iniciativa homenageia os executivos e as agências de comunicação que se destacam por seus trabalho e atuação. Festa de premiação será no encerramento do 18º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, em 28/5, em São Paulo Mega Brasil e Maxpress selaram na última semana parceria para a realização do Prêmio Top Mega Brasil de Comunicação Corporativa, que distinguirá os mais admirados executivos e agências de comunicação corporativa do País, nas categorias Nacional e Regional.
A escolha será feita, em dois turnos de votação, por um colégio eleitoral integrado por mais de 60 mil profissionais, entre jornalistas de redações (jornal, revista, rádio, televisão e internet) e profissionais de agências, empresas, organizações e áreas governamentais que estejam atuando em comunicação corporativa. Poderão também ser incluídos nesse colégio profissionais autônomos, professores e outros, desde que estejam de algum modo vinculados a esse universo profissional.
A festa de premiação será no dia 28 de maio, às 17 horas, no encerramento do 18º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, logo após a entrega do Prêmio Personalidade da Comunicação, no Novo Centro de Convenções Rebouças, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. “Nossa base inicial serão os mailings de imprensa da Maxpress, integrados por cerca de 55 mil jornalistas, e os de comunicação corporativa da Mega Brasil, que incluem os milhares de leitores do Jornal da Comunicação Corporativa e as listagens de empresas e agências do Anuário Brasileiro da Comunicação Corporativa”, diz Marco Rossi, diretor da Mega Brasil. Ele lembra que esse Colégio não é definitivo, podendo ser ampliado à medida que surjam pedidos de inclusão de interessados em votar. Para tanto, é necessário que o solicitante esteja atuando na área, mas a solicitação só será aceita se vier do próprio interessado e não por pedido coletivo de inclusão.
Todas serão analisadas e havendo pertinência a pessoa será imediatamente incluída e autorizada a votar já nesta primeira etapa. A solicitação de inclusão deverá ser encaminhada diretamente à Mega Brasil, por e-mail.
Para Decio Paes Manso, diretor da Maxpress, trata-se de uma premiação pioneira e que vai mostrar quais são de fato os mais respeitados e admirados executivos e agências de comunicação do Brasil, tanto nacional quanto regionalmente: “Vamos destacar os Top 10 nacionais e os Top 5 regionais, premiando, de um lado, os executivos que se mostram líderes dessa atividade; e, de outro, as agências de comunicação que têm feito a diferença num mercado altamente competitivo”. Segundo ele, “para que a premiação seja a mais justa possível e reflita a real percepção do mercado, faremos essas escolhas em dois turnos de votação; o primeiro, em que os eleitores poderão indicar livremente os executivos e as agências; e o segundo, em que esses mesmos eleitores vão escolher, entre os finalistas da primeira fase, os Top 10 nacionais e os Top 5 regionais”.
Prêmio Top Mega Brasil Top 50 e Top 10 Da primeira fase do Prêmio Top Mega Brasil de Comunicação Corporativa, segundo os organizadores, deverão sair 50 nomes de executivos e outros 50 de agências como finalistas; e dez nomes de executivos e outros dez de agências para cada uma das cinco regiões brasileiras, a saber: Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sudeste e Sul. Os votos da segunda fase serão limitados a esse conjunto de finalistas, sendo que aí as indicações serão feitas em ordem crescente, do 1º ao 5º classificado. Na primeira fase, cada voto representará 10 pontos para o executivo ou agência indicado. Esses pontos serão levados pelos finalistas para a segunda etapa, que terá a seguinte grade de pontuação: 1º lugar = 100 pontos; 2º lugar = 80 pontos; 3º lugar = 65 pontos; 4º lugar = 55 pontos; e 5º lugar 50 pontos.
Executivos e agências bem votados poderão figurar simultaneamente nos rankings nacionais e no da região em que atuam, situação que deve ser bem comum na Região Sudeste, que concentra grande parte de profissionais e empresas. Idealizador da premiação, o diretor da Mega Brasil Eduardo Ribeiro, que também dirige este J&Cia, lembra que a criação de um prêmio para a área de comunicação corporativa é um velho sonho que agora se materializa e que vai contribuir para dar ainda mais relevância a essa que é uma atividade em permanente crescimento no País: “Há tempos buscávamos a fórmula de um prêmio que pudesse envolver todo o mercado jornalístico e da comunicação e que se mostrasse atraente e confiável para a comunidade. Essa fórmula acaba de nascer e estará integralmente apoiada na percepção do mercado sobre os atores dessa atividade.Não estamos buscando os melhores, os maiores, os mais inovadores, mas sim os mais admirados, aqueles que fazem a diferença nesse mercado, por sua capacidade de bem se relacionar em todas as frentes. A parceria com a Maxpress, nesse sentido, garante à premiação não só uma base tecnológica sólida, mas sobretudo isenção, segurança e confiabilidade em relação aos resultados”.
A primeira etapa de votação (livre indicação) será iniciada em 30/3, estendendo-se até 16 de abril. A segunda, que definirá os vencedores, inicia-se em 29/4 e vai até 11 de maio. Mais informações na Mega Brasil pelo 11-5576-5600 ou [email protected]. Leia mais + Câmara Federal aprova deputado no comando da Secom + Caso SwissLeaks chega à mídia e gera questionamentos + Dança das cadeiras nas afiliadas da Globo
Câmara Federal aprova deputado no comando da Secom
Decisão gera críticas entre parlamentares Por Kátia Morais, editora de J&Cia em Brasília Apesar de muito barulho da mídia e críticas de parlamentares e de servidores da Casa, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou em 12/3 o Projeto de Resolução (PRC) 11/15, da Mesa Diretora, que permite ao presidente da instituição escolher um deputado para comandar a Secretaria de Comunicação Social. De acordo com o projeto, o posto de titular da Secom, que por mais de 16 anos foi ocupado exclusivamente por jornalistas servidores de carreira, será transformado em diretor-executivo e subordinado à nova estrutura da Secretaria. Durante a votação, diversos deputados criticaram a iniciativa do presidente Eduardo Cunha, afirmando que havia risco de partidarização dos veículos de comunicação da instituição. Esperidião Amim (PP-SC) advertiu: “Se estivesse aí na Presidência um presidente do PT, muitos diriam que se quer aparelhar o sistema de comunicação da Casa”. Chico Alencar (RJ), líder do PSOL, que também é jornalista, disse que a medida é um erro: “Pode desqualificar a Comunicação, um espaço a ser preservado. O nosso temor é que comecemos a selecionar matérias, deixar com medo os servidores, e isso é o fim da democracia”. Para Hildo Rocha (PMDB-MA), a Comunicação é o serviço que mais avançou na Casa. O líder do PDT André Figueiredo (CE) pediu o adiamento da votação por considerar que ela pode abrir um precedente perigoso. “É um cheque em branco para qualquer presidente colocar um deputado que venha a seu serviço”, ressaltou. O presidente Eduardo Cunha rebateu as críticas afirmando que a medida é urgente: “Ninguém está falando de mudança de linhas editoriais, estamos falando de parcerias com tevês legislativas, programação, temas sem cobertura”. Comenta-se que o próximo secretário da Secom será o deputado Cleber Verde, da chamada bancada evangélica. Filiado ao Partido Republicano Brasileiro, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, ele foi um dos apoiadores de Cunha, também integrante da bancada evangélica. Eduardo Cunha manifestou ainda a intenção de contratar uma pessoa de fora do quadro funcional da Casa para comandar a programação da TV Câmara. Jean Willys (PSOL-RJ), igualmente jornalista, denunciou recentemente em rede social que esse profissional seria um dos diretores da Rede Record, também ligada à Igreja Universal. Ele assumiria um cargo Comissionado de Natureza Especial, com faixa salarial em torno de 16 mil reais. Leia mais + Caso SwissLeaks chega à mídia e gera questionamentos + Dança das cadeiras nas afiliadas da Globo + Reportagem da Pública denuncia abuso contra publicitárias no trabalho
Caso SwissLeaks chega à mídia e gera questionamentos
A divulgação por O Globo e pelo blog de Fernando Rodrigues, do UOL, de que 22 empresários de mídia e sete jornalistas estão na lista do HSBC, no caso conhecido como SwissLeaks, gerou muitos desmentidos, inúmeros “nada a comentar” e pelo menos duas reações imediatas, de Alberto Dines e Mona Dorf.
Dines considerou desrespeitosa e infame a forma como O Globo divulgou a lista, associando subliminarmente seu nome e de seus filhos a supostos infratores, e em resposta publicou no dia 14/3, no Observatório da Imprensa, o artigo Vazamentos suíços e canalhices brasileiras, e no dia 17/3 Consórcio de jornalistas e não um ‘pool’ de jornais.
No primeiro, comenta: “Para mostrar-se isento, imparcial, impecável e imaginando que fazia história, a edição de sábado (14/3) de O Globo resolveu escancarar suas culpas e revelar os nomes dos empresários de mídia, herdeiros, cônjuges e jornalistas que mantinham contas secretas na Suíça. Entre os sete profissionais vivos estão os quatro filhos deste observador agrupados como ‘Família Dines’.
Embora classificados como ‘jornalistas independentes’, adultos e efetivamente independentes, aparecem identificados pelo nome do pai que apenas se prontificou a prestar esclarecimentos ao repórter já que três deles vivem no exterior há cerca de 30 anos, não têm conta bancária nem declaram rendimentos no Brasil.
O mesmo e perverso sistema que consiste em identificar as proles pelo nome dos pais não foi usado ao mencionar a conta secreta da falecida Lily de Carvalho, viúva do também falecido Roberto Marinho, cujos três filhos comandam o mais poderoso grupo de mídia da América Latina”.
Prossegue com o artigo, questionando: “Onde está a equidade, a isonomia? Ficou no aquário da redação alimentando a hipocrisia e a onipotência dos que se sentem senhores do mundo e da verdade. Ao jornalista profissional, crítico da mídia, persona non grata para os barões da imprensa e seus apaniguados, o rigor deste insólito código que se serve de um sobrenome para avacalhar todos os que também o usam. Nos cálculos deste observador há no Brasil outros oito membros da honrada família Dines que nada têm a ver com o caso HSBC. Ao falar de Roberto Marinho ou Octavio Frias de Oliveira, suas respectivas proles – por cavalheirismo – foram poupadas.
Caso SwissLeaks
“Os valores foram herdados da mãe” Alberto Dines afirma ainda no artigo: “Este observador vive do seu salário de jornalista há 63 anos. Numa idade em que outros vivem dos direitos autorais, poupança ou investimentos, este profissional vive dos rendimentos de um PJ (pessoa jurídica) sem direito a férias, plano de saúde e outras regalias dos celetistas. Há 17 anos consecutivos é obrigado a passar dois dias por semana no Rio e nos demais trabalhando dez ou doze horas diárias para obter o suficiente para viver com algum conforto. Se os meus filhos fossem ‘laranjas’ como alguns idiotas das redes sociais tuitaram, as obras de sua casa no Rio – único bem que possuo –, paradas há mais de um ano, já estariam terminadas e o estresse das viagens, eliminado. Meus filhos são adultos, com mais de 50 anos, solteiros, independentes. Nunca perguntei quanto herdaram, quanto guardavam, nem onde. Não tenho conta na Suíça, não tenho poupança, CBDs, ações, investimentos nem no Brasil nem em lugar algum. Meus filhos têm mais de 50 anos, vivem no exterior há cerca de 30 anos (exceto o caçula, no Rio, beneficiário dos irmãos). Os valores foram herdados da mãe, com quem fui casado em regime de total separação de bens, e de quem me separei em 1975. Eles estão pagando por causa das trapalhadas dos parentes maternos (a família Bloch) e o pai, que deles se orgulha, envolvido numa história suja armada por empresas jornalísticas que, para limpar o seu nome, não se importam em macular a vida, carreira, escrúpulos e sacrifícios de outros. Pretendo continuar a viver da minha profissão, renda ela o que render, porque para mim jornalismo não é apenas sobrevivência. É opção de vida limpa, digna, honesta”.
Dança das cadeiras nas afiliadas da Globo
Dança das cadeiras nas afiliadas da Globo em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará. Orlando Loureiro deixa a TV Anhanguera (afiliada em Goiás) para comandar a Rede Matogrossense, responsável pelas operações da TV Morena e da TV Centro América. Em seu lugar, assume Álvaro Borges, que até então estava no comando da TV Liberal (afiliada no Pará).
À TV Liberal chega Paulo Fernandes, vindo da TV Clube (Piauí), que recrutou Paulo Nóbrega, ex-diretor da TV Verdes Mares (afiliada da Globo no Ceará) no Cariri, porção Sul do Estado.
Reportagem da Pública denuncia abuso contra publicitárias no trabalho
Andrea Dip, da Agência Pública, assina reportagem em que mostra o machismo dentro das agências de publicidade no Brasil. Intitulado Machismo é a regra da casa, o texto apresenta denúncias de publicitárias sobre abusos de que são vítimas no trabalho. Segundo elas, os anúncios que indignam as mulheres nascem da cultura interna das próprias agências. Leia mais + Dança das cadeiras nas afiliadas da Globo + Fantástico leva Grande Prëmio do Tim Lopes + Meire Fidelis assume também a Comunicação Interna da Abril Mídia
Fantástico leva Grande Prêmio do Tim Lopes
O Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo anunciou seus vencedores nesta 2ª feira (16/3). Mais de 150 trabalhos inscritos concorreram em nove categorias. Os critérios para a escolha foram, além da relevância e qualidade da reportagem, a repercussão e os resultados obtidos.
O Grande Prêmio foi para o Fantástico, da TV Globo, com a reportagem Prefeito de Coari (AM) é acusado de abusar de meninas, de Mônica Marques, Giuliana Girardi, Walter Nunes, José de Arimatea, Abiatar Arruda, Bruno Della Latta, Bruno Mauro e Claudio Gutierres.
Na categoria Televisão, venceu o programa Repórter Record Investigação, da TV Record, com O mistério do matador de mulheres, apresentado por Domingos Meirelles. A reportagem especial, feita por Daniel Motta, Luiz Gustavo Rocha, Lucas Wilches e Oloares Ferreira, desvendou um caso que desafiou a polícia de Goiânia: a execução de mulheres jovens e bonitas à queima-roupa.
A categoria Jornal Impresso coube ao Extra, por Os embaixadores do Narcosul, de Guilherme Amado. O jornal pesquisou, em bases de dados públicas, as informações criminais de 170 traficantes procurados em Bolívia, Brasil, Paraguai e Peru, encontrou criminosos nascidos nesses países e na Colômbia, os países que têm pelo menos um mandado de prisão expedido contra eles, e obteve 120 fotos.
Em Internet, venceu o Correio 24h da Bahia, pela reportagem Tempo perdido, de Juan Torres, Alexandre Lyrio e Edvan Lessa, sobre adolescentes que se envolvem com criminalidade.
Em Rádio, levou o prêmio a Tupi, com Rosas despedaçadas, de Robson Machado de Souza, sobre violência doméstica.
Em Fotografia, mais uma vez venceu Domingos Peixoto, ganhador do Esso e Embratel, com a imagem de Santiago Andrade no momento em que foi atingido por um rojão, durante manifestação no Rio, e publicada em O Globo.
A categoria Meio ambiente coube a El País, com a reportagem A corrida pelo ouro ameaça os Yanomamis, de Alex Almeida e Talita Bedinelli.
Em Direitos Humanos, ganhou Ed Wanderley, do Diário de Pernambuco e Pernambuco.com, com A Sin City pernambucana.
Repórter cinematográfico foi para Júlio Aguiar, da TV Globo, por Ladrão ataca entrevistada durante reportagem sobre roubos.






