Estão abertas até 31/7 as inscrições para a nona edição do Prêmio Nacional Abracopel de Jornalismo, que este ano tem como tema Segurança com eletricidade. Os interessados – que devem ter matérias publicadas entre 25/6/2014 e 31/7/2015 – também podem candidatar-se aos prêmios especiais Programa casa segura e Eletricidade segura para todos. Novidades ainda nas categorias disputadas: além de Jornal, Revista, Rádio e TV, Internet, Empresarial e Artigo Técnico, o prêmio reconhecerá trabalhos em Assessoria de Imprensa, e Foto ou Reportagem Cinematográfica. Veja regulamento e ficha de inscrição.
Luiz Gustavo Pacete começa no M&M
Luiz Gustavo Pacete deixou no último dia 8/5 a IstoÉ Dinheiro, onde estava desde janeiro de 2013, e começou em 18/5 no Meio & Mensagem como repórter do portal, cobrindo Marketing, Mídia e Comunicação. Na Dinheiro ele passou pela coluna de Guilherme Barros, pelo portal e foi repórter de Finanças, sua última função. Antes, esteve na revista e portal Imprensa, foi correspondente da ONG Repórteres sem Fronteiras e escreveu um livro sobre a blogueira cubana Yaoni Sanchez. Também pediram demissão da revista para tocar projetos pessoais o repórter de Tecnologia João Varella (sócio de uma editora de livros) e a repórter de Negócios Lucielle Veluto (dona de uma loja de artigos de pesca), que ficam até o final do mês. Quem tiver interesse nas vagas pode enviar currículos para o diretor Milton Gamez ([email protected]) ou para os editores de Negócios Hugo Cilo ([email protected]) e de Tecnologia Ralphe Manzoni Jr. ([email protected]).
Memórias da Redação – Memórias das memórias
Por motivo mais do que justo, deslocamos para este espaço o texto a seguir, de Eduardo Brito da Cunha ([email protected]), ou apenas Eduardo Brito, editor de Política do Jornal de Brasília, originalmente enviado como depoimento sobre a edição 1.000.
Memórias das memórias
Jornalistas&Cia sempre foi uma referência importantíssima para mim. Tendo trabalhado em São Paulo e em Brasília, mas também em veículos com sede no Rio, acompanhei e acompanho pelo antigo FaxMoagem toda a movimentação do mercado ao longo desses 20 anos. Recebi, ao longo desse tempo, muitas informações que tiveram grande relevância profissional. Poderia contar histórias sérias, mas, como a questão é pessoal, prefiro algo mais leve. Aí vai.
Com 21 anos, já tinha quase quatro de Estadão. Já viajara bastante pelo Brasil, inclusive a trabalho, a alguns vizinhos latino-americanos e visitara meus pais nos Estados Unidos, onde meu pai tinha sido professor-visitante na Universidade do Texas. Mas não conhecia a Europa. Um colega de redação, Luiz Roberto de Souza Queiroz, o famoso Bebeto, também não. Àquela altura, estava chegando ao último ano da Faculdade de Direito e namorando uma colega de classe. Combinamos todos de viajar. Lá fomos, nós dois, Bebeto e sua primeira mulher, a divertidíssima Marina. Estivemos em Londres, Amsterdã, Paris, percorremos Suíça e Itália de trem. Voltamos por Portugal, ainda salazarista.
Passaram-se os tempos. Uma manhã de sexta-feira, meu filho Nicolau aparece, olhos arregalados, com um texto nas mãos. “Isso aconteceu mesmo?”, perguntava. Olho e era um texto do Jornalistas&Cia. Nas Memórias da Redação, Bebeto contava nossa viagem, em um texto engraçadíssimo. Lógico, com as, digamos, adaptações indispensáveis para as histórias ficarem ainda mais divertidos. Havia um episódio em que, no trem em que viajávamos, eu trazia um pedaço de papel higiênico em que estava impresso Deutsche Bundesbahn e dizia: “Olha, eles avisam que isto é um papel de bunda alemão”. O episódio aconteceu mesmo, mas evidentemente quem descobrira o papel higiênico fora o Bebeto.
Mas o que impressionara o Nicolau não era o papel higiênico, mas a revelação de que, precisando driblar o conservador pai da namorada, nós havíamos dito que viajaríamos em uma excursão e, para fortalecer a história, costumávamos tirar fotos com grupos de viajantes, fossem de onde fossem. Segundo Bebeto, valia até bando de japoneses com suas máquinas fotográficas. E lá vinham incidentes divertidos a respeito. Tive de dizer que era tudo verdadeiro, exceção a um ou outro detalhe. O que facilitou é que, três anos depois, nós havíamos casado e o pai que patrulhava as viagens – aliás, nem tanto assim – vinha a ser o avô materno do Nicolau, que só ficou sabendo da fuga dos pais pelo texto do Jornalistas&Cia e que evidentemente levou o texto aos irmãos Eduardo Filho e Lorena.
Fica só uma curiosidade. Não foi pelo “meu” exemplar de Jornalistas&Cia que o Nicolau acessou o texto, mas por mensagem de um grande amigo, meu e da mãe dele, um brilhante advogado que, nada tendo a ver com o meio jornalístico, adora acessar o Jornalistas&Cia e, antes mesmo que eu lesse, espalhou a história do Bebeto entre todos os conhecidos.
José Paulo Kupfer é Jornalista Econômico do Ano
José Paulo Kupfer, colunista do Estadão e articulista de O Globo, foi eleito Jornalista Econômico do Ano de 2015 pelo Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP) e pela Ordem dos Economistas do Brasil (OEB). A indicação foi em duas fases: na primeira, jornalistas cadastrados nas duas entidades apontaram livremente seus candidatos; na segunda, os três mais votados foram submetidos aos dez vencedores do prêmio em anos anteriores, que votaram em apenas um nome. Formado em Economia pala Universidade de São Paulo (USP), Zé Paulo atua no jornalismo desde 1967, com passagens por Fatos e Fotos, Correio da Manhã e O Globo, no Rio, onde nasceu; depois, em São Paulo, por Exame, DCI, Veja, IstoÉ, Gazeta Mercantil, CBN e Band, entre outros. Dos seus 48 anos de jornalismo, 42 foram na área de Economia. No Estadão, foi editor executivo, tendo comandado o projeto de criação do caderno de Economia do jornal em 1989. Começou um blog em 2003, que desde 2009 está hospedado no portal do Estado. Também colabora com a versão tablet do jornal e faz comentários econômicos na TV Estadão. A cerimônia de entrega do prêmio será em 10/8, às 19h, no Buffet França, em São Paulo.
Outras mudanças em O Globo
Na 6ª feira (15/5), circulou na internet a última edição de O Globo A Mais. Concebida a partir de muita pesquisa sobre os hábitos de leitura na web, lançada em 2012, foi merecedora do Esso de Contribuição à Imprensa. A edição vespertina do jornal continha um resumo dos principais acontecimentos do dia, em estilo de revista, com reportagens especiais, artigos dos colunistas VIPs da edição impressa (como Ancelmo Gois e Míriam Leitão, entre outros), fotogalerias, áudios e vídeos, além de notas e serviço sobre entretenimento – tudo isso resultado de um investimento significativo da empresa.
Na festa do Esso, um dirigente sindical, sem qualquer vínculo com a Infoglobo, comentou com quem estava a seu lado, a respeito dos que subiram ao palco para receber a premiação: “Essa foto vai entrar para a história. É a primeira equipe de muitas que virão”.
Ainda não foi desta vez. Como se não bastasse, o jornal alterou a estrutura da redação, criando um grupo de dez repórteres especiais, ligados diretamente ao aquário, e apelidados pelos colegas de “vingadores”. No grupo estariam André Miranda, Chico Otávio, Flávia Oliveira, Henrique Gomes Batista e Rubem Berta, e veteranos como Cora Rónai ao lado de jovens como Dandara Tinoco.
A coordenação dessa equipe de reportagem estaria a cargo dos editores executivos Pedro Doria e Silvia Fonseca. Com os cortes de custos no jornal, O Globo parou de encomendar reportagens de frilas, e eles mudam de endereço. Daniela Kresch, depois de cinco anos como colaboradora de O Globo em Israel, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. No Brasil, Daniela foi de JB, Jornal do Commercio, O Dia, O Globo e revista IstoÉ Dinheiro.
Mudou-se para Israel em 2003 e passou a ser correspondente para o Oriente Médio da GloboNews, posto em que se mantém até agora. Ali, trabalhou ainda para o Jornal do Brasil, O Estado de S.Paulo e O Globo. Também foi correspondente da Rádio da ONU em português. Hoje faz reportagens para a TSF Rádio Notícias, de Portugal, e a Rádio França Internacional (RFI). Mantém, desde 2007, uma coluna sobre a vida em Israel para a newsletter online Notícias da Rua Judaica.
4º Prêmio Automação ? Categoria Imprensa está com inscrições abertas
Matérias e reportagens sobre soluções globais de tecnologia, padronização de processos, códigos de barras e seus benefícios para a cadeia de abastecimento serão reconhecidas pela Categoria Imprensa do 4º Prêmio Automação, promovido pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil. Com inscrições abertas até 7/10, o prêmio distribuirá R$ 4 mil aos vencedores das categorias Jornal, Revista e Web. Podem se inscrever profissionais cujos trabalhos tenham sido publicados entre 1º/10/2014 e 30/09/2015, em veículos sediados no Brasil. Os vencedores serão conhecidos em novembro, durante o XVIII Prêmio Automação, conferido anualmente às empresas que obtêm melhor desempenho, além daquelas que investiram em projetos inovadores de processos automatizados, seguindo os padrões tecnológicos GS1.
27º Congresso Brasileiro de Radiodifusão será em outubro
O 27º Congresso Brasileiro de Radiodifusão está com data marcada e inscrições abertas. Promovido pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), será em 6 e 7/10, em Brasília. Empresários, comunicadores, jornalistas, pesquisadores e representantes do setor público vão debater, entre outros temas, o cenário da radiodifusão no Congresso Nacional, os desafios da radiodifusão frente à convergência digital e às novas tecnologias, os desafios regulatórios, audiência e mercado publicitário.
Inscrições para o CNI terminam em 27/5
O Prêmio CNI de Jornalismo recebe até 27/5, trabalhos sobre o setor industrial brasileiro, que visa a reconhecer o papel da imprensa e seu compromisso com a agenda do desenvolvimento do País. Podem concorrer reportagens veiculadas em jornais, revistas, tevês, rádios, sites e blogs, entre 1º/6/2014 e 25/5/2015.
Os vencedores dividirão R$ 310.000 em prêmios e três bolsas de estudo para o curso Gestão Estratégica para Dirigentes Empresariais, ministrado em Fontainebleau, na França, pela escola de negócios Insead, em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi.
Celso Kinjô deixa a Negócios da Comunicação
Depois de mais de um ano editando a Negócios da Comunicação, da Cecom (Edimilson e Márcio Cardial), Celso Kinjô deixou a revista e está disponível para trabalhos em regime free-lancer de qualquer tipo. Kinjô dirigiu diversas redações de jornais (JT, até 2007), revistas (4Rodas, Placar) e tevê (Cultura e Globo em 1984-89). Seus contatos são 11- 992-848-671 e [email protected]. No lugar dele entrou Sérgio Miranda ([email protected] e 11-3879-8200 / 8219 ou 992-803-458), que já respondeu pela edição que está em circulação, a de nº 83.
Vilma Gryzinski, Isabela Boscov, Karina Pastore e Leonel Kaz deixam Veja
Movimento na cúpula editorial é um dos mais profundos dos últimos anos
Nas várias reestruturações efetivadas pela Editora Abril nos últimos dez ou 20 anos, um único núcleo da empresa manteve-se praticamente intacto e imune às crises de qualquer natureza: a revista Veja, menina dos olhos de Roberto Civita, que nunca deixou chegar à publicação cortes mais profundos.
Com a morte dele e o agravamento da crise do mercado editorial, particularmente no segmento de revistas, essa blindagem perdeu vigor e a revista, após anos de uma certa segurança, sofreu este ano cortes importantes, como o anunciado semanas atrás, com várias demissões e o fechamento das Vejinhas BH e DF.
Agora, nos últimos dias, discretamente a revista negociou também as saídas das editoras executivas Vilma Gryzinski, que cuidava dos núcleos de comportamento, estilo e moda, e Isabela Boscov, que ali começou em setembro de 1999, respondendo inicialmente pela parte de cinema, e que, a partir de 2010, também acumulou as funções de editora executiva, respondendo por Artes & Espetáculos. Além delas, também saiu a editora Karina Pastore, do núcleo de saúde, e o colunista Leonel Kaz.
Não chega a ser uma despedida completa para Vilma e Isabela, que continuarão como colaboradoras. Vilma, por exemplo, está gravando esta semana o Mundo Livre para a TVeja e Isabela define nos próximos dias os detalhes de sua colaboração, tanto para a revista impressa quanto para o online.
Segundo apurou este Portal dos Jornalistas, a saída do dia a dia da revista permitirá a Isabela retomar a produção de vídeos e sua veiculação pelo youtube; e lançar até o início de julho um blog de Cinema & Séries. Ela começou a carreira na seção de Cultura do Jornal da Tarde, onde trabalhou durante um ano, e de lá foi para a Folha de S.Paulo, ali permanecendo durante seis anos, entre as editorias de Cotidiano, Ciência (que era então um caderno semanal) e Ilustrada. Antes de ser contratada por Veja, dirigiu a revista SET durante cinco anos.
Dois outros editores executivos haviam saído numa fase anterior: Carlos Graieb, quando foi convidado a assumir a Direção de Redação da Veja.com, e Jaime Klintowitz, que exatamente um ano atrás se aposentou. As duas vagas não mais foram preenchidas. De modo que, dos cinco editores executivos que a revista mantinha até 2012, resta agora apenas Diogo Xavier Schelp, gaúcho de Santa Maria, 39 anos, que foi anteriormente repórter e editor de Quatro Rodas, chefe da sucursal de Veja em Porto Alegre, correspondente em Salvador e editor de Internacional da revista em São Paulo.
As mudanças, até onde o Portal dos Jornalistas pôde conferir, não chegaram a andar de cima, preservando a Direção de Redação (Eurípedes Alcântara) e os redatores-chefes Fábio Altman, Lauro Jardim, Policarpo Júnior (Brasília) e Thaís Oyama.
Embora tenham sido passos discretos, estima-se que o corte total, ao longo das últimas semanas, atingiu 32 pessoas em São Paulo e 49 em todo o Brasil. A revista também negociou uma redução da ordem de 10% nos fees de vários de seus colunistas. Pelo lado dos investimentos, consta que deve cacifar cada vez mais a TVeja, que, como diz um dos profissionais da casa, está bombando. Não é de se duvidar de que alguns dos que agora saem logo recebam proposta da concorrência. É o que se comenta.






