Após mais de seis anos na Folha de S.Paulo, onde era editor-assistente do site de entretenimento F5, Vitor Moreno deixou o jornal para se dedicar a outros projetos. Além do F5 ele assinou interinamente a coluna Outro Canal até o final de abril. Antes, passou pelos cadernos Cotidiano e Ilustrada, além de participar de coberturas em outras editorias. Vitor ([email protected]) começou na Folha em 2009, por meio do Programa de Treinamento. Leia mais + Laurentino Gomes fará trilogia sobre a história da escravidão no Brasil + Chamada para despedida fake de Rogério Ceni gera processo judicial + Panini lança revista sobre o Papa Francisco
Laurentino Gomes fará trilogia sobre a história da escravidão no Brasil
Laurentino Gomes, autor da trilogia de livros-reportagem 1808, 1822 e 1889, sobre a história do Brasil no período monárquico, anunciou nesta 2ª.feira (11/5) em sua página no facebook que partirá agora para outra trilogia, desta vez sobre a história da escravidão no País, com previsão de lançamento a partir de 2019.
Reproduzimos a seguir o que ele escreveu:
“Desde o lançamento do meu último livro, 1889, sobre a Proclamação da República, leitores e amigos têm-me perguntado com frequência qual seria a minha próxima obra. São muitos os temas que me atraem na história do Brasil. Por isso, relutei por algum tempo a dar uma resposta conclusiva. Chegou a hora de desfazer o mistério. Meu novo projeto editorial é uma série de três livros sobre a história da escravidão no Brasil, com previsão de lançamento a partir de 2019. Eu acredito que, 127 anos depois da assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel, esse é um passivo histórico que os brasileiros ainda não conseguiram resolver. O grande abolicionista pernambucano Joaquim Nabuco afirmava que o Brasil estava condenado a continuar no atraso enquanto não resolvesse de forma satisfatória a herança escravocrata. Para ele, não bastava libertar os escravos. Era preciso incorporá-los à sociedade como cidadãos de pleno direito, o que até hoje não aconteceu de fato. Por essa razão, escolhi a escravidão como tema dessa nova trilogia. Acredito seja o assunto mais importante de toda a nossa história. O Brasil foi o maior território escravagista do hemisfério ocidental por mais de 350 anos. Estima-se que de um total de onze milhões de cativos africanos trazidos para as Américas 40% tiveram como destino as senzalas brasileiras. Foi também o país que mais tempo resistiu a por fim ao tráfico negreiro e o último do continente americano a abolir a mão de obra escrava pela chamada Lei Áurea, de 13 de maio de 1888 – quatro anos depois de Porto Rico e dois depois de Cuba. O tráfico de escravos era um negócio gigantesco, que movimentava centenas de navios e milhares de pessoas dos dois lados do Atlântico. Tenho vários outros projetos em andamento, incluindo iniciativas na área audiovisual e livros em coautoria que serão anunciados em breve, mas a escravidão é o tema que vai dominar minha agenda pelos próximos seis ou sete anos. É um trabalho de longo prazo, para ser concluído em 2021 ou 2022, porque exige pesquisas exaustivas em bibliotecas, museus e centros de estudos no Brasil e outros países. A bibliografia é enorme, com centenas de livros publicados aqui e no exterior. Como são livros-reportagem, vou percorrer três continentes – África, Europa e Américas – com o objetivo de entrevistar pessoas e visitar dezenas de lugares relacionados à história da escravidão, como os pontos de onde partiam os navios negreiros na costa da África e as regiões de desembarque no Brasil, no Caribe e nos Estados Unidos. Espero que os leitores tenham paciência de aguardar por tanto tempo essa nova trilogia – e, principalmente, que gostem do resultado!”
Chamada para despedida fake de Rogério Ceni gera processo judicial
A agência de comunicação Sing está no centro de uma polêmica envolvendo a fabricante de materiais esportivos Penalty e o goleiro do São Paulo Rogério Ceni. Em novembro do ano passado, a Sing chamou por e-mail veículos de imprensa para o lançamento da última camisa comemorativa do goleiro, também para a que seria a última entrevista coletiva da carreira dele, o que surpreendeu a todos. Logo em seguida, porém, a diretoria do clube do Morumbi pronunciou-se oficialmente, dizendo que havia um engano em relação ao convite, e desmentiu tratar-se da despedida de Ceni – seria apenas a apresentação do uniforme. Mais tarde, o goleiro renovou seu contrato até agosto deste ano. A Sing alega na ação que, desde novembro, a Penalty preparava a despedida de Ceni, inclusive com um e-mail enviado para o São Paulo indicando no assunto Plano de ativação despedida do Rogério Ceni. No dia 5 de novembro, por meio de um e-mail de uma funcionária do Morumbi, fora confirmado que a fornecedora de material também apresentaria a camisa do goleiro. Em 19/11, a Penalty enviou o convite do evento (marcado para 21/11) à assessoria para que fosse encaminhado aos jornalistas. No processo, a Babel é a agência identificada como responsável pela parte de marketing da “despedida”. Narra a requerente (Sing) no processo: “No dia 19 de novembro de 2014, às 12:25 horas, recebemos o e-mail da senhora Isabel (Penalty) fornecendo a arte final do convite a ser enviado para a imprensa convidando para a coletiva de imprensa. Frise-se que foram os prepostos da Requerida que confirmaram, na data acima informada, a realização da coletiva de imprensa de despedida do senhor Rogério Ceni. Destacamos que Rafael Carqueijo Gouveia, diretor de marketing da Penalty, em e-mail encaminhado a senhora Melissa Sayon, sócia da Requerente, assumiu a falha como sendo cometida pela Requerida”. No processo, a Sing também se isenta da responsabilidade pelo fim do contrato entre o Penalty e o São Paulo, que ocorreu logo depois do incidente. Leia mais + Panini lança revista sobre o Papa Francisco + O buraco é mais embaixo: ainda sobre mudanças no CarroEtc + Vaivém das Redações!
Panini lança revista sobre o Papa Francisco
A revista Meu Papa, que já circula em 13 países latino-americanos, chegou ao Brasil. Publicada pela Panini, traz matérias sobre o universo católico, mensagens de fé, depoimentos de fiéis e detalhes sobre a agenda diária do pontífice. A revista foi desenvolvida com um projeto gráfico simples e dinâmico, em formato 20,5 x 27,5 cm, com 64 páginas. A primeira edição chegou às bancas este mês, pelo preço de R$ 5,90. A equipe de redação é composta por Érico Rodrigo Rosa (gerente de Publicações), Emerson Lagune e Levi Trindade (editores seniores), Tatiana Yoshizume (editora-assistente), que contam com a colaboração do Baruk Studio para tradução, edição e diagramação. Leia mais + Vaivém das Redações! + Educação em pauta no Diário do Grande ABC + RedeTV contrata Luciano Faccioli
O buraco é mais embaixo: ainda sobre mudanças no CarroEtc
Muita coisa de fato mudou desde o anúncio de reestruturação no CarroEtc, suplemento de O Globo, em janeiro deste ano. Segundo apurou o Portal dos Jornalistas, para reduzir os gastos da Redação com papel, foi decidido que, além de CarroEtc, Morar Bem e Boa Chance seriam transferidos para a responsabilidade e o orçamento do Departamento Comercial, sem qualquer vínculo com a Redação. Com isso, os repórteres Fernando Miragaya e Marcelo Cosentino (entre outros) foram dispensados de O Globo. Porém, como o Departamento Comercial não contava com repórteres em seu quadro, passou a ter que comprar textos de uma empresa terceirizada. E quem foi contratado por essa empresa? Fernando e Marcelo, que assumiram a edição do CarroEtc, com matérias não assinadas sobre lançamentos, mercado e serviços. “Não houve mudança na linha editorial”, disse Fernando. “Trabalho de casa, cubro os eventos, faço matérias e edito o caderno nesse sistema home office. Mas procuro ir à redação no dia do fechamento para agilizar o trabalho junto ao diagramador, que fica no jornal”. Em abril, Marcelo deixou definitivamente a publicação e seguiu para a Renault, em Curitiba. Mais gente no Comercial Nesta semana, o mesmo esquema passou a valer para Motor Extra (do jornal Extra) e Carro Expresso (do Expresso). Por conta disso, Roberto Dutra, que editava os cadernos, deixou O Globo e passou a trabalhar com Fernando como contratado da empresa terceirizada. Roberto teve passagens por Auto Press, CarroEtc e Automania (de O Dia). Enquanto isso, Jason Vogel lança site Carros, em O Globo Com as mudanças no CarroEtc – do qual foi editor-chefe até janeiro –, Jason Vogel acabou transferido para a Economia de O Globo, permanecendo como contratado do jornal. Na nova editoria, lançou o site Carros, dentro do portal O Globo, e comemora: “Em março, primeiro mês dessa nova fase, a página teve 317.497 visualizações. Em abril, foram 294.239 visualizações”.
Vaivém das Redações!
Veja o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias redações de São Paulo, Distrito Federal e Goiás: São Paulo Com as mudanças na editoria de Ciência da Folha de S. Paulo, também em função dos recentes cortes, saiu do jornal na semana passada o repórter Rafael Garcia. Ele tem mais de 20 anos de jornalismo (mais de dez na cobertura especializada) e foi bolsista da Fundação Knight, quando estudou no MIT em 2010 e 2011. Estava na Folha desde 2006, em sua segunda passagem por lá, após ter trabalhado em Scientific American, Galileu e, mais recentemente, colaborado para a revista britânica Nature. Ele seguirá com a coluna Teoria de Tudo na Folha.com. O e-mail pessoal dele é [email protected] Distrito Federal Carolina Oms assumiu recentemente o cargo de coordenadora do Valor PRO, na sucursal do Valor Econômico, após a saída de Mônica Izaguirre. Esta é a segunda passagem de Carolina pelo jornal, onde trabalhou de 2011 a 2012. Ela também atuou em IstoÉ Dinheiro, Agência CMA e Folha de S.Paulo. Sirlene Rodrigues, que em 20 anos de carreira atuou especialmente em tevê, rádio, impresso e assessoria de imprensa, em cargos que vão de reportagem a coordenação, avisa estar disponível para trabalhos em Brasília ou em outro estado. Os contatos dela são 61-3326-0604 / 8212 e [email protected] Goiás Wanderley de Faria deixou o jornal O Popular (de Goiás), no qual atuou por 38 anos, 23 dos quais como editor de Economia e Veículos. Ele, no entanto, não se afastará do setor automotivo: em breve lançará um site sobre veículos e abordará o tema também na Rádio Executiva, do Grupo Jaime Câmara, em que há dez anos produz programetes sobre Economia & Negócios, também com enfoque no mercado de veículos. Os contatos pessoais de Wanderley são [email protected] e 62-9968-8820.
Educação em pauta no Diário do Grande ABC
Em parceria com a Universidade Municipal de São Caetano do Sul e com a prefeitura da cidade, na Região Metropolitana de São Paulo, o Diário do Grande ABC lançou o Observatório da Educação. Especialistas na área elegeram mais de 400 parâmetros para aferir o desempenho da educação pública de modo amplo, como políticas públicas, alunos, professores etc..
Na primeira etapa do processo, que começou em fevereiro e deve durar até o fim do ano, vêm sendo feitas análises quantitativas a partir de dados fornecidos pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Com o conhecimento do cenário das escolas da região terá início a segunda fase do projeto, que consiste em estudo qualitativo in loco por meio de entrevistas com professores e gestores e análises dos currículos e projetos pedagógicos das unidades de ensino.
Em março, os primeiros resultados foram publicados num suplemento especial (que será trimestral, circulando sempre no segundo domingo do trimestre), com o objetivo de, em breve, ter-se um panorama completo da educação pública na região do ABC paulista. E, com isso, dar início a um amplo (e prático) debate na busca de soluções para os problemas encontrados. Quem comanda o processo é Sergio Vieira, diretor de Redação do Diário do Grande ABC.
RedeTV contrata Luciano Faccioli
Luciano Faccioli é o novo contratado do núcleo de Jornalismo e Esportes da RedeTV. O jornalista assinou contrato com a emissora na 6ª.feira (8/5), e já começou os trabalhos no sábado, ao lado de Débora Vilalba, também ela recém-chegada, no comando da Super Faixa do Esporte.
Com passagens por Record, Band e a pernambucana TV Jornal, Faccioli comentou em nota seu retorno ao jornalismo esportivo: “Eu comecei fazendo esporte, meu primeiro emprego foi trabalhando com esporte em rádio lá em Santos, de onde eu sou. (…) O programa é de esportes, então nós também vamos formar nosso time. O time tem que ser unido. Tem jogador que derruba treinador, isso acontece de verdade. Aqui não! Nós somos uma equipe. Um time muito forte”.
Memórias da Redação – O jabuti veloz e o veículo do Mauro Salles
Certamente preocupado com sua prolongada ausência deste espaço, Sandro Villar ([email protected]), correspondente do Estadão em Presidente Prudente (SP), mandou logo duas histórias.
O jabuti veloz e o veículo do Mauro Salles
Para atender a milhares de pedidos, todos da mesma pessoa (acho que é a Elenita Fogaça), cá estou para contar dois causos, um do século passado e outro deste século em que a Humanidade parece caminhar rumo ao desconhecido. Assim caminha a Humanidade. Digo isso só para lembrar do título em português do belo filme do diretor George Stevens, onde Elizabeth Taylor está mais linda do que cartão-postal e James Dean dá um show de interpretação no papel do atormentado Jet Rinker e pelo qual ganhou míseros 21 mil dólares. E pensar que, hoje, nulidades de Hollywood ganham até 25 milhões de dólares por um filme.
Mas do que é que eu falava mesmo, Zeza Loureiro? Fui dar uma de crítico de cinema e confesso que estou mais perdido do que o Brasil nos 7 a 1 no jogo com a Alemanha ou, se me permitem outro comparativo, estou mais perdido do que turista norueguês numa apresentação de Bumba meu Boi. Perdi o fio da meada e o bom senso recomenda pedir ajuda, talvez aos universitários, como o Wilson Baroncelli já me sugeriu uma vez.
Ah, lembrei: o distinto aqui prometeu no primeiro parágrafo que contaria dois causos e vai cumprir a promessa, ao contrário de certos governantes à esquerda e à direita. Primeiro o episódio do jabuti veloz, ocorrido em Bauru em meados de 2014. Um morador resolveu desfazer-se do seu jabuti que, pelo visto, não era bicho de estimação. Ele colocou o animalzinho vivo dentro de uma caixa de papelão e o abandonou numa cesta de lixo na rua. Na hora da coleta, o gari teve a curiosidade de abrir a caixa antes de arremessá-la no caminhão que tritura o lixo. O jabuti escapou de ser triturado e foi entregue à Polícia Ambiental pelo zeloso gari. Interessei-me pela historinha e sugeri pro Estadão.
“Manda 20 linhas”, solicitou o caro e prezado Milton Ferreira da Rocha Filho, o Miltinho, coordenador dos correspondentes. Entrevistei um policial ambiental e em poucos minutos escrevi o texto. Rapidinho chegou no Estadão, o que levou Miltinho a comentar: “Que jabuti veloz, hein?”.
O segundo causo é sobre uma entrevista coletiva do publicitário Mauro Salles, mas apresso-me em esclarecer que não posso assegurar se era mesmo uma coletiva, até porque ninguém estava de colete. Se não me falha a cachola, aconteceu ali por volta de 1985, época em que urubu ainda voava de costas no Brasil. O ilustre aqui trabalhava na Rádio Excelsior, atual CBN, e, pautado pelo Celso de Freitas (homônimo do apresentador da TV Record), fui cobrir o evento, não me lembro qual, em que Mauro Salles falaria à Imprensa escrita, falada e televisionada, expressão que era uma idiotice cafona. A reportaiada, como diria Juarez Soares, compareceu em grande número.
A prezada Nair Suzuki cobria pela Folha de S. Paulo, onde ela era chefe de Reportagem da editoria de Economia. Aí chegou a minha vez de fazer a pergunta pro astuto nada matuto Mauro Salles. Para veicular os anúncios, eu quis saber dele qual era, entre os meios de comunicação, o seu veículo favorito. “O automóvel”, respondeu, brincando, um sorridente Mauro Salles. Todos em volta caíram na gargalhada, e logo se levantaram. No dia seguinte, a Nair publicou a frase do publicitário com destaque. Mesmo brincando, o Mauro Salles tinha razão. Quem não se lembra da época em que os automóveis, principalmente em São Paulo, ostentavam adesivos com as frases “Consulte sempre um advogado” e “Leia a Bíblia”? Era a propaganda veiculada num veículo de quatro rodas, e não sei se a OAB e alguma entidade de estudos bíblicos estavam por trás disso.
Morre Tadeu Nogueira, diretor de Arte de Veja
Morreu nesta 4ª.feira (6/5), aos 56 anos, o diretor de Arte da revista Veja Tadeu Nogueira. Em outubro de 2013, ele foi diagnosticado com tumores na região posterior da cabeça. Operado, recuperou-se e vinha em tratamento de manutenção com químio e radioterapia. Nesse período, chegou a ser promovido pela revista. Em fevereiro último, exames de rotina detectaram mudanças nos tumores, que se tornaram mais agressivos. Em 11/4, ele foi internado por causa de reações ao invasivo tratamento quimioterápico, e não mais se restabeleceu. Seu foi cremado no dia seguinte à sua morte. Deixou a esposa Dinah e o filho Rafael. Tadeu começou no jornalismo em 1978, na Imprima Comunicação e Editoração. Atuou também na redação da Editora Globo e estava há cerca de 20 anos na Editora Abril, onde passou por publicações como Quatro Rodas e Capricho. “Além de ser o meu melhor amigo, como profissional, Tadeu – embora não tivesse a formação de jornalista – era um profissional reconhecido em todos os lugares”, contou Carlos Tadeu de Oliveira, o Cacá, amigo há mais de três décadas. “Chegou a trabalhar na França – onde moramos juntos – e em Portugal. Mais do que um grande profissional tecnicamente, era uma pessoa que trato fácil. Tadeu não tinha inimigos. Não conheço ninguém que falasse mal dele”.







