Já está nas livrarias Jornalismo em trânsito – O diálogo social solidário no espaço urbano (Edufscar), da pesquisadora e jornalista Mara Rovida, que observa a dimensão solidária presente nas narrativas de repórteres que atuam diretamente no espaço urbano. “A mobilidade urbana tornou-se um dos temas mais recorrentes na discussão urbana contemporânea, tanto na esfera acadêmica como na jornalística”, destaca a autora. “O ponto de maior visibilidade desse debate é, certamente, a característica caótica e, em grande medida, conflituosa do trânsito”. Dentre os pontos abordados na obra, ela defende que o caótico cenário do trânsito de uma cidade como São Paulo é também um lugar de encontros, muitas vezes forçados e violentos, mas também de empatia e cumplicidade. O livro mergulha ainda no cotidiano dos repórteres da rádio SulAmérica Trânsito para compreender as relações e interações acionadas no processo de produção de suas narrativas. Doutora em Ciências da Comunicação pela USP e mestre em Comunicação Social pela Faculdade Cásper Líbero, Mara atualmente faz parte do corpo docente das Faculdades Integradas Rio Branco, onde leciona disciplinas teóricas e laboratoriais no curso de Jornalismo, e é membro do grupo de pesquisa do CNPq.
Obra de Eduardo Reina aborda sequestro de bebês durante a ditadura militar
Mais de 30 anos depois de seu fim, as feridas do período ditatorial no Brasil parecem não sarar. Pouco abordado, o tema sequestro de bebês filhos de militantes detidas é o mote escolhido por Eduardo Reina – atual coordenador do Departamento de Imprensa da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) – para uma longa pesquisa, em que baseia seu romance Depois da rua Tutoia. Nele, há personagens criados pelo autor e personagens reais que interagem, contando o que ocorria na época e chamando a atenção do leitor para importantes fatos do cotidiano daquele período. O livro está em pré-venda no site da 11 Editora. Local e data do lançamento oficial ainda não estão definidos. Mais informações com o próprio Reina, pelo [email protected].
Maurício Lima é reconhecido em duas categorias do World Press Photo
O fotógrafo brasileiro Mauricio Lima, que atua como freelance para The New York Times, foi agraciado nas categorias Notícias Gerais e Vida Diária do prêmio World Press Photo. Na primeira, Maurício venceu com uma foto que revela um médico tratando as queimaduras de um jovem combatente do Estado Islâmico, perto de Hasaka, na Síria. Na categoria Vida Diária, ele ficou em segundo lugar com uma imagem (veja ao lado) que registra a cena de crianças de uma tribo munduruku saltando no rio Tapajós em Itaituba (PA). A grande vencedora do concurso como Foto do ano é de Warren Richardson. O registro traz clique em preto e branco que mostra um bebê de família migrante sendo passado por baixo de uma cerca de arame farpado na fronteira entre Hungria e Sérvia, em agosto de 2015.
Thell de Castro lança portal sobre história e atualidade da televisão brasileira
Thell de Castro lança o TV História, portal dedicado a história e atualidade da televisão brasileira. Além da cobertura jornalística diária e de um banco de dados sobre a história da tevê, tem um objetivo ousado: publicar todas as grades de programação desde 1950. Fazem companhia a Thell – autor do Dicionário da Televisão Brasileira – Bianca Montagnana, Daniel Smith, Jonas Gonçalves, Dimas Ribeiro e Kamila Vintureli. “Planejamos contratar mais um repórter para a cobertura diária da televisão ainda no primeiro semestre”, conta Castro.
Roberto Nunes lança boletim Autos & Motos TV
Já está na rede o primeiro episódio do Autos & Motos TV, atração produzida por Roberto Nunes (A Tarde/BA) em parceria com a produtora GTZ, que trará semanalmente, às 4as e 6as.feiras, conteúdo automotivo para a web. “Serão boletins de três a quatro minutos, em princípio exclusivos para a web e dispositivos móveis, com apresentação e avaliação de modelos, além de eventualmente alguns destaques da semana”, explica Roberto. O boletim será veiculado no site Autos & Motos e em canal próprio no youtube. O vídeo de estreia trouxe detalhes no recém-lançado Fiat Toro e nesta 4ª.feira (2/3) será a vez da Toyota SW4.
Porque checar é preciso
A primeira agência de fact-checking do Brasil. É assim que se apresenta a Lupa, cujo trabalho consiste em acompanhar diariamente o noticiário de política, economia, cidade, cultura, educação, saúde e relações internacionais para corrigir informações imprecisas e destacar dados corretos. Além, disso, a agência está disposta a colocar à prova o que for dito por políticos, ocupantes de cargos públicos, líderes sociais e celebridades, e checar a qualidade de produtos e serviços e a veracidade de slogans e imagens. Na linha de frente da checagem estão Cristina Tardáguila, Juliana dal Piva, Pauline Mendel e Raphael Kapa. Como conselheiros editoriais da nova agência, que tem sede no Rio, estão Antonio Gois, Ascânio Seleme, Chico Otavio, Dorrit Harazim, Daniela Pinheiro, Fernando Barros e Silva, Luiz Fernando Vianna, Marcelo Pimentel Lins, Ricardo Gandour e Sérgio Dávila.
Última chamada para concorrer à bolsa de reportagem da Pulitzer
Termina em 1º/3 o período de candidatura para a bolsa Persephone Miel em reportagem global, oferecida pelo Pulitzer Center on Crisis Reporting. A verba é de US$ 5 mil, para a produção de uma reportagem que aborde tópicos ou regiões de importância global. A bolsa é aberta para jornalistas, escritores, fotógrafos, produtores de rádio ou de filmagem e freelances, que não sejam dos Estados Unidos e que tenham o objetivo de produzir o material no seu país de origem. Os candidatos devem ter proficiência na língua inglesa. Serão beneficiados candidatos que tenham acesso limitado a outras oportunidades de bolsa e pessoas cujo trabalho não é disseminado internacionalmente. Antes de fazer a reportagem, os bolsistas viajarão para Washington a fim de conhecer a sede e a equipe do Pulitzer Center. Os eleitos também participarão de um workshop de dois dias, focado nas estratégias de posicionamento e divulgação da reportagem.
Matheus Felipe deixa Record-RS
O repórter dos programas Balanço Geral e Cidade Alerta Matheus Felipe anunciou em 19/2 seu desligamento da TV Record. Após sete anos na emissora, o profissional revelou ao Coletiva.net que deixou o veículo para se dedicar à família, no interior do Estado.
“Decidi que era a melhor decisão. Estava descompassado com a maneira de se fazer Jornalismo hoje em dia”, contou Matheus, acrescentando que a profissão já não despertava mais tanta paixão. “Quando abraçamos um projeto, temos que acreditar totalmente nele”. Mesmo descrente, Matheus nega que abandonará o ofício e diz que continuará atuando “nem que seja em um jornal de bairro”, mas quer passar mais tempo com a família e acompanhar de perto o crescimento do filho, Benjamin. Confiante em sua decisão, confessa que será muito difícil “não poder mais contar histórias de pessoas que precisam ter voz”.
Matheus afirmou também que, desde que decidiu, já recebeu propostas de diversas emissoras do Estado, além de ter sido convidado para atuar em rede nacional na própria Record. Quanto ao futuro, diz que pretende desenvolver mais seu lado acadêmico e terminar o mestrado. Com pós-graduação em Comunicação Empresarial, o que o habilita a lecionar, afirma estar em busca de alguma universidade para dar aulas.
Cláudio Versiani é o novo editor de Fotografia de O Globo
Cláudio Versiani começou este mês como editor de Fotografia de O Globo. Formado em Jornalismo pela PUC-Minas, publicou sua primeira foto em O Globo em 1978. Volta ao jornal 38 anos depois e de passar por Veja e IstoÉ. A maior parte da carreira ele fez em Brasília, onde foi editor de Fotografia do Correio Braziliense até 2002, e trabalhou também em São Paulo. Morou cinco anos em Nova York, e ali foi coeditor da revista eletrônica Pictura Pixel. Passou depois uma temporada em Barcelona, na Espanha, sempre como fotógrafo freelance. Seu trabalho rendeu-lhe prêmios nacionais e internacionais, como Líbero Badaró, Nikon Awards e Abril de Fotojornalismo. Para o site Congresso em Foco, fez a coluna Extra pauta. De volta ao jornal, diz: “O Rio é a capital que faltava para fechar o ciclo de trabalho importante nas grandes capitais. E volto num momento em que o País está em ebulição, e a fotografia tem um papel muito importante ao documentar essa história”.







