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sábado, julho 13, 2024

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Jornalistas deixam veículos impressos e fomentam o mercado online

É cada dia mais comum profissionais do jornalismo impresso migrarem para novas mídias, como portais e blogs. Muitos buscam novas colocações e outros estão atrás de maior autonomia, independência e realização profissional. Em Belo Horizonte, muitas redações estão sendo reduzidas e algumas foram até extintas, como as da Rádio Guarani e de Veja BH. As vagas de trabalho nessa área estão diminuindo e diversos profissionais estão perdendo seus empregos. Para continuar no mercado e trabalhar com a profissão escolhida, os jornalistas estão migrando para as novas mídias e descobrindo novas oportunidades de trabalho pela da internet.  Luciana Avelino, ex-editora do grupo VB Comunicação, tem 20 anos de experiência em mídias tradicionais e, desde que saiu da Viver, está trabalhando em seu novo projeto, a Revista Eletrônica Luciana Avelino, que aborda assuntos como arquitetura, beleza, bem-estar, gastronomia e cultura, entre outros. Ela conta que as novas mídias têm apresentado um crescimento significativo nos últimos anos e podem ser vistas como uma evolução do jornalismo: “Nas gerações anteriores, os trabalhos na internet eram mínimos e poucos profissionais se arriscavam a trabalhar nessa área. Atualmente, a situação é totalmente contrária. A mídia online tem-se tornado fundamental para a divulgação de notícias”. Luciana acredita que a mídia online é uma alternativa para os profissionais que querem continuar trabalhando com jornalismo e não veem recursos nas mídias tradicionais: “Nessa área, temos dois perfis de trabalhadores. Encontramos quem já tem conhecimento sobre as faculdades e cresceu em meio a essa evolução e, também, quem está em busca de novos conhecimentos, depois de dedicar anos a outros meios e se aperfeiçoar para dar sequência a novos trabalhos”. Para Téo Scalioni, sócio e fundador do portal Minas Inova, a internet é uma tendência não só da comunicação, mas de diversas áreas: “As pessoas estão conectadas, chamam o motorista ou táxi pelo aplicativo, pedem comida da mesma forma, escutam e compartilham músicas na internet. E na comunicação não seria diferente. No mundo online as coisas são mais dinâmicas. As notícias e informações são na hora. Não ficam velhas. Se acontece algo na parte da manhã, os jornais impressos passarão as informações apenas no outro dia, ficando velhas, uma vez que as pessoas já viram. A internet possibilita novas formas de trabalho e ainda tem a força da interatividade”. Segundo ele, o mercado online está engatinhando e várias organizações ainda não descobriram as infinitas oportunidades da web. Entretanto, empresas tradicionais que não anunciavam no digital estão começando a fazê-lo. Quem não estava nas redes sociais, mesmo as empresas e instituições governamentais, agora já está. “O segmento tem profissionais que estão se reinventando e aprendendo. A linguagem na web é diferente, com textos menores, mais dinâmicos. O tratamento é impessoal e leve. O perfil, portanto, tem que ser de alguém com espírito livre e aberto para aprender, pois, diariamente, chegarão coisas novas, uma plataforma diferente e um assunto inovador, em que será necessário se adequar e aperfeiçoar”, constata. 

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