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sexta-feira, dezembro 3, 2021

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Alexandre Freeland deixa O Dia e pode ir para negócios na internet

Nesta 2ª.feira (21/5), antes do almoço, a redação dos jornais da Ejesa no Rio foi surpreendida por um e-mail de despedida de Alexandre Freeland: ?Após mais de 17 anos, estou deixando O Dia. Ficarei com vocês só até o fim deste mês. Levarei sempre comigo a alegria pelo incomparável privilégio de ter estado à frente das talentosas, criativas e combativas equipes do Dia, do Meia e dos Marcas RJ e SP ? no papel e no online. Nesta redação, conheci profissionais brilhantes, com os quais tive enorme orgulho de trabalhar, e fiz grande amigos. Para a vida toda?. Prossegue agradecendo nominalmente a mais de 20 companheiros de trajetória e conclui: ?Agradeço também a oportunidade desses últimos anos à Ejesa, em especial na pessoa da Maria Alexandra. E desejo ainda mais sucesso, vitórias e conquistas ao grupo. Um abraço. Fiquem com Deus?.  Pouco depois, Bruno Chateaubriand postou a notícia na Veja Rio online e o assunto caiu na boca do povo. Circularam no mercado especulações sobre o motivo da saída e quem o substituiria. Na redação, houve fila na porta da sala de Freeland para saber detalhes e prestar solidariedade. Só faltou distribuírem senhas. A resposta de Maria Alexandra Mascarenhas Vasconcellos, presidente do Conselho, veio no final da tarde: ?(…) Alexandre Freeland decidiu que chegou a hora de mudar e partir em busca de novos desafios profissionais. Na condição de grande admiradora de seu trabalho, não posso deixar de lamentar a sua saída. Em O Dia, onde ocupou quase todas as posições possíveis em uma publicação, Freeland ajudou a escrever alguns dos principais capítulos da história do jornal ? e, também, alguns dos mais luminosos capítulos do jornalismo brasileiro. Freeland deixa suas funções executivas no próximo dia 31 de maio. Até lá, eu e o Conselho de Administração da Ejesa estaremos empenhados em identificar e nomear seu sucessor, a quem caberá dar continuidade ao excelente trabalho desenvolvido por ele no comando do jornal?.  Sobre o processo que levou o executivo a sair, Jornalistas&Cia apurou que a possibilidade mais forte é de ele partir para o mundo eletrônico, para o que, sabe-se agora, já havia sido sondado anteriormente. Faz sentido: a experiência acumulada no grupo O Dia, em diversas administrações ? em primeiro lugar sob Ary de Carvalho; depois, numa empresa familiar, em várias fases, com as herdeiras deste; e, por último, com um sócio multinacional ? é enriquecedora, mas deve ser também repetitiva e desgastante. Por que então não se deslocar para o iG, a mais nova aquisição do grupo Ongoing, acionista da Ejesa? Seria natural neste momento, mas não foi confirmado. Na substituição, aliás, pode estar alguém do próprio iG, embora a produção de conteúdo do portal seja muito mais forte em São Paulo do que no Rio, e esses jornais tenham cunho notadamente carioca. No Rio, a redação do iG mudou-se para um dos quatro andares (o 7º) que o grupo tem no prédio da Cidade Nova, e, ao que parece, por enquanto, ninguém do portal é visto circulando nos jornais. Já em São Paulo, o iG ocupa um prédio de bom tamanho na rua Amauri, nos Jardins. Mesmo se o cargo de diretor-executivo no Rio for congelado, resta a necessidade de um diretor de Redação ou, pelo menos, de um editor-chefe. Caso a empresa opte por uma solução interna, a linha de sucessão aponta para a editora-executiva Ana Miguez ou o superintendente de Negócios Digitais Henrique Freitas. Freeland começou como estagiário em O Dia em 1995. Depois de contratado, foi repórter, chefe de Reportagem, editor de Cidade, Política, de Produção, editor-executivo, editor-chefe e diretor de Redação. A passagem por várias editorias abriu-lhe horizontes para entender cada uma.  Quando o jornal fez uma parceria com a Band, apresentou um programa ao vivo nas entradas dos telejornais da emissora. Coordenou diversas coberturas de campanhas eleitorais. Participou do lançamento do diário esportivo Campeão ? hoje sob o título Marca, por acordo entre a Ejesa e o jornal espanhol do mesmo nome ? no Rio e em São Paulo. Respondeu pela integração das plataformas impressas e eletrônicas dos três jornais de origem carioca do grupo. Nos últimos cinco anos, foi diretor-executivo do grupo Ejesa e diretor de Redação dos três jornais. Ganhou dois prêmios Esso de Primeira Página, quatro Excelência da SND (Society for News Design) e Melhor Iniciativa Editorial da Associação Mundial com uma série sobre História do Brasil usada em escolas públicas. Recentemente, criou a capa de O Dia sobre a morte de Chico Anysio, com grande repercussão nas redes sociais (ver J&Cia 839). Formado pela Escola de Comunicação da UFRJ, iniciou a carreira no serviço brasileiro da rádio Deutsche Welle, na cidade de Colonia, na Alemanha, quando ainda era estudante. Seu contato é [email protected] 

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