Ainda sem sede, ACE reúne-se na próxima 3ª (13/10) para avaliar próximos passos

Despejada há duas semanas de forma deselegante pelo Governo do Estado de São Paulo, da sede que este lhe havia cedido, sem ônus, a Associação dos Correspondentes Estrangeiros continua seu périplo para encontrar um novo espaço que possa ser transformado num moderno Centro Internacional de Imprensa, nos moldes de iniciativas semelhantes presentes nas grandes capitais mundiais. Ignorada pelo Governo Alckmin e pela Comunicação do Palácio dos Bandeirantes, a Associação, graças à solidariedade de profissionais e instituições, iniciou conversações com outras instâncias públicas com boas perspectivas de solucionar o problema. Como revelou a presidente da ACE, a holandesa Stijntje Blankendaal, em entrevista a Eduardo Ribeiro, no programa Jornalistas&Cia da Rádio Mega Brasil Online, em 30/9, a ACE não precisa de um espaço imenso: “Queremos um lugar que comporte algumas estações de trabalho, a secretaria e que possa ser palco das coletivas mensais que pretendemos fazer ao longo do mandato, com personalidades e temas de alcance internacional”. Com quase 50 anos de existência, a ACE conta atualmente com 60 associados, de um contingente estimado em 100 correspondentes estrangeiros – isso apenas em São Paulo. Há também a Associação do Rio de Janeiro, com um número maior de associados; e um núcleo pequeno em Brasília. Luiz Fernando Garcia, diretor-geral da Graduação ESPM-SP, e Maria Elisabete Antonioli, coordenadora do curso de Jornalismo da ESPM, colocaram à disposição da ACE uma sala no prédio principal do campus Álvaro Alvim, que ela poderá usar todos os dias até às 14h enquanto não se confirma uma solução definitiva. A sala tem mesa de reuniões, wi-fi, computadores e um ramal telefônico. A universidade dispôs-se também a ceder espaço para reuniões em outros horários, sempre que a ACE precisar.