A Rádio Eldorado voltará ao ar a partir de 7 de outubro, cerca de quatro meses após encerrar suas atividades, em maio deste ano. Nesta nova fase, a rádio atuará na frequência 107,9 FM, que era da rádio Tropical, que está encerrando as atividades. O retorno da emissora foi viabilizado graças a uma parceria entre a Eldorado e a seguradora Porto.
O novo dial da Eldorado é comercial, diferentemente da frequência anterior 107,3 FM, que era educativa e foi ocupada pelo Grupo Bandeirantes. Agora, a Eldorado terá mais liberdade em termos de programação e publicidade, sem precisar se alinhar às restrições e diretrizes impostas a emissoras educativas.
Segundo Erick Bretas, CEO da S/A O Estado de S.Paulo, cerca de 90% da programação antiga da Eldorado será mantida. Programas diários, como Jornal Eldorado, Som a Pino e Fim da Tarde, além de programas semanais como Trip FM, Música Falada e Chocolate Quente estarão de volta. O único programa que deixará a emissora, por decisão da direção da rádio, é o A Hora da Vitrola.
Entre as novidades estão um novo programa, ainda sem nome, conduzido por Juliana Wallauer, que apresenta o podcast Mamilos. O programa, que terá uma proposta mais leve e de descompressão, abordando temas como comportamento, irá ao ar às 19h, no lugar da Voz do Brasil, que foi deslocada para as 21h. Além disso, a Eldorado retornará com o Bike Repórter, inventado nos anos 2000 por Renata Falzoni. O nome do profissional que comandará o projeto ainda não foi definido.
A Eldorado estreará novas temporadas de Clube do Livro, com Roberta Martinelli, e Minha Canção, com Sarah Oliveira. Além disso, Alguns programas como o Jornal Eldorado e o de Juliana Wallauer serão transmitidos ao vivo pelo YouTube. A ideia é inaugurar uma nova fase mais digital e audiovisual da rádio.
Em abril deste ano, o Grupo Estado havia anunciado o encerramento da Rádio Eldorado. Após quase 70 anos no ar, sob a justificativa de “mudanças profundas nos hábitos de consumo de rádio”. O Estadão encerrou a parceria com a Fundação Brasil 2000, detentora da frequência 107,3 FM, que era alugada pela Eldorado.
Segundo Bretas, as mobilizações de ouvintes pela continuidade da Eldorado foram essenciais para possibilitar que a rádio voltasse ao ar. Em maio, após o anúncio do fim da Eldorado, cerca de 400 pessoas se reuniram em frente ao Masp, na Avenida Paulista, em protesto ao fim da rádio. Além disso, circularam pela internet diversos abaixo-assinados que pediam que a Eldorado continuasse, com mais de 11 mil assinaturas.
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