Profissionais de imprensa de São Paulo que trabalham em jornais e revistas entraram em estado de greve nesta segunda-feira (17/8). Em carta aberta publicada no site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), direcionada aos principais veículos do setor, os profissionais explicaram que a decisão ocorreu devido à intransigência patronal nas negociações da campanha salarial da categoria.
Entre as reivindicações dos profissionais estão o reajuste do piso salarial para que seja maior que a inflação, com o objetivo de valorizar a “base”, quem está chegando agora às redações; e a garantia de que todos os salários sejam reajustados sem cortes por faixas, pois, segundo a categoria, isso desestimula as redações e faz com que os profissionais acumulem perdas salariais conforme seus salários aumentam.
“Sabemos que o modelo de negócio do jornalismo passou por profundas transformações nos últimos anos. Mas também sabemos que as empresas se adaptaram e estão conseguindo encontrar formas de estabilizar suas contas”, diz a carta. “Algumas delas chegaram a firmar parcerias multinacionais no tocante à inteligência artificial generativa, abrindo novas possibilidades de receita. Nessas transformações, são os trabalhadores que estão na linha de frente, produzindo em novos formatos, não raramente acumulando funções e tarefas, e garantindo que o conteúdo jornalístico continue sendo o principal patrimônio de suas empresas”. O texto reitera ainda a importância do jornalismo profissional nos próximos meses, em meio a um processo eleitoral por todo o País.
A categoria informou que espera avanços concretos nas negociações salariais com as empresas. Caso contrário, os profissionais se reunirão novamente para discutir uma eventual paralisação.









