Depois de cinco meses nas plataformas digitais, William Waack vai encerrar sua parceria com a produtora paulista Infiniti e passará a produzir e exibir o seu Painel WW no canal por assinatura BandNews. Desde agosto, ele vinha negociando com a emissora do Grupo Bandeirantes.
Segundo o UOL, inicialmente as conversas eram apenas para que a BandNews fosse apenas uma nova janela de veiculação do programa, permanecendo sua produção pela Infiniti e sua presença em redes sociais, All TV e YouTube. Porém, conforme apurado pelo NaTelinha, o canal pago insistiu na contratação de William e para ter o controle total na produção do Painel WW,, o que acabou ocorrendo no acerto entre as partes.
O encerramento do projeto, que foi delineado com o intuito de levar conteúdo premium para os meios digitais, acontece justamente no momento da sua consolidação. O canal no YouTube tem mais de 12 milhões de visualizações, com 370 mil inscritos e está no ar desde o dia 13 abril. Ao deixar a plataforma digital e transferir-se para a BandNews, Waack segue o caminho inverso do que se acredita ser hoje a tendência do jornalismo, de cada vez mais apostar em conteúdo via streaming. As datas de encerramento na web e de estreia no novo canal devem ser definidas nos próximos dias.
Ilustração de Zed Nesti sobre foto de arquivo pessoal que mostra Otavio Frias Filho no colo do pai, Octavio Frias de Oliveira
Ilustração de Zed Nesti sobre foto de arquivo pessoal que mostra Otavio Frias Filho no colo do pai, Octavio Frias de Oliveira
Poucos dias antes de morrer, em 21/8, Otavio Frias Filho conversou com Fernando de Barros e Silva, ex-jornalista da Folha de S.Paulo e atual diretor de Redação da revista piauí, sobre o plano de escrever um livro a respeito do pai (e de si mesmo). Fernando esteve com ele entre os dias 16 e 19/8, já sabendo que lhe restavam poucos dias de vida. Gravou perto de duas horas de conversa, em que Otavio abre o coração e rememora passagens da juventude, os tempos de ditadura militar, suas relações com o teatro, com a família e momentos de sua trajetória na Folha antes e depois de se tornar diretor de Redação do jornal. O texto que resultou das entrevistas foi publicado no caderno Ilustríssima da Folha de domingo passado (23/9), sob o título A última entrevista.
“Otavio já estava então debilitado, mas não sentia dores”, conta Fernando na abertura. “Embora sua voz estivesse fraca, a cabeça seguia plena. A serenidade que mostrava naquelas condições era desconcertante. Ele tinha bem estruturado o plano do livro que pretendia escrever – um misto de relato autobiográfico e de biografia de seu pai, o empresário Octavio Frias de Oliveira (1912-2007). Provavelmente se chamaria Autobiografia do meu pai. Foi pelo livro que começamos a conversar”.
Uma das revelações que provavelmente muita gente desconheça é a de que ele fumava maconha desde 1976: “Foi uma decisão. Uma das decisões conscientes mais importantes que eu tomei, porque às tantas eu decidi que ia experimentar. Experimentei, me dei bem. E ela tem um efeito calmante e também um efeito liberador de imaginação, sem que eu perca as medidas das coisas. Não bagunça. Não tenho pesadelo. Tenho pouca paranoia, muito pouca paranoia. É uma coisa que funcionou pra mim. Eu fico funcional com a maconha. Embora ache que na maioria dos casos, pra maioria das pessoas, a maconha tenha um efeito desorganizador. Fora um efeito de perda de memória recente, que ela provoca em todos, inclusive em mim. Por isso preciso ler e anotar, senão me perco”.
Ao final das conversas, após uma interrupção em que comenta “agora estou entendendo como é a situação de um asmático”, Otávio arremata: “Chato isso, chato mesmo. Eu ia comentar muito no livro a respeito dessas pessoas que, ao saberem que você está com câncer, falam ‘pô, que chato’, ‘isso é chato’. Chato é esbarrar o carro na mureta do vizinho. Saber que você está com câncer não é chato. É terrível”.
A Fundação SOS Mata Atlântica, com o apoio da Sanofi, divulgou os 30 autores de fotos finalistas de seu concurso de fotografia. As imagens selecionadas serão exibidas em uma mostra e já estão disponíveis para votação popular no site do concurso até 10 de outubro. O voto do público definirá seis vencedores, que ganharão equipamento fotográfico, e, entre eles, os três melhores autores, que ganharão viagens para paraísos da Mata Atlântica.
O concurso recebeu mais de cinco mil fotos que retratam a exuberância da floresta. Entre as imagens finalistas estão espécies da Mata Atlântica (aves, répteis, mamíferos) e belas paisagens, como cataratas, praias e grutas. Também foram selecionadas imagens alarmantes, como a de rios poluídos. Os escolhidos são de sete estados da Mata Atlântica: Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
A Odebrecht Engenharia e Construção iniciou a seleção para seu programa Estágio de Férias. São oferecidas vagas para estudantes em oito áreas da companhia, entre elas Comunicação, com início em janeiro de 2019, para Rio, São Paulo, Bahia, Paraná, Pará e Alagoas. O projeto existe desde 2011 e a última edição recebeu quase 30 mil inscrições.
Essa é uma oportunidade para os melhores candidatos se tornarem estagiários regulares e, no futuro, até mesmo contratados. As inscrições seguem até 17/10, pelo siteda empresa.
As inscrições para o Prêmio Longevidade Bradesco Seguros encerram-se nesta sexta-feira (28/9). A premiação chega à sua oitava edição contemplando as categorias Jornalismo, Histórias de Vida e Pesquisa em Longevidade, esta última voltada à comunidade acadêmica. Os três primeiros colocados nas categorias de Jornalismo e Histórias de Vida e os dois primeiros de Pesquisa em Longevidade receberão prêmios, além de troféus e certificados.
A cerimônia de entrega ocorrerá durante o XIII Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, que reunirá especialistas e convidados nacionais e internacionais em novembro de 2018, na cidade de São Paulo. Inscrições e regulamentos no portal. Mais informações na Secretaria dos Prêmios Longevidade: 11 3677-0452 ou [email protected].
Até domingo (30/9) estão abertas as inscrições para o Prêmio 99 de Jornalismo, em sua primeira edição. Os vencedores serão classificados em 1°, 2° e 3° lugares em cada categoria com prêmios de R$ 15, 10 e 5 mil, respectivamente. São duas categorias: Uso de tecnologias para melhorar e inovar a mobilidade urbana e a vida nas cidades e Cidades para pessoas e suas histórias.
A comissão julgadora, liderada pela jornalista e pesquisadora da USP Beth Saad, é composta por Cristina DeLuca, Ernesto Bernardes, Sergio Lüdtke e Moreno Osório, além do executivo de marketing e comunicação Mauro Segura e Clarisse Linke, diretora do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento. Inscrições no site do prêmio.
Em comunicado emitido nessa segunda-feira (24/9), Jorge Nóbrega, presidente executivo do Grupo Globo, anunciou o Programa Uma só Globo, que prevê a unificação das subsidiárias de televisão aberta e por assinatura, como TV Globo e Globosat, Globo.com, DGCorp (Diretoria de Gestão Corporativa da TV Globo) e Som Livre em uma única empresa. Por enquanto, estão fora do programa os impressos do Grupo – Infoglobo, Valor Econômico e Editora Globo – e o Sistema Globo de Rádio. A implantação da iniciativa está prevista para durar três anos.
Para formatar o programa, foi contratada a Accenture, consultoria de gestão e tecnologia. No Grupo, quem encabeça a ação é Rossana Fontenele, diretamente subordinada a Nóbrega. Atual diretora-geral de Planejamento e Gestão da TV Globo, ela assume desde já como diretora-geral de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios do Grupo. Até o final do ano, vai acumular o novo cargo com suas atuais funções na TV Globo.
A nova função de Rossana será a de responder pelos projetos do Programa Uma só Globo, e continuar respondendo pelo projeto Uma só Tecnologia. Vai também dar apoio à implantação dos projetos Globoplay, Esportes e Publicidade Digital (descritos mais adiante), mas num encargo secundário, na medida em que os responsáveis pelos mesmos continuam subordinados a Nóbrega. Para tanto, terá na equipe, a partir de janeiro, Raymundo Barros, atual diretor de Tecnologia da TV Globo; Cristiane Delecrode, atual diretora corporativa de Planejamento e Controle, e Cíntia Moraes, atual diretora de Planejamento Estratégico da DGCorp.
Nóbrega define o trabalho a ser feito como o de “integrar equipes e estruturas, desenvolver novas áreas de competência, criar novos negócios e buscar novas receitas”. E ressalta iniciativas que já foram postas em prática, no sentido de um trabalho conjunto das empresas e profissionais do Grupo, para acompanhar as transformações dos negócios de mídia: (1) o Projeto Esportes, com Roberto Marinho Neto à frente, vai definir um novo modelo de gestão de esportes para TV Globo e Globosat, com produção integrada de conteúdo esportivo; (2) o Projeto Inteligência & Publicidade Digital, sob o comando de Eduardo Schaeffer, visa a centralizar a comercialização dos ativos digitais produzidos por TV Globo, Globosat e Som Livre, com base em dados do consumidor; (3) o Projeto OTT/Novo Globoplay, com João Mesquita, uma plataforma de distribuição única para os conteúdos produzidos pela TV Globo e pela Globosat, e também internacionais; e (4) o Projeto Uma só Tecnologia, com Rossana, que organiza a tecnologia como uma função integrada para TV Globo, Globosat, Som Livre, Globo.com e DGCorp.
“Estamos fazendo um grande investimento no nosso presente e no nosso futuro”, afirma Nóbrega. “Os próximos três anos serão um período de muita efervescência e de muitas oportunidades de aprendizado e crescimento para todos”.
A Abril informou por meio de sua assessoria que vai recorrer pelos meios cabíveis da decisão do juiz Eduardo José Matiota, da 61ª Vara do Trabalho de São Paulo, que declarou nessa terça-feira (25/9) a nulidade das demissões de centenas de trabalhadores feitas pela empresa desde dezembro de 2017. A decisão foi tomada na Ação Civil Pública 1000446-88.2018.5.02.0061, movida pelo Ministério Público do Trabalho. Segundo o Jota, os 800 empregados demitidos em agosto passado, antes de a empresa ingressar com um pedido de recuperação judicial, também deverão ser reintegrados.
Na decisão, Matiota determinou a imediata reintegração de todos os trabalhadores dispensados, “com pagamento da remuneração devida desde a dispensa até a efetiva reintegração, sob pena de multa diária de R$ 100,00 por empregado dispensado, nos termos dos artigos 536 do CPC”. Também estabeleceu que a Editora Abril não demita mais funcionários “sem prévia e efetiva negociação coletiva”, sob pena de multa de R$ 10 mil por trabalhador dispensado e fixou indenização de R$ 500 mil a título de danos morais coletivos, que serão revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Embora a empresa esteja em recuperação judicial, o juiz entendeu que o processo não deveria ser suspenso no momento porque não se trata de execução.
Terminam em 1º/10 as inscrições para o Prêmio MPT de Jornalismo 2018, promovido pelo Ministério Público do Trabalho. Serão premiadas reportagens publicadas nas categorias jornal impresso e revista impressa, radiojornalismo, telejornalismo, webjornalismo, universitário e fotojornalismo, veiculadas entre 1º de maio de 2017 e 26 de agosto de 2018.
A premiação conta, ainda, com os prêmios especiais MPT de Jornalismo, Igualdade de Oportunidades e Fraudes Trabalhistas, cujos valores variam entre R$ 5 mil e R$ 30 mil. Confira o regulamento.
Pelo 11º ano consecutivo, a Linhas Produções Culturais, unidade da Linhas Comunicação, de Fernanda Bulhões e Ederaldo Kosa, realiza na Rússia, em parceria com Embaixada do Brasil, a Mostra de Cinema Brasileiro. O evento, que faz parte da programação oficial das comemorações dos 190 anos das relações bilaterais entre Brasil e Rússia, começou em 25/9 e vai até domingo (30) em Moscou, e seguirá para São Petersburgo, de 3 a 7 de outubro.
Este ano foram selecionados oito filmes entre os principais sucessos de público e crítica do Brasil no último ano: João – O maestro, cinebiografia do pianista e maestro brasileiro João Carlos Martins, com direção de Mauro Lima; O filme da minha vida, de Selton Melo; Antes que eu me esqueça, de Tiago Arakilian; Fala sério, mãe!, de Pedro Vasconcelos; Tungstênio, de Heitor Dhalia, Talvez uma história de amor, de Rodrigo Bernardo; Arábia (drama), de João Dumans e Affonso Uchoa; e o documentário Fevereiros, de Márcio Debellian, ainda inédito no Brasil.
Para Fernanda Bulhões, curadora e produtora do festival, os últimos dez anos foram os de maior produção da indústria cinematográfica brasileira: “O Brasil já produz mais de 150 longas por ano e centenas de curtas. Nosso cinema é cada vez melhor representado nos festivais e não por acaso tem se destacado no cenário mundial. A Rússia, especialmente, acolhe muito bem nosso cinema. Maior prova é um público cativo que volta a cada ano, mas também cresce, tamanha a curiosidade que o Brasil sempre acaba despertando, seja por meio de nossa cultura, nossas diversidades, dramas existenciais e belezas naturais”.
Foram digitalizadas todas as edições do Coojornal, lançado pela Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre em 1971 – durante a ditadura militar. Foram 82 edições mensais, que traziam reportagens, entrevistas e peças de humor sobre o ambiente político e costumes da época. A iniciativa de digitalização foi do professor Antônio Carlos Hohlfeldt, que também coordenou o projeto, com financiamento da Fapergs (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul). O projeto é uma parceria com alunos bolsistas de pós-graduação da Escola de Comunicação, Artes e Design da PUC/RS, com a editora Libretos.
Hohlfeldt disse ao Coletiva.net que a ação é fundamental para resguardar a história do jornalismo: “O papel deteriora, então, o objeto principal é não perder esse material e torná-lo universal para que sirva como objeto, também, para pesquisas”. Durante três anos, os alunos reuniram o material e passaram para a versão digital, que está disponível no site do Núcleo de Pesquisa em Ciência da Comunicação. Outro informativo digitalizado pelo grupo foi o Pato-Macho, publicado no mesmo ano que o CooJornal.