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Odebrecht abre vagas de estágio em Comunicação

A Odebrecht Engenharia e Construção iniciou a seleção para seu programa Estágio de Férias. São oferecidas vagas para estudantes em oito áreas da companhia, entre elas Comunicação, com início em janeiro de 2019, para Rio, São Paulo, Bahia, Paraná, Pará e Alagoas. O projeto existe desde 2011 e a última edição recebeu quase 30 mil inscrições.

Essa é uma oportunidade para os melhores candidatos se tornarem estagiários regulares e, no futuro, até mesmo contratados. As inscrições seguem até 17/10, pelo site da empresa.

Últimos dias para concorrer aos prêmios Longevidade e 99 de Jornalismo

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As inscrições para o Prêmio Longevidade Bradesco Seguros encerram-se nesta sexta-feira (28/9). A premiação chega à sua oitava edição contemplando as categorias Jornalismo, Histórias de Vida e Pesquisa em Longevidade, esta última voltada à comunidade acadêmica. Os três primeiros colocados nas categorias de Jornalismo e Histórias de Vida e os dois primeiros de Pesquisa em Longevidade receberão prêmios, além de troféus e certificados.

A cerimônia de entrega ocorrerá durante o XIII Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, que reunirá especialistas e convidados nacionais e internacionais em novembro de 2018, na cidade de São Paulo. Inscrições e regulamentos no portal. Mais informações na Secretaria dos Prêmios Longevidade: 11 3677-0452 ou [email protected].

Até domingo (30/9) estão abertas as inscrições para o Prêmio 99 de Jornalismo, em sua primeira edição. Os vencedores serão classificados em 1°, 2° e 3° lugares em cada categoria com prêmios de R$ 15, 10 e 5 mil, respectivamente. São duas categorias: Uso de tecnologias para melhorar e inovar a mobilidade urbana e a vida nas cidades e Cidades para pessoas e suas histórias.

A comissão julgadora, liderada pela jornalista e pesquisadora da USP Beth Saad, é composta por Cristina DeLuca, Ernesto Bernardes, Sergio Lüdtke e Moreno Osório, além do executivo de marketing e comunicação Mauro Segura e Clarisse Linke, diretora do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento. Inscrições no site do prêmio.

Programa Uma só Globo unifica televisão e internet do Grupo Globo

Jorge Nóbrega
Jorge Nóbrega

Em comunicado emitido nessa segunda-feira (24/9), Jorge Nóbrega, presidente executivo do Grupo Globo, anunciou o Programa Uma só Globo, que prevê a unificação das subsidiárias de televisão aberta e por assinatura, como TV Globo e Globosat, Globo.com, DGCorp (Diretoria de Gestão Corporativa da TV Globo) e Som Livre em uma única empresa. Por enquanto, estão fora do programa os impressos do Grupo – Infoglobo, Valor Econômico e Editora Globo – e o Sistema Globo de Rádio. A implantação da iniciativa está prevista para durar três anos.

Para formatar o programa, foi contratada a Accenture, consultoria de gestão e tecnologia. No Grupo, quem encabeça a ação é Rossana Fontenele, diretamente subordinada a Nóbrega. Atual diretora-geral de Planejamento e Gestão da TV Globo, ela assume desde já como diretora-geral de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios do Grupo. Até o final do ano, vai acumular o novo cargo com suas atuais funções na TV Globo.

A nova função de Rossana será a de responder pelos projetos do Programa Uma só Globo, e continuar respondendo pelo projeto Uma só Tecnologia. Vai também dar apoio à implantação dos projetos Globoplay, Esportes e Publicidade Digital (descritos mais adiante), mas num encargo secundário, na medida em que os responsáveis pelos mesmos continuam subordinados a Nóbrega. Para tanto, terá na equipe, a partir de janeiro, Raymundo Barros, atual diretor de Tecnologia da TV Globo; Cristiane Delecrode, atual diretora corporativa de Planejamento e Controle, e Cíntia Moraes, atual diretora de Planejamento Estratégico da DGCorp.

Nóbrega define o trabalho a ser feito como o de “integrar equipes e estruturas, desenvolver novas áreas de competência, criar novos negócios e buscar novas receitas”. E ressalta iniciativas que já foram postas em prática, no sentido de um trabalho conjunto das empresas e profissionais do Grupo, para acompanhar as transformações dos negócios de mídia: (1) o Projeto Esportes, com Roberto Marinho Neto à frente, vai definir um novo modelo de gestão de esportes para TV Globo e Globosat, com produção integrada de conteúdo esportivo; (2) o Projeto Inteligência & Publicidade Digital, sob o comando de Eduardo Schaeffer, visa a centralizar a comercialização dos ativos digitais produzidos por TV Globo, Globosat e Som Livre, com base em dados do consumidor; (3) o Projeto OTT/Novo Globoplay, com João Mesquita, uma plataforma de distribuição única para os conteúdos produzidos pela TV Globo e pela Globosat, e também internacionais; e (4) o Projeto Uma só Tecnologia, com Rossana, que organiza a tecnologia como uma função integrada para TV Globo, Globosat, Som Livre, Globo.com e DGCorp.

“Estamos fazendo um grande investimento no nosso presente e no nosso futuro”, afirma Nóbrega. “Os próximos três anos serão um período de muita efervescência e de muitas oportunidades de aprendizado e crescimento para todos”.

Abril recorre da decisão de reintegrar demitidos

A Abril informou por meio de sua assessoria que vai recorrer pelos meios cabíveis da decisão do juiz Eduardo José Matiota, da 61ª Vara do Trabalho de São Paulo, que declarou nessa terça-feira (25/9) a nulidade das demissões de centenas de trabalhadores feitas pela empresa desde dezembro de 2017. A decisão foi tomada na Ação Civil Pública 1000446-88.2018.5.02.0061, movida pelo Ministério Público do Trabalho. Segundo o Jota, os 800 empregados demitidos em agosto passado, antes de a empresa ingressar com um pedido de recuperação judicial, também deverão ser reintegrados.

Na decisão, Matiota determinou a imediata reintegração de todos os trabalhadores dispensados, “com pagamento da remuneração devida desde a dispensa até a efetiva reintegração, sob pena de multa diária de R$ 100,00 por empregado dispensado, nos termos dos artigos 536 do CPC”. Também estabeleceu que a Editora Abril não demita mais funcionários “sem prévia e efetiva negociação coletiva”, sob pena de multa de R$ 10 mil por trabalhador dispensado e fixou indenização de R$ 500 mil a título de danos morais coletivos, que serão revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Embora a empresa esteja em recuperação judicial, o juiz entendeu que o processo não deveria ser suspenso no momento porque não se trata de execução.

Prêmio MPT de Jornalismo encerrará inscrições em 1º/10

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Terminam em 1º/10 as inscrições para o Prêmio MPT de Jornalismo 2018, promovido pelo Ministério Público do Trabalho. Serão premiadas reportagens publicadas nas categorias jornal impresso e revista impressa, radiojornalismo, telejornalismo, webjornalismo, universitário e fotojornalismo, veiculadas entre 1º de maio de 2017 e 26 de agosto de 2018.

A premiação conta, ainda, com os prêmios especiais MPT de Jornalismo, Igualdade de Oportunidades e Fraudes Trabalhistas, cujos valores variam entre R$ 5 mil e R$ 30 mil. Confira o regulamento.

Linhas leva filmes brasileiros para a Rússia pela 11ª vez 

Pelo 11º ano consecutivo, a Linhas Produções Culturais, unidade da Linhas Comunicação, de Fernanda Bulhões e Ederaldo Kosa, realiza na Rússia, em parceria com Embaixada do Brasil, a Mostra de Cinema Brasileiro. O evento, que faz parte da programação oficial das comemorações dos 190 anos das relações bilaterais entre Brasil e Rússia, começou em 25/9 e vai até domingo (30) em Moscou, e seguirá para São Petersburgo, de 3 a 7 de outubro.

Este ano foram selecionados oito filmes entre os principais sucessos de público e crítica do Brasil no último ano: João – O maestro, cinebiografia do pianista e maestro brasileiro João Carlos Martins, com direção de Mauro Lima; O filme da minha vida, de Selton Melo; Antes que eu me esqueça, de Tiago Arakilian; Fala sério, mãe!, de Pedro Vasconcelos; Tungstênio, de Heitor Dhalia, Talvez uma história de amor, de Rodrigo Bernardo; Arábia (drama), de João Dumans e Affonso Uchoa; e o documentário Fevereiros, de Márcio Debellian, ainda inédito no Brasil.

Para Fernanda Bulhões, curadora e produtora do festival, os últimos dez anos foram os de maior produção da indústria cinematográfica brasileira: “O Brasil já produz mais de 150 longas por ano e centenas de curtas. Nosso cinema é cada vez melhor representado nos festivais e não por acaso tem se destacado no cenário mundial. A Rússia, especialmente, acolhe muito bem nosso cinema. Maior prova é um público cativo que volta a cada ano, mas também cresce, tamanha a curiosidade que o Brasil sempre acaba despertando, seja por meio de nossa cultura, nossas diversidades, dramas existenciais e belezas naturais”.

Acervo do Coojornal ganha versão digital

Primeira capa do Coojornal, de novembro de 1971
Primeira capa do Coojornal, de novembro de 1971

Foram digitalizadas todas as edições do Coojornal, lançado pela Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre em 1971 – durante a ditadura militar. Foram 82 edições mensais, que traziam reportagens, entrevistas e peças de humor sobre o ambiente político e costumes da época. A iniciativa de digitalização foi do professor Antônio Carlos Hohlfeldt, que também coordenou o projeto, com financiamento da Fapergs (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul). O projeto é uma parceria com alunos bolsistas de pós-graduação da Escola de Comunicação, Artes e Design da PUC/RS, com a editora Libretos.

Hohlfeldt disse ao Coletiva.net que a ação é fundamental para resguardar a história do jornalismo: “O papel deteriora, então, o objeto principal é não perder esse material e torná-lo universal para que sirva como objeto, também, para pesquisas”. Durante três anos, os alunos reuniram o material e passaram para a versão digital, que está disponível no site do Núcleo de Pesquisa em Ciência da Comunicação. Outro informativo digitalizado pelo grupo foi o Pato-Macho, publicado no mesmo ano que o CooJornal.

Executivo da BBC defende mudança nas regras de controle de mídia no Reino Unido

Objetivo é estancar a desigualdade em relação aos gigantes americanos, que, livres, veem a audiência multiplicar-se de forma exponencial 

Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia (*)

Pura coincidência: no dia seguinte à cerimônia do Emmy, em que a Netflix empatou com a HBO, levando para casa 23 estatuetas, o tema da Conferência Bienal da Royal Television Society (RTS), realizada em Londres na terça-feira (18/9), foi justamente o impacto dos provedores via streaming sobre as TVs. Tony Hall, diretor-geral da BBC, fez um incisivo discurso defendendo mudança nas regras de controle de mídia, para que as emissoras possam competir em igualdade de condições contra os por ele denominados “gigantes americanos” Netflix, YouTube e Amazon.

O discurso repercutiu em vários jornais. Hall afirmou que, sob a atual legislação, as emissoras competem “com uma das mãos atada às costas”, já que as companhias de tecnologia não estão submetidas às mesmas regras em aspectos como concorrência, propaganda, impostos e cotas de produção.

Segundo o diretor da BBC, Netflix e Amazon investem £10 bilhões por ano em conteúdo, dos quais apenas £ 150 milhões em produções no Reino Unido. Ao mesmo tempo, afirma, o investimento das principais emissoras caiu, resultando em redução da oferta de conteúdo local. Na visão de Hall, as pessoas querem ver conteúdo identificado com a sua realidade. Ele defende a importância desse conteúdo não apenas do ponto de vista comercial ou institucional para as emissoras, mas também para a consolidação de uma identidade nacional.

Ele parece estar certo. Ironicamente, um dos mais importantes Emmys conquistados pela Netflix foi justamente o de Melhor Atriz para a inglesa Claire Foy, no papel da Rainha Elizabeth, em The Crown.

O diretor-geral dimensionou a perda de terreno para as plataformas. Segundo ele, o tempo dedicado à BBC por jovens caiu de 11,5 para 7,5 horas por semana. Menos que o tempo que destinam a Spotfy e YouTube, que juntos ocupam oito horas semanais. A audiência jovem da Netflix é equivalente à dos canais BBC transmitidos por TV e iPlayer somados, segundo a BBC.

Enquanto a mudança das regras não é atendida, Hall anunciou a intenção de aprimorar o BBC iPlayer, aumentando a oferta de conteúdo para jovens, além de destinar mais investimento a produções fora de Londres. O objetivo é refletir melhor a realidade de todo o Reino Unido e assim ganhar maior identificação com o público.

O papel da BBC na produção de jornalismo de credibilidade também foi destacado por Hall, como antídoto ao que chamou de “praga das fake news“. Com ele concordou o secretário de Cultura do Reino Unido, Jeremy Wright, que na mesma conferência conclamou as emissoras públicas a se empenharem ainda mais na conquista da confiança do público com jornalismo de qualidade.

Nesse aspecto, a força da BBC continua reconhecida. No Digital News Report 2018, publicado pelo Instituto Reuters em junho, a emissora figura com os mais altos índices de confiança, acompanhada por Channel 4 e ITV, superando veículos como The Times e Sky News. O relatório revela que a confiança no jornalismo manteve-se estável no Reino Unido: 42% dos entrevistados confiam no jornalismo de forma geral; 54% confiam nos veículos que assistem ou leem; 23% afirmaram confiar nas notícias obtidas por meio de buscas e 12%, nas notícias recebidas via mídias sociais.

Luciana Gurgel

(*) Luciana Gurgel é jornalista formada pela UFF, trabalhou no Globo e em 1988 fundou, com Aldo De Luca, a Publicom, agência de comunicação que em 1998 tornou-se afiliada da Golin / Weber Shandwick e em 2010 fundiu-se com a S2. Em 2016, a S2Publicom foi adquirida pelo IPG, tornando-se a atual Weber Shandwick Brasil.

Roberta Yoshida assume a Comunicação do Instituto Niemeyer

Roberta Yoshida
Roberta Yoshida

*Por Cristina Vaz de Carvalho, editora do J&Cia no Rio de Janeiro 

Roberta Yoshida, da Radar PR (PR1), assumiu a Diretoria de Comunicação e Marketing do Instituto Niemeyer de Políticas Públicas, Culturais e Econômicas. Seu papel, ao lado de Paulo Niemeyer – bisneto de Oscar Niemeyer –, será resgatar a relação das pessoas com a arquitetura como um dos pilares de cunho social.

Entre suas principais atividades está o Fórum Mundial Niemeyer, programado para outubro, de 16 a 21, no Rio de Janeiro. A ação – em parceria com ONU-Habitat, Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ) e Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-RJ) – tem como foco discutir os desafios das cidades contemporâneas e países em desenvolvimento.

Thomas Traumann discute em livro o papel dos ministros da Fazenda

Capa do livro
Capa do livro

*Por Cristina Vaz, editora do J&Cia no Rio de Janeiro

Depois do lançamento em São Paulo, na terça-feira (18/9), Thomas Traumann lança, no Rio, nesta quinta-feira (27/9), O pior emprego do mundo, pela editora Planeta. O autor define o cargo de ministro da Fazenda do Brasil: “Poucas pessoas sofrem tanta pressão e em nenhum país alguém tem tantas atribuições, fruto da crônica dependência governamental da economia brasileira. Se a inflação subiu, como fica a geração de postos de trabalho, quanto dinheiro cada brasileiro poderia retirar da sua caderneta de poupança, se o País vai parar de pagar sua dívida com os bancos estrangeiros, e até qual deveria ser o preço da passagem de ônibus – tudo é culpa do ministro. O seu chefe, o presidente, só se preocupa com um índice: o da popularidade”.

Traumann é hoje pesquisador de políticas públicas da FGV-Rio e consultor independente. Foi ministro de Comunicação Social, presidente do Conselho de Administração da EBC, membro do conselho de empresas seguradoras. Trabalhou nas redações de Folha de S.Paulo, Veja e Época, e em agências de comunicação corporativa.

Nas entrevistas com 15 ex-ministros e mais uma extensa pesquisa, ele reconta a história recente da economia brasileira. É um retrato sobre o jogo do poder de Brasília, como ele é exercido, quem o exerce e como ele muda a vida de cada um. Às 19h, na livraria Saraiva do Shopping Rio Sul (rua Lauro Muller, 116, loja 301).

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