Três publicações brasileiras estão entre as finalistas do One World Media Awards, reconhecimento internacional dedicado a destaques da cobertura jornalística de países em desenvolvimento.
Com cinco indicações, The Intercept Brasil é finalista nas categorias Mídia Digital, com a reportagem Arsenal Global, de LeandroDemori e Cecília Olliveira; Impacto Ambiental, com as reportagens Movido a paranoia, de Tatiana Dias, e Floresta em Chamas, de Alexander Zaitchik; e Novas Vozes, com a repórter Amanda Audi (Brasília) e o estagiário Paulo Victor Ribeiro (São Paulo).
Vencedor neste ano do Rei da Espanha, o documentário A Besta, da Record TV, concorre na categoria Documentário de Televisão, enquanto a Agência Pública é uma das finalistas do Prêmio Especial do Concurso. Os resultados serão divulgados em 18 de junho.
A pandemia trouxe as crianças, o cachorro, o gato e os idosos para o campo do trabalho. E, lógico, o(a) companheiro(a), grupo de amigos que divide a casa ou a solidão. Quem não liderar essa vida nova, dentro das funções e responsabilidades a que já estava habituado no seu dia a dia fora de casa, pode perder o bonde da colaboração. De origem latina, a palavra tem significado simples “trabalhar com”. Ou seja, fazer junto. Na prática, colaborar tem interpretações bem diferentes: ajudar o outro, entregar parte do trabalho ao outro, suprir a necessidade de outros. Focado na entrega e cheio de boas intenções, quem diz que colabora ainda não entendeu o significado de ajuda mútua, escuta e exercitar a confiança.
É fácil para jornalistas, RPs e
publicitários falar de fenômenos disruptivos, analisar tendências e categorizar
os desafios; vivemos disso. Somos perguntadores do mundo. A Comunicação é o
mundo das ideias, dos conceitos, símbolos, mensagens e transmissão. E, como
vivemos na era do conhecimento, analisar o futuro é como beber água no
dia a dia. Alguns profissionais também têm o hábito de olhar o passado,
principalmente aqueles que investigam e usam a linha histórica para compreender
o presente. Lex Bos (1957-2005), sociólogo e consultor holandês, mostra o
quanto essas duas habilidades de análise, do passado e do futuro, faz parte do
processo comunicativo de todo ser humano. Primeiro a gente julga o que acontece
(passado/fatos) e depois como algo deve ser (futuro/normas). Ele nomeia a
tendência de olhar para o passado como caminho cognitivo e, para o
futuro, de optativo. Se esse é o trabalho natural, que inclui funções e responsabilidades
da comunicação, penso que a liderança da comunicação pode servir de inspiração
para todos que desejam colaborar de forma genuína. Ou seja, saindo do lugar
comum e velho, de fazer pelo outro ou para o outro, e praticando a origem da
palavra,com outro.
Pra começar essa partilha era necessário
definir quem é a liderança da comunicação. Minha escolha foi pelo domínio
econômico, o corporativo, que hoje é o ponto nevrálgico, que sustenta os dois
lados do chamado balcão – RP e jornalista – e ainda se relaciona commarketing. Leandro Modé, superintendente
do Itaú Unibanco, premiado pela Aberje em 2019, foi o primeiro que
aceitou abrir esse diálogo no Jornalistas&Cia.
Respondeu meu contato de forma rápida, receptiva e sem intermediários. Abertura.
Qualidade primordial para transformar em juízos os julgamentos do caminho
cognitivo e optativo, identificados por Bos.
Leandro revelou que o Itaú Unibanco já
reconhece a colaboração como princípio a ser desenvolvido nas relações para a
sustentabilidade do negócio e investe nas equipes multidisciplinares para áreas
diferentes trabalharem juntas numa meta comum. Esse é o começo da brincadeira.
Pra ela prosperar vai ser crucial que cada integrante aprenda a comunicar fora
do senso comum. Aprenda a ser líder de si. Aprenda a tomar decisões não só em
prol do comum, que se agrega nessas equipes, mas que insira o que está
conectado à equipe-multi. Clientes? Fornecedores?Não. Coronavírus!O que estamos aprendendo agora nesta crise? Responsabilidade do
contágio. Somos todos um. Não basta conhecer ou falar da globalização. É
preciso vivê-la.
É aí que entram as metodologias de
Desenvolvimento Humano e Organizacional. Bos ensina que perguntadores, como nós,
quando usam os caminhos propostos, tornam-se pesquisadores quando olham
para o passado e empreendedores, quando olham para o futuro. Essa
postura de quem investiga para compreender o mundo ou de quem empreende para
mudar o mundo é o ponto de partida para a formação do juízo. Só que ele só
acontece quando a gente consegue distinguir os caminhos e relacionar
um com outro.
Pra cair a ficha do que isso significa,
lembra de alguma reunião em que seu coração fervia dentro de si porque desejava
resolver logo o problema, mas aquela pessoa, ou grupo, insistia em perguntar
mais, averiguar mais, diagnosticar mais. Seja qual for o lado em que se
posiciona, se não houver consciência e técnica, conflito e mal-estar serão
gerados e não cuidados, pois todos os percebem. Batizada pela sigla FDJ,
a Formação de Dinâmica de Juízo nos ajuda neste discernimento e na correlação
dos caminhos citados, com uma técnica muito simples – identificando ora o
passado ora o futuro, nas posições do tempo, durante o discurso de quem fala.
Isso ajuda os corações ansiosos do futuro a esperar a voz de quem olha para o
passado pra dizer se aquela ideia fantástica e genial, que veio do fundo de si,
honra aquilo que foi, ou só reproduz o velho. É simples, mas não é fácil.
Bos explica que a distinção dos caminhos
não é uma dinâmica de grupo, mas uma distinção psicológica-individual.
“Toda pessoa tem tendências a ver a realidade através dos óculos de suas
intenções, desejos e necessidades próprias”. Ele diz: julgamos o futuro de
acordo com a nossa experiência do passado. Sem que o percebamos, nossas
decisões no caminho optativo são ditadas pelo caminho cognitivo. Se não os distinguirmos
conscientemente, chegaremos a decisões erradas no caminho optativo”. Ou
seja, se as equipes multidisciplinares forem capazes de dialogar a partir da
profundidade dos seus conhecimentos, mesmo que haja soluções, o resultado pode
ser o conhecido.
Se tem algo com que comunicadores e não profissionais
desta área concordam é que haverá mortes – além das existentes – de profissões,
modelos de negócios e organizações depois dessa crise. Nós já lidamos com a
reinvenção da imprensa desde começo do milênio e sabemos o quanto as áreas de
entrega precisam tornar-se mais estratégicas para cumprirem sua função. Não
será a inteligência da capacidade de análise e raciocínio que todo jornalista
tem que irá trazer o novo. Nisso, os algoritmos são melhores que nós. Talvez
seja a hora de aprendermos a formar juízos para criar uma realidade de
comunicação colaborativa, onde haja escuta e ajuda mútua. Bos ensina que a
realidade social ao nosso redor não cresce como uma floresta natural, ela é
obra humana. Depende de cada um de nós ter a disposição de discernir o
nosso tempo de fala e escuta para julgar menos e construir mais. Assim
construiremos uma nova comunicação.
Entre os presentes que Jornalistas&Cia oferecerá aos seus leitores no Especial do Dia do Jornalista, está a estreia da coluna Liderança Colaborativa, que abordará os desafios das grandes organizações em harmonizar e integrar as gerações, com seus diferentes perfis, vocação e interesses, nos processos produtivos da comunicação. Ceila Santos se aprofundou na área de Desenvolvimento Humano sob a perspectiva da antroposofia, e trará a cada 15 dias a conversa com um líder de comunicação do País.
Luiz Frias e Maria Cristina Frias. Crédito: reprodução/YouTube
A disputa judicial que se sucedeu ao afastamento de Maria Cristina Frias da Direção de Redação da Folha de S.Paulo, por seu irmão Luiz Frias, e que também abrange as questões societárias dentro do Grupo Folha, voltou esta semana ao noticiário, curiosamente em matéria publicada pelo Valor Econômico, jornal que até meses atrás era parte do próprio Grupo.
Embora corra em segredo de justiça, o processo, segundo apurou o Valor, em matéria publicada nessa terça-feira (7/4), envolve acusações, por parte de Maria Cristina, contra o irmão, de ilegalidade e uso de informação privilegiada em uma transferência de ações do Grupo UOL.
Nenhuma das partes quis se manifestar pública e oficialmente, exceção ao advogado João Ricardo de Azevedo Ribeiro, que representa Luiz Frias e Fernanda Diamant, viúva de Otavio Frias Filho e sócia do Grupo Folha, também ré na acusação; para o advogado, o assunto não deverá prosperar por não haver qualquer irregularidade na transferência das ações. O jornal tentou ainda contato com os dois réus, mas não obteve reposta.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) fez um levantamento das violações à liberdade de imprensa e de expressão nos primeiros meses de 2020 e registrou 24 ataques, sendo 17 vindos de agentes públicos – presidente, ministros, deputados, Polícia Militar, entre outros –, o que equivale a 70% do total.
Entre os casos registrados, sete foram feitos pelo
presidente Jair Bolsonaro e outros sete por seus apoiadores, que incluem
deputados, ministros e simpatizantes no Twitter. Para efeito de comparação, os
resultados do estudo em 2019 detectaram 16 ataques à imprensa, sendo dois deles
feitos por Bolsonaro e outros seis por seus apoiadores.
A entidade repudiou a postura do governo federal em meio à
crise do coronavírus, classificando-a como irresponsável: “Enquanto a imprensa
noticia os dados e eventualidades relacionados à doença, Bolsonaro elege,
insistentemente, o jornalismo como inimigo público número um em seus
pronunciamentos”.
Vale destacar que dos sete ataques feitos por Bolsonaro este
ano, cinco ocorreram durante o contexto pandêmico atual. (Veja+)
O Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas retomou suas atividades intensificando o monitoramento da implementação da Lei de Acesso à Informação (LAI), trabalho que realizou de 2011 a 2017.
Lançada em 2004 por iniciativa da Associação Brasileira de
Jornalismo Investigativo (Abraji), a rede foi muito importante na criação da
LAI. Sua primeira ação em 2020 foi a participação na redação da nota de repúdio
contra a Medida Provisória 928/2020, que permitia a suspensão do prazo máximo
de atendimento a pedidos de informação. Tal medida foi suspensa no mês passado
pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Além de garantir que a LAI seja cumprida, o fórum estará
atento a qualquer tipo de retrocesso da lei e apresentará soluções para melhorar
a sua implementação nos diferentes níveis e poderes. A entidade responsável
pela coordenação da rede no biênio 2020-2021 é a Transparência Brasil.
Nesta terça-feira (7/4), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Associação Profissão Jornalistas (APJor), entre outras entidades, realizarão às 19h, no YouTube, um ato virtual em defesa do jornalismo. Em meio à pandemia do novo coronavírus, a categoria é “artigo de primeira necessidade”, como classifica a Fenaj.
O evento virtual neste Dia
do Jornalista tem o objetivo de valorizar o trabalho da imprensa em trazer
informações confiáveis e relevantes sobre a Covid-19, correndo risco de
contágio e sofrendo ataques frequentes por parte do governo federal. As
entidades convocam também profissionais da saúde, pois 7 de abril também é o Dia Mundial da Saúde.
Rodrigo Alvarez lança nesta quarta-feira (8/4) a startup Buobooks, que imprime livros brasileiros no exterior, sob demanda e a preços competitivos, como uma espécie de “Netflix dos livros”. Ele deixou a TV Globo em dezembro do ano passado, após 23 anos de casa, e agora dedica-se ao projeto.
Atualmente morando na Flórida, onde escreve seu décimo
livro – o segundo volume de Jesus
–, Alvarez fechou parcerias com algumas editoras brasileiras como
Sextante e LeYa. A ideia é reduzir as dificuldades que pessoas que moram no
exterior encontram para adquirir livros editados no Brasil, como altos preços,
frete e grande tempo de espera até a chegada do produto.
“O que estamos fazendo é inovador porque elimina a
distância. Imprimimos os livros perto de onde as pessoas moram, com preços
normais de mercado, sem aumentos excessivos por conta do processo de exportação
e importação”, explica Alvarez.
Já estão no catálogo da plataforma best-sellers como
Silvio Santos: A Biografia (de Anna Medeiros e Marcia Batista),
Todos contra Todos (de Leandro Karnal), Brasil: Uma História
(de Eduardo Bueno) e Fazendo as Pazes com o Corpo (de Daiana Garbin),
além de livros do próprio Alvarez. É
possível inscrever seu e-mail no site da Buobooks para saber quando ela estará
disponível.
O comentarista João Borges pediu demissão da GloboNews após 17 anos na emissora. Um dos principais destaques do canal, principalmente por suas participações no Jornal das 10, a decisão surpreendeu os colegas, segundo apurou Leo Dias (UOL). Em revezamento, Camila Bomfim e Marina Franceschini o substituem interinamente na GN.
Borges será o novo porta-voz da Federação Brasileira de
Bancos (Febraban). A entidade afirmou que o comentarista “chega em um momento
de grandes desafios e decisivo para o futuro do País”.
O portal Grande Prêmio ganhou nova programação, com mudanças em algumas atrações já tradicionais, como os programas Paddock GP e Paddockast, por causa do impacto da pandemia do coronavírus, além de três novas atrações.
Em 30/2 estreou o Fala y Fala. No formato de talk show, exibido às segundas e quintas-feiras, sempre às 21h, o programa apresentado por Victor Martins e Gabriel Curty traz convidados que não necessariamente têm a ver com o esporte a motor, como jornalistas do ramo do esporte, da política, entretenimento ou economia, assim como comediantes, escritores e atletas de outras categorias.
A conversa aborda histórias de vida e carreira, assim como uma discussão franca sobre o momento em que vivemos no mundo, medidas contra a pandemia e projeções para o que será da Terra quando tudo isso passar. A edição de abertura teve uma roda de conversas com Flavio Gomes, João Carlos Albuquerque, Mauro Cézar Pereira e Lúcio de Castro.
Nesta terça-feira (7/4), às 21h, será a vez do Cadeira Cativa, programa que trará grandes nomes do jornalismo automobilístico para discutir momentos marcantes do esporte a motor, contar histórias, relembrar coberturas, discutir um pouco de atualidade e falar da vida. Entre os convidados estão Edgard Mello Filho, Rodrigo Mattar e Américo Teixeira Jr.
Outra novidade será o game showPassa ou Ultrapassa, apresentado por Felipe Noronha, em que membros do Grande
Prêmio receberão assinantes do site para responderem a uma série de
perguntas em busca de pontos e prêmios, sempre às quartas-feiras, ocupando uma
faixa que, tradicionalmente, é do futebol na televisão.
E a partir de 17/4, às 21h, o canal do GP
trará um programa com foco nos eSports.
Apesar do cunho virtual, é voltado a todos os fãs do esporte a motor, que poderão
acompanhar o desempenho de importantes pilotos do cenário nacional dando voltas
rápidas em simuladores. A apresentação será de Thiago Izequiel.
O Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade no Brasil 2020 foi cancelado oficialmente. Em comunicado, o Estadão, representante oficial do evento no Brasil, afirmou que a decisão foi tomada por causa do atual contexto pandêmico.
“As prioridades de nossos clientes mudaram para a
necessidade de proteger as pessoas, para atender os consumidores com itens
essenciais e focar na preservação de empresas, sociedade e economias”, diz o
texto. O festival, que seria realizado em outubro, foi remarcado para de 21 a
25 de junho de 2021.