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Jornalismo esportivo enfrenta desafio

Como reagem as publicações esportivas europeias, sob o foco da AFP

Jogadores do Grêmio protestam com máscaras em 15/3 pela paralisação do Campeonato Gaúcho. Foto: Guilherme Testa/Correio do Povo

Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de J&Cia no Rio de Janeiro

Não bastasse a falta de notícias numa área em que foram cancelados os eventos, fechados os clubes e os atletas impedidos de treinar, os jornalistas esportivos, de todas as plataformas, encaram o que a France Presse (AFP) chamou de “o maior desafio de sua história”. A expressão foi cunhada por Juan Ignacio Gallardo, diretor do esportivo Marca, líder em circulação na Espanha.

No Brasil não é diferente, e as publicações usam material de arquivo. Na Europa, apelam também por estender o conteúdo de Geral, para não perderem leitores ou audiência. O Marca, pela primeira vez em sua história, acrescentou duas páginas de informações não esportivas. O L’Equipe francês, outro jornal de referência, reduziu o número de páginas da edição impressa e passou a cobrir os jogos de videogame, o chamado e-sport. O italiano Gazzetta dello Sport concentrou sua cobertura nos atletas confirmados com a Covid-19, além de incluir noticiário geral.

Praticamente todos os veículos incluem conselhos para fazer exercícios no confinamento e recomendações de dietas saudáveis, muitas vezes apresentadas pelos próprios atletas, isolados em suas casas. Há, porém, um consenso, entre os analistas do mercado europeu, sobre a efetividade de tais medidas paliativas para fidelizar leitores, e ainda, que o aumento de visitantes online não deve compensar a queda da receita publicitária.

Mais afetadas são as emissoras de tevê: sem torneios para transmissão ao vivo, perdem os altos contratos publicitários. O francês Canal+ substituiu o futebol e a Fórmula 1 por filmes e séries. Já o também francês RMC Sport News interrompeu totalmente as atividades e está fora do ar desde16/3.  Material de arquivo foi a opção dos canais Eurosport – maior rede desportiva da Europa por cabo, satélite e IPTV, disponível em 59 países em 20 línguas – e Bein Sports, subsidiária da Al Jazeera voltada para os eventos esportivos, presente em vários países, por assinatura.

Até agora, a única notícia atual sobre esportes, no mundo, era a indecisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre o adiamento dos Jogos de Tóquio 2020. Com a divulgação, nessa terça-feira (24/3), de que serão realizados em 2021, não restam mais notícias sobre o esporte.

Uso do termo fake news na imprensa aumentou 96% nos últimos três anos; editoria de Política é a que mais usa a expressão

Pesquisa divulgada pela empresa de tecnologia Knewin revelou um aumento de aproximadamente 96% no uso do termo fake news em notícias publicadas entre 2017 e 2020. O período com maior número de menções à expressão foi em 2018, durante as eleições presidenciais.

Em 2017, a média de uso do termo ficou em torno de 21 mil por mês. Em 2019, o índice caiu para cerca de 19 mil, e agora em 2020 a média deve aumentar: só em janeiro, cerca de 22 mil menções foram detectadas, em comparação a dezembro do ano passado, que revelou apenas 14 mil usos. Outro dado relevante é o de que a editoria de Política é a que mais utiliza o termo fake news.

Em entrevista ao Portal Imprensa, Isabella Boechat, gerente de Marketing da Knewin e responsável pela pesquisa, explicou que o tema central que envolve o uso do termo fake news é a disseminação de notícias falsas: “Em dezembro de 2017, por exemplo, as mais de oito mil menções tiveram como principais tópicos o Wikileaks, a eleição presidencial nos EUA, a ligação do Facebook às fake news e o papel do jornalismo no combate às notícias falsas. Em outubro de 2018 − que marcou o pico da análise, com 75 mil menções −, houve eleição presidencial no Brasil, a disseminação de fake news nas redes sociais (incluindo WhatsApp) e notícias falsas sobre o Enem 2018 como principais temas relacionados ao assunto. E em abril de 2019 tivemos como pontos focais as reformas nacionais (Trabalhista e da Previdência), a CPI das fake news e o TSE no combate às fake news”.

Segundo ela, o aumento significativo do uso da expressão ocorreu após as eleições à Presidência dos Estados Unidos, na qual a campanha de Donald Trump foi acusada de disseminar notícias falsas. Os dados obtidos na pesquisa mostram que, em 2017, cerca de 32 mil notícias mencionaram fake news, enquanto em 2016 apenas 1.700 utilizaram o termo.

Morre em Porto Alegre Mariana Kalil, aos 47 anos

A escritora Mariana Kalil morreu no domingo (22/3) em Porto Alegre, aos 47 anos. Ela lutava há um ano contra um melanoma, um tipo de câncer de pele agressivo. Devido a restrições por causa do coronavírus, o velório foi fechado à familiares e amigos.

Mariana teve passagens por vários veículos jornalísticos, como O Estado de S.Paulo, Jornal do Brasil, Época, IstoÉ e Zero Hora. Foi correspondente internacional da BBC na Espanha. Também foi colunista de TV Bandeirantes e BandNews FM. É autora dos livros Peregrina de araque, Vida peregrina e Tudo tem uma primeira vez.

Ditadura é foco de livro póstumo de Luiz Octavio de Lima

A Editora Planeta lança em 31/3 o livro Os anos de chumbo, obra póstuma de Luiz Octavio de Lima (ele morreu em 15/1, em São Paulo, aos 60 anos) que traz uma profunda análise sobre o período desde o governo de Jânio Quadros até a instauração da ditadura militar no Brasil. Laurentino Gomes assina o prefácio, e Noam Chomsky é o responsável pelo texto da capa. A preparação é de Tiago Ferro.

O livro apresenta e analisa os acontecimentos político-sociais que desencadearam o golpe de 1964, estabelecendo um comparativo com os dias de hoje e refletindo sobre a “herança” que o período mais repressivo da história do País deixou para as gerações atuais. A obra traz entrevistas com personalidades da época e revisões bibliográficas.

Formado pela PUC-RJ e com MBA em Economia pela Unicamp-Facamp, Luiz Octavio de Lima teve passagens, entre outros, por Folha de S.Paulo, Veja, O Globo, Exame, Época e Estadão. É autor de outros livros, como A Guerra do Paraguai, 21 Grandes batalhas que mudaram o Brasil, Pimenta Neves − Uma reportagem e 1932: São Paulo em chamas.

Bolsonaro suspende prazos da Lei de Acesso à Informação

No novo texto da MP 928, publicado na noite dessa segunda-feira (23/3) para cancelar a autorização para empresas suspenderem o pagamento do salário de funcionários por até quatro meses, o presidente Jair Bolsonaro também reduziu a transparência do Governo. O texto traz alterações na Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) que suspendem os prazos para resposta aos pedidos de informação feitos pela população.

Agora, ficam livres de prazo para responder a pedidos via LAI os órgãos da administração pública cujos servidores estejam em regime de quarentena ou de home office devido à pandemia. A medida abrange órgãos cujos funcionários dependam de acesso presencial de agentes públicos encarregados da resposta ou “agente público ou setor prioritariamente envolvido com as medidas de enfrentamento da situação de emergência“.

Pela LAI, órgãos públicos integrantes da administração direta dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como do Ministério Público, têm 20 dias para responder aos pedidos de informação. O prazo é prorrogável por mais dez dias, desde que seja apresentada justificativa para o não cumprimento do tempo inicialmente estabelecido. (Com informações do Poder360)

XP oferece curso gratuito sobre investimentos em meio à pandemia do coronavírus

XP Educação oferece a partir desta segunda-feira (23/3) o curso gratuito Como investir no cenário instável do coronavírus, com dicas e sugestões sobre investimentos no contexto pandêmico atual. Todas as aulas foram disponibilizadas às 9h e ficarão na plataforma por tempo indeterminado.

O curso tem cinco módulos e é ministrado por especialistas da XP, incluindo o estrategista-chefe Fernando Ferreira, a estrategista e criadora do canal ExplicaAna Ana Laura Magalhães e a analista de ações Betina Roxo. A abertura do curso foi feita por Guilherme Benchimol, CEO da XP Inc.

As aulas contextualizam o cenário atual, explicando os impactos da pandemia na economia ao redor do globo, além darem exemplos de mecanismos que podem ser acionados em tempos de crise (como o circuit breaker e o VIX) e dicas para quem quer investir neste conturbado momento do setor de investimentos.

Acesse as aulas gratuitamente!

Campanha #imprensacontraovírus unifica jornais do País

Os principais jornais do Brasil trazem nesta segunda-feira (23/3) a mensagem “Juntos vamos derrotar o vírus – unidos pela informação e pela responsabilidade”, como parte de uma campanha da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que destaca a importância da imprensa e das informações verídicas e confiáveis no combate ao vírus. A capa mostra também a hashtag #imprensacontraovírus.

Jornais apenas com versões digitais também estão publicando conteúdo da campanha com a hashtag. O objetivo do projeto é incentivar as pessoas a buscarem informações em veículos jornalísticos confiáveis, evitando o compartilhamento de rumores, boatos e fake news em geral.

Em entrevista ao Estadão, Marcelo Rech, presidente da ANJ, disse que “em situações dramáticas como a que vivemos, informação precisa e contextualizada é um bem ainda mais essencial. (…) O antídoto contra a desinformação espalhada nas redes sociais é a ‘boa viralização’ da informação verdadeira”.

Vale lembrar que pesquisa da Edelman publicada na semana passada revelou que, em meio ao pânico gerado pelo coronavírus, a imprensa é a fonte de informação mais confiável.

Lance suspende versão impressa

O jornal esportivo Lance anunciou em 21/3 a suspensão de sua versão impressa. A digital será mantida. Segundo informou Juca Kfouri em sua coluna no UOL, os motivos para a decisão estariam relacionados às restrições impostas pelo combate ao coronavírus, bem como ao fechamento de bancas de jornais. A publicação completaria 23 anos em outubro.

Colunista do Lance de 1995 a 2009, Juca destacou o impacto da publicação quando surgiu, em 26 de outubro de 1997, com formato tabloide e em cores, revolucionando a imprensa da época e alcançando o ranking dos dez jornais de maior circulação no País, sob comando do editor Walter de Mattos Júnior.

Como informou Juca na coluna, Lance vai para o intervalo, mas não se trata do apito final. O diretor de Negócios Afonso Cunha explicou ao Portal dos Jornalistas: “Hoje, infelizmente, não temos capilaridade na distribuição do jornal e nos baseamos na venda em banca. As bancas estão fechadas e as pessoas não saem mais à rua. Isso nos levou a tomar essa decisão muito triste”.

Ele informou que os editores do impresso, diagramadores e fechadores tiveram as atividades suspensas. E acrescentou: “Demos férias de 15 dias para avaliar a situação. Qualquer pessoa no Brasil que toma decisões não pode dizer o que vai acontecer. Vamos avaliando”. A edição online permanece, e ninguém foi afastado.

(Nota atualizada em 23/3/2020, às 17h48)

Abracom faz videoconferência sobre como gerir negócios em meio à crise do coronavírus

Logo Abracom

A Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) realiza nesta terça-feira (24/3) a webinar Como conduzir os negócios em meio à crise do coronavírus, para ajudar, dar dicas e tirar dúvidas sobre gestão de negócios neste período conturbado da economia nacional e internacional. A transmissão é aberta a agências de todos os portes, incluindo empresas não associadas, porém restrita a donos, sócios e profissionais em cargos de gestão de agências de comunicação corporativa.

Para inscrever-se, é preciso enviar até as 12h desta segunda-feira (23/3) e-mail para [email protected] com nome, cargo, agência, website e um “de acordo” para confidencialidade dos temas que serão tratados na conferência.

Coronavírus: imprensa é a fonte de informação mais confiável, diz pesquisa

A Edelman divulgou uma edição especial do relatório Edelman Trust Barometer 2020, que analisa a confiabilidade dos meios que as pessoas utilizam para se informar sobre a Covid-19, causada pelo novo coronavírus. Os dados revelam que, nos dez países onde o estudo foi feito, a imprensa é a fonte de informação mais utilizada: 64% dos participantes, que vivem em África do Sul, Alemanha, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, consideram as informações vindas da imprensa como as mais confiáveis.

Os brasileiros participantes apresentaram comportamento contrário aos dos outros países: 64% prefere se informar pelas redes sociais, enquanto que as empresas noticiosas aparecem em segundo lugar, com 59%. Já no resto do mundo, a imprensa segue sendo a fonte de informação mais confiável, e as redes sociais e amigos e familiares ocupam as últimas colocações do estudo. Vale destacar que a pesquisa foi realizada entre 6 e 10 de março, pouco antes da Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar o vírus como uma pandemia.

Outro dado relevante foi o de que, em geral, sete entre dez dos entrevistados buscam notícias sobre a pandemia a menos uma vez por dia, sendo que 33% dizem que estão checando várias vezes ao dia. Estes números sobem em países como Itália, Coreia do Sul e Japão, onde os surtos foram maiores.

Porta-vozes com mais credibilidade, como cientistas, médicos e funcionários da OMS, são as fontes mais confiáveis: 85% dos entrevistados disseram querer ouvir mais os cientistas e menos os políticos, representantes do governo e jornalistas, que aparecem com apenas 50% de confiabilidade.

Confira o relatório na íntegra.

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