Faleceu na noite dessa terça-feira (19/5), aos 88 anos, José Luiz Vieira. Um dos mais respeitados e pioneiros do jornalismo automotivo no Brasil, fez história à frente da extinta revista Motor 3, destaque na década de 1980 pelo aprofundamento técnico e pela produção de conteúdo com carros antigos e estrangeiros.
Há anos comandava ao lado da esposa, a também jornalista Vera Vieira, a JLV Consultoria. Além dela, deixa um filho e dois netos. Seu corpo foi cremado na manhã desta quarta-feira (20/5), em Vargem Grande Paulista.
Confira no vídeo o resgate que Marcos Rozen, do Museu da Imprensa Automotiva, fez da história da Motor 3 e de José Luiz Vieira para o site e canal FlatOut:
O Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais (SJPMG) e a Casa do Jornalista pediram à Polícia Civil a abertura de um inquérito para investigar e identificar a autoria de pichações em um tapume do Hospital das Clínicas, em Belo Horizonte (MG), pregando a morte de jornalistas. Uma das frases escritas era “colabore com a limpeza do Brasil matando um jornalista todo dia”.
O delegado Wagner Salles, chefe do Primeiro Departamento de Polícia Civil de Belo Horizonte, declarou que todos os esforços estão serão empreendidos para identificar o responsável pelas pichações, que, segundo ele, atingem a toda uma classe de trabalhadores e “também a democracia”.
Em nota, o Sindicato escreveu que “a escalada da violência contra jornalistas tem tomado uma proporção assustadora desde que os governos estaduais e municipais determinaram medidas de confinamento. Desde que foi decretado o confinamento na capital mineira, esse é o quarto caso de tentativa de intimidação do trabalho dos jornalistas. Repórteres de diversos órgãos de comunicação têm sido vítimas de tentativas de intimidação e ameaças durante a cobertura da pandemia. Todos os casos serão levados ao conhecimento das autoridades para que as agressões sejam coibidas. Basta de violência contra jornalistas”.
Os professores Luiz Artur Ferraretto, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e Fernando Morgado, das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), do Rio de Janeiro, produziram o e-book Covid-19 e comunicação: um guia prático para enfrentar a crise, que serve para ajudar a imprensa na cobertura diária da Covid-19.
Em 62 páginas, os autores buscaram abordar temas como as diferentes nomenclaturas do coronavírus, fake news, falsos especialistas, manutenção de negócios em meio à pandemia, ética e responsabilidade dos profissionais de imprensa e home office. O objetivo é oferecer uma visão ampla e colaborativa sobre a cobertura da doença. À medida que os autores acharem necessário, versões atualizadas do guia serão publicadas, durante e após a pandemia.
Rafael Sartori e Ricardo Braga, fundadores do Jornal 140, comandam nesta quarta-feira (20/5), às 17h, a liveComo sobreviver na disrupção digital, em que debaterão a transformação e a aceleração de negócios. A iniciativa é uma parceria do 140 com a Unibes Cultural.
O evento online terá a participação do professor e estrategista Aloisio Sotero. Além de debaterem o tema, os três darão dicas sobre como garantir a sobrevivência de marcas e negócios em meio à disrupção digital.
O repórter Luiz Maklouf Carvalho morreu no sábado (16/5), aos 63 anos, em São Paulo, de câncer de pulmão. No Estadão desde 2016, teve passagens por Resistência, Movimento, Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil e Jornal da Tarde, além das revistas Época e piauí.
Nascido em Belém, Maklouf formou-se em Direito pela Universidade Federal do Pará. Morava em São Paulo desde 1983. É autor de obras como Mulheres que foram à luta armada e Já vi esse filme: reportagens e polêmicas sobre Lula e o PT (1984-2005), títulos que lhe renderam dois prêmios Jabuti. Seu livro mais recente, lançado ano passado, é O cadete e o capitão: a vida de Jair Bolsonaro no quartel, que conta como o atual presidente trocou a carreira militar pela política.
Ederaldo Kosa, sócio da Linhas Comunicação, apresenta nesta quinta-feira (21/5), das 15h às 17h, o webinarComunicação e fake news em tempos de pandemia, que debaterá o compartilhamento de informações falsas durante a crise de saúde global e suas consequências de curto a longo prazos.
O evento também analisará a concorrência que o jornalismo profissional vem enfrentando com influenciadores e social media, além de fornecer dicas sobre como identificar fake news e a veracidade de informações. O foco são empresários e profissionais de bares e restaurantes, um dos setores mais afetados pela pandemia.
“Ninguém escapa das fake news”, afirma Ederaldo. “A própria OMS já advertiu para o problema, que pode matar assim como o vírus. Desinformação, em saúde, pode levar à morte. Na economia, pode levar a decisões erradas. Mesmo entre empresários é comum observar compartilhamentos de mentiras. A imensa maioria não faz por mal, mas porque a ideia de uma mensagem às vezes vai ao encontro da sua ou simplesmente porque não a pessoa não quer checar antes a informação”.
O webinar contará com a presença de Lúcio Mesquita, consultor de comunicação que mora no reino Unido há mais de 30 anos e que teve passagens por Estadão e Jovem Pan antes de chegar à BBC, onde atuou por cerca de 25 anos. Para receber o link do evento, é preciso enviar um e-mail para [email protected].
Clarissa Oliveira (Band TV) foi agredida no último domingo (17/5) por uma manifestante bolsonarista, durante o ato pró-governo realizado em frente ao Palácio do Planalto. A agressora acertou a cabeça da repórter com a bandeira do Brasil enquanto a balançava, criticando a imprensa e chamando os jornalistas de “lixo”. Logo depois do ocorrido, a manifestante desculpou-se com Clarissa, mas sorrindo.
A repórter da Band TV contou que se preparava para uma entrada ao vivo, mas um problema técnico a obrigou a sair do ar por alguns minutos. Foi nesse momento que a manifestante a agrediu. Clarissa relatou o episódio e declarou que, “logo em seguida, ela se desculpou, meio aos risos. Mas tive também a solidariedade de outros manifestantes que vieram me perguntar se estava tudo bem. A bandeirada não foi forte. Tudo segue aqui. Seguimos trabalhando normalmente”. A repórter fez um boletim de ocorrência numa delegacia em Brasília.
O ocorrido ganhou enorme repercussão negativa nas redes sociais. O ministro do STF Alexandre de Morais escreveu que “é absolutamente inadmissível que uma repórter, exercendo sua profissão, seja covardemente agredida por uma manifestante radical, que jamais saberá o real significado do direito de livre manifestação e da imprensa livre, um dos sustentáculos da democracia”.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) iniciou na sexta-feira (15/5) uma pesquisa sobre os profissionais de imprensa contaminados pelo novo coronavírus, com o objetivo de obter números oficiais e mapear o real quadro de infectados na categoria.
A entidade enviou a pesquisa aos sindicatos de jornalistas de todo o País, e pede para que o formulário chegue até todas as redações, para abranger o maior número possível de profissionais e obter dados próximos aos reais. Maria José Braga, presidenta da Fenaj, declarou que a convocação para que os jornalistas respondam o formulário é “para acompanhar a evolução da doença entre a categoria, num cenário de subnotificação e, com isso, readequar a ação sindical sempre que for necessário”.
O curso de Jornalismo da ESPM promove nesta quarta-feira (20/5), das 10h às 11h30, o webinarA pandemia e o fortalecimento do telejornalismo, que discute os novos modos de produção e circulação de notícias à distância, durante a quarentena.
O evento, gratuito, receberá Silvana Requena, editora executiva do SPTV – 2ª edição, e Rodrigo Hornhardt, chefe de Redação do SBT. As mediadoras serão as professoras Maria Elisabete Antonioli e Heidy Vargas. Inscreva-se!
A Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) realiza na terça-feira (26/5), às 18h, a liveA crise do coronavírus e a comunicação, que discutirá os impactos da pandemia nas agências e o que é preciso fazer em tempos de crise.
A live será realizada pelo Google Hangout, com apresentação do presidente-executivo Carlos Henrique Carvalho, que entrevistará a consultora Rosângela dos Santos, responsável por gerenciar a crise da Samarco após o rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais. Ela vai falar sobre a experiência e contar como foi fazer a comunicação de crise em uma empresa que ficou com as atividades suspensas e elaborar um plano estratégico de reconstrução da marca e sua reputação, temas extremamente relevantes em meio à crise gerada pelo coronavírus. Não perca!