Estão abertas até 31 de agosto as inscrições para a 4ª edição do Prêmio Mercantil de Jornalismo, iniciativa do Banco Mercantil, que valoriza e incentiva trabalhos sobre o universo financeiro. Neste ano, o tema será Longevidade financeira: como o Brasil está preparado (ou não) para envelhecer com renda, crédito e qualidade de vida, com foco em finanças para o público 50+.
As categorias são Mídia Escrita Impressa (jornais e revistas), Mídia Escrita Online (portais, sites e agências de notícias), Mídia Eletrônica (TV) e Mídia Eletrônica (Rádio, incluindo podcasts e videocasts jornalísticos). Podem ser inscritos trabalhos veiculados entre 1º de janeiro e 31 de agosto de 2026. Os três primeiros colocados em cada categoria serão premiados: O primeiro lugar receberá R$ 10 mil; o segundo, R$ 6 mil; e o terceiro, R$ 4 mil.
Os finalistas serão anunciados no dia 1º de outubro e a cerimônia de premiação está marcada para novembro, com data ainda a ser definida, na sede do Banco Mercantil, em Belo Horizonte.
Plácido Berci, repórter e apresentador esportivo da TV Globo, lança seu primeiro romance ficcional, Louca normalidade (Mondru). A obra mergulha em temas profundos como saúde mental, laços familiares e a passagem do tempo, narrando a história de Francisco Solano, um idoso jornalista aposentado que, após sofrer um AVC, passa a registrar tudo em blocos de notas para preservar sua memória.
A trama ganha contornos de mistério quando Francisco acorda com uma anotação enigmática sobre uma mulher, uma praia e uma sequência de letras e números. Entre flashbacks, sonhos e investigações solitárias, o protagonista tenta decifrar se testemunhou um crime ou se sua mente fragilizada criou realidades paralelas.
A narrativa alterna entre a terceira pessoa e as anotações íntimas de Francisco, recurso que aproxima o leitor do confuso universo mental do personagem. “Meu objetivo foi gerar reflexão sobre o preconceito em relação a quem é visto como fora dos padrões por questões ligadas à saúde mental”, comenta Plácido.
Inspirado na figura do pai, Pedro Berci Filho, o autor começou a escrever o livro em 2018, observando o hábito paterno de anotar tudo após um AVC. “O personagem principal, Francisco Solano, é praticamente todo inspirado no meu pai, fisicamente e, principalmente, em termos de comportamento e personalidade”, revela. A morte do pai durante o processo de escrita acrescentou novas camadas emocionais à obra, tornando-a também um exercício de luto e elaboração.
Pesquisas sobre os efeitos negativos das redes sociais no bem-estar de jovens, derrotas das plataformas em processos judiciais, questionamentos sobre privacidade e regulamentações mais duras em vários países podem estar levando adultos a repensarem sua presença online, como sugere um estudo do Ofcom, órgão regulador das comunicações no Reino Unido.
Publicado anualmente, o relatório combina pesquisas quantitativas e qualitativas e ouviu, neste ano, mais de 7 mil adultos para entender como eles usam diferentes mídias e tecnologias para acessar serviços, relacionar-se, informar-se e se divertir.
O uso das redes sociais continua generalizado: nove em cada dez internautas no país acessam pelo menos uma plataforma. Entre 16 e 34 anos, esse percentual chega a 97%.
A pesquisa constatou, no entanto, que o uso das redes está se tornando mais “passivo e circunspecto”.
Pouco menos da metade dos entrevistados, 49%, disseram postar, compartilhar ou comentar ativamente nas mídias sociais, enquanto a maioria agora prefere usar as plataformas para ver conteúdo sem interagir. Há apenas dois anos, 61% afirmavam fazer esse tipo de interação com frequência.
O estudo também mostrou que o medo de problemas causados por postagens antigas cresceu de um ano para o outro. No levantamento anterior, 43% dos entrevistados demonstraram essa preocupação. Em 2026, o índice subiu para 49%.
Segundo o relatório, alguns deixaram de postar completamente, enquanto outros passaram a prestar mais atenção à própria pegada digital, preferindo conteúdos com vida útil limitada, como os Stories do Instagram, em vez de publicações permanentes.
O documento do Ofcom explora ainda outros temas ligados ao ambiente digital, como preocupações com tempo de tela e desinformação online, confiança no jornalismo e na publicidade e a relação com a inteligência artificial.
Leia mais sobre o estudo e veja o relatório completo em MediaTalks.
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O 21º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji homenageará neste ano as repórteres Fátima Souza, do SBT, e Vera Araújo, de O Globo, especializadas na cobertura de segurança pública. As suas estarão presentes no evento, que será realizado entre 30 de julho e 1º de agosto no Campus Paraíso da UNIP, em São Paulo.
“Fatima e Vera representam a importância do espírito de resiliência e comprometimento com a reportagem destemida feita em nome do interesse público”, declarou Ana Carolina Moreno, presidente da Abraji. “Esperamos que o olhar curioso e as técnicas de investigação que ambas acumularam ao longo da carreira, além da contribuição de ambas para moldar a cobertura de segurança pública no país, sirvam de inspiração para as novas gerações de jornalistas”.
Fátima Souza tem mais de 40 anos de carreira, muitos deles dedicados à investigação de organizações criminosas no Brasil. Foi a primeira mulher a cobrir crimes para a televisão. graças a uma reportagem de Fátima, de 1997, o Brasil tomou conhecimento de uma facção criminosa que emergia dos presídios paulistas, o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao longo da carreira, trabalhou em TV Cultura, Band e Record, e agora atua no SBT.
Vera Araújo é também experiente na área, com 38 anos de carreira, cobrindo o crime organizado no Rio de Janeiro. Em 2005, ela assinou uma reportagem no jornal O Globo com o título Milícias de PMs expulsam tráfico, revelando que 42 favelas na Zona Oeste do Rio estavam sob domínio de policiais e ex-policiais militares, que entraram para disputar espaço com as facções de traficantes. O termo “milícia” foi incluído no texto por sugestão da própria Vera. E hoje, tal termo é utilizado por toda a imprensa para denominar grupos paramilitares. Além de O Globo, trabalhou ainda Jornal do Brasil e O Dia.
A homenagem para as duas repórteres será na tarde de 30 de julho, primeiro dia do Congresso. Além da homenagem, será exibido um documentário sobre a carreira de ambas, produzido sob a coordenação de Juliana Dal Piva, vice-presidente da Abraji.
A BandNews FM anunciou o retorno do comentarista Mauro Beting, que está de volta à rádio após um ano e meio. Ele já havia trabalhado na emissora em ocasiões anteriores. Nesta nova etapa, na equipe de Esportes, participará de programas da grade, cobrirá jogos e atuará nas transmissões das partidas da Copa do Mundo. A estreia ocorreu nesta quinta-feira (9/4), durante o Jornal BandNews FM.
Beting estará à frente de uma coluna sobre os principais acontecimentos do Esporte no BandNews São Paulo, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 10h40. Ele também participará do BandNews na Área, às 21h40, e de outras atrações ao longo da programação da rádio.
Com quase 40 anos de carreira, Beting iniciou sua trajetória como crítico musical e repórter político antes de migrar para a área esportiva. Já são ao todo 36 anos voltados ao jornalismo esportivo. Beting é colunista, escritor e teve passagens na TV, jornal, internet, em veículos como a própria Band, além de ESPN, SporTV, Record, SBT e TNT Sports.
Vencedores do 3º Prêmio Cooperativismo Cearense de Jornalismo
O Sistema OCB/CE realizou na última terça-feira (7/4), em Fortaleza, a cerimônia de premiação do 3º Prêmio Cooperativismo Cearense de Jornalismo. Com o tema Cooperativas constroem um mundo melhor, a premiação valorizou trabalhos jornalísticos que evidenciam a contribuição do cooperativismo para a geração de renda, inclusão social e desenvolvimento sustentável nas comunidades cearenses.
Nesta terceira edição, o prêmio distribuiu quase R$ 50 mil em premiações e contemplou cinco categorias: Texto, Áudio, Vídeo, Fotojornalismo e Universitário. Confira a relação completa de premiados:
Fotojornalismo
1º lugar: Antonio Aurélio Alves Barroso (Jornal O Povo), com Incremento na economia e transformação social gerados pelo cooperativismo
2º lugar: Júlio Caesar Rodrigues Costa Maciel (Jornal O Povo), com Força no campo: o papel das cooperativas
3º lugar: Daniel Bezerra Calvet (O Otimista), com Do campo à cidade: a força transformadora das cooperativas agrícolas do Ceará
Texto
1º lugar: Ana Luiza Serrão Costa, Beatriz Cavalcante e Irna Cavalcante (O Povo), com Cooperativismo no Ceará
2º lugar: Francisco Raone Barbosa Saraiva, Aline Veras, Caio Carvalho, Marília Maciel e Mavi Nobre (O Otimista), com Cooperativismo no Ceará: crescimento e transformação
3º lugar: Mariana Martins Lemos (Diário do Nordeste), com Cooperativismo: união que transforma o Ceará
Áudio
1º lugar: Luciano Augusto de Loyola Diógenes e André do Vale (Rádio Jovem Pan News Fortaleza), com O Cooperativismo que Gera Renda, Dignidade e Desenvolvimento
2º lugar: Francisco Jefferson Sales de Oliveira, Kayo Passos e Dina Sampaio (Jangadeiro BandNews FM), com Caminhos da Terra: o cooperativismo que floresce no semiárido
3º lugar: Fernando Jocelito Reinaldo, Márcia Marcia Vieira Machado e Lucia Helena Arraes de Alencar Pierre (Universitária FM), com Cooperativismo para uma saúde mais acessível e humanizada
Vídeo
1º lugar: Miguel Anderson da Costa Ferreira, Fábio Henrique Mareano, Edson Oliveira, Rômulo Dias, Murilo Monteiro, João Guilherme Filho, Thiago Lima, Monalisa Castro, Edson Cunha, Isaac Garcia, Lúcio Gleison Uchoa, Marelyse Araripe e Moema Soares (TV Câmara Fortaleza), com Cooperativismo: a união é o melhor negócio
2º lugar: Tarcísio Ribeiro Vieira Júnior, Débora Ribeiro Barros Sales, Rodrigo Sanders Lima, Flávio Carlos Girão de Oliveira, José Valdenor Batista de Almeida e Gabriel Mathias Lopes (TV Jangadeiro), com Cooperativas: oportunidades no mercado de trabalho
3º lugar: Francisca Claudiana Pinho Mourato, José Laerto Xenofonte de Sousa e João Victor Silva Dantas (TV Verdes Mares Cariri), com Agricultura ganha inovação com jovens produtores
Jornalismo Universitário
1º lugar: Giovanni Sampaio Scomparin, João Pedro Maia da Silva e Odara de Paula Creston (Universidade Federal do Ceará), com Ceará feito à mão: mulheres transformam artesanato em renda
2º lugar: Maria Eduarda Morais Câmara (Universidade de Fortaleza), com Mulheres no cooperativismo: os obstáculos enfrentados pelas lideranças femininas no Ceará
3º lugar: Yasmin Boyadjian de Oliveira, Maria Eduarda Morais Câmara e Letícia Vitória dos Santos Nunes (Universidade de Fortaleza), com Vemdosol instala primeira usina e aposta em energia limpa no interior do Estado do Ceará
Vencedores do 3º Prêmio Cooperativismo Cearense de Jornalismo
Funcionária número 1 do Seu Dinheiro, contratada em 2018 como editora-chefe para montar a redação, que na época era uma sociedade do Estadão e da Empiricus, Marina Gazzoni deixou no final de março a função de Diretora Executiva da publicação e do Money Times, atualmente controlados pela Empiricus Research e pelo BTG Pactual.
Nesse período, foi responsável pela criação de um núcleo de branded content, de podcasts, eventos e outros projetos especiais. Nos últimos dois anos, dedicou-se especialmente à reorganização da estratégia comercial dos canais, com a revisão do portfólio editorial e a negociação de parcerias publicitárias.
Jornalistas&Cia publicou na terça-feira (7/4), Dia do Jornalista, um especial sobre o jornalismo dedicado à cobertura de saúde, ciência e bem-estar.
Na data de 7/4, os jornalistas brasileiros celebram o seu dia, numa efeméride que foi criada para homenagear a data de fundação da ABI, 108 anos atrás, em 7 de abril de 1908, no Rio de Janeiro, cidade que continua a abrigar a sede da instituição, em seu belo, ousado e histórico prédio no centro, da cidade.
Neste ano, nossa escolha recaiu sobre um tema que cresce cada vez mais em relevância e pertinência e que continua a enfrentar a incompreensão e mesmo o desprezo de parte da sociedade, em especial os chamados negacionistas: o jornalismo especializado em saúde, ciência e bem estar ou simplesmente o jornalismo que ajuda a salvar vidas.
Decidimos ouvir alguns dos nomes que mais têm se dedicado à cobertura desse segmento do jornalismo, incluindo alguns dos nomes que tem se destacado no Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar, que este J&Cia tem a honra de organizar, para ouvir de quem está no calor da luta suas considerações sobre onde estamos indo bem, onde precisamos melhorar, o que pensam dessa atividade e, mesmo, no caso dos campeões da premiação, um pouco de suas aptidões e gostos pessoais.
Também fomos a campo ouvir alguns executivos de empresas que têm organizado premiações jornalísticas focadas na área, para avaliar os benefícios que esse investimento tem trazido para as causas que abraçam e para a reputação das marcas, reservando para a parte final da edição uma síntese das principais premiações dessa área em curso no País.
O trabalho contou ainda com uma entrevista especial com a pesquisadora Helena Dutra Lutgens, presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo, que mostra a situação de penúria e descaso do poder público para com essa categoria profissional, que, historicamente, tem sido essencial para o desenvolvimento da ciência não só para o Estado de São Paulo, mas para todo o País.
É a nossa contribuição e o nosso reconhecimento a todas e todos os profissionais que incorporaram a ciência em seu dia a dia, levando para a sociedade informações valiosas e úteis para uma vida melhor e mais saudável.
Ficam aqui também registrados os nossos agradecimentos à equipe de J&Cia que cuidou com carinho e esmero desse especial, integrada pelo editor executivo Wilson Baroncelli, pelo editor assistente Fernando Soares e pelo repórter e coordenador do Portal dos Jornalistas Victor Félix Arakaki. E a todas as marcas que responderam ao nosso convite, apoiando a iniciativa
O narrador Luís Roberto, atualmente a principal voz do Esporte da TV Globo, foi diagnosticado com neoplasia na região cervical, um crescimento anormal de células no pescoço que pode resultar na formação de tumores benignos ou malignos. Ele descobriu a condição em exames de rotina e está em fase final de avaliação para decidir a melhor forma de tratamento. Com isso, está afastado das atividades profissionais e ficará de fora das transmissões dos jogos da Copa do Mundo.
Ao ge.globo, explicou que está tudo sob controle a agradeceu o carinho e o apoio da família, de colegas e de amigos: “Tenho ao meu lado o que a ciência tem de melhor. Melhores médicos, hospitais. Tenho uma família amorosa seguindo ao meu lado. Em quase 40 anos na Globo, aprendi que essa casa jamais desampara os seus. Estou plenamente amparado por todo o nosso time. Ficar ausente por esse período que engloba a Copa é um desafio enorme, mas o maior de todos é vencer esta etapa. Esse é o meu foco. Com fé em Deus e na ciência, em breve estaremos de volta à vida normal. Obrigado a todos por tanto carinho e apoio”.
Luís estava escalado para ser a voz dos jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo em transmissões da Globo em tevê aberta. Ele narrou os últimos amistosos da seleção, contra França e Croácia, no final de março. E comandou ainda o jogo entre Flamengo e Santos, no domingo de Páscoa (5/4). A Globo ainda não anunciou o substituto dele na Copa. Na tevê aberta, além de Luís, Gustavo Villani e Everaldo Marques serão enviados para narrar os jogos do torneio. No SporTV as transmissões serão comandadas por Luis Carlos Jr. e Paulo Andrade.
Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), assinaram nessa terça-feira (7/4), Dia do Jornalista, o Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais. O objetivo da iniciativa é padronizar os procedimentos de investigação em casos de violência contra a imprensa.
O protocolo, elaborado no âmbito do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, com colaboração de entidades defensoras do jornalismo, visa a garantir a proteção de comunicadores atacados e agredidos, além de padronizar os procedimentos investigativos desses casos, evitando que a motivação do crime (o exercício da atividade jornalística) seja ignorada durante a apuração. A ideia é que ataques contra a imprensa brasileira não saiam impunes, as vítimas recebam a proteção devida e as instituições tenham as ferramentas adequadas para lidar com a violência contra a categoria.
O evento de assinatura do protocolo ocorreu às 11h, no Palácio do Planalto, com a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), o Ministério dos Direitos Humanos e das Relações Exteriores. Assista na íntegra aqui.