José Roberto Guzzo, que deixou a Editora Abril em outubro após 51 anos de casa, e Rosângela Bittar, que até duas semanas atrás chefiava a Redação do Valor Econômico em Brasília, passaram nesta semana a assinar colunas nas edições impressa e digital do Estadão.
José Roberto Guzzo. Foto: Leandro Fonseca
Guzzo, que estreou no domingo (10/11), semanalmente analisará o cenário político e econômico do País. “O que mais me chama atenção hoje é que existem dois países: um Brasil real e um Brasil imaginário”, afirma. “O Brasil real é o Brasil que trabalha, que produz, pujante, que demonstra isso com fatos, resultados. O Brasil imaginário é o País da crise diária, onde tudo é problema, motivo de impeachment do presidente, motivo para o fim do mundo. Esse é um Brasil que, na minha opinião, é falso, não chega às pessoas, porque elas não se importam com ele”.
Rosângela Bittar. Foto Hélvio Romero/Estadão
Rosângela, que escreverá às quartas-feiras, volta às páginas do Estadão, onde iniciou a carreira há 41 anos. Ela comandou as sucursais em Brasília de alguns dos principais jornais do País, tendo ficado os últimos 20 anos no Valor. Mas, como destaca, “sempre mantendo os dois pés na reportagem”. “Eu faço uma coluna de repórter”, conta. “Não sou cientista política. É uma coluna de observação dos fatos e de muita conversa”.
O jornalismo é uma das
profissões mais democráticas do mundo, pois visa informar, de forma imparcial,
todas as pessoas da sociedade. As informações transmitidas por meio do
jornalismo devem ignorar diferenças de todos os tipos, sejam de classe social,
raça, gênero, sexo, etnia ou crença. Nesse contexto, o jornalismo pode ser uma
ferramenta extremamente importante para dar voz às minorias, às classes menos
privilegiadas da sociedade, àqueles que “não têm voz” na grande mídia. Pela
imprensa, as minorias deveriam conseguir expor suas lutas e reivindicar seus
direitos.
Porém, o jornalismo traz em si
uma contradição: ao mesmo tempo em que é uma das profissões mais democráticas
do mundo, praticamente não adota uma política de inclusão. Além de temas sobre
minorias serem ainda pouco veiculados na grande mídia, os meios utilizados para
a transmissão de informações são excludentes para deficientes físicos, por
exemplo. A grande maioria das videorreportagens não tem tradução em Libras. E
mesmo o acesso às redações muitas vezes é precário, com ausência de rampas,
elevadores e banheiros específicos para deficientes físicos.
Em função dessa realidade, a
consultoria Talento Incluir, que há 19 anos atua em programas de adesão nas
empresas, está lançando o Guia do Jornalismo Inclusivo, que apresenta questões relevantes
sobre o tema da inclusão dos deficientes e o jornalismo como uma importante ferramenta
da causa, servindo literalmente como um guia para os jornalistas sobre como
abordá-la e inseri-la nos próprios locais de trabalho.
Carolina Ignarra
Em entrevista para este J&Cia, Carolina Ignarra, sócia-fundadora da agência, fala sobre o guia, a temática da inclusão no jornalismo e na sociedade como um todo, os principais obstáculos para o acesso às grandes redações, enfrentados diariamente pelos deficientes, bem como os caminhos para políticas amplas de inclusão.
Carolina reitera a importância
de escolher as palavras certas para falar sobre o tema: “A deficiência era um
tabu, algo visto como proibido, tanto que as terminologias foram mudando ao
longo do tempo: portador de necessidades especiais, portador de deficiência, e
na verdade essas palavras eram usadas para evitar o uso do termo ‘deficiência’.
Além de termos, existem questões de imagem, ou seja, qual imagem quero passar
quando escrevo uma matéria sobre o assunto”.
A consultora também falou sobre
as novas interpretações estabelecidas pela ONU sobre “deficiência”. Agora, é
preciso tratá-la como uma condição: “No processo de escrita, a pessoa sempre
deve vir antes de sua condição. Primeiro é preciso escrever o nome, a pessoa, e
sua condição vem depois. O termo ideal que deve ser utilizado é “pessoa com
deficiência”.
A ausência do tema e de
discussões/debates sobre o assunto, segundo Carolina, perpetuam o preconceito e
dificultam o processo de conscientização da sociedade: “Há uma cultura de
inclusão que ainda não está disseminada, e isso faz com que, constantemente,
existam termos como ‘deficientes’ ou ‘portadores de deficiência’ nos textos
jornalísticos, que são equivocados. Nesse sentido, o jornalismo é o melhor
caminho para disseminar essa cultura da inclusão”.
Sobre a falta de
acessibilidade/inclusão em qualquer lugar da sociedade, incluindo as próprias
redações, Carolina afirma que o meio não favorece: “A deficiência aumenta
quando isso acontece. Quando chego em algum lugar e não há rampa lá, não
consigo entrar, me locomover, minha independência acaba. Na ONU, houve um
debate sobre essa questão. A condição das limitações está intimamente
relacionada ao meio. As sociedades não sabem lidar com essas limitações”.
O guia busca conversar com os
jornalistas, mostrar a eles o caminho para abordar a temática da inclusão de
deficientes com mais carinho, mais delicadeza, para favorecer a imagem da
pessoa com deficiência e não a desfavorecer. “Na realidade, o problema não é o
que falar, mas como falar, a forma como você fala do assunto, explica
Carolina.
Além de uma discussão sobre a
terminologia, o guia apresenta temas que se relacionam com a figura da pessoa
com deficiência e apresenta algumas soluções para aumentar a inclusão nos
locais de trabalho e na sociedade como um todo, como o uso de aplicativos
especiais, ou fazer com que as próprias redações se adaptem às pessoas com
deficiência e não o contrário.
Segundo a Lei de Cotas para
Deficientes e Pessoas com Deficiência (Lei Nº 8.213, de 24 de julho de 1991),
empresas devem contratar pessoas com deficiência de acordo com a proporção a seguir:
de 100 a 200 empregados, 2%; de 201 a 500, 3%; de 501 a 1000, 4%; mais de 1000,
5%. Porém, segundo a Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia, o
percentual nunca passou de 1%, o que comprova a urgência e importância do tema.
Carolina se diz otimista, mas
admite que ainda existe um longo caminho pela frente: “É uma realidade em
evolução. Algumas empresas já estão se adaptando, realizando o processo de
inclusão, fornecendo a opção de home
office para quem não pode se locomover com facilidade, por exemplo. Existe
um avanço em números, mas o que falta mesmo é carreira, é expectativa de
crescer no cargo, na profissão, pensar a longo prazo. Muitas empresas se
preocupam apenas em cumprir as cotas e não permitem que o funcionário cresça.
Temos exemplos muito bons; porém, quando olhamos para o mercado como um todo,
percebemos que ainda estamos engatinhando”.
O governo aproveitou a medida provisória que cria o Programa Verde Amarelo para acabar com a exigência de registro profissional para jornalistas, publicitários, radialistas, químicos, arquivistas e até guardador e lavador de veículos. O programa foi anunciado em 11/11 como estratégia para estimular a geração de vagas de trabalho para jovens de 18 a 29 anos que poderão ganhar até 1,5 salário mínimo (R$ 1.497).
Em relação aos jornalistas, a MP acaba ainda com a exigência legal de diploma de jornalismo para o exercício de algumas funções. Em 2009, o STF já havia derrubado a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. A MP também revoga leis que regulamentam o exercício de profissões como corretor de seguro e guardador e lavador de carros – uma lei de 1975 exigia o registro na Delegacia Regional do Trabalho para guardar e lavar veículos automotores.
José Márcio Felício, o Geleião, preso há mais de 40 anos, é o único dos oito fundadores do PCC (Primeiro Comando da Capital) a continuar vivo. Em regime de isolamento no presídio estadual de Iaras, no interior de São Paulo, enviou com exclusividade ao UOL uma carta para contar sua própria trajetória e a criação do PCC. Ao receber a carta, a reportagem fez apenas alterações visando à clareza do texto, com o cuidado de manter a narrativa original para apreciação do leitor.
Esse relato fará parte do documentário PCC – Primeiro Cartel da Capital, que será lançado pelo selo MOV.doc, destinado a produções documentais do UOL. Com estreia marcada para a próxima terça-feira (19/11), a série de quatro episódios contará a história e o desenvolvimento do maior grupo criminoso do País. Segundo J&Cia apurou, teve uma megaprodução e é o vídeo de maior investimento do selo até agora.
Monica Grayley (ONU News) lança o livro A Língua Portuguesa como ativo político: um mundo de oportunidades para os países lusófonos (Editora Lettera), no qual discute a importância e o legado da Língua Portuguesa. A obra visa apresentar ao leitor um histórico, desde as navegações portuguesas até os dias de hoje, analisando as relações políticas e de poder estabelecidas entre os países lusófonos, além do processo de internacionalização da Língua Portuguesa, tornando-se o primeiro idioma globalizado do mundo.
A obra baseia-se na pesquisa de doutorado de Monica, que ouviu dezenas de falantes, escritores e legisladores, além de chefes de Estado e Governo, que lidaram com o tema num contexto macropolítico.
“Observei e estudei casos de falantes nativos, pessoas que usam o português como língua de herança, como língua estrangeira, como língua segunda”, analisa Monica. “Analisei a situação do português nas diásporas e como alguns pais, no exterior, se esforçam para que os filhos falem e escrevam na norma culta. Conheci também casos de formadores que desistem do esforço por falta de apoio pedagógico onde vivem”.
O livro foi lançado nesta terça-feira (12/11), na Universidade de Colônia (Alemanha), e o será também na quinta (14/11) na Universidade Complutense de Madri (Espanha), durante o II Fórum Internacional da Língua Portuguesa.
Michelle Prazeres (Desacelera SP)e Eduardo Nunomura (CartaCapital), professores do curso de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, criaram com participação dos calouros do curso a revista digital Factual900, que aborda assuntos relevantes para um público mais jovem.
O projeto pedagógico visa incentivar a criação de uma
redação multimídia onde os estudantes serão responsáveis pela elaboração de
pautas e reportagens e por monitorar as redes sociais da revista, aplicando
também técnicas de SEO no conteúdo publicado. Prazeres e Nunomura atuam como os
chefes de Redação.
O Google anunciou em 11/11 os 30 vencedores do Desafio de Inovação da Google News Initiative na América Latina. Com um valor total de R$16,5 milhões de reais, a iniciativa vai financiar projetos desenvolvidos na região. Ao todo, foram recebidas 303 inscrições, vindas de mais de dez países. Os vencedores foram conhecidos durante o Digital Media Latam 2019, evento organizado pela WAN-IFRA no Rio de Janeiro, e que contou com o apoio deste Portal dos Jornalistas.
O Brasil é o país com maior número de organizações jornalísticas contempladas e seus projetos propõem inovar em diversas frentes, entre elas na utilização de dados e inteligência artificial para abrir novas fronteiras de conteúdo.
AzMina, Jota, Congresso em Foco e Abraji vão usar dados abertos governamentais na construção de novos produtos, cada um com um enfoque diferente. Aos Fatos e Jornal do Commercio vão explorar, cada um, abordagens distintas para automatizar o processo de verificação de fatos. A Piauí vai desenvolver tecnologia para minerar seu acervo em busca das histórias com melhor chance de virar séries em plataformas digitais de vídeo.
Estadão e O Globo vão explorar novas formas de engajamento, na personalização de conteúdo e com a participação de jovens, como forma de aumentar suas bases de assinantes. O Grupo Bandeirantes vai desenvolver uma ferramenta para acelerar o fluxo de trabalho de vídeo em redações que lidam com esse tipo de conteúdo.
“O Desafio de Inovação é uma grande oportunidade para discutir a evolução dos modelos de negócios e a criação de produtos que façam sentido para sua audiência”, destaca Marco Túlio Pires, coordenador do Google News Lab no Brasil. “É também um momento em que aprendemos muito sobre como o Google pode colaborar com as redações para construir um futuro próspero para o jornalismo digital”.
A partir de janeiro, TV Globo, Globosat, Som Livre, Globo.com, Globoplay e DGCorp vão se juntar em uma nova empresa que receberá o nome Globo. Anunciada pelo presidente executivo Jorge Nóbrega em 7/11, a estrutura integrada é resultado da estratégia de transformação digital da Globo, iniciada em setembro de 2018, com o programa UmaSóGlobo.
Centrado no relacionamento direto com o consumidor e no
profundo conhecimento de seus hábitos, o programa UmaSóGlobo alia tecnologia e dados a conteúdos, permitindo ampliar
a oferta de experiências ao público. Sem abrir mão de sua crença na força da TV,
a empresa trabalha para ser também um dos maiores players de produtos e serviços digitais (D2C) do Brasil.
Em sua nova estrutura, a Globo continuará a ter o conteúdo
como grande diferencial competitivo, usando os melhores princípios e técnicas
dos produtos digitais, lineares e publicitários. Mas vai além: centralizará a
criação e produção de conteúdos de forma separada dos canais e serviços,
agrupará os negócios digitais em uma única área, concentrará as expertises corporativas em núcleos de
competência para apoio a toda a empresa e buscará parcerias para explorar novos
segmentos de negócio, relacionados a seus ecossistemas.
Nessa nova estrutura, Paulo
Marinho, à frente de Canais Globo, responderá pela TV Globo, pela gestão de
sua rede de afiliadas e pelo portfólio dos canais de televisão por assinatura.
A Criação & Produção de Conteúdo será liderada pelo atual diretor-geral Carlos Henrique Schroder, que vai
comandar a criação e produção de conteúdos de Entretenimento, Esporte e
Jornalismo para todas as plataformas. A orientação editorial do jornalismo da
empresa continuará sendo exercida pelo Conselho Editorial do Grupo Globo, que
conta com a participação de Ali Kamel,
diretor de Jornalismo da Globo.
Produtos & Serviços Digitais estará a cargo de Erick Brêtas, gerindo o portfólio de
iniciativas digitais, como Globoplay, G1, Globoesporte.com, Gshow, a home da
Globo.com, o Cartola e novos produtos e serviços que continuarão a ser
lançados.
Ao concentrar toda a venda de publicidade, a área de
Soluções Integradas de Publicidade, sob a direção de Eduardo Schaeffer, monetizará os inventários lineares e digitais,
com a missão de maximizar a receita publicitária, oferecendo oportunidades para
marcas e anunciantes que serão substancialmente alavancadas por inteligência de
dados, gerando ainda mais resultados mensuráveis para os clientes. A aquisição
de diversos tipos de direitos necessários à produção audiovisual,
principalmente em esporte e entretenimento, estará também reunida numa nova
área, Aquisição de Direitos, sob a liderança de Pedro Garcia.
Comandada por Rossana
Fontenele, a área de Estratégia & Tecnologia será responsável pela
proposição da visão de longo prazo do negócio, parcerias e alinhamento
estratégico. Tecnologia, disciplina fundamental para a transformação da Globo
em uma empresa mediatech, também se
reportará a Rossana.
Marca & Comunicação terá Sergio Valente à frente. Finanças, Jurídico & Infraestrutura
responderá a Manuel Belmar. Claudia Falcão vai liderar Recursos
Humanos. Paulo Tonet comandará Relações
Institucionais. E Marcelo Soares
estará à frente da Som Livre – acumulando essa função com a gestão do Sistema
Globo de Rádio.
A Editora Globo, sob a direção-geral de Frederic Kachar, permanecerá com gestão independente da nova
estrutura Globo, reportando-se a Jorge Nóbrega.
Roberto Marinho Neto
assumirá a liderança da Globo Ventures, saindo do comando do Esporte. Na nova
área, será responsável pelos investimentos diretos dos acionistas em novos
negócios, mantendo uma relação constante de proximidade e atuação articulada
com a Globo.
“O modelo que apresentamos é um passo muito importante em
nossa jornada de transformação”, disse Nóbrega na apresentação da nova
estrutura a executivos da empresa. “Escolhemos nos organizar por produtos e
serviços – lineares, digitais e publicitários – e não por gêneros de conteúdo,
permitindo um olhar de portfólio multigênero e multiplataforma. Com isso, o
Esporte deixa de se organizar como uma vertical de negócio. A criação e
produção de conteúdo esportivo será parte da área integrada de Criação &
Produção de Conteúdo e as demais funções estarão distribuídas nas outras áreas
da empresa. Os ganhos alcançados com a integração do Esporte, em 2016, foram
fundamentais para darmos esse passo hoje. Sob a liderança de Roberto Marinho
Neto, fizemos história na cobertura das Olimpíadas e da Copa do Mundo, mas
também na gestão integrada de direitos e no conhecimento do torcedor
brasileiro, comprovando o potencial de atuarmos juntos”, esclarece o presidente
executivo da Globo. (Confira a íntegra da
apresentação de Nóbrega)
As mudanças começam a ser implantadas em janeiro e a evolução desta primeira etapa da estrutura organizacional da Globo será detalhada nos próximos meses, como parte dos desdobramentos do programa UmaSóGlobo.
Demissões –
Segundo o colunista de TV Daniel Castro,
do UOL,
a unificação das áreas poderá resultar na demissão de 2.500 empregados da
empresa. Um ex-executivo do primeiro escalão da Globo ouvido pelo colunista
disse que, apesar de parecer exagerado e alarmista, o número faz sentido. Ele
seria possível com a redução de postos de trabalho devido à eliminação de
estruturas redundantes. Na nova configuração, por exemplo, haverá um só
departamento de recursos humanos para todas as empresas integradas. E 2.500
demissões representam “só” 16,7% dos 15 mil funcionários da Globo.
A Comunicação da Globo refutou a Daniel Castro o corte de
2.500 vagas. Mas admitiu que haverá demissões. “Todas as grandes empresas
modernas passam por processos na busca de eficiência e evolução constante e,
nesse contexto, é natural que se façam ajustes. Na Globo não é diferente”,
disse a emissora em nota.
Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de J&Cia no Rio de Janeiro
O Digital Media Latam 2019, organizado pela Associação Mundial de Editores de Notícias (WAN-IFRA), teve início hoje (11/11) no Rio de Janeiro. Na abertura, contou com exposições de Fred Kachar, CEO de Mídia Impressa do Grupo Globo (Infoglobo), e Jean-Luc Breysse, CEO do Grupo Figaro, da França.
Kachar detalhou o processo de transformação digital dos
produtos impressos do grupo e sobre a visão de negócios fundamentalmente
digital de todas as marcas. Como atualmente a receita de assinantes supera a de
anunciantes, a publicidade perde terreno para a monetização com foco no
consumidor. Por meio do testing de
inúmeras hipóteses, é possível ter ofertas personalizadas para cada marca.
Priorizar o conteúdo conforme a audiência permite muita flexibilidade e
agilidade de adaptação desse conteúdo para atingir as metas. No caso de
Infoglobo, foi reduzida a produção editorial – sem a preocupação de cobrir tudo
– e, com isso, houve aumento da audiência. Sinergia que o grupo possibilita
Breysse, do Figaro, optou por apresentar o grupo como uma
unidade – aí incluídos negócios que não de mídia – e ressaltar as vantagens que
isso proporciona.
No debate que se seguiu, sob mediação de Andiara Petterle,
VP do Grupo RBS, houve um breve momento de futurologia. Breysse acredita que os
impressos estarão no mercado nos próximos cinco anos, mas tem dúvidas sobre os
próximos dez anos. Já Kachar, que se disse mais preocupado em acelerar o
crescimento digital, crê que terá, em 2022, a redação financiada com as versões
digitais.
O Governo Federal promulgou nesta segunda-feira (11/11) a lei que torna crime a publicação/compartilhamento de fake news, mentiras e calúnias com finalidade eleitoral.
A lei, válida para as eleições municipais de 2020, prevê
penas mais duras para o compartilhamento de fake
news, como dois a oito anos de prisão e multa para quem caluniar
um candidato para se promover e/ou para afetar outros. Além disso, a pena
poderá aumentar se o caluniador agir com nome falso ou no anonimato.