O Comunique-se divulgou nesta terça-feira (17/11) a pesquisa Assessor de Imprensa na Visão do Jornalista, que entrevistou cerca de 300 profissionais de redações sobre as melhores práticas e os maiores incômodos na relação entre eles. O objetivo do estudo é aprimorar o contato entre os ramos.
Os resultados indicam que mais da metade dos jornalistas participantes (cerca de 51%) acreditam que a atuação dos assessores é primordial para seu trabalho; aproximadamente 43% disseram que às vezes ajuda, mas às vezes atrapalha; pouco mais que 4% classificam como indiferente no dia a dia; e menos de 3% consideram que mais atrapalha do que ajuda.
Sobre a relevância do trabalho dos assessores em meio à pandemia, mais de 36% dos entrevistados classificaram como muito importante; pouco menos de 30% como importante; 28% como normal; 6% alegam ser ruim; e 0,3% muito ruim.
No que se refere a melhores práticas no contato entre os dois setores, o envio de releases aparece como uma pauta relevante, principalmente o dia que os assessores enviam o material para os jornalistas: a maioria dos participantes prefere receber os releases na segunda-feira. Além disso, segundo o estudo, o assunto do e-mail é o fator mais relevante para aproveitar ou não o material. (Veja+)
Edney Menezes, que trabalhava na campanha eleitoral de Maurício Ferreira (PSDB), foi assassinado no último domingo (15/11), com tiros na cabeça, na cidade de Peixoto de Azevedo (MT), a 692 km de Cuiabá. O corpo foi encontrado em seu carro, no centro da cidade. Horas antes de ser morto, ele comemorou em suas redes sociais a reeleição de Maurício Ferreira a prefeito da cidade.
Imagens de segurança mostram dois homens em uma moto se aproximando do carro de Edney pela contramão. O homem na garupa fez os disparos que atingiram a cabeça dele.
Ainda não se sabe a motivação do crime. Em 2019, Edney registrou uma ocorrência por ameaça. Ele dividia casa com algumas pessoas e um dos moradores, usuário de drogas, exigiu que Edney fosse embora pois estava cansado da bagunça.
Nascido no Pará, ele atuou como repórter na TV Miragem, afiliada da Record TV.
Em nota, a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) lamentou o assassinato de Edney, exigindo “a célere apuração do caso, com a identificação dos responsáveis. Ressaltamos que o crime tem características de execução e que é preciso priorizar a investigação da sua provável relação com o exercício profissional. (…) É crescente o número de casos de violência contra jornalistas no Brasil, com agressões físicas e verbais, ameaças, tentativas de intimidações, chegando à violência extrema que são os assassinatos. A Federação Nacional dos Jornalistas reafirma que essa violência nunca é contra o profissional individualmente, mas contra a liberdade de imprensa e o direito do cidadão e da cidadã à informação jornalística”.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou a exposição de dados de Andressa Vieira, integrante do Coletivo Niara, que faz parte do projeto de checagem de fatos Comprova. Ela teve seus nome e número de telefone divulgados pela advogada Flávia Ferronato.
Utilizando a conta do Coletivo Niara no Twitter, Andressa abordou Flávia em 10/11 para questioná-la sobre um texto em que a advogava fazia afirmações enganosas sobre o Instituto Butantan e o Governo de São Paulo. A advogada bloqueou o perfil do coletivo.
Andressa buscou o telefone de Flávia no site da OAB e entrou em contato com a advogada. Por telefone, Flávia disse que só responderia por WhatsApp e exigiu que Andressa informasse seu RG para continuar a conversa, algo que foi desaconselhado pela Abraji. Em 14/11, a advogada expôs prints da conversa com Andressa e divulgou o número dela em um vídeo no YouTube, que foi derrubado pouco tempo depois.
Anteriormente, em 13/11, o blog Rota 2014 já havia revelado o celular de Andressa. No mesmo dia, o Jornal da Cidade Online publicou uma foto da estudante, acompanhada de uma matéria que classifica o projeto Comprova como “partidário”. Desde o ocorrido, o Coletivo Niara e Andressa vêm sofrendo ataques.
Em nota, a Abraji escreveu que, “além de ser uma clara forma de intimidação, vazamentos do tipo podem incitar ataques coordenados de seguidores e militantes aos profissionais de imprensa vítimas da exposição. (…) Doxing coloca em risco a integridade física de repórteres e é uma forma de constrangimento à liberdade de imprensa. Como advogada, Ferronato lançou mão de um expediente perigoso, para intimidar alguém que estava tão somente fazendo seu trabalho. Como se isso não bastasse, discursos estigmatizantes propagados por veículos como o Jornal da Cidade Online tentam desacreditar o trabalho das agências de checagem, fundamental para a democracia, sobretudo durante a maior crise sanitária da história”.
Sai a primeira escolha da palavra do ano. A vencedora de 2020 é… lockdown!
Já é tradição: em novembro, as equipes dos principais dicionários do mundo escolhem a palavra do ano (ou WOTY, de #WordOfTheYear). Um dos que saem na frente desde 2013 é o Collins Dictionary, que já anunciou a sua: lockdown.
Trata-se, segundo a equipe do Collins, da palavra que melhor define 2020: “Resume bem a experiência vivida por bilhões de pessoas que tiveram sua rotina diária restringida por causa do vírus”. A equipe afirma que não há motivo para celebração, principalmente porque a palavra continua sendo muito usada nos países que enfrentam a segunda onda da doença.
Este ano, das dez palavras finalistas, pela primeira vez seis fazem alusão a um só tema: a Covid-19.Cada palavra do ano escolhida marca o espírito do período.
Lockdown vem suceder a Climate Strike, escolhida em 2019 pelo Collins Dicitionary, que fazia alusão às manifestações para chamar atenção para as mudanças climáticas, principalmente as de estudantes liderados por Greta Thunberg.
A prática de escolher a palavra do ano foi iniciada em 1971 pela Associação da Língua Alemã. A escolha do britânico Collins Dictionary é uma das principais do mundo, e destaca-se em língua inglesa juntamente com as dos americanos Merriam-Webster e American Dialect Society e a do britânico Oxford Dictionary.
Outros países também têm o costume de escolher a palavra do ano, entre eles Dinamarca, Japão, Noruega, Rússia, Ucrânia, Austrália, Áustria e Suíça. Em Portugal, a Porto Editora, que oferece dicionários online, adotou a prática a partir de 2009. No ano passado, a palavra do ano foi Violência Doméstica.
No Brasil, não há escolha feita por lexicólogos. Conheça as 10 finalistas da palavra do ano do Collins Dictionary em mediatalks.com.br.
Os anúncios das vacinas da Pfizer e da Moderna podem não ser a tão esperada solução para a pandemia. Um estudo inglês divulgado na semana passada alerta para o fato de ser necessário que pelo menos 55% da população aceitem tomar a vacina para que o vírus seja controlado, e que a desinformação pode colocar tudo a perder.
A pesquisa, feito pela London School of Hygiene and Tropical Medicine no Reino Unido e nos Estados Unidos, mostrou que, depois de submetidos aos mitos mais difundidos pela desinformação, os índices das pessoas que estavam decididas a se vacinar para proteger a si mesmas caíram drasticamente, de 54% para 47,6% no Reino Unido e de 41,2% para 38,8% nos Estados Unidos.
Os pesquisadores descobriram que o apelo para proteger os outros surtia mais efeito, aumentando os índices da intenção de se vacinar. Mas mesmo nesses casos, as taxas eram derrubadas depois da exposição à desinformação, caindo de 63,4% para 54,4% no Reino Unido e de 51,9% para 44,8% nos Estados Unidos.
Todos esses índices são inferiores aos 55% mínimos necessários para que a vacina possa controlar a pandemia, e por isso os pesquisadores alertam para que as campanhas de esclarecimento comecem desde já, a fim de que a população esteja conscientizada no momento em que a vacina começar a ser distribuída.
Os pesquisadores recomendam que as campanhas foquem no apelo para proteger os outros. O problema é que um dos mitos espalhados pelo movimento antivacina é o de que as próprias campanhas de estímulo à vacinação serão iniciativas usadas para enganar a população. A tarefa é árdua.
Combater o vírus da desinformação para atingir a cobertura mínima pode se demonstrar um desafio ainda mais difícil do que desenvolver a vacina contra o próprio vírus.
A apresentadora da RBS TV Cristina Ranzolin informou em 12/11, no Jornal do Almoço, que está em tratamento de um câncer de mama. Ela teve o diagnóstico há duas semanas e iniciou a quimioterapia na semana passada. Neste começo de tratamento, foi temporariamente afastada do telejornal.
Durante o Jornal do Almoço, a apresentadora destacou a importância da prevenção ao câncer de mama, pedindo que os telespectadores façam exames de rotina e cuidem da saúde. Em suas redes sociais, ela fez o comunicado a seus seguidores, afirmando estar “bem, fisicamente, de cabeça, com bons médicos, com o apoio da minha família, especialmente meu marido, com fé em Deus e espero contar com as boas energias de vocês também!”.
Confira a publicação dela na íntegra:
“’A Mulher mais linda e forte do Mundo’
Foi com essa legenda, numa foto linda que estamos abraçadas, que minha filha começou uma série de postagens me enchendo de carinho no dia do meu aniversário.
E foi essa frase, especialmente a segunda parte dela, que me veio na cabeça quando, ainda deitada na mesa de ecografia, recebi a notícia que eu estava com um nódulo suspeito na mama.
Imediatamente, passei por uma biópsia e, no dia seguinte, veio o resultado positivo. Ainda foi preciso mais uma semana para se chegar ao diagnóstico definitivo do tipo de tumor e qual o tratamento. Passei por uma série de exames. Antes de cada resultado, uma expectativa, uma ansiedade, mas a certeza de que sou forte. Minha filha me vê assim e não vou decepcioná-la. Só me desestabilizei um pouco ao contar para minha mãe. Claro, os papéis se invertem: ali virei a filha e confesso que fraquejei. Mas passou.
Sim, como contei há pouco no JA, estou com câncer de mama, um nódulo pequeno, mas agressivo que precisa de um tratamento sério. Felizmente, o que melhor responde aos medicamentos, e já comecei, nesta segunda-feira, a fazer quimioterapia. Vão ser seis meses de tratamento que vou procurar fazer levando uma vida normal, já que sou saudável e os médicos acreditam que não devo ter muitos efeitos colaterais. Por enquanto, vou ficar alguns dias afastada, para me observar e digerir tudo isso. Mas quero que saibam que estou bem, fisicamente, de cabeça, com bons médicos, com o apoio da minha família, especialmente meu marido, com fé em Deus e espero contar com as boas energias de vocês também!”
Os sites Outras Palavras, De Olho nos Ruralistas e O Joio e o Trigo sofreram ataques e ficaram fora do ar por cerca de cinco horas em 14 de novembro. Eles foram vítimas de ataques do tipo DDOS, pelo qual um número de acessos muito elevado sobrecarrega o sistema e o faz sair do ar. Segundo os sites, a ação foi promovida por robôs.
Em nota, a redação de Outras Palavras escreveu que “algum grupo poderoso, interessado em impedir que determinadas informações ou pontos de vista circulem, tenta tirá-los do ar promovendo um volume de acessos, aos conteúdos, muito superior ao que os computadores podem suportar. (…) Além dos nossos, diversos sites identificados com a crítica ao capitalismo têm sido alvo, nos últimos dias. (…) Lutamos juntos, para que a onda da ultradireita passe. O futuro não pode ser desta gente”.
A Exame realiza nesta quarta-feira (18/11), às 17h, o Melhores e Maiores 2020, que premia as melhores empresas do ano. O evento será online e, pela primeira vez em seus 47 anos, aberto ao público, com direito a shows de música e palestras com políticos e executivos.
A Fipecafi, responsável pelos critérios e elaboração do ranking, avaliou as empresas que se destacaram em 20 setores da economia: Atacado, Autoindústria, Bens de Capital, Bens de Consumo, Eletroeletrônicos, Energia, Farmacêutico, Indústria da Construção, Indústria Digital, Infraestrutura, Mineração, Papel e Celulose, Química e Petroquímica, Saúde, Serviços, Siderurgia e Metalurgia, Telecomunicações, Têxtil, Transporte, e Varejo.
A Exame também convocou os brasileiros a escolherem a empresa mais admirada do País por voto popular. O banco de dados com informações sobre as empresas será disponibilizado para os leitores da revista.
O evento será apresentado por Negra Li e Toni Garrido, que farão pocket shows durante a premiação. Inscreva-se aqui.
A StandWithUS Brasil realiza nesta terça-feira (17/11), às 20h30, o webinarUm novo Oriente Médio? As eleições americanas e seus possíveis desdobramentos para a região. O evento é gratuito e será transmitido via Zoom e na página da empresa no Facebook.
A mediação será de André Lajst, diretor executivo da StandWithUs Brasil, com participação de João Pereira Coutinho, colunista da Folha de S.Paulo, e Diogo Bercito, responsável pelo blog Orientalíssimo, que faz parte do site da Folha.
Era uma manhã chuvosa, de céu enfarruscado do final de setembro de 1968. Eu acabara de abrir o programa Cidade em Dose Dupla, que apresentava de segunda a sexta-feira na Difusora de Jundiai. Meu parceiro era nada menos que José Paulo de Andrade, o lendário comandante de O Pulo do Gato, que manteve no ar por mais de 50 anos na Rádio Bandeirantes. Como sempre fazia, ele chegava por volta das 8h, estacionava seu Gordini em frente ao prédio da emissora na Barão de Jundiaí, e pouco depois já estava no estúdio para juntar-se a mim no comando do programa.
Nesse dia me contou que convidara um astro da música jovem e que faria supresa até sua chegada. Lá pelas 9h foram aparecendo alguns nomes menos cotados, entre eles uma loirinha simpaticíssima, nascida em Cruzeiro, no Vale do Paraíba, mas que acabara de chegar de Uberaba, no triângulo mineiro, onde passou a infância e parte de sua juventude. Seu nome? Vanusa Santos Flores, ou simplesmente Vanusa.
Ela despontou para o Brasil tão logo chegou ao meio artístico. Passou, então, a fazer parte daquela que foi a maior revolução da música jovem, iniciada com a liberação dos costumes na metade final dos anos 60 do século passado, movimento que acabaria tomando conta do mundo todo. Com sua voz belíssima conquistou espaço entre a turma da Jovem Guarda, que nessa época tinha como estrelas, por exemplo, as divas Wanderleia e Cely Campelo.
Tímida diante de um dos maiores nomes do rádio brasileiro, Zé Paulo percebeu, deixou-a à vontade e apresentou seu primeiro disco, um LP de 33 rotações cujo título era Mensagem. Antes de rodar uma das faixas, lhe pediu que cantasse, à capela, um pedacinho de uma das músicas. Ela surpreendeu a todos nós com sua voz afinadíssima em um trecho de Eu sonhei o meu sonho mais lindo. Depois, enquanto ia para o ar a faixa toda de Para nunca mais chorar, todos nós, eu “babando” mais que todos, cercamos aquela menina linda como se fôssemos seu fã-clube. Não estávamos errados: com o tempo ela se tornaria um dos maiores sucessos do iê-iê-iê e depois uma cantora romântica cuja voz só os males do corpo acabariam por tirar de nós o prazer de ouvi-la.
Vanusa foi naquela manhã de setembro um sopro da primavera que acabara de chegar. Tão surpreendente e tão extraordinariamente agradável que sequer conseguimos dar a mesma importância ao grande astro que, logo depois, estaria nos visitando nesse mesmo dia, naquele mesmo programa: Mário Marcos. Diziam os experts que aquele menino com cara de anjo e pose de galã seria tão famoso no futuro como já eram Roberto e Erasmo Carlos. Não foi. O Marcos que faria sucesso mesmo seria seu irmão Antônio, mais tarde o grande amor de Vanusa e com quem ela se casaria.
O resto da história todos conhecem. Uns, os mais novos, pelo que foi escrito e outros, os mais antigos, como eu, trazem na memória a Vanusa que conhecemos desde a Jovem Guarda. Até este domingo, 8 de novembro de 2020, quando a morte levou aquela loirinha linda, de voz maravilhosa, que surgiu diante dos meus olhos como um raio de sol numa fria e chuvosa manhã de primavera no final de setembro de 1968.
Plínio Vicente da Silva
Plínio Vicente da Silva, assíduo colaborador deste espaço, desde Roraima presta uma homenagem à cantora Vanusa, falecida em 8/11.
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