Estudo quantifica danos das fake news na intenção de se vacinar

Os anúncios das vacinas da Pfizer e da Moderna podem não ser a tão esperada solução para a pandemia. Um estudo inglês divulgado na semana passada alerta para o fato de ser necessário que pelo menos 55% da população aceitem tomar a vacina para que o vírus seja controlado, e que a desinformação pode colocar tudo a perder.

A pesquisa, feito pela London School of Hygiene and Tropical Medicine no Reino Unido e nos Estados Unidos, mostrou que, depois de submetidos aos mitos mais difundidos pela desinformação, os índices das pessoas que estavam decididas a se vacinar para proteger a si mesmas caíram drasticamente, de 54% para 47,6% no Reino Unido e de 41,2% para 38,8% nos Estados Unidos.

Os pesquisadores descobriram que o apelo para proteger os outros surtia mais efeito, aumentando os índices da intenção de se vacinar. Mas mesmo nesses casos, as taxas eram derrubadas depois da exposição à desinformação, caindo de 63,4% para 54,4% no Reino Unido e de 51,9% para 44,8% nos Estados Unidos.

Todos esses índices são inferiores aos 55% mínimos necessários para que a vacina possa controlar a pandemia, e por isso os pesquisadores alertam para que as campanhas de esclarecimento comecem desde já, a fim de que a população esteja conscientizada no momento em que a vacina começar a ser distribuída.

Os pesquisadores recomendam que as campanhas foquem no apelo para proteger os outros. O problema é que um dos mitos espalhados pelo movimento antivacina é o de que as próprias campanhas de estímulo à vacinação serão iniciativas usadas para enganar a população. A tarefa é árdua.

Combater o vírus da desinformação para atingir a cobertura mínima pode se demonstrar um desafio ainda mais difícil do que desenvolver a vacina contra o próprio vírus.

Veja mais detalhes do estudo em mediatalks.com.br.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *