12.9 C
Nova Iorque
domingo, abril 5, 2026

Buy now

" "
Início Site Página 539

RSF aponta recorde de mulheres jornalistas presas

Crédito: Joppe Spaa/Unsplash

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

O ano de 2020 não deixará saudades, sobretudo para as mulheres, desafiadas a conciliar trabalho e cuidados com a casa, família e filhos em condições tão adversas. As jornalistas não foram exceção: em nossa série examinando os efeitos da pandemia sobre a imprensa, reunimos estudos mostrando os efeitos mais perversos da crise sobre elas do que sobre os colegas homens.

Agora, surge mais um. A pesquisa anual da organização Repórteres Sem Fronteiras contabilizou um aumento de 35% no número de jornalistas presas este ano.

Segundo a RSF, em 1º de dezembro 42 delas estavam privadas da liberdade, das quais quatro na Bielorrúsia, país que desde agosto enfrenta protestos contra a reeleição do presidente Alexander Lukashenko. Ao fim de 2019, eram 35 as jornalistas presas por motivos diversos, incluindo denúncias relacionadas à pandemia.

A RSF destaca em seu relatório o caso da vencedora do Prêmio RSF da Liberdade de Imprensa de 2019, Pham Doan Trang, do Vietnã. Ela foi detida em outubro, acusada de fazer “propaganda contra o Estado”.

Pham Doan Trang

A profissional fundou a revista jurídica Luât Khoa e dirige o thevietnamese, publicações que permitem aos leitores conhecerem as leis do país e combaterem arbitrariedades do Partido Comunista. Já prevendo que poderia ser presa, deixou uma carta dizendo “não desejar a liberdade para si mesma, mas algo maior: a liberdade para o Vietnã”.

Haze Fan

Outra história emblemática é a da chinesa Haze Fan, que trabalha na Bloomberg desde 2017. Foi capturada em casa, em Pequim, acusada de atividades criminosas ameaçando a segurança nacional. A China só permite que chineses trabalhem como tradutores, pesquisadores e assistentes para organizações de notícias estrangeiras, e não como jornalistas com direito de fazer reportagens.

A Bloomberg divulgou um comunicado dizendo que havia perdido contato com Fan desde 7 de dezembro e que só recebeu a notícia de sua detenção depois de dias perguntando ao governo em Pequim e à embaixada chinesa em Washington.

Também na China, Cheng Lei, apresentadora australiana que trabalha para a TV estatal chinesa CGTN, foi detida em agosto. Desde então, estaria “sob vigilância em uma residência designada”, como informaram as autoridades do país.

A União Europeia emitiu uma nota em 12 de dezembro pedindo a libertação de todos os jornalistas presos na China. Recebeu como resposta do governo um lacônico “trata-se de assunto interno”.

Mais da metade dos jornalistas presos estão em cinco nações

A China lidera a lista de países apontados pela RSF como os que mais têm jornalistas encarcerados. Os outros são Egito, Arábia Saudita, Vietnã e Síria. O total de profissionais privados de liberdade em 1º de dezembro era de 387, segundo a entidade. Há ainda 54 apontados como reféns − em Síria, Iraque e Iêmen − e quatro desaparecidos.

O número apresentado no relatório é a soma de repórteres profissionais, jornalistas cidadãos (como blogueiros independentes) e os que trabalham para organizações de notícias em funções de suporte. Levando-se em conta apenas os profissionais, o número de presos é de 252, enquanto o de independentes é de 122 e o dos colaboradores é de 13.

Outra entidade que monitora violações à liberdade de imprensa, o Comitê para a Proteção aos Jornalistas, havia identificado pelo menos 274 jornalistas privados de liberdade em 1º de dezembro, dos quais 250 presos este ano, como apresentamos aqui. Há variação nos números, mas em um ponto as duas entidades concordam: ambas apontaram a China como “o pior carcereiro do mundo”.

Não é nada bom ter jornalistas presos, sejam eles homens ou mulheres. Mas tentando ver o lado meio cheio do copo, há uma faceta inspiradora quando vemos mulheres corajosas enfrentando líderes autoritários,  muitas vezes à custa da própria liberdade ou correndo risco de vida, como a maltesa Daphne Galizia, assassinada por denunciar corrupção no governo.

Na lista de pedidos para 2020 podemos acrescentar mais dois: que esses números caiam, e que as jornalistas não percam a coragem.


Inscreva-se aqui para receber a newsletter semanal MediaTalks by J&Cia com o resumo de novos conteúdos e dicas de leitura sobre jornalismo

Levantamentos regionais são os mais afetados com debandada de prêmios em 2020

O alto número de prêmios suspensos ou adiados em 2020 por causa do coronavírus impactou de maneira determinante os resultados regionais do Ranking dos +Premiados da Imprensa. O caso mais emblemático aconteceu no Norte, que não contou com nenhum de seus prêmios locais nem com as categorias regionais do MPT, único que ainda mantinha premiações específicas em todas as regiões do País.

Com isso, o único jornalista premiado foi Luciano Abreu, da TV Amazonas, que integrou a equipe da Rede Globo vencedora do Grande Prêmio CNT de Jornalismo, com a reportagem Famílias destruídas por brigas de trânsito.

No Nordeste, um empate triplo entre Ana Paula Omena (Portal Tribuna Hoje), José Sérgio Cunha (Diário do Nordeste) e Lucas Moraes (Jornal do Commercio) definiu a primeira colocação.

Na Região Centro-Oeste o Metrópoles dominou as primeiras colocações do Ranking. Após conquistar, entre outros, os prêmios SIP, Roche, CNT e 99, o portal garantiu as 13 primeiras colocações na região. O primeiro colocado foi Saulo Araújo, vencedor do SIP na categoria Cobertura de notícias em internet. Na segunda colocação aparece Manoela Alcântara, que faturou os prêmios CNT e 99 com a reportagem Invisíveis no banco da frente. Dez jornalistas da publicação terminaram empatados no terceiro lugar.

O Sul também foi bastante afetado pelo adiamento de diversas premiações locais. Foram apenas 37 jornalistas premiados em 2020, bem abaixo dos quase 140 no ano passado. A primeira colocação local ficou com Marcel Hartmann Prestes, de Zero Hora, com Gustavo Chagas, da Rádio Guaíba, na segunda posição. O terceiro lugar foi dividido por oito profissionais de diversos veículos.

O pódio do Sudeste repetiu o Nacional, com Patrícia Campos Mello na primeira posição, Laurentino Gomes em segundo e Rafael Ramos, da Record, em terceiro.

Confira a seguir as tabelas dos +Premiados Jornalistas do Ano nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste.

REGIÃO SUDESTE
POSIÇÃOPONTOSNOME (Veículo)
150PATRICIA CAMPOS MELLO (Folha de S.Paulo)
110LAURENTINO GOMES
87,5RAFAEL RAMOS (Record TV)
80GUSTAVO COSTA (Record TV)
80MATEUS MUNIN (Record TV)
80PABLO TOLEDO (Record TV)
70FERNANDA GUIMARÃES (Agência Estado)
62,5MICHEL MENDES (Record TV)
60LAERTE COUTINHO (Folha de S.Paulo)
60TIAGO ROGERO (O Globo)
60YAN BOECHAT (O Globo)
12º57,5PEDRO ROCKENBACH (Rede Globo)
12º57,5RENATA GAROFANO (Record TV)
14º55MARCELO CANELLAS (Rede Globo)
15º52,5LENO FALK (Agência Radioweb)
16º50DAVID COHEN (Exame)
16º50FABIO ALARICO TEIXEIRA
16º50LUCAS CORRALES VIDIGAL (G1)
16º50RAFAEL SOARES (O Globo)
20º45VERA MAGALHÃES (TV Cultura)
21º40AUGUSTO FERNANDES CONCONI (Estadão)
21º40BRUNO PONCEANO (Estadão)
21º40FABIANA VILELLA (Record TV)
21º40GILSON FREDY SOUZA DE OLIVEIRA (Record TV)
21º40HENRIQUE BEIRANGÊ (Record TV)
21º40JULIA MARQUES (Estadão)
21º40MARCELO MAGALHÃES (Record TV)
21º40MARCUS FABRICIO MORAES REIS (Record TV)
21º40MARIANA CUNHA VISUAL (Estadão)
21º40NATALIA FLORENTINO (Record TV)
21º40RAFAEL GOMIDE (Record TV)
21º40ROMEU PICCOLI (Record TV
21º40VINICIUS SUEIRO (Estadão)
34º35ADELE SANTELLI (National Geographic)
34º35ANA CAROLINA DINIZ (O Globo)
34º35ANDRÉ PAIXÃO (G1)
34º35CARLOS HENRIQUE FIORAVANTI (Pesquisa Fapesp)
34º35FABIANO CANDIDO (PEGN)
34º35FABIO MOTTA (Estadão)
34º35ISABEL FILGUEIRAS (Valor.com)
34º35ISABELA BOLZANI (Valor Econômico)
34º35JULIA DANTAS SAAVEDRA (Revista RI)
34º35MARCELLE GUTIERREZ (Valor Econômico)
34º35MARCIA RODRIGUES (Plena Mulher)
34º35MARINA LOPES (Porvir)
34º35NAYARA OLIVEIRA (Intercept Brasil)
34º35PABLO LOPEZ GUELLI (Cine Brasil TV)
34º35RAFAELA BORGES (UOL)
34º35REGINALDO PIMENTA (O Dia)
34º35SÉRGIO TAUHATA YNEMINE (Valor Econômico)
34º35SULLIVAN SILVA (Rádio Gazeta/ES)
34º35TALITA BERTOLIM MOREIRA (Valor Econômico)
53º30ALAN GRAÇA FERREIRA (Rede Globo)
53º30ALICE MACIEL (Agência Pública)
53º30ANA MAGALHÃES (Repórter Brasil)
53º30ANDREW FISHMAN (Agência Pública)
53º30BOB SHARP (Autoentusiastas)
53º30BRUNO FONSECA (Agência Pública)
53º30CARLA BIGATTO (Bandnews FM)
53º30CAROLINA OMS (AzMina)
53º30CRISTINE KIST (Rede Globo)
53º30DANIEL CAMARGOS (Repórter Brasil)
53º30DANIELA ARBEX
53º30DIMITRI CALDEIRA (Rede Globo)
53º30DJAMILA RIBEIRO (Folha de S.Paulo)
53º30ERICK ARAÚJO (Repórter Brasil)
53º30FERNANDO MARTINHO (Repórter Brasil)
53º30FLAVIA MARINHO (Repórter Brasil)
53º30GABRIELA BILÓ (Estadão)
53º30ILZE SCAMPARINI (Rede Globo)
53º30LARISSA FERNANDES (Agência Pública)
53º30MALU GASPAR (Piauí)
53º30MARCELA RAFAEL (ESPN Brasil)
53º30MARCOS AURÉLIO SILVA (Rede Globo)
53º30MARCOS SILVA (Rede Globo)
53º30MARIA JULIA COUTINHO (Rede Globo)
53º30MARIAM SALEH (Agência Pública)
53º30MARIANA DELLA BARBA (Repórter Brasil)
53º30MARINA AMARAL (Agência Pública)
53º30NATALIA VIANA (Agência Pública)
53º30NATHALIA ARCURI (Me Poupe)
53º30OTAVIO BURIN (Repórter Brasil)
53º30RAFAEL NEVES (Agência Pública)
53º30RUBEM BERTA (Blog do Berta)
53º30SONIA BLOTA (TV Bandeirantes)
53º30WESLEY FRANCISCO (Rede Globo)

REGIÃO SUL

POSIÇÃOPONTOSNOME (Veículo)
55MARCEL HARTMANN PRESTES (Zero Hora)
50GUSTAVO MONTEIRO CHAGAS (Rádio Guaíba)
35DIOGO OLIVIER (Zero Hora)
35GILMAR FRAGA (Zero Hora)
35GILMAR LUIZ TATSCH (Jornal ABC)
35HUMBERTO TREZZI (Zero Hora)
35LARISSA ROSSO (Gaúcha ZH)
35MATHEUS FELIPE DA SILVA (RBS TV)
35RICARDO GIUSTI (Correio do Povo)
35SHARON JEANINE ABDALLA (Gazeta do Povo)
11º30GEORGIA PELISSARO DOS SANTOS (Vós)
14º25IGOR NATUSCH VIEIRA (Jornal do Comércio)
14º25PATRICIA KNEBEL (Jornal do Comércio)
14º25RAFAEL MANO DIVÉRIO (Zero Hora)
17º20JONAS CAMPOS (RBS TV)
18º15BRUNA TASCHETTO (UFN TV)
18º15CARINE KRÜGER (Agora no Vale)
18º15CARLOS GUIMARÃES (Rádio Guaíba)
18º15CARLOS RODRIGO NASCIMENTO (Gazeta do Sul)
18º15CESAR CIDADE DIAS (TV Bandeirantes)
18º15CRISTINE RIBEIRO GALLISA (RBS TV)
18º15DENISE SAUERESSIG (A Granja)
18º15ED MOREIRA WISNIEWSKI (O Informativo do Vale)
18º15EDUARDO MATOS (Rádio Gaúcha)
18º15EDUARDO VIEIRA GABARDO (Rádio Gaúcha)
18º15FÁBIO SCHAFFNER (Gaúcha ZH)
18º15FABRICIO FALKOWSKI DE SOUZA (Correio do Povo)
18º15GABI LERINA (SBT)
18º15GIANE GUERRA (Zero Hora)
18º15GLAUCIUS OLIVEIRA (RBS TV)
18º15GUILHERME BAUMHARDT SCHEINER (Rádio Guaíba)
18º15JEFFERSON KLEIN (Jornal do Comércio)
18º15JOSÉ LUIZ PREVIDI (Previdi.com)
18º15LIA BENTHIEN (Try Sports)
18º15LUCIA MATTOS (TV Bandeirantes)
18º15LUIZA PRADO (Jornal do Comércio)
18º15SERGIO STOCK (TV Bandeirantes)

REGIÃO CENTRO-OESTE

POSIÇÃOPONTOSNOME (Veículo)
80SAULO ARAÚJO (Metrópoles)
70MANOELA ALCANTARA (Metrópoles)
57,5ERICA MONTENEGRO (Metrópoles)
57,5JULIANA CONTAIFER (Metrópoles)
57,5LILIAN TAHAN (Metrópoles)
57,5MARIA EUGÊNIA MOREIRA (Metrópoles)
57,5OLIVIA MEIRELES (Metrópoles)
57,5PRISCILLA BORGES (Metrópoles)
57,5RAQUEL MARTINS RIBEIRO (Metrópoles)
57,5STELA WOO (Metrópoles)
57,5STEPHANIE ARCAS (Metrópoles)
57,5YANKA ROMÃO (Metrópoles)
13º35LEILANE MENEZES RODRIGUES (Metópoles)
13º35MARCELA LUIZA ALVES RODRIGUES (TV Justiça)
15º30AMANDA AUDI (Intercept Brasil)
15º30BASILIA RODRIGUES (CBN)
17º17,5ALEXANDRE DE PAULA SOUZA E SILVA (Correio Braziliense)
17º17,5ANA LOUISE NUNES VIRIATO (Correio Braziliense)
17º17,5CRISTIANE CALIXTO COSTA MELO (Rádio Senado)
17º17,5RODRIGO RESENDE (Rádio Senado)

REGIÃO NORDESTE

POSIÇÃOPONTOSNOME (Veículo)
35ANA PAULA OMENA (Portal Tribuna Hoje)
35JOSÉ SERGIO CUNHA (Diário do Nordeste)
35LUCAS MORAES (Jornal do Commercio)
30THEYSE VIANA SANTANA (Portal Diário do Nordeste)
25FABIO PROCÓPIO DE LIMA (O Povo)
25SUELY FROTA BEZERRA (TV Assembleia/CE)
22,5ZUILA DAVID (TV Cabo Branco)
20AMANDA ARAÚJO (O Povo)
15ALINE OLIVEIRA (TV Verdes Mares)
15LUCAS BARBOSA (O Povo)
11º12,5ABRAHAN LINCOLN DE SOUZA (Diário do Nordeste)
11º12,5CRISTINA PIONER (Diário do Nordeste)
11º12,5DANIELA DE LAVOR (Rádio Verdes Mares)
11º12,5ELON NEPOMUCENO (Rádio Verdes Mares)
11º12,5GABRIELA DOURADO (Diário do Nordeste)
11º12,5GERMANA CABRAL (Diário do Nordeste)
11º12,5GUSTAVO MARQUES (Diário do Nordeste)
11º12,5HELENE CRISTIANE (Diário do Nordeste)
11º12,5LORENA CARDOSO (Diário do Nordeste)
11º12,5LOUISE EUGÊNIO (Diário do Nordeste)
11º12,5LYANA MARIA FRANÇA DA COSTA RIBEIRO (Rádio Verdes Mares)
11º12,5ROBERTA KELLY DE SOUZA BRITO (Diário do Nordeste)

União Europeia anuncia medidas para regular plataformas digitais em 27 países

Crédito: Guillaume Périgois/Unsplash

A exemplo do Reino Unido, que anunciou a Online Harm Bill, a União Europeia também não esperou 2021 para apresentar seu pacote de medidas para regular as plataformas digitais. Trata-se de uma “reforma ambiciosa no espaço digital”, que vai abranger todos 27 países da comunidade.

O pacote é composto por duas legislações complementares: a Lei de Serviços Digitais e a Lei de Mercados Digitais, que visam a garantir que os cidadãos tenham direito “a acesso amplo aos serviços online, a comprar com confiança e a acreditar nas notícias que leem”. As leis disciplinarão conteúdo e aplicarão obrigações comerciais e multas maiores para gigantes de tecnologia de acordo com o conteúdo que circula em suas redes.

A medidas podem afetar o jornalismo em geral, principalmente no que se refere a concorrência e conteúdo, já que as regras alteram o mercado publicitário, e interferem na circulação de informações, e consequentemente, na de fake news.


Abraji e ABI condenam ataque de Bolsonaro à imprensa

A Abraji condenou os ataques que o presidente Jair Bolsonaro direcionou à imprensa em 18/12, durante cerimônia de formatura de soldados da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Ele declarou que, “numa fração de segundo, está em risco a sua vida, do cidadão de bem ou de um canalha defendido pela imprensa brasileira (…) Não se esqueçam disso, essa imprensa jamais estará do lado da verdade, da honra e da lei. Sempre estará contra vocês. Pensem dessa forma para poderem agir“.

O presidente também insinuou que as fake news surgem, em sua maioria, na própria imprensa: “Não esperemos da imprensa a verdade. (…) O Brasil será uma grande nação. E, para isso, contamos com o povo maravilhoso ao nosso lado, e a liberdade das mídias sociais, que essa, sim, traz a verdade para vocês. Que a maior fábrica de fake news está em grande parte na imprensa brasileira”.

Em nota, a Abraji escreveu que “rejeita, de forma veemente, mais um discurso estigmatizante contra a imprensa por parte do presidente do País, que busca deslegitimar o trabalho de jornalistas e veículos, incitando seus apoiadores a fazer o mesmo. É inadmissível que a maior autoridade do País semeie entre PMs recém-formados a desconfiança contra a imprensa, que presta um serviço de interesse público garantido pela Constituição. Com essa atitude, Bolsonaro torna se corresponsável por eventuais conflitos entre jornalistas e policiais militares”.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também repudiou o pronunciamento. Para a entidade, “o episódio confirma, mais uma vez, que no que diz respeito à liberdade de expressão e ao compromisso com a democracia o presidente é irrecuperável. A ABI, por sua vez, não arredará pé de seus compromissos com a defesa da liberdade de imprensa e os direitos garantidos pela Constituição”.

Entidades repudiam ataques a Schirlei Alves, do Intercept

Cerca de 50 organizações defensoras do jornalismo divulgaram nota em apoio à repórter do Intercept Brasil Schirlei Alves, vítima de inúmeros ataques nas redes após ter publicado uma reportagem sobre violência institucional e revitimização no caso Mariana Ferrer.

O comunicado ressalta que o Estado tem a “obrigação de prevenir, proteger e processar ataques contra jornalistas e defensores dos direitos humanos”, além de “atuar para que mulheres comunicadoras possam desempenhar sua profissão em segurança, contribuindo com o direito da população à informação e com debates urgentes a toda sociedade.”

Assinam a nota as seguintes entidades, por ordem alfabética: Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero; Articulação de Mulheres Brasileiras; Artigo 19; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji); Associação Mulheres pela Paz; Católicas pelo Direito de Decidir; Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação (Cepia); Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea); Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada; Coletivo Feminino Plural; Coletivo Jornalistas Contra o Assédio; Coletivo Leila Diniz; Comissão da Mulher Advogada OAB-SP; Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM/Brasil); Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen);  Centro de Imprensa, Assessoria e Rádio (Criar Brasil); Escreva Lola Escreva; Evangélicas pela Igualdade de Gênero; Fórum de Mulheres da Zona Oeste SP; Instituto da Mulher Negra  (Geledés); Gênero e Número; Grupo Curumim – Gestação e Parto; Instituto AzMina; Instituto Patrícia Galvão; Instituto Vladimir Herzog; Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social; Levante das Mulheres Brasileiras; Marcha das Mulheres Negras de São Paulo; Marcha Mundial das Mulheres (MMM SP); Milhas pela Vida das Mulheres; Não Me Kahlo; Nosso Instituto – Acesso, Respeito e Acolhimento; Observatório da Mulher; Portal Catarinas; Promotoras Legais Populares de São Paulo; Rede de Jornalistas e Comunicadoras com Visão de Gênero e Raça – Brasil; Rede Feminista de Ginecologistas e Obstetras; Rede Médica pelo Direito de Decidir (Global Doctors for Choice/Brasil); Rede Mulher e Mídia; Rede Nacional de Proteção a Comunicadores; Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos;  Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh); Repórteres Sem Fronteiras; SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia; TamoJuntas; The Intercept Brasil; Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos; Think Olga; e União de Mulheres do Município de São Paulo.

Minhas cenas inesquecíveis

Por Flávio Tiné

Chego para trabalhar na Editora Abril e me deparo com algumas pessoas sentadas na sala de espera para falar comigo. Cumprimento-as. A representante da gravadora me apresenta uma nova cantora, Gal Costa, e me oferece seu primeiro disco. Aperto-lhe a mão e digo: encantado. Nos anos seguintes muitas entrevistas se sucedem, até o ponto em que ela nem sabe mais quem sou.

Fui entrevistar Muhammad Ali, nascido Cassius Marcellus Clay, um dos mais importantes pugilistas do mundo, no hotel San Raphael, avenida São João, São Paulo. Meu Inglês não dava para nenhuma pergunta, mas não precisava, ele só queria dizer que se convertera ao islamismo e a temática era notória. O importante era registrar o evento fotograficamente e gravar suas declarações. Década de 1970. Rolou uísque à vontade. Ao sair da entrevista bati meu Fusca quando o farol fechou e não percebi. Nada grave, felizmente. A revista Intervalo relevou.

Fotografei a apresentação especial da peça Julgamento em Novo Sol, de Nelson Xavier, no Palácio da Alvorada, década de 1970. Na primeira fila da plateia, a primeira dama Teresa Goulart, nem um pouco incomodada com o chato fotógrafo de Pernambuco, que a entrevistou em seguida para UH-NE. Na semana seguinte, quando o Movimento de Cultura Popular (MCP) apresentava a mesma peça no Teatro Nacional do Rio de Janeiro, roubaram minha bolsa de fotógrafo com filmes não revelados. A imagem da linda Teresa ficou apenas “em minha retina cansada”, como na canção Lábios que beijei, de J. Cascata e Leonel Azevedo, imortalizada por Orlando Silva.

Quando o industrial pernambucano José Ermírio de Moraes era candidato a senador, acompanhava-o em comícios pelo sertão, a serviço da Última Hora-Nordeste. Anos depois, acompanhava o trabalho meritório de um de seus filhos, Antônio Ermírio de Moraes, como superintendente da Beneficência Portuguesa, que frequentava habitualmente o Hospital das Clínicas da FM-USP em busca de colaboração mútua. Muitos médicos do HC trabalhavam na Beneficência. Como assessor de imprensa, eu divulgava todos os eventos e atividades, como interlocutor e porta-voz das instituições. Ficou a cena de encontros marcados pela cordialidade.

Como repórter de UH-NE fui designado pelo chefe de Reportagem, Milton Coelho da Graça, para entrevistar o general Humberto Castelo Branco sobre o discurso de João Goulart no dia 30 de março de 1964. Ele me recebeu educadamente e em seguida, educadamente, apertou minha mão e me expulsou de sua sala, sem uma única palavra; nunca esqueci a cena. Era baixinho como eu.

Dácio Nitrini, editor-chefe da Folha de S. Paulo, combina comigo a produção de uma foto com as principais autoridades em Aids no País, ao meio-dia, na Secretaria de Estado da Saúde. Um dos convidados era o meu chefe no HC, que concordara em comparecer, mas havia dado ordens à secretária para não interromper “em nenhuma hipótese” a reunião de que participava. Quando a reunião acabou, todos os demais convidados já estavam no local combinado, menos meu chefe, que chegou ofegante e foi xingado de “estrela” pelos demais membros do grupo. De volta ao gabinete decretou três dias de suspensão como responsável pelo incidente, que considerou proposital. No domingo, a Folha publicou a tal foto, em página inteira.

Francisco Cuoco e outras estrelas globais faziam uma novela sobre garimpo no interior do Brasil e o repórter acompanhava tudo de perto por uma semana para a revista Intervalo. Comprou uma calça e juntou a nota fiscal à prestação de contas. Alguns dias depois a auditoria da Editora Abril glosou a despesa, que, embora pequena, era irregular. A empresa só pagaria hospedagem e alimentação, praxe nesses casos. De nada adiantou recorrer ao chefe de Reportagem, Giba Um, que tirou o dele da reta, como se diz vulgarmente. E o repórter famoso, Arley Pereira (1932-2007), foi demitido sumariamente por justa causa.

No auge do Aqui, agora, do SBT, o apresentador pediu para entrevistar médico que fazia cirurgia pioneira no Brasil. O cirurgião negou-se energicamente, alegando que não queria aparecer numa tevê que era vista apenas por empregada doméstica. Contou que quando passava pela cozinha, aos domingos, via de relance o pessoal preparando o almoço e assistindo ao Programa Silvio Santos. Após informar à administração superior sobre a recusa e explicar as vantagens de divulgar o pioneirismo, o cirurgião foi convencido a conceder a entrevista. Nos dias, meses e anos seguintes ele tornou-se grande amigo, sempre à disposição da imprensa. Até hoje me agradece pela insistência.

O escritor Hernâni Donato, da Academia Paulista de Letras, era Relações Públicas da Editora Abril. Quando não almoçava com Victor Civita, presidente da empresa, encontrava-o na fila do restaurante dos funcionários e sentávamos juntos, em conversação descontraída, quando ele tentava me convencer a mudar para uma cidade média do interior e criar um jornal, se lá não tivesse um. Argumentava que eu poderia arranjar um bom casamento e virar figura importante da cidade. Quando perguntei os motivos da inusitada sugestão ele foi sincero: eu não teria como progredir em meio a incontáveis gênios que criaram Quatro Rodas, Veja e Realidade. Talvez ele tivesse razão. Nunca passei de redator (copy desk) da revista Intervalo, que fechou por não dar lucro individualmente. Fui para o Estadão.

Como redator da revista Intervalo, era convidado para lançamentos de discos, estreias de espetáculos e eventos artísticos em geral. Também comparecia a restaurantes frequentados por artistas, para colher informações a serem utilizadas em reportagens e colunas de fofocas. Era assediado por empresários, insinuantes “secretárias” e até por mães de cantoras. Com o maior respeito, naturalmente. Tomava uísque com Antônio Marcos e Vanusa, com Altemar Dutra e Martha Mendonça, com Eduardo Araújo e Silvinha etc. Quem não gostava nada disso era a mãe de meus filhos, que acabou pedindo desquite.

Por duas vezes fui jurado do Troféu Imprensa. Entreguei o troféu a Ivan Lins, num ano, e a Altemar Dutra, em outro. Antes de me dirigir ao auditório, na praça Marechal Deodoro, fui buscar Altemar na rua Doutor Veiga Filho. Lá pelo fim da tarde, quando Silvio Santos nos chamou para a entrega do troféu, nenhum dos dois estava em condições de falar. Convidado a cumprimentar o cantor pelo merecido prêmio, informei que ele acabara de me mostrar dois cômodos da casa dele cheios de troféus. Aquele seria mais um. Silvio me tomou o microfone e chamou os comerciais.

Andava para lá e para cá nos estúdios da TV Record, proximidades do aeroporto de Congonhas, quando resolvo ir à sala do Dr. Paulo Machado de Carvalho, como de hábito, em busca de notícias. A secretária me barrou, assustada, pedindo “pelo amor de Deus” para não entrar. Achei que seria algo inusitado, no mínimo uma boa notícia. Ela então me explicou: Hebe Camargo estava chorando porque lera um desagradável comentário sobre o programa dela. A crítica impiedosa a chamava de várias coisas, menos de inteligente. O crítico impiedoso, do jornal A Gazeta, era Zé Flávio, ou seja, nada menos que meu pseudônimo. Saí de mansinho.

Passava as tardes observando quem descia dos aviões no Aeroporto dos Guararapes. Ao avistar D. Hélder Câmara fui correndo perguntar o motivo de sua viagem e ele não se fez de rogado. Disse que iria assumir a Arquidiocese de Olinda e Recife e me explicou sua prioridade: os mais humildes, claro. Dia seguinte, a entrevista saiu em Última Hora – Nordeste, onde eu era foca.


Flávio Tiné

Reproduzimos nesta semana algumas reminiscências jornalísticas que Flávio Tiné publicou em seu blog. Ex-Última Hora, Abril, Estadão e Diário do Grande ABC, entre outros, aposentou-se em 2004 como assessor de imprensa do Hospital das Clínicas de São Paulo. Como ele próprio diz, com problemas de locomoção, já estava confinado quando começou o confinamento.


Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected].

+Premiados: pandemia adia mais da metade dos prêmios de jornalismo em 2020

A newsletter Jornalistas&Cia, com o apoio deste Portal dos Jornalistas, divulga nesta terça-feira (22/12) a primeira de cinco pesquisas que apresentarão os mais premiados jornalistas, veículos e grupos de comunicação do ano e da história.

O tradicional Ranking dos +Premiados da Imprensa Brasileira, que chega em 2020 à sua décima edição, fará uma análise histórica sobre 170 prêmios de jornalismo, entre iniciativas nacionais e internacionais, extintas ou ativas.

Em um ano marcado pela Covid-19, o destaque negativo desta edição do levantamento será o grande número de premiações que cancelaram ou adiaram para 2021 suas edições em decorrência da pandemia.

Dos 75 prêmios de jornalismo que realizaram concursos em 2019, 40 não divulgaram resultados em 2020, com destaque para algumas iniciativas tradicionais como os prêmios Comunique-se, BNB, Estácio, Gabo, Abraji e MPT.

No total, 31 dos prêmios que já integravam a base de dados do Ranking mantiveram suas edições mesmo com a pandemia. A elas, juntaram-se outras quatro iniciativas: CICV de Cobertura Humanitária, ADPEC, Policiais Federais e 99 de Jornalismo.

Calendário – Em decorrência do recesso de fim de ano, o segundo recorte do Ranking, que trará os +Premiados Jornalistas da História, será publicado em 6 de janeiro. O calendário oficial segue com os +Premiados Veículos do Ano (13/1), +Premiados Veículos da História (20/1) e +Premiados Grupos de Comunicação – Ano e História (27/1).

Apoio – Esta edição do Ranking dos +Premiados da Imprensa conta até agora com os apoios de Archer Daniels, BRF Foods, Cargill, DOW Química, Honda, Intel e Sicredi. Empresas interessadas podem solicitar mais informações com Silvio Ribeiro ([email protected]).

Alexandre Caldini leva jornalistas para a Maratona Fest das Casas André Luiz

Alexandre Caldini, ex-presidente do Valor Econômico e da Editora Abril, conhecido também como escritor espírita, levará diversos jornalistas para a Maratona Fest, das qual é curador e apresentador, evento online que as Casas André Luiz realizarão neste domingo (20/12), entre meio-dia e meia-noite, no Facebook e no YouTube.

O objetivo da maratona, que reunirá mais de cem personalidades, é divulgar o trabalho realizado há mais de 70 anos pela instituição em prol da pessoa com deficiência.

Entre os jornalistas, gravaram depoimentos Sérgio Dávila, Miriam Leitão, Renata Lo Prete, Erick Bretas, André Trigueiro, Heródoto Barbeiro, Teté Ribeiro, César Tralli, Izabella Camargo, Ana Michelle Soares, Daniela Diniz, Sérgio Xavier e Ricardo Sennes.

Haverá também diversas atrações para o público permanecer por 12 horas envolvido na festividade. Entre os demais convidados confirmados estão Leandro Karnal, Luiza Helena Trajano, Rodrigo Faro, Cafú, Antônio Fagundes, Ana Maria Braga, Amyr Klynk, Toquinho, Zizi Possi, Tiago Abravanel, Mario Sérgio Cortella e Orquestra Osesp.

Demissões no Estadão e dança das cadeiras no Valor. Ainda não são informações oficiais

Correm no mercado diversas informações sobre cortes no Estadão (a exemplo do que fizeram O Globo e Jornal do Commercio/PE nos últimos dias) e de mudanças no Valor Econômico. Tentamos confirmá-las junto aos veículos, mas por motivos que até podemos imaginar quais sejam não obtivemos respostas oficiais. Essas informações, porém, são tão consistentes que decidimos publicá-las mesmo assim.

Do Estadão, saíram Luiz Carlos Merten (Caderno 2), Daniel Batista (Esportes), Ugo Giorgetti (colunista/Esportes), Bruno Voloch (blogueiro/Esportes), Hélvio Romero e Josias Bernardino (Fotografia), Heloisa Lupinacci e Neide Rigo (colunistas/Paladar), Marisa Oliveira (Focas), Ana Estanislau e Mariusa Carmo (secretárias), Eric Cerdeira (Produtos), Luciane Yuri Sato (Estratégias Digitais) e Fábio Macedo (TI).

No Valor, segundo apuramos, o processo ainda está em gestação, fruto de decisões que vêm sendo estudadas há muitos meses. As informações que circulam o mercado saíram da própria redação, daí deduzir-se que devem estar muito próximas da realidade.

Seria mais uma dança de cadeiras, provocada principalmente pela saída da diretora de Redação Vera Brandimarte, e dos editores executivos Célia Gouvea e Pedro Cafardo. Sabe-se que o jornal deve mantê-los com algum vínculo, provavelmente como colunistas, em acordo que está ainda sendo negociado.

Outra mudança seria a ida do também editor executivo Cristiano Romero para o mesmo posto em Brasília.

Para o lugar de Vera fala-se no nome de Fernanda Delmas, segunda na hierarquia editorial do Globo no momento. Os novos editores executivos seriam Sergio Lamucci (editor de Brasil), Robinson Borges (editor de Cultura) e Zínia Baeta (editora de Legislação). Marcos Moura (correspondente em BH), seria o novo editor de Brasil, substituído na capital mineira por Cibelle Bouças, hoje repórter em Comércio/Serviços.

Rafael Soriano é reeleito presidente da Aner para o biênio 2020-2022

Rafael Soriano

O Conselho da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) reelegeu para sua Presidência no biênio 2020-2022 Rafael Soriano, executivo Jurídico do Grupo Globo e membro do Conselho de Administração da Edições Globo Condé Nast. A decisão foi na terça-feira (15/12), em assembleia virtual, na qual também foram empossados os novos integrantes dos Conselhos Diretor e Fiscal da entidade. Confira a lista completa:

Diretoria

Presidente – Rafael Menin Soriano (Editora Globo S.A. – Rio de Janeiro)

1º vice-presidente – José Eduardo Severo Martins (Panini Brasil Ltda. – Barueri – SP)

2º vice-presidente – Marcelo de Salles Gomes (Editora Meio & Mensagem Ltda. – São Paulo)

Diretor Tesoureiro – Rogério Loyola Ventura (Ediouro Publicações de Lazer e Cultura Ltda. – Rio de Janeiro)

Diretora secretária – Adriana Cury de Melo (Brasil MN Manchete Editora Eireli – São Paulo)

Diretores Conselheiros

Edgardo A. Zabala (Três Comércio de Publicações Ltda. – São Paulo)

Guilherme Terra Silva (Editora Alvinegra Ltda. – Rio de Janeiro)

Joaquim Carqueijó (Edicase Gestão de Negócios Eireli – São Paulo)

Luis Fernando Cirillo Maluf (Perfil Brasil Comunicações Eireli – São Paulo)

Pedro Henrique Valente (Editora e Comércio Valongo Ltda. – São Paulo)

Últimas notícias

pt_BRPortuguese