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LJR: Veículos digitais estão transformando desertos de notícias em oásis de informação

Veículos digitais estão transformando desertos de notícias em oásis de informação

Por Mariama Correia, jornalista e coordenadora de pesquisa do Atlas da Notícia no Nordeste do Brasil

Até pouco tempo atrás, a cidade de Pedreiras, no interior do Maranhão, Nordeste do Brasil, não tinha jornal, emissora de rádio ou site de notícias local.

Conhecida como a terra natal do saudoso sambista João do Vale, Pedreiras também era um “deserto de notícias” — um lugar sem a presença do jornalismo local.

Isso mudou em 2020, quando quatro jornalistas locais criaram o site de notícias O Pedreirense, que publica reportagens investigativas, colunas de opinião e entrevistas em vídeo. Eles são um dos veículos digitais no Brasil que estão transformando suas regiões de desertos de notícias em oásis de informação.

“Nós tentamos dar maior destaque às populações locais em nossas reportagens”, disse Joaquim Cantanhêde, editor-executivo de O Pedreirense, à LatAm Journalism Review (LJR).

Nordeste é a região do país com o maior número de desertos de notícias, segundo o censo do jornalismo Atlas da Notícia, divulgado em julho. Nove a cada 20 municípios são desertos de notícias, o que significa que quase 21 milhões de pessoas no Brasil não têm acesso a informações sobre sua região que tenham sido verificadas jornalisticamente.

A maioria dos veículos que estão enfrentando essa realidade são pequenos e exclusivamente online. O Pedreirense opera com apenas três profissionais que se sustentam por meio de bolsas e contratos de prestação de serviços, segundo Cantanhêde.

“Quando começamos, queríamos fazer uma produção mais baseada em fatos, o que exige um volume alto de trabalho”, afirmou. “Hoje, decidimos o que vamos cobrir de forma mais estratégica.”

Os desafios do jornalismo em cidades pequenas

A cidade de Angicos, no estado nordestino do Rio Grande do Norte, ficou conhecida em todo o Brasil em 1963, quando o educador Paulo Freire realizou um experimento ensinando 300 pessoas a ler em apenas 40 horas. Mas Angicos, com seus 12 mil habitantes, era considerado um deserto de notícias até este ano.

Leonardo Ribeiro, que coordena o portal Angicos Notícias, explica que conseguiu ampliar a distribuição de conteúdo por meio de parcerias com redes de rádio locais. “Começamos pequenos e nos consolidamos como a maior iniciativa de notícias na região central do estado, que abrange 11 municípios,” disse. Hoje, a equipe conta com oito funcionários, incluindo cinco colunistas.

Além de encontrar maneiras de alcançar o público potencial, o jornalismo local precisa de um bom conteúdo para se tornar relevante. E boas histórias podem ser encontradas em qualquer lugar, segundo Ribeiro.

“Cabe ao jornalista ter um instinto aguçado para identificar oportunidades de pauta,” afirmou. “É preciso ter vontade de descobrir. Em toda cidade há furos de reportagem, seja por conta de obras públicas importantes, ações ruins do governo ou a ausência de ações que prejudicam a população.”

Embora os grandes conglomerados de mídia brasileiros estejam localizados nas capitais do Sudeste, essa região tem a maior proporção de desertos de notícias em relação ao número de municípios (49,76%), segundo o Atlas da Notícia. No estado de São Paulo, o jornalista Eduardo Fálico administra o Portal da Cidade, na cidade de Bady Bassit, que também saiu da lista de desertos de notícias este ano.

Quando chegou à cidade, há quase dois anos, os cerca de 27 mil habitantes não tinham um veículo de notícias local há quase uma década. Hoje, a equipe do site — três pessoas, incluindo Fálico, um estagiário e um vendedor — trabalha duro para oferecer cobertura diária sobre política, saúde e serviços públicos.

“O maior desafio é existir como veículo de notícias em um lugar onde as pessoas e as autoridades não estão acostumadas com a presença do jornalismo,” disse Fálico.

“Conhecer seu público é fundamental”

Produzir jornalismo não é suficiente para manter um veículo de notícias vivo. É necessário encontrar fontes de financiamento que permitam manter as operações e também crescer.

Uma pesquisa do projeto Mais pelo Jornalismo revelou em março de 2025 que mais de 2.000 veículos de notícias fecharam no Brasil desde 2014. O censo do Atlas da Notícia também mostrou que, embora a mídia digital esteja crescendo, ela não está imune à crise que afeta o jornalismo globalmente. Pelo menos 651 veículos online registrados no estudo já fecharam, incluindo 334 entre 2023 e 2025.

“Fazemos um trabalho útil para a comunidade. O principal desafio é a monetização,” disse Fálico, do Portal da Cidade. “Tivemos que fazer um grande trabalho de educação junto aos anunciantes locais sobre a importância do jornalismo para conseguir apoio. Claro, o sonho de todo jornalista é não depender de dinheiro público, mas acaba sendo um caminho para a estabilidade.”

Cantanhêde afirmou que foi necessário oferecer serviços de consultoria, como assessoria de imprensa, como forma de garantir a sustentabilidade financeira do veículo. “Sempre fazemos isso com o maior cuidado para que isso não interfira na independência editorial do nosso jornalismo,” disse.

Em termos de distribuição de conteúdo, as redes sociais ajudam a engajar o público, mas Cantanhêde, de O Pedreirense, acredita que é importante ir além dos algoritmos.“Para fazer jornalismo local, você precisa conhecer muito bem seu público”, explicou. “É um público ávido e dinâmico. É necessário manter um envolvimento real com a comunidade e participar dos eventos e programas da sua cidade.”


Basília Rodrigues acerta com o SBT News

O SBT News, novo canal de notícias do Grupo Silvio Santos que estreará ainda em 2025, anunciou a contratação de Basília Rodrigues. Além de ser uma das principais analistas políticas do time do novo canal, ela fará participações no SBT Brasil, do SBT, terá uma coluna de informações no site SBT News. Sua estreia está marcada já para a próxima semana, quando participará do programa Poder Expresso, exibido pelo canal da plataforma no YouTube.

“Minha carreira se baseia em fazer jornalismo de maneira acessível para a população”, explica Basília. “Não é apenas sobre falar sobre política, mas entender do que está falando. Recebo com entusiasmo o convite para fazer parte de uma grande TV aberta e, ao mesmo tempo, uma das TVs com maior número de seguidores no YouTube. E é uma honra participar de um novo projeto de canal de notícias desta que é conhecida como a TV mais querida do Brasil”.

Recentemente eleita a +Admirada Jornalista do Centro-Oeste e a oitava colocada em todo o Brasil, em eleição promovida por Jornalistas&Cia, Basília trabalhou por 12 anos na rádio CBN e por cinco anos na CNN Brasil, onde ancorou o programa O Grande Debate o quadro CNN Dois Lados. Ela também está na lista dos profissionais negros mais admirados.

“Temos certeza de que a chegada de Basília Rodrigues, com toda sua experiência e credibilidade, dá uma demonstração do que pretendemos com o novo canal de notícias: ser um dos veículos de maior relevância do Brasil”, afirma Leandro Cipoloni, Diretor Nacional de Jornalismo do SBT.

O Tempo, Automotive Business e Motor1 vencem o SAE Brasil de Jornalismo

Foram anunciados nesta quarta-feira (8/10), em São Paulo, os vencedores do 18º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo. A iniciativa tem como objetivo reconhecer reportagens sobre os avanços tecnológicos que abordem mobilidade urbana, veículos autônomos, sustentabilidade, soluções energéticas, mineração e aplicações no agronegócio.

Na categoria Mídia Impressa, o primeiro lugar ficou com Nubya Oliveira, do jornal O Tempo, de Belo Horizonte, com a matéria Lítio: o novo ouro de Minas. Nessa mesma categoria receberam Menções Honrosas Júlia Maria Toledo e André Paixão, da revista Autoesporte, com a matéria Como será o carro daqui a 60 anos?, e Domingos Zaparolli, da revista Pesquisa Fapesp, com Para capturar o CO2.

Em Internet, o prêmio principal foi para Fernando Miragaya, da Automotive Business, com a série de reportagem Os desafios das engenharias das montadoras com o Proconve L8. Já as Menções Honrosas foram para Sergio Quintanilha, do Guia do Carro, com Viagem de carro elétrico: BMW i5 M60 tem alcance real de 420 km, mas só a 120, e Júlia Maria Toledo, dessa vez para o site da Autoesporte, pela matéria Influencer PCD dirige picape só com os pés sem precisar de adaptação.

E na categoria Vídeo, Fábio Trindade, do Motor1.com, foi o vencedor com a matéria O consumo real de 10 carros elétricos em ciclo urbano e rodoviário – O maior teste do Brasil. Receberam Menção Honrosa nessa categoria Jason Vogel, também do Morot1, com a matéria Ferrari 499P: tecnologia híbrida usou “etanol de vinho” para vencer 24 Horas de Le Mans, e Alexandre Carneiro, por Carros elétricos têm maior risco de incêndio que os modelos a combustão?.

Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (26)

Julia Lopes de Almeida (Biblioteca Nacional/Reprodução)

Por Assis Ângelo

Voltando, voltando, devo dizer que essa história de reis é pra lá de curiosa. Tem lá a sua importância, mas nem tanto.

Rei disso, rei daquilo…

Édipo tinha dois olhos e os furou desesperadamente ao descobrir que cometera um erro, um crime imperdoável: matou o pai e desposou a mãe. Antes, tinha dois olhos vivos…

E o que tem a ver D. Manuel I com Édipo?

  1. Manuel I tinha dois olhos sadios como os tinha Édipo.

E o que tinha a ver tudo isso com Lampião, o rei brasileiro do Cangaço?

Lampião e Pontaria diziam que não precisavam de dois olhos para acertar o alvo.

  1. Manuel I não usava pistola e não sei que lá de outras armas de fogo. No entanto, em tudo que mirava acertava.

Em 1498, um ano e meio antes de Pedro Álvares Cabral desembarcar na Bahia, o navegador e cosmógrafo Duarte Pacheco Pereira pôs os pés no norte do Brasil.

Enquanto Duarte Pacheco punha os pés no Brasil, ali na divisa de Maranhão e Pará, Vasco da Gama naquele mesmo ano de 1498 desembarcava com força nas terras da Índia.

  1. Manuel I era certeiro nos alvos que escolhia.

Foi esse mesmo D. Manuel que apostou e patrocinou a esquadra que chegou ao Brasil em 1500.

Muita coisa aconteceu desde então.

E aqui não vou falar daquele cara chamado Pinzón, espanhol, que passou dando adeus sem saber a Pernambuco três meses antes de Cabral desembarcar na Costa baiana.

Vocês devem, a essa altura, pensar o que estou querendo dizer com isso.

Sim, não estou fugindo da temática cego, cegueira.

Rei é uma coisa, imperador é outra.

Já falamos de reis disso e daquilo.

Os nossos primeiros e grandes intelectuais desabrocharam com obras marcantes e inesquecíveis como Teixeira e Sousa.

O tempo foi passando e outros autores da literatura brasileira foram surgindo.

Julia Lopes de Almeida (Biblioteca Nacional/Reprodução)

Em 1886, Júlia Lopes de Almeida publicou o primeiro livro de literatura infantil, junto com a irmã Adelina Lopes Vieira.

Até então, vivíamos o segundo Império, com D. Pedro II.

Julia Lopes de Almeida começou a marcar de modo mais visível a sua vida literária depois da proclamação da República, em 1889.

Estamos aqui falando do tempo da Belle Époque.

Foi nesse período que Júlia Lopes escreveu belos textos que com o tempo enriqueceram a literatura brasileira. Foi ela, por exemplo, a primeira escritora a gerar textos abordando a condição em que viviam as mulheres de seu tempo.

Bom, Júlia Lopes de Almeida foi a primeira intelectual brasileira a escrever contos sobre mulheres que sofreram terrivelmente pelo fato de serem cegas. E sem sombra de dúvida foi ela também a primeira mulher a criar personagens cegas. Exemplos: A Caolha, A Pobre Cega, A Morte da Velha e O Último Raio de Luz.

Muitos e muitos anos depois foi publicado mundo afora o romance intitulado Toda Luz que Não Podemos Ver, obra-prima do norte-americano Anthony Doerr. Virou filme. Trata de uma garota de seis anos, órfã de mãe e criada com todas as atenções pelo pai. Claro, ela é cega e a história se passa no correr da II Guerra Mundial.


Contatos pelos [email protected] e http://assisangelo.blogspot.com.

100 anos de Rádio no Brasil: Vozes de silício, promessas de rádio

(Crédito: Voicefy)

Por Álvaro Bufarah (*)

No estúdio, a luz vermelha não mente: o programa está no ar. Mas, numa tarde recente, a voz que encheu a faixa FM não saiu de uma garganta − veio de um modelo sintético treinado para soar como ela. Na BandNews FM, durante a licença médica de Reinaldo Azevedo, a emissora optou por converter textos do comentarista em áudio com um clone de voz, autorizado por escrito, produzido em parceria com o braço digital do Grupo Bandeirantes (Vibra) e tecnologias como a ElevenLabs. Houve protocolo, transparência e teste − e também reação do público: aprovação, curiosidade e um reparo recorrente, o “faltou o tom de indignação” que só o original sustenta. A notícia, primeiro apurada pelo Estadão, virou um pequeno rito de passagem do rádio brasileiro rumo a uma convivência prática entre ética editorial e IA.

Quase em paralelo, o mercado sinalizou que o “próximo passo” já está aqui. Em poucas semanas, duas plataformas lançaram geradores de novas vozes por prompt: a ElevenLabs, com o Voice Design v3, e a Wondercraft, com um recurso semelhante − não para clonar timbres conhecidos, mas para descrever timbres que não existem e obtê-los em segundos, com controles de idade, sotaque, intenção e até “som de rádio antigo”. O objetivo declarado: acelerar produção, ampliar possibilidades criativas e permitir a marcas e criadores desenvolverem identidades sonoras originais, multilíngues e ajustáveis ao contexto.

Entre um caso e outro, abre-se a fenda que interessa: se a clonagem autorizada resolveu um problema factual (um jornalista sem voz entregar sua análise, sem enganar a audiência), o design de vozes por prompt reescreve a gramática do quem fala − e, por consequência, do quem responde. O rádio sempre foi uma arte de presença, timbre e trajetória. A IA traz uma estética de disponibilidade infinita, moldável. O benefício é objetivo (continuidade, escala, acessibilidade, personalização); o risco, também (confusão identitária, banalização do timbre, erosão do traço humano que ancora a credibilidade).

No episódio da BandNews, a emissora explicitou o uso da tecnologia, fez governança e preservou a autoria intelectual do comentário − não houve “fantasma”: houve uma ponte entre um texto e um público, com o consentimento do dono da voz. É um modelo de uso responsável e, por ora, raro. A audiência percebeu diferença? Sim. O “quase igual” não basta quando a assinatura emocional do comunicador é parte do valor entregue; ainda assim, o experimento conseguiu manter o contrato de confiança que sustenta o rádio de opinião.

Já os geradores por prompt contam a outra metade da história: vozes que nunca existiram, mas agora existem − e podem representar marcas, personagens, narradores. É o sonho do diretor de criação (brief preciso, entrega imediata) e o pesadelo do regulador (como demarcar o que é sintético? quem responde por danos? como evitar a “aproximação indevida” de um timbre real?). As próprias empresas destacam que o objetivo não é imitar celebridades, e sim criar identidades originais; na prática, a riqueza de controle (emoção, ritmo, sorriso na voz) aproxima o resultado de zonas cinzentas de confusão perceptiva.

(Crédito: Voicefy)

Há, portanto, três linhas de cuidado que o setor não pode terceirizar aos algoritmos:

  1. Transparência editorial: avisar o ouvinte quando um conteúdo usar voz sintética; documentar consentimentos; registrar cadeia de produção. O caso da BandNews indica um caminho: autorização expressa, protocolos internos e comunicação pública do experimento.
  2. Governança de identidade sonora: marcas e veículos que criarem “vozes de marca” por IA precisam de guias de uso, watermarking quando possível e trilhas de auditoria. As plataformas, por sua vez, já oferecem controles finos e modos distintos (realista vs. personagem), o que ajuda a separar jornalismo de entretenimento − mas exige política clara de cada emissora.
  3. Curadoria humana: a síntese pode ler, mas quem assina a intenção continua sendo gente. No rádio opinativo, o timbre carrega ethos; no jornalismo, credibilidade é inseparável da responsabilidade. O uso mais promissor da IA é o que não substitui o jornalista − apenas dá continuidade, acessibilidade e escala ao trabalho dele.

Se a primeira crônica foi sobre uma voz conhecida “voltando” de licença com ajuda de silício, a segunda é sobre milhões de vozes inéditas nascendo de frases bem escritas. Entre elas, o rádio reencontra sua vocação: ser presença. A tecnologia resolve o gargalo da produção; a editoria resolve o da confiança. O desafio não é técnico − é de projeto. Sem projeto, a IA vira truque; com projeto, vira linguagem.

No fim das contas, o teste decisivo segue no ar: não é “se parece”, é “se convence”. Porque o ouvinte − este velho especialista em timbre, silêncio e subtexto − continua sendo, apesar de tudo, o nosso melhor algoritmo.


Fontes:

ZYDIGITAL − “Inteligência artificial dá voz a Reinaldo Azevedo durante licença médica na BandNews FM” (28 set. 2025), com detalhes sobre autorização, protocolos internos, uso da ElevenLabs/Vibra e reações de audiência. zydigital.com.br

ZYDIGITAL − “Plataformas de IA lançam recursos para criar novas vozes através de prompts” (14 set. 2025), com especificações do ElevenLabs Voice Design v3, modos Realistic e Character, e lançamento do recurso equivalente na Wondercraft. zydigital.com.br

ElevenLabs Introduces Voice Design − A ElevenLabs lançou o recurso Voice Design, permitindo gerar vozes únicas a partir de prompts textuais (idade, sotaque, tom, etc.). MarkTechPost

ElevenLabs now lets you create a custom voice from a text prompt − Reportagem no Tom’s Guide sobre a funcionalidade de criar vozes customizadas textualmente. Tom’s Guide

Friend or Faux: The Ethics of AI Voice Training and Why It Matters − Análise sobre consentimento e os dilemas éticos da clonagem de voz. Kits AI

Ethics in AI: Making Voice Cloning Safe − Aborda práticas recomendadas como consentimento explícito, compensação e controle ético. respeecher.com

Why Broadcasters Are Freaking Out About AI Voice Cloning − Radiodifusores comentam os cuidados éticos e técnicos ao usar clonagem de voz. Podcraftr

People are poorly equipped to detect AI-powered voice clones − Estudo que demonstra a dificuldade das pessoas em distinguir vozes reais de vozes geradas por IA; 80% das vezes atribuem a voz clonada à pessoa original. arXiv

Álvaro Bufarah

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

Prêmio Vladimir Herzog anuncia vencedores de 2025

Em sessão pública transmitida pelo YouTube, a Comissão Organizadora do 47º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos definiu nesta terça-feira (7/10) os vencedores da edição 2025 da mais tradicional honraria ainda em atividade da imprensa brasileira.

A iniciativa, que reconhece trabalhos jornalísticos relacionados à defesa da democracia, da cidadania e dos direitos humanos, definiu como vencedores das categorias tradicionais os trabalhos:

Arte

Diogo Braga, da Defensoria Pública do Estado do Ceará, com Racismo Ambiental: A outra emergência

 

Fotografia

Márcia Foletto, de O Globo, com Antes Que Ela Veja

 

Livro-Reportagem

Sérgio Ramalho, com Decaído (Matrix Editora)

 

Áudio

Vinicius Sassine, Raphael Concli, Daniel Castro, Gustavo Simon e Magê Flores, da Folha de S.Paulo, com o 1º episódio da série Dois Mundos

 

Multimídia

Artur Rodrigues, Renan Porto, Fabio Leite, Rodrigo Freitas, Lilian Tahan, Otto Valle, Márcia Delgado, Olivia Meireles, Érica Montenegro, Juliana Garcês, Gui Prímola, Lygia Lyra, Gabriel Lucas, Michael Melo, Italo Ridney, Caio Sales e Saulo Marques, do portal Metrópoles, com A Política da Bala

 

Vídeo

Iolanda Depizzol, Nina Fideles, Vitor Shimomura, Camila Aguiar, Beatriz Drague Ramos, Gabriela Moncau, Gabriela Peres, Marco Antônio Vieira, Mãos Tagarelas, Isabela Gaia, Tatiana Solimeo, Cibele Lima, Carolina Apple, Monyse Ravena, Bruno Amorim, Igor Dutra e Jéssica Antunes, do Brasil de Fato, com Território em Fluxo

 

Texto

Isabel Harari e Carlos Juliano Barros, da Repórter Brasil, com Trabalho infantil na indústria tech

Para lembrar os 50 anos do assassinato de Vladimir Herzog pela Ditadura Militar, a organização do prêmio também instaurou neste ano a categoria especial Defesa da Democracia vencida por Henrique Picarelli, Júlia Duailib, Rafael Norton, Diogo André, MJéssica Valença, Flávio Lôrdello, Lemonnier, Diego Rainho e Matheus Stone, da GloboNews, com o documentário 8/1 – A democracia resiste.

Além dos prêmios para reportagens, duas homenagens especiais foram concedidas a jornalista e documentarista Dorrit Harazim e ao bispo católico Dom Angélico Sândalo Bernardino (in memoriam), falecido em abril. Segundo os organizadores do prêmio, Harazim e Dom Angélico foram escolhidos para receberem o Prêmio Especial em decorrência de seus trabalhos que “fazem ecoar os princípios de solidariedade e respeito humano”, pelo jornalismo e pela defesa de vulneráveis.

Dorrit Harazim e Dom Angélico serão homenageados com o Prêmio Especial Vladimir Herzog
Dorrit Harazim e Dom Angélico (Crédito: Prêmio Vladimir Herzog)

 

Sicredi lança prêmio para jornalistas e criadores de conteúdo

Estão abertas as inscrições para a primeira edição do Prêmio Sicredi Comunicação em Rede. A iniciativa, promovida pela Sicredi, instituição financeira cooperativa com presença em todo o Brasil e mais de 9,5 milhões de associados, irá reconhecer e premiar jornalistas e criadores de conteúdo que publicam materiais sobre o cooperativismo de crédito no país.

O lançamento aconteceu durante o 10º Encontro Nacional com Jornalistas e Formadores de Opinião do Sicredi, em Porto Alegre, e fez parte do movimento da marca em alusão ao Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela ONU.

Com premiação total de R$ 220 mil, o concurso está dividido em duas categorias principais: Jornalistas Profissionais (com subcategorias em Texto, Áudio e Audiovisual, nos âmbitos Nacional, Regional e Local) e Comunicadores em Rede (criadores de conteúdo digital com projetos multimídia). No total serão 11 prêmios de R$ 20 mil. Os três finalistas de cada categoria, formato e abrangência participarão da votação popular pela internet, também com premiação de R$ 20 mil.

Nas categorias jornalísticas poderão concorrer reportagens publicadas de 7 de outubro de 2025 a 30 de junho de 2026. Para os criadores de conteúdo digital, é necessário que o participante possua um mínimo de 5.000 seguidores em pelo menos um único perfil de rede social.

“O Prêmio Sicredi Comunicação em Rede simboliza nossa crença no papel transformador do cooperativismo por meio da comunicação e no potencial do jornalismo em amplificar o conhecimento da sociedade sobre cooperativismo de crédito. Nossa intenção é incentivar profissionais e criadores de conteúdo a contar histórias que inspirem, conscientizem e fortaleçam nossa identidade cooperativa”, afirma João Clark, superintendente de Marketing e Growth do Sicredi.

As inscrições devem ser feitas até 30 de junho de 2026, exclusivamente pelo site www.sicredi.com.br/site/premio-comunicacao-em-rede.

Mega Brasil resgata testemunhos históricos na celebração do Dia da Comunicação Empresarial

Ao longo de 2022, ainda sob a influência da Covid-19, a Mega Brasil pôs-se em campo para a realização da websérie A Comunicação Empresarial no Brasil – a história contada por quem ajudou a escrever a história, entrevistando 21 personalidades que fizeram parte dessa história, em especial nos anos 1960, 1970 e 1980.

Esse valioso acervo, que a Mega Brasil resgata e coloca novamente à disposição do público, é também uma homenagem aos 58 anos de vida da Aberje e ao avanço histórico experimentado pela atividade nessas últimas duas décadas e meia.

Dividida em 25 episódios, a webserie resgata cenários, demandas, recursos e soluções presentes em diferentes momentos da Comunicação Empresarial brasileira, e que se constituíram nos pilares desse setor, hoje consolidado como estratégico, sofisticado e plural para as organizações.

“Para planejar o futuro da Comunicação é preciso, antes de tudo, conhecer a sua origem, a sua trajetória. Só assim, entendendo cada momento dessa caminhada, é possível dimensionar sua importância e projetar seus próximos passos”, afirma Eduardo Ribeiro, diretor da Mega Brasil e também deste Portal dos Jornalistas.

Ele e o também diretor da Mega Brasil Marco Antonio Rossi, foram os protagonistas do primeiro episódio da webserie. Na sequência, ambos conduziram as entrevistas com outros 21 personagens dessa história: Amauri Marchese (2 episódios), Carlos Mestieri, Claudio Amaral, Elisa Prado, Enio Campoi, Fábio França, Francisco Soares Brandão, Gaudêncio Torquato, Izolda Cremonini, João José Forni, João Rodarte, Jorge Duarte, Lalá Aranha (2 episódios), Margarida Maria Krohling Kunsch, Mario Ernesto Humberg, Miguel Jorge, Nemércio Nogueira (2 episódios), Pedro Luiz Dias, Renato Gasparetto, Ruy Altenfelder e Walter Nori.

“Essa webserie, mais que um projeto editorial, é um arquivo vivo, eternizado, sobre a história do setor. Não é algo escrito em terceira pessoa, interpretado, às vezes até mesmo filtrado, mas um testemunho pessoal, feito com a emoção de quem se viu colocado diante de desafios até então inéditos e fez acontecer, pavimentando um trecho atrás do outro dessa história de conquistas, escrita com as tintas da criatividade, perseverança e, muitas vezes, coragem e ousadia” destaca Marco Rossi, que faz o convite para quem quiser mergulhar nessa história:

“Neste 8 de outubro de 2025, Dia da Comunicação Empresarial, venha maratonar com a gente a webserie A Comunicação Empresarial no Brasil – a história contada por quem ajudou a escrever a história, e entenda a importância que você tem, como agente cotidiano, nesta jornada estratégica e pautada por propósitos. Assista aqui ou ouça aqui.

Ex-repórter de afiliada da Globo morre aos 44 anos

Morreu em 2/10 Alan Schneider, ex-repórter da TV Tem, afiliada da TV Globo no interior de São Paulo, aos 44 anos, vítima de um mal súbito, em Bauru (SP). Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Deixa a esposa e um filho de quatro anos.

Alan trabalhou por 12 anos na TV Tem, como produtor de reportagem, repórter investigativo, atuando nas praças de Bauru, Marília e São José do Rio Preto. Trabalhou também no g1. No interior de São Paulo, ficou conhecido como Jacaré do quadro Fala, Povão, da Tem Notícias. Há cerca de dois anos, trabalhava na assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru.

Prêmio CNT 2025 define finalistas

A Confederação Nacional do Transporte anunciou os 35 trabalhos finalistas do Prêmio CNT de Jornalismo 2025. A iniciativa, uma das maiores em valores pagos no Brasil, e que tem como objetivo destacar trabalhos de relevância para o setor de transporte e para a sociedade, distribuirá mais de R$ 300 mil em prêmios, sendo R$ 60 mil para o Grande Prêmio e R$ 35 mil para as demais categorias. Os vencedores serão conhecidos na primeira semana de novembro.

Confira a relação completa de finalistas:

 

Categoria: Áudio

  • Na estrada: a vida por trás do volante, de Lorena Malucelli Pelanda (BandNews FM Curitiba);
  • Na rota da mudança: qual o futuro do transporte no Brasil?, de Amanda Carvalho (Rádio Itatiaia);
  • No meio do caminho, de Thayane Keila Ribeiro (BandNews FM BH);
  • O corre delas: uma cidade para as mulheres, de Beatriz Irineu Ferreira (Rádio Verdinha FM 92.5 Fortaleza);
  • Rota IA: um novo tempo nas estradas do Brasil, de Vladimir Spinoza (Rádio Senado).

 

Categoria: Comunicação Setorial

  • A “pegada verde” começa nas garagens (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos);
  • De ponto a ponto – 3ª temporada (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará);
  • Na palma da mão (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos);
  • O desafio da descarbonização (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros);
  • O Mercosul cresce sobre rodas (Associação Brasileira de Transportadores Internacionais).

 

Categoria: Fotojornalismo

  • Impacto da destruição de rodovias e pontes um ano após a enchente no RS, de Maria Eduarda Fortes (Zero Hora);
  • Tempo perdido, de Domingos Peixoto (O Globo);
  • Trincheira carioca, de Fabiano Rocha (O Globo);
  • Um Brasil que desmorona: desabamentos de pontes atrasam o país, Breno Esaki (Metrópoles);
  • Vidas à beira do asfalto, de Hugo Barreto (Metrópoles).

 

Categoria: Meio Ambiente e Transporte

  • Amazônia à venda? BR-319: narrativas, negócios e poder, de Marcela Leiros (Revista Cenarium);
  • BR-319, a estrada da discórdia na Amazônia, de Marcio Isensee e Sá (Portal ((o))eco);
  • Caminhos de plástico, de Raphael Pati (Correio Braziliense)
  • Macaúba no motor: e se o combustível do futuro já estiver plantado?, de Victoria Rocha (R7)
  • Na contramão do clima: fuga de passageiros enfraquece ônibus de Fortaleza e incha vias públicas com transportes individuais, de Theyse Viana Santana (Diário do Nordeste).

 

Categoria: Multiplataforma

  • Fora dos trilhos, de Marcos Nunes (O Globo);
  • Mete marcha: gamificação coloca entregadores do iFood em risco, de William Gonçales Cardoso (Metrópoles);
  • Sobre duas rodas, uma campanha pela segurança de todos, de Eduardo Frumento (BandNews FM);
  • Um Brasil que desmorona, de Jade Abreu (Metrópoles);
  • Vidas à beira do asfalto: acidentes de trânsito crescem entre indígenas, de Maria Eduarda Portela (Metrópoles).

 

Categoria: Texto

  • Como age a quadrilha que despacha cocaína pelo Pecém há 6 anos, de Cláudio Ribeiro (O Povo);
  • Governador do MA beneficia fazenda da família com estrada custeada com empréstimo do BB, de Gustavo Côrtes (O Estado de S. Paulo);
  • O excesso de velocidade no trânsito e suas consequências para a vida e para o país, de Luiz Ribeiro (Estado de Minas);
  • Os caminhos que transplantam novas vidas, de Augusto Fernandes (Portal R7);
  • Risco urbano engole rodovias federais e avança sobre o pedestre, de Mateus Parreiras (Estado de Minas).

 

Categoria: Vídeo

  • Aeroporto de Guarulhos: desvendando o transporte clandestino, de Renato Ferezim (TV Globo);
  • Emendas derretem no asfalto, de Carlos de Lannoy (TV Globo);
  • Máfia dos táxis, de Felipe Wainer (TV Globo);
  • Mortes, sequelas e sustento perdido: o impacto dos acidentes de moto na conta do SUS e na vida de jovens trabalhadores, de Monica Marques (TV Globo);
  • O Rio Grande do Sul 1 ano depois da enchente que devastou o estado, de Carlos Henrique Dias (TV Globo).

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