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sexta-feira, agosto 29, 2025

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Egito liberta jornalista preso há quatro anos sem acusação formal

Mahmoud Hussein

O governo do Egito libertou em 4/2 o jornalista da Al-Jazeera Mahmoud Hussein, preso há quatro anos sem acusação formal. Ele havia sido detido de forma arbitrária, sob a acusação de “divulgar informações falsas”. Hussein trabalhava na sede da emissora em Doha, no Qatar.

O caso foi denunciado por diversas entidades defensoras do jornalismo ao redor do mundo. Em maio de 2019, a Anistia Internacional exigiu a liberação do jornalista, mas uma semana depois foram anunciadas novas acusações e ele continuou detido. Vale lembrar que, no fim de janeiro, o governo egípcio prendeu o cartunista Ashraf Hamdi pela publicação de um vídeo no Facebook sobre a Primavera Árabe.

Nos últimos anos, o número de jornalistas presos vem aumentando significativamente. Na China, por exemplo, as prisões da australiana Cheng Lei e do magnata de mídia Jimmy Lai entronizam o país como o pior carcereiro do mundo para jornalistas. Leia mais sobre o assunto em MediaTalks by J&Cia.

Estudo da Brand Finance indica marcas mais valiosas e poderosas de 2020

Menos de um ano depois de a OMS decretar o coronavírus uma pandemia, o relatório Global 500 da Brand Finance mostra os impactos da crise no valor e na força das marcas globais. O estudo mostra os impactos da pandemia em marcas de tecnologia e mídia como Netflix, Spotfy, Twitter, YouTube, Facebook, NBC e CBS − esta, a que apresentou a queda mais vertiginosa no valor.

Quem mais ganhou foi Apple, consagrada como a marca mais valiosa do mundo, com um valor de quase US$ 264 bilhões, seguida por Amazon e Google. Nos Top 10, empresas americanas dominam os índices de marcas mais valiosas.

Mas no ranking de marcas mais fortes, quem levou foi a China. O aplicativo WeChat tirou o título das mãos da lendária Ferrari, graças ao seu poderoso modelo “tudo-em-um”. Ele vai bem mais longe do que os aplicativos de mensagens como o WhatsApp. Mais de 1 bilhão de chineses usam o WeChat diariamente para pagar contas, fazer compras, reservar viagens, comprar ingressos, pedir táxi e até presentear com os envelopes vermelhos que fazem parte da cultura chinesa em datas especiais.

Band prepara “pacotão” com ex-equipe da Globo para cobertura do automobilismo

Mariana Becker, Reginaldo Leme e Sérgio Maurício

Com direitos de transmissão da Formula 1 e Stock Car, emissora já havia confirmado a contratação de Reginaldo Leme e deverá assinar com Mariana Becker e Sérgio Maurício

Nova casa do automobilismo na tevê brasileira, a Bandeirantes, que já havia adquirido no ano passado os direitos de transmissão da Stock Car, e que nesta semana foi anunciada como novo destino também da Formula 1, prepara um pacotão de profissionais que estavam (ou ainda estão) no Grupo Globo para sua cobertura automobilística.

Depois de confirmar em dezembro a contratação do comentarista Reginaldo Leme, a emissora está prestes a assinar com a repórter Mariana Becker, que não teve seu contrato renovado com a Globo. Com 27 anos de casa, a jornalista gaúcha era repórter de automobilismo na Globo desde 2002.

Outro nome que deve se juntar ao time, segundo adiantou Gabriel Vaquer, para o UOL, é o do narrador Sérgio Maurício. De acordo com o colunista, o fato de o profissional ter boa aceitação perante os fãs de automobilismo, e de não estar sendo aproveitado com tanta frequência, principalmente após a contratação de Everaldo Marques, contribuem para uma possível transferência.

Vale lembrar ainda que Jayme Brito, ex-produtor executivo da categoria na Globo, e marido de Mariana Becker, foi quem ajudou a intermediar as negociações da Band com Stock Car e Formula 1. Ele deverá atuar no mesmo setor no Grupo Bandeirantes.

Organizações declaram apoio ao jornalista turco Erol Önderoğlu, que pode pegar 14 anos de prisão

Crédito: Repórteres Sem Fronteiras

Entidades defensoras da liberdade de imprensa declararam apoio ao jornalista turco Erol Önderoğlu, que pode pegar até 14 anos de prisão por seu trabalho de promoção do pluralismo na mídia do país. Ele é representante da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) na Turquia. Além da RSF, outras 16 organizações assinaram texto de apoio a Erol, denunciando o assédio judicial sofrido por jornalistas na Turquia.

Erol Önderoğlu, o físico e ativista de direitos humanos Şebnem Korur Fincancı e o escritor e jornalista Ahmet Nesin participaram da campanha Editores-chefes em alerta, organizada em solidariedade ao jornal diário Özgür Gündem, fechado em 2016. Por causa disso, foram intimados a comparecer diante da justiça, mas inicialmente absolvidos após um processo judicial que durou três anos.

Porém, em novembro do ano passado, a Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Apelação de Istambul anulou a decisão de absolvição proferida em julho de 2019. Os três são acusados de “propaganda para uma organização terrorista”, “incitamento público à prática de crimes” e “apologia de crimes e criminosos”, e podem pegar 14 anos de prisão segundo a Lei Antiterror o Código Penal turco.

Em nota conjunta publicada no site da RSF, as entidades escreveram que o ocorrido é “um trágico retrato da caça às bruxas promovida pelo governo do presidente Erdogan contra os meios de comunicação. A Turquia é, atualmente, a maior prisão da Europa para jornalistas profissionais e os poucos meios de comunicação independentes que seguem funcionando sofrem continuamente com a perseguição e a marginalização. As redações que foram forçadas a fechar e os jornalistas detidos são privados de qualquer recurso legal efetivo. (…) Denunciamos a estratégia atual de deter e processar jornalistas na Turquia, uma tentativa autocrática de silenciar todas as vozes dissonantes e impedir que a imprensa independente faça o seu trabalho”.

Assinam a nota Artigo19, Associação Mundial de Jornais (World Association of News Publishers − Wan-Ifra), Centro Europeu para a Liberdade de Imprensa e dos Meios de Comunicação (European Centre for Press and Media Freedom − ECPMF), Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), Federação Europeia de Jornalistas (EFJ), Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH), Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), Global Forum for Media Development (GFMD), International Freedom of Expression Exchange (IFEX), IFEX-ALC, Index on Censorship, International Media Support (IMS), International Press Institute (IPI), Media Foundation for West Africa (MFWA), PEN America, PEN International e Repórteres sem Fronteiras (RSF).


Leia em MediaTalks by J&Cia mais sobre prisões de jornalistas:

Prêmio SEJ de Reportagem sobre Meio Ambiente abre inscrições

Prêmio SEJ reconhecerá reportagens sobre Meio Ambiente

A Sociedade de Jornalistas Ambientais (SEJ, em inglês), dos Estados Unidos, abriu inscrições para o Prêmio SEJ de Reportagem sobre Meio Ambiente. Profissionais de todo o mundo podem enviar matérias sobre temas ambientais.

Os primeiro e segundo colocados em cada categoria receberão, respectivamente, US$ 500 e US$ 250. O vencedor do Prêmio Nina Mason Pulliam pela “melhor das melhores” reportagens ambientais ganhará US$10.000. Ao todo, são dez categorias, incluindo reportagem investigativa, matéria em profundidade, fotografia e melhor livro ambiental.

A taxa de inscrição é de US$ 15 para os membros da SEJ e US$ 110 para não-membros. Jornalistas residentes em países de economia de baixa a média renda podem pagar US$ 10. As inscrições vão até 1º de março.

Facebook planeja lançar recurso para produção de newsletters

Facebook para Jornalistas

O Facebook deve lançar um recurso para produzir newsletters, segundo o jornal New York Times (NYT). A ferramenta possibilitará ao usuário produzir e compartilhar o material, além de gerenciar e-mails cadastrados e administrar quem pode acessar o conteúdo.

Campbell Brown, vice-presidente global de parcerias de notícias do Facebook, disse ao NYT que a empresa quer “fazer mais para apoiar os jornalistas independentes e especialistas que estão construindo negócios e públicos on-line”. A previsão é que a novidade estreie no meio de 2021.

Prisão de australiana e magnata de mídia na China mostram que país segue como pior carcereiro do mundo para jornalistas

Cheng Lei

A prisão da jornalista australiana Cheng Lei na China, que veio a público nesta segunda-feira (8/2), mostra que o país segue sendo o pior carcereiro do mundo para jornalistas, segundo levantamentos publicados no final do ano passado por Repórteres sem Fronteiras (RSF) e Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Cheng vinha sendo mantida desde agosto sob “vigilância residencial em local designado”, que poderia durar até seis meses sem acusação formal. Agora, autoridades chinesas declararam que ela é acusada de fornecer ou tentar fornecer ilegalmente segredos do Estado a uma organização ou indivíduo estrangeiro.

O caso mostra que a tensão diplomática entre China e Austrália atinge também o jornalismo. O governo australiano manifestou descontentamento com o ocorrido e preocupação com o bem-estar e condições de detenção de Cheng Lei.

Além disso, em 9/2,  o magnata de mídia Jimmy Lai, de 73 anos, dono de um patrimônio superior a US$ 1 bilhão, teve o pedido de fiança negado por um tribunal de Hong Kong. Crítico feroz do governo chinês, ele foi preso em agosto do ano passado, libertado sobre fiança e preso novamente em dezembro. A decisão é apoiada na nova lei de segurança nacional introduzida pela China em Hong Kong a fim de sufocar os protestos. Outro caso que mostra a repressão a jornalistas no país.

Entenda a história em MediaTalks by J&Cia.

GGN lança documentário Sergio Moro: a construção de um juiz acima da lei

Estreou nessa segunda-feira (8/2) o documentário Sergio Moro: a construção de um juiz acima da lei. Projeto comandado pelo site GGN, de Luis Nassif, em parceria com o repórter Marcelo Auler, o documentário denuncia uma série de violações a direitos e garantias constitucionais que acompanharam o magistrado ao longo de sua trajetória.

Ao longo de 74 minutos, o vídeo expõe alguns dos métodos usados pelo ex-juiz, considerados heterodoxos, a partir do depoimento de personagens que acompanharam alguns de seus casos de perto.

O posicionamento de Moro é colocado em xeque, principalmente em função dos julgamentos do ex-presidente Lula, mas também em outros casos considerados polêmicos, como as investigações do Escândalo do Banestado, no Paraná.

O documentário é fruto de uma campanha de financiamento coletivo que o GGN lançou no Catarse em meados de 2020. O material colhido ao longo de meses de apuração será publicado a partir deste mês em formato de texto nos sites do GGN e Blog do Marcelo Auler. Para marcar o lançamento, Nassif e Auler participaram de uma live, às 20h, no canal da TV GGN no Youtube.

Estadão, G1 e Agência Pública são premiados internacionalmente pela cobertura da Covid-19

O Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ, na sigla em inglês) está homenageando mais de 50 jornalistas, em cinco idiomas, por reportagens publicadas sobre a Covid-19. Os trabalhos escolhidos foram destacados por abordar a pandemia a partir de três frentes: Ciência e Saúde; Transparência, Crime e Corrupção; e Desigualdade, Negócios e Economia.

Na categoria destinada a trabalhos produzidos em português, todos os trabalhos reconhecidos são brasileiros.

Em Ciência e Saúde o prêmio foi para Ludimila HonoratoBruno Ponceano e Augusto Conconi, do Estadão, com Cidade de São Paulo chega a 10 mil mortes por covid-19; conheça perfil das vítimas.

Na categoria Transparência, Crime e Corrupção, os vencedores foram Thiago Reis, Clara Velasco e Gabriela Caesar, do G1, pelo trabalho Estados compram 7 mil respiradores, mas menos da metade é entregue; valor de cada equipamento varia de R$ 40 mil a R$ 226 mil no país.

E em Desigualdade, Negócios e Economia, Naira Hofmeister, Fernanda Wenzel, José Cícero da Silva e Larissa Fernandes, da Agência Pública, foram os vencedores com a reportagem especial Uma morte a cada quatro dias: povo Xikrin é o mais afetado pela Covid-19 no Pará.

Todos os homenageados integram o Fórum de Relato de Crise de Saúde Global do ICFJ, iniciativa que conecta especialistas e jornalistas que cobrem a crise, favorecendo a troca de recursos entre os membros. O júri da premiação selecionou os vencedores entre 672 inscrições e os avaliou com base no rigor do relatório, no uso de dados e multimídia e na narrativa geral. Os jornalistas vencedores receberão prêmios em dinheiro.

“Este concurso de reportagem nos mostrou a amplitude da cobertura que os jornalistas da rede do ICFJ estão oferecendo às suas comunidades sobre a pandemia, uma crise que afetou a todos nós”, destacou Stella Roque, diretora de Envolvimento da Comunidade do ICFJ. “Apesar da desinformação, do declínio da receita da redação e até mesmo de ataques a jornalistas, repórteres de todo o mundo estão fornecendo informações precisas e que salvam vidas no Covid-19. Parabenizamos nossos vencedores por sua excelente cobertura”.

Confira a lista completa de reportagens homenageadas.

Sandra Azedo assume área global de PR da David

Sandra Azedo retorna à David após um ano na AlmapBBDO / Crédito: Ricardo Barcellos

A David, rede de agências de publicidade do Grupo WPP, anunciou o retorno de Sandra Azedo como Global PR Director. Na nova função, terá a responsabilidade de trabalhar a área de relações públicas e comunicação da rede em todos os seus escritórios: São Paulo, Buenos Aires, Bogotá, Miami e Madri.

Esta é a segunda passagem dela pela agência. De 2011 a 2020, na época pelo Grupo Ogilvy, atuou como diretora de Comunicação das agências David e Ogilvy. Nesta nova fase, ficará baseada no escritório de Miami, respondendo diretamente ao sócio e fundador Fernando Musa, ao sócio e CCO Pancho Cassis e à CCO Global Sylvia Panico.

“É uma honra para mim poder retornar à David, agência da qual participei do lançamento, em 2011, e que hoje se tornou uma das mais marcas mais reconhecidas do mundo pelo excelente trabalho de criação e efetividade”, destaca Sandra. “Trata-se de um novo desafio internacional, até então inédito na minha carreira, que me enche de orgulho e alegria”.

Com passagens anteriores pelas agências AlmapBBDO, onde atuou no último ano como Head de PR, e Africa, a executiva também teve destacada carreira em redações. Foi por nove anos editora de Mídia & Marketing da Gazeta Mercantil, e passou por Folha de S.Paulo e algumas revistas da Editoria Abril.

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