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Jornalistas baianos são incluídos em grupo prioritário de vacinação

Profissionais de imprensa da Bahia foram incluídos, na terça-feira (18/5), nos grupos prioritários para a vacinação contra a Covid-19
Profissionais de imprensa da Bahia foram incluídos, na terça-feira (18/5), nos grupos prioritários para a vacinação contra a Covid-19

Profissionais de imprensa da Bahia foram incluídos, na terça-feira (18/5), nos grupos prioritários para a vacinação contra a Covid-19. Serão vacinados, em primeiro momento, jornalistas com mais de 40 anos, radialistas, cinegrafistas, apresentadores, fotógrafos e blogueiros registrados, que estejam na linha de frente do trabalho durante a pandemia.  A decisão foi tomada durante a reunião da Comissão de Intergestores Bipartite (CIB), que reúne os secretários estadual e municipais de saúde.

A conquista foi resultado de uma forte campanha do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores em Rádio e TV (Sinterp) e a representação local da Associação Bahiana de Imprensa (ABI).

Ficou estabelecido na reunião que 70% das doses recebidas serão destinadas à continuidade da vacinação de grupos prioritários definidos no Plano Nacional de Imunização. Os demais 30% serão usados para vacinar a população em geral, com idades de 18 a 59 anos, de forma escalonada.

Moacy Neves, presidente do Sinjorba, disse que este momento é para celebrar o reconhecimento da relevância da categoria para garantir que as pessoas recebam informação de qualidade: “A vitória é estarmos incluídos no rol das categorias prioritárias e vamos seguir na luta para que as outras faixas etárias também sejam imunizadas”.

Proposta aumenta base de cálculo do IR para empresas jornalísticas

Imposto de Renda

Tramita na Câmara Federal o Projeto de Lei 728/21, que aumenta de 8% para 32% da receita bruta mensal a base de cálculo do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) para a empresa jornalística que optar pelo recolhimento a partir do lucro presumido. 

A proposta, de autoria do deputado Helio Lopes (PSL-RJ) insere dispositivo na Lei 9.249/95. Atualmente, podem optar pela regra do lucro presumido as empresas com faturamento anual de até R$ 78 milhões no exercício anterior. “A mudança justifica-se tendo em vista a necessidade de adequar a legislação tributária em vigor à realidade desse segmento econômico”, defende o parlamentar. 

O PL tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Laurentino Gomes lança em junho o segundo volume da trilogia Escravidão

Laurentino Gomes lançará em 22 de junho o livro Escravidão Volume II − Da corrida do ouro em Minas Gerais até a chegada da corte de dom João ao Brasil (Globo Livros), segundo volume da trilogia Escravidão, que conta a história do período escravagista no Brasil.

Laurentino Gomes (Crédito: Divulgação)

Na obra, o autor concentra-se no século XVIII, período que representou o auge do tráfico negreiro no Atlântico, motivado pela descoberta das minas de ouro e diamantes no País e pela disseminação, em outras regiões da América, do cultivo de cana-de-açúcar, arroz, tabaco, algodão e outras lavouras que utilizavam de forma intensa a mão de obra cativa.

No texto de apresentação, Laurentino escreve que, “entre 1700 e 1800, cerca de dois milhões de homens e mulheres foram arrancados de suas raízes africanas, embarcados à força nos porões dos navios negreiros e transportados para o Brasil. Muitos seriam vendidos em leilões públicos antes de seguir para as senzalas onde, sob a ameaça do chicote, trabalhariam pelo resto de suas vidas. No final do século XVIII, a América Portuguesa tinha a maior concentração de pessoas de origem africana em todo o continente americano”.

Laurentino Gomes lança em junho o segundo volume da trilogia Escravidão

O livro é fruto de seis anos de pesquisas, que incluem viagens por 12 países e três continentes. O texto contém é ilustrado por imagens e gráficos. Sobre a importância do tema, Laurentino escreveu na sinopse que “nenhum outro assunto é tão importante e tão definidor da nossa identidade nacional quanto a escravidão. Conhecê-lo ajuda a explicar o que fomos no passado, o que somos hoje e também o que seremos daqui para a frente”.

No ano passado, Laurentino venceu o Prêmio Jabuti de Literatura 2020, na categoria Biografia, Documentário e Reportagem, com o primeiro volume de Escravidão, que aborda os acontecimentos desde o primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares.

O livro já está em pré-venda.

Desinformação que vem “de cima” é um desafio para a comunicação

Um levantamento feito com mais de três mil jornalistas apontou que 32% dos entrevistados têm tido dificuldades em manter fontes confiáveis.
Um levantamento feito com mais de três mil jornalistas apontou que 32% dos entrevistados têm tido dificuldades em manter fontes confiáveis.

No último sábado (15/5), a professora e pesquisadora da Universidade de Liverpool Patrícia Rossini apresentou o estudo Informação e Desinformação sobre a Covid-19 no Brasil, que ela elaborou em parceria com Antonis Kalogeropoulos. Foi durante o seminário de abertura do Programa Avançado de Comunicação Pública, promovido por Aberje e ABCPública, intitulado O que aprendemos sobre comunicação enfrentando a Covid-19. Os participantes debateram em ambiente online os desafios dos profissionais de comunicação durante a pandemia.

O relatório de Patrícia Rossini foi produzido durante o pico da primeira onda de casos de coronavírus por meio de painel online com mais de dois mil brasileiros. O objetivo foi avaliar o pano de fundo de informação e desinformação, além do papel e desafios encontrados pela comunicação pública. 

Esse estudo trata o consumo de informação por WhatsApp no Brasil como um fenômeno. Mas o que significa consumir notícias pelo WhatsApp e qual o perigo dessa prática? É a indagação deixada por Patrícia aos profissionais de Comunicação. Não há resposta exata, apenas fatos a serem considerados, diz: “O WhatsApp é uma ferramenta popular, de fácil acesso e rápido compartilhamento de informações, verídicas ou não; e convivemos com uma doença em que todos os dias se descobre um pouco em um cenário de polarização política em níveis jamais vistos”.

Um dos maiores desafios da comunicação pública é a desinformação que vem “de cima”, aponta pesquisadora
Patrícia Rossini (Foto: J.D.Ross/Syracuse University)

O estudo aponta, entre os motivos da desinformação, o uso de sites partidários e/ou alternativos; a confiança e apoio à atuação do Governo Federal; e a participação em grupos de WhatsApp com pessoas desconhecidas como variáveis que explicam essa crença persistente na desinformação.

Para a pesquisadora, o uso intensivo de mídias sociais amplifica o problema de disseminação de notícias falsas já antes instalado no País, o que torna ainda mais difícil para autoridades de saúde, de governo e de Estado repassarem aos cidadãos informações de credibilidade. “É a descrença generalizada em instituições políticas e na mídia que abre espaço para os discursos polarizados. Você não sabe mais em quem acreditar, já que a notícia chega por vários meios,” explica. 

A pesquisa quantitativa, disponível no site da Universidade de Liverpool, não apresenta soluções para o grande problema de desinformação no Brasil durante a pandemia da Covid-19, mas provoca questionamentos aos profissionais, reforçados pela pesquisadora. “Um dos maiores desafios da comunicação pública é que a desinformação vem de cima, o que a torna muito mais danosa. O inimigo às vezes é o próprio Governo Federal. Então, como confiar em uma fonte que deveria ser oficial?”, indaga Patrícia Rossini.

O relatório de pesquisa

O estudo foi realizado durante o primeiro auge da pandemia no Brasil, em julho e agosto de 2020, em duas etapas (2.010 pessoas na primeira e 1.378 na segunda), utilizando painéis online pelo Ibope Inteligência. A pesquisa faz parte do projeto Está no WhatsApp, então deve ser verdade: Mídias Sociais e acesso a notícias como caminhos para explicar desinformação e comportamentos sobre Covid-19, financiado pela Universidade de Liverpool.

Covid-19 muda estratégia das assessorias de comunicação

Emily Gonçalves

Profissionais com décadas de experiência à frente da comunicação de instituições ligadas à saúde pública brasileira participaram, na sequência, de um painel sobre O que aprendemos com comunicação enfrentando a Covid-19. E, apesar de terem presenciado inúmeras crises internas ao longo dos anos, disseram que, além da duração e impacto, a pandemia exigiu bastante das equipes e dirigentes e impulsionou mudanças permanentes na atuação da comunicação. Uma das transformações foi aumentar a importância e responsabilidade da comunicação nas estruturas dos órgãos públicos.  

Elisa Andries

O debate contou com a participação de Isabel Raupp (Anvisa), Elisa Andries (Fiocruz), Emily Gonçalves (Secretaria de Estado da Saúde de SP), Ricardo Azeredo (Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre), com mediação de Jorge Duarte (ABCPública e curador do Programa Avançado de Comunicação Pública).

Alguns insights trazidos por eles no debate:

Isabel Raupp

“Aprendemos que a comunicação institucional é importantíssima, mas, sobretudo, a figura da coordenação de comunicação tem que ter uma cadeira na mesa de decisão.”Isabel Raupp

“Pensamos nos veículos de comunicação como aliados, visando o bem comum, com mapeamento dos públicos de interesse e buscando evitar a polarização política. Nosso trabalho não é para o governo, mas para o SUS, para o serviço público, para a população.”Emily Gonçalves

Ricardo Azeredo

“Focamos no contato direto com os jornalistas e mantivemos um canal intenso, permanente com a imprensa para fazer com que ela trabalhe ao nosso lado, e isso têm dado resultado.”Ricardo Azeredo.

“Pensando em comunicação de crise, no meio da pandemia, a Anvisa teve que começar a conversar com o público que era distante: a população. A palavra usada foi transparência. Abrimos as informações da Anvisa para a população, trabalhamos o uso e adaptação de linguagem simples e aprendemos uma lição: temos que pensar que nós somos veículos de comunicação, somos produção de conteúdo. Nós somos os próprios veículos de comunicação. Nós somos mídia.”Elisa Andries

Histórias do Jornalismo Esportivo: Num gravadorzinho, o flagra de Ricardo Teixeira

Por Sílvio Lancellotti (*)

Copa de 90. Na Folha de S. Paulo já fazia quase uma década, a comentar o “Calcio” na Band já fazia mais de cinco anos, natural que o jornal me incumbisse de cobrir a competição na Itália. Em 1986, na Copa do México, eu havia me limitado a participar da brigada de retaguarda, cá em São Paulo. Ivan Siqueira, da revista de bordo da Varig, a Ícaro, com a qual eu também colaborava, me propiciou um upgrade à primeira classe do voo desde a Paulicéia até Roma. Pegaria o avião no Rio, no Galeão.

Claro que me trajei convenientemente, num blazer e com gravata. Porém, constrangido para não parecer pomposo, acomodei-me no bico do avião, onde existe uma poltrona de cada lado, um barzinho no meio. Embora entretido na leitura de La Gazzetta dello Sport, que havia comprado no aeroporto, imediatamente reconheci o cidadão abrupto que esbarrou no meu braço e nem esboçou um pedidinho de desculpas: Ricardo Teixeira, presidente da CBF. Com ele estava Kleber Leite, um repórter de campo que depois se transformou em vendedor de placas de publicidade em estádios e ainda, em 1995, no presidente do Flamengo.

Ambos se sentaram na fileira precisamente atrás de mim. Teixeira navegou através de um punhado de boas doses de uísque, levantou a voz e, num rompante, passou a falar mal de meio mundo, principalmente de um tal Sebastião Lazaroni, exatamente o treinador que ele havia escolhido para comandar – sim – a seleção do Brasil. Eu dispunha de um gravadorzinho de bolso, no tamanho e no formato de um maço de cigarros. Armei o apetrecho e o coloquei numa posição em que captasse a diatribe enfurecida. Por uns quinze, vinte minutos, Teixeira espalhou palavrões. Nos seus momentos menos cruéis, acusou Lazaroni de frouxo, imbecil, incompetente, um coitado, inclusive manifestou-se arrependido por tê-lo contratado.

Assim que desembarquei em Roma, corri a uma agência da Italcable, datilografei um texto e transmiti à Folha por fax. Saiu com destaque de primeira página, já na edição da manhã seguinte, dias antes de a Copa começar. Ricardo Teixeira tentou desmentir e até me processar. Desistiu quando exibi, a um grupo de colegas, e a um amigo magistrado, a fita e o conteúdo gravado com a sua parlapatice. Detalhe: eu nem fora à Bota para cobrir o Brasil. Minhas prioridades eram a Azzurra, concentrada em Marino, numa das periferias de Roma; e a Argentina, em Trigoria, no lado oposto.


Silvio Lancellotti

(*) Arquiteto por diploma e jornalista por paixão, Silvio Lancellotti participou das equipes inaugurais de Veja e de IstoÉ, dirigiu a revista Vogue, foi cronista de Esportes e Gastronomia da Folha de S.Paulo e do Estadão. Na TV, apresentou programas de culinária, comentou futebol, oito edições da Copa do Mundo e seis dos Jogos Olímpicos. Escreveu cinco livros sobre esportes, 13 de culinária e quatro romances. Integra o elenco de colunistas do portal R7 desde 2012.

A série Histórias do Jornalismo Esportivo traz causos vividos por profissionais da imprensa esportiva ao longo de suas trajetórias, como parte da campanha de divulgação do novo Prêmio +Admirados da Imprensa Esportiva.

Após matéria sobre PM, repórter do Correio sofre ameaças

Ataques graves a jornalistas dobraram em 2022, diz monitoramento da Abraji
A comunicadora Lana Holanda entrou para o Programa de Proteção Legal para Jornalistas, da Associação de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Bruno Wendel, repórter do jornal baiano Correio, recebeu esta semana mensagens no celular com ameaças e xingamentos após a veiculação de reportagem em 18/5 sobre ações de grupos de extermínio e extorsão no município de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador.

A reportagem tratava do soldado da policial militar Joedson dos Santos Andrade, que havia sido preso na Operação Assepsia I. Morto a tiros no domingo (16/5), em suposto confronto com suspeitos, o soldado respondia em liberdade na condição de investigado.

Ao todo, quatro pessoas teriam mandado mensagens para o celular do repórter. Segundo texto do Correio, um dos remetentes chamou o jornalista de vagabundo. Outro sugeriu que veículo e jornalista não reconhecem o trabalho das forças de segurança pública. E uma terceira pessoa disse que o jornalista tem de se retratar.

As ameaças foram acompanhadas de uma nota de repúdio escrita em nome da tropa da 59ª Companhia Independente de Polícia Militar/Vila de Abrantes, afirmando repudiar e rejeitar a matéria pois “as afirmações imputadas ao policial são totalmente inverídicas, mentirosas e descabida (sic) de credibilidade”.

A nota diz que Joedson dos Santos não era réu e, sim, investigado pela Secretaria de Segurança Pública/BA pela morte de dois homens “em combate armado”. “Em momento algum o processo que tramita em segredo de justiça afirma que os policiais envolvidos são réus, culpados ou inocentes, e sim estão denominados como investigados”, prossegue a nota.

Em 15 anos dedicados à cobertura de segurança pública, Bruno Wendel afirma que nunca havia sofrido ameaças semelhantes. “Todo meu trabalho investigativo envolve estar nas delegacias, nas companhias. A polícia entende meu trabalho. Fiz outras matérias de denúncias de crimes cometidos por policiais e nunca fui ameaçado”.

E mais:

Especial J&Cia reunirá estudantes de jornalismo numa cobertura que terá ainda história e ficção

Ela fará uma homenagem ao jornalista negro e gay que no século XX desafiou costumes, João do Rio, no ano e mês do centenário de sua morte.
Ela fará uma homenagem ao jornalista negro e gay que no século XX desafiou costumes, João do Rio, no ano e mês do centenário de sua morte.

A edição homenageará o jornalista negro e gay João do Rio, do início do século XX, que desafiou costumes, introduziu a reportagem na imprensa brasileira e levou 100 mil pessoas ao seu enterro

A edição especial que Jornalistas&Cia está preparando para celebrar o Dia da Imprensa (1º de junho) e que circulará no dia 2 de junho será ainda mais especial neste ano de 2021. Ela fará uma homenagem a um dos jornalistas mais importantes da história da imprensa brasileira, João do Rio, no ano e mês do centenário de sua morte, com uma participação tripla. 

Um grupo de estudantes do curso de Jornalismo da Universidade São Judas, sob a coordenação do professor e escritor Moacir Assunção, vasculhará o universo de João do Rio e da época em que viveu, contabilizando ainda a imensa contribuição que aportou ao jornalismo, introduzindo a reportagem e a presença do povo e das minorias nas páginas dos jornais e revistas em que atuou.

José Maria dos Santos, jornalista e historiador, que é também membro da Academia Paulista de História, vai nos presentear com um artigo sobre toda a trajetória de João do Rio, desde o nascimento até sua morte, em junho de 1921, passando pelos veículos em que atuou e embates dos quais participou ao longo da vida, com curiosidades e outras preciosidades de seu tempo.

Por fim, Assis Ângelo, principal incentivador dessa homenagem, usando seu talento ficcional, vai nos brindar no especial com um furo de reportagem, percorrendo de um modo diferente e lúdico os principais acontecimentos da vida de João do Rio e seu legado para o jornalismo brasileiro.

E mais:

Rádio Capital (SP) deve montar equipe esportiva com José Silvério

Rádio Capital (SP) deve montar equipe esportiva com José Silvério

A Rádio Capital, de São Paulo, está preparando um investimento no futebol, ação comandada pelo empresário Olivério Júnior. Segundo informações de Cosme Rímoli, da editoria de Esportes do portal R7, a rádio está negociando com José Silvério para ser o principal narrador do time esportivo. As transmissões da Capital serão em AM e FM.

Conhecido como o “Pai do Gol”, o narrador está afastado do meio radiofônico desde abril de 2020, quando deixou a Rádio Bandeirantes. Milton Neves já dá como certa a contratação de Silvério pela Rádio Capital, conforme escreveu em seu blog no UOL.

A equipe da rádio deverá contar também, segundo Rímoli, com o narrador Pedro Martelli, os repórteres Tiago Fernandes e Fábio Lazaro, além de Silvia Vinhas e Marilia Ruiz. O repórter do R7 escreveu também que Andrés Sánchez, ex-presidente do Corinthians, integrará a programação como comentarista, em princípio como convidado especial, mas podendo ser efetivado depois. O mesmo ocorre com o técnico Vanderlei Luxemburgo, que ainda estaria negociando com a rádio sobre comentar jogos, enquanto não retorna ao trabalho de treinador.

A ideia é que os dois, ao lado de José Silvério, estreiem no domingo (23/5), na transmissão da final do Campeonato Paulista entre São Paulo e Palmeiras, às 16 horas.

Renata Afonso assume a CNN Brasil; clima na emissora é tenso, diz Ricardo Feltrin

Renata Afonso deixa a CNN Brasil
Renata Afonso (Crédito: Kelly Queiroz)

Na segunda-feira (17/5), Renata Afonso, anunciada em 13 de abril como a nova CEO da CNN Brasil, assumiu oficialmente o canal. Em comunicado, a empresa declarou que a programação jornalística seguirá sendo o carro-chefe, e que Renata terá o objetivo de expandir a marca da emissora e focar na ampliação de soft news, como viagens, economia, diversidade, saúde e documentários.

Ao lado de Renata, estarão a COO Jercineide Castro e cinco vice-presidentes: Américo Martins (Conteúdo), Anthony Doyle (Distribuição), Leandro Cipoloni (Jornalismo), Marcus Vinícius Chisco (Comercial) e Virgílio Abranches (Programação).

O clima na CNN Brasil, porém, é tenso e de temor, segundo Ricardo Feltrin, colunista do UOL. Os profissionais temem uma “limpa” na redação, especialmente os que foram trazidos e convidados diretamente pelo ex-CEO Douglas Tavolaro. Feltrin informa que todo o círculo que trabalhava com Tavolaro já foi dispensado: secretárias, assistentes, ajudantes e até mesmo a assessoria que prestou serviço à CNN Brasil nos últimos 12 meses.

O medo maior, no entanto, segundo o colunista, refere-se aos repórteres, comentaristas editores e diretores. Feltrin acredita que cortes e mudanças na programação aconteçam em breve.

Sobre o assunto, a CNN Brasil emitiu nota informando que “nenhum corte foi feito na equipe da emissora e nem está previsto”, e que “Renata Afonso está totalmente focada em estratégias de expansão da marca”.

As muitas faces da liberdade de expressão

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Há limites para liberdade de expressão? Onde ela começa e onde termina? Faltando pouco menos de 80 anos para chegarmos a 2100, talvez seja meio cedo para apostar em qual vai ser o “embate ideológico do século”. Mas esse é um forte candidato.

Exemplo recente é o do Reino Unido, que abriu na semana passada uma consulta pública para revisar a legislação atual de Segredos Oficiais de Estado, formada por quatro atos. Um deles é de 1911, e o mais novo de 1989, quando a internet tal como a conhecemos engatinhava.

As muitas faces da liberdade de expressão
Crédito: Pete Linforth/Pixabay

A proposta inclui a criminalização de funcionários públicos que vazem documentos oficiais, com a criação de um novo órgão para julgar se a revelação de uma informação confidencial foi motivada por “interesse público”, o que justificaria o vazamento.

A dificuldade de legislar sobre a questão fica evidente no texto de apresentação, que assegura o compromisso do país com a liberdade de imprensa, mas ao mesmo tempo sustenta que vazamentos podem prejudicar o país e as pessoas.

Aí mora o problema. A quem o vazamento prejudica? A um governante cujas que viu suas más escancaradas? Ou ao país, se a informação ajudou terroristas ou potências estrangeiras hostis?

Não se sabe ainda a forma final da lei, mas se for aprovada com está na proposta vai ficar mais arriscado para funcionários públicos revelarem à imprensa informações que poderiam até ser de interesse público. Quantos vão se arriscar a perder o emprego e ir para a cadeia?

Jornalistas nas redes sociais, mais um capítulo

O limite para a liberdade de expressão também é seguidamente colocado à prova no âmbito das empresas, sobretudo as jornalísticas.

A CNN é a mais nova vítima. No fim de semana, um colaborador da rede americana no Paquistão tuitou dizendo que “o mundo precisa de um Hitler”, no contexto dos conflitos entre Israel e Palestina. Foi dispensado, como era de se esperar.

As muitas faces da liberdade de expressão
Adeel Raja (Foto: Twitter)

Mas, ao se manifestar após o desligamento, Adeel Raja questionou o pensamento ocidental por defender os direitos humanos e a liberdade de expressão mas não admitir que ele possa ter sua opinião. Sem entrar no mérito da declaração, inaceitável sob qualquer ponto de vista, o que ele aponta é aplicável a outras situações em que os limites não são tão evidentes.

Nesse ponto, as redes sociais tornaram ainda pior o que já era difícil, porque é planetário o alcance da opinião de um indivíduo associada ao jornal ou à empresa onde trabalha.

A BBC bem que tentou legislar sobre isso, criando no ano passado um código de conduta com regras para o uso de redes sociais pelos jornalistas. No caso da emissora pública, há um agravante: pelas normas, ela deve ser imparcial, ao contrário de jornais britânicos, que manifestam claramente sua opção política.

Não houve uma onda de punições. Mas não é difícil imaginar que os profissionais da rede tenham  passado a pensar duas vezes antes de emitir opiniões, seja para não constranger a empresa onde trabalham ou para evitar reprimendas dos chefes. Mais uma situação em que o tal limite é difícil de ser traçado.

Liberdade de expressão, Big Techs e democracia

A opinião do público sobre o valor da liberdade de expressão foi medida em 53 países pela pesquisa Índice de Percepção da Democracia, apresentada na semana passada em Copenhagen. O estudo revelou que a desigualdade econômica é vista como maior ameaça ao Estado democrático.

Em seguida vem o medo de que restrições à liberdade de expressão afetem a democracia local. E em quarto lugar, depois de fraudes nas eleições, aparece o poder das plataformas digitais globais.

Não deixa de ser um paradoxo, já que em países com regimes autoritários e meios de comunicação sufocados as redes sociais emergem como único canal para ativistas se manifestarem e denunciarem ilegalidades praticadas por governos. E assim exercerem a liberdade de expressão.

Ainda faltam 79 anos para 2100. Pode ser que até lá o ponto de equilíbrio seja encontrado.

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