A Volkswagen anunciou a criação, em 1º de setembro, de uma Diretoria de Sustentabilidade. O novo setor estará integrado à Diretoria de Assuntos Corporativos e Relações com a Imprensa, liderada por Priscilla Cortezze, com reporte ao presidente e CEO da Volkswagen América Latina Pablo Di Si.
Segundo comunicado da empresa, o objetivo da ampliação do escopo do setor comandado por Priscila é estabelecer uma visão única para os assuntos relacionados a Sustentabilidade na empresa, visando a fortalecer os fatores ESG (Ambiental, Social e Governança, na sigla em inglês).
“Vamos olhar não apenas os riscos, mas principalmente as oportunidades que temos no futuro, considerando múltiplos stakeholders e uma agenda mais ampla de toda a sociedade”, destacou Priscilla Cortezze, que também é membro do Comitê Executivo da fabricante na América Latina. “Queremos estabelecer uma abordagem empreendedora e criativa para desenvolver ideias e processos inovadores, em parceria com todas as áreas da empresa. Temos um grande desafio com as metas do programa Way to Zero. Em 2050, queremos nos tornar totalmente neutros em CO2 tanto como empresa quanto como fabricante de automóveis”.
A nova área vai liderar o relacionamento com os principais stakeholders e fóruns externos sobre o tema e apoiar a criação do recém-anunciado Centro de P&D de Biocombustíveis no Brasil. A Fundação Grupo Volkswagen também passa a fazer parte da nova estrutura, assim como o comitê de Sustentabilidade/ESG, englobando as áreas de RH, Compras, Finanças, Desenvolvimento de Produto, Compliance, Estratégia, Operações, Vendas e Marketing, e Relações Governamentais.
A Associação de Jornalismo Digital (Ajor) atingiu em 31/8 o número de 50 organizações associadas. Dentre as nove plataformas que se juntaram neste mês à entidade, fundada no início de junho, está este Portal dos Jornalistas.
Também passaram a fazer parte do quadro:
Diário do Rio: No ar desde 2007, trata de temas ligados ao Rio de Janeiro, sendo referência na política regional, agenda, gastronomia e cobertura de eventos, com notícias relevantes e que mexem com a cidade. O jornal acredita que o bom jornalismo não é baseado apenas nas críticas, mas sim em mostrar, também, o lado positivo da vida da cidade.
Jornal Metamorfose: Mídia independente e experimental do estado de Goiás, criada em 2016. Atua em prol dos direitos humanos e pela liberdade dos povos. Conheça o #JMContraACensura, nossa edição impressa e a #RádioMetamorfose, o podcast semanal do JM.
Matinal: Com sede em Porto Alegre, o Matinal Jornalismo é formado pelos serviços Matinal News (newsletter diária de curadoria), revista Parêntese (reflexões e literatura), RogerLerina.com (jornalismo e agenda culturais) e Zap Matinal (boletim WhatsApp).
Meus Sertões: Concebido em 14 de março de 2016, tem por objetivo descobrir e relatar fatos relacionadas às cidades do semiárido brasileiro. A região é formada por dez estados e tem área equivalente a cerca de três vezes o tamanho da Alemanha. Apesar de sua diversidade, costuma ser retratada a partir de estereótipos. Nosso objetivo é combater o preconceito, aprofundando o debate de questões cruciais e mostrando alternativas para a solução de problemas, assim como retratar personagens e a cultura sertaneja.
PerifaConnection: Plataforma de disputa de narrativa sobre as periferias do Brasil. A partir de articulação em rede produzimos conteúdos, e mobilizamos lideranças jovens e comunicadores populares em meios de comunicação parceiros e também por canais próprios.
Rádio Guarda-chuva: A Rádio Guarda-chuva é a primeira rede brasileira de podcasts jornalísticos, fundada pelos idealizadores dos podcasts Finitude, Põe na Estante e Rádio Escafandro. Nasceu em 2018 com o objetivo de fortalecer os diálogos sobre jornalismo e podcasts.
Revista O Grito!:uma publicação jornalística pernambucana online independente dedicada a cobrir os diversos assuntos da arte e cultura pop como quadrinhos, música, cinema, literatura, artes visuais, moda e teatro/dança. Temos atualização diária com notícias, resenhas/críticas, entrevistas e reportagens especiais.
Sul21:Site de notícias independente, lançado em 2010 e, desde 2020, administrado coletivamente pelos profissionais da redação. Nosso principal objetivo é produzir, a partir de Porto Alegre, reportagens aprofundadas sobre temas que nem sempre recebem espaço na mídia hegemônica.
Entidades defensoras da liberdade de imprensa repudiaram a censura a uma reportagem de O Globo sobre movimentações financeiras da VTC Log, empresa investigada pela CPI da Covid. O texto cita relatório produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que aponta dezenas de saques em espécie nas contas da empresa.
A decisão de censura, proferida em agosto pela desembargadora Ana Maria Ferreira, da 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT), atende a um pedido da VTC Log, que alega ter sido vítima de “violação de sigilo financeiro e bancário”.
O pedido da empresa foi negado em primeira instância, mas atendido em segundo grau. A desembargadora considerou que “a publicação com tantos detalhes evidencia vazamento de informações e/ou documentos sigilosos, tornando públicos dados acerca dos quais o conhecimento deveria ser restrito”.
O Globo retirou os links do ar, declarou que vai recorrer da decisão e explicou que o conteúdo da reportagem, além de acurado, é de interesse público: “O dever da guarda do sigilo de um documento produzido por um órgão público é conferido ao servidor, e não à imprensa, que tem o direito tanto de publicar matérias de interesse da sociedade como o de resguardar o sigilo da fonte”.
Marcelo Rech, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), pediu que, “no âmbito da liberdade da imprensa, seja revisada a decisão o quanto antes, pois ela não afeta só o jornal O Globo mas também toda a imprensa brasileira. É um atentado à liberdade de imprensa e ao jornalismo investigativo. A população tem o direito de tomar conhecimento de todos os fatos de interesse público”.
Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou a decisão, e declarou que “determinar a remoção de uma reportagem sobre as informações levantadas pela CPI da Covid cerceia o direito dos cidadãos à informação e se caracteriza como uma violação da liberdade de imprensa”.
O Instituto Ling anunciou os 25 jovens brasileiros selecionados para cursarem pós-graduação em universidades nos Estados Unidos e na Europa. Neste ano, o instituto investiu cerca US$ 589 mil. Os jovens foram selecionados entre 163 inscritos e avaliados em critérios como excelência acadêmica, potencial de liderança e espírito empreendedor. Entre os escolhidos, seis são jornalistas.
Os selecionados para o programa Jornalista de Visão, voltado para profissionais de imprensa, foram Ana Rosa de Carvalho Alves (O Globo e Extra), de Angra dos Reis; Cibele Reschke de Borba (GloboNews), de Porto Alegre; Mariana Parreira Bomfim (UOL), de Franca (SP); Mayara Silva das Neves Teixeira (TV Globo), de São Paulo; Thiago Resende Borges (Folha de S.Paulo), de Uberlândia; e Yvna Karla Farias de Sousa (TV Globo), de Belém.
Crédito: Instituto Ling
Ana Rosa é formada pela UFRJ e é repórter dos jornais O Globo e Extra desde 2019. Trabalha com notícias internacionais e sobre política externa brasileira. Foi aprovada no programa de pós-graduação CGEG/BRICLab da Columbia University, em Nova Iorque.
Cibele Borba é mestre em Estudos de China e Política Internacional pela Universidade de Pequim. É editora de Internacional na GloboNews e coautora dos livros China Made in Brasil: Personagens, curiosidades e histórias sobre dois séculos de aproximação entre o Brasil e o seu principal parceiro comercial e Do Rio ao Xingu − Relatos de Viagem. Foi contemplada com bolsa para mestrado de livre escolha.
Mariana Bomfim é formada em Jornalismo pela USP e editora de Economia no UOL, onde trabalha desde 2014. Está finalizando pós-graduação em investimentos e private banking pelo Ibmec. Foi contemplada com bolsa para mestrado na IE School of Human Sciences and Technology, em Madri.
Crédito: Instituto Ling
Mayara Teixeira formou-se em Jornalismo pela ECA-USP. É repórter do programa Profissão Repórter, da TV Globo. Em 2016, participou da cobertura sobre violência policial pela qual o programa recebeu o Prêmio Vladimir Herzog. Recebeu bolsa para mestrado de livre escolha.
Thiago Borges é formado em Jornalismo pela UnB, e cobre economia e política na sucursal de Brasília do jornal Folha de S.Paulo desde 2019. Anteriormente, foi repórter do Valor Econômico e atuou como freelance na Europa. Recebeu bolsa para a pós-graduação CGEG/BRICLab na Columbia University, em Nova Iorque.
Yvna Sousa formou-se em Jornalismo pela UnB. É editora da TV Globo em Brasília. Atualmente no Jornal Nacional, cobre política e economia. Foi produtora de telejornais da emissora por sete anos. Antes, foi repórter de política do Valor Econômico. Yvna foi contemplada com bolsa para mestrado de livre escolha.
Aos 81 anos, o ator britânico John Cleese teve mais sorte do que humoristas contemporâneos, que hoje pisam em ovos para evitar piadas que os façam vítimas da cultura do cancelamento.
Décadas atrás, quando ele inspirou gerações de atores cômicos com atuações inesquecíveis nas irreverentes séries Monty Phyton e Fawlty Towers, não havia tal preocupação.
Pela sua trajetória artística, Cleese virou ídolo. Mas não para todos. Seu posicionamento conservador na vida real desagrada a muitos colegas de profissão, mais alinhados a valores progressistas. E a uma parcela do público, descontente com sua defesa do Brexit.
Com esse histórico, não soou estranho o anúncio de que ele vai estrelar (em data a ser confirmada) uma série no canal Channel 4 explorando como o chamado “politicamente correto” afetou a comédia. O nome é provocativo: John Cleese: Cancel Me (cancele-me).
Cleese emprestará sua popularidade para validar o questionamento que setores da sociedade, das artes e até o Partido Conservador, que governa o país, fazem sobre a cultura do cancelamento no Reino Unido.
Ele promete ir fundo no debate sobre o que é piada, o que é ofensa e até onde a pluralidade de ideias pode chegar. Por meio de entrevistas com pessoas “canceladas”, o programa propõe-se a investigar por que uma nova “geração woke” está “tentando reescrever as regras sobre o que pode e o que não pode ser dito”.
A palavra woke (acordado, em inglês) define quem despertou para a importância de combater racismo e discriminação. Para Cleese, esse despertar não é necessariamente bom.
“Estou feliz por ter a chance de descobrir todos os aspectos do chamado politicamente correto. Tem coisas que eu não entendo, tipo: como a ideia impecável de ‘Vamos todos ser gentis com as pessoas’ foi desenvolvida, em alguns casos, ad absurdum.
Quero trazer os vários argumentos para que as pessoas possam ter mais clareza em suas mentes com o que concordam, com o que não concordam e sobre o que ainda têm dúvidas.”
John Cleese
Mesmo longe das telas, ele não se livrou das polêmicas que atingiram muitos programas de humor. Em 2020, classificou de “estúpida” a decisão do serviço de streaming da BBC de remover uma cena do Fawlty Towers gravada em 1975, em que o Major Gowen usou a “palavra com N” (pior xingamento a um negro em inglês) para referir-se ao time de críquete das Índias Ocidentais.
A cena acabou ficando, com uma mensagem de alerta. Mas o episódio mostrou sua irritação com o revisionismo.
Revisionismo nas artes, na mídia e na academia
No Reino Unido, esse revisionismo vem motivando reações no mundo das artes, na mídia e na academia.
O lançamento da emissora GB News, em março, é um exemplo. Ela nasceu com apoio do Partido Conservador e é financiada por expoentes do conservadorismo, com a declarada missão de não se submeter ao politicamente correto. Deu voz a figuras polêmicas como o político Nigel Farage, que não hesita em vociferar contra imigrantes e minorias em rede nacional.
As universidades britânicas têm sido palco de embates envolvendo retratos e esculturas de figuras associadas ao colonialismo e à escravidão. E sobre o direito de palestrantes compartilharem visões consideradas politicamente incorretas, com vetos seguidos.
Nesse ambiente polarizado, o programa de John Cleese vai atrair audiência dos que já concordam com sua tese. E provocar reação dos que discordam da ideia de que não se pode perder a piada mesmo quando ela ofende alguns ou fortalece preconceitos.
A depender do tom, pode ser uma boa contribuição para o debate, ajudando a encontrar o ponto de equilíbrio. Ou servir de combustível para referendar o uso da mídia e das artes como veículos para validar comportamentos nocivos à sociedade “empacotados” como humor.
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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo (SJSP) está convocando a categoria para ato contra o governo do presidente Jair Bolsonaro. A manifestação está marcada para a próxima terça-feira, 7 de setembro, no Vale do Anhangabaú. No mesmo dia, grupos favoráveis ao presidente se concentrarão na região da Avenida Paulista.
Carregando a pauta Jornalistas Repudiam Crimes De Bolsonaro, o ato acontecerá lado a lado das centrais sindicais, movimentos sociais e partidos contrários ao governo. Para a entidade, ir às ruas se mostra também uma tarefa essencial para barrar o “discurso golpista e a tentativa de escalada autoritária do governo, que tenta insuflar sua cada vez mais reduzida base de apoio com um discurso violento e extremista”.
“Eles não nos intimidarão”, destacou o comunicado emitido pela entidade. “No dia que relembra a independência do Brasil da Coroa de Portugal, gritaremos bem alto que Bolsonaro, Paulo Guedes e todo o seu governo odeiam o povo brasileiro e, enquanto posam de patriotas, são os mais subservientes lacaios que tentam transformar o Brasil novamente em uma colônia”.
A Rede Brasil do Pacto Global da ONU anunciou a contratação de Helen Pedroso para o posto de diretora de Relações Institucionais da organização. Além de desenvolver as estratégias institucionais, ela terá entre seus desafios garantir o relacionamento com o Sistema ONU, coordenar as áreas de Marketing & Comunicação, Adesão & Engajamento e a Plataforma Ação para Comunicar e Engajar, uma das sete ativas da Rede Brasil.
Antes, Helen foi diretora-executiva do Instituto Ronald McDonald e atuou em organizações sociais como Instituto Coca-Cola Brasil, ONG Melwood (EUA), Cieds, Fundação Xuxa Meneghel, Sesc-Rio e como gestora de projetos sociais na Secretaria Estadual de Ação Social e Cidadania do Rio de Janeiro.
“A Rede Brasil é a que mais cresce no mundo, o que indica que o setor privado brasileiro entendeu a importância da sustentabilidade corporativa para o futuro, e para o presente, da sociedade”, destacou a executiva. “As empresas têm um papel chave em criar processos, produtos, iniciativas, estratégias que além de gerar benefícios para os negócios podem contribuir para valorizar os princípios universais em áreas como, direitos humanos, trabalho, meio ambiente, e anticorrupção sendo assim uma força poderosíssima para construir uma sociedade mais equânime”.
Helen Pedroso é formada em Psicologia pela PUC-SP e atualmente cursa MBA em Gestão de Saúde na FGV-Rio. Além disso, tem MBA em Gestão de Negócios Sustentáveis pela UFF, especialização em Liderança Executiva para o Terceiro Setor pela Kellogg University em Chicago (EUA) e é certificada pela Board Source sobre engajamento de Conselhos.
O Globoplay estreou em 27/8 o podcast A República das Milícias, adaptação do livro de mesmo nome de Bruno Paes Manso, que aborda o funcionamento das milícias no Rio de Janeiro. A produção é fruto de uma parceria com a Rádio Novelo.
Ao todo, são oito episódios, publicados às sextas-feiras no Globoplay e na plataforma de áudio Deezer. O podcast conta a história das milícias no Rio de Janeiro e mostra a influência/impacto delas na cidade, abordando também temas como a formação de favelas e a segurança pública.
Bruno Paes Manso
A apresentação é do próprio Bruno, que também está à frente dos roteiros, ao lado de Vitor Hugo Brandalise e Aurélio de Aragão. A direção é de Paula Scarpin.
Além de depoimentos de personagens do livro, o podcast apresenta conteúdo inédito mesclado com uma trilha sonora que potencializa a imersão dos ouvintes.
“É um assunto em que eu tinha mergulhado muito, só que agora estou tendo outros olhares”, disse Manso, ao portal G1. “De certa forma, acrescentando muita coisa que acabou passando no livro. Sem falar nas entrevistas que voltei a fazer, aprofundei algumas coisas que tinha dúvida, encontrei outros personagens para entrevistar. Muitas lacunas estão sendo preenchidas neste aprofundamento sobre o tema”.
No primeiro episódio, o ouvinte embarca em uma viagem de trem por bairros dominados pela milícia, com depoimentos de trabalhadores do serviço ferroviário que explicam como os grupos criminosos influenciam o cotidiano da cidade. Ouça na íntegra aqui.
Geórgia Santos (ex-rádios Guaíba e Gaúcha) passou a integrar o Matinal Jornalismo, assumindo a edição e locução do Zap Matinal.
Geórgia Santos passou a integrar o Matinal Jornalismo, assumindo a edição e locução do Zap Matinal. Ela substitui a FêCris Vasconcellos,que agora atua no desenvolvimento e operação dos produtos jornalísticos, desenho e coordenação macro de processos, gestão de metas e planejamento estratégico da empresa.
Jornalista e cientista política, PhD, Geórgia foi repórter e âncora nas rádios Guaíba e Gaúcha, além de atuar como professora no curso de Jornalismo da Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos, e de ser idealizadora do Vós Social, portal de jornalismo independente, colaborativo e experimental, ganhador de diversos prêmios nos últimos anos. Ela também está à frente da produtora todavós e apresenta os podcastsBendita Sois Vós, Todo Dia 8 e Cantinho da Leitura.
“Geórgia tem muita experiência em rádio e digital, além de ser uma pesquisadora das ciências políticas, uma área muito cara ao jornalismo”, comenta FêCris. “Ela vai contribuir muito com seu conhecimento e capacidade para trazer ainda mais qualidade para o Zap Matinal”.
A Revista Afirmativa abriu uma chamada pública para realização de uma série de reportagens sobre o Enfretamento à Violência Sexual.
A Revista Afirmativa abriu em 26/8, em parceria com o fundo internacional Vida Afrolatina, uma chamada pública convocando jornalistas e videomakers para a realização de uma série de reportagens multimídia sobre Narrativas pelo Enfretamento à Violência Sexual.
Com bolsa de R$ 800 a R$ 1.200 e formulário de inscrição disponível até 3/9, o objetivo é promover o debate acerca de diferentes perspectivas, colaborando para a educação do público geral e evidenciar canais de denúncia e acolhimento das vítimas. O projeto abrange profissionais graduades ou em formação em jornalismo, comunicação e audiovisual.
Para concorrer, interessades devem enviar proposta de pauta para reportagem de texto; ou um roteiro de vídeo para videorreportagens ou minidocumentários de até sete minutos, a serem produzidos exclusivamente para a Afirmativa. Serão selecionadas entre 5 e 10 destas propostas para serem produzidas.
As pautas inscritas devem ter como foco evidenciar: a letalidade da cultura machista e racista na vida das mulheres; as diversas formas de violência sexual; a naturalização da cultura do estupro e de outras violências de gênero contra meninas e mulheres negras; a sexualização infantil das mulheres negras; a realidade dos casamentos infantis no Brasil; o abuso sexual de crianças ou vulneráveis em geral; a ação da cis-heteronormatividade na legitimação dos chamados estupros “corretivos” contra mulheres lésbicas, bissexuais e transgêneros; os impactos negativos da construção de masculinidades tóxicas, sobretudo para as mulheres, mas também para o conjunto de famílias e comunidades negras; a responsabilidade e negligência do Estado no contexto das violências sexuais; a responsabilidade e legitimação das instituições religiosas na violência sexual; o uso das tecnologias digitais para realizar assédio e exposição sexual indesejada; o abuso sexual por profissionais de saúde; ataque sexual por múltiplos agressores; o racismo enquanto cultura e estrutura determinante na naturalização e maior vulnerabilidade das mulheres e meninas negras à violência sexual; a ação dos movimentos de mulheres negras no Brasil, e movimentos feministas em geral, no acolhimento, cuidado e tratamento das sobreviventes da violência sexual; e a relação entre o problema da violência sexual e a agenda dos direitos sexuais e reprodutivos.