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Com vocês, os +Admirados da Imprensa de Economia

O Portal dos Jornalistas e a newsletter Jornalistas&Cia realizaram nesta terça-feira (30/11) a cerimônia de premiação dos +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, que revelou os veículos vencedores das oito categorias por plataforma, além dos jornalistas mais admirados por região e o TOP10 Nacional.  O evento, em formato híbrido, reuniu os principais homenageados em almoço no Hotel Renaissance, em São Paulo.

O jornalista +Admirado do Brasil é Thiago Salomão, do Stock Pickers, que na eleição do ano passado ficou em segundo lugar no TOP10 Nacional. Ele também comemorou o primeiro lugar do Stock Pickers na categoria Podcast.

Thiago Salomão

“Sou um jornalista de coração, sempre quis ter feito jornalismo, fiz outro curso, mas a vida inteira eu trabalhei com jornalismo. A comunicação sempre foi minha paixão, explicar as coisas que estavam acontecendo, e com o jornalismo econômico, isso se torna ainda mais complicado. Conversamos diariamente com grandes referências do ramo e traduzimos isso para as pessoas. É algo que sempre fiz com muito amor, e é sensacional estar aqui ganhando prêmio como esse com tanta gente incrível”.

Em segundo lugar ficou Vicente Nunes, do Correio Braziliense. Na edição de 2020, ele ocupou a sétima colocação. Completando o pódio, em terceiro lugar, ficou Adriana Fernandes, de O Estado de S. Paulo, também eleita a +Admirada jornalista da região Centro-Oeste.

Vale destacar ainda os 11 profissionais estreantes no prêmio, incluídos no TOP50; Carlo Cauti (Exame), Fernando Nakagawa (CNN), Julia Wiltgen (Seu Dinheiro), Katherine Rivas (InvestNews), Mara Bianchetti (Diário do Comércio/MG), Marina Filippe (Exame), Naiara Bertão (Valor Investe), Pablo Spyer (Minuto Touro de Ouro), Paula Moraes (BM&C News), Priscila Yazbek (CNN) e Weruska Goeking (Valor Investe).

Eduardo Ribeiro, diretor da Jornalistas Editora
Eduardo Ribeiro, diretor da Jornalistas Editora

Sobre o evento, Eduardo Ribeiro, diretor deste Portal dos Jornalistas, declarou que “é uma imensa alegria estar aqui novamente. Todos os cuidados foram tomados para uma celebração segura. Foi uma votação recorde, com muitos novos rostos, profissionais que estão pela primeira vez entre os +Admirados, além da eleição regional, uma novidade na edição de 2021. Que este prêmio seja um incentivo ao jornalismo, que se torna cada vez mais importante em informar a sociedade, no combate às fake news e às injustiças e na luta pela democracia, e que, empenhado em tantos desafios, defronta-se contra o maior de todos, o de sua sustentabilidade. Vida longa ao jornalismo de qualidade”.

Confira a seguir a lista completa dos +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças:

 TOP10 Nacional

1º – Thiago Salomão (Stock Pickers)

2º – Vicente Nunes (Correio Braziliense)

Vicente Nunes, do Correio Braziliense, entrou ao vivo, diretamente de Brasília

3º – Adriana Fernandes (O Estado de S. Paulo)

Também de Brasília, Adriana Fernandes, do Estadão, participou ao vivo da cerimônia

4º – Carlos Alberto Sardenberg (Grupo Globo)

Dos estúdios da CBN, no Rio de Janeiro, Carlos Alberto Sardenberg agradeceu a conquista do troféu pela sexta vez consecutiva

5º – Miriam Leitão (Grupo Globo)

Miriam Leitão, no Rio de Janeiro, enalteceu a importância de reconhecimer jornalistas em meio aos ataques que a imprensa vem sofrendo

6º – Thaís Herédia (CNN Brasil)

Thaís Herédia

7º – Pablo Spyer (Minuto Touro de Ouro)

Pablo Spyer

8º – Nathália Arcuri (Me Poupe)

Nathalia Arcuri, do Me Poupe, também participou ao vivo da premiação

9º – Victor Aguiar (Seu Dinheiro)

Victor Aguiar, da Seu Dinheiro, recebe o prêmio das mãos de Margot Greenman, da Captalys

10º – Adriana Cotias (Valor Econômico)

 

+Admirados por região

Centro-Oeste : Adriana Fernandes (O Estado de S. Paulo)

Nordeste: Rebeca Soares (E-Investidor)

Eduardo Ribeiro, da Jornalistas Editora, entrega o prêmio à Rebeca Soares, da E-Investidor

Norte: Ana Gabriela Régis (CBN Tocantins)

Ana Gabriela Régis

Sul: Ana Carolina Siedschlag (Bloomberg Línea)

Sudeste: Miriam Leitão (Grupo Globo)

 

Veículos

Agência de Notícias: Agência Estado

Teresa Navarro Arbex, editora-chefe da Agência Estado

Canal Digital: InfoMoney /

Site/Blog: InfoMoney

Elisa Prado, da Vivo, e Sergio Gwercman, da InfoMoney

Podcast: Stock Pickers

Apresentadores do Stock Pickers recebem o prêmio das mãos de Margot Freeman, da Captalys

Programa de Rádio: Minuto Touro de Ouro

Revista: Exame

Elisa Prado, da Vivo, e Leo Branco, da Exame

Programa de TV: CNN Business

Fernando Nakagawa, apresentador do CNN Brasil Business

Jornal: Valor Econômico

Maria Fernanda Delmas, diretora de Redação do Valor Econômico


Jornalistas sofrem um ataque de gênero a cada 3,9 dias, mostra Abraji

Jornalistas sofrem um ataque de gênero a cada 3,9 dias, mostra Abraji

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) criou uma plataforma online com informações sobre ataques de gênero a comunicadoras e comunicadores. O projeto, que faz parte da iniciativa Violência de gênero contra jornalistas, monitora agressões do tipo contra profissionais de imprensa desde janeiro de 2021.

Segundo o estudo, dos 335 ataques direcionados a profissionais da imprensa entre janeiro e outubro deste ano, 23,3% utilizaram o gênero, a sexualidade ou a orientação sexual como argumentos. Foram 71 casos contra mulheres jornalistas, dois direcionados a meios de comunicação com viés feminista e cinco situações de homofobia contra comunicadores. Isso representa, em média, um ataque com características de gênero a cada 3,9 dias.

O monitoramento mostra também a forte presença da violência contra jornalistas nas plataformas online: 65,4% das agressões contra mulheres comunicadoras ou contra profissionais de imprensa envolvendo gênero e sexualidade originaram-se ou foram repercutidas nas redes sociais. Pouco mais de 64% dos casos tinham homens como os principais agressores, dentro e fora da internet.

Entre os principais autores dos ataques estão nomes como o do presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos Carlos Bolsonaro Eduardo Bolsonaro. O presidente envolveu-se diretamente em sete casos em 2021, enquanto Eduardo aparece no levantamento com cinco ataques, e Carlos com quatro. Outras sete agressões estão conectadas a apoiadores, assessores e seguranças de Bolsonaro.

Confira outros dados do monitoramento aqui.


Reportagens de Estadão e UOL vencem Prêmio IREE de Jornalismo

Reportagens de Estadão e UOL vencem Prêmio IREE de Jornalismo

O Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE) anunciou os vencedores da 2ª edição do Prêmio IREE de Jornalismo. Reportagens de Estadão e UOL foram premiadas.

O Prêmio Principal foi concedido a Breno Pires, de O Estado de S. Paulo, por sua série de reportagens sobre o Orçamento Secreto. O conjunto de 20 trabalhos começou com o texto Bolsonaro cria orçamento secreto em troca de apoio do Congresso, publicado em maio, e seguiu até a matéria Rosa Weber suspende pagamentos do orçamento secreto, veiculada em novembro.

Juliana Dal Piva, do UOL, venceu a categoria Política com a série de podcasts UOL investiga: A vida secreta de Jair. Com quatro episódios, as produções abordam o Caso Queiroz, o passado do presidente Jair Bolsonaro e detalhes sobre o esquema de entrega de salário nos gabinetes dos Bolsonaro.

O Prêmio IREE de Jornalismo – Economia e Negócios foi para Adriana Fernandes, Idiana Tomazelli e Gabriela Biló, também do Estadão, pela reportagem A casa do brasileiro. E as mudanças vindas com a pandemia, que trata sobre problemas habitacionais em Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

A comissão julgadora concedeu menções honrosas a Bruna Barbosa Pereira, do UOL em Cuiabá, pela reportagem Moradores pegam ossos de boi descartados em açougues para alimentar os filhos; e para Raphael Veleda e Igo Estrela, do Metrópoles, pela matéria Maceió está afundando.

A agência Fiquem Sabendo foi homenageada com Nota de Reconhecimento pelo Apoio ao Trabalho Jornalístico, pelo processo movido junto ao Tribunal de Contas da União que obrigou o governo a fornecer dados sobre pensões de militares. As informações divulgadas resultaram em diversas reportagens sobre o tema.

Centro Knight disponibiliza curso gratuito sobre jornalismo científico

Serrapilheira e ICFJ financiarão reportagens de brasileiros sobre desinformação na ciência

O Centro Knight disponibilizou on demand, em sua plataforma de aprendizado online, o curso gratuito Jornalismo científico: da pandemia à crise climática, como melhorar a cobertura científica, que pode ser acessado por qualquer pessoa falante da língua portuguesa ao redor do mundo.

O instrutor do curso é o jornalista brasileiro Thiago Medaglia, que cobre meio ambiente, saúde e outros tópicos relacionados à ciência. Nas aulas, ele fala sobre habilidades fundamentais que ajudam repórteres e editores na cobertura de temas científicos.

Thiago Medaglia

O curso, autodirigido, inclui videoaulas, entrevistas com especialistas da área como Ana Carolina Moreno, da TV Globo, e Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília e da Academia Brasileira de Ciências, e leituras de textos essenciais, como a nova edição do Manual de Edição em Jornalismo Científico, do Knight Science Journalism Fellowship do Massachusetts Institute of Technology. A edição brasileira da publicação foi de responsabilidade do próprio Centro Knight, com o apoio do Instituto Serrapilheira.

O curso original, de 11 de outubro a 7 de novembro deste ano, atraiu mais de 2,3 mil alunos de 36 países.

“Precisamos de mais jornalistas engajados ativamente em conversas e trocando informações sobre ciência durante seu trabalho”, disse Medaglia. “Precisamos construir uma comunidade forte de jornalistas com conhecimento satisfatório sobre ciência, e precisamos disso o mais rápido possível porque vivemos em um mundo em crise e temos uma grande responsabilidade como comunicadores. Precisamos ser precisos e eficazes, e isso só vem com a experiência e o estudo”.

Acesse as aulas aqui.

Vêm aí os +Admirados da Imprensa Automotiva 2022

Com vocês os +Admirados da Imprensa Automotiva 2023

Está confirmada para o primeiro trimestre de 2022 a quarta edição dos +Admirados da Imprensa Automotiva. A iniciativa, que tem como objetivo valorizar o jornalismo, os jornalistas e as publicações especializadas da área automobilística, reconhecerá os TOP 25 +Admirados Jornalistas e os TOP 3 nas categorias Colunistas, Influenciadores Digitais, Áudio − Podcast, Áudio − Rádio, Caderno/Jornal, Revista, Site, Vídeo − Canal e Vídeo − Programa de TV.

A grande novidade desta edição é que, pela primeira vez, a cerimônia de premiação será presencial, com participação de homenageados e patrocinadores. “Mesmo durante a pandemia, em que precisamos recorrer ao formato online da cerimônia, a eleição cresceu em tamanho, audiência e relevância”, destaca o editor Fernando Soares. “Com o avanço da vacinação e a diminuição dos casos, podemos finalmente reunir todo o setor em uma bela celebração que essa imprensa merece”.

O formato da eleição será similar ao dos anos anteriores. Na primeira fase, os eleitores poderão indicar livremente os profissionais e publicações de sua preferência nas categorias do concurso. No segundo turno, com os finalistas definidos, será a vez de escolher a preferência em relação aos indicados, do 1º ao 5º lugar em cada categoria. A previsão é que o primeiro turno tenha início em 25 de fevereiro.

Patrocínio – Empresas interessadas em associar suas marcas aos +Admirados da Imprensa Automotiva 2022 podem obter mais informações com Vinicius Ribeiro ([email protected]) ou Silvio Ribeiro ([email protected]).


TV Cultura lança série Casa TPM, em parceria com Revista Trip

TV Cultura lança série Casa TPM, em parceria com Revista Trip

A TV Cultura estreia neste sábado (4/12) a série Casa TPM, inspirada no projeto de mesmo nome criado pela Revista Trip há quase duas décadas sobre empoderamento e questões femininas. A produção foi concebida e produzida pela Trip com direção da cineasta Paula Trabulsi.

Segundo informações de Ricardo Feltrin (UOL), os primeiros três episódios terão a participação de nomes como Iza, Angélica, Daiane dos Santos, a escritora Tati Bernardi, jornalista e colunista Milly Lacombe, entre outros. A apresentação será das atrizes Debora Falabella, Luana Xavier e Martha Nowill. A série vai ao ar às 22h30, sempre aos sábados (4, 11 e 18 de dezembro), na TV Cultura e no canal da Trip no YouTube.

O objetivo da produção é estimular o livre-pensar e a discussão sobre temas como saúde mental, sociedade do cansaço, maternidade, delícias e frustrações do corpo, uma nova visão sobre o envelhecimento, entre outros temas.

A Casa TPM deste ano, realizada de forma online em setembro, abordou angústias e inquietações presentes na vida das mulheres, com debates, encontros, entrevistas e workshops.


Notícias relacionadas:

Agência Lupa e Infoglobo vencem Prêmio Mundial de Mídia Digital da WAN-IFRA

A Associação Mundial de Jornais (WAN-IFRA) anunciou em 30/11 os vencedores do Prêmio Mundial de Mídia Digital 2021, que contempla as melhores práticas de inovação em jornalismo digital em todo o mundo. Agência Lupa e Infoglobo foram os únicos representantes brasileiros vencedores da premiação.

A Lupa venceu na categoria Melhor visualização de dados, com o projeto No epicentro, que faz uma simulação de como ficaria a região do usuário se todos os mortos por Covid-19 no Brasil se concentrassem em sua vizinhança. A ideia da iniciativa é conscientizar sobre a gravidade da doença.

O Infoglobo ganhou em Melhor envolvimento do público pela cobertura da pandemia sem matérias pagas, garantindo o acesso a informações essenciais sobre a Covid-19.

Além dos dois brasileiros, o peruano Ojo Público foi o primeiro colocado na categoria Melhor projeto de alfabetização de notícias, com a iniciativa Chequeos en lenguas, que verifica informações sobre a Covid-19 para povos indígenas. O prêmio teve ainda vencedores de Estados Unidos, Noruega e Canadá.

No Prêmio Mundial, se enfrentaram os vencedores das edições regionais de 2020/2021 em África, Ásia, Europa, América Latina, Oriente Médio, América do Norte e Sul da Ásia.

Confira a lista completa dos vencedores.


Pesquisa indica deterioração das condições de trabalho dos jornalistas

As condições de trabalho dos jornalistas estão se deteriorando. É o que revelam dados da pesquisa Perfil do Jornalista Brasileiro 2021, divulgados neste mês de novembro. Um conjunto de indicadores mostrou como as condições de trabalho afetam a vida e a saúde de jornalistas que atuam nas redações, nas universidades ou estão fora do mercado de trabalho. A iniciativa, da Rede de Estudos sobre Trabalho e Identidade dos Jornalistas (Retij/SBPJOR), fez enquete em rede com profissionais de todas as Unidades da Federação e do Distrito Federal, além de coletar de dados online, por telefone e e-mail.

O estudo obteve 7.029 respostas no período entre 16/8 e 1/10/2021; desse total, após o saneamento dos dados, restaram 6.594 respostas válidas. O plano amostral nacional tem 3.100 respondentes, e a margem de erro é menor de 2%, com 95% de grau de confiança.

A pesquisa, cujo objetivo é investigar e mensurar quantos e quem são os jornalistas brasileiros, identificou, dentre os indicadores de saúde laboral, que 66,2% dos profissionais sentem-se estressados no trabalho, sendo que 34,1% responderam terem sido diagnosticados clinicamente com estresse. Para se ter uma ideia de como o estresse é um componente de saúde agravado, pode-se comparar com o percentual de jornalistas que revelaram ter doenças ocupacionais, como Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (19,9%).

Os dados sobre assédio também se destacam no estudo: 40,6% dos jornalistas responderam já terem sofrido assédio moral no trabalho. O percentual de profissionais que já sofreram assédio sexual no emprego, violência que atinge em especial as mulheres, foi de 11,1%. Esse dado requer uma certa atenção uma vez que a categoria é formada majoritariamente por mulheres (58%), conforme apontou a pesquisa, e sobretudo em razão do tipo de ataque.

O recente estudo Perfil racial e de gênero da imprensa brasileira, deste J&Cia e do Portal dos Jornalistas, trouxe exemplos de como o assédio sexual se apresenta para as mulheres negras que atuam na redações. “Entrevistado ficava elogiando minhas pernas, minha boca e meu batom”, diz um dos depoimentos compartilhados pelo estudo.

Com informações da Abraji

Imagem de muçulmanos na imprensa britânica é negativa

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

O atentado de 11 de setembro de 2001 deixou como legado uma intolerância contra os muçulmanos nos Estados Unidos e na Europa, sentimento agravado por outros atos terroristas praticados por seguidores do Islã.

No Reino Unido essa animosidade foi exacerbada pelo Brexit, que tinha como uma das bandeiras a defesa dos valores tradicionais do país e a aversão a imigrantes.

Não é fácil mensurar discriminação. Mas uma pesquisa que saiu esta semana afirma que o preconceito contra muçulmanos é generalizado na cobertura da imprensa no país.

O trabalho foi feito pelo Centro de Monitoramento de Mídia do Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha. Os pesquisadores analisaram mais de 48 mil matérias online e 5,5 mil reportagens em vídeo veiculadas entre outubro de 2018 e setembro de 2019.

Os números são assustadores: quase 60% dos textos e 47% dos vídeos associavam o Islã ou os muçulmanos a comportamentos negativos.

O período de coleta dos dados foi especialmente tenso. A saída da União Europeia se aproximava sem um acordo negociado, e o movimento para tentar uma nova votação era forte.

Isso despertou a ira dos que tinham votado a favor do Brexit, muitos deles nacionalistas ao extremo − justamente aqueles que não aceitam imigrantes e pessoas de outras culturas.

O problema é que as tensões sociais e políticas acabaram refletidas pelo jornalismo, o que pode ter ajudado a alimentar preconceitos anteriores.

Os autores do estudo observaram que as publicações religiosas e de direita − The Spectator é uma das citadas − tinham um percentual maior de matérias preconceituosas, ou que deturpavam a crença ou o comportamento de muçulmanos.

O relatório apresenta dez estudos de caso que mostraram como os islâmicos foram tratados de forma pejorativa em veículos importantes, em alguns casos levando o pagamento de indenização e pedidos de desculpas.

O mais surpreendente é que esse tratamento negativo não veio somente dos agressivos tabloides, alguns deles com pauta nacionalista e abertamente anti-imigração, cultuando o estilo de vida tipicamente inglês.

Um dos casos destacados é o de uma reportagem equivocada sobre uma família muçulmana publicada pelo jornal The Times.

O The Times apoiou o relatório, assim como o Daily Mirror. Alison Philips, editora-chefe do jornal, disse que o estudo mostra o quanto jornalistas devem questionar a si próprios e repensar a forma de reportar sobre muçulmanos e o Islã.

Na pandemia, mulçulmanos “bons” e “maus”

Este não é o primeiro trabalho a apontar preconceitos na mídia britânica, cujas redações são dominadas por não-brancos, como demonstram os relatórios de diversidade do Instituto Reuters.

As pesquisadoras Elizabeth Poole e Milly Willinsonc também trataram da delicada questão em uma pesquisa desenvolvida durante a primeira onda da pandemia.

Em artigo sobre a pesquisa no blog da London School of Economics, elas concordam que historicamente a imprensa do país representa os muçulmanos de forma amplamente negativa. E dizem que isso se acentuou na crise do coronavírus, que levou a um número alto de mortes entre minorias étnicas.

O estudo aponta traços comuns nas matérias sobre a Covid. Um deles foi a construção da imagem de que os islâmicos recusavam-se a seguir o isolamento social, sobretudo nas festas religiosas.

Outro foi a divisão entre muçulmanos “bons” e “maus”. Os heróis do NHS (sistema público de saúde) eram os bons. Mas os demais continuaram sendo muitas vezes tratados como não-britânicos, constataram as pesquisadoras.

Preconceito inconsciente

Ao ler jornais britânicos regularmente, é possível observar como o preconceito está presente, ainda que de forma inconsciente.

Crédito: Andrius Kaziliunas / Shutterstock.com

É muito mais comum um personagem de matéria ser descrito como “nascido no Reino Unido de família paquistanesa” do que “nascido no Reino Unido de família italiana” − a não ser que seja para elogiar.

Rizwana Hamid, diretora do Centro de Monitoramento da Mídia, destacou que o estudo não teve a finalidade de culpar determinados veículos ou profissionais. Mas observou que os resultados mostram que, quando se trata de muçulmanos, é hora de a indústria admitir que tem errado. E colocar em prática as recomendações para melhorar o padrão jornalístico feitas pelos pesquisadores.

O estudo faz refletir sobre o racismo de forma mais ampla na mídia britânica.

Meghan Markle virou símbolo de discriminação contra negros no país − embora nem todos concordem que o tratamento negativo de alguns veículos a ela tenha sido só decorrente da cor da pele, mas também pelo fato de ser americana.

Seja qual for o motivo, a imprensa do Reino Unido tem um dever de casa a fazer se quiser ajudar a reduzir a polarização do país.

Veja o relatório completo em MediaTalks.


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Justiça de SP proíbe telejornal de Gilberto Barros de usar a marca “Manchete”

Justiça de SP proíbe telejornal de Gilberto Barros de usar a marca “Manchete”

A juíza relatora Jane Martins, do Tribunal de Justiça de São Paulo, proibiu, sob pena de multa, a apresentação do telejornal Agora é Manchete, com Gilberto Barros, veiculado na internet, pelo uso ilegal da marca “Manchete”. A proibição impede também o uso da marca em publicações escritas ou em rádio. As informações são Ricardo Feltrin, do UOL.

Apesar de o telejornal ser apresentado por Gilberto, a relatora aponta a empresa Virtual Analytics Tecnologia de Informação como a responsável pelo uso ilegal. A marca “Manchete” para uso em jornais ou publicações pertence à Brasil MN Manchete Editora, que está processando a Virtual Analytics.

“O uso da marca foi abusivo e parasitário, e quis se aproveitar da história existente por trás da marca Manchete. Os titulares dos direitos, nós advogados e o Judiciário estamos atentos a utilizações indevidas”, diz André Marsiglia Santos, advogado da Brasil Manchete.

A reportagem do UOL foi até a sede da Virtual Analytics, em São Caetano, no ABC paulista, mas não localizou ninguém, e não obteve resposta nas tentativas de contato. Além disso, a empresa, apesar de notificada, sequer constituiu advogado para defesa até o momento da publicação da coluna.

Procurada por Feltrin, a assessoria de Gilberto Barros disse que, devido à falta de pagamentos já foi feito um “distrato” entre a empresa e o apresentador. “A assessoria confirmou que ele foi contratado por uma empresa para apresentar os programas, mas que, diante do distrato, pediu a retirada de todos os vídeos do ar”, informou o colunista.

A decisão da juíza foi tomada no começo de novembro, mas até semana passada o programa vinha sendo distribuído normalmente a vários veículos e também no YouTube. A multa estabelecida em caso de continuidade do programa é de R$ 1.000 diários.

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