O comentarista esportivo Bob Faria não teve seu contrato renovado com a TV Globo em Minas e foi dispensado depois de 18 anos de casa. Recentemente, ele já não vinha sendo escalado para os principais jogos da Globo e acabou perdendo espaço para os comentaristas Henrique Fernandes e Fábio Júnior. Antes, participava de programas no SporTV, analisando os clubes mineiros e atuando nas transmissões de jogos no Premiere FC.
“É um ciclo que se encerra”, disse Bob ao colunista Flávio Ricco, do R7. “O importante é que tudo aconteceu com o maior respeito e carinho. Afinal, foram 18 anos de empresa, e, com certeza, deixei marcada a minha história e também fiz grandes amigos. Agora, é se dedicar a alguns projetos e possibilidades que estão se delineando”.
Bob Faria é filho do ex-comentarista Osvaldo Faria, da Rádio Itatiaia, falecido em 2000. Foi na emissora de Belo Horizonte que ele também iniciou sua carreira no jornalismo, em 1993. Desde então, passou por TV Manchete Minas, Band Minas, Canal 23 − Rede Super, jornal O Tempo e Rádio Globo.
Vivendo no Pará desde 2017, ela garantiu pela primeira vez a liderança para a Região Norte, que de quebra ainda teve Katia Brasil, do Amazonas, na segunda posição. Rafael Soares (Extra/Época) completa o pódio
O Ranking dos +Premiados da Imprensa Brasileira 2021, levantamento anual promovido desde 2011 por este Portal dos Jornalistas e pela newsletter Jornalistas&Cia, começa a divulgar seus resultados nesta semana. Até o final de janeiro, você conhecerá quem (e quais) são os jornalistas, veículos e grupos de Comunicação mais premiados do ano e da história no Brasil.
O primeiro recorte é o dos +Premiados Jornalistas do Ano. Depois de um 2020 escasso em premiações, quando pelo menos 40 iniciativas tradicionais suspenderam suas atividades por causa da Covid-19, este ano contou com uma impressionante retomada de quase todas as premiações interrompidas.
O grande destaque da pesquisa ficou com Eliane Brum. Pela segunda vez na história, a gaúcha de Ijuí foi a +Premiada Jornalista do Ano. Se em 2016 ela terminou empatada com Natalia Viana (Agência Pública), desta vez a liderança veio isolada e com um tempero a mais. Morando desde 2017 em Altamira, no Pará, sua conquista garantiu pela primeira vez a liderança do recorte anual a um jornalista que atua na Região Norte.
Eliane Brum (Foto: Lilo Clareto)
Desde a criação do Ranking dos +Premiados da Imprensa Brasileira, em 2011, Eliane vem mantendo papel de protagonismo entre os mais vitoriosos profissionais do jornalismo nacional. Para se ter uma ideia de sua força, ela liderou em quatro oportunidades, incluindo a primeira e a última, a pesquisa dos +Premiados Jornalistas da História.
E a depender de suas conquistas neste ano, ela seguirá à frente do levantamento histórico por mais um período. Em 2021 Eliane foi agraciada com o Maria Moors Cabot, mais antigo reconhecimento no campo do jornalismo mundial, e o Vladimir Herzog de Livro-Reportagem, com Brasil, construtor de ruínas: Um olhar sobre o país, de Lula a Bolsonaro (Arquipélago Editorial).
Em uma infeliz coincidência, porém, o reconhecimento de +Premiada Jornalista do Ano vem poucos dias depois do anúncio do encerramento das atividades do El País Brasil, onde ela era colunista desde o início de sua operação no Brasil, em 2013.
E se a Floresta Amazônica é um dos principais focos da cobertura de Eliane, tanto que motivou sua mudança para a região, não é diferente para a segunda colocada da pesquisa, a cofundadora e editora executiva da agência Amazônia Real Katia Brasil.
Katia Brasil
Nascida em Fortaleza e criada no Rio de Janeiro, Katia mudou-se para a Amazônia em 1990. No ano seguinte ganhou o Prêmio Esso Regional Norte, pela Gazeta de Roraima, com a reportagem Bandeira do Brasil hasteada na fronteira, sobre conflitos entre a guarda nacional venezuelana e garimpeiros. Desde então tornou-se uma das principais vozes contra o desmatamento e os “mandos e desmandos” na Amazônia.
Em 2014, ao lado de Elaíze Farias, fundou a Amazônia Real, uma rede de jornalistas remunerados por meio de bolsas de reportagens, para atuar na cobertura da região. Por esse trabalho, as duas receberam neste ano o Prêmio Abraji de Contribuição à Imprensa, uma das mais importantes distinções do jornalismo brasileiro. Somados aos prêmios de Jornalista de Sustentabilidade, no Prêmio Comunique-se, e o Claudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados, conquistado em pelo trabalho colaborativo Monitora, coordenado pelo Internetlab, ela garantiu a segunda colocação da pesquisa.
Fechando o pódio, na terceira posição aparece o repórter da Infoglobo Rafael Soares. O jornalista, que vem ganhando notoriedade nacional e internacional pela cobertura de crimes envolvendo a polícia do Rio de Janeiro, foi o primeiro brasileiro na história a conquistar o Kurt Schork Awards in International Journalism, iniciativa criada em homenagem ao correspondente de guerra americano Kurt Schork, morto em uma emboscada enquanto trabalhava para a Reuters, em Serra Leoa, no ano 2000.
Rafael Soares
Rafael foi premiado na categoria Repórter Local por uma série de reportagens para a revista Época sobre violência policial no Rio de Janeiro. Ele também conquistou o Prêmio Policiais Federais, na categoria Impresso, com a reportagem O Estado arma o crime, para os jornais Extra e O Globo.
Nos regionais, além das lideranças de Eliane, na Região Norte, e Rafael, no Sudeste, destacaram-se Lorena Pelanda (Bandnews FM/PR), na Região Sul; Christhian Sousa (Rádio Antares/PI), no Nordeste; e Guilherme Amado (Metrópoles/DF), no Centro-Oeste.
Confira a relação completa com todos os jornalistas premiados em 2021:
Desde 2018 o repórter Rafael Soares, da Infoglobo, vem conquistando algumas das principais premiações brasileiras por suas reportagens com foco em Direitos Humanos e violência policial no Rio de Janeiro. Neste ano, porém, suas conquistas alcançaram um novo patamar. Ele foi o primeiro brasileiro na história a ganhar o Kurt Schork Awards in International Journalism, e de quebra ainda faturou pela primeira vez o Prêmio Policiais Federais. Somadas, as duas premiações renderam-lhe o posto de +Premiado Jornalista do Ano na Região Sudeste.
Na segunda posição, aparece Natalia Leal, da Agência Lupa, que este ano foi homenageada com o Knight Internacional Journalism Award. A iniciativa, uma das mais relevantes do jornalismo mundial, é promovida pelo ICFJ (Centro Internacional para Jornalistas). Desde sua criação, é apenas a terceira vez que um brasileiro recebe tal honraria. Antes de Natalia, apenas Daniela Arbex, em 2010, e Marcelo Beraba, em 2005, receberam o prêmio.
O infografista Rogério Pilker, da Folha de S.Paulo, completa o pódio na terceira posição. Uma das referências neste segmento no Brasil, ele integrou as equipes que conquistaram em 2021 os prêmios Vladimir Herzog (Multimídia), Amaerj Patrícia Acioli e Claudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados.
Confira a seguir a lista com os +Premiados Jornalistas do Ano na Região Sudeste:
Coordenadora e âncora da BandNews FM de Curitiba, Lorena Pelanda foi a +Premiada Jornalista do Ano na Região Sul. O resultado veio com as conquistas dos prêmios Abecip (Crédito Imobiliário e Mercado de Imóveis), Abracopel (Rádio) e Ocepar.
Na segunda posição ficou o cartunista Zé Dassilva, do Diário Catarinense. Autor da charge Trânsito pesado, em alusão às “motociatas” do presidente Jair Bolsonaro, ele foi o vencedor neste ano da categoria Arte do Prêmio Vladimir Herzog.
Um empate quíntuplo completou o pódio. Dividiram a terceira colocação Eduardo Matos (Rádio Gaúcha), Georgia Pelissaro dos Santos (Vós Social), Ricardo Giusti (Boca de Rua), Sergio Ranalli (Folha de Londrina) e o jornalista e escritor Ricardo Wolffenbuttel.
Confira os +Premiados Jornalistas do Ano na Região Sul:
Christhian Sousa, repórter da Rádio Antares, de Teresina, foi o +Premiado Jornalista do Ano na Região Nordeste. Com as conquistas dos prêmios Crosp e NHR Brasil, ambos ligados à temática da saúde, o jornalista tornou-se o primeiro do Piauí a liderar o levantamento regional.
A segunda posição ficou com Hermes de Luna, da TV Correio, que venceu os prêmios BNB (Regional Paraíba) e Jornalista de Impacto (TV e Vídeo), enquanto Nathan Santos, do Portal Leiajá, completou o pódio ao vencer os prêmios ABP e Cristina Tavares.
Confira os +Premiados Jornalistas do Ano na Região Nordeste:
Em mais um ano de muitos reconhecimentos para seus jornalistas, o Metrópoles, +Premiado Veículo de Comunicação de 2020, garantiu neste ano os 1º e 2º lugares no Centro-Oeste, além de três profissionais na terceira colocação, que curiosamente teve um empate entre nove jornalistas de seis diferentes veículos.
O primeiro lugar ficou com o colunista Guilherme Amado, vencedor de duas categorias do Prêmio Comunique-se (Colunista de Notícia e Jornalista Nacional Mídia Escrita). Na segunda posição ficou Saulo Araújo de Alcântara, que com a reportagem O crime da 113 Sul faturou o Grande Prêmio Policiais Federais de Jornalismo.
Completaram o pódio, empatados na terceira posição, Aline Massuca, Mirelle Pinheiro e Saulo Guimarães (Metrópoles), Ana Paula Lisboa e Renato de Souza Santos (Correio Braziliense), Giselle Barbieri (Record TV), Graciela Andrade (TV Morena), Luiz Claudio Ferreira (Portal EBC) e Mariana Tokarnia (Agência Brasil de Notícias).
Confira os +Premiados Jornalistas do Ano na Região Centro-Oeste:
Pela primeira vez na história do Ranking dos +Premiados da Imprensa Brasileira a Região Norte tem o +Premiado Jornalista do Ano. E foi com direito a dobradinha.
Radicada desde 2017 em Altamira, no Pará, Eliane Brum, terminou a pesquisa na liderança nacional, seguida de perto por Katia Brasil, da Amazônia Real, na segunda posição. No recorte regional, elas ganharam no pódio a companhia de Elaíze Farias, sócia de Katia na agência Amazônia Real, e que ao seu lado também foi homenageada com o Prêmio Abraji de Contribuição à Imprensa.
Confira a seguir os +Premiados Jornalistas do Ano na Região Norte:
A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) criaram o projetoNarrativas Migrantes, plataforma online que oferece ferramentas, dicas, atividades, podcasts e as melhores práticas para a cobertura de histórias sobre migração laboral. O site está disponível em espanhol, inglês e francês.
Ele traz também reportagens, artigos e trabalhos jornalísticos ganhadores de todas as edições do Concurso Mundial dos Meios de Comunicação sobre migração laboral da OIT. O projeto tem um grupo no Facebook no qual os participantes podem compartilhar experiências e conselhos, além de eventos, concursos e pautas.Para participar, clique aqui.
“O objetivo é ajudar jornalistas de linha de frente que cobrem tais histórias, muitas vezes com grande risco, a superar os obstáculos que enfrentam e, em última instância, ajudar a melhorar a cobertura de uma ampla gama de questões que afetam os trabalhadores migrantes”, diz texto publicado no site do projeto.
Sobre ele, Anthony Bellanger, secretário-geral da FIJ, disse: “Cremos que agora, mais que nunca, é fundamental o papel dos meios de comunicação na formação da percepção pública sobre a migração. Estamos encantados de lançar o projeto Narrativas Migrantes, que promoverá a informação sobre a migração laboral baseada nos direitos e oferecerá apoio e recursos chave para que os jornalistas produzam uma informação equilibrada que conte todos os lados da história da migração”.
O Museu da TV, Rádio & Cinema deve inaugurar sua sede física no primeiro semestre de 2022, em São Paulo. Com o objetivo de resgatar, preservar e lembrar a história dessas mídias no País, o projeto, idealizado pelo jornalista Elmo Francfort, existe desde agosto desde ano em ambiente virtual.
Segundo comunicado enviado por Francfort a amigos e parceiros, o espaço físico do museu será no bairro da Vila Mariana. A iniciativa tem o apoio do Centro Universitário Belas Artes, pioneiro no curso de Teledramaturgia no Brasil, e apoio institucional de entidades da área, como Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), Brasil Audiovisual Independente (Bravi), Associação Brasileira da Televisão Universitária (Abtu), entre outras.
Os atores Vida Alves e Walter Forster, que participaram da primeira novela do País, Sua Vida me Pertence, fundaram a Associação dos Pioneiros da TV (Apite), em 1995, que posteriormente transformou-se na Pró-TV. A entidade tinha o sonho de criar o Museu da TV, Rádio & Cinema.
““Em meio à pandemia, o possível fim tornou-se um recomeço”, disse Francfort. “A Pró-TV chegou ao fim, mas o sonho saiu do papel. Do virtual foi ao real. Nasce o Museu da TV, Rádio & Cinema, vai para forma física, ampliando o acervo que tinha desde então. Escolhemos hoje (21/12), exatos 70 anos da telenovela, para divulgar em nossas redes o nosso presente a vocês”.
Morreu em 21/12, em Recife, o condômino dos Diários Associados Joezil Barros, aos 84 anos, em consequência de uma infecção pulmonar. Com mais de 60 anos dedicados ao jornalismo, era graduado em Relações Públicas e Direito. Era ainda juiz classista aposentado e, nos últimos anos, chefe da assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Pernambuco.
Ao celebrar os 90 anos da Associação da Imprensa de Pernambuco (AIP), entidade que presidiu entre 1971 e 1974, ele rememorou os primeiros anos de profissão. “Entrei no jornalismo muito cedo − tinha apenas 16 anos e sem qualquer formação acadêmica”, lembrou Joezil. Ainda adolescente, trabalhou como repórter policial no extinto Jornal Pequeno, “com a garantia de receber pequena quantia para o lanche”. Após a experiência no jornal, atuou na Rádio Olinda e na Rádio Clube de Pernambuco, empresa da qual seria o presidente, juntamente com o Diário de Pernambuco, anos depois. Além de comandar a AIP, dirigiu o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Recife e foi presidente da Fenaj, em Brasília. Ocupou ainda o Conselho Fiscal da ANJ por dois mandatos e do Conselho Fiscal da Associação das Empresas de Rádio e Televisão de Pernambuco (Asserpe).
Em 1992, foi eleito membro do Condomínio Acionário das Emissoras e Diários Associados. Ao ingressar no grupo de comando formado por Assis Chateaubriand, assumiu a presidência da antiga TV Guararapes e dos jornais O Norte (PB), Diário de Natal (RN) e Diário da Borborema (PB), bem como das rádios e estações de TV desses respectivos estados. Deixa a esposa, Neide Maria Pereira Marques de Barros; dois filhos, os jornalistas Roberto e Lydia Gomes de Barros, quatro netos e cinco bisnetos.