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quinta-feira, junho 25, 2026

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Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (61)

Rômulo Nóbrega, radialista Mica, poeta Zé Laurentino, escritor Bráulio Tavares e Assis Ângelo

Por Assis Ângelo

As ceguinhas de Campina Grande, como ficaram conhecidas as irmãs Maria das Neves Barbosa, Regina Barbosa e Francisca Conceição Barbosa, foram durante muito tempo exploradas pelo próprio pai que as alugava ao eito para o cabo da enxada. Sofreram muito até que conseguiram uma casa própria, depois de participarem de um filme sobre a sua história. Tocante. Uma vez estive na casa delas junto com o amigo Chico Pereira (1944-2025) e minha filha mais velha, Ana Maria. Há registro desse encontro. A conferir num clique.

Muitos cantadores tentaram e ainda tentam cantar aqui e acolá aos moldes de Zé Limeira. Até um mote especial foi criado sobre o destabocado repentista paraibano: Eu querendo também faço/Igualzinho a Zé Limeira.

Não conheci Zé Limeira, claro. Eu tinha 2 anos de idade quando ele morreu, em 1954. Mas conheci, e muito bem, o seu biógrafo Orlando Tejo (1935-2018). Tomamos muita água de coco no Ponto de Cem Réis, no centro da capital paraibana. Conheci também o mestre do repentismo Otacílio, o mais novo dos irmãos Batista.

Muita gente andou dizendo que Tejo inventou muito, enaltecendo assim o nome de Limeira.

Perguntei mais de uma vez a Otacílio Batista se conhecera Zé Limeira. Sim e até cantou com ele.

O livro de Tejo, Zé Limeira, o Poeta do Absurdo, foi prefaciado pelo ilustre José Américo de Almeida (1887-1980), senador e governador da Paraíba e autor de muitos livros, entre os quais A Bagaceira (1928).

Zé Américo de Almeida morreu cego.

E como uma coisa puxa outra, cego ficou em vida o poeta Zé Laurentino (1943-2016). É dele o engraçado poema Matuto no Futebol.

Como Graciliano Ramos, que ficou praticamente cego na infância, Laurentino também ficou cego, só que nos últimos anos da sua vida.

Graciliano recuperou seus olhos, como aconteceu exatamente com Laurentino.

Em junho de 2000 encontrei Zé Laurentino em Campina Grande após palestra que dei no Teatro Severino Cabral. Há registro.

Rômulo Nóbrega, radialista Mica, poeta Zé Laurentino, escritor Bráulio Tavares e Assis Ângelo

Tirando onda, Zé Laurentino me premiou com a seguinte quadrinha:

 

Da cintura pra cima

Sou cego de dá pena

Da cintura pra baixo 

Sou a gota serena

 

Então tá, né?

Contatos pelo http://assisangelo.blogspot.com.

4º ComPública ultrapassa os 700 inscritos e tem mais de 190 trabalhos submetidos

O 4º Congresso Brasileiro de Comunicação Pública (ComPública) já contabiliza mais de 700 inscritos e ultrapassa os 190 trabalhos submetidos nos seis grupos de trabalho.

As inscrições para acompanhamento na modalidade online permanecem abertas, para ampliar o acesso de profissionais, pesquisadores, estudantes e gestores públicos de todas as regiões do Brasil.

Para quem deseja participar presencialmente do evento, um novo lote de inscrições será disponibilizado em 17 de julho, juntamente com a divulgação dos trabalhos selecionados para apresentação.

A expressiva procura pelo congresso demonstra o fortalecimento do campo da comunicação pública e o interesse crescente de profissionais, estudantes, pesquisadores e gestores em discutir desafios, experiências e perspectivas para o setor.

 

Prêmio Neuza Meller recebe inscrições de alunos de graduação até 10 de julho

Para os estudantes de graduação, o congresso tem o Prêmio Neuza Meller de Audiovisual Universitário e Banner Acadêmico 2026, que recebe inscrições gratuitas até o dia 10 de julho. A iniciativa reconhece produções acadêmicas e audiovisuais voltadas ao fortalecimento da comunicação pública e da cidadania.

Nesta edição, os trabalhos devem abordar o tema do congresso: “Comunicação Pública: Uma Agenda para a Cidadania”. Os selecionados para a fase final serão divulgados em agosto, e a cerimônia de premiação ocorrerá na abertura do congresso, em Brasília, no dia 16 de setembro.

Confira o perfil do público que vai movimentar o 4º ComPública

Os dados apurados de inscrições já feitas revelam o alcance nacional do congresso. Há participantes de todas as regiões brasileiras, com destaque para o Distrito Federal, que lidera o número de inscritos (253), seguido por São Paulo (59), Rio de Janeiro (57), Bahia (56), Goiás (37) e Minas Gerais (35).

O perfil dos participantes também demonstra a diversidade institucional do evento. Mais da metade dos inscritos (52%) está vinculada a órgãos da esfera pública federal, totalizando 377 participantes. Também estão representados profissionais de instituições estaduais (145 inscritos), municipais (103) e de outras organizações (104), reforçando o caráter plural e federativo do encontro.

A maior parte do público é formada por profissionais de comunicação, que somam 515 inscritos. O congresso também reúne estudantes (109), gestores (47), profissionais de outras áreas (34) e professores (33), fortalecendo o diálogo entre prática profissional, gestão pública, ensino e pesquisa.

 

Participe do 4º ComPública

✔ Inscrições online continuam abertas: cd.leg.br/compublica

🎓 Prêmio Neuza Meller: inscrições gratuitas até 10 de julho

📅 Novo lote de inscrições presenciais: 17 de julho

Venha para o 4º ComPública com a @ABCPública e @CamaradosDeputados

Aberje e Ponto Map apresentam dados sobre como reputação influencia confiança nas empresas

Crédito: Buddha Elemental 3D/Unsplash

A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) e a Ponto Map realizarão na quarta-feira (24/6), a partir das 10h, um encontro online e gratuito que apresentará os primeiros resultados da pesquisa nacional Valor da Reputação, que analisa, a partir da percepção do público em geral e de jornalistas, como a reputação influencia confiança, escolhas, avaliação de riscos e geração de valor.

No encontro, serão debatidos temas como coerência entre discurso e prática, a importância da qualidade, histórico de comportamento e capacidade de empresas de cumprir o que prometem. A ideia é analisar, a partir do contraste entre opinião pública e jornalistas, os desafios de gerir e comunicar reputação em um ambiente de excesso de informação, pressão por transparência e crises recorrentes.

Participarão do debate Eduardo Ribeiro, Diretor deste Portal dos Jornalistas, Jornalistas&Cia e da Mega Brasil Comunicação; Maria Fernanda Delmas, Diretora de Redação do Valor Econômico; Marilia Stabile, Sócia fundadora e presidente do conselho da Ponto MAP; e Leonardo André Paes Müller, Economista-Chefe na Aberje.

Inscreva-se gratuitamente aqui.

100 anos de Rádio no Brasil: O podcast esportivo virou um ativo premium

(Crédito: Fundação Cásper Libero)

Por Álvaro Bufarah (*)

No atual cenário de saturação digital de 2026, em que reter a atenção do consumidor virou um exercício de microssegundos, os diretores de mídia das grandes agências brasileiras enfrentam um desafio hercúleo: como transformar cliques efêmeros em marcas lembradas? A resposta para essa equação de alto valor não está necessariamente nos formatos mais tecnológicos ou nos algoritmos de recomendação, mas em um nicho que refinou o conceito de comunidade: o podcast de esportes.

Os dados consolidados do recente estudo global Advertising Landscape, conduzido pela consultoria Sounds Profitable, acendem um sinal amarelo para quem ainda enxerga o jornalismo esportivo digital apenas como entretenimento de nicho. O relatório aponta que a audiência de podcasts focados em esportes supera o consumidor médio de áudio digital em praticamente todas as métricas de engajamento, retenção e, fundamentalmente, confiança de marca.

Para os profissionais de comunicação acima dos 30 anos que acompanharam a transição das antigas mesas-redondas do rádio AM/FM para o ecossistema de videocasts e redes de nicho – como o fenômeno de marcas parceiras que operam em escala internacional –, o atual cenário exige entender a engrenagem por trás do retorno sobre o investimento (ROI). O fã de esportes não consome mídia de forma passiva; ele estabelece uma relação de cumplicidade com os hosts, que se estende diretamente para os patrocinadores do programa.

O público de podcasts esportivos apresenta índices substancialmente maiores de atenção e conversão do que a média de outros gêneros de mídia digital, convertendo a paixão do clube em lealdade comercial.

A eficácia comercial desse segmento, validada por auditorias independentes e estudos de caso de grandes redes como a Locked On Podcast Network, apoia-se em três pilares fundamentais que estruturam o chamado Prêmio da Atenção:

(Crédito: Fundação Cásper Libero)
  1. A entrega integrada e autêntica: O público rejeita o formato pop-up ou interrupções artificiais. Os resultados mais expressivos em ROI derivam de testemunhais orgânicos gravados pelos próprios apresentadores (host-read ads), em que o produto é inserido no fluxo natural do debate sobre a rodada do campeonato.
  2. Engajamento de nível de rede: Ao contrário do ouvinte casual de cultura pop, o consumidor de esportes busca consistência diária ou semanal. Isso cria uma frequência de exposição à marca que acelera o funil de consideração de compra.
  3. Validação por terceiros: Dados de atribuição independentes demonstram que as integrações de áudio baseadas em afinidade geram taxas de conversão direta superiores às campanhas tradicionais de mídia programática em displays de vídeo.

Trazendo o diagnóstico para a realidade do mercado brasileiro em 2026: em um ano marcado por grandes coberturas esportivas e pela consolidação definitiva das plataformas digitais de áudio na rotina do torcedor, o podcast esportivo deixou de ser mídia de suporte. Ele passou a ser o ambiente ideal para campanhas que exigem profundidade institucional e alta associação de valores. Para as agências que precisam justificar orçamentos para clientes céticos, as métricas deste ano provam que o esporte no áudio digital não entrega apenas impressões ou downloads; ele entrega uma audiência blindada contra a dispersão da internet.

 

Para saber mais:

Estudo de Cenário e Comportamento de Consumo: Sounds Profitable: Advertising Landscape Study Hub

Métricas de Performance e Estudos de Caso de Redes de Áudio: Locked On Podcast Network: National Partnerships & Brand Success Reports

Análise de Eficácia de Anúncios em Áudio Digital (Host-Read vs. Programmatic): Sounds Profitable: The Premium of Attention and Fan Loyalty Metric


Álvaro Bufarah

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

Eliana Alves, da TV Brasil, vence Prêmio Guimarães Rosa

Eliane Cruz (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A escritora, roteirista e apresentadora do programa Trilha de Letras, da TV Brasil, Eliana Alves Cruz, venceu o Prêmio Guimarães Rosa, concedido pela Academia Brasileira de Letras (ABL) ao Melhor Livro de Ficção de 2025. A autora foi reconhecida pela obra Meridiana, romance que acompanha a trajetória de ascensão social de uma família negra e expõe conflitos, afetos e desigualdades presentes na sociedade brasileira.

“A comissão considerou o livro uma odisseia, ou antiodisseia, de uma família negra, um romance de grande intensidade emocional, numa trama muito bem urdida, que divide polos ao pôr em trânsito os conflitos advindos de uma mudança da favela para um condomínio de classe média”, destacou o comunicado da ABL.

Meridiana é o quinto romance de Eliana. Ao longo da obra, cada personagem (a mãe, o pai, os filhos e a filha) conta a própria história em primeira pessoa, narrando as particularidades de suas trajetórias únicas. Adquira o livro aqui.

Dony De Nuccio lidera ampliação da TV Connect USA no mercado norte-americano

Dony De Nuccio (Crédito: Divulgação)

O jornalista e executivo Dony De Nuccio, CEO e sócio majoritário da TV Connect USA, lidera atualmente uma nova fase de expansão da emissora, voltada à comunidade brasileira nos Estados Unidos. A operação, sediada originalmente em Orlando, passou a atuar em cidades como Boston, Danbury e San Diego, elevando seu alcance para mais de 12 milhões de pessoas nos estados da Flórida, Massachusetts, Connecticut e Califórnia.

A iniciativa visa a suprir a carência de um grupo de mídia estruturado que produza conteúdo local e específico para o público brasileiro residente no país, diferenciando-se de conteúdos produzidos apenas no Brasil para distribuição internacional. Para consolidar esse crescimento, a emissora, afiliada à CNN Newsource, está reformulando sua grade com novas parcerias e a contratação de profissionais como Amaury Jr.

Segundo De Nuccio, que vive nos EUA há dois anos e meio, o projeto é o mais desafiador de sua carreira e pretende construir uma rede de relevância nacional. Mais detalhes aqui.

Instituto Reuters: mídias sociais lideram acesso a notícias, mas público confia mais no jornalismo profissional

(Crédito: Souvik Banerjee/Unsplash)

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

O consumo de notícias acaba de atingir um marco histórico. Pela primeira vez desde o lançamento do Digital News Report, do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, redes sociais e plataformas de vídeo superaram os sites e aplicativos de veículos jornalísticos e a televisão como principal forma de acesso à informação no mundo.

De acordo com a edição 2026 do relatório, baseado em pesquisas realizadas em 48 mercados, 54% dos entrevistados usam redes sociais e plataformas de vídeo para se informar. Mas apenas 22% dizem confiar nas notícias encontradas nesses ambientes.

A desconfiança também aparece no uso de inteligência artificial: embora 10% do público global já recorram a chatbots para acessar notícias, apenas 20% dizem confiar nas respostas geradas por eles.

Entre os veículos jornalísticos brasileiros, a credibilidade permanece mais elevada, ainda que distante dos níveis observados no passado. CNN Brasil, Record News, SBT News, BandNews, Folha de S.Paulo, O Globo, O Estado de S. Paulo e UOL registram índices de confiança entre 53% e 62%, indicando que a perda de credibilidade está mais relacionada ao ecossistema de notícias como um todo do que ao jornalismo profissional.

Consideradas todas as fontes de informação, a confiança global nas notícias chegou a 37% em 2026, o menor patamar desde que o relatório começou a medir o indicador, em 2015.

No Brasil, a confiança recuou seis pontos percentuais em apenas um ano e chegou a 36%, o menor nível registrado no País em 12 anos. O Brasil também apresenta elevados índices de evasão de notícias: 47% dos brasileiros afirmam evitar o noticiário às vezes ou frequentemente.

Embora apareça em todas as gerações, a mudança de comportamento é mais acentuada entre os jovens. Entre os entrevistados de 18 a 24 anos que não leram jornal impresso na semana anterior à pesquisa 56% afirmam nunca terem lido jornais regularmente.

Para os autores do relatório, o jornalismo enfrenta o desafio de preservar relevância e confiança em um ambiente cada vez mais dominado por plataformas digitais, criadores de conteúdo e ferramentas de inteligência artificial.

Leia a matéria completa e veja a íntegra do estudo em MediaTalks.


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Lance terá edição especial impressa com reportagens sobre Copa do Mundo

Manual do Torcedor (Crédito: Divulgação/Lance)

O Lance ganhará no próximo domingo (21/6) uma edição especial impressa, feita em parceria com a Rexona: O Manual do Torcedor, que tem o objetivo de dialogar com os “torcedores das antigas”. Com foco na Copa do Mundo, o projeto editorial terá reportagens, histórias, entrevistas, colunas e bastidores sobre o torneio, o futebol e seus torcedores.

“O Manual do Torcedor nasceu para ser a bíblia da torcida brasileira”, diz o Lance sobre o projeto. Assinam o conteúdo da edição nomes importantes da imprensa esportiva, entre eles, Tino Marcos, repórter com mais de três décadas de carreira. Além das reportagens, o manual trará também um pôster do jogador do Real Madrid e da Seleção Brasileira, Vinicius Jr.

Serão ao todo 5 mil exemplares da edição especial impressa, que serão distribuídos gratuitamente pelo Lance em 21/06, em São Paulo (banca da Avenida Paulista, 900, das 12h às 16h) e no Rio de Janeiro (banda da Av. Ataulfo de Paiva, esquina com Av. Bartolomeu Mitre, S/N, das 9h às 13h).

O Lance encerrou sua versão impressa em março de 2020, devido a dificuldades ocasionadas pela pandemia de Covid-19. O veículo, porém, segue produzindo edições especial impressas pontuais, como é o caso deste Manual do Torcedor.

Marina Gazzoni é a nova gerente-geral de Economia do UOL

Marina Gazzoni

O UOL anunciou a contratação de Marina Gazzoni, que chega para assumir o posto de gerente-geral de Economia da plataforma. Com quase 20 anos de atuação na área, ela era até março diretora executiva da Empiricus, comandando as estratégias dos portais Seu Dinheiro e Money Times. Antes, passou por g1, Estadão, iG e Folha de S.Paulo, sempre nas editorias de Economia e Negócios.

“Minha missão é ampliar a relevância da cobertura econômica com mais conteúdos especiais multimídia”, explicou Marina, que também está em busca de um novo editor para atuar ao seu lado. Confira detalhes sobre a vaga.

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