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quinta-feira, junho 18, 2026

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GIJN lança plataforma internacional voltada à formação de repórteres investigativos

GIJN lança plataforma internacional voltada à formação de repórteres investigativos

A Rede Global de Jornalismo Investigativo (GIJN, na sigla em inglês), lançou a GIJN Academy, plataforma internacional voltada à formação e capacitação de repórteres investigativos. O projeto reúne cursos, workshops, treinamentos, masterclasses, webinars e programas de mentoria para profissionais que queiram se especializar em jornalismo investigativo.

Entre os temas abordados no conteúdo da iniciativa estão uso da Inteligência Artificial na imprensa, jornalismo de dados, vazamento de dados, crimes cibernéticos, crise ambiental, insegurança alimentar e corrupção. Além da formação para jornalistas, a GIJN disponibilizou materiais didáticos para professores e instrutores, além de pesquisas e trabalhos acadêmicos apresentador em congressos de jornalismo investigativo.

Segundo os organizadores, o projeto tem o objetivo de capacitar e formar novos talentos investigativos, para combater a desinformação global. A ideia é ampliar nos próximos meses a oferta de conteúdo, firmar parcerias com universidades e estimular colaborações entre jornalistas, professores, pesquisadores e educadores. Além dos recursos gratuitos, a plataforma oferece ainda treinamentos personalizados para redações e organizações de mídia.

Acessa a plataforma aqui.

100 anos de Rádio no Brasil: O podcast disputa humor, esporte e poder de compra

(Crédito: jornalmedicos.com.br)

Por Álvaro Bufarah (*)

Durante muito tempo, o mercado de podcasts foi tratado como um território essencialmente experimental – associado a nichos hipersegmentados, consumo alternativo de mídia e audiências relativamente restritas. Mas os dados mais recentes da Triton Digital sugerem que essa fase ficou para trás. O podcasting norte-americano começa a se consolidar como uma indústria madura de atenção – com gêneros dominantes, concentração de audiência, segmentação econômica e disputas cada vez mais próximas das dinâmicas tradicionais da mídia de massa.

E, curiosamente, uma das principais forças desse crescimento parece ser algo relativamente simples: a capacidade de fazer as pessoas rirem.

O ranking do primeiro trimestre de 2026 da Triton mostra que podcasts de comédia lideram o ecossistema norte-americano em volume de presença entre os 200 programas mais populares do país. Foram 47 produções do gênero nos Top 200 – superando notícias, sociedade e cultura, esportes e tecnologia.

A liderança da comédia não é exatamente acidental. Ela revela uma transformação importante na lógica contemporânea do consumo de áudio.

Em um ambiente digital marcado por sobrecarga informacional, polarização política e fadiga cognitiva, o entretenimento leve passa a funcionar não apenas como distração, mas como mecanismo de regulação emocional. Podcasts humorísticos oferecem aquilo que plataformas sociais frequentemente deixam de entregar: permanência, familiaridade e sensação de convivência contínua.

O sucesso de programas como Smosh Reads Reddit Stories e Distractible, destacados pela própria Triton, ajuda a ilustrar esse movimento. Ambos operam sobre uma lógica híbrida – misturando humor, cultura de internet, comentários sobre tendências digitais e conversas altamente baseadas em espontaneidade.

É uma mudança significativa.

O podcast contemporâneo já não depende necessariamente de grandes estruturas narrativas ou entrevistas aprofundadas para construir audiência. Em muitos casos, ele se aproxima muito mais da lógica do “companheirismo sonoro” – conteúdos consumidos menos pela informação em si e mais pela sensação de presença social contínua.

Mas talvez o dado mais revelador do relatório esteja em outra área: os esportes.

Segundo a Triton, o gênero esportivo liderou o crescimento de novas entradas nos Top 200 durante o trimestre. Programas diários de debate, podcasts conduzidos por atletas e formatos híbridos entre análise esportiva e entretenimento vêm se consolidando como uma das áreas mais dinâmicas do setor.

Isso não acontece por acaso.

O esporte possui uma característica particularmente valiosa na economia da atenção contemporânea: recorrência narrativa. Jogos, transferências, polêmicas, bastidores e ciclos competitivos criam fluxo contínuo de conversa – exatamente o tipo de dinâmica que favorece formatos sonoros recorrentes.

Além disso, ex-atletas e comentaristas esportivos passaram a ocupar um espaço cada vez mais semelhante ao dos influenciadores digitais. Programas como 7PM in Brooklyn, apresentado por Carmelo Anthony, e The Pivot Podcast, comandado por ex-jogadores da NFL, exemplificam essa transformação da autoridade esportiva em capital midiático.

A lógica é semelhante à observada no rádio esportivo brasileiro há décadas – mas agora adaptada ao ambiente sob demanda.

E esse paralelo ajuda a compreender também o crescimento do podcast esportivo no Brasil. Programas ligados a futebol, bastidores de clubes, análise tática e cobertura diária se tornaram alguns dos conteúdos mais consumidos do ecossistema nacional de áudio. Em muitos casos, ocupando uma posição híbrida entre jornalismo, entretenimento e comunidade.

Mas o relatório da Triton revela uma camada ainda mais estratégica do mercado: o valor econômico da audiência.

Segundo os dados da empresa, ouvintes de podcasts de tecnologia e negócios concentram alguns dos maiores índices de patrimônio financeiro entre todos os gêneros analisados. Aproximadamente 51% dos ouvintes de podcasts de tecnologia possuem mais de US$ 250 mil em ativos investíveis.

Esse dado ajuda a explicar uma mudança silenciosa na relação entre publicidade e podcasts.

Durante anos, a indústria tratou o podcast quase exclusivamente como um ambiente de branding e engajamento de nicho. Agora, ele passa a ser percebido também como canal premium de acesso a públicos altamente qualificados – especialmente executivos, empreendedores, profissionais liberais e tomadores de decisão.

Em outras palavras: alguns podcasts já começam a disputar verbas tradicionalmente associadas à mídia de negócios e ao mercado financeiro.

Isso altera significativamente o posicionamento do setor publicitário.

O valor do podcast deixa de estar apenas na audiência quantitativa e passa a incluir densidade econômica, capacidade de influência e qualidade relacional do público. Em certos nichos, menos ouvintes podem significar audiências mais valiosas.

Ao mesmo tempo, o relatório mostra outro fenômeno relevante: o crescimento de conteúdos voltados para crianças e famílias, que avançaram 9% em relação ao trimestre anterior.

Esse movimento talvez seja um dos mais subestimados do mercado contemporâneo de áudio.

Durante muito tempo, o podcast foi associado ao consumo individualizado – normalmente realizado por adultos em deslocamentos urbanos. O crescimento do conteúdo familiar sugere uma expansão do áudio para ambientes domésticos compartilhados, aproximando podcasts de dinâmicas historicamente ocupadas pelo rádio e pela televisão.

O áudio deixa de ser apenas consumo individual e volta a operar também como experiência coletiva.

(Crédito: jornalmedicos.com.br)

Outro ponto importante do relatório está nos nichos altamente específicos. Podcasts de ciência, por exemplo, apresentam forte concentração de ouvintes com perfil profissional e renda elevada, enquanto conteúdos ficcionais se mostram particularmente relevantes para públicos jovens e audiências multiculturais – especialmente ouvintes hispânicos.

Isso reforça uma característica central da economia sonora contemporânea: o podcasting não está se consolidando como um único mercado homogêneo, mas como múltiplos mercados paralelos coexistindo simultaneamente.

Há podcasts funcionando como mídia de massa, outros como mídia de nicho premium, alguns como espaço comunitário e outros como infraestrutura de influência cultural.

E talvez seja justamente essa fragmentação organizada que explique a força atual do setor.

Porque, no fim das contas, o podcast deixou de ser apenas um formato de distribuição de áudio.

Ele se transformou em uma arquitetura de relacionamento.

Uma arquitetura onde humor gera permanência, esporte produz recorrência, nichos constroem valor econômico e a voz continua sendo uma das tecnologias mais eficientes já criadas para construir intimidade em escala.

 

Sugestões de fontes para aprofundamento


Álvaro Bufarah

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

Quando a comunicação para: o que a greve da Rádio e da TV Justiça revela sobre o futuro da comunicação pública no Judiciário

A greve dos profissionais da Rádio Justiça e da TV Justiça, iniciada nesta segunda (15), trouxe à tona uma realidade pouco conhecida pela sociedade brasileira. O movimento foi motivado por atrasos salariais, falta de recolhimento do FGTS, descumprimento de direitos trabalhistas e incertezas quanto à continuidade dos contratos de trabalho. Mas o episódio revela uma questão mais profunda do que uma crise contratual específica: a crescente dependência do Poder Judiciário de serviços terceirizados para desempenhar funções estratégicas de comunicação pública.

A paralisação comprometeu a programação das emissoras e afetou atividades de comunicação institucional do Supremo Tribunal Federal. Mais do que um impasse trabalhista, o episódio expôs a fragilidade de um modelo que concentra funções essenciais em contratos terceirizados, muitas vezes sem o respaldo de um núcleo robusto de servidores efetivos capazes de assegurar continuidade, memória institucional e planejamento de longo prazo.

Essa discussão ganha relevância justamente quando o próprio Poder Judiciário passou a reconhecer formalmente a comunicação como atividade estratégica. A Resolução CNJ nº 640/2025 instituiu a Política de Comunicação Social do Poder Judiciário e reforçou o papel da área na promoção da transparência, no fortalecimento da legitimidade democrática, no combate à desinformação e na aproximação entre instituições e sociedade.

Entretanto, a análise da estrutura de pessoal em diversos órgãos do Judiciário revela uma contradição. Embora a comunicação seja cada vez mais valorizada nos discursos institucionais, as carreiras efetivas na área permanecem reduzidas ou, em alguns casos, inexistentes.

Levantamento realizado por aprovados nos concursos de Comunicação Social do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Superior Tribunal Militar (STM) e do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) identificou um cenário preocupante. Entre os principais órgãos do Judiciário, vários não possuem sequer um cargo efetivo de Analista Judiciário – Comunicação Social. Outros mantêm estruturas mínimas.

Em contraste, dezenas ou até centenas de profissionais terceirizados são responsáveis por sustentar as atividades de comunicação institucional.

A partir de outubro de 2025, um grupo de aprovados passou a dialogar com diferentes órgãos do Judiciário sobre a necessidade de fortalecer as carreiras de comunicação. Entre agosto de 2025 e março de 2026, foram realizadas reuniões com representantes do CNJ, STF, TST, STJ, STM e TRT-10. Participaram dessas discussões secretários de comunicação, diretores-gerais e dirigentes das respectivas instituições.

O objetivo da mobilização não era apenas discutir nomeações. O grupo buscava chamar atenção para uma questão estrutural: a necessidade de recompor quadros permanentes em uma área que exerce papel fundamental na relação entre o Judiciário e a sociedade.

Ao longo das reuniões, um argumento foi recorrente: a terceirização pode apoiar a execução de atividades específicas, mas não substitui a necessidade de um corpo técnico permanente. A comunicação pública exige continuidade, conhecimento acumulado, planejamento institucional e capacidade de gestão de crises. São atributos que dependem da preservação da memória organizacional e da permanência de profissionais comprometidos com projetos de longo prazo.

O caso do Tribunal Superior do Trabalho ilustra essa discussão. Em 2012, a Corte colocou em extinção a especialidade de Comunicação Social sob o argumento de que a atividade não constituía atividade-fim do Tribunal e poderia ser executada de forma indireta. Mais de uma década depois, porém, a própria Administração reconhece, em documentos oficiais, que a comunicação institucional desempenha papel estratégico na transparência, na gestão de crises, na preservação da memória histórica e no alinhamento às diretrizes nacionais de comunicação pública.

A mudança de percepção é significativa. O que antes era visto como atividade acessória passou a ser reconhecido como elemento central para a legitimidade institucional. Ainda assim, a recomposição das carreiras não avançou na mesma velocidade.

Essa preocupação não se restringe ao Poder Judiciário. Em março de 2026, a Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) recomendou aos órgãos públicos o fortalecimento de quadros efetivos de comunicação, por meio de concursos públicos, e a priorização de servidores de carreira na execução das atividades de comunicação pública. Para a entidade, trata-se de uma atividade essencial do Estado, cuja continuidade e qualidade dependem de equipes estáveis e tecnicamente qualificadas.

A greve da Rádio e da TV Justiça evidencia justamente os limites dessa escolha. Quando a comunicação institucional depende predominantemente de contratos terceirizados, a interrupção de pagamentos, os problemas contratuais ou as dificuldades das empresas prestadoras de serviço comprometem diretamente a prestação do serviço público.

Destacamos que essa não é uma crítica aos profissionais terceirizados. Ao contrário. A greve demonstra que eles também são vítimas de um modelo de precarização que afeta simultaneamente trabalhadores, instituições e cidadãos.

Os trabalhadores sofrem com a instabilidade e o descumprimento de direitos, uma situação que precisa ser enfrentada. Mas para além da correção dos problemas nos contratos de terceirização, no modelo atual as instituições perdem continuidade e memória organizacional. A sociedade deixa de contar com uma comunicação pública estável, profissional e comprometida com o interesse coletivo.

A experiência recente do Judiciário brasileiro sugere que a discussão sobre comunicação pública precisa ir além de contratos e licitações. O desafio central é definir qual estrutura de pessoal é compatível com a relevância estratégica que a própria Justiça passou a atribuir à área.

Se a comunicação é essencial para garantir transparência, combater a desinformação, fortalecer a confiança pública e aproximar o cidadão das instituições, é legítimo questionar se esses objetivos podem ser plenamente alcançados sem investir em quadros permanentes especializados.

A greve da Rádio e da TV Justiça não deve ser vista apenas como uma crise trabalhista. Ela é, sobretudo, um alerta sobre os limites de um modelo que, ao longo dos anos, substituiu carreiras permanentes por estruturas cada vez mais dependentes da terceirização. Esse alerta pode recolocar no centro do debate o futuro da comunicação pública no Poder Judiciário.

*Por Aprovados para o Cargo de Analista Judiciário – Comunicação Social dos Concursos do STJ, STM e TRT-10.

Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (60)

Ceguinhas de Campina Grande

Por Assis Ângelo

Pois bem, há pouco eu disse inté. Isso a gente diz quando se despede de alguém e coisas e loisas. Aliás, não custa lembrar da importância histórica representada pela presença feminina no mundo das artes, incluindo a poesia de bancada e a poesia de improviso desenvolvida ao som de violas.

– Assis, posso interromper um pouquinho?

– Claro, Flor Maria.

– Não sei se já perguntei, mas a minha curiosidade é tanta que me leva a querer saber mais da existência das mulheres batendo viola em desafio com os marmanjos dos tempos de ontem Brasil afora.

– Bom, não foram tantas. Mas também dá pra dizer que não foram assim tão poucas.

– Teve uma mulher chamada Chica Barrosa. Até onde sei, ela era – no dizer comum – “o Cão comendo cocada”.

Chica Barrosa (Crédito: Ilustração de Chicoshico)

– Sim, há registros curiosíssimos sobre ela e outras do seu tempo e de tempos que chegam até nós. Pra começo de história, a Chica a quem você se refere era uma negrona bonita, alta, charmosa e cheia de nove horas, batizada com o santo nome de Francisca Maria da Conceição. Paraibana do sertão patoense. Era chegada a uma boa cana e conversas fora de cantoria. Morreu antes do tempo, assassinada por um calhorda que se achava dono do mundo. Foi em 1916. Andava na casa dos 40. Há fragmentos de pelejas com sabichões do mundo machista representado por um tal de Manoel Martins, o Neco Martins. E mais e mais.

– Nessa história, a cegueira onde fica?

–  Peço licença ao truliso/Dos olbus das periférias/Dos chuás das pontulínias/Dos chomotós das matérias/Das grotas dos veluais/Das mimosas deletérias. Brincadeira, brincadeirinha aos moldes do conterrâneo Zé Limeira.

Agora, sério: a cegueira se acha até nos olhos mais lindos e vivos possíveis. Dou-me ao luxo de falar no modo popular e figurativo. Mas é bom que se diga da importância do Cego Sinfrônio na história do cego rabequeiro Nordeste adentro. Muita coisa ele disse sobre pelejas entre ele e outros, como Cego Aderaldo. Tinha também o Cego Oliveira. No entanto, os cegos cantadores do Brasil estão desaparecendo e no lugar deles ninguém de novo surge.

Ceguinhas de Campina Grande

– E as famosas ceguinhas de Campina Grande?

– Maravilhosas, mas uma delas já foi cantar pra Deus: Maroca, a mais velha das três. Sobre elas fiz uma cantiga, Vida Cega. Clique.

Contatos pelos [email protected], http://assisangelo.blogspot.com e 11-98549-0333

 

 

Congresso Brasileiro de Comunicação Pública prorroga submissão de trabalhos até dia 22

O prazo para inscrição de trabalhos para serem apresentados na quarta edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Pública foi prorrogado até a próxima segunda-feira, 22 de junho. A submissão de resumos expandidos para as duas modalidades – artigos científicos e relatos de experiências – pode ser feita em https://doity.com.br/compublica2026/artigos.

Outros prazos

Propostas para lançamento de obras durante o congresso podem ser encaminhadas até 30 de junho. Até 10 de julho podem ser feitas inscrições para o Prêmio Neuza Meller, destinado a estudantes de graduação na área de comunicação.

O 4º ComPública acontecerá em Brasília, de 16 a 18 de setembro. As inscrições para o congresso são gratuitas e podem ser feitas no endereço cd.leg.br/compublica. Realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) e pela Câmara dos Deputados, no ano em que a associação completa uma década e a instituição legislativa celebra 200 anos, o evento terá o tema “Uma agenda para a cidadania”.

O congresso tem a parceria da Universidade de Brasília (UnB), do Senado Federal e do Instituto Serzedello Corrêa do Tribunal de Contas da União. Conta ainda com o apoio de entidades e órgãos públicos engajados na qualificação da comunicação do Estado com os cidadãos: Associação Brasileira das Escolas do Legislativo e de Contas (Abel),  Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e Relações Públicas (Abrapcorp), Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação (Alaic), Associação de Pesquisadores em Comunicação Política (Compolítica), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Federal de Relações Públicas (Conferp), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC),  Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Observatório da Comunicação Pública (Obcomp), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom); e patrocínio da Doity e da Social MedIA Gov.

Todas as informações sobre o 4º ComPública você pode acompanhar pelo site abcpublica.org.br e pelas redes sociais: instagram.com/abcpublica, linkedin.com/abcpublica e youtube.com/ABCPublica.

Amado Mundo anuncia projetos audiovisuais para a Copa do Mundo

O Amado Mundo, iniciativa comandada por Guilherme Amado, anunciou a estreia de projetos audiovisuais com foco na cobertura da Copa do Mundo, analisando o futebol sob perspectivas diferentes, destacando narrativas humanas, impacto social e a paixão pelo esporte.

O primeiro projeto é o Memória de Copa, que traz depoimentos curtos e emocionantes sobre lembranças de jogos marcantes do torneio e como eles afetaram positivamente famílias, pais, mães e filhos ao longo das décadas. Em 16 episódios, em formato vertical, o projeto terá depoimentos de personalidades da cultura, política, comunicação e negócios, como Drauzio Varella, Taís Araújo e Xuxa.

Outro projeto é o Futebol e Migração: A Força Latina nos Estados Unidos, que destaca a crescente paixão pelo esporte entre as comunidades de imigrantes latinos, especialmente com a Copa deste ano. Em pequenos documentários, de até três minutos, filmados na horizontal e vertical, a iniciativa mostra a relevância cultural e social do futebol para essas comunidades.

E por fim, o Amado Mundo fará e está fazendo uma cobertura especial da Copa do Mundo, trazendo uma análise diferenciada do torneio, para além do placar, focando em temas como política, geopolítica, comportamento, bastidores, cultura, poder, economia e redes sociais. A cobertura especial inclui programas como a Live Amado Mundo na Copa, comandada por Domitila Becker, diretamente das cidades-sede, em conexão com a equipe no Brasil, que utiliza o torneio como pano de fundo para debater questões como imigração, identidade, racismo e saúde mental, especialmente relevante com o torneio nos Estados Unidos.

Outros programas são: Matinal Copa, com Guilherme Amado e Beatriz Bulla, que aborda grandes lances e momentos do torneio para discutir disputas de poder e impactos sociais; Mulheres na Copa, focado nas mulheres que sustentam o torneio, desde árbitras e dirigentes até companheiras de jogadoras, com foco em questões de gênero; e o Inside the Copa, que traz pequenos vídeos, em tempo real, sobre o cotidiano do evento, com olhar espontâneo e próximo, focado em redes sociais.

Acompanhe todas essas novidades e a cobertura completa da Copa do Mundo nas plataformas do Amado Mundo.

Confira os vencedores do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação

Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebe inscrições até 21 de maio
Dom Phillips e Bruno Pereira (Crédito: Cris Vector)

Foram anunciados os profissionais e veículo vencedores do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente, Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais. A cerimônia de premiação foi realizada na quinta-feira (11/6), no Palácio Itamaraty, em Brasília.

Além da entrega dos prêmios, o evento prestou uma homenagem aos legados do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, que foram assassinados em 2022 no Vale do Javari (AM). A cerimônia reuniu autoridades, representantes de organismos internacionais e lideranças da sociedade civil.

Confira a lista completa dos vencedores:

Texto

Missão YanomamiAline Diniz e Lucas Moraes (O Tempo): Série de reportagens sobre o sofrimento e a luta pela vida do povo Yanomami em meio ao garimpo e ao abandono do estado.

 

Fotojornalismo, Ilustração, Charge, Cartum, HQs ou Grafite 

Memória visual do Vale do Juruá: a Amazônia acreana em tempos extremos climáticosPaulo Henrique da Costa Silva (Artigo 19): Fotografias sobre a crise climática e situações de emergência ambiental na Amazônia.

 

Audiovisual

Dois Mundos Vinicius Sassine (Folha de S.Paulo): Podcast investigativo sobre a morte de um indígena que desapareceu e foi encontrado morto em Manaus (AM). O trabalho jornalístico revela falhas na investigação policial e o desamparo e o preconceito vivenciados pelos indígenas.

 

Iniciativa de Comunicação de Autoria Indígena 

Os “índios” que não tinham nomePaulo Jeremias Aires (Sumaúma): reportagem sobre a luta do povo indígena Akroá Gamella e como eles retomam seu território ancestral na Amazônia maranhense e reafirmam a continuidade da vida.

 

Iniciativa de Comunicação de Autoria de Comunidade Tradicional 

Podcast Viver MumbucarNúbia Matos da Silva (Griô Podcasts): Podcast narrativo sobre a vida, cotidiano e histórias do Quilombo Mumbuca que fica no Jalapão, Tocantins.

Iniciativa de Educação Midiática

Do Orum ao Ayê – Publicação educativa para combate à desinformação sobre religiões de matriz africana – Volume 1 Ravik Oliveira


Brasil tem 16 trabalhos entre os 50 indicados do 14º Prêmio Gabo

A Fundação Gabo anunciou os 50 trabalhos indicados da 14ª edição do Prêmio Gabo, que reconhece o jornalismo de excelência em espanhol e português. O Brasil teve o maior número de trabalhos entre os 50 selecionados, com 16 projetos indicados.

São ao todo dez indicados em ada uma das cinco categorias: Áudio, Cobertura, Fotografia, Imagem e Texto. Os finalistas da premiação, três em cada categoria, serão anunciados em 25 de junho, e a cerimônia de premiação está marcada para 24 de julho, no primeiro dia do Festival Gabo 2026, em Bogotá, na Colômbia. Os vencedores das categorias receberão 35 milhões de pesos colombianos, um diploma e a escultura Gabriel, criada pelo artista colombiano Antonio Caro.

Confira a seguir a lista dos trabalhos e veículos brasileiros finalistas em cada categoria:

Áudio

Dos caras: Juan de Dios (Adonde Media, Exactly Right Media) – Martina Castro, Mariano Pagella, Giovana Romano Sanchez, Heloísa Traiano, Mauricio Mendoza, Daniel Murcia e Martín Cruz: Série documental de jornalistas de  Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Estados Unidos sobre a dupla vida do médium brasileiro João de Deus.

Folha nas Escolas (Folha de S.Paulo) –  Laura Mattos, Eliane Leme e Magê Flores: Podcast sobre como a tecnologia está transformando a educação e a vida de crianças e adolescentes.

Império Malafaia (ICL Notícias) Igor Mello, Juliana Dal Piva, Cristiano Botafogo, Gabriela Varella, Camila Mercatelli, Paula Villar, Elenilce Bottari, Stela Nesrine, Amon Medrado, Eder Ribeiro e Fred Lopes: Projeto que mostra a trajetória de enriquecimento e ascensão política de Silas Malafaia, um dos pastores mais influentes do Brasil.

O Pulo de Miguel (DW Brasil) – Fábio Correa: Podcast sobre a história de Miguel Carmo, brasileiro exilado da ditadura militar que atravessou o Muro de Berlim e foi perseguido pela Stasi.

Sala de Espera (Rádio Novelo) – Carolina Moraes, Bia Guimarães, Natália Silva, Branca Vianna, Paula Scarpin, Flora Thomson-DeVeaux, Marcela Casaca, Juliana Jaeger, Vitor Hugo Brandalise, Évelin Argenta, Sarah Azoubel, Vinicius Luiz, Bárbara Rubira, Ashiley Calvo, Júlia Matos, Bia Ribeiro, Luiza Sahd, Thainá Nogueira, Gustavo Nascimento, Isabel de Santana, Flora Vieira e Marcella Ramos: Série sobre ataques ao aborto legal no Brasil e uma articulação de políticos e médicos para restringir esse direito.

 

Cobertura

A política da bala (Metrópoles) – Renan Porto, Artur Rodrigues, Fábio Leite, Rodrigo Freitas, Lilian Tahan, Otto Valle, Márcia Delgado, Olívia Meireles, Érica Montenegro, Juliana Garcês, Gui Prímola, Lygia Lyra, Gabriel Lucas, Michael Melo, Italo Ridney, Caio Sales e Saulo Marques: Investigação sobre como governo de São Paulo teria estimulado a violência policial e causou um aumento da letalidade, com casos de pessoas desarmadas mortas.

Autopistas de depredación (CasaMacondo, OjoPúblico, Revista Nómadas, Revista Vistazo, Código Vidrio, Amazônia Latitude) – Santiago Wills, Bianca Padró Ocasio, Aramís Castro, Gianfranco Huamán, Iván Paredes, María Belén Arroyo, Arturo Torres, João Felipe Serrão Ferreira, Nayra Wladimila, Marcos Colón e Raúl Zea: Série de reportagens feita por profissionais de Colômbia, Peru, Bolívia, Equador e Brasil sobre o tráfico de espécies na Amazônia.

Radiografia do mercado de carbono (Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (CLIP), InfoAmazonia e OjoPúblico) – Andrés Bermúdez Liévano, Marina Gama Cubas, Fábio Bispo, Carolina Passos, Juliana Mori, Diego Arce, Daniel Chinchilla Lizano, Alejandra Saavedra López, Schirlei Alves, Aramís Castro, Gianfranco Huamán, Mayra Báez e Luisa Fernanda López: Investigação de jornalistas de Colômbia, Brasil e Peru sobre como o mercado de créditos de carbono na Amazônia beneficia corporações e gera riscos ao meio ambiente e territórios indígenas.

Tubarão ameaçado no prato (Mongabay Brasil) – Karla Mendes, Fernanda Wenzel, Philip Jacobson e Kuang Keng Kuek Ser: Investigação sobre instituições públicas no Brasil que serviram carne de tubarão, apesar dos alertas de saúde e ambientais associados ao seu consumo.

 

Fotografia

Como sobrevivem as democracias (Folha de S.Paulo) – Gabriela Biló: Série de fotografias sobre a tentativa de golpe de estado no Brasil por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.

No limbo – o impacto de um ferrovia na vida do povo Awa Guajá (Folha de S.Paulo) – Lalo de Almeida: Registros sobre o impacto da Ferrovia Carajás na vida do povo indígena Awá Guajá.

Retratos da Guerra (Folha de S.Paulo) – Yan Boechat: trabalho fotográfico sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia e seus impactos nos últimos anos.

 

Imagem

Crise climática: o renascimento dos biomas brasileiros (TV Globo) – Marcus Vincax, Pedro Bassan, Lucas Cerejo, Mariana Fontanelli, Michel Farias e Ricardo Queiroz: Série de reportagens sobre efeitos climáticos extremos em diferentes regiões do Brasil e as respostas desenvolvidas por instituições públicas.

Máquinas chinesas, terras camponesas: tecnologia para alimentar o Brasil (Brasil de Fato) – Afonso Bezerra, Mariana Castro, Mauro Ramos Pintos e Vitor Shimomura: Documentário sobre a cooperação entre o Brasil e a China para impulsionar a tecnologia agrícola e a produção de alimentos na zona rural.

Terceirão – um ano, quatro vidas (TV Globo) – Caio Cavechini, Eliane Scardovelli, Claudio Guterres, Mayara Teixeira, Clarissa Cavalcanti, Fátima Baptista, Fernando Ianni, Rodrigo Funai, Marion Marion Lemonnier, Caue Angeli, Netim Andrade, Marcos Gomes e Andrey Frasso: Especial sobre a passagem para a vida adulta de quatro jovens brasileiros, observada ao longo de um ano em conversas e cotidiano.

 

Texto

Uma arara chamada Lear (Revista piauí) – Fernanda Ezabella: Reportagem especial sobre como uma arara-azul uniu cientistas e habitantes do sertão para salvar sua própria pele no nordeste brasileiro.


Comunidades sem imprensa local ficam mais vulneráveis à desinformação, aponta estudo britânico

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

O fechamento de um jornal, site ou rádio local costuma ser visto como sinal do surgimento de um “deserto de notícias”.

Mas um estudo da ONG britânica Social Market Foundation (SMF) indica que o problema é pior: as notícias continuam circulando, só que muitas vezes chegam falsas, distorcidas ou manipuladas por interesses políticos.

A pesquisa analisou mais de 125 mil publicações em grupos locais do Facebook, resultados de busca na rede social X, antigo Twittter, e comunidades da plataforma Nextdoor em 95 localidades do Reino Unido.

O relatório encontrou quase três vezes mais desinformação em áreas com pouca ou nenhuma cobertura de veículos locais reconhecidos como representantes legítimos da imprensa.

O dado muda o debate sobre a crise da imprensa regional. Quando jornais, rádios e sites comunitários desaparecem, moradores não deixam necessariamente de receber notícias. O que muda é quem informa, com quais critérios e com que grau de responsabilidade pública e legal.

Em muitas comunidades britânicas – e isso certamente acontece no mundo todo – grupos de Facebook, canais de mensagens e páginas administradas por moradores passaram a cumprir parte da função antes exercida pela imprensa.

Esses espaços podem divulgar muito bem alertas, serviços, eventos e reclamações cotidianas. Mas raramente operam com os mesmos processos de apuração, checagem e transparência de uma redação profissional.

Leia a matéria completa em MediaTalks.

Imagem Deserto (Crédito: APJor)

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Pivot, fundada por Paula Nadal, é anunciada oficialmente ao mercado

Gestada e fomentada nas últimas semanas, a Pivot chega ao mercado agora de forma oficial, tendo em seu comando Paula Nadal, profissional com 20 anos de experiência e trajetória marcada pela liderança estratégica em grandes grupos globais. Antes de fundar a agência, consolidou sua carreira na Ideal Axicom (WPP), em que esteve por 8 anos, chegando ao cargo de Chief Strategy Officer Global, além de passagens de destaque por Edelman e Editora Abril.

Ela reuniu, em seu time, outros nomes experientes e reconhecidos como Vera Brandimarte (ex-diretora de Redação do Valor Econômico), como VP; Tales Ponce (ex-Ideal Axicom e FSB) diretor de atendimento); Thiago Campos (ex-Ideal Axicom e Salve), diretor de Estratégia; e Marcelo Dominguez (cientista de dados e com passagens por Edelman e Grupo Burson), head de Inteligência.

A nova agência contará ainda com um conselho que já tem confirmadas as participações de Vinícius Dônola, em projetos especiais e treinamentos, e Viviane Mansi, nas frentes de comunicação voltadas à agenda ESG e Sustentabilidade.

“A reputação vai continuar sendo uma construção humana. O que mudou é que agora ela também precisa ser compreendida pelas máquinas”, assinala Paula. “Durante décadas, as marcas buscaram conquistar a confiança de jornalistas, investidores, consumidores e formadores de opinião. Agora, elas também precisam ser corretamente interpretadas pelos sistemas de IA que passam a mediar parte crescente das decisões de compra, investimento e relacionamento. E precisam entrar de forma mais apropriada nas conversas em ‘mar aberto’ que acontecem no ambiente digital e nos novos ecossistemas de influência. A Pivot nasce justamente para conectar esses mundos. Não precisamos reaprender a maneira de trabalhar; nós já nascemos nesse novo ecossistema. Onde o mercado vê um desafio de transição, nós entregamos infraestrutura natural”.

A estrutura e os conceitos propugnados pela nova agência idealizam o que o grupo que a lidera chama de “uma nova geração de Relações Públicas, mais orientada à inteligência estratégica. Uma prática capaz de combinar a construção de confiança – fundamento histórico da reputação corporativa – com a construção de relevância algorítmica, exigência crescente de um mundo mediado por IA. Porque, para a agência, as marcas mais fortes do futuro serão aquelas capazes de conquistar simultaneamente a confiança das pessoas e a recomendação das máquinas”.

A agência, que iniciou sua trajetória no mês de março, já conta em seu portfólio com as marcas Ânima Educação, BAT Brasil, Auren Energia, NG.CASH, Vórtx e Elo, entre outras.

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