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Perfil: Mariama Correia, a +Premiada Jornalista de 2025

Perfil: Mariama Correia, a +Premiada Jornalista de 2025
Mariama Correia (Crédito: José Cícero)

Por Victor Félix

Mudar de estado em meio a uma pandemia, enfrentar os desafios de uma cidade desconhecida, participar de grandes reportagens investigativas, ver seu trabalho reconhecido em importantes premiações nacionais e internacionais, e terminar 2025 como a +Premiada Jornalista do Ano. Este é apenas um “resumo do resumo” dos últimos anos da carreira de Mariama Correia, editora da Agência Pública, que alcançou a primeira colocação do Ranking +Premiados da Imprensa Brasileira 2025, com um total de 127,5 pontos.

Um feito que representa não apenas o trabalho de excelência desta profissional e da própria Pública, com suas investigações de fôlego que revelam o que está “por trás das cortinas” e abordam assuntos “espinhosos” que poucos se aventuram a contar, mas também a importância do trabalho colaborativo no jornalismo. Uma marca dessa publicação que, assim como este Ranking, está completando 15 anos de vida em 2026.

Com exceção à conquista de Natalia Viana, cofundadora e diretora-executiva da Agência Pública, no Maria Moors Cabot, uma das mais tradicionais premiações do jornalismo mundial, todos os prêmios vencidos pela publicação em 2025 vieram como reconhecimento a reportagens especiais produzidas por grandes equipes ou até mesmo em colaboração com outras publicações.

Foram quatro troféus no total, faturados a partir de três trabalhos: o Projeto Escravizadores, que mapeou os antepassados de mais de cem autoridades brasileiras do Executivo e Legislativo para identificar se havia casos de uso de mão de obra escravizada, vencedor dos prêmios SIP, na categoria Jornalismo de Dados e Infografia, e Claudio Weber Abramo, em Investigação; o Caso K, podcast sobre como Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, teria mantido, durante décadas, um esquema de aliciamento e exploração sexual de crianças e adolescentes, vencedor do prêmio Amaerj Patrícia Acioli, na categoria Reportagens Jornalísticas; e o Clima das Eleições, investigação pioneira feita durante as eleições municipais de 2024, em parceria com as publicações Matinal Jornalismo e Amazônica Vox, que investigou os problemas das cidades sob a perspectiva das mudanças climáticas, analisando a atuação e propostas dos candidatos sobre o assunto, vencedora do CCNow Journalism Awards, em Grandes Projetos & Colaborações.

Três grandes reportagens bem distintas e com características únicas, mas que tinham todas um denominador comum: a presença de Mariama Correia trabalhando arduamente nas investigações.

Perfil: Mariama Correia, a +Premiada Jornalista de 2025
Mariama Correia (Foto: José Cícero)

Especializada em jornalismo investigativo, autora de reportagens de fôlego, Mariama é natural de Olinda, em Pernambuco, e iniciou a carreira sob a influência de seu pai, que era escritor. Ao ingressar na faculdade de jornalismo, acreditava que iria trabalhar com cultura e música, mas o início veio em assessoria de imprensa. Seu primeiro trabalho em redações foi na Folha de Pernambuco, como repórter de Economia. Depois de três anos e meio na publicação, migrou para o jornalismo independente e assinou em 2017 com o Marco Zero Conteúdo. No ano seguinte, passou a atuar paralelamente como pesquisadora para o Nordeste do Atlas da Notícia, iniciativa do Projor/Observatório da Imprensa que visa a mapear e combater os desertos de notícias do Brasil.

Em meio a alguns frilas que fazia para a própria Pública e outros veículos, como o Intercept Brasil, Mariama recebeu, em 2020, um convite da agência para atuar como repórter e mudar-se para São Paulo. Com a chegada da pandemia de Covid-19, passou por complicações em um período descrito por ela como “muito difícil e estressante”, quando inclusive chegou a trabalhar levantando dados sobre os mortos pelo coronavírus. A partir de 2021, já estabelecida e adaptada à nova realidade na capital paulista, passou a comandar importantes investigações pela publicação.

Nesta entrevista, Mariama fala sobre sua carreira, o trabalho na Pública, as dificuldades da mudança para São Paulo, e temas que considera como suas principais bandeiras atualmente: a importância do jornalismo como trabalho coletivo e a necessidade de sua descentralização. A editora da Pública fala ainda sobre desertos de notícias, a importância de ter sido eleita a +Premiada jornalista de 2025 e como enxerga as próximas gerações de profissionais de imprensa.

Jornalistas&Cia/Portal dos Jornalistas Por que você escolheu fazer jornalismo?

Mariama Correia – Escolhi jornalismo ainda muito jovem. Desde muito cedo eu gostava de escrever. Meu pai é escritor e ele me estimulou muito nessa área. Cresci participando das revisões dos textos dele, nesse ambiente de literatura, escrita e leitura. Ele não é jornalista, é autodidata, estudou só até o ginásio, mas chegou a trabalhar como revisor na Folha de S.Paulo e ter uma coluna no Diário do Grande ABC. Cresci ouvindo e me interessando por esse ambiente de escrita e gostando muito de contar e de ouvir histórias. Então, acho que foi uma escolha meio natural para mim.

J&Cia/PJ E desde o começo, a sementinha do jornalismo investigativo estava ali? Ou foi algo que você foi construindo ao longo da carreira?

Mariama – Na verdade, eu achava que ia trabalhar com cultura, com música. Estudei música clássica quando era pequena. Meu sonho era trabalhar numa Gucci, em alguma revista do tipo. Até cheguei a fazer uma pós-graduação em jornalismo cultural porque queria muito trabalhar com música.

Mas quando entrei na faculdade, tive que trabalhar logo cedo para pagar o curso. A vida vai acontecendo e você vai vendo que a coisa é mais difícil, percebi que era algo muito nichado, que certos mercados não são tão fáceis de acessar. E aí terminei tendo minhas primeiras experiências em assessoria de imprensa. Trabalhei muitos anos com isso, tanto que chegou um momento em que em não achava mais que iria trabalhar em jornal, em reportagem, eu já tinha meio que deixado esse sonho de lado, sabe?

Trabalhei numa assessoria de imprensa em que a dona, Patrícia Raposo, gostava muito do que eu escrevia. Ela sempre dizia assim: “Esse release está muito bom, renderia uma bela reportagem”. Então, alguns anos depois, ela foi chamada para assumir a direção executiva da Folha de Pernambuco, e me convidou para trabalhar lá como repórter de economia.

E eu fui, mas fiquei com certo receio, pois já tinha alguns anos de assessoria de imprensa e era um tiro no escuro, fiquei preocupada de tudo dar errado, de eu não dar conta. Mas a equipe era sensacional, muito atenciosa. Os repórteres e editores me ensinaram muito. Então, fui desabrochando, desenrolando, até desenvolver uma paixão por fazer reportagem, ir aos lugares, escutar as pessoas, viajar pelo País. Eu gostava muito de viajar pelo sertão de Pernambuco para fazer reportagem, ir a comunidades tradicionais, ouvir trabalhadores.

J&Cia/PJ E a sua passagem pelo Marco Zero Conteúdo? Como foi essa mudança para o jornalismo independente?

Mariama – Trabalhei por quase quatro anos na Folha de Pernambuco. Durante esse período, percebi também uma grande ascensão do jornalismo independente. Já acompanhava a Pública, o Intercept e outros veículos, e foi então que conheci o Marco Zero Conteúdo, um coletivo de jornalismo independente de Pernambuco, e decidi me candidatar como repórter lá. Foi outro tiro no escuro, mas também deu supercerto, aprendi muitas coisas, principalmente no sentido pensar reportagens com abordagens diferentes, que saíssem do “automático” do dia a dia das redações, onde você precisa pensar rápido o que você fazer ali na hora.

No Marco Zero, tive a oportunidade de fazer reportagens aprofundadas, ouvir populações que são deixadas de lado pela mídia tradicional, tentar inverter lógicas em diversos assuntos. Foi um exercício jornalístico essencial para a minha carreira. E, a partir do Marco Zero, ampliei o meu conhecimento desse ecossistema de jornalismo independente, fui entendendo como funciona, como ele é importante, como ele desenvolve. E como eu tinha mais flexibilidade lá, consegui começar a fazer alguns frilas para outros veículos, por exemplo, o Intercept, a própria Pública, com o projeto Colabora. Foi esse trabalho que me abriu as portas para mais tarde mudar para São Paulo.

Perfil: Mariama Correia, a +Premiada Jornalista de 2025
Mariama durante reportagem feita para o Marco Zero Conteúdo na Guatemala e em El Salvador, em 2018 (Crédito: Arquivo pessoal)

J&Cia/PJ Quais foram os principais desafios dessa mudança de ares?

Mariama – Foi um período extremamente difícil. Na época, havia acabado de acontecer aquele caso de derramamento de óleo no Nordeste, em 2019, um crime terrível que até hoje não foi explicado, ficamos sem respostas. E aí surgiu uma vaga para repórter na Pública, me candidatei e deu certo.

A ideia era eu chegar a São Paulo em abril de 2020. Já estava tudo certo, tinha saído do Marco Zero, entreguei meu apartamento, mas aí estourou a pandemia de Covid-19. Minha vida estava toda em suspenso. Eu fiquei sem saber o que fazer. E a Pública demorou um tempinho para se organizar, como todo mundo, pensando como fazer os trabalhos.

Eu fiquei esperando, agoniada de não fazer nada. Me voluntariei para um trabalho que era o Brasil. IO, que fazia um levantamento de mortes pela Covid, comparando com dados divulgados pelos estados. A gente fazia a contagem todo dia, foi um projeto importante na época. E na minha cabeça, eu pensava que precisava fazer alguma coisa, pois com a pandemia acontecendo, o jornalismo estava de certa forma em um “limbo”.

Em setembro de 2020, finalmente o pessoal da Pública me deu o sinal positivo para vir. Naquela época, tinha uma expectativa de que melhorasse tudo no final do ano. Os índices estavam reduzindo, e a gente estava vivendo uma esperança de que 2021 ia ser tranquilo. Eu cheguei a São Paulo, fiquei inicialmente na casa de uma amiga, depois aluguei um apartamento. O problema é que no começo de 2021 tudo piorou, e eu já estava aqui em São Paulo, morando sozinha.

São Paulo era uma cidade difícil, solitária, um território desconhecido para mim. Imagine eu, que não conhecia a cidade, estava longe de familiares e amigos por causa do isolamento social, ainda sem vacina e acompanhando diariamente notícias de mortes, incluindo pessoas jovens – foi desesperador. Decidi ir ficando, ver o que acontecia, porque voltar era arriscado, minha mãe é idosa, eu mesma acabei pegando Covid. Mas as coisas foram se acalmando aos poucos e agora, em abril de 2026, eu completarei seis anos de Pública. Foi um período de adaptação muito estressante, mas ainda bem que tudo deu certo no final das contas.

J&Cia/PJ Sobre os projetos premiados da Pública que você fez parte – o Caso K, Projeto Escravizadores e Clima das Eleições –, algum bastidor interessante para compartilhar?

Mariama – O Caso K é um trabalho investigativo de muitos anos de apuração, acho que foi o maior da minha carreira até agora. As primeiras reportagens saíram ainda em 2021. Recebemos envelopes com vários documentos policiais e processos judiciais muitos detalhados.

Na época, inclusive, eu estava paralelamente fazendo uma outra investigação sobre crimes sexuais de mestres da capoeira, de um grupo chamado Cordão de Ouro. Foi um contexto bem pesado para mim, porque é claro que o trabalho, principalmente sobre temas sensíveis como esses, acaba nos atravessando, sabe? Fiquei até com uma certa mania de perseguição. Em certa noite, um carro parou na porta de minha casa, e eu fiquei desesperada, achei muito estranho, achei que alguém estava atrás de mim, foi muito esquisito.

Dito tudo isso, acredito que o resultado do projeto foi incrível. Viajamos para falar com as pessoas, tivemos muitas conversas e o podcast chegou a ficar em segundo lugar no Spotify. Nesse contexto, aconteceu algo que eu nunca tinha experimentado na vida: ser reconhecida no meio de uma festa com amigos. Uma pessoa, do nada, aproximou-se de mim e perguntou “você não é aquela jornalista do Caso K?” e eu respondi “sou!” e a pessoa elogiou, parabenizou pelo projeto e pediu para eu mandar um áudio para a prima dele, que estava na Suíça e também havia adorado o podcast. Para a gente, que não trabalha com tevê, foi uma experiência muito maluca, que me fez perceber que o trabalho realmente furou a bolha e as pessoas reconheceram o que fizemos.

Sobre o Escravizadores, acredito que foi uma ideia ousada, que surgiu após trabalharmos com pesquisadores de genealogia. Para fazer a árvore genealógica de políticos e de autoridades brasileiras, foi preciso checar, checar, checar, checar e depois rechecar mais ainda. A gente ficou bem preocupada com tudo isso, pois eram muitas informações e não podíamos errar. Todas as histórias precisavam estar milimetricamente corretas e pautadas nos dados coletados.

Ficamos muito curiosos em relação às respostas dos políticos. Muitos deles foram ríspidos ou não responderam, enquanto alguns disseram “nossa, que cara safado esse meu parente”, porque é exatamente isso, a pessoa não tem culpa de ser parente de determinado indivíduo. Mas acho que o mais interessante do projeto é mostrar como o poder no Brasil se mantém nos mesmos grupos, como é algo hereditário.

Recentemente, fiz uma reportagem para o projeto sobre Gertrudes de Jesus, uma mulher negra que estava escravizada e conseguiu liberdade e se tornou uma das agentes mais importantes do Clube do Cupim, um clube abolicionista em Recife. E ela ajudava a realizar fugas, com barcos, pelo rio Capibaribe, durante a noite, uma coisa meio filme noir, meio misteriosa. Então, é muito legal, durante o trabalho, ir conhecendo melhor a história do Brasil, descobrir e escrever sobre essas pessoas que foram apagadas pela historiografia oficial, que não são citadas. Muito desafiador trabalhar com pesquisa, é algo que também levarei com carinho na minha carreira, e que bom que deu certo no final.

Sobre o Clima das Eleições, que foi um projeto colaborativo com outras publicações, eu assinei uma reportagem, coordenei outras e contribuí com uma ou duas reportagens quando viajei ao Recife. Foi um projeto muito importante e pioneiro, pois discutimos eleições no Brasil com esse olhar da emergência climática, assunto que é muito importante pautar.

Perfil: Mariama Correia, a +Premiada Jornalista de 2025
Mariama durante a participação da equipe da Agência Pública no Festival 3i

J&Cia/PJ Como você vê o jornalismo independente nos dias de hoje? Qual a importância dele para a imprensa e como podemos apoiá-lo cada vez mais?

Mariama – Eu decidi ir para o jornalismo independente porque entendia a importância de fazer uma apuração sem amarras com grupos políticos, empresariais ou com interesses privados. Acho que é um privilégio muito grande a gente ter essa liberdade editorial, algo que todo jornalista almeja, mas que nem sempre encontra nas grandes redações.

Acho que o jornalismo independente cumpriu uma função muito importante na história recente do Brasil, especialmente no caso do Intercept, que com a Vaza Jato trouxe informações que mudaram realmente o curso das últimas eleições presidenciais e, consequentemente, da história. Tivemos muitos exemplos de coberturas que nasceram no jornalismo independente e que tiveram impacto na sociedade. É um jornalismo que tem comprometimento com o interesse público, em primeiro lugar, com a defesa dos direitos humanos e não está a serviço da defesa de interesses privados ou de grupos partidários.

Outro ponto importante a se destacar é a transparência. Na Pública, por exemplo, fazemos um jornalismo que é posicionado politicamente, mas não é partidário, não é panfletário. Então, acho que é muito importante esse posicionamento, essa clareza, essa transparência também para o leitor, porque tudo isso está dito lá no site da Pública, de forma clara. Em muitos grandes grupos de mídia, essa questão não está clara, a chamada imparcialidade é muito subjetiva. Existem escolhas no jornalismo, e quando optamos por publicar ou não publicar determinada matéria, estamos indiretamente escolhendo um lado, ou seja, é tudo muito subjetivo. E eu sou muito orgulhosa de ter feito essa escolha de carreira há alguns anos.

Mas acredito que o principal desafio do jornalismo independente no Brasil é conseguir manter essa grande rede. Porque esses veículos já existem, outros estão surgindo, inclusive fora do eixo Rio de Janeiro-São Paulo-Brasília. Cito por exemplo a Cajueira, que é um projeto de valorização do jornalismo independente nos estados do Nordeste, que eu cofundei há cinco anos, com jornalistas também nordestinas. Fazemos newsletter, podcast, temos um banco de fontes nordestinas, fazemos curadoria, uma centena de projetos. É muito importante garantir que esses veículos sigam existindo e trabalhando no Brasil. É essencial desenvolver mais possibilidades para financiamento e sustentabilidade para eles e para a defesa da nossa democracia, que está sob ataque constantemente.

Por isso uma das principais bandeiras que defendo em meu trabalho é a descentralização do jornalismo. Eu, como mulher nordestina, saí de minha terra para trabalhar em São Paulo, porque precisei vir em busca de oportunidades, porque as oportunidades não estão em todos os lugares no Brasil. O justo seria que a gente tivesse oportunidade para todo mundo em todos os estados. Essas são as minhas principais bandeiras hoje, a defesa do jornalismo, dessa liberdade editorial do jornalista, do jornalismo independente e da descentralização do jornalismo no Brasil.

J&Cia/PortalQual a importância de participar do projeto Atlas da Notícia nesse contexto de descentralização do jornalismo?

Mariama – O Nordeste é a região com maior quantidade de desertos de notícias do País. É uma região enorme, a segunda maior população do País e a gente tem muitos dos municípios com desertos de notícias ou com quase desertos, que também são muito sensíveis, pois podem virar desertos facilmente. Se isso acontece, aquela população não vai ter acesso a informações checadas sobre o seu município.

Muitas vezes, aquela população está mais bem informada sobre o que acontece nos grandes centros porque a televisão reproduz conteúdo de São Paulo, de Rio de Janeiro, de Brasília, mas não sabe o que acontece na sua própria cidade. Não há jornalistas locais para, por exemplo, acompanhar as decisões da Prefeitura, as sessões na Câmara de Vereadores, para denunciar quando falta remédio no posto, quando não tem comida na creche.

Além disso, quando há um deserto de notícias, a população fica mais vulnerável à desinformação, porque, sem fontes confiáveis, sem checagem e sem critérios jornalísticos, as pessoas vão se informar pelas redes sociais, onde as informações têm uma qualidade extremamente questionável. E isso impacta decisões futuras, votos eleitorais, afeta diretamente a história do País.

Felizmente, os desertos de notícias vêm se reduzindo com o avanço digital, porque hoje em dia é muito mais fácil você abrir uma página independente. Mas a qualidade dessa informação nem sempre é boa. E aí se mostra muito importante o que eu falei sobre discutir possibilidades de financiamento para fomento do jornalismo, entendendo que ele é muito importante para a nossa democracia.

Perfil: Mariama Correia, a +Premiada Jornalista de 2025
Mariama durante palestra sobre desertos de notícias em encontro da Sociedad Interamericana de Prensa (SIP)

J&Cia/PortalComo é fazer jornalismo investigativo no Brasil?

Mariama – Acredito que fazer qualquer tipo de jornalismo no Brasil é muito desafiador, especialmente um jornalismo que defende direitos humanos, que busca se aprofundar, revelar fatos que não foram revelados, amplificar vozes de grupos vulnerabilizados. Esse jornalismo que não tem essas amarras privadas ou públicas, e que investiga esses poderes, é ainda mais desafiador.

Eu, como editora, sempre me preocupo com a segurança da equipe. Na Pública, temos dispositivos que nos ajudam com isso e garantem alguma proteção para os repórteres. Mas quando a gente faz um jornalismo comprometido com os fatos, infelizmente estamos sujeitos a ataques, processos e assédio judicial. Por isso é importante que os veículos tenham uma estrutura para se defenderem.

Na Pública, por exemplo, temos uma consultoria jurídica, a que a gente pode recorrer para se orientar sobre risco de processo e tentar prevenir, de alguma forma, em reportagens mais sensíveis. Quando você faz um jornalismo com uma boa apuração, baseado em fatos, com documentos, com comprovações das informações, isso também é uma forma de você se proteger. Então, é essencial sempre orientar os repórteres a cobrirem todas as lacunas, que estejam sempre seguros em relação às informações publicadas e sejam muito atenciosos e criteriosos quanto à apuração e checagem de informações.

Também acho muito importante o trabalho de associações, como a Abraji, que denunciam essas ofensivas jurídicas contra jornalistas e casos de violência digital. Essas entidades ajudam a denunciar e nos proteger enquanto classe. É muito importante também esse pensamento coletivo, para que a gente consiga se blindar mais.

J&Cia/PortalAo olhar para os trabalhos premiados pela Agência Pública, vemos reportagens feitas a muitas mãos, de forma coletiva e até colaborativa com outras publicações. Como você analisa esse fenômeno?

Mariama – O coletivo fortalece demais o trabalho jornalístico. A gente pensa muito junto, discutimos as ideias de pauta, os caminhos da apuração. Quando uma reportagem sai, mesmo que só um repórter assine, mesmo que eu assine uma reportagem sozinha, ela nunca é fruto de um trabalho totalmente solitário. Tem sempre um editor, o fotógrafo, alguém que fez as artes, o design, e até aquele colega que, durante um cafezinho, te deu uma dica ou alguma sugestão. Tem o pessoal das redes que vai ajudar, vai trabalhar aquele material com a linguagem de redes, o pessoal de vídeo, ou seja, toda uma estrutura de pessoas amparando o trabalho. Nunca é individual.

Fico feliz também por ser uma mulher nordestina, de Pernambuco, de Olinda, que veio para São Paulo e conseguiu se consolidar aqui no mercado de trabalho e está levando, de certa forma, esse reconhecimento para o seu Estado. Eu também represento esses profissionais e o Pernambuco tem uma tradição de jornalismo histórica muito boa e abriga o Diário Pernambuco, por exemplo, que é o jornal mais antigo em circulação da América Latina. Infelizmente muitas vezes esses profissionais não são vistos, não são tão valorizados quanto outros que atuam aqui no eixo Rio de Janeiro-São Paulo-Brasília.

Fico muito feliz e honrada em ser a +Premiada Jornalista do Ano, mas enxergo essa conquista como coletiva, pois ninguém faz jornalismo sozinho. Por isso enxergo como uma conquista que além de minha é da minha equipe na Pública, do jornalismo independente, do Nordeste, do jornalismo nordestino, do jornalismo pernambucano, enfim, desses profissionais que precisaram sair das suas cidades, dos migrantes nordestinos que vêm para São Paulo em busca de oportunidades. Eu me sinto com muita gente ao meu redor nesse momento.

Perfil: Mariama Correia, a +Premiada Jornalista de 2025
Equipe da Agência Pública (Crédito: José Cícero)

J&Cia/PortalO que você diria para um estudante de jornalismo que está começando na carreira agora, que está querendo entrar nesse mundo do jornalismo investigativo, do jornalismo independente?

Mariama – Acredito que o jornalismo está em constante mudança, as coisas mudam muito rapidamente. Hoje, uma pessoa que está na faculdade tem um mercado completamente diferente à sua frente do que eu tive quando saí da faculdade. Na minha época, ainda existia aquela coisa de trabalhar numa grande redação, nos grandes jornais, ainda era o que a gente almejava, trabalhar nos impressos. Hoje em dia é o digital, é outra linguagem. A gente, inclusive, que já está há um tempo na profissão, tem que correr atrás para não ficar defasada, para entender aonde o público está indo.

Então, acho que qualquer dica muito prática pode se tornar obsoleta, porque as coisas mudam muito rápido. Mas acredito que, de forma geral, o jornalista deve ser alguém interessado no outro, no mundo ao seu redor, alguém que tem os olhos abertos para a vida, para as coisas. Acho que isso é uma qualidade fundamental, porque a pauta pode estar em qualquer lugar, ela pode estar na sua casa, na sua rua, com o porteiro do seu prédio, com o vizinho, no mercado, no ônibus, no metrô, e é preciso sempre estar atento.

Sem isso, acho que é muito difícil fazer jornalismo. Porque as pessoas estão cada vez mais individualistas, vivemos em uma sociedade muito individualista, a gente está sempre muito em torno das nossas questões pessoais, dos nossos problemas, das nossas coisas. E eu acho que uma qualidade fundamental em qualquer jornalista é ter o olhar para o outro, ser interessado sobre as outras pessoas, ouvir e saber ouvir.

Ranking 2025: Iniciativas globais são destaque entre os prêmios que estreiam nesta edição

Seguindo seu ritmo de constante atualização e inclusão de novos prêmios de jornalismo promovidos pelo Brasil e pelo mundo, o Ranking +Premiados da Imprensa Brasileira acrescentou nesta edição 14 iniciativas. Com isso, o total de prêmios analisados saltou para 214, um crescimento de 7% em relação ao ano passado.

O destaque desta edição foi a inclusão de três premiações globais já consagradas, duas delas incluídas em 2025 por terem premiado pela primeira vez jornalistas brasileiros.

Promovido pela Escola de Jornalismo de Columbia, de Nova York, a mesma que organiza o Maria Moors Cabot Prize, mais antiga premiação do jornalismo de que se tem conhecimento, o prêmio John B. Oakes é dedicado a reconhecer reportagens que contribuam para a compreensão do público sobre questões ambientais. Em 2025 o troféu foi entregue a Karla Mendes, do Mongabay, que se tornou a primeira brasileira a conquistar o prêmio.

Karla Mendes, do Mongabay, foi homenageada em setembro de 2025 com o John B. Oakes por investigação que revelou a explosão de gado ilegal e crimes ambientais na Terra Indígena Arariboia, no Maranhão / Foto: Sirin Samman/Oakes Award

Outra profissional que teve a honra de se tornar a primeira brasileira entre os vencedores de um prêmio internacional foi Juliana Dal Piva, do ICL Notícias. Ela foi escolhida para receber no ano passado o Courage Awards, iniciativa criada em 1990 pela International Women’s Media Foundation que tem como objetivo destacar o trabalho de jornalistas mulheres que assumem riscos para reportar ou trabalham em ambientes hostis.

Vítima de ataques, processos e assédios da extrema direita brasileira, Juliana Dal Piva, do ICL Notícias, recebeu o Courage Awards por seu trabalho revelando casos de corrupção do Clã Bolsonaro e de abusos de direitos humanos / Foto: Arquivo pessoal

Mais recente, lançado em 2021, o CCNow Journalism Awards só entrou em nosso radar nesta edição por ter contemplado três trabalhos brasileiros em 2025. As reportagens premiadas, com foco na cobertura do clima, foram produzidas pela Revista AzMina, pelo site Porvir e pelo consórcio formado por Agência Pública, Amazônia Vox e Matinal Jornalismo. Apesar da estreia, não foi a primeira vez que brasileiros conquistaram a premiação. Em edições anteriores foram premiados a própria Agência Pública, além de O Joio e O Trigo, France Presse e Editora Globo.

Acre e Mato Grosso ampliam alcance nacional do Ranking

Dentre as demais iniciativas que estrearam nesta edição, destaque para prêmios locais promovidos nos estados do Acre e do Mato Grosso. Com as inclusões dos prêmios MPAC, do Ministério Público do Acre, e Aprosoja-MT, da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso, os dois estados passam a figurar entre as unidades da federação com prêmios locais analisados pelo Ranking. Apenas Amapá, Maranhão, Paraíba, Roraima, Sergipe e Tocantins ainda não figuram nessa lista.

Além destes, estreiam na pesquisa os prêmios nacionais IQA de Qualidade Automotiva, MOL de Jornalismo para a Solidariedade, Mercantil, Trânsito Seguro e Synapsis FBH; e os estaduais Águas de Manaus de Jornalismo Ambiental (Amazonas); ACI/OCESC (Santa Catarina); e Faciap e Apre Florestas (Paraná).

Vale lembrar que apenas iniciativas que já tiveram ao menos três edições realizadas estão aptas a serem incluídas na lista de premiações avaliadas.

Cálculo para ranking de veículos não considera prêmios internos

Algumas medidas e ajustes foram necessárias para chegar aos resultados dos rankings de veículos e grupos mais premiados do ano e da história. Além de considerar a pontuação integral de maneira única para o caso de trabalhos em equipe, não são computados os resultados dos prêmios internos dos veículos.

Com isso, em vez de 214 iniciativas, as pontuações de Abril, Agência Estado, Editora Globo, Estadão, Folha, RBS e Zero Hora nesses levantamentos levam em consideração os resultados de 207 premiações, desconsiderando os prêmios internos dessas organizações. Confira a relação completa dos prêmios avaliados:

Internacionais

  • CCNow Journalism Awards**
  • Colombe D’oro Per La Pace
  • Courage Awards (IWMF)**
  • CPJ Internacional Press Freedom
  • Econômico Ibero Americano
  • Every Human Has Rights
  • Eset-LA
  • Gabo
  • Global Shining Light Award
  • Iberoamericano Rei da Espanha
  • John B. Oakes de Jornalismo Ambiental**
  • Knight International
  • Kurt Schork
  • Latino-Americano em Saúde Vascular
  • Latino-Americano de Jornalismo Investigativo
  • Lorenzo Natali
  • Maria Moors Cabot
  • One World Media Awards
  • Roche
  • Seal Awards
  • SIP
  • Wash Media Awards

 

Nacionais

  • +Admirados da Imprensa
  • 3M
  • 99
  • ABCR
  • ABCZ
  • Abdias Nascimento
  • Abear
  • Abecip
  • ABF
  • Abimilho
  • Abmes
  • ABP
  • Abraciclo
  • Abracopel
  • Abrafarma
  • Abraji
  • Abramge
  • Abrapp
  • Abrelpe
  • Abvcap
  • ACIE
  • Adpergs
  • AEA de Meio Ambiente
  • Allianz Seguros
  • Alltech
  • Amaerj – Patrícia Acioli
  • AMB
  • ANA
  • Anamatra
  • Andifes
  • ANTF
  • Automação Imprensa
  • Ayrton Senna
  • Biodiversidade da Mata Atlântica
  • BM&FBovespa
  • Bracelpa
  • Brasil Ambiental
  • C6
  • Caixa
  • Câmara Espanhola
  • Cbic
  • CICV
  • Citi
  • Cláudio Abramo
  • Cláudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados
  • CNA
  • CNH
  • CNI
  • CNT
  • Comissão Europeia de Turismo
  • Comunique-se
  • Direitos Humanos
  • Ecopet
  • Embrapa
  • Embratel
  • Esso
  • Estácio de Sá
  • Ethos
  • Fenacon
  • Fraterno Vieira
  • Gilberto Velho
  • GTPS
  • IBGC
  • IGE
  • IMPA
  • Imprensa de Educação ao Investidor
  • INAC de Integridade
  • IQA**
  • IREE
  • Itaú de Finanças Sustentáveis
  • Jabuti
  • João Valiante
  • Jornalismo em Seguros
  • Jornalista de Impacto
  • Jornalista Tropical
  • Jornalistas&Cia
  • José Hamilton Ribeiro
  • José Luiz Egydio Setúbal
  • José Reis
  • Líbero Badaró
  • Longevidade
  • Massey Ferguson
  • Medtronic
  • Mercantil**
  • Microcamp
  • Mobilidade Urbana Sustentável (ITDP)
  • MOL**
  • Mongeral Imprensa
  • MPT
  • Mulher Imprensa
  • New Holland
  • NHR Brasil
  • Onip
  • Personalidade da Comunicação
  • Petrobras
  • Policiais Federais
  • República
  • SAE Brasil
  • Santos Dumont
  • SBD
  • Sbim
  • SBR/Pfizer
  • Sebrae
  • Sefin
  • Senai
  • Synapsis FBH**
  • Telesp
  • Tim Lopes (Andi)
  • Tim Lopes (Disque Denúncia-RJ)
  • Top Etanol
  • Trânsito Seguro**
  • Transparência
  • Troféu Audálio Dantas
  • Unisys
  • Vladimir Herzog
  • Volvo

 

Regionais

  • BNB (Nordeste)

 

Estaduais

Acre

  • MPAC**

 

Alagoas

  • Braskem
  • Octávio Brandão

 

Amazonas

  • Águas de Manaus**
  • Fapeam

 

Bahia

  • Abapa

 

Ceará

  • ACI
  • Adpec
  • Gandhi
  • MPCE
  • Prefeitura de Fortaleza

 

Distrito Federal

  • Engenho

 

Espírito Santo

  • Adepes
  • Jornalismo Cooperativista

 

Goiás

  • OAB-GO
  • MPGO
  • Sincor-GO

 

Mato Grosso

  • Aprosoja MT**

 

Mato Grosso do Sul

  • Águas Guariroba
  • OCB-MS
  • Sistema Famasul
  • SRCG de Agrojornalismo

 

Minas Gerais

  • CDL/BH
  • Chico Lins
  • Corecon-MG
  • Crea-MG
  • Délio Rocha

 

Pará

  • Aimex/Danilo Remor
  • Hamilton Pinheiro
  • Sistema Fiepa

 

Paraná

  • AMOP
  • Apre Florestas**
  • Faciap**
  • Fecomércio-PR
  • Femipa
  • Ocepar
  • Sangue Bom
  • Sistema Fiep

 

Pernambuco

  • Cristina Tavares

 

Piauí

  • MPPI

 

Rio de Janeiro

  • Alexandre Adler/Sindhrio
  • Corecon-RJ
  • Firjan
  • Mobilidade Urbana
  • Secovi-Rio

 

Rio Grande do Norte

  • MPRN

 

Rio Grande do Sul

  • Amrigs
  • ARI
  • Asdep
  • Cooperativismo Gaúcho
  • Corecon-RS
  • José Lutzemberger
  • Justiça Eleitoral
  • MPRS
  • Press
  • Setcergs
  • Sindilat-RS
  • Themis

 

Rondônia

  • MPRO

 

Santa Catarina

  • ACI/OCESC**
  • CRO-SC
  • Fenabrave-SC
  • Fiesc

 

São Paulo

  • Abag/RP
  • Aceesp
  • Crosp
  • Fecomércio-SP
  • Fundação Feac

 

Internos de veículos*

  • Abril
  • Agência Estado
  • Editora Globo
  • Estadão
  • Folha
  • RBS
  • Zero Hora

* Não são considerados nos rankings de veículos de grupos de comunicação.
** Premiações incluídas nesta edição do Ranking.

Ranking 2025: Como foram definidos os +Premiados da Imprensa Brasileira?

Criado para reconhecer o trabalho de excelência de jornalistas, veículos e grupos de comunicação brasileiros, a partir dos prêmios por eles conquistados, o Ranking +Premiados da Imprensa Brasileira chega à sua 15ª edição com números impressionantes. São 214 prêmios analisados, entre iniciativas internas de veículos, locais, regionais, nacionais e internacionais. Desde 1941, ano em que se tem conhecimento do primeiro prêmio conquistado por um jornalista brasileiro, já foram 11.732 profissionais reconhecidos pelos seus trabalhos. Juntos, eles representam 1.325 veículos, que integram algumas centenas de grupos de comunicação por todo o País.

Mas como chegamos a estes números?

Pela metodologia aplicada desde a primeira edição do Ranking, em 2011, as premiações analisadas são categorizadas de acordo com suas amplitudes temáticas e geográficas. Quanto mais ampla e abrangente for a possibilidade de participar de uma iniciativa, mais pontos ela renderá ao jornalista premiado. “O sistema de pontos, se não é perfeito, é extremamente justo e orientado pelo desafio de dar objetividade a algo tão subjetivo como o valor intrínseco que a conquista de um prêmio tem para alguém”, explica o coordenador da pesquisa Fernando Soares.

No formato adotado, o Ranking atribui de 10 a 100 pontos para cada prêmio vencido por jornalistas e seus veículos. Como não há um critério padrão de reconhecimento a ser seguido pelas premiações, menções honrosas e eventuais prêmios para 2º e 3º colocados não são considerados pela pesquisa.

No caso dos profissionais, esses pontos são computados na totalidade para conquistas individuais, e pela metade para trabalhos em equipe. Já para veículos e grupos cada conquista é única e integral, independentemente da quantidade de profissionais da equipe que conquistaram o prêmio.

Ao ser cadastrada na pesquisa, uma premiação é classificada levando em consideração os seguintes aspectos:

Geográfico

  • Global: Concorrem com profissionais de todo o mundo;
  • Continental: Iniciativas destinadas ao jornalismo nas Américas;
  • Nacional: Concorrem profissionais de todo o País;
  • Regional: Destinada a premiações divididas por regiões brasileiras;
  • Local: Iniciativas estaduais, municipais ou microrregionais dentro de um único estado;
  • Interno: Premiações de veículos ou grupos de Comunicação.

Temático:

  • Geral: Premiações e homenagens que não fazem distinção de tema;
  • Específica: Premiações e homenagens direcionadas a determinadas editorias (Economia, Meio Ambiente, Política etc.);
  • Institucional: Premiações e homenagens com foco em temas pré-determinados por entidades e empresas organizadoras, que se beneficiam diretamente do assunto abordado;

Por seu valor histórico para o jornalismo brasileiro, os prêmios Esso e Embratel são os únicos que contam com pontuações específicas e próprias, mas que também levam em consideração as divisões geográficas e temáticas.

A pontuação é definida a partir do cruzamento das subdivisões em que cada categoria de um prêmio se encaixa, como mostra a tabela abaixo. Vale destacar que um mesmo prêmio pode ter categorias em mais de uma classe de pontos. Um exemplo é o próprio Prêmio Esso, que se notabilizou por reconhecer, além de reportagens nacionais de temática geral, trabalhos divididos por temáticas, como o prêmio de Informação Econômica (Nacional/Específica) ou pelas regiões do Brasil (Regional/Geral).

Mulheres ampliam hegemonia no histórico dos +Premiados Jornalistas do Ano

+Premiada Jornalista de 2025, Mariama Correia tornou-se a nona mulher a liderar uma edição do Ranking. Nas 14 edições anteriores, elas foram as +Premiadas do Ano em oito oportunidades, inclusive dividindo a liderança em duas edições: 2011, com Cátia Toffoletto e Mônica Bergamo, e em 2016, com Eliane Brum e Natália Viana. Já os homens estiveram à frente em seis oportunidades, também com um empate em uma edição, em 2015, com Dida Sampaio e Domingos Peixoto.

No total, 16 jornalistas já lideraram o levantamento anual, sendo que apenas duas jornalistas conseguiram alcançar esse feito em mais de uma oportunidade: Eliane Brum, em 2016 e 2021, e Patrícia Campos Mello, única a conseguir o bicampeonato consecutivo, em 2019 e 2020.

Ao liderar esta edição da pesquisa, Mariama também se tornou a segunda representante da Agência Pública a atingir tal feito. A primeira havia sido justamente Natalia Viana, cofundadora e diretora executiva da publicação, em 2016.

Confira a relação completa dos +Premiados Jornalistas do Ano na tabela a seguir:

Ano (*) Jornalista Veículo Pontos
2011 (65) Cátia Toffoletto CBN 135
Mônica Bergamo Folha de S.Paulo
2012 (94) Miriam Leitão Grupo Globo 225
2013 (116) Humberto Trezzi Zero Hora 145
2014 (128) Dimmi Amora Folha de S.Paulo 205
2015 (136) Dida Sampaio O Estado de S.Paulo 135
Domingos Peixoto O Globo
2016 (150) Eliane Brum El País Brasil 137,5
Natalia Viana Agência Pública
2017 (154) Dorrit Harazim Piauí / O Globo 100
2018 (161) Fernando Rodrigues Poder 360 100
2019 (166) Patrícia Campos Mello Folha de S.Paulo 145
2020 (170) Patrícia Campos Mello Folha de S.Paulo 150
2021 (178) Eliane Brum El País Brasil 160
2022 (183) Cleber Moletta Rádio Cultura Guarapuava 105
2023 (190) Marcia Foletto O Globo 190
2024 (200) Lalo de Almeida Folha de S.Paulo 162,5
2025 (214) Mariama Correia Agência Pública 127,5
(*Número de premiações analisadas)

+Premiados Jornalistas do Ano 2025 – Região Centro-Oeste

Ranking dos +Premiados da Imprensa circulará em janeiro, em edição especial unificada
Posição Pontos Prêmios Nome Nacional
72,5 2 Idiana Tomazelli 23º
70 2 Flavia Peixoto Cardoso 24º
65 2 Fernanda Diniz 30º
60 1 Breno Esaki 50º
60 1 Vinicius Valfré 50º
55 2 Lilian Tahan 67º
50 2 Basilia Rodrigues 73º
50 2 Pollyana Araújo 73º
40 1 Luiz Vassalo 91º
10º 37,5 1 Ed Wanderley 93º
10º 37,5 1 João Canizares 93º
10º 37,5 1 Rubens Valente 93º
10º 37,5 1 Thiago Domenici 93º
14º 35 1 Adriano Faria 108º
14º 35 1 Fernanda Strickland 108º
14º 35 1 Luiz Felipe Fernandes Neves 108º
14º 35 1 Marcos Maluf 108º
14º 35 1 Paloma Alessio Oliveto 108º
14º 35 1 Thais Barcellos 108º
20º 30 1 Ana Dubeux 162º
20º 30 1 Caio Sales 162º
20º 30 1 Cristiano Mariz 162º
20º 30 1 Diogo Andre 162º
20º 30 1 Eduardo Gonçalves 162º
20º 30 2 Endrio Ribeiro da Silva Francescon 162º
20º 30 1 Erica Montenegro 162º
20º 30 1 Gabriel Lucas 162º
20º 30 1 Gui Prímola 162º
20º 30 1 Italo Ridney 162º
20º 30 1 Jessica Valença 162º
20º 30 1 Juliana Garcês 162º
20º 30 1 Lygia Lyra 162º
20º 30 1 Marcia Delgado 162º
20º 30 1 Michael Melo 162º
20º 30 2 Michelly Perez 162º
20º 30 1 Olivia Meireles 162º
20º 30 1 Otto Valle 162º
20º 30 1 Saulo Marques 162º
39º 25 1 Barbara Lins 229º
39º 25 1 Carolina Brigido 229º
39º 25 1 Deivid de Souza Santos 229º
39º 25 1 Giovana Alves 229º
39º 25 2 Graziela Rezende Macedo 229º
39º 25 1 Rodrigo Orengo 229º
39º 25 2 Thalya Godoy 229º
39º 25 1 Valter Lima 229º
39º 25 1 Yvna Sousa 229º
48º 22,5 1 Pedro Ladeira 297º
49º 17,5 1 Adelgecio Costa 300º
49º 17,5 1 Carina Dourado Rodrigues 300º
49º 17,5 1 Edna Simão 300º
49º 17,5 1 Gabriel Shinohara 300º
49º 17,5 1 Manuel Mateus Marçal 300º
49º 17,5 1 Marcio Stuckert 300º
49º 17,5 1 Melissa Maria de Oliveira Duarte 300º
49º 17,5 1 Patricia Araújo 300º
49º 17,5 1 Rafael Calado 300º
49º 17,5 1 Sigmar Gonçalves 300º
49º 17,5 1 Tacio Lorran 300º
49º 17,5 1 Vinicius Rangel do Nascimento Rocha 300º
61º 15 1 Afonso Ferreira 354º
61º 15 1 Carlos Guilherme 354º
61º 15 1 Carmen de Souza 354º
61º 15 1 Crislaine Molossi 354º
61º 15 1 Deborah Jeronimo Marques 354º
61º 15 1 Elisangela Pereira de Oliveira 354º
61º 15 1 Geovanna Albuquerque Torquato Cavalcante 354º
61º 15 1 Glaucea Regina Vaccari Franco 354º
61º 15 1 João Carlos da Silva de Castro 354º
61º 15 1 Leandro Agostini 354º
61º 15 1 Leandro de Castro Oliveira 354º
61º 15 1 Leandro Veloso Balbino 354º
61º 15 1 Lukas Barbosa Soares 354º
61º 15 1 Paulo Henrique dos Santos 354º
61º 15 1 Pedro Dias Silvestre 354º
61º 15 1 Rodrigo Nascimento 354º
61º 15 1 Viviane Elisa Petroli 354º
61º 15 1 Wesley da Silva Costa 354º
61º 10 1 Gabriel Hirabahasi 502º
80º 5 1 Fabio Serapião 609º

+Premiados Jornalistas do Ano 2025 – Região Sudeste

Ranking dos +Premiados da Imprensa circulará em janeiro, em edição especial unificada
Posição Pontos Prêmios Nome Nacional
127,5 4 Mariama Correia
105 2 Caco Barcellos
102,5 3 Amanda Audi
102,5 3 Bianca Muniz
102,5 3 Bruno Fonseca
102,5 3 Danilo Queiroz
102,5 3 Matheus Pigozzi
102,5 3 Rafael Custodio
102,5 3 Rafael de Souza Oliveira
10º 100 1 Natalia Viana 11º
11º 90 1 Patricia Campos Mello 12º
12º 85 1 Juliana Dal Piva 13º
13º 80 1 Fabio Alarico Teixeira 15º
13º 80 1 Marcelo Maragni 15º
15º 75 3 Bruno Pinheiro Faustino 17º
15º 75 1 Ester Pinheiro 17º
15º 75 1 José Hamilton Ribeiro 17º
15º 75 1 Karla Mendes 17º
15º 75 2 Rafael Soares 17º
20º 70 2 Fabio Leite 24º
20º 70 2 Rebecca Crepaldi 24º
22º 65 2 Ana Alice de Lima 30º
22º 65 2 Babak Fakhamzadeh 30º
22º 65 2 Bruno Penteado 30º
22º 65 2 Catarina Bessel 30º
22º 65 1 Daniela Arbex 30º
22º 65 2 Darlene Dalto 30º
22º 65 2 Ester Nascimento 30º
22º 65 2 Ethieny Karen 30º
22º 65 2 Leandro Aguiar 30º
22º 65 2 Leticia Gouveia 30º
22º 65 2 Lorena Morgana 30º
22º 65 2 Marina Dias 30º
22º 65 2 Matheus Santino 30º
22º 65 2 Patricia Junqueira 30º
22º 65 2 Pedro Ezequiel 30º
22º 65 2 Raphaela Ribeiro 30º
22º 65 2 Raquel Okamura 30º
22º 65 2 Renata Cons 30º
22º 65 2 Romeu Loreto 30º
41º 60 1 Alzira Rodrigues 50º
41º 60 1 Antônio Carlos Fon 50º
41º 60 1 Carlos Alberto Sardenberg 50º
41º 60 1 Demetrio Costa 50º
41º 60 1 Dorrit Harazim 50º
41º 60 1 Fausto Macedo 50º
41º 60 1 Marcia Foletto 50º
41º 60 1 Mino Carta 50º
41º 60 1 Miriam Leitão 50º
41º 60 1 Ricardo Kotscho 50º
41º 60 1 Sergio Ramalho Araujo 50º
52º 57,5 3 Lalo de Almeida 66º
53º 55 2 Daniel Emmendoerfer de Castro 67º
53º 55 2 Gustavo Simon 67º
53º 55 2 Magê Flores 67º
53º 55 2 Raphael Concli 67º
57º 50 1 Carlos de Lannoy 73º
57º 50 1 Domingos Rodrigues Peixoto 73º
57º 50 1 Luis Felipe Azevedo 73º
57º 50 1 Roberta de Souza 73º
57º 50 1 Vitor Hugo Brandalise 73º
57º 50 1 William Cardoso 73º
63º 47,5 2 Drauzio Varella 86º
64º 45 1 Reinaldo Azevedo 87º
65º 42,5 2 Monica Pretto Reolom 89º
66º 37,5 1 Ana Carolina Amaral 93º
66º 37,5 1 Ana Luísa D’maschio 93º
66º 37,5 1 André Uzêda 93º
66º 37,5 1 Caio de Freitas 93º
66º 37,5 1 Gabriel Gama 93º
66º 37,5 1 Giovana Girardi 93º
66º 37,5 1 José Cícero da Silva 93º
66º 37,5 1 Ruam Oliveira 93º
74º 35 1 Adriana de Brito Cotias 108º
74º 35 1 Ariane Guerreiro 108º
74º 35 2 Artur Rodrigues 108º
74º 35 1 Bruno Alfano 108º
74º 35 1 Circe Bonatelli 108º
74º 35 1 Daiana Garbin 108º
74º 35 1 Dione Alves 108º
74º 35 1 Elizabeth Oliveira 108º
74º 35 1 Fabio Trindade 108º
74º 35 1 Fernando Miragaya 108º
74º 35 1 Flavia Moraes Moreira Barros 108º
74º 35 1 Henrique Mattede 108º
74º 35 1 Katia Simões 108º
74º 35 1 Luciana Lancellotti 108º
74º 35 1 Luiza Lanza 108º
74º 35 1 Marcio Campos 108º
74º 35 1 Mariana Iwakura 108º
74º 35 1 Matheus de Paula 108º
74º 35 1 Matheus de Souza 108º
74º 35 1 Nubya Mara da Silva Oliveira 108º
74º 35 1 Paulo Gratão 108º
74º 35 1 Pedro Pannunzio 108º
74º 35 1 Priscila Mengue 108º
74º 35 1 Rafael Battaglia Popp 108º
74º 35 1 Soraia Abreu Pedrozo 108º
74º 35 1 Vitor Matsubara 108º
100º 32,5 3 Gabriel Rodrigues 161º
101º 30 1 Aisamaque de Souza 162º
101º 30 1 Alexandre Speitzzer 162º
101º 30 1 Aline Feltrin 162º
101º 30 1 Aline Midlej 162º
101º 30 2 Andre Hernan 162º
101º 30 1 Beatriz Drague Ramos 162º
101º 30 1 Boris Feldman 162º
101º 30 1 Bruno Amorim 162º
101º 30 1 Camila Aguiar 162º
101º 30 1 Carlos Juliano Barros 162º
101º 30 1 Carolina Apple 162º
101º 30 1 Cesar Tralli 162º
101º 30 1 Chloé Pinheiro 162º
101º 30 1 Cibele Lima 162º
101º 30 1 Claudia Collucci 162º
101º 30 1 Diego Rainho 162º
101º 30 1 Edilene Lopes 162º
101º 30 1 Fernando Calmon 162º
101º 30 1 Fernando Nakagawa 162º
101º 30 1 Flavio Lordello 162º
101º 30 1 Gabriela Moncau 162º
101º 30 1 Gabriela Peres 162º
101º 30 1 Gustavo Lustosa 162º
101º 30 1 Henrique Picarelli 162º
101º 30 1 Igor Dutra 162º
101º 30 1 Iolanda Depizzol 162º
101º 30 1 Isabel Harari 162º
101º 30 1 Isabela Gaia 162º
101º 30 1 Jéssica Antunes 162º
101º 30 1 Julia Duailib 162º
101º 30 1 Karina Simões 162º
101º 30 1 Kelly Godoy 162º
101º 30 1 Marco Antônio Vieira 162º
101º 30 1 Marion Lemonnier 162º
101º 30 1 Matheus Stone 162º
101º 30 1 Monyse Ravena 162º
101º 30 1 Nina Fideles 162º
101º 30 1 Rafael Norton 162º
101º 30 1 Renan Porto 162º
101º 30 1 Rodrigo Freitas 162º
101º 30 1 Tatiana Solimeo 162º
101º 30 1 Veronica Goyzueta 162º
101º 30 1 Vitor Shimomura 162º
144º 25 1 Agnaldo Silva 229º
144º 25 1 Andrea Dip 229º
144º 25 1 Anna Bustamante 229º
144º 25 1 Beatriz Coelho Cesarini 229º
144º 25 1 Bianca Bortolon 229º
144º 25 1 Bruno Favero 229º
144º 25 1 Carlos Sá 229º
144º 25 1 Carolina Passos 229º
144º 25 1 Ciro Barros 229º
144º 25 1 Clarissa Levy 229º
144º 25 1 Danilo Perello 229º
144º 25 1 Felipe Gelani 229º
144º 25 1 Felipe Grinberg 229º
144º 25 2 Gabriel Rezende 229º
144º 25 1 Giampaolo Morgado Braga 229º
144º 25 1 Hudson Lessa 229º
144º 25 1 João Vitor Costa 229º
144º 25 2 José Vitor Camilo 229º
144º 25 2 Juliana Siqueira 229º
144º 25 1 Lilia Teles 229º
144º 25 1 Marcus Vincax 229º
144º 25 1 Maria Fernanda Cinini 229º
144º 25 2 Maria Irenilda Pereira 229º
144º 25 1 Mariana Reis 229º
144º 25 1 Mario Martinho 229º
144º 25 2 Milena Geovana 229º
144º 25 1 Milena Mangabeira 229º
144º 25 1 Pedro Acyr 229º
144º 25 2 Queila Ariadne 229º
144º 25 1 Rafael Galdo 229º
144º 25 2 Raissa Pedrosa 229º
144º 25 2 Raquel Penaforte 229º
144º 25 1 Renata Hirota 229º
144º 25 1 Rhenan Bartels 229º
144º 25 1 Ricardo Nogueira 229º
144º 25 1 Rute Pina 229º
144º 25 2 Tatiana Lagoa 229º
144º 25 1 Thaissa Muniz 229º
144º 25 1 Thayane Ribeiro 229º
144º 25 1 Thiago Domenici 229º
144º 25 1 Vinicius Machado 229º
185º 17,5 1 Ana Paula Pedrosa Barbosa 300º
185º 17,5 1 Andre Alaniz 300º
185º 17,5 1 Bernardo Mortimer Gomes Carneiro 300º
185º 17,5 1 Camila da Silva 300º
185º 17,5 1 Daniel Fernandes 300º
185º 17,5 1 Euclides Conceição 300º
185º 17,5 1 Felipe Neves 300º
185º 17,5 1 Gabriela Matte 300º
185º 17,5 1 Gustavo Justino 300º
185º 17,5 1 Judite Cypreste 300º
185º 17,5 1 Ketlyn Nascimento 300º
185º 17,5 1 Nunuca Vieira 300º
185º 17,5 1 Pablo Nascimento 300º
185º 17,5 1 Poliana Casemiro 300º
185º 17,5 1 Rayane Moura 300º
185º 17,5 1 Renata Ceribelli 300º
185º 17,5 1 Renato Biazzi 300º
202º 15 1 Adriano Roberto Moreira Rosa 354º
202º 15 1 Alinne Fanelli 354º
202º 15 1 Any Cometti 354º
202º 15 1 Beatriz Heleodoro Barbosa 354º
202º 15 1 Camila Buzzette 354º
202º 15 1 Carolina Alvarez 354º
202º 15 1 Everaldo Marques 354º
202º 15 1 Fernanda Pressinott 354º
202º 15 1 Fernanda Zandonadi 354º
202º 15 1 Fernando Madeira 354º
202º 15 1 Flavio Tavares 354º
202º 15 1 Heitor Moreira 354º
202º 15 2 Isadora Duarte da Silva 354º
202º 15 1 João Paulo Cappellanes 354º
202º 15 1 Julia Camim 354º
202º 15 1 Julio Huber 354º
202º 15 1 Lilian Cunha 354º
202º 15 1 Mauricio Ferreira 354º
202º 15 1 Mauricio Noriega 354º
202º 15 1 Murilo Dantas Cuzzuol 354º
202º 15 1 Nathalia Henrique 354º
202º 15 1 Oscar Ulisses 354º
202º 15 1 Paulo Vinicius Coelho 354º
202º 15 1 Rafael Esgrilis 354º
202º 15 1 Raphael Prates 354º
202º 15 1 Renata Fan 354º
202º 15 1 Rodrigo Eduardo 354º
202º 15 1 Thalita de Souza 354º
202º 15 1 Theo Ruprecht 354º
202º 15 1 Ulisses Costa 354º
202º 15 1 Vilson Smanhoto 354º
233º 12,5 1 Gabriel Rodrigues 476º
233º 12,5 1 Guilherme Ramos 476º
233º 12,5 2 Irapuan Campos 476º
233º 12,5 2 Kleber Bonjoan 476º
233º 12,5 2 Rubens Fernando Alencar 476º
238º 10 1 Bruna Camargo 502º
238º 10 1 Cicero Cotrim 502º
238º 10 1 Cyinthia Decloedt 502º
238º 10 1 Daniel Galvão 502º
238º 10 1 Denise Luna 502º
238º 10 1 Paula Bulka Durães 502º
238º 10 2 Tiago Cardoso 502º
245º 7,5 1 Adriana Caccese de Matos 510º
245º 7,5 1 Ana Beatriz Almeida 510º
245º 7,5 1 Andreza Danielle Brito Vaz de Melo Sá 510º
245º 7,5 1 Breno Rodrigues da Silva 510º
245º 7,5 1 Cleyton Vilarino 510º
245º 7,5 1 David Loureiro 510º
245º 7,5 1 Denver Oliveira 510º
245º 7,5 1 Edson Alves 510º
245º 7,5 1 Edson Sales 510º
245º 7,5 1 Estevan Muniz 510º
245º 7,5 1 Evandro Zanitti 510º
245º 7,5 1 Fabiano de Vito 510º
245º 7,5 1 Gabriel Baldocchi 510º
245º 7,5 1 Geraldo Ramos 510º
245º 7,5 1 Gustavo Queirolo 510º
245º 7,5 1 Helvio Avelar 510º
245º 7,5 1 Ivana Fonseca 510º
245º 7,5 1 Jefferson Silveira 510º
245º 7,5 1 João Teixeira Junior 510º
245º 7,5 1 João Victor Neo 510º
245º 7,5 1 Juliana Pereira 510º
245º 7,5 1 Juliano Machado 510º
245º 7,5 1 Karlon Aredes 510º
245º 7,5 1 Marcos Fantin 510º
245º 7,5 1 Mayara Paixão 510º
245º 7,5 1 Michelyne Kubitschek 510º
245º 7,5 1 Otavio Valle 510º
245º 7,5 1 Rodrigo Beleza 510º
245º 7,5 1 Rose Braga 510º
245º 7,5 1 Rudah Freire 510º
245º 7,5 1 Ruleandson do Carmo Cruz 510º
245º 7,5 1 Simon Nascimento 510º
245º 7,5 1 Tiago Eltz 510º
245º 7,5 1 William Félix 510º
279º 5 1 Ana Luiza Albuquerque 609º
279º 5 1 Bruno Xavier 609º
279º 5 1 Carlos Petrocilo 609º
279º 5 1 Caroline Aragaki 609º
279º 5 1 Celia Froufe 609º
279º 5 1 Fernando Canzian 609º
279º 5 1 Flavio Ferreira 609º
279º 5 1 Glenn Greenwald 609º
279º 5 1 Guilherme Genestreti 609º
279º 5 1 Henrique Santana 609º
279º 5 1 João Montanaro 609º
279º 5 1 Leonardo Cesar Ribeiro 609º
279º 5 1 Luciana Coelho 609º
279º 5 1 Marcio Freitas 609º
279º 5 1 Maria Regina Silva 609º
279º 5 1 Mariana Zylberkan 609º
279º 5 1 Monica Bergamo 609º
279º 5 1 Nicollas Witzel 609º
279º 5 1 Pedro S. Teixeira 609º
279º 5 1 Renata Nunes Cesar 609º
279º 5 1 Silvia Rodrigues 609º
279º 5 1 Thea Severino 609º

+Premiados Jornalistas do Ano 2025 – Região Sul

Ranking dos +Premiados da Imprensa circulará em janeiro, em edição especial unificada
Posição Pontos Prêmios Nome Nacional
85 2 Andre Lux 13º
70 2 Pedro Nakamura 24º
70 2 Rodrigo Alcantara Dávila 24º
60 3 Silvia Lisboa 50º
50 2 Fabiana Reinholz 73º
50 1 Fabio Bispo 73º
50 1 Mateus Bruxel 73º
37,5 1 Gregorio Mascarenhas 93º
35 1 Ari Schneider 108º
35 1 Diego Berlitz 108º
35 2 Dulcineia Novaes 108º
35 1 Fernanda Polo 108º
35 1 Gabriel Renner 108º
35 1 Gustavo Van Ondheusden 108º
35 1 Isabel Ferrari 108º
35 1 Jonathan Heckler 108º
35 1 Lucas Abati 108º
35 1 Marcela Donini 108º
35 1 Marcelo Marcos Kieling 108º
35 1 Paulo Roberto Raymundo da Rocha 108º
35 1 Ricardo Giusti 108º
35 1 Rogério Barbosa 108º
23º 30 2 Gabriel Jacobsen 162º
23º 30 2 Juliet Manfrin 162º
23º 30 3 Patrick Rodrigues 162º
23º 30 2 Roberto Martinez Duarte 162º
27º 25 1 Daniel Rodrigues 229º
27º 25 1 Fabio Carvalho 229º
27º 25 1 Gilson Camargo 229º
27º 25 1 Giorgia Bazotti 229º
27º 25 1 Helena Lucas de Oliveira 229º
27º 25 1 Jairo Christofari 229º
27º 25 1 Lenise Slawski 229º
27º 25 1 Maria Dominga Menezes 229º
27º 25 1 Maria Eduarda Petek de Figueredo 229º
27º 25 1 Nadejda Marques 229º
27º 25 1 Patricia Comunello 229º
27º 25 1 Paulo Sérgio Pinto 229º
27º 25 1 Simoni de Cassia Saris 229º
40º 22,5 2 Edson Honaiser 297º
41º 17,5 1 Daniele Alves 300º
41º 17,5 1 Eduardo Vieira Gabardo 300º
41º 17,5 1 Filipe Speck 300º
41º 17,5 1 Georgia Pelissaro dos Santos 300º
41º 17,5 1 Marco Villalobos 300º
41º 17,5 1 Milton Cougo 300º
41º 17,5 1 Rafael Lindemann 300º
41º 17,5 1 Rodrigo Oliveira 300º
41º 17,5 1 Timoteo Santos Lopes 300º
50º 15 1 Alberi Silveira dos Santos Neto 354º
50º 15 1 Ana Esteves 354º
50º 15 2 Augusto Ittner 354º
50º 15 1 Bruna Oliveira 354º
50º 15 1 Carmen Carlet 354º
50º 15 2 Ciliane Pereira 354º
50º 15 1 Edna Nunes da Silva 354º
50º 15 2 Elaine Simiano 354º
50º 15 1 Elisandra Bernal Carraro 354º
50º 15 1 Ermilo Drews Neto 354º
50º 15 1 Fabio Schaffner 354º
50º 15 1 Fernando Rogala 354º
50º 15 1 Filipe Faleiro 354º
50º 15 2 Francielly Azevedo 354º
50º 15 1 Franklin Freitas 354º
50º 15 1 Gerson Lopes 354º
50º 15 1 Giovani Grizotti 354º
50º 15 1 Grasiani Jacomini 354º
50º 15 1 Guilherme Milman 354º
50º 15 1 Henrique Cabral Rodriguez 354º
50º 15 1 Humberto Trezzi 354º
50º 15 1 Isabelle Gesualdo 354º
50º 15 1 Janiele Delquiqui 354º
50º 15 2 Jean Paulo Raupp 354º
50º 15 1 Jorge Leão 354º
50º 15 1 Josh Bitencourt 354º
50º 15 1 Joyce da Silva Carvalho 354º
50º 15 2 Julio Quadrado 354º
50º 15 1 Kelli Kadanus 354º
50º 15 1 Lorena Malucelli Pelanda 354º
50º 15 1 Marcos Andrei Meller 354º
50º 15 2 Mario Cesar Gomes 354º
50º 15 2 Mateus Castro 354º
50º 15 1 Niomar Pereira 354º
50º 15 1 Rafael Gouveia Fantin 354º
50º 15 1 Raissa Goi Borba 354º
50º 15 1 Raphael Rodrigues Ferreira da Costa 354º
50º 15 1 Reinaldo Cesar da Silva 354º
50º 15 1 Rejane Martins Pires 354º
50º 15 1 Simone Feltes 354º
50º 15 1 Valeska de Paula Macedo Sotto Maior 354º
91º 12,5 1 Ana Stobbe 476º
91º 12,5 1 Eduardo Torres 476º
91º 12,5 1 Guilherme Kolling 476º
91º 12,5 1 João Paulo Jobim Fontoura 476º
91º 12,5 1 Victoria Rodrigues 476º
96º 7,5 1 Allan Postal 510º
96º 7,5 1 Amanda Monteiro 510º
96º 7,5 1 Ana Beatriz Azevedo 510º
96º 7,5 1 Antonio Teixeira do Nascimento 510º
96º 7,5 1 Ben Ami Scopinho 510º
96º 7,5 1 Bethania Guenther 510º
96º 7,5 1 Bianca Bertoli 510º
96º 7,5 1 Bruno Moura 510º
96º 7,5 1 Clemar Malmann 510º
96º 7,5 1 Cristine Ribeiro Gallisa 510º
96º 7,5 1 Deivide Sacramento 510º
96º 7,5 1 Eduardo Branco 510º
96º 7,5 1 Edy Serpa 510º
96º 7,5 1 Eliane Muiniki 510º
96º 7,5 1 Elva Obeso 510º
96º 7,5 1 Fabiano Marangon 510º
96º 7,5 1 Felipe Alves 510º
96º 7,5 1 Flavio Bernardes 510º
96º 7,5 1 Franciele John 510º
96º 7,5 1 Gabriel Felipe da Silva 510º
96º 7,5 1 Germano Rorato 510º
96º 7,5 1 Gil Jesus da Silva 510º
96º 7,5 1 Guilherme Henrique 510º
96º 7,5 1 Hudson Souza 510º
96º 7,5 1 Ivan Neves 510º
96º 7,5 1 Jorge Vinicius Aragão Alonso Almeida 510º
96º 7,5 1 José Roberto Alves 510º
96º 7,5 1 Josimar Antônio Bagatolli 510º
96º 7,5 1 Julia Ozorio 510º
96º 7,5 1 Leandro de Lima Zanotto 510º
96º 7,5 1 Leonardo Alamini 510º
96º 7,5 1 Leticia Mendes 510º
96º 7,5 1 Livia Berbel 510º
96º 7,5 1 Luan Vosnhak 510º
96º 7,5 1 Lucas Amorelli 510º
96º 7,5 1 Lucca Fucci 510º
96º 7,5 1 Luisa Mainardes 510º
96º 7,5 1 Marcelo Campanholo 510º
96º 7,5 1 Marcelo Feble 510º
96º 7,5 1 Mariana Faraco 510º
96º 7,5 1 Mariana Kojunski Pinto 510º
96º 7,5 1 Maurício Veloso 510º
96º 7,5 1 Nestor Lichtenow 510º
96º 7,5 1 Paulo Rolemberg 510º
96º 7,5 1 Priscila Stauffer Viveros 510º
96º 7,5 1 Rafaela Moreira 510º
96º 7,5 1 Rahvi Duarte Batista 510º
96º 7,5 1 Renato Soder 510º
96º 7,5 1 Ricardo Cunha 510º
96º 7,5 1 Roberto Kloss 510º
96º 7,5 1 Rodrigo Fructuoso 510º
96º 7,5 1 Rodrigo Nenê 510º
96º 7,5 1 Talita Catie 510º
96º 7,5 1 Thais Lentz 510º
96º 7,5 1 Thiago Augusto Tessaro 510º
96º 7,5 1 Thiago Müller 510º
96º 7,5 1 Valdeci Xavier 510º
96º 7,5 1 Valeska Loureiro 510º
96º 7,5 1 Vitor Miranda 510º
96º 7,5 1 Zito Terres 510º

+Premiados Jornalistas do Ano 2025 – Região Norte

Ranking dos +Premiados da Imprensa circulará em janeiro, em edição especial unificada
Posição Pontos Prêmios Nome Nacional
105 4 Vinicius Jorge Carneiro Sassine
75 1 Lucio Flavio Pinto 17º
45 1 Cintia Magno 87º
37,5 1 Alice Martins Morais 93º
37,5 1 Vitoria Faria 93º
35 2 Katia Maria Alexandre Brasil 108º
35 1 Nicoly Ambrozio 108º
30 1 Marcela Bonfim 162º
25 1 Daniela Branches 229º
25 1 Fabia Maria Sepeda Brabo 229º
25 1 Isis Drumond 229º
12º 15 1 Alinne Sâmia Gomes 354º
12º 15 1 Andressa Ferreira 354º
12º 15 1 Bruno Elander Cavalcante Paulo 354º
12º 15 1 Cley Medeiros 354º
12º 15 1 Elderico Silva 354º
12º 15 1 Eliane Alves 354º
12º 15 1 Gilmar Miranda de Moraes Pretti 354º
12º 15 1 Gleiton Felipe Baracho 354º
12º 15 1 Ingrid Valery 354º
12º 15 1 Irya Rodrigues 354º
12º 15 1 Isabella Brasil de Pina 354º
12º 15 1 Ivan Duarte 354º
12º 15 1 Juan Vicente Diaz 354º
12º 15 1 Luzimar Bessa Pinto 354º
12º 15 1 Michell Melo 354º
12º 15 1 Nicole Gomes Pereira 354º
12º 15 1 Norma Leite 354º
12º 15 1 Orlando Pedrosa Lima Junior 354º
12º 15 1 Patrick Marques 354º
12º 15 1 Rafael Rocha 354º
12º 15 1 Ramon Azevedo de Sousa 354º
12º 15 1 Rita Pontes 354º
12º 15 1 Tayana Narcisa 354º

+Premiados Jornalistas do Ano 2025 – Região Nordeste

Ranking dos +Premiados da Imprensa circulará em janeiro, em edição especial unificada
Posição Pontos Prêmios Nome Nacional
70 2 Alice Cristiny Ferreira de Souza 24º
60 1 Ceres Marisa Silva dos Santos 50º
60 1 Diogo Braga 50º
52,5 2 Jorge Cosme 72º
50 1 Claudio Ribeiro 73º
50 1 Theyse Viana Santana 73º
42,5 2 Verena Mendonça Veloso Nascimento 89º
40 2 Mateus Dantas 91º
35 1 Ewerton Correia 108º
35 1 Karyne Lane 108º
35 1 Marina Torres 108º
35 1 Raphael Guerra 108º
35 1 Thiago Lucas 108º
14º 25 1 Ayuri Reis 229º
14º 25 1 Mateus Mota 229º
16º 20 1 Demitri Túlio Silva Araújo 299º
17º 17,5 1 Alexia Vieira 300º
17º 17,5 1 Ana Luiza Serrão 300º
17º 17,5 1 Beatriz de Castro Serra 300º
17º 17,5 1 Benjamin de Moura 300º
17º 17,5 1 Caroline Barbosa Rangel 300º
17º 17,5 1 Elaine Guimarães 300º
17º 17,5 1 Giovanna Carneiro 300º
17º 17,5 1 Gustavo Arland 300º
17º 17,5 1 Inacio França 300º
17º 17,5 1 Ingrid Coelho 300º
17º 17,5 1 Kleber Carvalho 300º
17º 17,5 1 Marília Parente 300º
17º 17,5 1 Mirla Nobre 300º
17º 17,5 1 Paloma Vargas 300º
17º 17,5 1 Rubens dos Santos Rodrigues 300º
17º 17,5 1 Samuel Eli Araújo Pimentel 300º
33º 15 1 Alecio Rodrigues 354º
33º 15 1 Cinthya Dolores Santos Maia Leite 354º
33º 15 1 Fabiana Moraes da Silva 354º
33º 15 1 José Anchieta Cardoso 354º
33º 15 1 Marcelo da Silva Gomes 354º
33º 15 1 Marcos Vinicius Freitas de Jesus 354º
33º 15 1 Sarah Dantas 354º
33º 15 1 Thea Morel 354º
33º 15 1 Vandecy Dourado 354º
42º 12,5 1 Adauto Alves 476º
42º 12,5 1 Alexsandro Oliveira de Andrade 476º
42º 12,5 1 Antônio de Sousa 476º
42º 12,5 1 Benjamim Lopes da Silva Filho 476º
42º 12,5 1 Davi Cesar Batista Soares 476º
42º 12,5 1 Fabio Lima 476º
42º 12,5 1 Fátima Sudário 476º
42º 12,5 1 Fernando Roberto da Silva Ferreira 476º
42º 12,5 1 George Lima Facundo 476º
42º 12,5 1 Iandecy Gomes de Sousa 476º
42º 12,5 1 Larissa Fernandes Bezerra de França 476º
42º 12,5 1 Lucio Flavio Arruda Pontes 476º
42º 12,5 1 Ludmyla Barros Vieira 476º
42º 12,5 1 Manuela Catalina Beltrán Leite 476º
42º 12,5 1 Ribeiro da Silva 476º
42º 12,5 1 Roberto Nascimento 476º
58º 7,5 1 Ana Paula Lima 510º
58º 7,5 1 Gabriel Oliveira Pires 510º
58º 7,5 1 Gabriela Dias Oliveira 510º
58º 7,5 1 João Luiz Santos de Souza 510º
58º 7,5 1 Maria Luiza de Carvalho Vieira 510º

Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (41)

Cena de 2001 – Uma odisseia no espaço, de Stanley Kubrick (1988)

Por Assis Ângelo

Pois é, o filho do Homem dá um beijo no Inquisidor e vai-se embora depois que a porta da prisão lhe é aberta. E vai-se com a expressa recomendação de que nunca mais retorne à Terra. Nossa Terra, nosso planetinha, que parece a tudo sobreviver engolindo seus entes. Algo como a mitológica Fênix, aquela que renasce com mais vigor das próprias cinzas.

É mais ou menos assim que finda o texto O Grande Inquisidor, contido nas páginas do extraordinário romance Os Irmãos Karamázov.

O texto aqui referido foi obra do punho mágico do escritor russo Dostoiévski, exposto pelo personagem Ivã a seu irmão religioso Aliócha.

Aliócha Karamázov é a representação cândida do Bem.

Ivã e Aliócha eram filhos imaginários da segunda mulher de Pávlovitch Karamázov.

O terceiro irmão de Ivã e Aliócha, na verdade meio-irmão, era Dmitri.

O quarto irmão, um bastardo, era Pável Smierdiakóv

Pável foi resultado de um estupro praticado pelo pai de Dmitri, Ivã e Aliócha contra uma jovem portadora de deficiência intelectual.

Curioso na obra de Fiódor Dostoiévski é que nela aparece o cotidiano russo, inclusive nomes de pessoas da sociedade do seu tempo.

No realismo explícito de Dostoiévski se acham a Injustiça, a Liberdade, o Amor, o Bem e o Mal. Já no seu primeiro livro, Gente Pobre (1846), o autor expõe as mazelas que seus olhos viam e a mente classificava.

O autor de Os Irmãos Karamázov comeu o pão que o diabo amassou. Perdeu a mãe Maria, vítima de tuberculose, quando tinha 16 anos de idade. Dois anos depois o pai, médico, Mikhail, foi assassinado por colonos que moravam na pequena fazenda da família, no interior da Rússia.

Quando o furioso inquisidor solta Jesus da prisão onde se achava, nosso mundinho já estava em pandarecos.

Não custa dizer ou lembrar a quem ainda não leu a velha Bíblia hebraica que nela se acha o anúncio do fim dos tempos, especialmente no livro Apocalipse.

Nele é narrada a vinda de guerreiros do bem e do mal. Nesse encontro terrível, o mundo acaba com o Bem, saindo vencedores as forças representadas pelo Mal.

Jesus nasceu ali pelas bandas de Belém, no tempo de Herodes e outros salafrários.

Foi ainda naquelas bandas que Jesus livrou da morte e da cegueira muita gente que nele acreditava.

A guerra do fim do mundo deverá ocorrer, segundo os crentes e estudiosos da Bíblia, ali onde ainda hoje se acha o Egito.

Armagedom é como se denomina a guerra do fim do mundo.

O Egito já foi chamado de Terra dos Cegos.

Analisando bem o que há tempos ocorre no mundo, facilmente se chegará à conclusão de que o nosso mundinho está por um fio. Na dúvida, é só olhar para Europa, África e Oriente Médio.

O físico e matemático alemão Albert Einstein (1879-1955) foi-se embora e deixou uma frase para se pensar: “Não sei com que armas a Terceira Guerra Mundial será travada, mas a Quarta Guerra Mundial será travada com paus e pedras”.

Cena de 2001 – Uma odisseia no espaço, de Stanley Kubrick (1988)

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