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sexta-feira, maio 1, 2026

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Memórias da Redação – A sigilosa cirurgia nos tempos de Collor

A história desta semana é do piauiense Antonio Epifânio Moura Reis ([email protected]), que havia algum tempo não frequentava este espaço. Ele atuou em Belo Horizonte (Diário de Minas, Diário da Tarde e Correio de Minas), Rio de Janeiro (Correio da Manhã, Última Hora e O Globo) e São Paulo, onde vive desde 1972. Na capital paulista, foi chefe da Redação da sucursal de O Globo, onde ficou quase dez anos, chegou a montar uma empresa de comunicação especializada em publicações empresariais, foi crítico de cinema do Jornal da Tarde e depois da revista VIP, e chefe de Reportagem de Política e repórter da editoria no Estadão. Passou também pela assessoria do Governo do Estado de SP, dirigiu o Diário do Comércio e foi editor de Suplementos e dos cadernos especiais no Diário de S. Paulo, de onde saiu em 2007. A sigilosa cirurgia nos tempos de Collor O início do governo Collor, em março de 1990, reacendeu, embora poucos se lembrem, a chamada “síndrome do Hospital de Base”, vigente desde que o presidente eleito Tancredo Neves fora internado em 1985, na véspera da posse, para combater infecção que acreditava curável, e deu no que deu. Como vigorava norma do Palácio do Planalto de limitar ao presidente da República o acesso ao confiável Hospital das Forças Armadas, sobrou para as demais excelências civis o poder de requisitar passagens ou velozes jatinhos para São Paulo. E ninguém perdia tempo. Repórter da editoria de Política do Estadão, participei sei lá de quantas correrias hospitalares. Inesquecível, entre outras, a entrevista coletiva do cirurgião e futuro ministro da Saúde Adib Jatene na noite do domingo em que um enfarte interrompera, à tarde, o ensolarado fim de semana do senador Antônio Carlos Magalhães em Salvador. Transportado em jatinho para São Paulo, ACM fora operado prontamente pelo dr. Jatene e sua equipe no Hospital das Clínicas. Impecável em seu jaleco branco e gravata fina, pouco mais de uma hora depois de concluir a cirurgia, o médico impôs ordem ao grupo de repórteres reunido numa sala do hospital, que se divertia diante de um coração esverdeado, esculpido em madeira, quase do tamanho de um barril de chope, depositado solenemente por um enfermeiro em cima de grande mesa branca. Calmo, seguro, professoral, dr. Jatene retirou do coração de madeira, por  portinholas abertas a leves toques de dedo, finos tubos coloridos de plástico e explicou, sem economia de termos técnicos, o estado deplorável das artérias do senador baiano e como colocou tudo em ordem. Ao final, pelo que me lembro, de cerca de meia hora de exposição, colocou-se à disposição para esclarecer eventuais dúvidas. O silêncio um tanto constrangedor foi quebrado por perguntas circunscritas à previsão de alta, tempo de recuperação e retorno do senador às suas atividades parlamentares. Todos entendemos que o cacique da política baiana sofrera grave enfarte, fora operado eficientemente e por certo viveria mais alguns anos, o que de fato aconteceu. As internações de políticos nos rápidos tempos de Collor quase se tornaram pauta permanente desde que, no anedótico 1º de abril – 15 dias depois da posse –, o ministro da Educação Carlos Chiarelli foi trazido às pressas com diagnóstico de síncope cardíaca mas, curiosamente, operado no Hospital São Paulo de diverticulite, a famosa inflamação que atacara dr. Tancredo. Ao visitar o colega ministro, o chefe do Gabinete Militar, general Agenor Homem de Carvalho, sofreu aguda crise renal e se tornou o segundo homem do primeiro escalão do governo Collor a se internar ali mesmo, sem demora. O terceiro foi um pouco mais complicado, ou divertido, conforme o jeito de lembrar os fatos, que começaram num início de tarde da última semana do movimentado abril. A sucursal de Brasília agitou a editoria de Política com a informação, exclusiva pelo menos até aquele momento, de que o embaixador Marcos Coimbra, secretário-geral da Presidência e cunhado de Collor, estava internado no Hospital Albert Einstein. Minuciosos, os coleguinhas descobriram o número do apartamento e que o embaixador tinha como acompanhantes a mulher Leda e a cunhada Ana Luísa, irmãs do presidente. E não esqueceram o alerta quanto à fundamental diferença em relação aos casos anteriores: absoluto sigilo do governo. Oficialmente, o Palácio do Planalto não confirmava, o hospital negava e as irmãs Collor disfarçavam a voz ao telefone. O estranho comportamento em tempos de democracia restaurada reforçava a suposição de grave problema de saúde do mais próximo, influente e poderoso integrante da cúpula do primeiro presidente eleito pelo voto popular em 30 anos. Como conhecia o diplomata (embora em grau insuficiente para me apresentar como amigo) desde os anos 1960 no Itamaraty, com reencontro na campanha eleitoral – conselheiro e responsável pela agenda do cunhado candidato, Coimbra participou da definição e execução da estratégia de marketing, ao lado do filho Marcos Antônio, do Instituto Vox Populi –, fui escalado. E parti para o Morumbi com o Plano A de tentar chegar direto ao apartamento do embaixador. Ajustei a gravata, abotoei o paletó e, esperando não encontrar casualmente algum conhecido da assessoria de imprensa, atravessei o amplo e requintado salão de entrada do hospital e fui calmamente para os elevadores. Mas um halterofilista de terno escuro me abordou e avisou que deveria passar antes na recepção. Observei outros quatro ou cinco óbvios seguranças vindos de Brasília, que tentavam disfarçar andando nas laterais do salão. O contingente exagerado de “homens de preto” no hospital, induzia a uma só percepção: a coisa estava realmente preta. Caminhei devagar até o balcão e me apresentei à recepcionista como visitante. Informei o nome do paciente, Marcos Antônio Coimbra, o número do apartamento e a condição de amigo. Ela examinou fingiu olhar a lista de pacientes, levantou-se em silêncio e usou um telefone do outro lado do balcão, desprezando uns três ou quatro aparelhos à sua frente. Voltou visivelmente nervosa e afirmou que não havia paciente com aquele nome, indícios definitivos de que que a coisa estava muito mais do que preta. Percebi naquele instante, por acaso e sorte, que a porta de um dos elevadores se abriu e reconheci Leda Collor entre as pessoas que saiam. Caminhei rápido em sua direção e a saudei em voz alta: – Boa tarde, dona Leda! A irmã do presidente parou surpresa e ganhei tempo suficiente para me aproximar e perguntar em voz baixa: – Como está o embaixador? Ela continuou parada me olhando por algum tempo, poucos segundos certamente, mas com efeito de longos minutos, e murmurou autoritária: – Quem é o senhor? Este é um assunto delicado e particular. Murmurei de volta: repórter do jornal O Estado de S. Paulo. E contribuí para aumentar a ira da primeira irmã com algo como “desculpe, senhora, mas o secretário-geral da Presidência da República não é assunto particular e delicado, em hospital, significa estado grave”. Não sei até que ponto ela ouviu minha frase, pois me virou as costas, passou em frente às portas fechadas dos elevadores e desapareceu no primeiro corredor, seguida pelo atlético homem de preto. Meu Plano A estava liquidado. Voltei para a recepção com o único e inevitável Plano B: a carteirinha funcional e o pedido para falar com a direção do hospital. A recepcionista retornou ao telefone distante, conversou rapidamente e, tensão no olhar, disse que eu seria atendido pela assessoria de imprensa. Estranhamente, em poucos minutos – e tudo era estranho naquela tarde no conceituado hospital – apresentou-se um desconhecido engravatado, de uns 30 anos, sem gestual de assessor der imprensa, e me comunicou que, segundo normas éticas, o hospital nada poderia informar sem permissão da família, que considerava o assunto particular. E recomendou que me retirasse. Forcei um sorriso de desafio, repeti que nada referente à Presidência da República era assunto particular, que ocorria de fato tentativa de censura , que ele se lembrasse que o Estadão enfrentara a censura do regime militar e que eu não sairia de lá sem informação. E insisti em falar com o embaixador Marcos Coimbra. Ele se afastou, liguei para a redação de um dos orelhões na parede e fiz o que poderia fazer: esperei junto ao balcão da recepção, sob olhares menos aflitos e até certo sorriso da recepcionista e vigilância dos homens de preto. E ouvi, em poucos minutos, barulho de pneus “cantando”, vozes e movimentação dos homens de preto, indicativos de que a exclusividade da informação da sucursal de Brasília também naufragara. A turma estava chegando: equipes dos canais de televisão, com cinegrafista, câmera enorme, “paus de luz”, microfones e quilômetros de fios; os não menos barulhentos repórteres de rádios e os cada vez mais bonitos grupos de mulheres jovens que se tornavam maioria nas redações. A situação se aproximou rapidamente de animada festa até que, sem demora,  apresentaram-se dois reais assessores de imprensa com anúncio de entrevista coletiva. E se esforçaram para por ordem no salão. O porta-voz do hospital não se abalou com as luzes fortes nem com a quantidade de microfones, gravadores e das mãos que os seguravam muito próximo a seu rosto: explicou, pausadamente, que o embaixador Marcos Coimbra fora operado na véspera pelo cirurgião Victor Strassmann para “debelar inflamação” que o afligia havia uma semana em Brasília. “Mineiro discreto”, acentuou o porta-voz, Coimbra preferiu manter a internação em sigilo. Mas, “em respeito à liberdade de imprensa”, autorizou aquela entrevista. Explicou que o procedimento cirúrgico, “muito simples”, consistira na extração de três pequenos furúnculos em torno de pelos encravados na região da virilha esquerda, “seguida de sutura e limpeza da área infectada”. E informou que o paciente teria alta no dia seguinte, poderia voltar para Brasília e retomar suas atividades. Um dos repórteres de televisão se destacou: – Então, doutor, o embaixador foi operado de pente… Não terminou a frase, interrompido por gargalhada, também coletiva, que incluiu boa parte dos que se encontravam no grande salão do hospital e acompanhava, curiosa, a entrevista. Ouvi em seguida, pelo orelhão pregado na parede, idêntica reação, ao informar a redação as reveladas razões do sigilo imposto pela família presidencial. Ou, na moderna linguagem dos jornais: suposto temor do diplomata secretário-geral da Presidência da República, sua mulher, a cunhada e, supostamente, o cunhado presidente, a respeito de supostos arranhões na dignidade governamental provocados pela divulgação da viagem a São Paulo e internação hospitalar para prosaica da extração de pelos encravados. A edição do dia seguinte do Estadão incluiu matéria em duas colunas, assinada – o encontro casual do recorte reavivou a memória e permitiu este relato, mais de 23 anos depois –, em que obedeci ordem de evitar termos chulos, categoria em que os dicionários incluem os pentelhos. 

Prêmio Abracopel abre inscrições para sua oitava edição

Já estão abertas as inscrições para a oitava edição do Prêmio Abracopel de Jornalismo, promovido pela Associação Brasileira de Conscientização para o Perigos da Eletricidade. O tema este ano é segurança nas instalações elétricas. Podem concorrer autores de matérias veiculadas entre 12 de setembro de 2012 e 31 de julho de 2013, nas categorias profissionais Mídia Impressa – Jornal, Mídia Impressa – Revista, Mídia Eletrônica – Rádio e Mídia Eletrônica – TV; ou nas categorias abertas Mídia Digital – Internet vídeo, Mídia Digital – Internet áudio, Mídia Digital – Internet texto, Mídia Digital ou Impressa – Empresarial ou Institucional, e Artigo Técnico. Os vencedores receberão troféu e os finalistas, certificados, medalhas de participação e menções honrosas, além de prêmios oferecidos pelos patrocinadores, que serão informados oportunamente. Regulamento e inscrições no site da associação.

Autoesporte promove editores e extingue posto de redator-chefe

A revista Autoesporte vem promovendo uma série de ajustes em sua equipe após a saída, em dezembro, de seu redator-chefe Glauco Lucena, hoje gerente de Imprensa da Chrysler. Na nova estrutura, foram promovidos os editores Alberto Cataldi e Júlio Cabral, e o editor-assistente Leandro Alvares, ao posto de editores multiplataforma, e redistribuídas as funções que eram de Lucena, além de agregar outras novas. “A hierarquia foi horizontalizada e eles passam a atender a uma nova nomenclatura, que faz mais sentido levando em conta o impresso e os canais digitais da publicação”, explica o diretor de Redação Marcus Vinicius Gasques. “A ideia é tratar produção de conteúdo como única, sem distinção entre digital e impresso, evitando retrabalho e explorando da melhor forma as características de cada canal”. Outra promoção foi a de Gustavo Maffei, que já respondia pela equipe de Arte e passa a ser editor multiplataforma de Design. Oriundo do programa de estágio da Editora Globo, Guilherme Blanco Muniz foi efetivado e passa a integrar o time de reportagem, que em breve passará a contar também com o reforço de Alexandre Izo, colaborador da AE já há alguns anos.

Mariana Schreiber deixa a Folha para atuar na BBC, em Londres

Repórter de Economia da sucursal da Folha de S.Paulo em Brasília, Mariana Schreiber deixou o jornal em 17/1 e viaja esta semana para Londres, onde atuará na equipe da BBC Brasil. Vinda da capital paulista, Mariana estava na Folha havia quase quatro anos. Para substituí-la, chegou Sofia Fernandes, que já havia trabalhado no jornal e  vem de um ano e meio no Canadá. 

Orbitalab estimula empreendedorismo em evento na Campus Party Brasil

A Orbitalab realiza de 28 a 31/1, dentro da Campus Party Brasil, no Anhembi, em São Paulo, a desconferência StartupMediaBrasil (SMBR), cuja missão é estimular o empreendedorismo entre jovens jornalistas e acelerar a inovação na área de Comunicação e Mídia. Serão dois dias de painéis, quatro de oficinas, uma hackathon (maratona de hackers, programadores, desenvolvedores e inventores em geral) e uma maratona de negócios de mídia. A Orbitalab foi idealizada por Adriana Garcia, que forma equipe com Cristina Zahar, Patricia De Cia e Leandro Beguoci. Aos participantes do SMBR será fornecido um certificado de participação (28 horas de atividades). Como o evento acontecerá no Startup&Makers Camp, na Open Campus, a entrada é gratuita. Os estudantes podem se inscrever também na hackathon e na maratona de negócios. Para esta última, é preciso comprar o ingresso de campuseiro, que custa R$ 300 e dá direito a mentoria do Sebrae na Arena, a parte fechada da Campus. A ação tem apoio da Abraji, que ali lançará o Data Journalism Handbook e fará coleta de dados sobre educação na noite de 28 de janeiro. Estudantes interessados em trabalhar como voluntários na cobertura do evento nos dias 30 e 31/1 receberão mentoria do Orbitalab e um passe livre para acompanhar toda a programação restante. Interessados nas áreas de vídeo, produção, texto e social media podem mandar currículo para [email protected] até 24/1 (6ª.feira).

Grupos 2013

Jornalismo da TV Gazeta (SP) ganha espaço e novo visual

Na próxima 2ª.feira (27/1) o Jornalismo da TV Gazeta (Fundação Cásper Líbero/SP) terá mais espaço na programação e mudança visual. Além do Jornal da Gazeta, carro-chefe do Jornalismo, apresentado por Stella Gontijo e Gabriel Cruz, que vai ao ar das 19h às 20h, dois outros produtos ganham mais tempo: o compacto Gazeta News, que passa de dez para 15 minutos, das 17h45 às 18h; e a segunda edição do Jornal da Gazeta, hoje com 20 minutos, passa a ter meia-hora, das 22h às 22h30, agora com dupla de apresentadores: Juliana Verboonen e Laerte Vieira. “É mais uma etapa no projeto de transformar a TV Gazeta numa emissora essencialmente paulista”, diz Dácio Nitrini, diretor de Jornalismo da casa. “Logotipo, vinhetas e cenários novos, com foco central na imagem ao vivo da avenida Paulista, ao fundo, também vão reforçar visualmente a atenção editorial que o Jornalismo da TV Gazeta dá às informações de interesse direto dos moradores de São Paulo”.

Globo, RBS e Folha são os mais premiados grupos de comunicação do Brasil

Pelo terceiro ano consecutivo, desde o lançamento do Ranking Jornalistas&Cia, Organizações Globo e Grupo RBS são os Mais Premiados Grupos de Comunicação do Brasil. Com 27.650 e 15.485 pontos, respectivamente, as empresas das famílias Marinho e Sirostky foram primeiro e segundo colocados, tendo desta vez um novo companheiro no terceiro lugar do pódio: o Grupo Folha, que, com 10.750 pontos, ultrapassou os Diários Associados, agora na quarta colocação, com 9.910 pontos. Colado, na quinta posição, aparece com 9.620 pontos o Grupo Estado, que manteve boa vantagem para a Editora Abril, sexta colocada, com 6.295 pontos. Nono colocado no ano passado, o Grupo Bandeirantes contou principalmente com o bom desempenho de suas emissoras de rádio para subir duas posições e chegar ao sétimo lugar, com 6.080 pontos. Na oitava posição outro grupo com sede em São Paulo, o Record, que embora tenha perdido os pontos do jornal mineiro Hoje em Dia, cujo controle vendeu no ano passado, avançou de 4.890 pontos, em 2012, para 5.090 pontos, em 2013. O Jornal do Brasil ficou na nona posição, com 4.590 pontos, e em décimo lugar, aparece com 4.445 pontos o Sistema Jornal do Commercio, de Pernambuco.    Grupo Folha assume a terceira posição entre os mais premiados de todos os tempos no Brasil Com excelente desempenho de seu principal jornal em 2013, mais uma gorda pontuação de prêmios passados que ainda não estavam no radar da pesquisa, o Grupo Folha tomou dos Diários Associados a terceira colocação no Ranking J&Cia. Outro destaque desta edição é o Grupo Bandeirantes, que ganhou duas posições e terminou o ano em sétimo Sem mudanças nas duas primeiras posições, que se mantiveram com Globo (1º) e RBS (2º), o Ranking Jornalistas&Cia dos Mais Premiados Grupos de Comunicação do Brasil tem como principal novidade nesta edição um novo terceiro colocado. A “medalha de bronze”, que em 2011 era do Grupo Estado e em 2012 ficou com os Diários Associados, desta vez vai para o Grupo Folha, que para isso contou com o excelente resultado da Folha de S.Paulo no ano passado e com o reforço de pontos de prêmios que ainda não haviam sido computados pela pesquisa. Principal publicação da casa, o jornal foi o Mais Premiado Veículo de Comunicação em 2013, desbancando a TV Globo, que havia sido campeã na pesquisa dos dois anos anteriores. Dos 10.750 pontos do grupo, 9.230 foram conquistados pela própria Folha, e os demais obtidos por Valor Econômico (1.230), UOL (185), Agora São Paulo (15) e pela extinta Folha da Tarde (90). No total, foram 278 conquistas registradas pela pesquisa do ranking. Vale registrar que a pontuação do Valor Econômico faz parte tanto da totalização das Organizações Globo quanto da Folha de S.Paulo, por se tratar de um veículo pertencente aos dois grupos de comunicação. Outro grupo que cresceu na pesquisa foi o Bandeirantes, que passou da nona posição em 2012 para a sétima em 2013, com 6.080 pontos, apenas 255 pontos atrás da Editora Abril, que se manteve no sexto lugar. Além dos prêmios conquistados ao longo do ano passado, o grupo, a exemplo da Folha de S.Paulo, beneficiou-se da inclusão de novas premiações na pesquisa deste ano. Tradicional na cobertura esportiva, a Rádio Bandeirantes teve apenas com o Prêmio Aceesp, promovido pela Associação dos Cronistas Esportivos de São Paulo, mais 36 conquistas acrescidas à sua lista, que, somadas, chegaram aos 540 pontos. Confira a relação dos 25 grupos de comunicação mais premiados de todos os tempos.

Abear cria Agência de Notícias com foco na Copa

Plataforma oferece informações exclusivas sobre o setor aéreo e os preparativos para o mundial A Associação Brasileira das Empresas Aéreas lançou nesta 3ª.feira (21/1) a Agência de Notícias Abear, que tem como objetivo disseminar informações exclusivas relacionadas ao setor aéreo e seus preparativos para a Copa. Além de atender à imprensa com conteúdo noticioso, a agência oferece uma ampla base de dados, com estudos e informações relevantes sobre a aviação brasileira, orientações para viajantes, novidades sobre as companhias aéreas e acervo de imagens e material multimídia, como infográficos, vídeos e podcasts. Ela também é acessível em qualquer plataforma móvel, como smartphones e tablets, e está integrada aos principais canais das redes sociais. Para receber as notícias basta preencher o cadastro disponível em www.agenciaabear.com.br ou enviar um e-mail para [email protected]. Resultado do trabalho conjunto entre a Abear, cujo diretor de Comunicação é Adrian Alexandri, e o Grupo Máquina, a agência de tem produção própria de conteúdo e contará com correspondentes em todas as cidades que sediarão jogos da Copa. A edição está a cargo da equipe de atendimento da Máquina, composta por Simone Iwasso, Ricardo Meireles e Leandro Bortolassi. O leiaute e a interface foram criados por Nelson Gutierres e Guilherme Scarance, do Studio 1101 (também do Grupo Máquina).

Carlos Maranhão deixa o dia a dia das redações

Carlos Maranhão acaba de se despedir do dia a dia das redações da Abril, após quatro décadas em que se dividiu entre Placar, Playboy, Veja, Veja São Paulo e Vejinhas. Em decisão longamente amadurecida, como ele próprio diz, fez um acordo com a editora para trocar o vínculo trabalhista pelo de colaborador, tendo já pela frente um trabalho ligado à memória da empresa. Com a saída dele, as funções executivas que exercia foram repartidas entre a diretora de Redação de Veja São Paulo Alecsandra Zaparolli e o diretor de Redação de Veja Rio Maurício Lima. Alecsandra, além da revista, em sua versão impressa e iPad, e do site Vejasp.com, vai cuidar das Vejinhas regionais – edições especiais em nove cidades brasileiras – e ficará responsável pela estratégia digital das revistas. Maurício, além de Veja Rio, responderá por Veja Brasília e Veja BH. Maranhão, nessas quatro décadas, trabalhou em Placar, onde entrou correspondente em Curitiba e saiu diretor de Redação; Playboy, em que foi editor de entrevistas e perfis e depois diretor de Redação; Veja (editor-assistente) e, sobretudo, a partir de 1991, Veja São Paulo, ocupando inicialmente o cargo de editor-executivo e, depois, diretor de Redação. Nos últimos anos, foi diretor Editorial das Vejinhas semanais (além de Veja São Paulo, Veja Rio e as duas que ajudou a criar, Veja BH e Veja Brasília, ao lado do diretor comercial Cláudio Ferreira) e das edições regionais Comer & Beber, que chegou a ter dezoito em um ano. Nestes anos em que ele esteve à frente de Veja São Paulo, a publicação tornou-se a segunda maior revista da Editora Abril em faturamento publicitário, lucratividade e circulação, atrás apenas de sua “mãe”, a Vejona. No campo da literatura, Maranhão lançou, em 2004, pela Companhia das Letras, Maldição e Glória, biografia do escritor Marcos Rey, que, ao lado de Walcyr Carrasco, foi o primeiro cronista da Vejinha. Mais antigo funcionário jornalista da Abril Em depoimento que deu ao Portal dos Jornalistas, Carlos Maranhão disse: “Sou grato a todos com quem tive o privilégio de trabalhar, à diretoria da empresa, à família Civita, ao meu chefe e amigo Eurípedes Alcântara, aos meus mestres Thomaz Souto Corrêa e José Roberto Guzzo e às secretárias que me acompanharam com tanta paciência. Mas ressalto que não me aposentei, não parei de trabalhar e não me afastarei da Abril. O meu e-mail, por sinal, continua o mesmo. Estou apenas dando uma guinada na minha vida profissional e pessoal. Por isso, não houve despedidas”. Vale aqui um registro: desde que o diretor de Arte Carlos Grassetti se aposentou, no ano passado, Maranhão tornou-se o mais antigo funcionário jornalista da Abril. Para os que gostam de fazer contas, tentando calcular a idade dele, costuma dizer, como informou ao Portal dos Jornalistas uma amiga dele, que iniciou a carreira na época em que o trabalho infantil era tolerado – e, de fato, sabe-se que ele guarda como um troféu a primeira carteira de trabalho, em que foi registrado na função de auxiliar de escritório, em Curitiba, aos 16 anos.  “Tenho orgulho de tudo isso, de ter coberto oito Copas do Mundo – estarei a postos na nona, na equipe de Veja – e cinco Olimpíadas, e de ter contribuído no recrutamento e na ajuda da formação de inúmeros profissionais, muitos dos quais se tornaram meus amigos”. Nomes hoje consagrados da imprensa brasileira deram os primeiros passos profissionais ao lado dele, casos, entre outros de Sérgio Dávila, Mônica Bergamo, Marcelo Duarte, Alfredo Ogawa, Kiko Nogueira, Sérgio Ruiz e os fotógrafos Ricardo Corrêa e Mário Rodrigues. E também da própria Alecsandra Zapparoli, que hoje lidera Veja São Paulo, e de Maria Rita Alonso, que foi repórter de Vejinha, assinou por vários anos o Terraço Paulistano, dirigiu Criativa e Estilo, e hoje atua no mundo da moda.

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