A revista Fullpower comemora com um novo quadro os nove milhões de visualizações de seus vídeos no youtube, onde seu canal já conta com 66 mil assinantes (na fanpage do facebook os seguidores somam 400 mil). “Estamos focando na produção de vídeos e começamos um novo quadro, o Fullprojects, que mostrará passo a passo os carros sendo modificados”, informa o diretor de Redação Eduardo Bernasconi. “O primeiro carro das transformações é um Dodge Charger, da Fiat Chrysler”. O quadro mostra em episódios a modificação de carros dentro das próprias dependências da editora – que é em parte escritório, em outra, oficina. Luciano Falconi, João Mantovani, Giuliano Gonçalves e Lucas Ohori são os profissionais da equipe destacados para a produção dos vídeos, apresentados em revezamento por Gonçalves, Mantovani e Bernasconi.
Um ano sem Teresa Urban
Por Liliana Lavoratti (*), especial para o Jornalistas&Cia Há um ano – em 26 de junho de 2013 –, a jornalista, ambientalista e escritora Teresa Urban morreu aos 67 anos, de problemas cardíacos, em Curitiba, sua terra natal e onde residiu durante quase toda a vida. Ativista política de esquerda nos anos 1960, foi pioneira na cobertura de assuntos ambientais na imprensa brasileira e deixou uma extensa obra, composta de 27 títulos, com ênfase em ambientalismo, direitos humanos, política e até ficção. Em maio último, a Comissão Estadual da Verdade do Paraná passou a se chamar Comissão Estadual da Verdade Teresa Urban, conforme o decreto 10.941. A história de Teresa Urban é um dos capítulos mais relevantes da resistência à ditadura no Paraná. Como registrou a Gazeta do Povo, “por interferência de dom Pedro Fedalto junto aos militares”, Teresa foi transferida da prisão para o convento das irmãs Vicentinas, na avenida Manoel Ribas. Saiu dali para um quase ostracismo. Não conseguia emprego. Até ser contratada no jornal semanal A Voz do Paraná, da Arquidiocese de Curitiba, no final dos anos 1970. Deu início ali a uma carreira que teria participações em sucursais dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo, na revista Veja e na Folha de Londrina, onde foi diretora de Redação. Nos últimos 15 anos de sua vida, Teresa produziu uma extensa obra que refletiu as causas abraçadas por ela. Em 1968 – Ditadura Abaixo, com ilustrações do quadrinhista Guilherme Caldas (Arte & Letra, 2008), ela conta às gerações mais novas não só a própria experiência no movimento estudantil mas também um pouco da história do Brasil. Teve a ajuda de um neto, à época com 16 anos, e de outros jovens que lhe indicaram como contar uma história para a geração atual, tocando seus corações e mentes. Até mesmo a pesquisa nos arquivos públicos do Dops para a obra foi feita por jovens – estes fizeram parte de sua militância para sempre. Os Ecoberrantes – como ficaram sendo chamados os participantes da luta ambiental no Paraná –, reuniam-se na casa de Teresa, na capital paranaense. Em Missão (quase) Impossível (Editora Fundação Petrópolis), um dos vários títulos sobre ambientalismo, Teresa conta a trajetória dos movimentos ecológicos no Brasil, outra causa à qual se dedicou. Pensadora da contemporaneidade, Teresa autografou sua única obra de ficção – Dez Fitas e um Tornado (Arte & Letra, 2012) – em maio de 2013, cerca de um mês antes de falecer. Por meio de Suçuarana, personagem-ícone da formação do nosso País – cabra sem nome, idade incerta, paternidade imprecisa, inteligência aquilina e um enorme instinto de sobrevivência –, relata 500 anos de civilização e os últimos 50 anos de exploração formadora do Brasil. “Será um equívoco imaginar que Teresa só abraçava as grandes causas, aquelas que pudessem rapidamente mudar o mundo. As feridas do mundo lhe diziam respeito, grandes ou pequenas. Quem quer que fosse torturado, injustiçado, amargurado, quem quer que estivesse, animal, planta ou gente, ameaçado, intimidado, amedrontado ou desamparado, haveria de ter conforto em suas palavras, atitudes de calma generosidade”, diz o jurista, ex-procurador Geral do Estado do Paraná e ex-presidente da Funai Carlos Marés, companheiro de Teresa nos enfrentamentos à ditadura em 1967 e 1978, no texto Amanhã será outro dia, em homenagem à jornalista, no livro que ela não conseguiu autografar – Puxando o fio: história de armarinhos. (*) Liliana Lavoratti ([email protected]) é editora-chefe do DCI, em São Paulo
Memórias da Redação ? Um tipógrafo na colônia
O texto que escolhemos para esta semana, por seu conteúdo histórico, é a introdução de Um tipógrafo na colônia, de Leão Serva, hoje na Santa Clara Ideias, O livro aborda a vida e a obra de seu antepassado Manoel Antonio da Silva Serva, precursor da imprensa no Brasil e das fitas do Senhor do Bonfim. Um tipógrafo na colônia Em 1911, nas comemorações do centenário da fundação da imprensa na Bahia, Octavio Mangabeira proferiu um discurso em homenagem a Manoel Antonio da Silva Serva, criador da primeira tipografia no Estado e responsável pelo Idade d’Ouro do Brazil, o primeiro jornal feito por iniciativa particular editado no País, além da primeira revista brasileira, As Variedade ou Ensaios de Literatura. Em sua palestra, o engenheiro, jornalista e posteriormente governador do Estado e senador declarou: Declinando, como há pouco declinei, o nome do comerciante lusitano que fundou entre nós a Idade d”Ouro, deixai também que reclame uma parte dos lauréis da comemoração que fazemos para uma família quase extinta, que dorme no anonimato, e a quem não sei se me tema de classificar de benemérita, por isso que, durante algumas décadas, seu nome se acha diretamente ligado à manutenção e ao progresso do jornalismo baiano.1 Sem que o intelectual baiano soubesse, a “família quase extinta” seguia sua história, ativa, crescendo e se multiplicando, embora longe dali. A “quase extinção” dos Serva, a que se referia Mangabeira um século atrás foi causada pela diáspora provocada em todo o Brasil pela Guerra do Paraguai. Naquele episódio histórico, que contribuiu para a solidificação da ideia e para a formação objetiva do País como poucos fatos ocorridos antes e depois, centenas de milhares de brasileiros foram forçados a migrar, por questões econômicas ou militares que começaram temporárias e para muitos se tornaram permanentes. Assim ocorreu com os Serva na Bahia, cujos filhos foram enviados para o front, do qual muitos deles não mais voltariam aos “mares e campos baianos”. Ao final do conflito no Sul do País, um neto de Manoel Antonio da Silva Serva, chamado Jayme Soares Serva, que servira no Exército como oficial médico, radicou-se no interior de São Paulo, casou-se, mudando-se em seguida para a capital paulista, onde militou na causa republicana e antiescravagista e teve nove filhos, dos quais vários tiveram relação coma imprensa e com as artes. Antes mesmo do discurso de Mangabeira, o jornalista Mário Pinto Serva atuava na imprensa e na política paulista, tendo se tornado ao longo dos primeiros anos do Século XX uma voz destacada do jornalismo e um dos principais porta-vozes da Liga Nacionalista, graças ao espaço que Júlio de Mesquita oferecia em O Estado de S. Paulo à sua campanha pela modernização da vida brasileira, a qual incluía, entre outras ideias, a alfabetização obrigatória e o voto secreto. Ambas as iniciativas iriam ser consagradas em leis de autoria de Mário Pinto Serva nos anos 1930. Mário fez parte também do grupo de jornalistas do Estadinho, um segundo jornal publicado com sucesso por O Estado de S. Paulo durante a Primeira Guerra Mundial, que perdeu influência depois do conflito. Após o fechamento da publicação, o grupo se juntou para fundar a Folha da Noite (um dos jornais que deram origem à Folha de S.Paulo), ironicamente tendo como figura mais proeminente Júlio de Mesquita Filho, herdeiro do jornal concorrente. Mais tarde, já no fim dos anos 1920, Mário Pinto Serva participaria do Diário Nacional (1927-32), onde revezou com Mário de Andrade em uma coluna de crônicas, até o empastelamento do jornal após a derrota militar do Movimento Constitucionalista de 1932. Crítico ácido das vanguardas artísticas europeias, paradoxalmente também foi um dos colaboradores da Revista de Antropofagia, em 1928. Pouco depois do centenário do primeiro jornal baiano, em 1911, outro descendente de Silva Serva participava do desenvolvimento da imprensa brasileira, também longe da Bahia. Em 1914, Gelásio Pimenta e sua mulher, Victoria Serva, lançaram em São Paulo A Cigarra, revista de variedades que marcaria época com um noticiário que misturava celebridades à alta cultura, alquimia que hoje parece impossível. Gelásio morreu em 1924, e a revista, em situação quase falimentar, foi saneada por seu cunhado, o comerciante Leão Serva, e em seguida incorporada ao patrimônio de Assis Chateaubriand, dono da revista O Cruzeiro e grande magnata da mídia tupiniquim. Não se extinguiu a família Serva nem se desfizeram seus laços com o jornalismo, portanto. Mas ela deixou a Bahia, onde não esteve representada nas comemorações do centenário da principal obra de seu ancestral. Naquele longínquo 1911, em que a família já se encontrava separada em pelo menos dois ramos, o baiano e o paulista, tampouco os Serva mandaram notícias de sua atividade no que futuramente seria chamado “o Sul maravilha”. Mais de cem anos se passaram, e fui honrado com o convite para participar, na condição de “tataraneto do grande empreendedor”, do evento de comemoração do bicentenário da revista As Variedades ou Estudos de Literatura, criada por Manoel Antonio da Silva Serva, em 1812, um ano após a fundação do Idade d’Ouro do Brazil. Na ocasião, o primeiro número da revista ganhou uma edição fac-similar, patrocinada pelo governo baiano e concebida pelo historiador Luís Guilherme Pontes Tavares, dedicado estudioso da história da imprensa no Estado. Ali, as saudações elogiosas ao precursor da imprensa baiana e brasileira incluíram carinhosas referências a seus descendentes, sempre destacando a surpresa da existência atual de um Serva, especialmente sendo ele jornalista, como seu antepassado. Foi quando nasceu a ideia deste livro, com a finalidade de contar aos leitores de todo o País a história e as histórias de um empreendedor que, apesar de sua vida relativamente curta, deixou na cultura brasileira marcas importantes e realizações pioneiras; o primeiro jornal particular editado no País e a impressão de dezenas de outros títulos, entre periódicos e livros; a primeira revista da nossa história; o plano da primeira biblioteca pública da Bahia; o projeto da primeira fábrica de papel; a realização da primeira escola de impressão; o lançamento de um livro de autoajuda, a produção das primeiras edições piratas de livros e uma versão precursora das populares fitinhas do Senhor do Bonfim da Bahia – estas, sim, amplamente conhecidas até hoje. Como diz o Hino do Senhor do Bonfim, glória a ti, neste dia de glória… 1 Tavares, Luís Guilherme Pontes (org.). Apontamentos para a história da imprensa na Bahia, p. 30. Leia mais + Memórias da Redação – Altevir e Alexandre + Memórias da Redação – Um retrospecto do futebol-arte + Memórias da Redação – Plantão de almoço
O adeus a Flávio de Carvalho Serpa
Morreu em Belo Horizonte na madrugada de 23/6, aos 66 anos, Flávio de Carvalho Serpa, considerado um dos principais jornalistas especializados em Ciência e Tecnologia no País. Ele estava internado desde o início de janeiro no hospital Mater Dei, em consequência de doença pulmonar obstrutiva crônica. Nascido na capital mineira, Flávio formou-se em Física mas nunca exerceu a profissão. Começou editando o jornal Gol a Gol, do Diretório Central dos Estudantes da UFMG. Foi editor de Internacional do Opinião de 1972 a 1976, no Rio de Janeiro. Em São Paulo, para onde se mudou em meados da década de 1970, trabalhou no semanário Movimento, que ajudou a criar, e nas revistas Veja, IstoÉ e Info Exame. Também editou o caderno de Informática do Estadão e colaborou com diversas publicações, como Folha de S.Paulo, Scientific American, Superinteressante, Galileu e Retrato do Brasil. Entre os colegas, era classificado como “o homem mais inteligente do mundo”, tal era a sua capacidade de discorrer com simplicidade sobre temas altamente complexos. Deixa irmãos e sobrinhos. Sobre ele, a amiga Martha San Juan França, jornalista e doutora em História da Ciência, atualmente na A4 Comunicação, enviou a J&Cia o seguinte depoimento: “Foi um tempo bom demais. Na década de 1990, o Estadão fervilhava de feras do jornalismo, dispostas a deixar a Folha no chinelo na imprensa diária. Por causa disso, o jornal estava disposto a apostar em matérias que não costumavam frequentar as suas páginas – astronomia, genética, biotecnologia, física. E escolheu para editar esse material aquele que todos nós já sabíamos ser a melhor cabeça do jornalismo de ciência – Flávio de Carvalho. Com seu conhecimento, sua habilidade em trazer assuntos difíceis para o dia a dia, nós iríamos enfrentar o desafio de explicar os armamentos usados na então guerra do Iraque, decifrar o Projeto Genoma, as viagens a Marte, fractais … literalmente, o céu era o limite. Eu era uma jovem repórter vinda da Superinteressante e aquilo tudo para mim, e para gente talentosa como o Àlvaro Caropreso, nosso sub, era o céu. Trabalhar com o Flávio era tentar explicar qualquer assunto de uma forma que todo mundo entendia. Mais ainda: ele não era ingênuo. Tinha uma visão política e não se deslumbrava pelas aparências. Era muito crítico em economia, planejamento urbano, tecnologia, economia, como todo jornalista deve ser. E um ser íntegro, ético, além de amigo querido, que dividia sua glória. Por causa dele, consegui algumas coisas impensáveis na época – primeira página com furos de ciência e o prêmio J. Reis de Jornalismo Científico. Continuamos amigos depois que aquela experiência fantástica acabou e o jornalismo também (quase). E gosto de pensar que o seu espírito gaiato me acompanhou e a todos os que depois se dedicaram ao jornalismo científico com a mesma paixão pelas redações afora. Como escrevi no facebook para muitos colegas, temos a sorte de ter pelo menos um pouquinho do Flávio em nossos textos e em nossos corações.” Leia mais + Maurício Lima deixa a Abril a caminho da Infoglobo + Valor Econômico terá quatro edições da Revista WSJ + Nova etapa de reestruturação da Abril se concentra nas áreas administrativas
Maurício Lima deixa a Abril a caminho da Infoglobo
Maurício Lima, publisher de Veja Rio, Veja Brasília e Veja BH, comunicou à Editora Abril nesta 2ª.feira (23/6) sua saída da empresa. Ele substitui, a partir de 1º/7, Luiz André Alzer como diretor executivo da Unidade Populares da Infoglobo – leiam-se os negócios dos jornais Extra e Expresso, nas diversas plataformas. Alzer, que deveria sair no final do mês, deve permanecer mais alguns dias para a transição do cargo. O substituto de Lima ainda não foi anunciado. Cria da Abril, ele ali começou em 1997, no Curso Abril de Jornalismo. Foi repórter e editor de Veja, e editor executivo da Exame. Depois de trabalhar nove anos em São Paulo, veio para o Rio como responsável por Veja Rio. Mais tarde, assumiu também a direção da área Comercial, no cargo de publisher da revista. Um dos mais premiados jornalistas brasileiros, ele é o 44º no ranking J&Cia, ao lado de Jânio de Freitas. Em janeiro deste ano, com a saída de Carlos Maranhão e a extinção do cargo de diretor Editorial de Veja Cidades, as funções dele foram distribuídas entre Alecsandra Zaparolli – que, em São Paulo, passou a responder pela Veja nas plataformas digitais e por nove edições regionais – e Lima, este respondendo pelas Vejinhas Rio, Brasília e BH. Leia mais + Valor Econômico terá quatro edições da Revista WSJ + Nova etapa de reestruturação da Abril se concentra nas áreas administrativas + Massey Ferguson abre inscrições para seu Prêmio de Jornalismo
Valor Econômico terá quatro edições da Revista WSJ
Outros sete jornais latino-americanos a publicarão em espanhol. Edições estreiam em outubro A revista WSJ, publicação em papel couché sobre luxo e estilo de vida produzida pelo The Wall Street Journal, fechou acordo com o Valor Econômico para lançar a WSJ Brasil e com outros sete jornais latino-americanos, a WSJ América Latina. Serão quatro edições, impressas nos EUA em português e espanhol, respectivamente, no período de um ano: outubro e dezembro de 2014, e abril e julho/agosto de 2015. Como parte da expansão internacional, elas chegarão a mais de 95 mil leitores em Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México e Panamá, encartadas em Valor Econômico, El Tiempo, La Nación, El Mercurio, La Prensa, Reforma, El Norte e Mural. O conteúdo também estará disponível nos sites WSJAmericas.com, WSJ.com/Brasil e WSJ.com. Esta é a primeira vez na história da revista que edições em língua local estarão disponíveis e serão distribuídas por jornais parceiros do Wall Street Journal. Lideradas pela editora-chefe da revista WSJ Kristina O’Neill, ambas as edições contarão com conteúdo selecionado traduzido pela equipe de profissionais do The Wall Street Journal Americas, cuja editora-chefe é a brasileira Cristina Aby-Azar. O WSJ Americas é publicado nas seções de negócios e economia de 16 jornais de 14 países da América Latina. Alexandre Caldini, CEO do Valor, diz que o WSJ, com o qual já tem um acordo exclusivo de compra de conteúdo. “nos procurou para publicar sua revista aqui por saber da qualificação do público leitor do Valor”. A diretora de Redação Vera Brandimarte esclarece que, embora a revista venha pronta para ser encartada, o Valor poderá vender publicidade para ela. Segundo Vera, a parceria com o WSJ é mais ampla do que as que mantém com o Financial Times, do Reino Unido (direito de reprodução, que divide com a Folha de S.Paulo) e o japonês Nikkei (troca de conteúdo). Mas a que ela considera mais promissora em termos de expansão é a que o Valor fez com nove jornais de negócios latino-americanos, que hoje formam a Rede Internacional de Prensa Económica – Ripe. Leia mais + Nova etapa de reestruturação da Abril se concentra nas áreas administrativas + Massey Ferguson abre inscrições para seu Prêmio de Jornalismo + Contratações e movimentações na redação da Agência Estado
Nova etapa de reestruturação da Abril se concentra nas áreas administrativas
Corte anunciado é de 105 funcionários, de um quadro total de 8.700 pessoas O Grupo Abril anunciou em 18/6 uma nova etapa do processo de reestruturação da Abril Mídia, iniciado em 2013 e que tem por objetivo “equilibrar receitas e despesas e abrir frentes de inovação nas plataformas digitais, sem negligenciar as fontes de receitas tradicionais”, conforme afirmou em carta aos colaboradores o presidente da empresa Fábio Barbosa. Na primeira etapa, no ano passado, a reestruturação abrangeu o campo editorial, com corte de jornalistas, extinção de alguns títulos e reorganização das unidades de negócios. Nesta, ela fixou-se nas estruturas de Finanças, Operações, TI, RH e em algumas das unidades de negócios. Em linhas gerais, o objetivo é tornar a empresa mais enxuta e competitiva, como explica Barbosa: “Não podemos correr o risco de adiar os movimentos de adequação à nova configuração do mercado: temos que reduzir a complexidade e o tamanho da estrutura para ganhar capacidade de investimentos nas frentes essenciais dos negócios que demonstram maior potencial de crescimento e na frente de inovação”. Uma nova Abril Na carta aos colaboradores da Abril Mídia, o presidente Fábio Barbosa salienta que “este é um movimento que vai nos guiar na direção certa, agilizando as tomadas de decisão transversalmente em toda a empresa para redirecionar recursos e energia para áreas e processos prioritários, como digital, marketing e inovação”. Ao reiterar que “o processo de reestruturação é contínuo”, explicou em sua mensagem que “nós que vivemos da produção de conteúdo devemos empreender permanentemente este exercício como forma de estar sempre um passo à frente das mudanças no consumo de mídia”. Nesse sentido, disse, “os executivos líderes de nossas unidades têm agora a desafiadora missão de conduzir cada grupo de negócios com um protagonismo e uma dinâmica de gestão que pressupõe a constante revisão dos processos, dos portfólios de nossas marcas, produtos e serviços. Na base desse desafio, estará sempre a necessidade de ajustar os esforços de nossa capacidade de produção de conteúdo relevante – sem abrir mão de nossos valores – às demandas reais de nosso público, única razão de nossa existência”. Na síntese que encerra a mensagem, destaca que “simplificação da estrutura, liberação de recursos para investir no futuro, colaboração entre as áreas, agilidade nas decisões, protagonismo para realizar mudanças, eficiência e aumento da produtividade nos negócios e desenvolvimento de talentos são as nossas diretrizes. As nossas prioridades”. E assinala: “Estamos criando uma nova Abril e dias melhores certamente estão por vir”. Em relação aos profissionais que saem, Barbosa informou que a empresa está em conversas com as pessoas afetadas e tem o compromisso de tratá-las com o respeito e o reconhecimento merecidos pelas contribuições prestadas: “É sempre difícil quando vemos colegas deixando a empresa – e esta não é a primeira vez que isso acontece em nossa história –, mas precisamos recalibrar continuamente a organização de acordo com a realidade dos diferentes perfis demandados pelos novos negócios e das nossas receitas para pavimentar os próximos passos”. O anúncio alivia por um tempo o temor de medidas mais drásticas, sobretudo envolvendo as redações. Mas isso também não é nenhuma garantia, tendo em vista as profundas mudanças a que este mercado vem sendo submetido e a própria decisão da empresa de implementar os ajustes e readequações de suas estruturas sempre que for necessário, como Barbosa deixou claro. Leia mais + Massey Ferguson abre inscrições para seu Prêmio de Jornalismo + Contratações e movimentações na redação da Agência Estado + Knight Center promove curso online de jornalismo para dispositivos móveis
Massey Ferguson abre inscrições para seu Prêmio de Jornalismo
Estão abertas as inscrições para o 13º Prêmio de Jornalismo promovido pela Massey Ferguson, líder na venda de tratores há mais de 50 anos no Brasil. A iniciativa tem como objetivo valorizar os profissionais da área de comunicação que divulgam o agronegócio. A premiação contempla sete categorias: Estudantes, Fotojornalismo, Jornal, Multimídia, Revista e TV, e América do Sul, que substitui a antiga Mercosul. Os participantes poderão inscrever até três matérias em cada categoria, produzidas entre julho de 2013 e julho de 2014 e comprovadamente veiculadas. Os estudantes de cursos de Jornalismo reconhecidos pelo MEC poderão inscrever textos produzidos para uma disciplina ou jornal laboratório impresso, obedecendo o mesmo período proposto pelo regulamento. Os vencedores serão conhecidos durante a Expointer, no final de agosto, em Esteio, Rio Grande do Sul. O primeiro colocado de cada categoria receberá R$ 10 mil, o segundo será premiado com um tablet e o terceiro, com uma câmera fotográfica. Já o vencedor da categoria Estudante levará R$ 5 mil, e o da categoria América do Sul ganhará uma viagem para o Rio de Janeiro, com acompanhante. Regulamento e inscrições pelo www.premiojornalismo.com.br. Leia mais + Prêmio Allianz de Jornalismo abre inscrições + Abertas inscrições para o I Prêmio Cagece de Jornalismo + Prêmio Vladimir Herzog abre inscrições
Contratações e movimentações na redação da Agência Estado
A repórter Francine De Lorenzo, da editoria de Brasil do Valor Econômico, deixou o jornal depois de quatro anos e seguiu para a Internacional da Agência Estado, com foco na cobertura de mercados financeiros globais, em um processo de remanejamento de vaga originado com a saída de Ricardo Gozzi, que deixou a AE para projetos pessoais. A agência passou a ter uma correspondente em Belo Horizonte e outra em Porto Alegre para cobertura de política, economia e negócios. Para a vaga de Belo Horizonte foi transferida a repórter Suzana Inhesta ([email protected] e [email protected]), que há quatro anos cobria o setor de Alimentos, Bebidas e Carnes, em São Paulo. Para a vaga de Porto Alegre foi transferida a repórter Gabriela Lara, que cobria macroeconomia, também em São Paulo. O setor de Alimentos, Bebidas e Carnes passou a ser coberto pela repórter Gabriela Vieira. Leia mais + Vaivém das Redações! + Barriga de Mário Sérgio Conti “bomba” na rede + Knight Center promove curso online de jornalismo para dispositivos móveis
Knight Center promove curso online de jornalismo para dispositivos móveis
Faltam poucos dias para o encerramento das inscrições para o Mooc (sigla em inglês para curso massivo, aberto e online) Introdução ao Jornalismo para Dispositivos Móveis, oferecido pelo Knight Center, da Universidade do Texas (Austin). O objetivo do curso, que terá cinco semanas de duração e início em 30/6, é fornecer a jornalistas, programadores, desenvolvedores, designers, práticos de mídia, entre outros, conhecimento sobre dispositivos móveis, especialmente smartphones, dando destaque às formas como podem ser utilizados para produzir conteúdo jornalístico, design e engajamento com o público. Também será discutido o futuro dessa plataforma. Quatro especialistas em dispositivos móveis serão tutores do curso: Robert Hernandez, professor de Mídia Digital na University of Southern California; Allissa Richardson, professora de Mobile Journalism na Bowie State University; Sara Quinn, pesquisadora e consultora de design; e Will Sullivan, diretor de Mobile for Broadcasting Board of Governors.






