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sexta-feira, junho 19, 2026

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Memórias da redação – A evangélica do Oregon

* Por Eduardo Brito ([email protected]), editor de Política do Jornal de Brasília.

Oregon é um estranho estado norte-americano. Em especial nas cidades maiores, como a capital Portland, tem perfil liberal, tanto assim que Barack Obama, John Kerry, Al Gore e Bill Clinton lá ganharam em todas as últimas eleições presidenciais. Mas tem também, especialmente nas regiões interioranas montanhosas, núcleos extremamente conservadores, em geral vinculados a denominações evangélicas fundamentalistas. Há inclusive comunidades de pequeno porte, formadas apenas por participantes de uma mesma igreja, que por ela pautam toda a sua vida.

Foi de uma dessas comunidades que veio para o Brasil a estudante Mykensie Martin, às vésperas de completar 17 anos, para um intercâmbio na cidade de Carmo do Paranaíba, na região do Alto do Paranaíba, em Minas Gerais. É uma cidade interiorana, de 30 mil habitantes, onde não havia muita diversão. O intercâmbio era patrocinado pelo Rotary Clube, mas vinculado, ao menos no Oregon, à igreja evangélica da família. Em um domingo de novembro, após algumas semanas no Brasil, Mykensie Martin sumiu.

Por ordem expressa dos pais, que a monitoravam lá do Oregon, Mykensie Martin foi ao culto de uma igreja mórmon em Patos de Minas, a cerca de 60 quilômetros de Carmo do Parnaíba. Não era exatamente a mesma denominação da igreja dos pais, mas a mais próxima que havia. A farmacêutica Cláudia Mendonça Cardoso, dona da casa onde a jovem estava hospedada, contou que a moça participava de um programa de intercâmbio de estudantes. Segundo a farmacêutica, Mykensie Martin era calada, tímida, porém muito prestativa e educada. Nunca tinha deixado seu núcleo rural do Oregon. A adolescente não tinha amigos em Carmo da Paraníba e passava boa parte do tempo dentro de casa. “Por ela ser mais madura que as meninas da idade dela, acredito que ficava difícil para ela fazer amizades aqui”, explicou Cláudia. Seguindo as ordens do pai, Mykensie frequentava o culto em Patos de Minas.

Começou três semanas antes de desaparecer. Todo domingo, ela pegava um ônibus às 5h45 para a cidade vizinha e, lá, ia direto à igreja. A polícia tentou seguir seus passos. Conseguiu descobrir, graças a missionários da igreja, que, em vez de usar a passagem de volta para Carmo do Paranaíba, Mykensie comprou um bilhete para Unaí, no Noroeste do estado. Segundo a investigação da Polícia Civil, a última vez que a garota foi vista foi por volta das 18h. Segundo testemunhas, ela tentava pegar uma carona para Brasília. Ainda em Carmo do Paranaíba, descobriu-se que Mykensie Martin saíra de casa pela última vez com todo o pouco dinheiro e documentos de que dispunha, inclusive o passaporte, o que fazia supor que ela estava planejando não voltar mais. Ninguém por lá tinha a menor ideia das razões que a motivaram a fazer isso.

A embaixada americana e a polícia de Brasília foram avisadas. Os pais da adolescente, Steve e Stephanie Martin, compraram passagens para o Brasil, mas o percurso desde o interior do Oregon era longo e cheio de escalas. Sua intenção era, ao chegar, ir direto a Carmo do Paranaíba. Estavam apavorados. Outra jovem do Oregon que participava de intercâmbio em cidade muito mais próxima, na vizinha Califórnia, também desaparecera e fora encontrada morta. Uma terceira jovem do Oregon – pelo jeito a turma de lá é chegada a um intercâmbio – viajara para Aruba e nunca mais foi vista. Antes mesmo que os Steve e Stephanie embarcassem, a polícia mineira descobrira que Mykensie Martin conseguira carona com um caminhoneiro. Como se imaginara, fora para Brasília. Chegando, desaparecera. Ninguém conseguia identificar qualquer traço da garota. Foi aí que o repórter fotográfico Marcos Rezende, do Jornal de Brasília, entrou em cena. Àquela altura, a mídia já dava ampla cobertura ao sumiço de Mykensie Martin. Inclusive os jornais e telejornais do Oregon, talvez sem muito assunto, investiram bravamente no tema.

A Globo chegou a veicular matéria. Marcos Rezende, conhecido como Marcão, lembrou-se de que, sendo o Plano Piloto de Brasília uma área em que notoriamente os hotéis são muito caros, inviáveis para alguém com pouco dinheiro em caixa, só havia uma chance: as pousadas que, contrariando todas as normas do rígido zoneamento da capital, funcionam precariamente perto da via W3, uma das principais da cidade. Foi de uma em uma, perguntando por uma norte-americana loira e bonitinha, que mal falava o português. Não era missão fácil, inclusive para a polícia. Como as pensões são irregulares, já teriam pouca disposição para prestar informações sobre quem quer que seja. Muito menos uma menor de idade. A insistência do repórter fotográfico acabou dando certo.

Batendo de porta em porta, chegou a uma pousada em que, a duras penas, a responsável admitiu que uma pessoa estivera lá. Dormira uma noite e, ao sair, perguntou em português canhestro como poderia ir a Salvador gastando o mínimo possível. Recebeu informações sobre como chegar à Rodoviária do Plano Piloto. Aí ficou mais fácil obter informações. No guichê de uma das poucas empresas rodoviárias com linhas permanentes para Salvador, descobriu-se que Mykensie Martin, espertinha, tinha ainda R$ 200 na carteira, o suficiente para embarcar para a Bahia. A polícia baiana foi avisada. Descobriu-se até o horário em que Mykensie desembarcara. Mas seria procurar agulha em palheiro. O que salvou a norte-americana foi a cobertura dada ao caso pela Globo e suas afiliadas.

Foi então que chegou a uma delegacia baiana o garçom Marcos Alves, baiano fortão e bem falante que fazia bico em uma barraca da praia de Pituba. Mylkasey chegou a Salvador por volta das 13h da terça-feira. Não vacilou. Na Rodoviária tomou um ônibus para a praia, que era mesmo o que desejava ver. Chegou assim a Pituba. Já na delegacia, levada pelo próprio Marcos Alves, disse que, mesmo sem roupa de banho, deitou-se na areia, mas logo atraiu ladrões. Um deles teria tentado arrancar sua bolsa e ela resistiu até a chegada de um homem que assustou o assaltante. Era Marcos Alves, que atendia em uma barraca próxima. Nunca ficou muito claro se realmente houve esse incidente com ladrões ou se ela fora direto à barraca onde conheceu o garçom.

Ao depor novamente, já na Polícia Federal, Marcos contou que, como a norte-americana estava confusa, resolveu levá-la para a casa de um amigo que morava perto dele, no Vale das Pedrinhas, uma das áreas mais pobres do bairro Nordeste de Amaralina. “Minha casa é muito pequena, não havia lugar para acomodá-la”, justificou. Disse que não assistira televisão nos últimos dias e por isso não sabia que Mykensie estava desaparecida. Quando foi informado de que a televisão estava noticiando o caso, ficou esperto. Sua primeira providência foi procurar a delegacia.

Trouxe Mykensie, que chegou abraçadinha a ele e aparentemente não compreendia cem por cento o que acontecia. De qualquer forma, foi levada imediatamente para Brasília. Aliviada, a americana Stephanie Martin disse já na sexta-feira que sua filha teve muita sorte por sair viva da aventura em que se envolveu no Brasil. Muito abatidos, os pais contaram que viveram uma agonia até quando foram avisados pelo FBI que Mykensie havia sido localizada em Salvador e passava bem. Mykensie alegava apenas que queria “sair por aí”. Foi embora para o Oregon leve e feliz como um passarinho.

Luís Fernando Novaes substitui temporariamente Fernanda da Escóssia

Na semana passada, Fernanda da Escóssia, editora de País de O Globo, foi substituída pelo chefe da sucursal de São Paulo Luiz Antônio Novaes, o Mineiro. Oficialmente, Fernanda pediu licença para tratamento de saúde, deve voltar em três semanas, e a substituição é em caráter temporário. No entanto, a versão que provocou inúmeros comentários, até em outras cidades, foi a veiculada pelo jornal digital Brasil 247. Ali estava relatado, com detalhes, um atrito entre Fernanda e a editora executiva Silvia Fonseca sobre a cobertura política de O Globo, o que teria provocado o afastamento. Mineiro não deixou a sucursal São Paulo, mas passa alguns dias no Rio, fechando País.

Malena Oliveira e Iam Gastim passam a responder por nova seção no Estadão

No portal de Economia & Negócios do Estadão Malena Oliveira e Iam Gastim passam a responder por uma nova seção que vai tratar de Governança. O assunto será tratado em um canal dentro do portal de Economia e semanalmente também no impresso, com reportagens sobre o tema e um espaço para opiniões de integrantes dos conselhos das empresas. A seção estreia nesta semana.

Anderson Magalhães é afastado do Diário de Mogi

Anderson Magalhães, colunista social do Diário de Mogi, de Mogi das Cruzes, foi afastado depois de ter publicado uma coluna na edição nº 15 da revista Actual Magazine, que circula na região, defendendo voto contra o PT e ofendendo nordestinos, pobres e empregadas domésticas. Segundo o Brasil 247, Magalhães publicou depois em suas redes sociais que havia sido “mal interpretado” e que sua intenção era apenas ser “irônico”. Em comunicado publicado nesta 3ª.feira (21/10), o jornal afirmou que “discorda totalmente das opiniões emitidas pelo colunista”, informou não ter responsabilidade pelo conteúdo veiculado na revista e disse que Anderson “não é mais colunista deste jornal”, onde assinava a coluna Beatz.

Gian Kojikovski é o novo repórter de Tecnologia da Exame

Após seis meses na equipe de reportagem da Veja, Gian Kojikovski assumiu na última semana um dos postos de repórter da editoria de Tecnologia da Exame. Catarinense, Gian está em São Paulo desde o começo do ano, quando chegou a Veja, e antes foi produtor na RBS TV e repórter do SBT, ambos de Santa Catarina.

Festa dos + Admirados reunirá 600 convidados no Club Homs, em São Paulo

Com patrocínio já confirmado da Samsung, celebração está marcada para 8 de dezembro Jornalistas&Cia e Maxpress vão homenagear, com uma festa no Club Homs, em São Paulo, no próximo dia 8 de dezembro, os Cem + Admirados Jornalistas Brasileiros, eleitos em dois turnos de votação por um colégio eleitoral integrado por cerca de 2.100 executivos de comunicação corporativa de todo o País. A iniciativa, que recebeu o apoio da Samsung, deverá contar com a participação de aproximadamente 600 convidados, entre os próprios homenageados, seus familiares e os profissionais que votaram. Ingressos avulsos serão colocados à venda nos próximos dias por R$ 100. A festa começará às 20h, sem horário para terminar. Abrirá com um coquetel-jantar, em que se apresentarão algumas atrações, seguindo-se a homenagem e entrega de troféus aos + Admirados. A festa se encerrará com o Grande Baile dos + Admirados, com pista aberta a todos os convidados. Outras informações com Vinícius Ribeiro (11-3861-5280 ou [email protected]) ou Lena Miessva (11-2528-6603 ou [email protected]).

Prêmio Abecip de Jornalismo divulga finalistas

Foram divulgados os vencedores do 11º Prêmio Abecip de Jornalismo, cuja cerimônia de premiação será em 30/10, às 19h30, no espaço Rosa Rosarum, em São Paulo. São três categorias: Financiamento Imobiliário, Fontes de Recursos para o Mercado Imobiliário e Educação Financeira e Responsabilidade Social na Construção Civil. Cada categoria tem cinco prêmios: dois para Imprensa Escrita (Jornal e Revista) e três para Mídia Eletrônica (Internet, Rádio e TV), que somam um total de R$ 97.500. Os finalistas são: André Trigueiro (Globonews), Aline Almeida Bronzati (Agência Estado), Arthur Ordones Baptista da Luz (Revista Infomoney), Claudia Rolli (Folha de S.Paulo), Diego Lazzaris Borges (Portal Infomoney), Felipe Marques (Valor Econômico), João Moura Rocha Sobrinho (Diário do Nordeste), Lucas Scherer (Rádio Bandnews), Luiza de Carvalho Fariello (Revista Construção Mercado), Marcelo Henrique Andrade (CBN João Pessoa), Márcia Bongiovanni (TV Cultura), Marina Kuzuyabu (Revista Planeta), Priscila Yazbek Marques (Portal Exame), Rodrigo Mansil (TV Anhanguera) e Wellington Carvalho dos Santos (Rádio Estadão). 

Diário do Nordeste (CE) muda estrutura da Redação

O Diário do Nordeste promoveu diversas mudanças na organização de sua Redação, com remanejamentos e a criação dos cargos de editores de área e editores assistentes. Valéria Feitosa deixou o posto de editora de Regional e agora é editora de Opinião; foi substituída por Maristela Crispim, que deixou a Editoria de Reportagem. Desta também saiu Fernando Maia, para ser redator do caderno Regional. A editora de área Germana Cabral passa a responder pelas editorias de Reportagem e Vida (Saúde), Os novos editores de área são Dellano Rios, Marta Bruno e Regina Carvalho; e os novos editores assistentes (ex-subeditores), Mário Kempes e Dháfine Mazza.

Rádio Globo muda frequência e tem nova marca

A partir de 18/11, a Rádio Globo será transmitida em nova frequência, a 98,1 FM. A faixa era antes ocupada pela Beat98, que passará para o ambiente exclusivamente digital, o Radiobeat. “O consumo de música, principalmente nos segmentos mais jovens da população, uma geração 100% conectada, cresce exponencialmente nos meios digitais e tende a migrar para a internet”, diz Bruno Thys, diretor geral do Sistema Globo de Rádio. “Já as rádios com conteúdo ao vivo, voltadas para serviço, esporte, informação e entretenimento, como é o caso da Rádio Globo e da CBN, têm futuro assegurado no dial”. Para marcar a mudança, será apresentada uma nova logomarca. O conteúdo regional da Rádio Globo no Rio, São Paulo e Belo Horizonte é gerado localmente. Durante este ano, houve reforço no teor informativo, com foco na prestação de serviço e o lançamento de novos programas de esportes. O Sistema Globo de Rádio conta com nove emissoras e 59 afiliadas em diferentes pontos do País. Na internet, o Radiobeat (www.radiobeat.com.br), voltado para o público mais jovem, é um sistema composto por emissoras que oferecem playlists, interatividade e funcionalidades online, acompanhando a evolução do perfil da audiência da mídia rádio. O acesso, gratuito e via streaming, pode ser feito pela web e, a partir de novembro, por aplicativos para celular.

RedeTV cria Núcleo de Reportagens Investigativas

A Superintendência de Jornalismo e Esporte da RedeTV lancou um polo de matérias especiais, o Núcleo de Reportagens Investigativas. Sob o comando do superintendente Franz Vacek, o núcleo terá em sua equipe, coordenada por Celso Goes, profissionais como Edie Polo (reportagem), Guilherme Latorre e Bhárbara Pacheco (edição executiva), Carlos Olympio (repórter cinematográfico) e Bruno Rodrigues (produção). “A ideia é produzir conteúdo próprio em assuntos de interesse da população”, explica Franz. “Será a espinha dorsal do novo projeto para o jornalismo da RedeTV”. Entre os temas abordados nas primeiras semanas de atividade do núcleo estão o tráfico de drogas na rua Peixoto Gomide, em São Paulo, os perigos do uso de cerol, casos de violência no sistema educacional brasileiro, o uso de celulares dentro de presídios e tráfico de animais. Outra novidade por lá foi a chegada de Luciana Camargo, que desde o início do mês é a apresentadora oficial da coluna do tempo, exibida diariamente pelo RedeTVNews. Ela também fará reportagens especiais para os telejornais e apresentará, em rodízio com os demais colegas da casa, os boletins informativos 90 segundos.

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