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sexta-feira, maio 1, 2026

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Equipe do Correio Braziliense ganha Grande Prêmio MPT de Jornalismo

Guilherme Araújo e Simone Kafruni, do Correio Braziliense, ganharam o Grande Prêmio Especial Fraudes Trabalhistas, do Prêmio MPT de Jornalismo. A cerimônia de entrega foi nesta 5a.feira (11/12), em Brasília. Araújo e Kafruni produziram uma série de reportagens sobre empresas terceirizadas no Governo Federal e levaram R$ 45 mil. O cearense Melquíades Júnior ganhou na categoria Nacional Impresso pela série de reportagens Viúvas do veneno, publicada no Diário do Nordeste (CE), mesmo trabalho que em 2013 rendeu a ele o Grande Prêmio J&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade. A reportagem acompanhou durante vários anos a trajetória de trabalhadores que são contaminados e mortos pelo uso indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras. O tema também levou Roberto Cabrini (SBT) a conquistar o prêmio Nacional na categoria TV, com a reportagem O doce veneno dos campos do senhor. Em Revista, o vencedor foi João Guedes, com a matéria Gincana industrial, da Revista Proteção (SC). Após vencer esta semana o prêmio principal do Embratel/Claro, Domingos Peixoto, de O Globo, levou também o MPT em Nacional Fotojornalismo, com a imagem que flagra o instante em que cinegrafista Santiago Andrade (da TV Bandeirantes) é atingido por um rojão em manifestação de rua no Rio de Janeiro. Na categoria Webjornalismo, Thiago Reis ganhou com a matéria Trabalho escravo existe?, do G1. Mariana Veil e Júlio Molica venceram com o Especial trabalho escravo, da GloboNews, na categoria Repórter Cinematográfico. Os dois percorreram Pernambuco, Paraíba e Alagoas para mostrar as condições de trabalho análogas à escravidão em uma pedreira e em um engenho de cana. Eduardo Matos ganhou em Radiojornalismo, com a matéria Os estrangeiros e a luta por trabalho, da Rádio Gaúcha, que conta a história de ganeses, senegaleses, argentinos, colombianos e peruanos que aproveitaram os vistos de turistas para a Copa do Mundo e decidiram ficar no Brasil e pedir refúgio. Cada vencedor nacional recebeu R$ 15 mil. O ganhador de Repórter Cinematográfico levou R$ 10 mil, enquanto os vencedores regionais embolsaram R$ 5 mil.  A comissão julgadora avaliou 542 trabalhos inscritos em sete categorias. Foram selecionados 34 trabalhos que concorrem nas premiações regionais e nacional, além dos dois prêmios especiais, Fraudes Trabalhistas e Repórter Cinematográfico. 

Memórias da Redação ? Celsinho

A história desta semana é novamente uma colaboração de Francisco Ornellas, que criou e por 22 anos esteve à frente do Curso de Focas do Estadão, hoje diretor Editorial do Diário de Mogi (SP). Celsinho Foi assim: no dia 10 de julho de 1973, uma 3ª.feira, segui minha rotina: sai cedo de casa, nas Perdizes, para ir trabalhar na Redação de O Estado de S. Paulo, na rua Major Quedinho, centro da cidade. O jornal dividia o prédio, na época, com o Hotel Jaraguá, ponto de encontro e hospedagem de personalidades. Eu era um caipira (continuo) deslumbrado (agora nem tanto) com a nova vida que estava a descobrir. Tinha 26 anos, recém-casado, o trabalho dos sonhos e nenhuma preocupação. Havia pouco me mudara para São Paulo; tudo me era novo. Por companheiros de Redação tinha grifes do jornalismo. Um dia, Sábato Magaldi me levava para almoçar no Scoth Bar da rua 24 de Maio; outro, Nilo Scalzo propunha um gim-tônica no Pari Bar da praça Dom José Gaspar; a feijoada de sábado era na Churrascaria São Francisco da rua da Consolação e a despedida de um amigo em vias de se casar, no restaurante Paddock do Conjunto Zarvos, na avenida São Luiz. Chegava-se ao trabalho sem saber como seria o dia; na edição do jornal e na vida. Assim foi 10 de julho de 1973, aquela 3ª.feira. Por volta das 5 da tarde apareceu-nos Celso Leite Ribeiro. Já era um veterano, fora editor de Política e, fazia pouco, ocupava cargo de assistente da Diretoria. Celsinho, como o chamávamos, era um gentleman. Devo a ele inesquecíveis lições de vida, dentre as quais o respeito aos mais jovens ficou para sempre. Não me lembro da circunstância, mas ouvir-lhe a frase “velhice não é doença, juventude não é qualidade” me bastou. Celso aproximou-se de alguns colegas e falou ao ouvido: “O happy hour será às 7 no bar do Jaraguá; fico só até às 8 e saio para o aeroporto”. Meia dúzia de nós foi ao encontro para ouvi-lo falar de seu momento de maior felicidade. Ele embarcaria em Congonhas para ir ter ao Aeroporto do Galeão, de onde seguiria para Paris ao encontro da esposa e filha, que já o esperavam para sua primeira incursão à Europa. Como combinado, ele saiu antes das 8; os outros demoraram pouco mais – alguns voltaram para a Redação, outros para casa. Eu fui para casa pensando nos assuntos que cuidava a esse tempo: a venda do Palácio Pio XII, residência episcopal do bairro da Bela Vista, e a inauguração da primeira linha do metrô. O palácio me rendeu boa interlocução com dom Benedito Ulhoa Vieira, bispo auxiliar que, descobrimos, devia à uma tia minha a graça das mesadas que ela lhe enviava, quando esteve em Roma, para estudos. No metrô não foi diferente: seu presidente, Plínio Assmann, tornou-se uma boa fonte de boas notícias e deliciosas histórias. Foi com esses assuntos em pauta que cheguei à Redação no dia seguinte, aí pelas 10 da manhã. Olhei a pauta, dei uma geral nos jornais do dia e fui ao telefone marcar entrevistas. Desci para almoçar no restaurante do próprio jornal. Era um espaço do 4º andar, ambientado em volta de um jardim e servido por garçons uniformizados. Tinha um belo estrogonofe e o parmegiana era sofrível. Estava terminando, ao lado de outros colegas, quando Zé Anselmo, contínuo da Redação, chegou e avisou: “Oli está chamando vocês”. Entreolhamo-nos cada um com ar de interrogação maior, por qual motivo Oli – Oliveiros Ferreira, editor-chefe – nos convocava? Subimos pela escada, dispensando o elevador. O pessoal já estava à mesa de reuniões do salão nobre. Os aparelhos de telex cuspiam notícias dando conta de que o Boeing 707 da Varig de prefixo PP-VJZ, que cumpria a rota Rio de Janeiro-Paris-Londres, caíra quatro quilômetros antes da pista do Aeroporto de Orly. O acidente teria sido provocado por um incêndio, iniciado em um dos banheiros nos fundos da aeronave, provavelmente por um cigarro aceso jogado no recipiente de lixo. Das 134 pessoas a bordo, 123 morreram. Não pela queda do avião, mas pela fumaça tóxica emanada do incêndio. Em uma manobra considerada magistral, o comandante Gilberto Araújo da Silva pousou o avião em uma plantação de cebolas. Ele e outros 8 tripulantes (havia 17 a bordo) sobreviveram e apenas um dos passageiros (Ricardo Trajano, que vive hoje em Belo Horizonte). Dentre os mortos, personalidades brasileiras, como o cantor Agostinho dos Santos, o senador Felinto Muller, a atriz Regina Léclery; também o jornalista Celso Leite Ribeiro. A aeromoça Elvira Strauss foi uma das dez vítimas entre os tripulantes. Elvira era minha amiga de infância. Obra do destino: o comandante Gilberto voltaria a pilotar algum tempo depois, até que o voo cargueiro que conduzia entre Tóquio e Los Angeles, desaparecesse no Oceano Pacífico dia 30 de janeiro 1979. Era um Boeing da Varig, prefixo PP-VLU. Faz 35 anos, nunca foi encontrado.

Carlos Chaparro lança Jornalismo — linguagem dos conflitos

O professor Carlos Chaparro já pôs à venda em seu blog O xis da questão a primeira obra editada por sua Edições Chaparro. Jornalismo – linguagem dos conflitos já está disponível nas versões papel e e-book na loja virtual instalada e com porta aberta na primeira página do blog. Segundo ele, “quase em estilo de crônica, este livro revê fundamentos teóricos do jornalismo. Aclara os novos cenários de utilização do jornalismo pelos sujeitos sociais organizados, num processo globalizado de apropriação da Notícia que a revolução tecnológica propiciou. E propõe inovações conceituais nos modos de compreender, ensinar, analisar, debater e praticar o Jornalismo”.

Debate sobre regulação da mídia deve ter CCS como aliado

O debate sobre a regulação da mídia, que deve ganhar força no próximo ano no Congresso Nacional, deverá ter como aliado o Conselho de Comunicação Social, atualmente desativado e dependente de data para eleição de seus representantes. A última reunião do colegiado, em agosto, marcou o fim do mandato da composição do biênio de 2012 a 2014. “Só foi possível debater no Conselho o que era consenso. Temas importantes e polêmicos foram ignorados”, afirma Bia Barbosa, representante do Coletivo Intervozes, entidade ligada à Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular. As discussões realizadas no período trataram da obrigatoriedade do diploma para exercício do jornalismo, do repúdio à violência sofrida por esses profissionais, do leilão para concessão da banda 4G e da flexibilização do horário da Voz do Brasil.

Maracanã sedia confraternização de jornalistas esportivos do Rio

O Maracanã sediou na noite desta 4a.feira (10/12) a confraternização dos profissionais da imprensa esportiva do Rio de Janeiro. Ela marcou o fim da Copa Maracanã/Acerj, organizada pela Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro e disputada de setembro a novembro. O evento, que reuniu cerca de 350 profissionais, começou com o futebol feminino, seguido pela homenagem e premiação dos vencedores. A equipe da Band venceu o torneio e seu “atleta” e diretor de Jornalismo Rodolfo Schneider foi agraciado com o prêmio de Craque da Copa. Em segundo lugar ficou o time do Globoesporte.com, seguido por FoxSports e SporTV. Na mesma noite, o time campeão foi posto à prova em jogo amistoso contra o Time de Craques, seleção do campeonato formada pelos jogadores de mais destaque em cada posição. Outros seis amistosos foram realizados entre as equipes que disputaram a Copa. Segundo este Portal dos Jornalistas apurou, profissionais de mais de 60 anos se entusiasmaram feito crianças por estarem jogando no gramado do novo Maracanã. Realizado desde 2009, o torneio contou com 18 equipes formadas pelos profissionais dos veículos que participam da cobertura esportiva no Rio de Janeiro, divididos em três grupos. Os jogos ao longo da temporada foram disputados no Aterro do Flamengo.

SET cria Grupo de Boas Práticas para Acessibilidade em radiodifusão

A Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET) anuncia a criação do Grupo de Boas Práticas para Acessibilidade em radiodifusão e telecomunicação, cuja principal atuação será o estudo e o detalhamento da integração de tecnologias para aumentar o acesso à informação de portadores de deficiências auditivas e visuais, dentro do conceito de benefício da coletividade. Os serviços de acessibilidade em radiodifusão permitem que seus usuários possam assistir a um programa de televisão ou ser avisados da ocorrência de desastres naturais. Os deficientes auditivos, por exemplo, necessitam legendas para assistir aos programas exibidos pelos radiodifusores, enquanto os deficientes visuais precisam de audiodescrições. Saiba mais

Hoje em Dia apresenta nova plataforma multimídia nesta 6ª.feira (12/12)

O mineiro Hoje em Dia apresenta nesta 6ª.feira (12/12) uma nova plataforma multimídia, que inclui jornal impresso, portal, redes sociais e a rádio 102,9 FM. O portal passará por uma transformação, com novo leiaute, gerando navegabilidade mais intuitiva e maior integração com as redes sociais e dispositivos moveis. Para dar estrutura às mudanças, as equipes de marketing, articulistas e comercial foram reformuladas. O objetivo é ser um líder entre os formadores de opinião e aumentar a circulação na região metropolitana de Belo Horizonte. Segudo o diretor de Jornalismo Ricardo Galuppo, “esse projeto é a apresentação final de unificação da plataforma iniciada no ano passado. A data será um marco, com projeto gráfico mais funcional e, somado a isso, uma presença maior na rádio”. A distribuição multiplataforma dos conteúdos acontecerá no momento da edição das notícias, o que otimizará a disseminação das informações. “Estamos estimulando e equipando a Redação para receber esse formato”, informa Galuppo. “Na rádio, por exemplo, teremos entrada ao vivo direto da Redação do jornal. Não estamos inventando nada, isso já foi feito com maior ou menor grau por outros veículos”. O radialista Paulo Leite, que já integra a equipe Hoje em Dia, será a ligação entre a Redação do impresso e a rádio. Projetos –  A partir do começo de 2015, novos projetos sertão colocados em prática, entre eles o lançamento de aplicativos em áreas consideras prioritárias, como automobilismo, com Boris Feldman, gastronomia, com Eduardo Avelar, e moda, com Cris Carneiro. Esses profissionais serão os únicos centros de geração de informação e produção de eventos nessas áreas. A conclusão do novo Hoje em Dia terminará com a mudança física de endereço para um prédio mais moderno e adequado ao novo jornal; e com a construção da Casa Hoje em Dia, um espaço na av. Cristóvão Colombo (Savassi), já em fase de aprovação. “Será um espaço aberto para realização de debates, pequenos shows, exposições, reuniões para discussão de temas de interesse a cidade, promoção de artistas”, afirma Galuppo. Com isso, a atual sede do jornal ficará disponível para comercialização.

Instituto Vladimir Herzog busca recursos para projetos

O Instituto Vladimir Herzog, de Direitos Humanos está em campanha de fund raising, buscando apoio financeiro de pessoas físicas e jurídicas para seus projetos. Segundo Ivo Herzog, seu diretor executivo, isso pode ser feito inclusive via Lei Rouanet, que na pessoa física permite doações de até 6% do IR com 100% de crédito (na jurídica, 4%). O IVH atua principalmente em projetos de Educação em Direitos Humanos, com mais de 500 educadores e dez mil alunos beneficiados por suas ações. Saiba mais sobre como participar

Edu Ribeiro tira chapéu para os admirados. Kotscho homenageia Audálio Dantas

De terno azul marinho e chapéu Panamá que não combinava com aquele traje formal, o anfitrião Eduardo Ribeiro, diretor deste Portal dos Jornalistas, causou alguma estranheza. Mas, ainda que ninguém entendesse muito bem o motivo daquele adereço, foi uma ótima referência para que todos pudessem localizá-lo em meio a dezenas de convidados (veja as fotos). Ao dar início à cerimônia de entrega dos troféus aos +Admirados, Edu por fim esclareceu o mistério: Muitos dos que me conhecem devem estar estranhando eu vir a essa festa de chapéu, um adereço incomum para mim. Pois bem, decidi usar pela primeira vez em minha vida um chapéu, um típico chapéu Panamá, para poder tirá-lo em público e nesse meu gesto simbólico homenagear a todos os jornalistas brasileiros, em especial esses 101 profissionais eleitos como Os +Admirados do País. Sim, para todos eles eu tiro o meu chapéu!!! E peço uma grande e intensa salva de palmas!! Espero que esta seja uma noite de emoções, alegrias, confraternização, encontros e reencontros. E que possamos sair daqui não só mais felizes, mas também esperançosos de dias melhores, de dias de um jornalismo cada vez mais comprometido com a ética, com a pluralidade, com a verdade e com a relevância. Mas paro por aqui, porque o dia, quer dizer, a noite, é de festa e eu não quero estragá-la com um longo discurso. Espero que vocês gostem e se divirtam com o que preparamos ao longo desses últimos dois meses. A admiração de um dos +Admirados No próprio dia da festa, Ricardo Kotscho decidiu fazer em seu Balaio do Kotscho uma homenagem pública ao profissional que ele considera o mais digno de admiração dentre todos: Audálio Dantas. Reproduzimos o texto a seguir, com a permissão do autor, fazendo apenas a ressalva de que Ricardo nele não menciona sua condição de também integrante da galeria dos +Admirados. Pois é, quem diria, Audálio Dantas está na moda O tempo passa, o tempo voa, o tempo não perdoa, mas ele continua aí firme e forte, na batalha. Aos 85 anos de idade e 60 de profissão, em plena atividade, o jornalista Audálio Dantas, alagoano de Tanque D´Arca, testemunha e protagonista da nossa História, prepara-se para receber esta noite mais um prêmio pelo conjunto da obra. Muito justo. Audálio está entre os Cem mais admirados jornalistas brasileiros que receberão seus troféus nesta noite de 2ª.feira, em São Paulo. Prêmios e homenagens já fazem parte da sua rotina, principalmente nestes últimos anos, mas o de hoje é especial: foi baseado numa pesquisa inédita promovida pelas empresas Maxpress e Jornalistas&Cia com mais de dois mil executivos de Comunicação Corporativa de todo o País, em votação direta, num universo que reúne 55 mil jornalistas profissionais. Firme nos gestos e lhano no trato, Audálio foi e é mestre e exemplo de várias gerações de jornalistas. Repórter por gosto e vocação, está fora do mainstream da grande imprensa desde o final dos anos 1970, quando foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e nele teve papel central na denúncia do assassinato do nosso colega Vladimir Herzog, tema do livro As duas guerras de Vlado Herzog – Da perseguição nazista na Europa à morte sob tortura no Brasil, que lhe valeram os prêmios Jabuti (Livro-reportagem e Livro do ano de não ficção) e Intelectual do Ano (Juca Pato), em 2013. Somos amigos desde aquela época, mas nunca tive a oportunidade de trabalhar junto com ele numa redação. Foi em feiras de livros, debates, seminários e nas diretorias e conselhos de entidades sindicais que passei a admirar cada vez mais esse cidadão brasileiro que teve papel fundamental na longa e penosa trajetória da ditadura à democracia, sempre fiel a seus princípios, colocando os interesses da sociedade acima daqueles da sua vida pessoal. Sei o quanto isso lhe custou, e ainda está custando, mas nunca o vi reclamar da vida. Ao contrário, está sempre disposto a encarar o próximo desafio, ao lado da inseparável Vanira, sua mulher, geralmente em atividades não remuneradas, sua especialidade. “Você está ficando muito rabugento”, queixou-se ele, com razão, na última vez em que viajamos juntos para participar do Fórum das Letras de Ouro Preto, em novembro. Para Audálio, ao contrário, não tem tempo ruim, mesmo tendo enfrentado seríssimo problema de saúde no ano passado. Não fosse por seus cabelos branqueados já faz tempo, ninguém seria capaz de adivinhar a idade dessa figura, sobre a qual, aliás, ainda há controvérsias. Esta é apenas uma das muitas lendas que se criaram em torno dele, tantas quanto as reportagens e os livros que escreveu, desde que começou a trabalhar como repórter da Folha da Manhã (hoje Folha de S. Paulo). Uma das suas primeiras reportagens premiadas foi uma entrevista “não dada” por Guimarães Rosa, quando o escritor veio lançar Grande Sertão: Veredas em São Paulo. Sem conseguir falar com Rosa, Audálio ficou fuçando em torno da mesa em que ele dava autógrafos, anotando as respostas dadas aos leitores e copiando algumas dedicatórias. Além das características inatas de repórter que nunca desiste da pauta, Audálio sempre levou uma grande vantagem sobre a concorrência: sabe escrever, e escreve muito bem. Outra vantagem que levava nas redações é que saia para fazer uma matéria e voltava com várias, sobre os mais diversos assuntos. Nunca foi um especialista em nada. Claro que não dá para resumir neste breve texto os seus 60 anos de carreira, com passagens marcantes pelas revistas O Cruzeiro e Realidade. Uma das passagens mais marcantes da longa trajetória de Audálio foi a descoberta, durante uma reportagem, da fantástica personagem Carolina Maria de Jesus, favelada que se tornou escritora com o best-seller Quarto de Despejo, editado também no exterior. Nas voltas que a vida dá, foi deputado federal pelo extinto MDB e primeiro presidente eleito pelo voto direto da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), onde ainda atua como conselheiro, atividades que lhe renderam o Prêmio de Defesa dos Direitos Humanos da ONU.  

Prêmio principal do Embratel Claro vai para imagem de Domingos Peixoto

O fotógrafo Domingos Peixoto, de O Globo, é o vencedor do Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho, principal premiação do Embratel Claro. A sequência de imagens jornalísticas de maior repercussão este ano – o momento em que o cinegrafista Santiago Andrade foi atingido durante manifestações no Rio – sob o título de Crime à liberdade de imprensa, já levara o CNT, o Ministério do Trabalho e, finalmente, o Esso na categoria, na semana passada. Agora mais contido do que no Esso, Peixoto foi lacônico no agradecimento, ergueu o troféu acima da cabeça e repetiu o lema “Viva Santiago!”. Na noite desta 3ª.feira (9/12), a 15ª edição do Embratel Claro entregou os troféus aos ganhadores de 16 categorias (quatro regionais e 12 nacionais). A festa foi na casa de espetáculos Miranda, no conjunto de salas Lagoon, no Rio, apresentada por Ronaldo Rosas e Flávia Fernandes. Flávia participou também da organização do evento, e foi comentado, até no palco, como é pouco comum uma RP apresentar prêmios jornalísticos.

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