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segunda-feira, abril 20, 2026

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Memórias da Redação ? Uma louca história com Zito

A história desta semana, sobre o recém-falecido jogador de futebol Zito (José Ely de Miranda), é de Joaquim Alessi, ex-Diário Popular, que hoje apresenta o Programa Joaquim Alessi, na NET ABC, toda 6ª.feira, às 21h, a revista ABCD Real, mensal, e é colunista do Diário de S.Paulo, Caderno Bom Dia ABCD. Uma louca história com Zito Final do Paulistão de 1978. São Paulo e Santos no Morumbi. Os Meninos da Vila haviam vencido o primeiro jogo por 2 a 1, na Vila. Se vencessem no domingo, seriam os campeões. Do contrário, mesmo um empate provocaria o terceiro jogo. Em início de carreira, no Popular da Tarde, fui escalado por Walter Lacerda para acompanhar o Peixe. Eu só assistiria ao jogo, e, caso eles fossem campeões, acompanharia o trajeto do ônibus até a Baixada para descrever tudo. Na tribuna do Morumbi começou um clima de disputa entre jornalistas-torcedores. Lembro de Álvaro Paes Leme (o pai), Sérgio Carvalho… Eu, muito jovem (20 anos), são-paulino fanático, entrei no clima. O Santos fez 1 a 0, e tudo indicava que seria campeão. Pouco antes do fim do jogo, resolvi ir para o vestiário, que ficaria superlotado. Peguei o elevador, desci no saguão, entrei no vestiário (naquela época era fácil) e fui caminhando pelo túnel. Quando cheguei perto da escada, ouvi a explosão de uma torcida em festa. Imaginei os santistas comemorando. Mas ao subir os primeiros degraus vi torcedores são-paulinos vibrando. No impulso, gritei “Gooooollll”. Zé Sérgio havia empatado no último lance. Aí entra Zito, diretor de futebol, o primeiro a descer a escada. Eu peguei nos braços dele, irresponsavelmente, e perguntei, em festa: “Zito, o São Paulo empatou?” E ele, com a eterna simpatia, respondeu: “Empatou, não tava vendo o jogo?” Hoje eu vejo o quanto fui imprudente. Se fosse nesse momento, poderia haver confusão no vestiário. Mas jamais com Zito, gênio da bola e do profissionalismo. O futebol hoje está triste. Descanse em paz, craque! A propósito de histórias de jornalismo e de jornalistas, vale conferir o blog Histórias da imprensa – Memórias de um certo jornalismo, lançado por Thales Guaracy. Disse ele no facebook sobre a iniciativa: “Organizando meu baú, resolvi escrever algumas histórias da imprensa, que narram bastidores do jornalismo brasileiro. A primeira é o perfil de Lula vencedor… em 1989 (!), que escrevi como editor de assuntos nacionais em Veja e, com a vitória de Collor, nunca foi publicado. A história da matéria que saiu, e da que não saiu, na cobertura que rendeu um prêmio Esso a Veja, está lá. Com a participação de  Expedito Filho, Eduardo Oinegue, Arlete Salvador e outros grandes companheiros. A historia dá muitas cambalhotas”.

Vem aí a Bolsa Wikipedia?

Por Wilson Moherdaui, diretor de Redação do Informática Hoje Jimmy Wales, um dos criadores, junto com Lary Sanger, da Wikipedia, está no Brasil por uns dias. Wikipedia, segundo a Wikipedia, é “um projeto de enciclopédia [1]  multilíngue [2] de licença livre [3] , baseado na web [4], escrito de maneira colaborativa [5] e que se encontra atualmente sob administração da Fundação Wikimedia [6], organização sem fins lucrativos [7]”. Na semana passada, Jimmy Wales fez uma palestra no Ciab, o congresso de tecnologia da informação da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), em São Paulo. E respondeu a uma série de perguntas. Em uma delas, pedi a ele que contasse qual foi o caso mais dramático de dano à reputação de uma pessoa ou a uma empresa, na história da Wikipedia. Ele explicou que, quando ocorrem, esses danos são muito menos graves do que nas redes sociais de forma geral, pela velocidade com que os ataques indevidos costumam ser corrigidos. Segundo ele, o fato de ser um site colaborativo permite que as intervenções em casos desse tipo sejam quase imediatas. Mesmo assim, não fugiu da minha provocação: disse que um caso clássico foi uma informação caluniosa incluída no perfil de um jornalista, no caso, norte-americano. O jornalista atingido processou não a Wikipedia, mas o autor do ataque, devidamente rastreado pela polícia. O curioso é que o caso mais notório de fraude em verbetes da Wikipedia, aqui no Brasil, também atingiu jornalistas: no ano passado, os perfis de Carlos Alberto Sardenberg e Miriam Leitão foram adulterados por um funcionário público federal, Luiz Alberto Marques Vieira Filho, então chefe da Assessoria Parlamentar do Ministério do Planejamento. Depois de acenar com o argumento pífio de que seria impossível rastrear o autor da fraude, o governo, pressionado, acabou por identificá-lo. Dias depois, o funcionário, que havia utilizado a rede do próprio Palácio do Planalto para o malfeito, pediu desligamento e foi exonerado do cargo. Em sua palestra no Ciab, Jimmy exibiu seu orgulho pelo fato de a Wikipedia, lançada em janeiro de 2001, ser o 5º site mais popular da internet, lido mensalmente por mais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo. E apresentou mais alguns números superlativos: a Wikipedia contém hoje 32 milhões de verbetes (876 mil em português), está disponível em 287 línguas diferentes (inclusive o tupi-guarani), e é alimentada por uma equipe que varia entre 3.500 e 5 mil voluntários. Mas Jimmy Wales não veio ao Brasil só para dar a palestra no Ciab. Ele quer discutir por aqui, especialmente com as operadoras de telecom, o seu projeto chamado The People’s Operator (TPO), uma operadora de telefonia móvel virtual (MVNO). Segundo ele, 10% dos recursos arrecadados pela TPO serão destinados a instituições filantrópicas e 25% do lucro serão doados ao que ele chama de “uma boa causa”. A TPO é parte do projeto Wikipedia Zero, cujo objetivo é oferecer acesso gratuito à Wikipedia em smartphones, em países emergentes, nos mesmos moldes que algumas operadoras já fazem com o Facebook e o WhatsApp. Na palestra, ele disse que a Wikipedia Zero pode ser um instrumento importante de aprendizagem em países em desenvolvimento que se preocupam com a inclusão digital, como o Brasil. E já opera, entre outros países, na Índia, na Malásia, na Tailândia, no Nepal e em Bangladesh, por exemplo. A nota desalentadora da palestra de Jimmy Wales no Ciab: a Wikipedia está censurada na China.

CDN assume controle da BH Comunicação e cria a CDN Sul

Nova empresa terá atuação no RS, PR e SC e sede em Porto Alegre

A CDN anunciou a criação da CDN Sul, unidade que surge da aquisição do controle da BH Comunicação, que era sua parceira na Região Sul do País. Baseada em Porto Alegre, a nova empresa faz parte do plano de expansão da CDN – empresa que integra o Grupo ABC –, já está presente nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, além de Washington (EUA).

Para o presidente da CDN, João Rodarte, os investimentos na criação da CDN Sul representam uma evolução da parceria com a BH Comunicação, que começou em 2014: “Já estamos em quatro capitais, mas ainda faltava um escritório próprio nessa região, que tem alto potencial econômico e onde já mantivemos parcerias locais para atendimentos de vários clientes”.

Ele ressalta que a sintonia com as sócias Ana Cássia Hennrich e Catia Bandeira (BH Comunicação) foi imediata. “Desde o início, estabelecemos uma parceria muito boa com a BH, além de uma grande identificação com os valores e o perfil empreendedor das nossas sócias”.

Segundo comunicado divulgado pela agência, “toda a equipe da BH Comunicação será mantida e integrada à nova CDN Sul, que passa a funcionar em um escritório recém-inaugurado e mais amplo e moderno, no bairro Moinhos de Vento. A carteira de clientes será mantida, e o atendimento a partir de agora passará a contar com a estrutura de uma agência de porte nacional, com mais de 400 colaboradores, e atuação nas diversas áreas da comunicação”.

Wall Street Journal e Dow Jones anunciam demissões

O centenário Wall Street Journal e a agência de notícias Dow Jones anunciaram no último dia 18/6 que vão fechar 100 vagas nos dois veículos nas próximas semanas. E que a medida é parte de uma estratégia de implementar o programa de alocação de recursos ao meio digital. A informação foi divulgada pela France Press. Integrante do Grupo News Corporation, de Rupert Murdoch, os veículos fecharão escritórios em Helsinki e em Praga e reduzirão as equipes que atuam na Europa e na Ásia. Em mensagem aos funcionários, Gerard Baker, editor-chefe do WSJ e da Dow Jones, informou que a reestruturação implicará “redução de pessoal e eliminação de algumas posições para promover a adaptação à internet, setor que impõem mudanças a um ritmo impressionante”. Na nota que circulou internamente, Baker explica que os cortes serão acompanhados “de uma dúzia de criações de empregos nos setores de informação, financeiro, tecnológico, de mercados e de economia global”. Fundado em 1889 por Charles Dow, Edward Jones e Charles Berstresser, o jornal conquistou o Prêmio Pulitzer 36 vezes, além de cerca de dual mil premiações por reportagens sobre Economia.

Dois brasileiros entre os mais influentes profissionais de comunicação do mundo

Flávio Castro (FSB) e Ciro Dias Reis (Imagem Corporativa) fazem parte da lista do Global Power Book, que acaba de ser divulgada pela PR Week A PR Week, uma das mais importantes publicações mundiais na área de comunicação corporativa e relações públicas, divulgou nesta 3ª.feira, 23/6, o Global Power Book, com a lista dos 500 mais influentes executivos de comunicação do mundo. E nela estão apenas dois nomes da América Latina, ambos do Brasil: Flávio Castro, sócio diretor da FSB, e Ciro Dias Reis, presidente da Imagem Corporativa. Ciro tem se destacado pela ampla incursão pessoal e de negócios no campo internacional, através de múltiplas parcerias e participações institucionais mundo afora. E Flávio é o executivo que tem representado a FSB no plano internacional, nos mais variados fóruns. Sobre a conquista diz: “A inclusão do meu nome é, na verdade, um reconhecimento da importância e do sucesso da FSB em nível global. Sou apenas a cara pública da FSB no exterior”. 

Aberto credenciamento para o Wine Weekend São Paulo Festival

Já está aberto o credenciamento para a sexta edição do Wine Weekend São Paulo Festival, maior evento de vinhos voltado para o consumidor final da América Latina, que deve receber cerca de 25.000 visitantes entre os dias 2 e 5/7, no Pavilhão das Culturas, no Parque Ibirapuera.

Basta acessar o site ou solicitar diretamente para a assessoria de imprensa, a g6 Comunicação. A equipe de atendimento é integrada por Sandra Polo ([email protected]) e Eduardo Sanches (eduardo@). No dia 1º de julho, a partir das 14h30, vai acontecer uma apresentação do evento em primeira mão para jornalistas e convidados.

Organizado pela Market Press, o festival, segundo o idealizador e diretor Eduardo Viotti, que por muitos anos atuou na imprensa automotiva, vai apresentar perto de 2.000 rótulos do mundo todo. “Serão centenas de degustações durante os quatro dias, permitindo que o consumidor experimente muitas marcas de qualidade que ainda não conhece”, afirma. O público também poderá adquirir vinhos de todas as faixas, com preços entre R$ 40,00 e R$ 1.000,00 a garrafa.

Além disso, o evento vai reunir uma série de outras atrações para o público, como palestras de especialistas sobre vinhos, jantares harmonizados, um inédito museu que vai contar a história de seis séculos do vinho no Brasil e até uma área exclusiva para degustação e compra de cervejas especiais.

Pela primeira vez, o público poderá acompanhar as degustações do Concurso Mundial de Bruxelas Edição Brasil – Concurso Nacional de Vinhos e Destilados, nos dias 2 e 3 julho. O concurso, respeitado mundialmente, terá neste ano 420 rótulos inscritos, sendo 245 de vinhos e 175 de destilados. Nos dias 4 e 5 de julho, as bebidas vencedoras serão expostas no local.

Saulo Passos assume Comunicação da Embraer

Saulo Passos chega à Embraer para assumir a recém-criada Diretoria de Comunicação Corporativa, que engloba as atividades de Comunicação Externa, Marketing, Eventos e Mídias Sociais.

Saulo veio da Microsoft, onde atuou como diretor de Comunicações para a América Latina, em Fort Lauderdale (Flórida, EUA), depois de ocupar o cargo de diretor Global de Comunicações para a área de Mobile, em Londres.

Antes de se transferir para a Microsoft, trabalhou para a Nokia, entre 2004 e 2014, onde chegou a diretor Global de Comunicações para a área de Mobile. Formou-se em Jornalismo ECA/USP, cursou MBA na FIA/USP e fez curso de treinamento para lideranças na Wharton Business School, da Univeridade da Filadélfia, EUA.

Trip em temporada de contratações

Diógenes Muniz e Emiliano Goyeneche chegam à Trip TV. Alexandre Maklouf e Luisa Alcântara, para outros núcleos da editora A Trip fez recentemente quatro contratações. Dessas, duas foram para o Trip TV, programa que produz e exibe às 3as e 5as.feiras pela Band: Diógenes Muniz, como diretor de TV, e Emiliano Goyeneche, como assistente de Direção de TV. Diógenes chega com a missão de responder pela qualidade editorial do programa e sob sua batuta estão a coordenação de toda a equipe e as reuniões de pauta; e Emiliano, como responsável pelo cronograma de edição, fazendo a interface entre os editores e finalizadores. Ambos se reportam a Joana Cooper (diretora de Conteúdos em Audiovisual da Trip). Como lembra Paulo Lima, fundador e diretor da Trip, “o programa exibe o espírito leve, provocativo, reflexivo e divertido da Trip e seu conteúdo está também nas nossas plataformas digitais, como o canal no Youtube, sites, aplicativos mobile e redes sociais, assim como nos aplicativos mobile e sites da Band”. Para os demais núcleos editoriais da empresa foram contratados Alexandre Maklouf e Luisa Alcântara. Alexandre, há pouco mais de 20 dias na empresa, chegou como editor dos núcleos Cidade Jardim e Ambev, função na qual responde pela versatilidade de matérias, entrevistas jornalísticas e perfis das revistas e plataformas de conteúdo customizado do Shopping Cidade Jardim e da Ambev, produzidas pela Trip. Luisa começou como editora da Revista Gol, com a missão de incrementar as reportagens e séries especiais relacionadas a cultura, viagem, beleza, gastronomia e entretenimento em geral. A Revista Gol tem versão em papel, distribuída há mais de 13 anos nas aeronaves, e está na web, disponível para tablets. Ambos reportam-se à diretora de núcleo Renata Leão. Todos esses núcleos estão sob o comando do diretor editorial Fernando Luna.

Stijntje Blankendaal é a nova presidente da Associação dos Correspondentes Estrangeiros, em SP

Holandesa sucede a peruana Verónica Goyzueta, que dirigiu a ACE em vários períodos, desde 1998 A ACE – Associação dos Correspondentes Estrangeiros, que tem sede em São Paulo e reúne profissionais de todos os continentes, tem uma nova presidente, Stijntje Blankendaal, da Holanda. Stijntje, que tem 41 anos e mora no Brasil desde 2001, é correspondente dos veículos Dagblad Trouw, De Groene Amsterdammer e Vrij Nederland. É de sua autoria um programa de intercâmbio de estudantes de jornalismo da Holanda com estudantes brasileiros da Faculdade Cásper Líbero e Unicamp. Eleita em Assembleia Geral no último dia 18/6, a nova diretoria da ACE terá outras duas mulheres na diretoria executiva: Marie Naudascher (França), vice-presidente, e Sandra Korstjens (também da Holanda), como tesoureira. Marie tem 29 anos e mora no Brasil desde 2010. Como freelancer, atuou para a rádio francesa RTL, a Deutsche Welle e Radio Vatican, além de ter realizado documentários e coberto a Copa do Mundo para veículos de India, Marrocos e França. Em 2014, publicou o livro Les Brésiliens. Sandra tem 26 anos e mora em São Paulo desde 2012. É correspondente do RTL Nieuws para todos os países da América Latina. E já trabalhou na redação de NOS, emissora pública da Holanda. A peruana Verónica Goyzueta, que dirigiu a ACE em vários períodos, desde 1998, presidia a organização interinamente. Ela deu posse a Stijntje na nova sede da ACE, que fica no edifício Cidade IV, centro de São Paulo, e que foi cedida à instituição pelo Governo do Estado de São Paulo, em negociação conduzida por Nick Story (Inglaterra/Áustria/França).  Estão entre os objetivos da nova diretoria ”fortalecer a ACE através de ações culturais, consolidar a sede como lugar de trabalho e encontro para todos os associados, regularizar a entrega de carteirinhas para os associados, realizar uma coletiva de imprensa por mês, organizar viagens/saídas jornalísticas e lançar o website da ACE como ferramenta central de informação”. Uma das decisões já tomadas pela Associação foi a criação de um Comitê Executivo, aberto a todos os interessados, para apoiar as inúmeras iniciativas planejadas. Já integram esse Comitê Katy Sherriff (Holanda), como coordenadora da sede e da organização de carteirinhas; Tommaso Protti (Itália), na organização de coletivas e palestras; Carlos Turdera (Argentina), para projetos de conteúdo e, junto com Andrew Downie (Irlanda), na gestão da mídia digital. Membros de longa data e com um histórico importante para a ACE, como as ex-diretoras Verónica Goyzueta e Ali Rocha (Brasil/Inglaterra), prometeram apoio contínuo para a Associação. Os contatos com a ACE podem ser feitos pelo e-mail geral [email protected]; e com a sua presidente Stijntje, pelo e-mail pessoal [email protected].

Saga de Matheus Leitão Netto emociona e faz do Brio um dos projetos mais promissores da nova mídia

Apuração de uma vida inteira. No lançamento do Brio, uma história chama atenção: a de Matheus Leitão Netto. O envolvimento emocional de filho e a perspicácia de um bom repórter se reuniram na reportagem de (tirar o) fôlego, em que Matheus conta sobre o encontro com o delator de seus pais – Marcelo Amorim Netto e Miriam Leitão – nos tempos da ditadura militar, mais de 40 anos atrás.

“O assustador vocábulo ‘tortura’ foi o último a aparecer nessas conversas em que eu colhia retalhos do passado. Mas surgiu tanto em diálogos com familiares, como em conversas reservadas com a minha mãe, ou com o meu pai, em momentos distintos. Transformei aquilo no meu quebra-cabeça particular, no qual cada peça era revelada aos poucos. […] Mesmo assim, eu sentia que não havia detalhes, retratos jornalísticos profundos, mas apenas histórias dos pais contadas para um filho curioso e perguntador. Um filho jornalista”, diz Matheus em seu texto.

Mais à frente, ele explica a razão pela qual o tema ficou sempre rondando sua mente: “A verdade é que, entre uma reportagem e outra que eu fazia sobre a ditadura, inclusive sobre a Guerrilha do Araguaia, parecia que eu estava sempre à procura do passado dos meus pais. Era como se a linha ligada ao anzol ficasse ainda mais tensa. Puxava-me ao local de onde eu na~o deveria sair”.

Vale cada minuto da leitura.

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