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segunda-feira, outubro 25, 2021

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Fernando Pacheco Jordão morre em São Paulo aos 80 anos

Faleceu em São Paulo na madrugada desta quinta-feira (14/9), aos 80 anos, de falência de múltiplos órgãos, Fernando Pacheco Jordão, que, junto com Audálio Dantas, então presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, teve destacada atuação na resistência à ditadura militar na época do assassinato de seu amigo e companheiro de trabalho Vladimir Herzog nos porões do regime, em outubro de 1975.

Fernando, que sofreu um AVC 15 anos atrás e desde então ficou afastado do trabalho, estava internado há 40 dias no Hospital Premier, na capital paulista, para tratar de uma pneumonia. O velório vai até as 22h na TV Cultura e a cerimônia de cremação será nesta sexta-feira (15/9), às 10h, no Crematório da Vila Alpina (Av. Francisco Falconi, 437). Ele deixa viúva, a socióloga Fátima, e três filhos: a bióloga Beatriz, o jornalista Rogério e a cineasta Júlia Pacheco Jordão.

Começou no jornalismo em 1957, como redator e locutor de noticiários na antiga Organização Victor Costa, que abrangia as rádios Nacional, Excelsior e Cultura. Passou depois pela rádio Difusora, e por dois anos acumulou esse trabalho com o de copydesk no Estadão, seu único emprego em jornal. Mais tarde atuou na TV Excelsior, como editor e apresentador do telejornal diário Show de Notícias.

Em 1964, após o golpe militar, foi contratado pelo Serviço Brasileiro da BBC, para onde logo depois também seguiu Vladimir Herzog, que trabalhara com ele no Estadão. Em Londres, fez um curso de produção de televisão e, ao regressar, em 1968, foi convidado a atuar na TV Cultura, onde produziu programas didáticos, documentários e criou o jornalismo na emissora, que começou com o programa diário Hora da Notícia. Em 1974, seguiu para a TV Globo, onde editou em São Paulo o Jornal Nacional e foi diretor do Globo Repórter.

Foi ainda correspondente da IstoÉ em Londres e da Editora Abril em Paris, e atuou como assessor de imprensa em duas campanhas de Mário Covas ao governo do Estado, bem como de Geraldo Alckmin.

Dirigente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na época do assassinato de Herzog, escreveu o livro Dossiê Herzog – Prisão, tortura e morte no Brasil. Em homenagem a ele, o Instituto Vladimir Herzog deu o nome de Jovem jornalista Fernando Pacheco Jordão ao prêmio que criou há nove anos para estudantes de Jornalismo.

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