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segunda-feira, outubro 25, 2021

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Em Biografia, o Jabuti fica com Mário Magalhães

Mário Magalhães venceu a categoria Biografia da 55ª edição do Prêmio Jabuti, com Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo (Companhia das Letras). A lista com os vencedores das 27 categorias foi divulgada nesta 5ª.feira (17/10). A obra, lançada em outubro de 2012, é fruto de nove anos de pesquisa sobre o comunista baiano Carlos Marighella, morto em 1969 numa emboscada de agentes da ditadura militar em São Paulo. “Não vivi o tempo de Carlos Marighella, a não ser como criança cujos limites do mundo eram Zorro, National Kid e Speed Racer. Quando o mataram, em novembro de 1969, eu tinha cinco anos. Em 2003, mergulhei no projeto para contar a vida dele. Queria reconstituir uma trajetória fascinante, sem as amarras de tempo e espaço próprias de uma redação de jornal”, disse Magalhães em entrevista ao Portal dos Jornalistas. Formado em Jornalismo pela UFRJ, Mário começou em 1986 como repórter de Cultura do jornal Tribuna de Imprensa (RJ). Teve passagens por O Globo, Estadão e Folha de S.Paulo, a mais recente como repórter especial, posto que deixou no início de 2010 para se dedicar exclusivamente às pesquisas do livro, cujos direitos vendeu para Wagner Moura e a produtora O2, de Fernando Meirelles. Outro jornalista se destacou na categoria Biografia do Jabuti, Lira Neto, autor de Getúlio: dos anos de formação à conquista do poder, 1882-1930 (Companhia das Letras), ficou com a terceira posição. Em Reportagem, Audálio Dantas ficou em primeiro lugar com As duas guerras de Vlado Herzog (Civilização Brasileira), seguido por Klester Cavalcanti, Dias de inferno na Síria (Benvirá), e Cristina Pioner e Germana Cabral, com Mãos que fazem história (Verdes Mares). Na categoria Comunicação, o vencedor foi José Marques de Melo, com História do jornalismo itinerário crítico, Mosaico contextual (Paulus). Oscar Pilagallo, com História da imprensa paulista (Três Estrelas), ficou em segundo e Renato Modernell, com A notícia como fábula: realidade e ficção se confundem na mídia (Mackenzie/Summus), em terceiro. Os demais jornalistas premiados foram Luís Fernando Veríssimo, que  ficou em primeiro lugar da categoria Contos ou crônicas, com Diálogos impossíveis (Objetiva); e Luiz Antonio Aguiar, com Os anjos contam histórias (Melhoramentos), em segundo na categoria Juvenil. No dia 13/11, serão escolhidos os grandes vencedores de Livro do Ano em ficção e em não-ficção, que receberão R$ 35 mil cada.

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