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quarta-feira, junho 23, 2021

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Elvira Lobato lança reportagem sobre tevês na Amazônia

Em parceria com a Agência Pública, a jornalista Elvira Lobato publicou nessa 2ª.feira (1º/2) uma reportagem sobre concessões de tevê na Amazônia Legal. Entre novembro de 2014 e outubro de 2015, Elvira percorreu os nove Estados da Amazônia Legal – Amazonas, Acre, Amapá, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins – e investigou mais de 1.700 canais de retransmissão de televisão localizados na área, que representa 56% do território nacional. “O que motivou esta aventura foi a certeza de que existe ali uma realidade desconhecida tanto pelos acadêmicos que estudam a mídia quanto pelos jornalistas que atuam nos grandes veículos de imprensa, dentro e fora daquela região. Desconhecida até pelo governo”, explica à Pública Elvira, que durante 19 anos cobriu as telecomunicações e a radiodifusão no Brasil. Ao longo das investigações, a repórter descobriu que as retransmissoras são controladas por políticos, prefeituras, empresários e igrejas, mas que não é raro encontrar canais de jornalistas apaixonados pela profissão. Uma das principais descobertas da investigação é sobre emissoras semipiratas, que funcionam sem a licença definitiva da Anatel mas não podem ser fechadas. Em uma medida de 2012, o governo aumentou o prazo para as retransmissoras se legalizarem nas cidades com menos de três canais de tevê locais devidamente licenciados. “A regra vale para todo o País, mas encontrou terreno fértil na Amazônia Legal justamente porque lá as retransmissoras podem gerar conteúdo, o que inspira a cobiça de políticos e empresários locais”, conta Elvira. Repórter há 39 anos, sendo 27 deles na Folha de S. Paulo, Elvira é especializada em telecomunicações e radiodifusão. Recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo em 2008, com reportagem sobre o patrimônio de dirigentes da Igreja Universal do Reino de Deus, publicada pela Folha. Após se aposentar do jornalismo diário, dedicou-se à pesquisa TVs na Amazônia – uma realidade que o Brasil desconhece. O projeto foi patrocinado pela Fundação Ford e pela ONG Artigo 19, em parceria com o Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia de Informação do programa de pós-graduação da Escola de Comunicação da UFRJ. Para além da série de reportagens, a pesquisa teve como resultado o primeiro banco de dados público com informações sobre os proprietários de 1.737 canais de retransmissão de televisão na Amazônia Legal, que será publicado pela UFRJ.

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